ARTIGO —- Indústria alimentícia deve se adaptar ao novo perfil de consumidores

Por Lilia Kawazoe

Nos últimos anos temos acompanhado uma mudança significativa no comportamento da população quando o assunto é o consumo de alimentos. Muito além do sabor, hoje, as pessoas também estão preocupadas com as questões relacionadas à saudabilidade daquilo que consomem. Em outras palavras, quais benefícios eles podem proporcionar à saúde e ao bem-estar?

Uma pesquisa divulgada neste ano pela Euromonitor aponta que a venda de alimentos naturais e orgânicos cresceu 98% nos últimos cinco anos, enquanto que a demanda por opções tradicionais cresceu 67% no mesmo período. O estudo ainda mostra que 28% dos brasileiros consideram que o valor nutricional é o mais importante na hora de consumir um produto e 22% das pessoas ouvidas disseram preferir alimentos naturais sem conservantes.

Diante desses números notamos o grande desafio que a indústria de alimentos tem pela frente que é investir cada vez mais em opções saudáveis e naturais, transformando receitas tradicionais em opções ricas em vitaminas, ômegas, fibras e proteínas. Esse é um trabalho que envolve pesquisas constantes para o desenvolvimento de novos ingredientes tecnológicos e a busca pela inovação.

Ao buscarmos exemplos práticos desse trabalho na indústria alimentícia, encontramos as farinhas e óleos obtidos a partir de frutos e sementes da biodiversidade brasileira, como o açaí, cupuaçu e castanha do Brasil. A proposta desses ingredientes é que eles sejam acrescentados a receitas tradicionais do dia a dia, como pães, bolos, cookies, molhos e maioneses, tornando o alimento uma opção de alto valor nutritivo.

Outro ponto que não devemos deixar de lado é a questão dos alimentos orgânicos, pois em janeiro deste ano um estudo feito pela Nielsen mostrou que 33% dos consumidores preferem alimentos orgânicos e pagariam mais caro por isso. Nesse sentido, estamos indo muito além do consumo de um alimento saudável, estamos falando de produtos comprometidos com a questão da sustentabilidade. Hoje, o consumidor está preocupado em saber se o alimento que ele vai consumir foi obtido a partir de um processo que engloba o respeito ao meio ambiente e aos envolvidos na cadeia produtiva.

Toda essa evolução do mercado alimentício nos leva a destacar também o segmento de produtos direcionados às pessoas com dietas restritivas. Isso porque, nos últimos anos, as empresas passaram a investir nesse nicho com o grande desafio de oferecer alimentos que possam suprir as necessidades das pessoas alérgicas ou com intolerância alimentar. Para isso, a indústria de matérias-primas para alimentos está focada também na customização de serviços e desenvolvimento de insumos tecnológicos exclusivos.

Esse cenário nos mostra que a indústria de alimentos está passando por um grande processo de transformação, o que envolve a mudança no comportamento do consumidor e a adequação das marcas a esse novo momento do mercado. O resultado certamente trará benefícios a todos e os alimentos saudáveis e funcionais vão se tornar parte essencial do nosso cardápio diário.

*Lilia Kawazoe é Gerente Comercial da Unidade de Negócio Concepta Ingredients, pertencente ao Grupo Sabará, especializada no desenvolvimento de soluções naturais e tecnológicas, com foco nas indústrias de alimentos, bebidas, nutrição animal e farmacêutica veterinária.

Deliberativo do Central pode pedir impeachment de Lícius

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Diferentemente de sua participação no hexagonal do título, que toda a torcida já aguardava o seu fiasco dentro de campo, o futuro do Central para o restante da temporada vem se desenhando pelo menos neste momento como uma verdadeira incógnita. Apesar de na última terça-feira (11) ter anunciado a contratação de três jogadores: o goleiro Marcelo Bonan e os meias Luiz Henrique e Marco Morgon, além do técnico Álvaro Gaia, o atual presidente-executivo Lícius Cavalcanti, não sabe se continuará comandando os destinos do clube.

Isso porque, uma reunião extraordionária do Conselho Deliberativo do Central, marcada para esta segunda-feira (17), a partir das 20h, no Estádio do Lacerdão, deverá definir se será aberto mesmo ou não o processo de impeachment contra ele. Na ocasião, o pedido de impedimento das funções do atual mandatário alvinegro será apresentado pelos sócios beneméritos Mario Afonso e André de Paula, bem como pelo ex-presidente Chico Noé. Para tal medida, eles estão se baseando no artigo 72 do estatuto do clube.

Para comentar tal possibilidade, a reportagem VANGUARDA tentou entrar em contato por telefone com Lícius durante a tarde da última quarta-feira (12), mas ele não atendeu as ligações.

ARTIGO — Insistir na carreira ou começar tudo de novo?

Por Eduardo Ferraz

Em algum momento da vida, você, certamente, já se fez a seguinte pergunta: “devo insistir em algo ou desistir e começar de novo?”. É preciso ser persisten­te, dedicado, comprometido e paciente quando se tem um bom processo em andamento – e isso vale para um relacionamento afetivo, aplicações financeiras, estudo, emprego, carreira e amizades. No entanto, também há o outro lado da moeda, o de insistir em apostas erradas para tentar recuperar o prejuízo.

Uma boa carreira costuma demorar pelo menos dez anos para dar resultados consistentes. Não se consegue um ótimo emprego sem merecimento e, quando conquistado, precisa de manutenção diária para gerar bons frutos (promoção, au­mento de salário, reconhecimento) no futuro. Mesmo um bom relaciona­mento afetivo demanda tolerância com as diferenças alheias e precisa ser construído aos poucos.

Agora, quantas vezes você já insistiu em algo só por teimosia, medo de ficar sem nada ou vergonha de admitir o erro? Às vezes, mantemos posições equivocadas para tentar reverter uma tomada de decisão infeliz, e continuar investindo tempo, dinheiro e energia em situações das quais deveríamos desistir só piora o prejuízo.

Falando especificamente da vida profissional, muitas vezes, o problema não está no emprego, pois a pessoa está na carreira ou profissão errada. Outras vezes, a carreira é ótima, mas o emprego é ruim. Em outras, ainda, a vida afetiva atrapalha tanto na carreira quanto no emprego.

Se gosta do que faz na carreira, tem perspectivas de evolução nos próximos anos, consegue usar seus talentos com frequência, está motivado para continuar aprendendo, não se vê fazendo outra coisa, você está no caminho certo, com uma carreira promissora, e deve investir toda sua energia para que fique ainda melhor.

Agora, se você odeia o que faz, tem pouca perspectiva de evolução, usa pouco seus talentos, seus pontos fracos atrapalham muito, acha a profissão desagradável, sente-se desmotivado a maior parte do tempo, seu dia a dia profissional é monótono, pensa com frequência em fazer outra coisa e nunca recebe novas propostas de trabalho, é hora de repensar sua carreira. O que está errado? É uma fase ruim (conjuntura, economia fraca, cansaço, emprego ruim) ou um problema mais grave? É possível melhorar alguns desses itens?

Ao analisar esses prós e contras, você pode ter entrado em um dilema ainda maior. Nesse caso, sugiro que concentre seus esforços na parte positiva e tente ajustar, dentro do pos­sível, a parte negativa. Mudança de carreira é coisa séria e complexa, por isso você deveria fazer o máximo para ajustá-la antes de tomar uma drástica decisão de mudar. Não existe carreira perfeita, pois sempre haverá dificulda­des, fases ruins, decisões equivocadas e gente desagradável. Mas também haverá fases ótimas, boas decisões, gente inte­ressante e resultados positivos.

Faz parte do jogo conviver com altos e baixos. Entretanto, tome cuidado com excesso de indecisão: é muito ruim ficar dividido por um tempo pro­longado, pois a dúvida paralisa, trava a tomada de decisões e prejudica os resultados. Logo, não fique em cima do muro. Siga em frente com sua carreira e melhore um pouco a cada dia ou desenvolva um plano B para começar em uma nova profissão, mais próxima de seus ideais.

Agulha da anestesia bucal poderá ser substituída por fita adesiva

Uma das grandes preocupações dos pacientes na ida ao dentista é com a famosa anestesia. Atualmente, inúmeras são as formas para amenizar o desconforto no momento da aplicação da agulha anestésica. Bem recente foi publicado no Portal G1 que pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma fita adesiva que promete acabar com o medo da injeção vivido por pacientes no dentista.

O estudo feito pelos departamentos de Farmácia e de Odontologia da universidade apontou eficácia no uso de um dispositivo biocompatível e biodegradável que libera um anestésico aos poucos e substitui a temida agulha no consultório. Os testes realizados até agora confirmam que a tecnologia proporciona ao paciente um alívio por pelo menos 50 minutos, garantido, inicialmente, para procedimentos menos invasivos como a raspagem periodontal, microcirurgias e extração de dentes de leite em crianças, além da própria picada da agulha. A ideia é continuar desenvolvendo o adesivo para que ele também seja aplicado em intervenções mais profundas a exemplo de cirurgias de canal.

Os pesquisadores estimam de um a cinco anos para que a inovação chegue ao mercado e seja produzida em escala industrial. Parte da pesquisa foi publicada nas revistas Colloids and Surfaces B: Biointerfaces e Biomedical Chromatography. “Ele tem um efeito anestésico muito satisfatório, eliminando o uso de agulha. Outros procedimentos ainda vão se dar ao longo do desenvolvimento da pesquisa para a gente poder ter a certeza da utilização dessa fita adesiva com procedimentos mais invasivos”, afirma Paulo Linares Calefi, um dos pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) que participaram do estudo.

Curso de Análise de Desempenho no Futebol será realizado em Caruaru

Seguem abertas até este sábado (15) as inscrições para o 1º curso de Análise de Desempenho no Futebol. Com o tema “Enxergando o jogo em uma nova perspectiva”, a capacitação é a primeira do Interior do Estado voltada para o assunto. O curso será promovido no próximo fim de semana, em Caruaru. Ele será destinado para estudantes e profissionais que trabalham ou pretendem atuar direta ou indiretamente com o esporte, especialmente o futebol, com interesse em adquirir conhecimentos modernos sobre a análise de desempenho, e também para todas as pessoas que querem aprender mais sobre o futebol moderno.

A análise de desempenho é uma área que está consolidada no futebol europeu e aos poucos vem chegando ao futebol brasileiro, que trabalha com a perspectiva de resultados a médio e longo prazo. No curso, os participantes terão a oportunidade de aprender desde o perfil do negócio, a identificação do modelo de jogo, análise de desempenho, até como se constitui esta nova área que vem crescendo bastante a cada dia no mercado brasileiro.

A capacitação é uma iniciativa do Caruaru City Sport, em parceria, com o curso de Educação Física do Unifavip/Devry, com o apoio do Atlético Paranaense, que vai disponibilizar seus profissionais da área para ministrá-la. O valor da inscrição corresponde a R$ 389, com descontos de 50% para estudantes, dividido em até 3x no cartão.

As inscrições estão sendo realizadas pelo site www.caruarucity.com.br ou na coordenação do curso de Educação Física do Unifavip/DeVry, que fica localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, nº 800, Bairro Indianópolis.

FUTEBOL: Atenções agora ficam para as semifinais

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Pedro Augusto

Com a despedida do hexagonal do título, que por sinal não deixou muitas saudades, agora as atenções da torcida ficarão voltadas para as semifinais do Campeonato Pernambucano. Sem muito tempo a perder, haja vista que o calendário do futebol brasileiro é bastante apertado, os jogos de ida desta nova competição serão disputados já neste fim de semana. Classificado em quarto lugar após ter sido derrotado pelo Náutico por 2 a 1 na última rodada do hexagonal, na segunda-feira (10), no Estádio do Arruda, o Santa Cruz recebe o Salgueiro, neste sábado (15), a partir das 18h30, também no José do Rêgo Maciel.

Sabedor das dificuldades que deverá encontrar pela frente, a equipe coral pretende enfrentar o Carcará – isso caso não haja nenhuma contusão de última hora – com força máxima. O respeito pregado ao adversário é bastante justificável, haja vista que nas duas vezes que o enfrentou no hexagonal do título, o Mais Querido obteve uma derrota e uma vitória. Do outro lado do campo, o time sertanejo tentará diante do Santa prevalecer o entrosamento de anos de seu elenco repleto de jogadores experientes. Líder soberano do hexagonal com cinco pontos de diferença em relação ao segundo colocado, o Náutico, o Carcará tem sido figura bastante frequente nos últimos anos nas semifinais do Pernambucano.

Ainda pelos jogos de ida da competição, o Sport duela com o Náutico, neste domingo (16), às 16h, no Estádio da Ilha do Retiro. Em seu último compromisso pelo hexagonal do título, o time da Praça da Bandeira acabou goleando o Central por 3 a 1, no domingo (9), no Arruda, terminando na terceira posição. Com um futebol mais convincente após a chegada do técnico Ney Franco, o Leão não terá desfalques para o clássico contra o Timbu e novamente apostará nas boas fases do meia-atacante Diego Souza e do atacante Rogério para tentar superar o arquirrival. Nas duas partidas em que fez contra o alvirrubro nesta temporada, o rubro-negro pernambucano colecionou um empate e uma derrota.

Tropeçando nos últimos anos sempre na semifinais, o Náutico tentará iniciar, a partir deste domingo, a sua caminhada para voltar a disputar uma final de Estadual, o que não ocorre desde 2014. Para isso, apostará novamente no talento do atacante Erick, que já está sendo apontado pela crônica esportiva como a maior revelação deste Pernambucano, bem como no comando arrojado e vencedor do técnico Milton Cruz. Mesmo com a possibilidade de terminar em quarto, caso perdesse ou empatasse com o Santa, o que evitaria o confronto contra o Sport nas semifinais, o Timbu não fugiu do páreo e derrotou o arquirrival atuando bem.

Final da Páscoa ainda deve incrementar lucros

Páscoa (26)

Pedro Augusto

Os consumos de peixes, vinhos e ovos de chocolate foram gigantescos nos últimos dias, em Caruaru, com o vivenciar da Quinta-feira e da Sexta-feira Santa 2017. Satisfeitos até agora com a alta demanda por produtos relacionados à Páscoa, os supermercados da Capital do Agreste também vêm apostando em boas vendas neste restante de feriado prolongado. Já tarimbados quanto aos efeitos provocados pela crise econômica, a maioria deles não só vem adotando estratégias novas para tentar lucrar ao máximo no período como também não tem deixado de colocar em prática as velhas e conhecidas táticas que costumam agradar bastante os bolsos dos consumidores: as tradicionais promoções.

Uma das unidades do supermercado Pagmenos, por exemplo, deverá utilizar o restante da Semana Santa para fazer queimas de estoque. “Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, a demanda por peixes encontra-se 20% superior em 2017. Dentre os mais procurados estão o filé de polaca, a corvina, a sardinha e a cavalinha. Quanto aos ovos de chocolate, eles estão tendo uma saída satisfatória e a expectativa é de que façamos uma queima de estoque a partir deste Sábado de Aleluia (15) para incrementarmos ainda mais o nosso faturamento. Como já tivemos prejuízos devido à compra elevada de ovos, este ano decidimos adquiri-los em volumes menores”, destacou o gerente comercial, Márcio Marcionilo.

Consciente dos apertos orçamentários que ainda estão tendo de encarar os consumidores por conta da crise, o Hiper Bompreço está apostando nesta Páscoa na comercialização de tabletes de chocolate, que custam a partir de R$ 3,98. A empresa investiu em itens importados e exclusivos para a época e espera chegar até a este Domingo de Páscoa (16) ao crescimento de dígito duplo na venda deste tipo de produto sazonal em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com o objetivo de aguçar ainda mais o desejo de consumo dos caruaruenses, o Hiper ainda está parcelando as compras de ovos de chocolate e vinhos em até seis vezes sem juros no cartão de crédito Hipercard.

Além dos tradicionais bolos de The Bakery, de fabricação própria, outra novidade do Hiper Bompreço na Páscoa 2017 está se referindo ao panetone Di Páscoa. Em paralelo, para o consumidor que vem buscando economizar sem abrir mão de surpreender o ente querido, a dica do Hiper está sendo montar a sua própria cesta, com pelúcias, e potes temáticos a partir de R$ 6,90. Já no que diz respeito aos peixes, o bacalhau seco está sendo a principal aposta da empresa, que neste ano deve alcançar um crescimento nas vendas de 8% ante o mesmo período do ano passado.

Acostumada a sempre antecipar a compra de produtos para a Páscoa, a aposentada Marília Xavier não descartou a possibilidade de retornar ao supermercado neste Sábado de Aleluia. “Em cada Páscoa sempre fazemos uma projeção de consumo, mas às vezes acabamos utilizando um pouco mais de um ou outro produto na Quinta e na Sexta-feira Santa e precisamos voltar aos supermercados. No Domingo de Páscoa sempre há em casa o tradicional almoço de família, o que acaba incentivando a compra de novos itens. Então, certamente terei de retornar a uma unidade neste fim de semana”, comentou.

Falência de lotéricas é responsabilidade da Caixa Econômica

As lotéricas, que atuam como importantes correspondentes bancários por todo o País, responsáveis em 2016 por 66% das transações da Caixa Econômica estão ameaçadas de extinção. Isso ocorre por conta de grande defasagem no repasse que a CEF faz para cada transação bancária que as lotéricas realizam, deixando-as no no vermelho. Hoje, o valor deveria ser, pelo menos, 63% maior. Em média, uma lotérica tem 60% de seu atendimento concentrado em serviços de grande apelo social, as transações bancárias: pagamento de contas, saques, depósitos, etc. E, em lojas localizadas no interior dos Estados ou em regiões mais pobres, esta média cresce para até 80%.

Somente no ano de 2016 foram 500 lotéricas fechadas, o que gerou 2 mil desempregados. “Não queremos brigar. Queremos atenção e uma solução da Caixa para nosso problema. Lotéricas estão fechando, funcionários sendo demitidos e a população mais carente sente isto também, pois é na lotérica que eles podem recorrer para serviços bancários. Temos um papel social também ao levar serviços bancários às pessoas”, afirma Adriana Domingues, Diretora de Comunicação da ALSPI – Associação dos Lotéricos.

Para protestar e tentarem ser ouvidos, mais de 2 mil lotéricos, de todo o Brasil se reuniram no dia 30 de março na Avenida Paulista, em São Paulo, para reivindicar uma solução. Na data, uma comissão da Associação dos Lotéricos entregou as reivindicações dos empresários lotéricos a representantes da Caixa Econômica, que não se manifestou a respeito até o momento.

Números
Em 2016, as lotéricas foram responsáveis pela maior parte das transações bancárias da CEF (66% da quantidade de transações e 55% do valor transacionado, o que representa 5,8 bilhões de transações bancárias), no entanto, as lotéricas estão trabalhando no vermelho e falindo.

Os repasses para cada transação bancária são 63% menores do que o necessário para que a lotérica cubra os custos da operação. Atualmente, para cada transação, a CEF repassa em média R$ 0,54, enquanto o valor deveria estar na ordem de R$ 0,88. O reajuste, acontece a cada 20 meses, sempre abaixo da inflação do ano.

Além disso, a Caixa não arca com o custo do carro forte para transporte do dinheiro que é da própria CEF, o que causa mais um déficit para as lotéricas.

Coreia e Estados Unidos: um passo da guerra, diz China

Agência ANSA

Após uma semana de trocas de ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a China admitiu nesta sexta-feira (14) que uma guerra pode “começar a qualquer momento” na região. “Existe a sensação de que o conflito pode começar a qualquer momento. Acho que todas as partes envolvidas devem manter alta a vigilância sobre essa situação”, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Demonstrando o apoio da China para qualquer tentativa de diálogo, o chanceler comentou ainda que, em uma eventual guerra entre EUA e Coreia do Norte, “não haverá vencedores”. “Pedimos para todas as partes pararem com as provocações e ameaças e não permitirem que a situação se torne irreparável ou fora de controle”, pediu Wang em uma coletiva de imprensa com o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault. A imprensa chinesa informou hoje que os voos entre Pequim e Pyongyang operados pela Air China serão suspendos a partir de segunda-feira (17).

A Rússia, apesar dos conflitos ideológicos com os EUA, também demonstrou preocupação com a situação e está acompanhando os fatos. “É com grande preocupação que seguimos a escalada de tensão na península coreana. Pedimos que todos os países dêem provas de moderação”, comentou Moscou, de acordo com a agência Tass.

Um dos maiores aliados dos EUA na Ásia, o Japão já começou a analisar as possibilidades de uma guerra. “Estudamos qualquer possilidade de ação para responder à crise”, disse o vice-chanceler de Tóquio, Han Song-ryol. As Forças Armadas norte-coreanas anunciaram que estão dispostas a adotar “as medidas mais duras” contra os Estados Unidos, caso o governo de Donald Trump continue “com as provocações”. “As nossas respostas às ações mais duras contra os EUA e seus vassalos serão tomadas sem nenhuma piedade, as quais não permitirão ao agressor sobreviver”, disse um porta-voz do Comando-Geral de Pyongyang, em uma declaração divulgada pela agência oficial de notícias KCNA. Já os EUA tinham dito que estavam prontos para disparar um “míssil preventivo”, com armas convencionais, contra a península coreana.

A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte existe há anos, mas se intensificou desde que Trump assumiu a Casa Branca, em janeiro. O republicano mantém uma gestão mais combativa que seu antecessor, Barack Obama, e ameaça atacar o país asiático caso o regime de Pyongyang continue com seus testes militares. Ontem, Trump ordenou o lançamento de uma bomba contra o Afeganistão para atingir alvos terroristas do Estado Islâmico. O explosivo tinha quase 11 toneladas e é considerada a bomba mais potente, atrás apenas da nuclear. Especialistas viram no ataque uma tentativa de Washington demonstrar para seus inimigos poder militar. Na semana passada, Trump também bombardeou alvos do regime sírio. (ANSA)

Lula nunca mais será o mesmo!

Por Sérgio Pardellas

IstoÉ

Sob os escombros das delações da Odebrecht, o personagem regente de nossas transformações políticas por quase 40 anos submerge ferido de morte. Luiz Inácio Lula da Silva nunca mais será o mesmo. Talvez, um Silva. Ou um Luiz Inácio. Nunca mais um Lula. Aquele Lula, nunca mais. Acabou.

É como o Edson sem o Pelé. Para o petista, as delações dos executivos da Odebrecht foram acachapantes. Restaram claro que a autoproclamada “alma mais honesta”, a quem um dia milhares de brasileiros confiaram a missão de mudar radicalmente a maneira de fazer política no País, se beneficiou pessoalmente dos ilícitos – e estendeu as benesses aos seus familiares. Sem sequer corar a face, o petista abandonou ao léu sua principal bandeira, a da ética – se é que um dia foi verdade.

Os fatos –, e eles são teimosos, deles não há como escapar, – nos conduzem à crença na impostura lulopetista como uma espécie de dogma de ação. Senão vejamos: segundo Marcelo Odebrecht, Lula chegou a registrar um saldo de R$ 40 milhões de reais em sua conta-propina, administrada pelo ex-ministro Antonio Palocci. Desse total, Lula sacou, no mínimo, 30 milhões de reais. Em dinheiro vivo, conforme antecipou ISTOÉ com exclusividade em reportagem de capa de novembro de 2016. Gravíssimo.

Como explicar tanto dinheiro na conta ante o povo sofrido do Nordeste? “Nós contra eles”? “Nós” quem, cara pálida? Também teve mesada em espécie para o irmão, o Frei Chico, pixuleco para o sobrinho, Taiguara Rodrigues, e pedido de apoio aos negócios do filho caçula, Luís Cláudio, em troca de azeitar a relação da Odebrecht com o governo de sua pupila, Dilma Rousseff.

Sem falar no pagamento de despesas estritamente pessoais, como a reforma do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, a aquisição de imóveis para uso particular e do dinheiro para a instalação do Instituto batizado com o seu nome. Nem mesmo as palestras ministradas pelo petista sobrevivem incólumes ao escrutínio da Justiça. Tido como homem de Lula na Odebrecht, Alexandrino Alencar contou aos procuradores que as palestras de US$ 200 mil – padrão Bill Clinton – a Lula foram uma maneira de compensar a ajuda do petista à Odebrecht durante seus dois mandatos. E que ajuda!

Atuando com se fosse um embaixador da Odebrecht, o petista chegou a impedir que a Petrobras adquirisse ativos da Ipiranga para garantir que o grupo permanecesse com a hegemonia do setor, em detrimento dos interesses da estatal. “Compreendo que nossa presteza e o nosso volume de pagamentos feitos a pretexto de contribuição para a campanha contribuíram nas decisões que tanto o ex-presidente Lula quanto integrantes do PT tomaram durante sua gestão, coincidentes com nossos interesses”, sapecou o patriarca da família, Emílio Odebrecht.

A promiscuidade era tanta que Emílio pediu a Lula que segurasse sua turma: “Eles têm a goela muito grande”, afirmou. Os negócios pessoais do ex-presidente se confundiam tanto com as decisões de governo que nem o próprio petista conseguia distingui-los mais. Hoje, há quase um consenso entre procuradores e agentes federais de que quase todo dinheiro amealhado pelo petista, nos últimos 13 anos, foi produto de crime. Para a imagem do ex-presidente, a constatação é nitroglicerina pura.