ARTIGO — Como garantir transparência na contabilidade das empresas?

Dora Ramos

O que faz uma empresa se destacar dentre as demais que prestam o mesmo tipo de serviço? Geralmente, a resposta imediata para essa pergunta é baseada em critérios como bom atendimento, competitividade e resultados de qualidade. Isso é verdade, mas no caso da área da Contabilidade, outros aspectos são especialmente relevantes. Quais? O principal deles, sem dúvida, é a transparência, como em uma filosofia geral que norteie as decisões da companhia e também nas questões administrativas.

Ao longo do tempo, temos visto que há um maior grau de responsabilidade para quem atua como gestor de dados e informações econômicas. Por isso, é importante garantir que o profissional contábil cumpra seu papel com competências contábeis apuradas e atitudes éticas. Para começar, é fundamental que ele conheça as normas tributárias e suas aplicações na prática e também atenda aos prazos fiscais à risca.

Entretanto, para que tudo ocorra da forma mais eficiente, é essencial que os contratantes sejam transparentes na relação com seus contadores e exponham todos os detalhes das transações para que, juntos, possam agir pelo caminho apropriado. Nesse contexto, cabe aos gestores da área financeira ouvir as recomendações do profissional escolhido para realizar a parceria.

Isso pode parecer óbvio, mas ainda é comum presenciar cenas em que o cliente decide seguir um caminho diferente daquele proposto por seu assessor para assuntos contábeis, por acreditar que podem tomar decisões mais acertadas. É como se alguém fosse ao médico e, em vez de seguir o tratamento indicado por ele, passasse a tomar remédios que não foram prescritos. Se a automedicação é prejudicial à saúde, a autogestão dos processos financeiros/contábeis é nociva às empresas.

Assim como o contador deve tratar os números de forma correta, tanto de acordo com as leis vigentes como com a sua ética pessoal, também é obrigação do administrador da empresa manejar suas contas de forma apropriada, fazendo com que aquilo que vai para a mão do contabilista esteja sempre correto – mesmo que receba informações errôneas, o contador não pode modificá-las ou remanejá-las, já que os números não mentem e, atualmente, a tecnologia vigia e fiscaliza constantemente.

A responsabilidade dos profissionais contábeis é a de orientar e informar o administrador. Na sequência, ordenar, organizar e processar os dados recebidos, além de tirar resultados deles, de maneira que essas informações tornem-se um ponto de apoio e de tomada de decisão. Qualquer expectativa diferente por parte dos gestores pode gerar insatisfação e descontentamento para ambos, contador e empresário.

Para o contabilista inserido numa realidade repleta de processos burocráticos, o conflito entre o que é correto e o que é mais vantajoso é um fato do cotidiano. Por isso, a experiência e o “feeling” não são mais fatores decisivos: exige-se um elenco de habilidades técnicas sobre procedimentos vitais para o sucesso da companhia. Cursos técnicos, de idiomas, graduação e programas de especialização que contribuam para o aperfeiçoamento pessoal do contador passam a ser essenciais para quem deseja sobreviver no mercado, crescendo com bases sólidas e legais.

Podemos dizer, então, que os resultados gerados pelo departamento de Contabilidade ultrapassam as simples exigências impostas pela legislação brasileira. Muito além delas, é possível fortalecer uma marca e criar condições de crescimento para uma empresa. Afinal de contas, sem a necessária estabilidade financeira, é impossível que uma organização consiga influenciar positivamente seu mercado.

Grupo RM oferece novos kits, baús e cestas para as festas de fim de ano

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O Grupo RM criou novos kits, cestas e baús, especiais para as celebrações do fim de ano. Com a chegada do natal e ano novo, as lojas RM Express não poderiam deixar de ofertar novas possibilidades aos consumidores, oferecendo mais de 20 pacotes, entre cestas, baús e kit, com diversas combinações de alimentos e bebidas. A expectativa é crescer em 12% a quantidade destes itens comercializados quando comparados com o mesmo período do ano passado.

O consumidor poderá escolher desde baús que custam R$ 52,00 até cestas de mais de R$ 2.000,00. Os produtos variam conforme o pacote: alguns contem mais de 40 itens e outros apenas dois. Há, por exemplo, o Baú Platinium, que custa R$ 2.461,00 e contém 55 itens, entre eles Whisky Escocês Gold Reserve, Champagne Francês Brut e Bolo de Chocolate, e também o Kit Prata, com 18 itens, que custa apenas R$ 69,00. São opções para todos os gostos e bolsos.

Inadimplentes podem ter CNH e passaporte suspensos

No Brasil, as relações de consumo aparecem em segundo lugar entre os mais de 100 milhões de processos judiciais em andamento, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a maior parte das pessoas que desejam acionar a Justiça têm como causa dívidas de terceiros. Ainda que os bens do devedor possam ser penhorados e que ele fique com o nome sujo na praça por meio do Cadastro Nacional de Inadimplentes, quem recebe por meio de decisão judicial o direito de indenização ou pagamento dívida nem sempre tem a garantia de que o valor devido será pago.

Com objetivo de acelerar esses processos, forçando os inadimplentes a cumprir com as suas obrigações, a justiça vem adotando medidas cada vez mais austeras. Magistrados e defensores encontraram na aplicação das medidas executivas, previstas no novo Código de Processo Civil (CPC), que entrou em vigor em 2016, uma forma alternativa de fazer valer as decisões. Suspensão de passaporte, apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), bloqueio de cartões de crédito, vedação à remessa de recursos ao exterior, aplicação de multa periódica e majoração de encargos processuais, como a multa por não pagamento da dívida e cobrança dos honorários devidos aos advogados do credor estão entre as medidas que podem ser deferidas.

O advogado Rafael Moura, de Grebler Advogados, explica que as medidas sugeridas pelo art. 139, IV do CPC podem ser aplicadas a partir de decisões judiciais ou de título executivo extrajudicial. “Devem ser aplicadas subsidiária e justificadamente, mediante requerimento da parte interessada e depois de esgotados os métodos típicos de coerção. Nada impede, todavia, que o juiz, ao apreciar o pedido de execução formulado pelo credor, decida adotar medidas atípicas para satisfazer a execução com efetividade e celeridade”, afirma.

Apesar de já haverem inúmeros casos em que foram aplicadas, as medidas vêm gerando decisões contraditórias. Alguns tribunais têm entendido que medidas que possam subtrair do devedor documentos, como sua CNH e passaporte, violariam liberdades individuais e, por isso, acabam sendo vedadas. Por outro lado, há decisões reconhecendo que as medidas atípicas, desde que não suprimam absolutamente os direitos individuais previstos na Constituição da República, podem ser aplicadas em casos concretos, desde que justificadas.

Para Moura, o deferimento dessas medidas se orienta pelas regras de eficiência, proporcionalidade, razoabilidade, menor onerosidade do devedor da obrigação, e dignidade humana. “Considero que as medidas atípicas com o objetivo de assegurar efetividade às decisões judiciais não estão impedidas, desde que esteja comprovado que o caso concreto exige a sua adoção, especialmente diante de situações em que se constatar a intenção fraudulenta dos devedores, sempre com a observância do direito de defesa e dignidade da pessoa”.

Não basta que ocorra o inadimplemento para que sejam requeridas as medidas previstas no art. 139, IV do CPC. “Por exemplo, há caso em que o devedor supostamente insolvente possuía alto padrão de vida, mas se recusava a satisfazer a obrigação, o que justificou a apreensão da sua CNH. Veja que, além de ser justificada a medida, o devedor não teve seus direitos individuais suprimidos, porquanto poderia se locomover livremente por outros meios”, relata Moura.

Descumprimento

O descumprimento de ordem judicial pode ensejar a aplicação de penalidades processuais de natureza pecuniária e coercitiva, como multas por ato atentatório à dignidade da justiça (art. 77, IV, 139, III e 744, II, III e IV do CPC), além de configurar crime de desobediência (art. 330 do Código Penal).

Empresas devedoras

No caso das empresas, os sócios somente podem ser convocados para responder pelas dívidas no caso de fraude e confusão entre o patrimônio deles e da empresa, mediante pedido de desconsideração da personalidade jurídica da empresa. “Somente quando desconsiderada a personalidade jurídica da empresa, conforme procedimento previsto no art. 133 do CPC, os sócios poderão ser convocados para responder pela dívida e ser atingidos pelas medidas executivas atípicas”, afirma Moura.

ARTIGO — O que esperar do mercado de trabalho em 2018?

Marcelo Olivieri

O ano está acabando e junto com ele estamos deixando para trás um período de grande instabilidade política e econômica. Ao menos é o que desejamos! A expectativa é que 2018 seja um ano de recuperação da economia, afinal, o mercado já demonstra alguns sinais positivos. A inflação desacelerou e, com juros mais baixos, alguns setores voltaram a investir e a contratar. Como sabemos, as contratações estão naturalmente ligadas a esses indicadores econômicos.

Se a coisa vai bem e as perspectivas são boas, as empresas contratam, mas se o mercado está desestabilizado, o medo faz com que a demanda de contratação fique reprimida. Foi exatamente isso que vimos acontecer em 2017. O cenário de incerteza freou muitos setores e, mesmo precisando de alguns profissionais, muitos investimentos em contratação não foram aprovados.

Com a retomada de crescimento, as contratações devem esquentar bastante, em especial nos mercados de tecnologia e serviços, afinal esses setores se mantiveram aquecidos mesmo com a crise. Eles são uma tendência global, portanto, a demanda tende a aumentar de maneira mais independente da nossa economia.

A queda do desemprego e o aumento da renda familiar são uma injeção direta no setor de bens de consumo, que também já demonstra bons índices de melhora. Esse é um mercado que investe muito na contratação da cadeia de marketing e vendas quando a economia está bem. Trata-se de um setor alimentado por um círculo virtuoso. Quanto menor o desemprego, maior a renda familiar e maior o consumo. Por fim, para a nossa alegria e do país, mais contratações!

Na indústria, os mercados automotivos e de óleo e gás sofreram muito com a crise dos últimos anos. Com a retomada econômica e um novo ânimo para esses setores, podemos experimentar um aumento significativo nas contratações. Isso porque esses mercados tem uma cadeia longa de produção. Eles injetam dinheiro desde o fabricante da matéria prima, aos produtores do meio da cadeia, até o produto final acabado. São muitos níveis e empresas que se alimentam mutuamente. O que representa muitos cargos e cadeiras vagas para serem preenchidos.

Para fazer o mercado de recrutamento e seleção decolar dentro dessas perspectivas é necessário equilibrar a balança entre quem contrata e os profissionais disponíveis. Uma vez que as empresas iniciem os processos seletivos é fundamental que os candidatos estejam preparados para assumir os novos postos de trabalho. Caso contrário, as empresas irão disputar agressivamente por aqueles que são muito bons, e ao invés de novas oportunidades serem criadas, podemos vivenciar um inflacionamento desnecessário dos salários.

Apesar do otimismo e de bons índices apontando para um horizonte mais claro, sempre vale a ressalva de que o cenário político e econômico no Brasil é um castelo de cartas. As empresas calculam movimentos cuidadosamente, mas ao menor sinal de ventania tudo pode se abalar. Torcemos sempre pelo melhor!

Marcelo Olivieri é formado em Psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, Olivieri é diretor da Trend.

Pão de Açúcar apresenta menu de ceias prontas para final de ano

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O Pão de Açúcar já está com cardápio pronto para as festas de fim de ano. Os pratos são preparados com carinho e todo o cuidado pela equipe de rotisserie da rede, que pelo segundo ano consecutivo, contou com um tempero mais do que especial: a convite do Pão de Açúcar, a chef Carla Pernambuco deu toques próprios ao menu, trazendo um olhar moderno e original ao cardápio, resultado de sua experiência em importantes cozinhas brasileiras e à frente do restaurante paulista Carlota. A chef ajudou, por exemplo, a aprimorar receitas e ainda auxiliou na escolha de ingredientes. O menu de final de ano teve a introdução de molhos para assados e carnes, além de novas opções de sobremesas e guarnições. São diversas sugestões, entre entradas, acompanhamentos e pratos principais. Os clientes encontram desde o tradicional peru com frutas frescas, chester com ervas, alho confit e figo e tender com recheio de damasco e castanha entre outras variedades. Para este ano, o Pão de Açúcar espera crescimento de até 10% em relação ao ano passado, com venda das ceias prontas. As encomendas podem ser feitas na rotisserie de cada loja Pão de Açúcar com até 48 horas de antecedência – até às 12h do dia 22 de dezembro para o Natal; e até dia 29 para a virada do ano.

Outra comodidade são as três opções de kit ceia, com sugestões prontas de composição a preço promocional: Boas Festas, Completa e Clássica. A primeira serve de 4 a 6 pessoas e vem com itens como cestinhas de siri, 1kg de Lombo com molho de cebolinha e alecrim e 1,5kg de Bacalhau à Gomes de Sá. O preço médio por pessoa sai R$ 49,33. Já a Completa é composta por deliciosos pratos como o chester com ervas, alho confit e figo fresco. O kit serve de seis a oito pessoas por um valor médio de R$ 47,13 por pessoa. A Clássica serve de 14 a 16 pessoas e traz itens como bolinhos de bacalhau, salpicão de frango, arroz com lentilha, cranberry e castanha do parás. O preço por pessoa sai R$44,94.

Monte sua ceia:
Entradas
Caponata especial salpicão de frango Pão de Açúcar
Cuscuz de camarão
Bolinho de bacalhau português
Cestinha de siri 45g
Cuscuz marroquino com legumes, passas e nozes

Acompanhamentos
Arroz com lentilha, cranbery e castanha do pará
Arroz de quinoa, damasco e passas
Farofa de azeitonas e linguiça defumada
Farofa de banana da terra
Batata assada com alho e alecrim
Lasanha de bacalhau com brócolis e palmito
Purê de batata doce assada e gengibre
Torteloni de búfala com manjericão e molho cassé

Molhos
Molho cebolinha com alecrim
Molho crocante de frutas secas
Chutney de manga e maçã

Pratos principais
Peru com frutas frescas
Chester com ervas, alho confit e figo
Tender com recheio de damasco e castanhas
Rosbife de miolo de alcatra com molho de pimenta biquinho
Pernil assado ao alho e alecrim
Pernil fatiado ao alho e alecrim
Lombo com molho de cebolinha e alecrim
Bacalhau à Gomes de Sá
Manta à pururuca Pão de Açúcar (Somente Regionais)

Sobremesas
Bolo brigadeiro de ameixa e nozes
Torta choconozes
Sobremesa de frutas vermelhas
Bolo dos alpes
Bolo de abacaxi com coco
Bolo baba de moça com nozes
Bolo carot cake com frutas

Ceias
Ceia Boas Festas (4 a 6 pessoas)
Ceia Completa (6 a 8 pessoas)
Ceia Clássica (14 a 16 pessoas)

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Setor de serviços recua 0,8% de setembro para outubro, diz IBGE

Agência Brasil

O volume de serviços no país recuou 0,8% na passagem de setembro para outubro deste ano. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada dia 15 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa foi a quarta queda consecutiva do indicador. Na comparação com outubro de 2016, o volume caiu 0,3%. O setor acumula quedas de 3,4% no ano e de 3,7% no período de 12 meses.

Cinco dos seis segmentos tiveram queda no volume de serviços, com destaque para os serviços prestados às famílias, que caíram 2,3%. Também tiveram recuos os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,3%, setor que envolve alugueis não imobiliários – por exemplo, de carros – e gestão de ativos), os transportes e correios (-1%), outros serviços (-0,1%) e atividades turísticas (-1,5%). Os serviços de informação e comunicação foram o único segmento que teve alta (0,3%).

Entre as unidades da federação, as que tiveram as maiores quedas no volume de serviços prestados foram Piauí (-5,3%), Ceará (-4,9%) e Acre (-3,5%). Os estados da Bahia (2,8%), Sergipe (2,5%) e Distrito Federal (1,6%) tiveram as maiores altas.

Em relação à receita nominal, os serviços tiveram queda de 0,2% na comparação com setembro, mas cresceram 5% na comparação com outubro de 2016, 2,1% no acumulado do ano e 1,6% no acumulado de 12 meses.

Polícia do Rio matou 33% mais pessoas do que em novembro do ano passado

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

O estado do Rio de Janeiro registrou 125 homicídios decorrentes de intervenção policial em novembro deste ano. O número de casos é 33% superior do que novembro do ano passado, quando a polícia fluminense matou 94 pessoas. O dado foi divulgado dia 15 pelo Instituto de Segurança Pública, vinculado à Secretaria Estadual de Segurança do Rio.

De acordo com o ISP, os homicídios cometidos pela polícia representam 20,9% do total das mortes por agressão no estado do Rio de Janeiro em novembro deste ano, que foram 599 no total.

Os homicídios decorrentes de ação policial foram o motivo do aumento de 3,1% no índice de letalidade violenta no estado, já que os demais crimes tiveram queda: homicídios (menos oito vítimas), latrocínios (menos duas vítimas) e lesão corporal seguida de morte (menos três vítimas).

Considerando-se os 11 primeiros meses de 2017, a polícia do Rio matou 1.035 pessoas, 11,9% (ou 110 casos) a mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram mortas 925 pessoas.

O número de policiais civis e militares mortos em serviço, por outro lado, caiu de sete em novembro de 2016 para três em novembro deste ano. No acumulado do ano, as mortes de policiais em serviço também recuaram, de 40 em 2016 para 31 neste ano.

Outros crimes

Foram registrados 453 casos de homicídio em novembro de 2017, 1,7% a menos do que no mesmo período de 2016. Os roubos de rua também recuaram (16,6%), ao passar de 12.167 em novembro de 2016 para 10.144 no mesmo mês de 2017. Também foram registradas quedas nos roubos a estabelecimentos comerciais (-13,1%) e a residências (-18,4%). Os roubos de carga tiveram queda de 15% no período.

IBGE: 50 milhões de brasileiros vivem na linha de pobreza

Agência Brasil

Cerca de 50 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07 – ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre.

Os dados foram divulgados dia 15, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017. Ela indica, ainda, que o maior índice de pobreza se dá na Região Nordeste do país, onde 43,5% da população se enquadram nessa situação e, a menor, no Sul: 12,3%.

A situação é ainda mais grave se levadas em conta as estatísticas do IBGE envolvendo crianças de 0 a 14 anos de idade. No país, 42% das crianças nesta faixa etária se enquadram nestas condições e sobrevivem com apenas US$ 5,5 por dia.

A pesquisa de indicadores sociais revela uma realidade: o Brasil é um país profundamente desigual e a desigualdade gritante se dá em todos os níveis.

Seja por diferentes regiões do país, por gênero – as mulheres ganham, em geral, bem menos que os homens mesmo exercendo as mesmas funções -, por raça e cor: os trabalhadores pretos ou pardos respondem pelo maior número de desempregados, têm menor escolaridade, ganham menos, moram mal e começam a trabalhar bem mais cedo exatamente por ter menor nível de escolaridade.

Um país onde a renda per capita dos 20% que ganham mais, cerca de R$ 4,5 mil, chega a ser mais de 18 vezes que o rendimento médio dos que ganham menos e com menores rendimentos por pessoa – cerca de R$ 243.

No Brasil, em 2016, a renda total apropriada pelos 10% com mais rendimentos (R$ 6,551 mil) era 3,4 vezes maior que o total de renda apropriado pelos 40% (R$ 401) com menos rendimentos, embora a relação variasse dependendo do estado.

Entre as pessoas com os 10% menores rendimentos do país, a parcela da população de pretos ou pardos chega a 78,5%, contra 20,8% de brancos. No outro extremo, dos 10% com maiores rendimentos, pretos ou pardos respondiam por apenas 24,8%.

A maior diferença estava no Sudeste, onde os pretos ou pardos representavam 46,4% da população com rendimentos, mas sua participação entre os 10% com mais rendimentos era de 16,4%, uma diferença de 30 pontos percentuais.

Desigualdade acentuada

No que diz respeito à distribuição de renda no país, a Síntese dos Indicadores Sociais 2017 comprovou, mais uma vez, que o Brasil continua um país de alta desigualdade de renda, inclusive, quando comparado a outras nações da América Latina, região onde a desigualdade é mais acentuada.

Segundo o estudo, em 2017 as taxas de desocupação da população preta ou parda foram superiores às da população branca em todos os níveis de instrução. Na categoria ensino fundamental completo ou médio incompleto, por exemplo, a taxa de desocupação dos trabalhadores pretos ou pardos era de 18,1%, bem superior que o percentual dos brancos: 12,1%.

“A distribuição dos rendimentos médios por atividade mostra a heterogeneidade estrutural da economia brasileira. Embora tenha apresentado o segundo maior crescimento em termos reais nos cinco anos disponíveis (10,9%), os serviços domésticos registraram os rendimentos médios mais baixos em toda a série. Já a Administração Pública acusou o maior crescimento (14,1%) e os rendimentos médios mais elevados”, diz o IBGE.

O peso da escolaridade

Os dados do estudo indicam que, quanto menos escolaridade, mais cedo o jovem ingressa no mercado de trabalho. A pesquisa revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho com até 14 anos.

Para os analistas, “a idade em que o trabalhador começou a trabalhar é um fator que está fortemente relacionado às características de sua inserção no mercado de trabalho, pois influencia tanto na sua trajetória educacional – já que a entrada precoce no mercado pode inibir a sua formação escolar – quanto na obtenção de rendimentos mais elevados”.

Ao mesmo tempo em que revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado com até 14 anos, o levantamento indica também que este percentual cresce para o grupo de trabalhadores que tinha somente até o ensino fundamental incompleto, chegando a atingir 62,1% do total, enquanto que, para os que têm nível superior completo, o percentual despenca para 19,6%.

Ainda sobre o trabalho precoce, o IBGE constata que, em 2016, a maior parte dos trabalhadores brasileiros (60,4%) começou a trabalhar com 15 anos ou mais de idade. Entre os trabalhadores com 60 anos ou mais houve elevada concentração entre aqueles que começaram a trabalhar com até 14 anos de idade (59%).

A análise por grupos de idade mostra a existência de uma transição em relação à idade que começou a trabalhar, com os trabalhadores mais velhos se inserindo mais cedo no mercado de trabalho, o que pode ser notado porque 17,5% dos trabalhadores com 60 anos ou mais de idade começaram a trabalhar com até nove anos de idade, proporção que foi de 2,9% entre os jovens de 16 a 29 anos.

O IBGE destaca que os trabalhadores de cor preta ou parda também se inserem mais cedo no mercado de trabalho, quando comparados com os brancos, “característica que ajuda a explicar sua maior participação em trabalhos informais”.

Já entre as mulheres foi maior a participação das que começaram a trabalhar com 15 anos ou mais de idade (67,5%) quando comparadas com a dos homens (55%). Para os técnicos do instituto, esta inserção mais tardia das mulheres no mercado de trabalho pode estar relacionada “tanto ao fato de elas terem maior escolaridade que os homens, quanto à maternidade e os encargos com os cuidados e afazeres domésticos”.

Cresce percentual dos que não trabalham nem estudam

O percentual de jovens que não trabalham nem estudam aumentou 3,1 pontos percentuais entre 2014 e 2016, passando de 22,7% para 25,8%. Dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 indicam que, no período, cresceu o percentual de jovens que só estudavam, mas diminuiu o de jovens que estudavam e estavam ocupados e também o de jovens que só estavam ocupados.

O fenômeno ocorreu em todas as regiões do Brasil. No Norte, o percentual de jovens nessa situação passou de 25,3% para 28,0%. No Nordeste, de 27,7% para 32,2%. No Sudeste, de 20,8% para 24,0%. No Sul, de 17,0% para 18,7% e no Centro-Oeste, de 19,8% para 22,2%.

Ele atingiu, sobretudo, os jovens com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres e com maior incidência entre jovens cujo nível de instrução mais elevado alcançado era o fundamental incompleto ou equivalente, que respondia por 38,3% do total.

Pobreza é maior no Nordeste

Quando se avalia os níveis de pobreza no país por estados e capitais, ganham destaque – sob o ponto de vista negativo – as Regiões Norte e Nordeste com os maiores valores sendo observados no Maranhão (52,4% da população), Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%).

Em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios do interior do país do que nas capitais, o que está alinhado com a realidade global, onde 80% da pobreza se concentram em áreas rurais.

Ainda utilizando os parâmetros estabelecidos pelo Banco Mundial, chega-se à constatação de que, no mundo, 50% dos pobres têm até 18 anos, com a pobreza monetária atingindo mais fortemente crianças e jovens – 17,8 milhões de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, ou 42 em cada 100 crianças.

Também há alta incidência em homens e mulheres pretas ou pardas, respectivamente, 33,3% e 34,3%, contra cerca de 15% para homens e mulheres brancas. Outro recorte relevante é dos arranjos domiciliares, no qual a pobreza – medida pela linha dos US$ 5,5 por dia – mostra forte presença entre mulheres sem cônjuge, com filhos até 14 anos (55,6%). O quadro é ainda mais expressivo nesse tipo de arranjo formado por mulheres pretas ou pardas (64%), o que indica, segundo o IBGE, o acúmulo de desvantagens para este grupo que merece atenção das políticas públicas.

Seminário recebe doações de alimentos e brinquedos para crianças em Caruaru

Quem participar do ‘1º Seminário sobre O Sentido da Vida’ neste domingo (17) em Caruaru, no Agreste, poderá doar brinquedos e alimentos não perecíveis para crianças no tratamento de microcefalia.

De acordo com o psicólogo e palestrante, Liszt Rangel, o seminário com a finalidade social será importante para levantar alguns questionamentos sobre o sentido da nossa vida e quais os objetivos que queremos alcançar.

“A época do Natal é um momento muito especial de reflexão entre as famílias. Neste evento queremos promover um diálogo sobre como as pessoas buscam a felicidade. E como elas podem melhorar e mudar de vida sob a visão da psicologia”, afirma Liszt.

O evento começará a partir das 14 horas, no auditório do Maysa Plaza hotel, situado na Rua Teófilo Dias, 93, Bairro Maurício de Nassau. A participação é feita através de um ticket disponível no local por R$ 15,00 e mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, ou 1 brinquedo que serão doados para uma Instituição da cidade que cuida de crianças no tratamento de microcefalia.

Recentemente Liszt Rangel ministrou o tema desse mesmo seminário no Rio de Janeiro (RJ), com sucesso de público. Além de psicólogo e jornalista, ele é escritor e autor de mais de 10 livros lançados no Brasil.

SERVIÇO – 1º SEMINÁRIO O SENTIDO DA VIDA

Data: 17/12 (domingo)

Hora: 14h às 17h30

Local: Maysa Plaza hotel, Rua Teófilo Dias, 93, Bairro Maurício de Nassau, Caruaru – PE

Assunto: O Sentido da vida – Como podemos buscar a felicidade e melhorar de vida?

Palestrante: Psicólogo Liszt Rangel

Acesso: R$ 15,00 + doação de 1kg de alimento não perecível ou 1 brinquedo

Informações: www.pautarcom.com e (81) 9 8190-3073

Unifavip é melhor centro universitário de Pernambuco

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A qualidade acadêmica do DeVry | Unifavip recebeu mais um reconhecimento nacional. No resultado do IGC 2016, que avaliou apenas cursos da área da saúde, a instituição ficou em 1º lugar entre os Centros Universitários de Pernambuco. O IGC, o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição, é divulgado anualmente e figura dentre um dos principais indicadores usados para avaliação da educação superior no Brasil. O estudo é conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, órgão pertencente ao Ministério da Educação.

O resultado do DeVry | Unifavip faz parte de uma marca impressionante alcançada pelo grupo Adtalem Educacional do Brasil: nas 12 cidades em que as instituições do grupo foram avaliadas, em 9 elas alcançaram o primeiro lugar. Isso significa que o grupo alcançou os melhores resultados dentre os principais provedores educacionais do país, nas cidades onde atua. As avaliações do IGC confirmam a missão das instituições DeVry Brasil, que é promover educação com qualidade acadêmica, empoderar estudantes para que alcancem seus objetivos, encontrem o sucesso e façam contribuições inspiradoras para a comunidade global.

Sobre o DeVry | Unifavip

O Centro Universitário do Vale do Ipojuca (Unifavip) faz parte da Adtalem Educacional do Brasil, um grupo de ensino dos Estados Unidos, com mais de 85 anos de história em educação e que está presente em mais de 50 países, com 160 mil alunos. A DeVry | Unifavip iniciou sua trajetória acadêmica em 2001 e, hoje, conta com um extenso portfólio de cursos nas áreas de Arquitetura, Comunicação, Design, Direito, Engenharia, Gastronomia, Gestão e Negócios, Saúde, Tecnologia e Psicologia; além de ofertas na modalidade de pós-graduação. Em 2012, passou a integrar a Adtalem Educacional do Brasil, o que proporciona aos alunos uma série de benefícios e programas, como intercâmbio para os EUA e curso de inglês subsidiado. No dia 31 de janeiro de 2014, tornou-se o primeiro Centro Universitário do interior do Nordeste, por meio de credenciamento e certificação da qualidade acadêmica exigida pelo Ministério da Educação (MEC). Hoje é também polo de Ensino a Distância da Adtalem Educacional do Brasil.

Sobre a Adtalem Educacional do Brasil

O objetivo do Adtalem Global Education é empoderar estudantes para que alcancem seus objetivos, encontrem o sucesso e façam contribuições inspiradoras para a comunidade global. A Adtalem Educacional do Brasil faz parte desse provedor global de educação, fundado há mais de 85 anos nos Estados Unidos, e está presente no país desde 2009. Atualmente, possui 18 instituições de ensino distribuídas no território nacional. São, ao todo, 24 campi, mais de 300 cursos de graduação e 217 centros de aprendizagem em todo o país, que atendem mais de 110 mil alunos em três posicionamentos diferentes: DeVry Brasil, instituições de excelência acadêmica; Ibmec, no segmento premium; e Damásio Educacional, com cursos preparatórios e cursos de graduação nas áreas de Direito e Gestão. Todas as instituições que compõem a Adtalem Educacional do Brasil figuram entre as melhores das cidades em que estão localizadas. Para mais informações a respeito da Adtalem Global Education e Adtalem Educacional do Brasil, acesse www.adtalem.com.