Pesquisa entre instituições pode render economia expressiva na hora de comprar moeda estrangeira

Dezembro está chegando, as férias escolares e as folgas coletivas das empresas estão perto e está na hora de programar as viagens de fim de ano. Quem vai sair do Brasil já deve ter reservado pacotes de viagem, passagens, hotéis, ingressos de parques… mas vale a pena programar a compra do dinheiro que você vai usar no país que estará visitando.

Cuidados básicos podem te ajudar a economizar algumas centenas de reais e evitar transtornos. Primeiro, estime quanto vai gastar na viagem e quanto vai levar em espécie, e aí programe compras de moeda ao longo dos próximos meses. Uma ideia é dividir as compras para casar com o pagamento do salário, adiantamento, 13o e bônus, por exemplo. Assim você dilui as despesas e reduz a conta do cartão na volta das férias.

Com a programação em mente, fica mais fácil aproveitar os dias em que o os preços estão mais favoráveis às compras. E vale a pena fazer uma pesquisa entre as instituições financeiras autorizadas a vender e comprar moeda estrangeira. O Banco Central do Brasil (BC) atualiza uma lista online de quem oferece o melhor custo efetivo total, chamado de VET, que é a melhor cotação já considerando as taxas cobradas pela instituição.

Uma pesquisa entre os VETs de setembro mostrou que entre o primeiro e último colocado no ranking, a diferença de taxas chegava perto de 8%. Pense quanto isso pesa no bolso se for comprar 5 mil dólares.

Corretoras e bancos de câmbio estão entre as que oferecem as menores taxas. Mas há um estigma do consumidor por confundir estas instituições com doleiros. Há uma grande diferença entre eles. Os doleiros são ilegais. Mas as corretoras, assim como os bancos, só operam com autorização do BC, que fiscaliza, regula e exige uma série de procedimentos para prevenir lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os correspondentes cambiais também são instituições legítimas, que precisam de autorização do BC e estão sob supervisão dos bancos e corretoras.

“A pesquisa é fundamental, porque as taxas variam muito”, afirma Kelly Massaro, diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio (Abracam). “Também é imprescindível ter cuidado com a instituição em que você vai comprar moeda. Isso precisa ser feito em uma corretora ou banco autorizado, para evitar desgaste e prejuízo, como os causados por cédulas falsas encontradas no mercado paralelo”, acrescenta.

Uma lista de corretoras e bancos de câmbio associados à ABRACAM está disponível no site da associação. Kelly recomenda que o turista sempre carregue o contrato de câmbio – aquele comprovante da compra da moeda internacional – para o caso de ser exigido pela fiscalização em aeroportos, e não fazer compras para terceiros.

Estas instituições também oferecem algumas comodidades ao consumidor, como entrega em domicílio, pagamento com cartão de débito e a encomenda de moedas chamadas exóticas, que são mais incomuns, como dólar australiano ou canadense, peso mexicano, iene, yuan ou rand sul-africano. São estratégias para conseguir competir com os rivais de maior porte e que acabam beneficiando o consumidor.

Vale a pena levar um pouco de dinheiro do seu primeiro destino no bolso, pelo menos para pagar as primeiras despesas como transporte para o hotel ou uma refeição ao desembarcar.

Para encontrar uma instituição financeira mais perto, a Abracam disponibiliza um aplicativo gratuito chamado UNICAM que tem dispositivo de geolocalização em que lista corretoras, bancos e correspondentes cambiais em todo o Brasil. Todos autorizados a operar.

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