Cármen Lúcia diz ser inaceitável descumprir decisões judiciais

Ao abrir hoje (1º) os trabalhos do segundo semestre do Judiciário, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse esperar prudência dos demais ministros em suas decisões e afirmou ser inaceitável que decisões judiciais sejam descumpridas.

“Neste tempo de grandes preocupações para todos nós cidadãos brasileiros, de dificuldades, mas também de possibilidades, desejo que nós todos, como cidadãos, como juízes, sejamos cada vez mais, como temos sido e nos encaminhado, responsáveis em nossas competências com o Brasil, prudentes cada vez mais em nossas decisões e comprometidos entre nós com o país”, disse ela na sessão de abertura do semestre.

Acrescentou ser “absolutamente inaceitável qualquer forma de descumprimento ou desavença com o que a Justiça venha a determinar”.

Trabalhos são retomados
Nesta quarta-feira, o STF retoma os julgamentos neste ano, no que serão os últimos 40 dias da gestão de Cármen Lúcia como presidente do Supremo. Ela será sucedida pelo ministro Dias Toffoli, que assume em 12 setembro.

Nas últimas sessões em que foi responsável pela agenda de julgamentos, Cármen Lúcia pautou temas de cunho social, como um recurso para garantir a um transexual o direito de mudar o nome no registro de nascimento sem a necessidade de cirurgia de mudança de sexo; e a definição sobre a idade mínima em que crianças podem ser matriculadas no ensino fundamental nas escolas públicas e particulares.

Na sessão de hoje, os ministros discutem três ações que tratam da dispensa de conciliação prévia para que se possa entrar com processos na Justiça do Trabalho.

Agência Brasil

Brasil tem 147,3 milhões de eleitores; aumento de 3,14% desde 2014

O eleitorado brasileiro aumentou 3,14% nos últimos quatro anos, saltando de 142.822.046 votantes, em 2014, para 147.302.354 eleitores, divulgou hoje (1º) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os eleitores estão distribuídos pelos 5.550 municípios e em 171 localidades de 110 países.

Há ainda 1.409.774 eleitores que não poderão votar nem se candidatar este ano, por estarem com os direitos políticos suspensos, segundo o tribunal.

De acordo com o TSE, a maioria do eleitorado brasileiro é formada por mulheres, com 77.337.918 (52,5%), enquanto os homens somam 69.901.035 (47,5%). Em 2014, as mulheres eram 74.459.424 (52,13%) e os homens, 68.247.598 (47,79%).

Houve crescimento expressivo dos eleitores no exterior nos últimos quatro anos, passando de 354.184 para 500.727 eleitores, aumento de 41,37%.

Para o presidente do tribunal, Luiz Fux, esse aumento é resultado de um esforço conjunto entre a Justiça Eleitoral e o Ministério das Relações Exteriores para facilitar o cadastro de eleitores residentes em outros países.

Os dados foram divulgados durante lançamento do Centro de Divulgação das Eleições do TSE.

Transexuais e travestis
Pela primeira vez, eleitores transexuais e travestis terão seu nome social impresso no título de eleitor e no caderno de votação das Eleições 2018. Ao todo, 6.280 pessoas fizeram essa escolha ao se registrar ou atualizar seus dados na Justiça Eleitoral.

Faixa etária
De acordo com o levantamento da Justiça Eleitoral, a faixa etária entre 45 e 59 anos concentra mais eleitores, com 35.742.439 brasileiros, o que corresponde a 24,26% do eleitorado. Em seguida, estão os eleitores de 25 a 34 anos, que reúnem 31.149.869 pessoas – 21,15% do total de eleitores.

Voto facultativo
Os jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é opcional, representam 0,95% do eleitorado este ano, num total de 1.400.617 pessoas. Segundo o TSE, os dados apontam redução de 14,53% no número de eleitores jovens. Em 2014, foram registrados 1.638.751 eleitores nessa faixa etária.

Biometria
Em 2018, os eleitores que serão identificados por biometria aumentou 239,92% em relação a 2014. Este ano, eles somam 73.688.208 votantes (50,3%) do total. Em 2014, eram 21.677.955 pessoas, o que correspondia a 15,18% do eleitorado.

Fux avaliou o crescimento da identificação digital dos eleitores e a possibilidade de registro com o nome social de travestis e transexuais como avanços das eleições deste ano. Ele passará o comando do TSE no próximo dia 14 para a ministra Rosa Weber.

Grau de instrução
A maior parte do eleitorado tem ensino fundamental incompleto: são 38.063.892 eleitores, o que corresponde a 25,84% do eleitorado. Outros 33.676.853 (22,86%) afirmaram ter concluído o ensino médio. Os eleitores com ensino superior somam 13.576.117 cidadãos (16,88%).

Segundo o TSE, essas estatísticas devem ser vistas com relatividade, pois a informação reflete a escolaridade declarada pelo eleitor no momento do registro eleitoral ou da atualização de seus dados cadastrais.

Colégio eleitoral
O estado de São Paulo continua a ser o maior colégio eleitoral do país, com 33.040.411 votantes. Em seguida, vem Minas Gerais, com 15.700.966, e Rio de Janeiro, com 12.406.394.

Com 941 eleitores, a cidade de Serra da Saudade (MG) é o município com menos eleitores de acordo com TSE. Já São Paulo, com 9.052.724 eleitores, é o que tem mais pessoas aptas a votar.

Pessoas com deficiência
Ao todo, 940.613 eleitores declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. O prazo para solicitar transferência para uma seção com acesso facilitado termina em 23 de agosto.

Agência Brasil

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Número de eleitores no exterior cresceu 41,37%, revela TSE

O número de eleitores brasileiros no exterior aumentou 41,37%, saltando de 354.184 para 500.727 pessoas nos últimos quatro anos informou na manhã desta quarta-feira (1º) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No mesmo período, a quantidade de jovens de 16 e 17 anos – cujo voto é facultativo – aptos para votar caiu de 1.638.751 pessoas para 1.400.617, uma queda de 14 53%. Os dados fazem parte do perfil do eleitorado brasileiro para as Eleições Gerais 2018, divulgado pelo tribunal eleitoral.

De acordo com o TSE, 147.302.354 brasileiros poderão votar nas próximas eleições, um aumento de 3,14% em relação aos números de 2014, quando 142,8 milhões de brasileiros estavam aptos para votar.

Os 147,3 milhões de eleitores brasileiros estão distribuídos em 5.570 municípios do País e em 171 cidades de 110 países no exterior. A maioria do eleitorado é formado por mulheres: 52,5%.

Idade

De acordo com o TSE, a faixa etária de 45 a 59 anos é a que apresenta a maior quantidade de eleitores: 35.742.439 pessoas, o equivalente a 24,26% do eleitorado brasileiro. Depois, a faixa etária com o maior número de eleitores é a de 25 a 34 anos, com 31.149.869 pessoas (21,15% dos eleitores).

Enquanto o número de eleitores de 16 e 17 anos diminuiu, a quantidade de brasileiros com mais de 70 anos aptos a votar (cujo voto também é facultativo) aumentou 11,12%, passando de 10 8 milhões para 12 milhões de 2014 pra 2018.

O TSE destacou que projeções do IBGE apontam que a população de 16 e 17 anos diminuiu 7,63% de 2014 pra 2018, o que pode lança luz sobre a queda no número de jovens nessa faixa etária habilitados para votar. O tribunal diz que promoveu campanhas de conscientização para promover a participação de jovens na campanha.

O TSE atribui o salto no número de eleitores no exterior à cooperação entre o Ministério das Relações Exteriores e a Justiça Eleitoral para o cadastro de brasileiros residentes em outros países.

A Justiça Eleitoral implantou um aplicativo online em substituição ao documento em papel, substituído a versão impressa do título de eleitor, que era transportada por mala diplomática para chegar aos eleitores. Boston, Miami, Tóquio, Londres e Nagóia são as cidades no exterior com o maior número de eleitores brasileiros.

Agência Estado

Fachin diz que o ideal é que STF decida sobre pedido de Lula neste mês

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin disse considerar ideal que a Corte decida ainda em agosto sobre o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso da Lava Jato. O ministro falou com a imprensa antes de entrar na sessão plenária da tarde desta quarta-feira (1º).

O prazo limite para o registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é dia 15 deste mês. O petista é pré-candidato à Presidência da República e pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, já que teve a condenação confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Questionado sobre essa data, o ministro destacou que a votação depende de quem “gestiona” a pauta do STF, que é a presidente Cármen Lúcia. Ainda indagado se recomendaria que o julgamento ocorresse antes do dia 15, Fachin afirmou que “toda celeridade em matéria eleitoral é importante para não deixar dúvida no procedimento”.

Caberá a Fachin, relator do pedido de suspensão dos efeitos da condenação de Lula – como inelegibilidade e prisão – , decidir se a Corte irá avançar sobre a questão eleitoral (inelegibilidade) na análise desse recurso, além do tema da liberdade. Antes do recesso judiciário, que se encerrou nesta terça, 31, o ministro deu um prazo para que os advogados do petista esclareçam se querem ou não que o STF debata esse ponto. A manifestação da defesa de Lula ainda não foi enviada.

O PT aposta na estratégia de registrar, no dia 15 de agosto, o pedido de candidatura de Lula no TSE. Assim, teria a questão da inelegibilidade respondida pela Corte Eleitoral, para só então recorrer ao STF, em provável negativa do TSE. Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Cármen deve dar prioridade máxima no julgamento do pedido do petista. A ministra compartilha da visão de Fachin, que é importante dar celeridade ao caso.

Em 28 de junho, na última sessão plenária do primeiro semestre, a presidente anunciou que, tão logo o processo fosse liberado por Fachin para julgamento, iria incluir o tema na pauta do plenário “imediatamente”. Os ministros voltaram hoje do recesso.

A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou sobre o pedido de esclarecimento de Fachin. Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República enviou manifestação ao Supremo nesta semana na qual se posicionou contrária ao recurso para suspender os efeitos da condenação de Lula.

Agência Estado

Os detalhes que faltavam para selar acordo entre PT e PSB

O PSB e o PT nacional estão construindo um novo cenário para a formação de uma aliança entre as duas legendas, que passa por um pacto de neutralidade nos estados e a desistência do PT em exigir o apoio formal dos socialistas para a corrida presidencial. Em troca, o PSB não firmaria aliança nacional com os adversários do PT para a eleição deste ano, a exemplo de Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Como reflexo dessa nova negociação, o PT retiraria de cena a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ao governo do estado para favorecer o projeto de reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Em Minas Gerais, o ex-prefeito Márcio Lacerda teria que mão de concorrer ao governo para favorecer a reeleição do petista Fernando Pimentel.

Segundo o secretário da Casa Civil de Pernambuco, André Campos (PSB), o assunto será resolvido até amanhã. Ontem à noite, o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT nacional se reuniu para acertar os “ponteiros”. Hoje pela manhã, a cúpula do partido volta a reunir, agora no âmbito da Executiva Nacional. “As conversas entre o PT e o PSB estão acontecendo frequentemente a portas fechadas. Acredito que até quinta-feira (amanhã) as coisas estejam mais claras e definidas”, comentou o socialista.

De acordo com André, só após a definição da política de aliança é que o governador Paulo Câmara vai discutir junto com os partidos aliados a composição da chapa majoritária. Até o momento, somente o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) está oficialmente cotado para disputar o Senado. A segunda vaga poderá ser ocupada pelo senador Humberto Costa (PT) ou pelo ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT). A presidente estadual do PCdoB, Luciana Santos, pode ser indicada para vice.

Ontem, o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, disse que não iria se posicionar em cima de boatos e que só após a reunião da Executiva Nacional do partido falaria sobre o assunto. “Agora é tempo de muita especulação. Na quinta-feira haverá o encontro estadual do PT, que terá a participação de 300 delegados para definir política de aliança ou candidatura própria. Na sexta, teremos reunião do diretório nacional e no sábado haverá o Encontro Nacional e a Convenção do PT”, explicou.

As convenções local e nacional do PSB acontecerão no próximo domingo, um dia antes do PT nacional. “Todo mundo está trabalhando para fecharmos um acordo. Mas isso (aliança) só acontecerá faltando cinco minutos para o árbitro apitar o final do jogo. Podemos dizer nesse momento que a possibilidade de aliança entre PT e PSB em PE avançou. As conversas estão intensas”, comentou um governista, em reserva.

Diario de Pernambuco

Vacinação contra pólio e sarampo deve imunizar 11,2 milhões de crianças

Em meio a uma queda nos índices de cobertura vacinal, o Ministério da Saúde inicia na próxima segunda-feira (6) uma campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite. Ao todo, 11,2 milhões de crianças entre um ano e menores de cinco anos devem ser vacinadas contra as duas doenças, independente da situação vacinal. Com isso, até mesmo aquelas que já receberam as doses no passado devem ser vacinadas novamente.

A medida serve para evitar uma reintrodução da pólio no país e para evitar um avanço do sarampo, doença que já leva a surtos em Roraima e Amazonas. O objetivo também é reforçar a proteção e facilitar a aplicação das doses, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

“A ideia é que haja um cordão de isolamento e proteção dessas crianças para que não haja um retorno do sarampo”, afirma o ministro Gilberto Occhi.

O país registrou os índices mais baixos de vacinação de crianças em 2017. Além disso, uma em cada quatro cidades do país apresentam cobertura abaixo da meta para todas as dez principais vacinas obrigatórias a bebês e crianças.

Diante dessa queda nas coberturas, o Ministério da Saúde decidiu mudar o foco das campanhas de vacinação realizadas a cada ano. Até então, havia apenas campanhas anuais de atualização da caderneta vacinal.

Agora, a pasta retoma a estratégia de realizar campanhas focadas contra algumas doenças, como o sarampo e a poliomielite. A expectativa é vacinar até 95% do público-alvo até o dia 31 de agosto, data prevista para o fim da campanha.

O esquema de vacinação mudará conforme a faixa etária. Crianças que nunca tiverem recebido doses durante a vida contra a pólio devem receber a VIP (vacina injetável). Já aquelas que já tomaram uma ou mais doses receberão a VOP (vacina oral), a “gotinha”.

Para o sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, que protege contra a doença e também contra caxumba e rubéola. A exceção são aquelas que já foram vacinadas contra a doença nos últimos 30 dias.

Ao todo, foram adquiridas 28,3 milhões de doses para serem aplicadas nos postos de saúde, com gasto equivalente a R$ 160 milhões. Na TV, a estratégia terá a apresentadora Xuxa como madrinha. No vídeo, ela aparece junto de outros personagens infantis, como a Galinha Pintadinha e o Zé Gotinha.

Cenário de risco
Registrada de forma crescente nos últimos dois anos, queda nos índices de vacinação tem preocupado especialistas no país diante do risco de retorno de doenças já eliminadas.

Em 2016, o país recebeu um certificado de eliminação do sarampo. Atualmente, porém, o Brasil já registra 822 casos confirmados da doença, com cinco mortes. Já a pólio não é registrada no país desde 1989, mas apresenta índices baixos, o que acendeu um alerta no Ministério da Saúde. “Não temos sinais de pólio no Brasil nesse momento, porém temos baixos índices de vacinação em todo o país”, diz Occhi.

O ministério atribui a redução a vários fatores, como uma falsa sensação de segurança dos pais diante da redução de doenças, o horário limitado das salas de vacinação e o avanço de informações falsas nas redes sociais.

“A queda é multicausal e temos que tratá-la como tal. Os pais começam a achar que não precisa mais vacinar”, afirma Domingues, do PNI.

Para a coordenadora, queixas das prefeituras sobre problemas no sistema de registro não são capazes de explicar a queda nos índices vacinais. Ela afirma que a pasta costuma enviar dados aos estados e municípios a cada quatro meses para checagem.

“Quero deixar claro que esse não é o principal problema. Muitos municípios que dizem ter problema nos dados também não estão com a cobertura vacinal de 95%. Isso é botar para debaixo do tapete o problema que temos hoje. Se não tivéssemos baixas coberturas vacinais, não teríamos 800 casos de sarampo”, afirma.

Segundo Occhi, a pasta estuda medidas para tentar elevar os índices vacinais, como a extensão do horário de funcionamento das salas de vacinação no país.

“Se alguém está trabalhando e não tem tempo de vacinar, percebemos que temos que ter algum tipo de ajuste. Estamos construindo soluções para que tenhamos um horário diferenciado”, afirma.

“Também precisamos ter alguma ação mais proativa na vacinação com creches e escolas. E manter o sistema de vacinações atualizado”, diz.

Folhape

Bolsonaro responsabiliza negros por escravidão e propõe redução de cotas

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) amenizou o papel de Portugal e responsabilizou os próprios negros pelo tráfico negreiro que perdurou do século 16 ao 19, levando de forma forçada, segundo historiadores, cerca de 12 milhões de africanos às Américas, mais de 4,8 milhões deles para o Brasil. “O português nem pisava na África. Foram os próprios negros que entregavam os escravos”, disse Bolsonaro durante entrevista a jornalistas no programa Roda Vida, da TV Cultura, nesta segunda-feira (30).

A declaração foi dada num bloco em que o candidato foi questionado pelo diretor da ONG Educafro, Frei David, sobre a política de cotas raciais. Bolsonaro se declarou contra a ação, dizendo que a mesma era uma política para “dividir o Brasil entre brancos e negros”. Diante do posicionamento, o deputado foi questionado sobre de que forma pretendia reparar a dívida histórica existente diante da escravidão, no que Bolsonaro respondeu: “Que dívida? Eu nunca escravizei ninguém na minha vida”.

Após declarar que os negros eram entregues pelos próprios negros, o candidato passou a recebeu a réplica do apresentador do programa, Ricardo Lessa, que afirmou que o tráfico era feito pelos portugueses. Bolsonaro, então, disse que os portugueses “faziam o tráfico, mas não caçavam os negros” e voltou a dizer que eles “eram entregues pelos próprios negros”. Lessa finalizou dizendo que os portugueses “pagavam pra isso”.

Apesar das ponderações feitas pelo apresentador, o candidato seguiu questionando que dívida seria aquela, dizendo que “somos misturados no Brasil”. “O negro não é melhor do que eu e nem eu sou melhor do que o negro. Na academia militar das agulhas negras, vários negros se formaram comigo, alguns abaixo de mim e outros acima de mim. Pra quê cotas?”, declarou.

Bolsonaro disse, porém, que não poderia falar que acabaria com as cotas, uma vez que a medida dependeria do parlamento, mas disse que defenderá a redução da política, questionando a criação de cotas em concursos públicos. “Vou propor pelo menos quem sabe a redução do percentual”, disse.

Folhapress

‘Sou a liderança, mas não sou a dona da Rede’, diz Marina Silva

A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, não vê “incoerência nenhuma” em formar alianças que contradizem as orientações das coligações na campanha presidencial da sigla. Em seus discursos, a candidata critica o que chama de “velha política”, apesar de seu partido estar junto a legendas como DEM e PSC.

“É aquele princípio que estabelecemos na Rede de que os estados têm autonomia”, afirmou. “Eu tenho que ser coerente com aquilo que eu defendo. Um partido que tenha a sua autonomia nos estados, que tenha as suas direções.” Nesta terça (31), Marina foi a primeira entrevistada do Central das Eleições, programa da GloboNews.

Marina afirmou que está sendo criteriosa com suas alianças, mas que não é a única a tomar as decisões da legenda. “Eu não sou a dona da Rede. Sou a liderança, mas não sou a dona. Dou a minha opinião. Se sou ouvida, ótimo. E muitas vezes eu sou.”

Durante a entrevista, a pré-candidata confirmou que no Rio de Janeiro defendia a candidatura do deputado Miro Teixeira (Rede) a governador, mas ele preferiu fechar uma aliança com a chapa do pré-candidato Romário (Podemos-RJ) e disputar o Senado. “Eu respeito a decisão dele.”

Como revelado pela Folha de S.Paulo, o acordo entre a Rede e o Podemos foi feito contrariando o desejo da presidenciável. Ela tem uma aproximação maior com o pré-candidato Rubem César (PPS), fundador da ONG Viva Rio, mas a candidatura do antropólogo perdeu força com as movimentações nacionais.

Eduardo Jorge
Ainda sem vice, Marina afirmou que está dialogando com PV, do médico sanitarista Eduardo Jorge, que em 2014 foi candidato à Presidência pela legenda -quatro anos antes, em 2010, Marina disputou a corrida eleitoral pela legenda. O convite para que o PV indicasse o nome do vice foi feito neste sábado (28).

À Folha, Eduardo Jorge afirmou, nesta terça (31), que deve aceitar ser vice de Marina, se essa for a decisão do PV. “Mas, por enquanto, eu sou pré-candidato a deputado estadual”, disse. “Não tem lógica que dois partidos tão semelhantes fiquem separamos numa situação [do país] tão complicada. A minha posição, neste tempo todo, é que nós, do PV, deveríamos dar um apoio incondicional [a Marina]. Incondicional. Nós vamos apoiar a rede a a Marina porque ela é a melhor e porque tem o programa mais próximo do nosso.” A decisão do PV deve ser apresentada ainda nesta semana.

Propostas
Sem citar nomes, a ex-senadora disse que há candidatos fazendo a bravata de que o cidadão deve estar com arma na mão para defender sua propriedade, sua família e seus bens. “Acho que as pessoas [eleitores] vão começar a pensar.”

Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, é um dos principais defensores do porte de armas. Uma de suas marcas é o gesto de uma arma empunhada. Na convenção que oficializou seu nome, na semana passada, Bolsonaro pegou uma criança no colo e a ensinou a simular uma arma com as mãos. A atitude foi criticada por presidenciáveis, entre eles Marina.

“Você vai eleger um presidente da República para você dizer para o cidadão: ‘Agora defenda-se você com a sua família’? Isso não é razoável”, disse Marina durante a entrevista na GloboNews.

Entenda as novas regras para usar o FGTS na compra da casa própria

Nesta terça-feira (31), o governo elevou o limite de valor dos financiamentos de imóveis que permitem o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo Conselho Monetário Nacional (CMN), o teto do imóvel financiado dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) vai subir de R$ 950 mil, valor válido hoje para compradores de imóveis em São Paulo, Minas Gerais, Rio e Distrito Federal, para R$ 1,5 milhão em todos os estados do país.

Entenda quem pode e como deve usar o FGTS para comprar uma casa.

1) Todos que têm conta no FGTS podem usar o saldo para comprar imóvel?
Não. É necessário ter no mínimo três anos de trabalho sob regime do FGTS, não possuir financiamento no SFH e não ser dono de imóvel.

2) Quais valores máximos dos imóveis financiados hoje?
Empréstimos que permitem uso de saldo do FGTS para entrada ou amortização são limitados a imóveis de até R$ 950 mil em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Para o restante do país, o valor máximo é de R$ 800 mil.

3) Em quanto os valores serão ampliados?
A partir de janeiro de 2019, esse limite será ampliado para R$ 1,5 milhão em todo o país.

4) Quando a nova regra passa a valer?
As mudanças entram em vigor em janeiro de 2019.

5) Quais as taxas permitidas nos financiamentos desse tipo?
Os empréstimos do SFH têm taxa de no máximo 12% ao ano, com atualização pela TR (Taxa de Referência).

6) Há restrições para uso do FGTS em imóveis?
Não é permitido uso do saldo para reformas ou ampliação, nem para aquisição de material de construção ou compra de imóvel comercial ou para familiares e dependentes.

Folhapress

Marília Arraes está fora da disputa pelo Governo do Estado

A vereadora recifense Marília Arraes (PT) foi informada por telefone pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, após reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), nesta terça-feira (31), em Brasília, de que não será mais candidata ao Governo de Pernambuco.
O PT decidiu aceitar a proposta de apoio do PSB em 11 estados.

Nesta quarta-feira (1), haverá a reunião da Executiva Nacional petista para referendar o acordo no Estado. Na quinta-feira (2), será a vez da executiva estadual realizar sua reunião. Já o Diretório nacional do PT marcou seu encontro para sexta-feira. Finalmente, no próximo sábado (3), em São Paulo, o partido deverá lançar a candidatura do ex-presidente Lula – preso desde 7 de abril – durante a convenção.

O senador Humberto Costa (PT) deve ocupar uma das vagas ao Senado na chapa que tenta reeleger o governador Paulo Câmara . A outra é do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), crítico ferrenho do PT e do ex-presidente Lula.

A neutralidade nacional do PSB possibilitaria arranjos locais em Pernambuco, e na desistência da candidatura de Márcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas Gerais. A vereadora enfrentou resistência dentro do próprio partido desde o ano passado, quando evidenciou o desejo de ser a candidata ao governo. O grupo capitaneado pelo senador Humberto Costa (PT), argumentando a importância do PSB no contexto nacional diante da situação do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, defendeu a aliança com Paulo Câmara.

Em 2014, Paulo Câmara apoiou, no segundo turno, o senador Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República e também se posicionou de maneira favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Os aliados de Marília vão insistir para que o encontro estadual seja realizado nesta quinta. “Reitero a importância do respeito ao encontro como instância partidária”, disse a deputada estadual Tereza Leitão (PT).

A decisão do PT já teria sido comunicada ao governador Paulo Câmara. Por meio da secretaria de imprensa, ele afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto.

Folhape