Fisioterapia é fundamental para diminuir dor nas costas

Nunca teve dor na coluna? Então fique atento, pois esse problema comum ainda pode fazer parte da sua vida. É que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 85% da população sofre ou ainda vai sofrer desse mal. Prova disso é que, de acordo com o ranking de auxílios-doença do INSS, essa doença é a que mais afasta os trabalhadores do emprego.

As dores podem aparecer em três partes diferentes da coluna: lombar (acima do quadril), dorsal (parte central das costas) e cervical (entre a cabeça e o pescoço). E elas aparecem por vários motivos: má postura, obesidade, falta ou excesso de atividade física, desgaste natural do envelhecimento e devido à temida hérnia de disco.

Mas, a boa notícia é que apenas 5% dos casos de hérnia de disco precisam de cirurgia. Tanto as herniações, quanto as outras causas de dor da coluna demandam, na maioria dos casos, um tratamento conservador, ou seja, medicamentos para aliviar a dor e a inflamação e, claro, sessões de fisioterapia.

Fortalecimento da musculatura é crucial

De acordo com a fisioterapeuta e especialista em Pilates, Walkiria Brunetti, o primeiro objetivo da fisioterapia em crises de dor na coluna é aliviar o quadro doloroso e diminuir a inflamação. “Depois que o paciente sai da crise, vamos trabalhar para alongar e fortalecer a musculatura responsável pela sustentação da coluna. E isso pode ser feito de diversas maneiras”.

Uma delas é por meio do RPG (Reeducação Postural Global), um dos métodos fisioterapêuticos mais indicados para tratar a dor nas costas. “A principal diferença do RPG para os outros é que este recurso é focado na função estática dos músculos. Isso porque quando solicitada em permanência, a musculatura pode encurtar e perder a flexibilidade. Assim, nosso objetivo é identificar isso e alongar os músculos responsáveis pela alteração postural”, conta.

Além disso, o fisioterapeuta reeduca a postura e ensina o paciente a fazer exercícios e alongamentos de fácil execução –que podem ser realizados em casa. “Também ensinamos como executar corretamente algumas atividades diárias, como a postura adequada para trabalhar, sentar, carregar peso, dormir e até a maneira ideal para se exercitar”, diz Walkiria.

Pilates após as crises?

Sim. O Pilates também é um método eficaz no combate a problemas na coluna, já que fortalece os músculos responsáveis pela sustentação da coluna, chamados de core. O Pilates conta com 500 movimentos precisos e controlados para isso. “Na nossa prática clínica é muito comum que o paciente comece com a fisioterapia e, quando sai da fase aguda, opta pelo Pilates para prevenir novas crises”, comenta Walkiria.

Prevenção

Mas Walkiria alerta que o melhor mesmo é prevenir do que remediar. “É preciso prestar muita atenção na postura no dia a dia, adotar um estilo de vida saudável para evitar o sobrepeso, praticar atividade física regularmente e fazer alongamentos diários. Quase sempre as doenças que acometem a coluna vertebral têm suas raízes nos hábitos de vida durante a infância e adolescência, mas como os sintomas demoram para aparecer, a pessoa só percebe quando já possui um problema instalado”, finaliza Walkiria.

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