ARQUIVO — Caderneta de poupança x LCI

Por Maurício Assuero

A aplicação financeira mais tradicional, sem dúvida, é a caderneta de poupança. Sua origem data de um decreto de 1808 da ordem de D. João VI. A poupança é uma aplicação puramente destinada – como diz o decreto – a pequenas economias e a razão disso é sua taxa de rentabilidade: 6% ao ano acrescido da taxa de inflação. A vantagem dessa aplicação é a isenção do imposto de renda.

Como ao longo do tempo o Brasil conviveu com uma taxa de inflação galopante, o indexador da poupança mudou de acordo com as novidades dos planos de estabilização econômica até que chegou num monstrengo chamado TR – Taxa de Referência que, ironicamente, não é índice de preços posto que se trata da taxa média de captação praticada pelos vinte maiores bancos do país. Cabe ressaltar que antes de 2012, com a queda da taxa SELIC até o nível de 7,5% ao ano (o menor da já visto), a caderneta de poupança passou a ser uma aplicação mais competitiva que os títulos do governo, por exemplo. Uma das razões é, como foi dito acima, a isenção do imposto de renda. Numa aplicação em renda fixa, por exemplo, o cliente paga imposto de renda e IOF. Na poupança, não. Com a perda de receita o governo alterou a lei e a poupança ficou esse retrato lamentável e degradante. Daí, a cada mês cresce o volume de recursos que são sacados da poupança e isso afeta diretamente as operações de crédito imobiliário que usam recursos da poupança como lastro para seus financiamentos.

Visando atenuar as perdas com os recursos da poupança, surgiu a LCI – Letra de Crédito Imobiliária que nada mais é do que um título de renda fixa, mas que tem uma finalidade especifica de aplicações dos recursos: o crédito imobiliário. Uma LCI pode ser mais interessante do que a poupança, dependendo em que instituição se faz a aplicação. Trata-se de um título que tem um período de carência de 60 dias (já foi 90!), isto é, não se pode sacar antes de 60 dias e o valor a ser aplicado depende, também, da instituição. Algumas exigem no mínimo R$ 50 mil, outras é possível aplicar R$ 1 mil. O cuidado deve ser a taxa de aplicação. O Banco do Brasil, por exemplo, remunera uma LCI em 70% da taxa do CDI – Certificado de Depósito Interbancário e aí, a LCi pode ser pior do que a poupança. Registre-se também que não há incidência de imposto de renda.

Trata-se de uma operação interessante desde que realizada a uma taxa que supere a poupança. O fato é que, enquanto a taxa de juros está alta, os títulos de renda fixa tornam-se mais atraente. Se a SELIC cair para menos de 10% ao ano, os olhos irão se voltar novamente para a caderneta de poupança. É a ciranda financeira.

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O que fazer com o dinheiro do saque do FGTS inativo

A notícia de que os trabalhadores poderão sacar todo o saldo de suas contas inativas do FGTS está animando o mercado, sendo que se projeta a injeção de R$ 30 bilhões na economia. Em um primeiro momento já são cerca de um milhão de trabalhadores sem carteira assinada há três anos ou mais e com contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que podem sacar seus saldos.

Esses trabalhadores não precisarão aguardar o calendário da União, que a partir de fevereiro, vai permitir a retirada de recursos de todas as contas que não têm mais movimentação no país. Isso pelo fato de que quem fica por 36 meses ou mais sem recolhimentos para o fundo pode fazer a retirada do saldo que está parado.

Agora, tanto para quem está desempregado e para quem poderá retirar em fevereiro, a orientação é a mesma, muito cuidado para não colocar em risco essa reserva financeira. Não é porque é uma verba inesperada de deve ser gastada desordenadamente, muito ao contrário, esse dinheiro pode marcar o início de uma virada financeira.

O objetivo do governo é que os valores sejam usados para quitar dívidas, mas, só recomendo essa ação em caso de descontrole no pagamento ou inadimplência, fatos que podem gerar juros abusivos. Agora, quando o endividamento estiver controlado (como é o caso de quem tem parcelamentos em dia da casa própria, veículos, ou para crediários ), esse dinheiro deve ser utilizado para iniciar o planejamento de sonho. Os brasileiros precisam aprender a lidar com o dinheiro de forma sustentável , para que consigam alcançar seus objetivos ao longo da vida com segurança financeira.

Um grande erro que observo é que o FGTS vem sendo posto como a “salvação” dos brasileiros, mas, na verdade será apenas mais um ganho extra, se não tiver cuidado, os resultados serão os mesmo de vários outros valores que os brasileiros recebem, como restituição de imposto de renda, sendo direcionado apenas ao consumo ou ao combate do efeito do endividamento e não das causas.

Mas, como dito, para quem está inadimplente uma orientação especial é interessante: conheça verdadeiramente a sua condição financeira e trace um planejamento para sair dessa situação. Não é com pressa, trocando uma dívida por outra, que o problema irá se resolver, pelo contrário. A mudança precisa ser comportamental, a fim de eliminar costumes e hábitos que levam ao consumismo não planejado e descontrolado.

Conheça orientações para sair das dívidas:

Caminhos alternativos para fugir do endividamento são possíveis. Pensando nisso, veja algumas orientações que indicam como resolver o problema definitivamente:

Se você possui diversas dívidas, mas ainda não está inadimplente, cuidado! A situação é bastante preocupante. Levante todos os valores e estabeleça uma estratégia para que continue adimplente. E lembre-se, estar endividado nem sempre é um problema; o problema é quando não se consegue pagar esse compromisso;

Se já estiver inadimplente, antes de sair negociando, tenha total conhecimento de sua situação. Faça um diagnóstico financeiro, registrando o que ganha e o que gasta, e conheça o seu verdadeiro “eu financeiro”;

Faça um apontamento de despesas diárias, separado por tipo de despesas, durante os próximos 30 dias. Esse é o caminho para que fique tudo mais claro. Somente assim poderá cortar gastos e reduzir excessos;

Muitas vezes, é importante dizer “devo, não nego, pago, como e quando puder”. Nunca se deve procurar o credor (pessoa ou instituição para quem se deve) antes de ter domínio completo da sua situação financeira;

A portabilidade é uma das ferramentas para reduzir o endividamento, portanto procure por linhas de créditos mais baixas. Porém, é importante frisar, isso não resolve a causa do problema;

No planejamento para pagar as dívidas, priorize as que têm os juros mais altos. Geralmente são as de cartão de crédito e cheque especial;
Na hora de negociar, se for parcelar as dívidas, tenha certeza de que cabem em seu orçamento;

Antes de pagar as dívidas, é preciso reunir a família (inclusive as crianças), apresentar o problema e discutir as alternativas. Saiba que, para pagar as dívidas atrasadas, terá que repensar o seu padrão de vida, pois a sua força de pagamento será reduzida nos próximos meses, com o incío do pagamento das parcelas;

Não existe uma porcentagem exata do quanto terá que direcionar para pagar suas dívidas, isso dependerá do diagnóstico financeiro feito previamente;

Além de pagar as dívidas, procure guardar dinheiro para fazer suas próximas compras à vista e obter descontos. Mesmo endividado, inicie o projeto de vida de ser independente e sustentável financeiramente. E não se esqueça: é preciso respeitar o dinheiro e entender que ele é um meio e não um fim.

Enfim, é muito interessante esse dinheiro extra do FGTS que muitos brasileiros receberão, contudo, muito cuidado na hora de usar. Sabendo se planejar, esse pode ser o início de uma mudança positiva em sua vida financeira, ou pode ser apenas um extra para consumo pu pagar dívidas. A opção será de quem recebe o valor

A dura realidade do desemprego

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Pedro Augusto

Se para alguns o período atual é de tentar aproveitar ao máximo os encantos e os atrativos oferecidos pelo Litoral pernambucano, para outros o início de 2017 está sendo utilizado para lutar por uma relocação junto ao sol, ou melhor, ao mercado de trabalho. Se for tomado como parâmetro o retrospecto de 2016, o alcance de uma vaga neste começo de ano encontra-se ainda mais difícil do que no primeiro mês dos anos anteriores, haja vista que na temporada passada Caruaru vivenciou o seu segundo pior intervalo em termos de geração de empregos desde a criação da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Para se ter ideia, somente no ano passado 3.256 postos de trabalhos formais foram desativados na Capital do Agreste.

Um pequeno exemplo deste quantitativo alarmante de profissionais desocupados pode ser facilmente observado na área interna da Agência do Trabalho de Caruaru, no Bairro Maurício de Nassau. Nela, diariamente, um volume extenso de desempregados vem se concentrando em meio às cadeiras disponíveis à procura de uma oportunidade de trabalho. Por lá, a reportagem VANGUARDA acabou encontrando, na manhã da última terça-feira (24), o desempregado Cícero Adriano, de 40 anos. Pai de três filhos e com um amontoado de contas para pagar, ele já tratou de deixar de lado a busca por vagas voltadas apenas para um segmento profissional: o de motorista.

“Do jeito que as coisas andam no mercado de trabalho local, estou pegando qualquer emprego que possa dar comida aos meus filhos. O meu último trabalho foi de motorista, mas também tenho experiência como auxiliar de escritório e porteiro e, caso surjam oportunidades nestas duas últimas áreas, não pensarei duas vezes em aceitar as propostas. Quem hoje com essa crise se encontra empregado e está de férias, por exemplo, numa praia, pode se sentir um privilegiado. A situação está muito difícil para muita gente, inclusive para minha família”, lamentou Cícero.

O primeiro estudo feito neste ano pela Agência do Trabalho de Caruaru também não deixou por menos a exemplificação do alto quantitativo de desocupados presentes hoje na esfera local. De acordo com o coordenador do serviço, Tássio Patrese, somente no intervalo do dia 1º até o dia 23 de janeiro, 2.986 pessoas estiveram recebendo atendimento na unidade à procura de consultas por vagas. No mesmo período de 2016, o mesmo procedimento foi realizado para 2.498 pessoas. Quanto aos atendimentos voltados para os profissionais que tinham a intenção de protocolar os seguros desempregos, de um ano para o outro, o número referente saltou de 443 para 613.

“Esses números citados demonstram que realmente a situação encontra-se muito difícil em Caruaru em termos de emprego. Pelo menos aqui na nossa unidade, hoje a demanda por postos de trabalho está maior do que o montante de vagas em aberto. Temos percebido que cada vez mais os desempregados estão procurando por postos que exigem qualificações menores para tentar conseguir retornar ao mercado. De um ano para cá, essa migração vem ocorrendo bastante”, confirmou Tássio Patrese.

De acordo com a análise do economista Maurício Assuero, a expectativa é de que o sol volte a brilhar para um número maior de trabalhadores somente no segundo semestre deste ano. “O nível de desemprego no Brasil, incluindo Caruaru, tende a se manter alto neste primeiro semestre do ano, visto que as medidas governamentais propostas não produzirão o efeito desejado no curto prazo. Não vejo como dissociar Caruaru do cenário nacional e regional do ponto de vista econômico, mas acho que a cidade pode implantar políticas públicas para atenuar as perdas. A cidade terá duas datas fundamentais para geração de renda: a Semana Santa e o São João. Como a crise é geral, muito provavelmente estas datas terão um desempenho reduzido em relação ao ano passado, mas é preciso trabalhar bem as potencialidades para que a renda das pessoas volte a subir.”

Conheça algumas opções de franquias para empreender usando o FGTS

Com um saldo total de R$ 41 bilhões em 18,6 milhões de contas inativas, segundo dados da Caixa Econômica Federal, o uso dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), anunciado pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado, pode ser uma boa alternativa para quem deseja abrir o próprio negócio. A Medida Provisória 763, publicada no Diário Oficial da União, deve impulsionar a economia e beneficiar os 10,1 milhões de trabalhadores, usuários destas contas e que poderão sacar o dinheiro retido. É um empurrãozinho a mais para quem sempre sonhou em empreender ou não consegue uma recolocação no mercado de trabalho.

Mas é preciso ter cuidado e o uso dos recursos, seja para investir de maneira integral ou como parte do investimento inicial em um negócio, deve ser feito com bastante cautela, afinal foram anos e anos de recolhimento.

Bastante vantajoso, o segmento de franquias é uma opção segura para quem quer começar um negócio. De acordo com pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising), com um crescimento de 8%, o setor alcançou um faturamento em torno de R$ 150 bilhões, chegando a 142 mil franquias comercializadas, atingindo um número de 1.220 milhões de empregos diretos em 2016. Para 2017, a expectativa é alcançar entre 7% e 9% e registrar aumento de 2% a 3% no número de empregos.

Além do crescimento, o franchising apresenta como diferencial o fato do empreendedor investir em uma marca já conhecida e testada, o que economiza tempo e dinheiro, além de contar com apoio operacional, estratégico, todo know-how da franqueadora e menor tempo de retorno de investimento. Enquanto 60% das empresas brasileiras não sobrevivem até o quinto ano, no Franchising esse índice cai para 15%, segundo dados do SEBRAE.

Crise econômica cria novas expectativas para empresários da construção civil

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A expectativa de que os juros básicos cheguem a menos de 10% o até o final do ano animou a construção civil. Entretanto, a recuperação esbarra nos estoques de imóveis prontos ou em construção paradas por conta da crise. Para empresários do ramo, não é fácil acreditar que depois de tantos anos de queda nas receitas, o ano de 2017 possa trazer novo brilho para o setor.

Depois de tantas transformações modernistas em áreas das quais não eram esperadas, a construção civil dá um salto tecnológico. A argamassa polimérica chega ao Brasil com o intuito de recriar o jeito de construir. Com a utilização do produto, paredes são construídas em poucos minutos, o tempo de cura é muito mais rápida e o valor investido é bem menor. Além disso, a sustentabilidade, fator pouco levado em consideração no modo convencional, é um dos pontos mais fortes da argamassa polimerizada.

Com a crise instaurada no Brasil, a economia nacional se tornou assunto em todas as esquinas e para recuperar os 750 mil empregos na construção extintos em 2015, a retomada precisa ser mais forte. Para Érico Santos, presidente da Massa Já, empresa de argamassa polimérica, o novo jeito de construir já não é tão novo na Europa. “Aos poucos o brasileiro tem visto as inúmeras vantagens em usar argamassa Polimérica e isso fará toda diferença na retomada de crescimento das expectativas da construção civil ”, destacou o visionário Érico.

Para a funcionária pública, Eduarda Bravo, no início, utilizar argamassa polimérica foi necessidade econômica, e hoje utiliza porque acredita ser a melhor opção. “Não foi fácil convencer os profissionais da obra, eles simplesmente não acreditavam na veracidade do produto, hoje percebo que muitos deles estão utilizando argamassa polimérica em outras obras”, disse Bravo.

“Embora a Construção Civil tenha sido considerada um setor atrasado por muito anos, acredito que a argamassa polimérica chega ao mercado com o propósito de devolver os anos áureos de crescimento para construção civil”, disse Érico.

Érico ainda comenta que aversão a mudança não é tão incomum, dito isso, logo imagina-se as dificuldades encontradas pelos consumidores na chegada dos CD’s, DVD’s, lâmpadas de LED, mídias de armazenamento, televisões e etc. Mais rápido do que o rodar do planeta é o desenvolvimento tecnológico que ocorre nele. “A construção civil não poderia estar tão distante das novas necessidades”, disse Érico.

Marchador Imperial investe em Copa de Marcha

Mangalarga

Com o objetivo de fortalecer o mercado de cavalos Mangalarga Marchador e suas qualidades na região, o Marchador Imperial é um evento voltado para os criadores e admiradores desta raça. A realização é do Haras Vale Imperial, em parceria com a Acic. Este ano, o evento ocorrerá nos dias 10 e 11 de fevereiro, no Polo Caruaru, tendo como foco a Copa de Marcha. Ao todo deverão participar dela cerca de 50 criadores de todo o Nordeste, que trarão até 180 animais. O Marchador Imperial é o primeiro evento do calendário equestre de Pernambuco e do Nordeste. A estrutura vai contar com bares, pontos de apoio, lounge e a arena de competições.

“A ideia é apresentar o Mangalarga Marchador para as famílias. Caruaru tem muitas fazendas, sítios e as pessoas gostam de turismo rural. Isso tem tudo a ver com o Mangalarga Marchador”, explicou o vice-presidente para Assuntos de Serviços da Acic, Márcio Mahon, idealizador do evento. No ano passado, o Marchador Imperial contou com a participação de Daniel Borja e Magdi Shaat, atual presidente e ex-presidente, respectivamente, da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador. Portanto, “foi muito prestigiado com criadores do país inteiro”, acrescentou Mahon.

Em relação à participação da Acic na realização do evento, Márcio Mahon foi enfático: “Ela é fundamental no processo de fomentar o desenvolvimento do agronegócio na região. E tê-la como parceira é muito importante. Afinal, este é um evento que movimenta a economia. No ano passado, lotamos dois hotéis em um fim de semana. Considero que estamos trabalhando em um projeto de uma grande exposição rural, que deverá envolver outros ramos do agronegócio.”

Mangalarga

Além da docilidade, o Mangalarga Marchador tem outra característica fundamental: o tríplice apoio, ou seja, durante uma cavalgada, o animal passa a maior parte do tempo com três patas no chão. Isso faz com que ele tenha melhor estabilidade de tronco, o que o torna mais confortável. Numa Copa de Marcha, os animais são montados e este é um dos requisitos avaliados pelos julgadores.

Moura Dubeux entrega residencial em Caruaru

Moura Dubeux (21)

Pedro Augusto

Representantes da Moura Dubeux estiveram na semana passada, em Caruaru, para fazer a entrega do Cosmopolitan Shopping Park. Localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, no Bairro Indianópolis, mais precisamente ao lado do Caruaru Shopping, o empreendimento imobiliário é o primeiro implantado pela construtora pernambucana na Capital do Agreste.

Para erguer o Cosmopolitan, a Moura iniciou um estudo detalhado na maior cidade do Interior do Estado em meados de 2008. Na época, a empresa identificou a demanda local por projetos residenciais cuja concepção estivesse ancorada em estruturas inovadoras.

Assim, com a expertise de 34 anos no mercado imobiliário, a MD lançou em 2011 o Cosmopolitan Shopping Park. Ele possui três opções de metragem com unidades de 56,89 metros quadrados, 73 metros quadrados e 90 metros quadrados. Sua estrutura física é dotada de duas torres com central de gás, elevador, vestiário, caramanchão, guarita, entre outros itens. Na área de lazer, já entregue equipada e pronta para utilização, a empresa apostou em piscina, redário, sala de TV, de dança e aeróbica, salão de jogos e festas, churrasqueira, cascata, solário, playground, brinquedoteca e fitness.

Além disso, o empreendimento oferece elementos inovadores no cenário imobiliário local, como janelas panorâmicas, acabamento diferenciado meticuloso e área de lazer mais robusta e disponível para os moradores. “O morador de Caruaru é criterioso, prima pela qualidade e sabe reconhecer projetos que tragam esses atributos”, avaliou o diretor da Moura Dubeux, Eduardo Moura.

Ainda na apresentação do Cosmopolitan junto à imprensa, o diretor destacou os diferenciais mercadológicos da Capital do Agreste, definida por ele como a capital da região metropolitana do Agreste. “Com uma economia forte e uma população no entorno de mais de 1 milhão de habitantes, não poderíamos desprezar esse potencial financeiro que representa Caruaru. Desta forma, vamos continuar apostando na cidade sempre aliando oportunidade de mercado e demanda.”

Além de ser um marco na inovação imobiliária do município, o Cosmopolitan também proporcionou, ao longo de sua implantação, vários benefícios para a economia local ao estimular a geração de 200 empregos diretos e 1.000 indiretos. “Essa mão de obra certamente será aproveitada em nossos próximos projetos”, comentou o também diretor da MD, Homero Moutinho.

Em parceria com a Prefeitura e a Compesa, a construtora realizou, durante a implantação do complexo imobiliário, diversas obras de melhorias na estrutura e paisagismo do Indianópolis. A Avenida Adjar da Silva Casé, que liga ao viaduto Deputado José Liberato, foi beneficiada pela requalificação paisagística de seu canteiro central. No local, também foi desenvolvido plantio de espécies nativas, como cactáceos, bromélias, agaves e mudas de craibeiras para valorização da cultura e vegetação local. Já em parceria com a Compesa, a construtora permitiu a implantação da rede de abastecimento de água de aproximadamente 1 km e coletora de 2 km.

Informações sobre a compra de unidades referente ao empreendimento podem ser obtidas pelos telefones 99803-2020 e 99750-5150.

FUTEBOL: Hexagonal do título começa neste fim de semana

Central x Sport

Pedro Augusto

O hexagonal do título do Campeonato Pernambucano 2017 terá início neste fim de semana com a realização de três jogos. No sábado (28), o Sport enfrenta o Central, a partir das 17h, no Estádio da Ilha do Retiro, enquanto no domingo (29) o Náutico recebe o Santa Cruz, a partir das 16h, na Arena Pernambuco, e o Belo Jardim encara o Salgueiro no mesmo horário, no Estádio Antônio Inácio. Até o fechamento desta matéria, a Federação Pernambucana de Futebol não havia divulgado a tabela do hexagonal da permanência.

Este último contará com as participações do Flamengo de Arcoverde, do Serra Talhada, do América, do Vitória, do Afogados e do Atlético Pernambucano. De acordo com o regulamento da competição, após o término das dez rodadas disputadas, as duas equipes que obtiverem a menor colocação estarão automaticamente rebaixadas para a 2ª Divisão. Em paralelo, os quatro times que alcançarem as maiores pontuações no hexagonal do título garantirão as vagas para a semifinal.

Apesar de ter terminado apenas na terceira colocação do primeiro turno, o Central se encontra otimista quanto a sua participação no filé mignon do Estadual. “Nossa equipe está preparada. Sentimos um pouco o desgaste das últimas viagens na partida contra o Flamengo, porém o importante é que o time está pronto e consciente do que necessita fazer. Agora não tem como se escolher o melhor adversário. Enfrentar Sport, Salgueiro ou Náutico nesta primeira rodada não iria fazer nenhuma diferença”, avaliou o auxiliar técnico da Patativa, Catende.

Reoxigenados após o término da última temporada, tanto o Náutico como o Santa Cruz irão entrar em campo pela primeira rodada bastante modificados em relação aos seus compromissos finais respectivamente pela séries B e A. Com várias peças novas em seu elenco, o Timbu também agora está sendo comandado por Dado Cavalcanti, enquanto o Santa tem no seu banco de reservas o técnico Vinícius Eutrópio. Já o Sport e o Salgueiro, que acabaram em paz com as suas torcidas em 2016, apresentaram até agora poucas novidades em termos de contratações.

Fevereiro de descontos no Liquida Shopping Difusora

O Shopping Difusora, em Caruaru, agitará, nos primeiros dias de fevereiro, a cidade com uma superpromoção para seus clientes. Entre os dias 4 e 12, o Liquida Shopping Difusora oferecerá descontos de até 70% nas mais de 150 operações do mall.

“É uma ação tradicional no nosso calendário e, este ano, traremos descontos que certamente farão diferença no bolso do consumidor. Além da vantagem para a carteira dos clientes, eles poderão aproveitar a diversidade do nosso mix de lojas, que tem tudo em um só local”, frisa a gerente de Marketing do Shopping Difusora, Hellen Lima.

Para recepcionar a todos com animação, no primeiro dia um DJ vai ditar a trilha sonora do mall com as músicas mais estouradas do momento. Já nos dias 4 e 5, uma trupe de artistas em pernas de pau também movimentarão a frente do Difusora.

Dentro do centro de compras, a divulgação da campanha será feita com móbiles, adesivos decorando as lojas e displays dispostos nos corredores. A campanha também contará com inserções em televisão e rádio.

Serviço
O quê: Liquida Shopping Difusora, com descontos de até 70%
Quando: 4 a 12 de fevereiro
Local: Avenida Agamenon Magalhães, 444, Maurício de Nassau, Caruaru

A dura realidade do desemprego

Pedro Augusto

Se para alguns o período atual é de tentar aproveitar ao máximo os encantos e os atrativos oferecidos pelo Litoral pernambucano, para outros o início de 2017 está sendo utilizado para lutar por uma relocação junto ao sol, ou melhor, ao mercado de trabalho. Se for tomado como parâmetro o retrospecto de 2016, o alcance de uma vaga neste começo de ano encontra-se ainda mais difícil do que no primeiro mês dos anos anteriores, haja vista que na temporada passada Caruaru vivenciou o seu segundo pior intervalo em termos de geração de empregos desde a criação da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Para se ter ideia, somente no ano passado 3.256 postos de trabalhos formais foram desativados na Capital do Agreste.

Um pequeno exemplo deste quantitativo alarmante de profissionais desocupados pode ser facilmente observado na área interna da Agência do Trabalho de Caruaru, no Bairro Maurício de Nassau. Nela, diariamente, um volume extenso de desempregados vem se concentrando em meio às cadeiras disponíveis à procura de uma oportunidade de trabalho. Por lá, a reportagem VANGUARDA acabou encontrando, na manhã da última terça-feira (24), o desempregado Cícero Adriano, de 40 anos. Pai de três filhos e com um amontoado de contas para pagar, ele já tratou de deixar de lado a busca por vagas voltadas apenas para um segmento profissional: o de motorista.

“Do jeito que as coisas andam no mercado de trabalho local, estou pegando qualquer emprego que possa dar comida aos meus filhos. O meu último trabalho foi de motorista, mas também tenho experiência como auxiliar de escritório e porteiro e, caso surjam oportunidades nestas duas últimas áreas, não pensarei duas vezes em aceitar as propostas. Quem hoje com essa crise se encontra empregado e está de férias, por exemplo, numa praia, pode se sentir um privilegiado. A situação está muito difícil para muita gente, inclusive para minha família”, lamentou Cícero.

O primeiro estudo feito neste ano pela Agência do Trabalho de Caruaru também não deixou por menos a exemplificação do alto quantitativo de desocupados presentes hoje na esfera local. De acordo com o coordenador do serviço, Tássio Patrese, somente no intervalo do dia 1º até o dia 23 de janeiro, 2.986 pessoas estiveram recebendo atendimento na unidade à procura de consultas por vagas. No mesmo período de 2016, o mesmo procedimento foi realizado para 2.498 pessoas. Quanto aos atendimentos voltados para os profissionais que tinham a intenção de protocolar os seguros desempregos, de um ano para o outro, o número referente saltou de 443 para 613.

“Esses números citados demonstram que realmente a situação encontra-se muito difícil em Caruaru em termos de emprego. Pelo menos aqui na nossa unidade, hoje a demanda por postos de trabalho está maior do que o montante de vagas em aberto”, confirmou Tássio Patrese.

De acordo com a análise do economista Maurício Assuero, a expectativa é de que o sol volte a brilhar para um número maior de trabalhadores somente no segundo semestre deste ano. “O nível de desemprego no Brasil, incluindo Caruaru, tende a se manter alto neste primeiro semestre, visto que as medidas governamentais propostas não produzirão o efeito desejado no curto prazo. Não vejo como dissociar Caruaru do cenário nacional e regional do ponto de vista econômico”, concluiu.