Civil detém homicida mais perigoso de Caruaru

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Pedro Augusto

A Polícia Civil prendeu, na noite da última quarta-feira (3), em um motel de nome não revelado, em Caruaru, o homicida mais perigoso dos últimos anos da cidade. Trata-se de Wellington Luiz da Silva, o “Nino”, de 25 anos. Suspeito de ter cometido 17 assassinatos e quatro tentativas de homicídio somente em 2015 no município, ele encontrava-se no momento da prisão na companhia de uma adolescente de 17 anos. Em coletiva, já na manhã seguinte, na sede da Delegacia Regional de Caruaru, entre os bairros Boa Vista I e II, a polícia ressaltou a alta periculosidade do criminoso.

“Por tudo que cometeu no ano passado, realmente, o Nino era considerado o homicida mais perigoso da cidade. Inclusive, além de ter praticado todo este número de assassinatos em 2015, ele também foi responsável por pelo menos uma morte já no início deste ano. As investigações vão continuar haja vista que há fortes indícios de que o suspeito ainda tenha praticado outros homicídios”, pontuou o diretor da Dinter 1, delegado Erick Lessa.

Responsável por conduzir o inquérito, o titular da 19ª Delegacia de Caruaru, Francisco Souto Maior, confirmou que as mortes relacionadas a Nino teriam ligação com o tráfico de drogas. “Ele era um traficante bastante temido tanto que estabelecia a lei do silêncio. Quando não recebia as quantias as quais deveria receber com a venda de droga, acabava matando as vítimas por conta própria. Para isso, contava com o apoio de outros suspeitos que atuavam como motoristas de fuga. O Nino dominava o tráfico nos bairros Santa Rosa, Vassoural e Indianópolis”.

Após passar pelos procedimentos padrões na Derepol, o suspeito foi encaminhado para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, no bairro Vassoural, onde responderá pelo crime de homicídio qualificado (quando se há a intenção de matar). “Formalmente, ele já foi indiciado por 15 assassinatos com penas previstas cada um de 12 a 30 anos de reclusão”, finalizou Francisco Souto Maior.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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