Ministério da Saúde monitora passagem da tocha olímpica pelo país‏

Os brasileiros que acompanharem a passagem da tocha olímpica pelo país, a partir desta terça-feira (03), contarão com toda uma estrutura de saúde pública nas cidades por onde o símbolo percorrer. O Ministério da Saúde vai garantir que os hospitais, postos de atendimento em saúde e ambulâncias do SAMU, estejam preparados adequadamente para os serviços essenciais que se fizerem necessários.

O trabalho do Ministério da Saúde em parceria com os órgãos de saúde local tem o objetivo de detectar, avaliar e reforçar os eventos de saúde pública relacionados à passagem do símbolo olímpico, com base nas vigilâncias: sanitária, epidemiológica e assistência à saúde. Além disso, a pasta vai alertar a população sobre os riscos de proliferação de criadouros e da picada do mosquito Aedes Aegypti, com distribuição de material informativo.

“A chegada desse símbolo, que já percorreu várias cidades do mundo, é um momento único para o país, e a população brasileira pode contar com todos os serviços de saúde para o que precisar. Vamos estar bem estruturados para essa festa”, afirma o ministro da Saúde, Agenor Álvares.

A tocha olímpica chegou ao Brasil vinda da Grécia. Da capital federal, iniciará um trajeto de 20 mil quilômetros por mais de 300 municípios brasileiros até a chegada no dia 5 de agosto na cidade do Rio de Janeiro. Ao passar pelos municípios haverá eventos de Celebração, sempre na última cidade do dia de revezamento que inclui show musical nacional e outras atrações. O fogo olímpico vai ser conduzido por cerca de 12 mil pessoas, entre atletas, ex-atletas e personalidades.

Considerando o longo período de atividades relacionadas à celebração da passagem da tocha, o Ministério da Saúde recomenda também que as cidades observem e notifiquem eventos em saúde durante a rota do revezamento no Brasil.

APLICATIVO – O Ministério da Saúde disponibilizou para a população o aplicativo Guardiões da Saúde. Na ferramenta, o usuário pode indicar diariamente qual é a sua condição de saúde e, assim, ajudar no monitoramento da saúde pública. Isso permite ao Poder Público a adoção de providências e ações de proteção de forma ágil, uma vez que será possível mapear a ocorrência de sintomas similares relatados em determinadas localidades. O aplicativo vai permitir a detecção mais rápida da proliferação de doenças e a adoção das medidas necessárias para informar e proteger a população.

Ao informar sua condição de saúde, o cidadão é orientado a procurar um serviço de saúde caso indique estar com algum sintoma de doença, e pode encontrar a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) mais próxima por meio do mecanismo de geolocalização, além de identificar farmácias próximas. Os usuários também podem acompanhar orientações sobre os cuidados com as doenças mais comuns no Brasil, como as transmitidas peloAedes aegypti.

Na versão Olimpíadas, que será lançada em maio e terá um visual novo, também haverá um quiz com curiosidades sobre diversos temas da área da saúde. A cada resposta correta, o cidadão avança na corrida e pode conhecer mais sobre modalidades esportivas.

O aplicativo está disponível para download, gratuitamente, nas lojas virtuais Play Store e Apple Store e também pode ser acessada pela web. A iniciativa é fruto de uma parceria com a ONG norte-americana Skoll Global Threats Fund (SGTF).

OUTRAS AÇÕES – As iniciativas desenvolvidas no âmbito da saúde incluem ainda a montagem de um centro de operações para atuar em ocasiões de emergência e auxiliar na organização da rede de assistência. O CIOCS (Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde) será ativado a partir do dia 5 de julho – um mês antes do início dos Jogos – e segue até 5 de outubro. O Centro irá monitorar as situações de risco, a demanda por atendimento, a vigilância epidemiológica e sanitária, além de coordenar respostas diante de emergências em saúde pública.

O CIOCS foi criado em 2011 pelo Ministério da Saúde e já foi ativado em eventos como Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude e Copa do Mundo de 2014. Com esse monitoramento, foi possível verificar que, durante a Copa, apenas 0,2% dos participantes necessitaram de algum tipo de atendimento de saúde fora das arenas – como demonstra a experiência internacional, que prevê que, nos locais dos jogos, a necessidade de deslocamento a unidade de saúde de maior complexidade é entre 0,2% e 0,5% dos casos.

Outra iniciativa é a atualização da página Saúde do Viajante (www.saude.gov.br/viajante) voltada a orientar o turista com informações para prevenção de saúde. A estratégia, implantada desde maio de 2013, contém dicas práticas e informações essenciais que ajudam os visitantes nacionais e internacionais a protegerem sua saúde durante a viagem. As orientações são direcionadas à prevenção de várias doenças, incluindo as transmitidas pelo Aedes aegypti, e podem ser acessadas nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.

Natural do Rio de Janeiro, é jornalista formado pela Favip. Desde 1990 é repórter do Jornal VANGUARDA, onde atua na editoria de política. Já foi correspondente do Jornal do Commercio, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e Portal Terra.

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