ARTIGO — Imunidade tributária para livro eletrônico – e-readers

Laís Borges de Noronha, tributarista do Piazzeta, Rasador e Zanotelli Advocacia Empresarial

O tempo passa e as coisas evoluem de modo que a sociedade, a economia e o direito vão se adaptando. Isso não é novidade, mas quando esse cenário acontece de forma ordenada em benefício dos trabalhadores e contribuintes brasileiros, representa verdadeira progressão e alimenta expectativas positivas.

No Direito, uma das formas mais eficazes de ajustar a realidade com a norma é o uso da jurisprudência, que nada mais é do que uma série de decisões reiteradas dos tribunais no mesmo sentido.

Exemplo disso, o recente julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal na apreciação do Recurso Extraordinário 330.817/RJ pacificou a jurisprudência e definiu que a imunidade tributária aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo.

Com efeito, essa imunidade significa a proibição do Estado de cobrar um tributo sobre determinado produto ou serviço. Nesta análise, consiste no fato de que o ente público não pode criar impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

Da simples leitura do julgado, é possível vislumbrar verdadeira aula de interpretação jurídica, evolução social e respeito aos ditames da Constituição, uma vez que restou claramente demonstrado o real sentido à proteção dos valores da liberdade de expressão e da difusão da cultura, ao interpretar a imunidade tributária de maneira projetada para o futuro e levando em consideração os novos mecanismos de informação.

Isto porque, como bem asseverou a decisão, não se pode suprimir o avanço tecnológico, especialmente na área educacional e cultural, uma vez que o livro está cedendo um espaço cada vez maior para a informática.

Por essa razão, não existe a mínima possibilidade de restringir o conceito de livro a simples reunião de folhas de papel, mas sim destacá-lo como conteúdo intelectual de instrução para os seus consumidores, no caso dos e-books, os leitores digitais chamados de e-readers.

Cumpre ressaltar que esse entendimento não pode ser aplicado aos tablets, smartphones e laptops, os quais vão muito além de meros equipamentos utilizados para a leitura de livros digitais.

Valioso salientar ainda que, antes mesmo da publicação do acórdão,o TRF-3 havia reconhecido o direito de uma rede de livrarias vender leitores digitais, os chamados e-readers, sem recolher as contribuições ao PIS e a COFINS, aplicando justamente o entendimento da imunidade tributária.

Portanto, esse entendimento concretizado por uma decisão definitiva da Suprema Corte abriu margem para outras empresas do ramo de edição e publicação de livros a se beneficiarem da imunidade tributária ao livro eletrônico (e-book), que também deve ser estendido aos leitores e compradores de livros, trazendo maior qualidade de produto e melhor oferta de preço.

365 dias para celebrar a Mulher Brasileira

A C&A, empresa que oferece produtos e experiências para conectar as pessoas à moda, o grupo global de mídia Oath e a companhia de mídia e marketing out-of-home Elemídia lançam hoje no país o Todo Dia Delas, uma plataforma de branded content inédita e colaborativa que será disponibilizada no site de notícias HuffPost Brasil. O objetivo é celebrar 365 histórias inspiradoras de mulheres corajosas, empreendedoras e precursoras durante 365 dias, uma por dia até 7 de março de 2019.

“Nosso objetivo com o Todo Dia Delas foi mostrar que a homenagem à mulher não deve ocorrer apenas na data de 8 de março, mas que todo dia é uma ocasião para fazermos isso. Ouviremos vozes de 365 brasileiras fantásticas, com perfil empreendedor, precursor e corajoso, para expor um conteúdo inédito de protagonismo”, destaca Diego Iraheta, idealizador do Todo Dia Delas e editor-chefe do HuffPost Brasil.

A C&A será a patrocinadora oficial do Todo Dia Delas enquanto o HuffPost Brasil será responsável pela gestão editorial, produção e hospedagem do conteúdo fruto deste projeto. O conteúdo será também distribuído pela C&A através de seus canais, da Elemídia diariamente em 8.800 telas espalhadas por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre Brasília, Curitiba e São Paulo, e pela Oath dentro do próprio HuffPost e por intermédio de suas plataformas. RYOT Studio responderá pela realização e produção executiva de Todo Dia Delas, com a curadoria do HuffPost.

“Nosso objetivo como veículo de comunicação é sempre entregar um conteúdo publicitário e editorial de qualidade e relevância. Fazer parte desse projeto utilizando nossas telas como convite para conhecer melhor cada uma dessas mulheres, vai ao encontro com a nossa proposta de informar e provocar a quem nos assiste”, comenta Eduardo Alvarenga, CEO da Elemidia.

O empoderamento feminino também faz parte do DNA da C&A: 80% dos funcionários e dos clientes são mulheres. Por isso, a empresa valoriza muito a participação feminina no ambiente de trabalho, entre os nossos clientes e como agentes de transformação. O projeto vai trazer mulheres de diferentes perfis que fizeram grandes realizações dentro de um contexto que ainda é desigual. As mulheres entrevistadas estarão usando looks da C&A, que são escolhidos entre as peças queridinhas da marca, de acordo com o estilo de cada participante.

“São mulheres que, como muitas outras anônimas, estão mudando o jogo para valer. Estão se colocando no mundo e a C&A, por ser uma empresa que fala de expressão e diversidade, quer ajudar a dar voz a elas, para inspirarem cada vez mais mulheres a serem e expressarem-se para o mundo de todas as maneiras”, diz Márcia Costa, VP de Gente e Gestão da empresa.

ARTIGO — Dia Internacional da Mulher

Sirlene Cavaliere

Viver em um mundo do politicamente correto pode ser bem chato. Recebi recentemente um meme(1), dizendo que basta um indivíduo postar sua opinião do tipo: eu odeio coentro, para que, instantaneamente, um grupo de haters(2) se una para fundar a associação protetora dos direitos do coentro. Caetano é quem está certo quando diz em sua música Sampa, “Narciso acha feio tudo o que não é espelho”.

O fato é que, exceto nas questões indecifráveis do coração, o ser humano prefere mesmo é ficar próximo de seus iguais. A convivência fica muito mais fácil quando nos reunimos com os de nossa “espécie”: solteiros com solteiros, engenheiros com engenheiros, evangélicos com evangélicos, homens com homens. Conversar com pessoas com confirmem nossa visão infla nosso ego, aumenta a confiança, reforça a autoestima. O bem querer é automático, recíproco e inconsciente. Mas acima de tudo, a questão é que dá muito menos trabalho concordar!

No entanto, no ambiente profissional não é possível conviver exclusivamente com os membros de nossa tribo. É preciso dividir espaço e até colaborar com pessoas diferentes em termos de gênero, classe social, raça, opção sexual, educação, geração e até com crenças conflitantes. E aí, como conciliar essa dicotomia? A tendência, mesmo que inconsciente, é contratar ou promover apenas os de nossa espécie. Afinal, vamos combinar, discordar é exaustivo! Aquele profissional que tem outra perspectiva do mundo, questiona o status quo, propõe novas ideias, dá trabalho, consome tempo dos gestores! Porém há que se considerar que um ambiente profissional cordato é inóspito para a inovação!

Assim, para garantir sua perenidade, as organizações precisam refletir internamente a diversidade existente no mercado. Sem um ambiente empresarial diverso será difícil surpreender seus consumidores (ou os consumidores de seus clientes) com produtos ou serviços que eles ainda nem sabem que precisarão.

Bem, não posso finalizar sem assumir uma posição sobre a questão central desse artigo. Sim, eu confesso, sou a favor do coentro! E se você não concorda com o meu paladar, tudo bem! Por favor não me exclua de seu grupo por conta disso. Faça um esforçinho e tente respeitar a diferença. Pelo menos hoje, no dia Internacional das Mulheres.

*Sirlene Cavaliere é diretora de Comunicação e Marketing e líder do Programa de Mulheres da Capgemini no Brasil. Mulher, executiva, formada em Letras, MBA em Marketing, Pós em Administração de Empresas e, acima de tudo, adora coentro e é viciada em séries de TV fechada.

1-meme: imagem, vídeos ou gifs que se espalham via Internet.

2-haters: os que odeiam ou aqueles que adoram odiar.

Você vive melhor agora ou no tempo do Lula e da Dilma?

Doutora Rosinha

Por ser uma pessoa pública, ter ideologia definida e ser do PT, ao caminhar nas ruas, sou parado, todos os dias, às vezes mais que uma vez, para um breve debate político ou para ser cobrado. A cobrança geralmente vem com alguma agressividade: “olha o que vocês fizeram?”

O “olha o que vocês fizeram” tem o sentido de afirmar que o Brasil est​á​, desculpe​m​ a palavra, uma merda, e quer​em​ jogar a culpa no PT, Lula e Dilma. Quando ouço isto, par​o,​ respiro fundo e penso: ​V​á com calma e seja didático na explicação, até porque o cidadão est​á​ agressivo e pouco disposto a ouvir. No geral​,​ quer falar, agredir e ir embora.

O ser didático é tentar fazer o cidadão ou a cidadã pensar​,​ e isto não é fácil. É difícil porque em parte é um papagaio que repete o que ouviu e não pensa. Para tentar ajudar a pessoa a pensar​,​ pergunto: “você vive melhor agora ou no tempo do Lula e da Dilma”?

Espero a resposta e dou um tempo para a pessoa responder. Depois​,​ calmamente​,​ começo a fazer a comparação entre dois períodos políticos/históricos do nosso ​país. Período antes dos governos do PT​,​ e período do PT.

Não é sempre pelo mesmo tema que começo, mas dou um exemplo do que falo: começo a comparação pela economia​,​ explicando que a riqueza do Brasil, que é chamado de Produto Interno Bruto (PIB)​,​ em 2002 era de R$​ ​1,48 trilhão. Em 2013​,​ R$ 4,84 trilh​ões​. O que significa isto?

Estes números indicam que​,​ nos governos do PT​,​ o Brasil cresceu mais que nos governos do PSDB e que este aumento da riqueza foi distribuído entre todos, o que não ​o​corria antes. A distribuição se dava a partir do cálculo do valor do salário mínimo.

O salário mínimo era calculado com a soma da inflação mais o crescimento do PIB. Esse método de cálculo fazia com que o salário mínimo fosse corrigido com valor acima da inflação. Era uma maneira de distribuir renda.

Hoje, no governo do golpista e corrupto Temer, apoiado por quase todos os partidos, principalmente pelo MDB e PSDB, o salário mínimo foi corrigido em 1,81​%​, enquanto a inflação foi de 2,95%​,​ significando que muitos perderam​. E, quando a maioria perde​,​ você perde, pois não há consumo, não há aquecimento da economia e não há geração de empregos. Esta política prejudica principalmente as pessoas aposentadas e pensionistas, cuja maioria recebe um salário mínimo.

No final de novembro do ano passado foi divulgada uma pesquisa pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostrava que metade dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil recebe por mês menos que o salário mínimo.

Em 2002​,​ o salário mínimo era de R$​ ​200, o que dava para você comprar 1,42 cesta básica. Em 2014 era R$​ ​724, que dava para comprar 2,24 cestas básicas.

Outra questão: nos oito anos do governo do Fernando Henrique Cardoso, do PSDB​,​ foram gerados em média 627 mil empregos por ano. No governo do PT (Lula e Dilma) foram gerados, na média, 1 milhão​ e​ 790 mil empregos por ano.

Hoje (2018)​,​ o Brasil tem cerca de 13 milhões de pessoas desempregadas, o que representa 12,2% dos trabalhadores e trabalhadoras sem emprego.

Em 2002​,​ quando o Lula foi eleito presidente, a taxa de desemprego, por coincidência, era a mesma de hoje, 12,2%. No final de 2013, governos do PT (Lula e Dilma), a taxa de desemprego era de 5,4%.

Poderia continuar fazendo comparações em todas as áreas (saúde, educação, economia, soberania, etc.), mas ficarei só na questão do salário mínimo, para mostrar que hoje a maioria do povo do Brasil vive pior que nos governos do PT. Vive pior porque aumentou o desemprego, diminuiu a renda e​,​ como consequência​,​ aumentou o número de pessoas vivendo e pedindo nas ruas. As esquinas estão cheias de crianças pedindo esmolas ou vendendo bugiganga​s​.

Os egoístas não se preocupam com a vida do alheio, mas a mim me incomoda muito pensar que o meu semelhante não tem casa e comida e tampouco esperanças. Este é o Brasil pós-golpe.

Este tipo de análise é importante para fazer a pessoa pensar: o que ela quer para ela e para o Brasil?

Pesquisa mostra educação sexual das adolescentes no Brasil

O Dia da Mulher, celebrado em 08 de março, traz à tona assuntos importantes e que devem ser debatidos com maior frequência – como por exemplo, o empoderamento feminino, a igualdade e respeito entre gêneros e a valorização da mulher no mercado de trabalho. Em relação à saúde, temas como a educação sexual e os cuidados com a saúde íntima também merecem atenção, mas são negligenciadas, especialmente entre mulheres mais jovens. Prova disso é o alto índice de gestação juvenil não planejada no País, maior do que a média na América Latina.

Não é de hoje que existe um tabu em torno da sexualidade, e isso acontece porque, em muitos casos, a conversa sobre o assunto, principalmente dentro de casa e no ambiente escolar, é tardia ou nem acontece. Uma boa notícia é que uma pesquisa recente, realizada pela Bayer, em parceria com o Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 1.500 brasileiras entre 16 e 25 anos, em cinco capitais (Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), mostrou que esse cenário vem melhorando, já que 83% das entrevistadas se considera suficientemente informada sobre métodos contraceptivos e cuidados com a saúde sexual.

O levantamento aponta também que 73% se sente confortável em falar sobre o assunto, e 93% afirmou saber se proteger de DSTs ou de uma gravidez não planejada. Com relação aos pais/responsáveis, 52% disse que foi com eles a primeira conversa sobre saúde sexual, percentual maior do que com amigos (18%) ou sozinha (11%). Para 59% das entrevistadas existe um diálogo aberto com os pais. Das que não conversam sobre sexualidade em casa (41%), boa parte (67%) gostaria de ter.

“A conversa aberta com os pais/responsáveis é extremamente importante para as jovens, já que são eles os principais disseminadores de valores e ensinamentos para os filhos, servindo como seu principal exemplo. São eles que podem fazer com que um assunto complicado se torne simples e natural, trazendo conforto e confiança para quem está iniciando a vida sexual”, afirma Dr. Afonso Nazário, Coordenador da Pós-Graduação do Departamento de Ginecologia da Unifesp.

Cristina Varkulja, 47, mãe da Alice, 18, e da Victória, 25, conta que a conversa com suas filhas iniciou cedo e foi sempre muito franca. “A primeira vez que falei com minhas filhas foi muito natural. Elas deviam ter entre 10 e 11 anos. Me lembro que a Victória, por exemplo, quando ficou menstruada pela primeira vez, me ligou para compartilhar a novidade e tirar dúvidas”.

De acordo com Cristina, temas relacionados à sexualidade sempre tiveram espaço em sua casa. “Não tivemos nenhum momento de constrangimento, sempre mantivemos um diálogo transparente para que a saúde sexual delas se desenvolvesse de forma natural e segura, sem que existisse espaço para vergonha e traumas”, esclarece.

Sobre o ambiente escolar, as notícias também são boas – a maioria (67%) teve acesso à educação sexual na escola. Isso mostra que conforme a discussão se torna mais transparente com pessoas confiáveis, maior o conforto e segurança das jovens. “É extremamente importante que as escolas estejam preparadas para dar continuidade à educação sexual iniciada dentro de casa. Dessa forma, o assunto passa a ser comum no dia a dia dos jovens e as dúvidas podem ser compartilhadas e sanadas de forma mais fácil”, reforça Dr. Nazário.
Relação com o ginecologista

Apesar dos dados positivos e avanço na discussão sobre sexualidade e contracepção, o último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), referente ao período de 2010 a 2015, mostrou que o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos, índice acima da média latino-americana, que fica em torno de 65,5. Segundo o Dr. Afonso, “isso pode ser um indicativo de que esse diálogo ainda precisa se expandir, por exemplo, para dentro do consultório, com o ginecologista, que é o principal responsável por dar orientações sobre exames e indicar os melhores métodos de acordo com o perfil de cada jovem”.

Dados da pesquisa Bayer comprovam, inclusive, que a relação entre as jovens e o ginecologista ainda não é bem estabelecida – eles apontam, por exemplo, que 7% das entrevistadas nunca se consultou com o especialista, e 11% só o visitou pela primeira vez após os 20 anos. Adicionalmente, apenas 17% o considera a principal fonte de informação sobre o assunto.

“O fato de uma pequena porcentagem considerar o ginecologista como o responsável por passar informações sobre educação sexual é um dado extremamente preocupante, pois somente ele é capaz de indicar os melhores métodos contraceptivos e orientações sobre os cuidados com a saúde íntima. Esse também é um fator que deve entrar, anteriormente, na conversa da jovem com os pais, que por sua vez tem a missão de explicar o papel do médico nesse processo e oferecer todo o suporte necessário”, comenta.

O alinhamento entre a jovem, os pais/responsáveis e o médico propicia segurança e faz com que ela se sinta confortável em fazer, a partir disso, suas próprias escolhas, de forma consciente e madura. Além disso, dá a abertura para que tire dúvidas sempre que necessário, fazendo com que um assunto tabu se torne um tema mais leve.
Sobre a Bayer

A Bayer é uma empresa global com competências em Ciências da Vida nas áreas de agricultura e cuidados com a saúde humana e animal. Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar as pessoas e melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a companhia objetiva criar valor por meio da inovação. A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e com suas responsabilidades sociais e éticas como uma empresa cidadã. Em 2017, o Grupo empregou cerca de 99 mil pessoas e obteve vendas de € 35 bilhões. Os investimentos totalizaram € 2.4 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 4.5 bilhões. Para mais informações, acesse www.bayer.com.br.

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Professoras lideram o ranking das ocupações femininas

A maioria das mulheres está concentrada em ocupações relacionadas a serviços administrativos, de educação e saúde. Segundo dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2016, as principais profissões desempenhadas por elas eram a de auxiliar de escritório, assistente administrativo, vendedora do comércio varejista e faxineira. No entanto, apesar de não aparecerem entre as cinco principais ocupações femininas, as professoras lideram o ranking das profissões ocupadas por mulheres. Isso ocorre porque, na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a atividade de professora se divide em 76 especialidades e, quando agrupadas, totalizam 3,1 milhões de profissionais registrados na Rais em 2016, sendo que as mulheres são responsáveis por 2,3 milhões de vínculos.

A analista de Políticas Sociais do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho do Ministério do Trabalho, Mariana Eugênio, explica que a participação feminina no mercado de trabalho formal está centralizada em setores muito específicos como o da educação. “Esses dados demonstram que ainda persistem no mercado de trabalho brasileiro condicionamentos estruturais que associam as mulheres a ocupações vinculadas à atenção e ao cuidado, inibindo sua atuação nos diversos setores da economia. Observa-se, contudo, que esse cenário está em transformação e que as mulheres estão cada vez mais presentes em setores como o da Construção Civil e a Indústria”.

As professoras ultrapassam o número de auxiliares de escritório (1.294,071) e assistentes administrativos (1.291,933). Entre as vendedoras do comércio varejista, as mulheres ocupam 1,1 milhão dos mais de dois milhões de trabalhadores registrados nessa ocupação. Elas representam 73,20 % dos 1,3 milhões de postos de trabalho ocupados por faxineiros.

Setores – O setor econômico em que as mulheres são maioria é o da Administração Pública. Dos 8,8 milhões de postos de trabalho, 59% são de mulheres. Elas ocupam quase a metade do setor de Serviços (48,8%), e se destacam no subsetor relacionado a área da saúde (médicos, odontológicos e veterinários), sendo 1,5 milhão de mulheres e apenas 467 mil homens.

Regiões – De acordo com a Rais 2016, a maioria das professoras estavam concentradas na região norte, com 1,7 milhão de vínculos ativos no ano. Seguida da região sudeste, com 992,942 e nordeste (577.460). Os estados com maior número de professoras são São Paulo, com 555,1 mil postos de trabalho ocupados por mulheres, Rio de Janeiro (229,2 mil) e Minas Gerais (168,9 mil).

As cinco principais ocupações femininas são comuns em 22 estados brasileiros. Apenas cinco unidades da federação divergem das demais. Em Rondônia, a principal profissão desempenhada por mulheres é de operadora de máquinas e ferramentas convencionais. No Piauí, a 5º principal ocupação é de operadora de telemarketing ativos e receptivos. Em Pernambuco, é o agente comunitário de saúde, no Espírito Santo, técnico em enfermagem e em Santa Catarina, alimentador de linha de produção.

Porto Digital sedia treinamento gratuito para agentes de inovação

O Porto Digital e o Incobra estão com inscrições abertas para o Incobra InfoDay. O evento, que ocorre no Porto Digital no dia 21 de março, tem como objetivo treinar pesquisadores, gestores de empresas públicas e privadas e de ambientes de inovação para participarem das chamadas de financiamento do Horizon 2020 (H2020), programa da União Europeia (UE) para pesquisa e inovação (P&I) e que possui várias modalidades de investimento nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

O evento é gratuito, mas para participar é preciso fazer a inscrição online (http://seliga.ai/Incobrainfoday). Esta é a primeira edição no Recife e deve contar com participantes de todo o Nordeste, além de representantes da Comissão Europeia, da Euraxess e do Incobra – consórcio formado por 14 instituições nacionais e europeias, entre elas o Porto Digital, e que integra o programa H2020.

Na programação, palestrantes nacionais e internacionais, facilitadores e gestores de projetos já contemplados pelo programa e representantes dos ambientes de inovação do Brasil e da Europa irão discutir como financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação de forma cooperada com a União Europeia.

Também estão previstos temas como linhas de financiamento disponíveis, formas de mapear oportunidades, como submeter propostas potencialmente atraentes, como identificar parceiros de cooperação, além de workshops práticos, rodadas de negócio e networking.

Para a representante do Porto Digital no Incobra, Joana Sampaio, “A cooperação é uma palavra-chave e enraizada na cultura europeia, entendida como a maneira mais eficaz de se gerar pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. O Incobra InfoDay é uma oportunidade única para pesquisadores e gestores expandirem seus conhecimentos, tiraram dúvidas e ativarem novas formas de financiamento para seus projetos, sejam eles acadêmicos ou voltados para o mercado, e ainda internacionalizar sua atuação.”

Inadimplência do consumidor cai 3,3% no acumulado em 12 meses

A inadimplência do consumidor caiu 3,3% no acumulado 12 meses (março de 2017 até fevereiro de 2018 frente aos 12 meses antecedentes), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Já na avaliação mensal com ajuste sazonal, fevereiro apresentou queda de 1,9%. Quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2017, o indicador caiu 2,6%.

As adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos geraram grande cautela nas famílias, inibindo o consumo e consequentemente contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência. Com a perspectiva de crescimento da economia e renda, juros menores e inflação controlada, espera-se uma retomada sustentável da demanda de crédito, expandindo a renda disponível das famílias, fatores que deverão colaborar para a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência em 2018.

Metodologia
O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em:
http://www.boavistaservicos.com.br/economia/registro-de-inadimplencia/
SOBRE A BOA VISTA SCPC

A Boa Vista SCPC é a gigante do segmento de inteligência analítica sobre consumidores e empresas.

Com mais de 60 anos de atuação e reconhecimento nos serviços prestados, desde a origem do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), é referência em soluções de crédito, score, marketing, gestão de riscos e fraudes entre outros serviços que estimulam a rentabilidade das empresas.

Um dos grandes diferenciais da Boa Vista SCPC é a transformação de dados de pessoas físicas e jurídicas em informações inteligentes para o mercado. Para isso, combina tecnologia e inovação, criando soluções analíticas que dão segurança nas avaliações de crédito e decisões de negócios.

A Boa Vista é pioneira em iniciativas marcantes para o consumidor brasileiro. Entre elas se destacam as campanhas de renegociação de dívidas, a autoconsulta gratuita de CPF pela internet e o monitoramento para proteção a fraudes. Além disso, a Boa Vista também inovou ao informar o score, uma pontuação que permite avaliar se o consumidor é ou não um bom pagador, hoje, disponível gratuitamente pela internet em www.consumidorpositivo.com.br.

A Boa Vista SCPC é precursora do Cadastro Positivo, que apresenta às empresas credoras o histórico de pagamentos honrados pelos consumidores, aumentando suas chances de conseguirem crédito no mercado.

Todas essas inovações reforçam a liderança da Boa Vista em serviços ao consumidor e em ser a parceira ideal nas decisões de negócios e em todo o ciclo de crédito.

Na internet, menções sobre violência contra a mulher crescem 211%

No Dia Internacional da Mulher, a pesquisa “A voz das redes” revela dados sobre os desafios e possibilidades no enfrentamento às violências contras as mulheres no ambiente digital.

Estão entre os dados destacados o crescimento das menções sobre violência e assédio, perfis e quais tipos de relatos são mais abordados e em quais plataformas.

No próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Instituto Avon lança, em parceria com a Folks Netnográfica, a pesquisa inédita: “A Voz das redes: o que elas podem fazer pelo enfrentamento das violências contra as mulheres”. O levantamento traz dados sobre as discussões de assédio e violência no ambiente digital e como as redes podem se tornar facilitadores dos discursos, mas por outro lado podem criar obstáculos para a promoção de diálogos mais construtivos e acolhedores.

O assédio é discutível. A violência é uníssona.

Em 2017, o assédio foi o 26º assunto mais comentado na internet. Somente nos últimos 3 anos, as menções cresceram 324%, com destaque para um novo tipo de assédio, o virtual, que cresceu mais de 26 mil%. Entretanto, o debate sobre o assédio ainda está mais inserido em discussões gerais sobre gradações e raramente se mantém com o mesmo foco do início.

Já as postagens de marcas e coletivos, que tratam da violência, são normalmente bem aceitas e bastante aplaudidas dentro das redes. Há mais unicidade no discurso sobre o combate irrestrito às violências contra as mulheres.

O que é ruído e o que é sinal?
De 14 milhões de menções, analisadas entre 2015 e 2017, apenas 3 milhões de fato se aprofundaram na discussão sobre assédio e violência. Quando analisadas somente as menções à violência, o tema se restringe mais ainda, caindo para 90 mil. Ou seja, 11 milhões de menções são apenas ruído que se dispersaram para outras discussões.

Além disso, quem realmente sofre a violência, pouco fala. Do universo de interações e menções sobre o assédio e a violência, apenas 3% corresponderam às vítimas. Em geral, a maioria delas usa o meio online para buscar o esclarecimento de dúvidas sobre seus casos, dicas que ajudem no processo de rompimento com o agressor e, felizmente, muitas se tornam “voluntárias digitais” para dar suporte às outras mulheres.

“Fazer essa escuta no ambiente digital nos permitiu ter contato com diversos ensinamentos que, sem dúvida, serão importantes para nortear o nosso trabalho de enfrentamento às diferentes formas de violência contra as mulheres. Falar sem medo, mas também escutar sem julgamento, ainda são comportamentos que precisamos fomentar. Notamos ainda que a internet é, ao mesmo tempo, um canal rico em oportunidades de ajuda às vítimas, mas também um meio crescentemente utilizado para um novo tipo de assédio, o digital. Paradoxalmente, ela representa uma das mais poderosas ferramentas de fortalecimento das vítimas e um novo inimigo a combater.”, ressalta Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

Haters: uma barreira virtual

Protegidos pela impessoalidade que a internet proporciona, os haters são responsáveis pela maior parte das menções que desqualificam o relato das vítimas, principalmente as de assédio e agem de forma agressiva, julgando, desmerecendo e, por vezes, até ameaçando as mulheres que buscam transmitir mensagens importantes para fortalecer essa luta.

Afinal, quem são os haters? Homens brancos e da classe média alta. De acordo com a pesquisa, 96% são homens; em sua maioria de classe média e alta – 34% classe B, 31% classe C e 19% classe A – e 79% são brancos. Cerca de 61% das vezes esses homens agem de forma agressiva e desqualificadora e apenas 6% apoiam.

“O estudo buscou, extraiu, filtrou e tratou estatisticamente mais de 14 milhões de menções espontâneas, postadas e comentadas online nos últimos três anos. Todo este big data digital – que é público, e está disponível na internet brasileira, em fóruns, sites, aplicativos e redes sociais – foi catalogado e analisado, quantitativa e qualitativamente, por meio de Data Science e de Netnografia. Foram quase duas centenas de aprendizados, insights e recomendações estratégicas, revelando que a internet não é apenas um canal-chave, de importância crucial para o debate, mas acima de tudo, se transformou em um canal de informação, orientação e apoio informais, onde as mulheres falam e são ouvidas. Neste ambiente de solidariedade, e, cada vez mais, de serviço, muitas mulheres estão conseguindo dar um novo significado, de superação, à experiência do abuso sofrido”, ressalta Bernardo Lorenzo-Fernandez, diretor-geral da Folks Netnográfica.

A pesquisa
Foram coletadas, por meio das redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram), 14.043.912 menções relacionadas ao assunto de assédio e violência contra a mulher e termos variados. O intervalo analisado foi de 35 meses (01/2015 a 12/2017). Os termos centrais utilizados na coleta primária foram: violência contra mulher, mulher, assédio, assédio moral, assédio sexual, assédio, transgênero e transexual. Outras pesquisas nas fontes de RSS, Reclame Aqui, Blogs, Websites também foram coletadas e estruturadas como fonte métrica porém sem utilização de dados em análises semânticas.

50% mais brasileiros buscaram empréstimo online em fevereiro

Estudo realizado pela Lendico, uma das maiores plataformas de
crédito pessoal online do Brasil, com pessoas que buscaram empréstimo através
do site da fintech, revela que 50% mais brasileiros buscaram crédito pessoal
online em fevereiro, em comparação com o mesmo período do ano passado.
O percentual de pessoas buscando o empréstimo para a compra de
eletrodomésticos e eletrônicos subiu 91%, quando comparado o segundo mês
deste ano com o mesmo período de 2017. Além disso, o percentual de pedidos
para a aquisição de veículos subiu 43%.

O investimento para abrir novos negócios também continua em forte
ascendência. A pesquisa mostrou que houve aumento do percentual de pedidos
em 48%.

O setor imobiliário é outro que voltou a crescer. A fintech observou percentual 7%
maior do que o registrado em 2017. Além disso, reformas, mudanças e mobília
dispararam este ano com percentual 35% maior na solicitação de empréstimos.
“Estamos vendo uma mudança no comportamento do consumidor que busca
empréstimo online. Antes o percentual de buscas por crédito para dívidas era
maior, mas agora há também mais clientes buscando empréstimo para investir no
negócio, no imóvel, ou fazer a aquisição de bens.” explica Marcelo Ciampolini.

Sobre a Lendico

Atuando no Brasil desde julho de 2015, a Lendico já ofertou quase R$ 190 milhões em empréstimo pessoal online no país. São mais de 25 mil clientes atendidos com taxas personalizadas e encontrando todas as facilidades de um serviço totalmente digital. Correspondente do Banco BMG, em 2018 a fintech fez parceria com o Banco CBSS e passou então a atender um público ainda maior.