Cursos técnicos na Asces

A Faculdade Asces abriu inscrições para sete cursos técnicos e uma especialização técnica. Trata-se da Especialização em Técnicas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cursos técnicos de Análises Clínicas, Citopatologia, Enfermagem, Estética, Farmácia, Massoterapia e Saúde Bucal.

Para a especialização os interessados precisam ter o diploma e o histórico escolar de técnico ou bacharelado em Enfermagem em instituição reconhecida pelo MEC ou ainda estar cursando o antepenúltimo semestre do curso de graduação em Enfermagem.

Os interessados devem comparecer até a próxima sexta-feira (29), no Campus II, no horário das 13h às 17h. Os valores para os cursos e a especialização são de R$ 320. Podem se inscrever os estudantes que concluíram o ensino médio ou estão cursando o 2º ano do ensino médio. Mais informações nos números de telefones: (81) 3721-9718 ramal 254 ou pelo e-mail cft@asces.edu.br. Acesse www.asces.edu.br/ascestec.

ARTIGO — Recesso na hora certa?

Por Maurício Assuero

O recesso parlamentar se estenderá até o próximo dia 1º e a gente fica na dúvida se realmente ele chegou na hora certa. Há pelo menos duas vertentes: a necessidade de definição de políticas, que tirem a economia do buraco e a conclusão dos processos de impeachment e de cassação de Eduardo Cunha. Obviamente que este prazo beneficia Cunha. Ele ganhará tempo para usar suas armas junto aos deputados que lhe devem favores no sentido de reverter o processo de cassação (louva-se a paciência do Juiz Sergio Moro: espera tranquilamente o desfecho para convidar Cunha para uma conversa presencial!). Na outra ponta, mas nessa mesma linha, tem a questão do impeachment. Se Dilma se salvar é provável que a economia sofra mais intensamente e se ela for condenada nada garante que a economia cresça, todavia, o sentimento do mercado é a continuação do governo Temer.

O congresso poderia ser convocado em situações de relevante interesse público, mas uma definição para esta celeuma política não está sendo encarada como tal. Nossos representantes não entenderam o quanto é importante seguir em frente, aprovar medidas restauradoras para a atividade econômica e o pior: como a convocação extraordinária implica em custos adicionais, nossos representantes não estariam muito dispostos a abrir mão dessa remuneração. Assim, uma economia combalida, sofrida, desgastada e desmoralizada perante os investidores externos, pode continuar de mão estendida mendigando um pedido de socorro. É triste.

O discurso do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixou a sensação de que os projetos de interesse do Governo Federal (espera-se também que sejam do interesse do povo) deverão ter um andamento mais rápido em função da necessidade de respostas para a economia. Ele falou, inclusive, sobre a questão previdenciária. Mas, este é um caso para lembrar que a proposta do governo atende o governo e não a população. O debate precisa ser ampliado e sair dos extremos atuais: imposição de se trabalhar até morrer e ter tempo de contribuição suficiente para aposentar antes dos 60 anos. Precisamos olhar, também, como será o mecanismo de concessão de aposentadorias para parlamentares (o ex-ministro Aloizio Mercadante, acaba de se aposentar como ex-senador).

Juntando tudo isso, o sentimento que fica é que esta pausa no Congresso vai servir para as tratativas para as eleições municipais. Posso até estar cometendo um julgamento de valor, mas o interesse dos deputados e senadores, neste instante, é o fortalecimento de suas bases. A economia não vai melhorar de um dia para o outro.

PRTB confirma apoio à Raquel Lyra

Após decisão das executivas nacional e estadual do PRTB, reunimos os vereadores Rodrigues da Ceaca, Duda do Vassoural, Heleno do Inocoop e Edjailson, além do presidente municipal, Luciel Emerson, para confirmar o apoio do partido a nossa pré-candidatura. “O PRTB é um excelente reforço, com um grupo importante de vereadores e pré-candidatos”, disse Raquel Lyra. A convenção para homologar seu nome está marcada para o próximo dia 05, no Teatro Difusora. 

Pescatore chega a Caruaru com investimentos de R$ 2,5 milhões

Por Wagner Gil

Quando a palavra é crise, no Caruaru Shopping, a resposta ‘é trabalho e investimento’, de acordo com o superintendente, Marcos Berlarmino. Ele estava se referindo à chegada do restaurante Pescatore, do empresário recifense Alexandre Nader (42). Ele está investindo cerca de R$ 2,5 para implantar o primeiro de quadro unidades que serão inauguradas em várias cidades do Nordeste, entre elas, Recife e Fortaleza.

Vindo de uma tradicional família de Recife que faz investimentos na vida noturna, entre elas Fashion Club, Music, Manhatan, entre outras, Alexandre disse que estava motivado com esse investimento em Caruaru. “ Ficamos impressionado com o que nos foi apresentado aqui. Os números do shopping, previsão de expansão, etc. Além disso, a força regional de Caruaru na economia. Tenho certeza que estamos investindo bem”, disse Nader. O restaurante chega em Caruaru com um slogan ousado: melhor camarão do Brasil. “ Vamos justificar esse Slogan”, garantiu o empresário.

A expectativa é que a unidade gere em torno de 60 empregos direto além de movimentar uma série de segmentos diferenciados. No ramo de alimentos é possível gerar bastante emprego indireto quando uma operação de grande porte surge, principalmente dentro de um shopping center. São setores de serviço e fornecedores que contratam por conta do aumento de demanda. A previsão de abertura é na primeira quinzena de setembro, podendo passar alguns dias devido a chegada de alguns materiais.

Com capacidade para receber até 200 pessoas, o Pescatore de Caruaru tem projeto assinado pela renomada arquiteta Danielle Razel, de Fortaleza. “Ela está entre as melhores arquitetas de shoppings do país. No espaço que temos aqui ela fez um trabalho fantástico. O público de Caruaru e da região vai gostar, tenho certeza”, disse Alexandre. Dividido em dois ambientes, o Pescatore vai oferecer um mezanino com capacidade de 40 lugares. A iluminação e colocação de monitores, ficou bastante equilibrada.

Cardápio com cara de Caruaru – O cardápio do restaurante Pescatore foi desenvolvido pela chefe Armandinho Plugiese, que é natural de Caruaru, mas se radicou em Recife, onde se formou e montou restaurante (HotSotp). “ Nos iremos trabalhar com camarões de alta qualidade e frutos do mar. Teremos ainda carnes (cortes nobres), frango e saladas”, revelou o empresário. Ao todo serão mais de 80 pratos – a maioria vai servir duas pessoas. “ Praticamente todo cardápio vira com pratos fartos que vai servir bem duas pessoas, mas teremos pratos executivos”, completou Nader. Ele disse ainda que vai dezenvolver um cardápio especial voltado para o público universitário, já que a universidade que funciona ao lado do shopping, tem cerca de oito mil alunos.

O Pescatore vai oferecer ainda um espaço exclusivo para reuniões, festas de confraternização ou almoço-jantar de negócios. O restaurante vai oferecer uma série de opções para os apreciadores da boa cerveja e do bom uísque. “ Teremos clube do uísque (sem fita), às melhores cervejas do Brasil e importadas, além de uma excelente carta de vinhos. Estamos preparando um ambiente à altura de Caruaru”, finalizou Alexandre Nader.

Consultor dá dicas de comportamento nas redes

As redes sociais tomam conta, praticamente, de boa parte do cotidiano de muita gente. Seja para lazer ou trabalho, a internet pode ser considerada um facilitador de relacionamentos profissionais e pessoais. Mas será que o que é postado na rede interfere nas relações de trabalho? Em tempos, onde tudo vira polêmica e ganha proporções incalculáveis devido a essas novas tecnologias, ter um pouco de sensibilidade sobre o que vai publicar nas redes sociais pode garantir até mesmo a vaga de emprego.

De acordo com o consultor em Gestão da Estratégias & Resultados, Gilberto Alves, é importante lembrar que se posicionar não significa necessariamente ter um lado, pois os profissionais precisam lembrar que tudo sempre tem pelo menos dois lados, que nem sempre se resumem ao lado certo ou errado. Principalmente em assuntos polêmicos. Ou seja, se posicionar é o ato de emitir uma opinião sobre algum assunto e não uma escolha entre lados. “Diante disso, o trabalhador, antes de se posicionar, deve buscar avaliar os diversos pontos de vista e os diversos fatores que influenciam aquele tema, mesmo antes de levar em consideração seus valores éticos, morais e sociais. Dessa forma, o profissional pode ter uma visão mais ampla do todo e fazer uma análise imparcial do tema”, explicou.

O posicionamento de pessoas que ocupam cargos de liderança deve ser observado ainda com mais cautela, segundo o consultor, pois é função do gestor harmonizar o ambiente de trabalho através da mediação dos mais diversos conflitos. “Os gestores devem lembrar que suas opiniões são interpretadas pelos colaboradores de forma mais amplificada pelo seu posicionamento hierárquico e se esse posicionamento for de alguma forma radical ou extremista pode ferir os valores da empresa ou principalmente dos colaboradores, já que em uma mesma equipe podem haver pessoas de religiões, etnias, princípios e opiniões distintas”.

A dica é usar sempre o bom senso, avaliar se essa opinião pode ser ou não entendida como um crime bem como evitar o extremismo e, principalmente, se fundamentar para que quem ler, mesmo que não concorde, entenda e respeite. O mesmo vale para o ambiente offline de trabalho.

Caixa vai financiar imóveis de até R$ 3 milhões

Da Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (25), os mutuários da Caixa Econômica Federal poderão financiar imóveis de até R$ 3 milhões, o dobro do limite de financiamento em vigor até agora, de R$ 1,5 milhão. A mudança foi anunciada na última segunda-feira (18), pela instituição financeira e afetará somente as operações de crédito do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). Essa modalidade de crédito financia imóveis mais caros, sem emprestar dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Além de aumentar o limite de crédito, a Caixa anunciou que passará a financiar uma parcela maior do valor dos imóveis por meio do SFI. A cota de financiamento para imóveis usados subiu de 60% para 70% do valor total. Para a compra de imóvel novo, construção em terreno próprio, aquisição de terrenos e reforma ou ampliação, a cota passou de 70% para 80%.

Nas operações contratadas com interveniente quitante, nas quais haverá quitação de financiamento com outra instituição financeira, a cota de financiamento subirá de 50% para 70%. Até o início do ano passado, a Caixa financiava 70% dos imóveis adquiridos pelo SFI. O teto caiu para 40% em maio de 2015 e tinha sido reajustado para 60% em março deste ano.

Perfil

Em nota, o banco confirmou que estuda a personalização dos juros e das cotas de financiamento conforme o perfil do cliente, mas esclareceu que esse modelo ainda não tem data para entrar em vigor. “A Caixa esclarece que o novo modelo de concessão de crédito, que levará em consideração aspectos de perfil do cliente como rating ou menor quota de financiamento, ainda está em estudo e não tem previsão de data de lançamento”, destacou a instituição financeira.

Soparia do Gordo promove festival

Neste sábado (23), a Soparia do Gordo promove o 1º Festival de Voz e Violão, com a participação de grandes nomes da música local e estadual. Dentre os artistas confirmados estão Bartho, Fábio Duarte, Humberto Bonny, Domingos Acioly, Laranjinha, Quel Sales, Iran Carlos (cover de Benito de Paula), Edjaílson e a banda Máquina do Tempo. O evento acontecerá na estação point Hall (Largo da Estação Ferroviária), com 13 horas de música initerrupta. Os ingressos estão custando apenas R$ 10 (mulher) e R$ 20 (homem). Mais Informações e reservas de mesas pelos telefones: 3045-3622 e 99109-4666.

ARTIGO — Caruaru, Violência e Apatia. Um faroeste Caboclo

Por Mário Benning

Ficou comum, banal, conversar sobre violência em Caruaru, tratamos de forma corriqueira e com naturalidade temas que vão de: furtos, assaltos, assassinatos e agressões. A violência incorporou-se ao nosso cotidiano, fazendo parte do nosso dia a dia. E o pior é que, apesar da situação de calamidade em que estamos, abordamos o assunto com uma tranquilidade absurda.

Achamos normal, transformar nossas casas em fortalezas com: cercas elétricas, grades, cães de guarda e segurança privada. Elaboramos verdadeiras táticas de guerrilha para sairmos ou chegarmos em nossas casas. Dar uma volta, ver se não tem ninguém estranho perto, ou pior, se há uma moto nos seguindo. Perdemos o direito de andar tranquilamente pelas ruas. E nossos filhos nunca terão as experiências que nós tivemos em nossas infâncias, de brincar na vizinhança, entre outras tantas.

Valeria a pena pesquisar, o quanto o sentimento do medo acelerou a construção de condomínios fechados e a verticalização da cidade. Já que esses equipamentos são considerados mais seguros que as casas.

Aceitamos, com resignação, que podemos ser assaltados ou furtados a qualquer momento.

Porém, o maior exemplo do quanto nós nos acomodamos, ou nos acostumamos a viver numa situação atípica ou irreal, é o número de homicídios cometidos na cidade. O crime mais grave, o que rompe com todo e qualquer limite de vida civilizada, revelando o quão bárbara é uma sociedade.

Achamos normal que em 2014 tenhamos tido 137 homicídios, e o aumento para 204 em 2015. E comentamos com uma mórbida naturalidade, para não dizer satisfação; que com certeza este ano, 2016, ultrapassaremos esse número. Como se estivéssemos numa competição surreal, ou se esse fosse um título a ser conquistado, como o de sermos a Capital do Forró.

Para termos uma ideia do quão absurda é a nossa situação, basta usar a metodologia internacional, aplicada para medir o índice de violência. Não se compara o número bruto de mortes. Afinal, cinco homicídios numa população de 1 milhão de habitante é bem diferente dessas mesmas cinco mortes numa população de dez mil habitantes. Sendo assim comparamos, ou calculamos, o número de assassinatos a cada cem mil habitantes.

Com isso, mesuramos, proporcionalmente, o quão violenta é uma localidade. O Brasil tem índices epidêmicos de homicídios, somos campeões mundiais em números absolutos. Com quase 60 mil mortes por ano, num universo de 200 milhões de habitantes. Países com populações semelhantes tem resultados bem melhores: os EUA tem, cerca de, 17 mil homicídios ano, a Indonésia 19 mil e no Japão menos de 1 mil por ano. Calculando o nosso índice de homicídios é de 29 a cada cem mil, o que nos torna 11º primeiro país mais violento do mundo.

E se aplicarmos essa metodologia internacional em Caruaru?

Bem, levando em conta o número fornecido pela SDS/PE tivemos 204 homicídios em Caruaru, num universo de 347. 088 habitantes. O que resulta num índice de 58,77. Bem acima da média nacional, da de Recife com 35,83, e de Petrolina, uma cidade no mesmo Estado e com população semelhante, que foi de 39,83. Caruaru, com esse índice, estaria entre as cinquenta cidades mais violentas do Brasil, se esse patamar for mantido.

Porém essa fatura, essa responsabilidade, tem que ser dividida. Existem ações e omissões para todos os níveis de Governo, do Federal ao Municipal.

A ausência de uma política nacional de segurança, uma maior fiscalização das fronteiras, a articulação dos sistemas de segurança em nível nacional, a unificação das duas polícias, podem ser colocadas na conta da União, entre outras.

Um efetivo insuficiente, desmotivado e desaparelhado pode ser colocado na conta do Governo Estadual, basta ver as condições oferecidas a PM para trabalharem no São João de Caruaru. Ou para que a Civil investigue e forneça os dados necessários as ações de inteligência e a finalização dos inquéritos.

E,finalmente, a gestão municipal. Embora, à obrigação constitucional de ações repressoras e de policiamento ostensivo caibam essencialmente ao Governo Estadual. A PMC pode, dentro da sua esfera de influência, agir e muito. Nada justifica a atual apatia da gestão municipal diante de índices absurdos como esses. A ausência de uma política municipal de segurança, é de um silêncio ensurdecedor .

Nesse contexto, cabe ao Município oferecer o básico, o elementar, como uma iluminação pública eficiente na cidade. Algo que comprovadamente tem um impacto nos índices de violência, e que está sob a responsabilidade da Prefeitura. E que é alvo de queixas recorrentes e de um descaso injustificável da atual administração.

Bem como ter uma presença efetiva dos serviços públicos na periferia, expandindo de fato à cidadania. Garantindo o acesso universal a: infraestrutura, limpeza, lazer e escolas de tempo integral. Bem como, equipar e treinar a Guarda Municipal nos termos da Lei 13022 de Agosto de 2014. São ações que competem a Prefeitura e que atenuariam o caos que estamos vivendo. Evitando que ocorram situações ,como as que foram denunciadas, com equipamentos que deveriam estar colaborando com a segurança pública enferrujando em depósitos.

Não é hora de fugir da realidade, ou querer naturalizar ou justificar o injustificável. Há uma crise de segurança municipal, e está na hora das nossas lideranças se posicionarem. Afinal com disse Jung: “Contra fatos não há argumentos.” É chegada a hora das ações.

Prof Mário Benning, é Mestre em Geografia e Professor do IFPE Caruaru.

FUTEBOL: Fracassos antecipam férias de clubes

Por Pedro Augusto

O segundo semestre mal começou e a torcida caruaruense já teve de ser despedir das partidas profissionais disputadas ao vivo. Se for tomada como parâmetro essa antecipação obrigatória no encerramento das atividades pode-se concluir que os desempenhos dos clubes locais na temporada 2016, que por sinal ainda está longe de acabar, ficou muito aquém do esperado. Ao pé da letra catastróficos haja vista que o Porto foi rebaixado para a 2ª Divisão do Campeonato Pernambucano e o Central acabou jogando fora mais uma oportunidade de retornar à Série C. Único time local a disputar a 4ª Divisão 2016, a Patativa acabou sendo desclassificada ainda na primeira fase da competição.

Se não bastasse a saída precoce, a torcida centralina ainda teve de empurrar por “goela abaixo” a desclassificação da forma como ela se concretizou. Presente em pequeno número, mas incentivando durante os poucos mais de 90 minutos, a massa alvinegra não conseguiu evitar mais um vexame proporcionado pelos os seus representantes dentro de campo. Com o dever de apenas conquistar a vitória por um placar simples diante do lanterna e já eliminado do grupo A5, Guarani de Juazeiro, os jogadores acabaram esbarrando mais uma vez em suas limitações e ficaram apenas no empate por 1 a 1, com o adversário da vez, no último domingo (17), no Luiz Lacerda.

Resultado este que manteve a equipe caruaruense na terceira colocação final da chave deixando-a também sem qualquer chance de retornar à 3ª Divisão. Sem querer papo com os microfones da imprensa local, agora, a diretoria centralina se encontra direcionada para tentar resolver os problemas, que não são poucos, do setor administrativo do clube. Já a LM 03 Sports e Marketing, que fechou contrato com a Patativa e acabou sendo a responsável pela montagem do elenco, até que tentou fazer uma coletiva para anunciar o planejamento para a próxima temporada, porém supostamente foi impedida de realizá-la na Sala de Imprensa Jornalista Souza Pepeu.

Até o fechamento desta matéria, o encontro com os jornalistas não havia sido feito. Se os refletores do Estádio Lacerdão foram apagados em julho para a equipe profissional do Central, os mesmo equipamentos, mas instalados no Estádio Antônio Inácio, acabaram sendo desligados para o elenco principal do Porto ainda em março. Titubeando nas 10 rodadas disputadas, o Gavião do Agreste acabou ficando apenas na vice-lanterna do hexagonal da permanência, atuação esta que o rebaixou para a Série A2 do Estadual. Hoje, assim como o arquirrival, o tricolor da Rua Preta só entrará em campo neste restante de temporada, através do elenco de juniores. Tanto a Patativa como Gavião já se encontram disputando o PE Sub20.

Procon atendeu mais de 8 mil pessoas apenas no primeiro semestre

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Caruaru, realizou um balanço dos atendimentos do primeiro semestre de 2016. No total foram realizados 8.127, entre 01 de janeiro e 30 de junho. O número foi quase o dobro do ano passado, quando, no mesmo período, 4.145 pessoas abriram reclamação. O acréscimo foi surpreendente, mas tem uma causa justificável. Este ano o Procon realizou o Multidão dos Endividados, quando foi dada a oportunidade de renegociação de dívidas junto a Celpe, Compesa, instituições financeiras e operadoras de telefonia. Em apenas uma semana de atendimento, realizada no mês de junho, 2.200 pessoas foram ao Procon.

O Procon faz parte do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, segundo o artigo 105 da Lei 8.078/90, que consta no Código de Defesa do Consumidor. O órgão funciona como auxiliar do Poder Judiciário e o trabalho desenvolvido por meio dele é pela busca de solução, através de conciliação, para assegurar a cumprimento do Código nas demandas dos consumidores, fornecedores ou prestadores de serviços. O Procon também tem caráter preventivo e educativo, orientando o consumidor em suas reclamações, informando sobre seus direitos, fiscalizando as relações de consumo entre consumidor e fornecedor ou prestador de serviços, ou seja, está sempre alinhado para que se exerça, em sua total amplitude, a cidadania.

Assim como acontece todos os anos, os assuntos financeiros estão no topo das reclamações, com 4.265 atendimentos, neste segmento está incluso os 2.200 que foram do Mutirão dos Endividados. Em seguida aparecem os serviços essenciais, com 1.603 e em terceiro os produtos, com um total de 1.339 pessoas atendidas.

O Procon Caruaru se destaca no Nordeste, devido ao grande número de atendimentos e de resolutividade das reclamações, que este ano já chega a 98,10% dos casos. Segundo o diretor do Procon Caruaru, Adenildo Batista, o sucesso deve-se a constante busca pela harmonia entre as relações de consumo e repreensão a tudo o que esteja em desacordo com as normas legais. “Apesar de este ano ter havido este aumento de atendimentos, sabemos que a população ainda não tem a cultura de buscar seus direitos. Mesmo assim, ao identificar que ocorre um descumprimento à Lei do Consumidor, mesmo que não tenha reclamação em nosso atendimento, nós realizamos fiscalizações. É o caso da demora nas filas de bancos. Apesar de não haver incidência de denuncias aqui, nós sabemos que muitas instituições financeiras descumpre a regra. Por isso realizamos fiscalização periódica, onde tantas vezes já chegamos a constatar as falhas, autoar os responsáveis e até multar as empresas. Estamos atentos e disponíveis para as denuncias e para tudo o que conflite com o Código de Defesa do Consumidor”, acrescenta.