ARTIGO — Nas alturas

Maurício Assuero

A gente tem falado muito aqui sobre as incertezas da política com os nefastos efeitos na economia brasileira. Há duas semanas um boato de que Lula participaria de debates, mesmo da prisão, e que haveria uma delação premiada de Laurence Casagrande que iria afetar Alckmin fez o dólar chegar a R$ 3,93. Esta semana tivemos mais duas ações que mexeu com o mercado. Uma foi a condição da economia da Turquia, pois a escalada do preço do dólar lá está causando influencias nos resto do mundo. A outra foi o resultado das pesquisas eleitorais no quais Lula aparece com 40% de preferências dos eleitores.

No boje dessa confusão o dólar passou ontem os R$ 4,00 e hoje temos empresas de câmbio contando a R$ 4,50. Esse movimento provocou uma queda na Bolsa de Valores de 1,5%. Parece pouco. Interessante destacar que a Bolsa cai quando a taxa de juros sobe, mas no nosso caso, esse fator não causou a menor influência. Temos uma taxa de juros baixa que poderia propiciar o investimento e a alta no preço das ações, mas o receio do que pode acontecer politicamente com o Brasil fala mais alto.

É nesse sentido que se percebe que nenhum político pensa no bem social. O interesse, acima de qualquer coisa, é ser eleito. Ninguém faz uma reflexão reconhecendo que sua ausência poderia ser melhor para o país. Com isso, pouco importa se a dívida interna vai aumentar e comprometer pagamentos feitos em moeda estrangeira.

Nós chegamos a um ponto de que o comercio exterior seria a válvula mais adequada para sair da crise. Nesse sentido, essa desvalorização do Real até ajudaria, mas nós temos uma limitação produtiva nas empresas que são potencialmente exportadoras, a saber: muita delas não gostaria de perder a qualidade do seu produto, aumentando a produção com vistas à exportação.

Deixando a paixões políticas de lado, o fato é o empregador do país chama-se MERCADO. Não adianta esperarmos ações socialistas de distribuição de riquezas, taxação de grandes fortunas, etc. porque isso não tem efeito imediato. Precisamos de política que gere emprego e renda e que estejam além dos programas sociais e eleitoreiros dos governos. Só quem pode resolver o problema do país é o empresário e se ele entender que seu capital corre riscos além do esperado, então ele não vai investir. E nós vamos continuar falando e falando sobre desemprego, sobre reformas que não irão contribuir com o pão que o trabalhador precisa colocar em casa.

No fundo, se você tiver que optar por um lado, fique do lado que pode lhe garantir um emprego. Contar com programas do governo para viver e continuar vivendo com limitações.

Subutilização da força de trabalho atinge 27,6 milhões

Da Agência Brasil

A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil encerrou o segundo trimestre do ano em 24,6%, o equivalente a 27,6 milhões de pessoas que se encontram desocupadas e subocupadas por insuficiência de horas, além da força de trabalho potencial. As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada semana passada, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, o resultado ficou estatisticamente estável em relação ao primeiro trimestre do ano, quando o percentual foi de 24,7%, mas registrando alta em relação aos 23,8% da taxa de subutilização da força de trabalho do segundo trimestre do ano passado.
As maiores taxas de subutilização foram verificadas no Piauí (40,6%), Maranhão (39,7%) e Bahia (39,7%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (10,9%), Rio Grande do Sul (15,2%) e Rondônia (15,5%). Já as maiores taxas de desocupação no segundo trimestre do ano foram anotadas no Amapá (21,3), Alagoas (17,3%), Pernambuco (16,9%), Sergipe (16,8%) e Bahia (16,5%).

As menores taxas ficaram em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rio Grande do Sul (8,3%) e Mato Grosso (8,5%). No Brasil, a taxa de desocupação foi de 12,4%.

Taxa

Pelos critérios adotados pelo IBGE, a taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior, somada às pessoas desocupadas) foi de 18,7% no segundo trimestre do ano, o que representa 6,5 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 13 milhões de desocupados.

Já a taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, que abrange desocupados e pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial), foi de 18,8% no segundo trimestre de 2018, o que representa 21,1 milhões de pessoas.

Carteira

Outra constatação da pesquisa foi que a população ocupada no segundo trimestre do ano somava 91,2 milhões de pessoas, das quais 67,6% integravam o contingente de empregados (incluindo domésticos), 4,8% eram empregadores, 25,3% pessoas que trabalharam por conta própria e 2,3% eram trabalhadores familiares auxiliares.

As regiões Norte, com 31,7%, e Nordeste, com 28,9% apresentaram os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria. A pesquisa constatou, ainda, que o percentual de trabalhadores com carteira assinada continua em queda, o que significa que o trabalho informal continua sendo a principal válvula de escape para quem não consegue um trabalho formal.

Inscrições para o Congresso Brasileiro de Ecografia Vascular

Estão abertas as vagas para a oitava edição do Congresso Brasileiro de Ecografia Vascular, que será realizado de 5 a 8 de setembro, no Sheraton Reserva do Paiva Hotel, em Pernambuco. Realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBACV), o evento espera receber 500 participantes em uma programação que vai reunir nove palestrantes internacionais e mais de 30 brasileiros para discutir o tema desta edição, “Do diagnóstico à ferramenta de trabalho na prática clínica”. A inscrição deve ser realizada pelo site www.ecografia2018.com.br, e possui valores diferenciados por categorias.

“É um evento realizado a cada dois anos e ficamos felizes por Pernambuco ter sido eleito para sediar esta edição. Além de termos um polo médico consolidado e em constante expansão, nossa localização permite a vinda de participantes de vários estados vizinhos”, avaliou Adriana Ferraz, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Regional Pernambuco. A instituição está à frente da organização da iniciativa, considerada a maior da América Latina nessa área, e já confirmou a presença de Ali Aburahma, Leslie Scoutt, Steven Leers, Luis Leon, todos dos Estados Unidos, Dirk-Andre Clever (Alemanha), Gustavo Azoubel (Canadpá), Alfredo Godoi (Itália) e Olivier Pichot (França).

Ocupando todo o Centro de Convenções do Sheraton, o Congresso possui grade científica ancorada nos conhecimentos práticos e teóricos, voltada para profissionais e estudantes. São esperados angiologistas, cirurgiões vasculares, ultrassonografistas radiologistas, cardiologistas, residentes, graduandos em Medicina e áreas afins. O primeiro dia (5) será exclusivo para as ações formativas, com três cursos: “Básico teórico-prático de ecografia vascular: dicas e armadilhas”, “Básico teórico-prático de tratamento da insuficiência venosa dos mmii com espuma ecoguiada: dicas e armadilhas” e “Teórico-prático de Doppler Transcraniano (DTC): dicas e armadilhas”.

Nos demais dias, de 6 a 8 de setembro, palestrantes e mediadores vão comandar painéis, que terão explanação, discussões e demonstrações ao vivo para o público, com pacientes de baixa renda selecionados em uma triagem realizada em parceria com o Sistema Único de Saúde e a Secretaria de Saúde do Capo de Santo Agostinho. Além disso, a grade contempla palestras pockets, que vão ocorrer de forma paralela à programação, e uma feira de negócios com mais de 20 estandes e presença de empresas da área de saúde atuantes dentro e fora do Brasil. Informações e inscrições: www.ecografia2018.com.br

Socioeducandos dão o primeiro passo para a inclusão digital

O Centro de Internação Provisória (Cenip), em Caruaru, uma das unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), vem se destacando por oportunizar aos adolescentes que passam pela unidade várias ações de ressocialização, com destaque para a inclusão digital. O curso de Informática Básica, por exemplo, só este ano já contou com dez turmas concluídas e tem a 11ª e a 12ª em andamento. Até agora, 103 jovens foram inscritos e 73 terminaram as aulas. A turma mais recente teve início nesta semana, no laboratório do centro. Quem conclui a formação é certificado pelo Centro de Integração Empresa Escola (Ciee), por meio de uma parceria entre a instituição e a Funase.

Os adolescente aprendem noções que, apesar de básicas, são essenciais para a inclusão no mercado de trabalho, como as diferenças entre hardware e software e a operação de programas de edição de texto, slides e planilhas. Com 20 horas/aula, o curso de curta duração é adequado para o público do Cenip Caruaru, onde os jovens só podem ficar por até 45 dias, como em toda unidade de internação provisória da Funase. “Vale destacar que, devido a situações de vulnerabilidade social anteriores, parte dos internos não tinha acesso ou tinha um contato muito restrito a computadores, o que torna a oportunidade que estão tendo ainda mais importante para o início de uma transformação em seus projetos de vida”, afirmou a coordenadora geral do Cenip Caruaru, Maria Clara Amorim.

As turmas de 2018 iniciaram em março, com acompanhamento das coordenações geral e técnica do Cenip Caruaru e do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase. Por conta da grande rotatividade na unidade, o curso é realizado em cinco dias de atividades. A 11ª turma conta com seis adolescentes, e a 12ª, com cinco. “O número só não chega a 100% de inserção porque há adolescentes que possuem baixa escolaridade e não têm condição de participar das aulas. Mas fico muito feliz com o início dessas turmas. Estamos conseguindo atingir o objetivo de contemplar praticamente todos os socioeducandos que entram na unidade”, finalizou Maria Clara Amorim.

Porto duela com Ypiranga na estreia da 2ª Divisão

Pedro Augusto

A bola vai voltar a rolar pelo Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão. Sete jogos movimentam, neste fim de semana, a primeira rodada da edição 2018. No sábado (25), o Vera Cruz recebe o Náutico, a partir das 16h, no Estádio Gonzagão. No domingo (26), o Sete de Setembro encara o Serrano, no Gigante do Agreste; o Petrolina pega o 1º de Maio, no Nilo Coelho; o Timbaúba mede forças com o Centro Limoeirense, no J. Ferreira Lima, bem como o Ypiranga duela com o Porto, no Luiz Lacerda. Todos os confrontos serão realizados a partir das 15h. Em paralelo, o Sport enfrenta o Íbis, na segunda-feira (27), a partir das 15h, na Arena Pernambucano.

De acordo com o regulamento, apenas o campeão garantirá a vaga para a elite do futebol pernambucano. Consciente das pedreiras que terá pela frente, o Porto está apostando na base para tentar a voltar a figurar entre os grandes do Estado. O time, comandado pelo técnico Janduir Lira, está sendo composto por atletas do Sub20 e ainda por alguns jogadores experientes com idades acima dos 23 anos. Exemplos disso são o zagueiro Alisson, o volante Vagner Rosa, o lateral esquerdo Jorge, o meia-atacante Clemerson, bem como o atacante Samuel.

Segundo o técnico Janduir, o Gavião do Agreste não espera vida fácil na partida de estreia. “Conhecemos vários jogadores que estão formando o elenco do Ypiranga e sabemos das suas qualidades. Será um confronto bastante difícil, haja vista que a Máquina se preparou bem, mas estamos confiantes de que poderemos estrear com os três pontos. Intensificamos os treinamentos no decorrer das últimas semanas, o plantel vem assimilando o que temos passado e é esperar o apoio da torcida de Caruaru para largarmos bem na competição”.

Ausente de competições oficiais nas últimas duas temporadas, a Máquina de Costura tenta juntar os cacos para seguir existindo no futebol. Para isso, contratou o técnico Cícero Monteiro e alguns atletas rodados, a exemplo de Fernando Pires (volante), Tarcísio (meia-atacante), Thomas Anderson (atacante) e Fernando (zagueiro e lateral). De acordo com o gerente de futebol, Laelson Lima, a meta é alcançar pelo menos dois objetivos.

“Primeiro, estamos imbuídos de garantir a sobrevivência deste clube, que já possui 80 anos, e, pela sua tradição, não pode acabar. Depois, queremos, sim, brigar pelo acesso. O nosso grupo é bastante difícil, mas nos preparamos para fazer uma boa campanha. Contamos com um treinador experiente, jogadores rodados e uma molecada boa de bola, que vem se esforçando muito para colocar novamente o Ypiranga em destaque no futebol local. É esperar que a nossa torcida venha até Caruaru e prestigie os nossos jogos”, comentou Laelson.

Chaves

O grupo A está sendo formado por 1º de Maio, Serrano, Petrolina e Sete de Setembro; o B por Porto, Ypiranga e Decisão; o C por Timbaúba, Centro Limoeirense, Vera Cruz e Náutico. Já o D está sendo composto por Íbis, Cabense, Ferroviário e Sport. Tanto o Leão como o Timbu só irão participar desta primeira fase.

“Boa mobilidade é sinal de desenvolvimento”

Nas últimas semanas, o assunto “Mobilidade” ganhou destaque em Caruaru devido aos investimentos que foram anunciados pela Prefeitura, no tocante à realização de alguns projetos como o da Via Parque. No intuito de deixar os leitores ainda mais por dentro deste tema, que é tão importante para uma cidade, VANGUARDA traz nesta edição entrevista com um especialista no assunto, o pós-graduado em Gestão de Mobilidade Urbana, Ricardo Henrique. Confira abaixo, a entrevista:

Pedro Augusto

Jornal VANGUARDA – O novo sistema do Transporte Público de Caruaru entrou em vigor no último mês de junho. De início, a população chegou a fazer alguns questionamentos, mas agora parece tudo estar entrando no seu curso normal. De que forma você avalia esse novo sistema?

Ricardo Henrique – De forma positiva, haja vista que, além de estar cumprindo uma exigência legal, ou seja, atendendo a uma Lei Federal que determina que todo sistema de transporte público deve ser licitado, este novo sistema tem dado a oportunidade a Caruaru de reestruturar o seu atendimento em relação ao transporte por ônibus. Vale relembrar que este tipo de sistema foi iniciado na década de 70 e teve o seu primeiro contrato assinado apenas na década seguinte e, de lá para cá, o que houve foi o engessamento na questão justamente da prestação de serviços. A cidade cresceu bastante e este tipo de operação passou a ser insuficiente. Tão logo o novo sistema passou a vigorar, isso há 60 dias, algumas requalificações foram feitas no sentido de otimizar os horários dos ônibus, descobrindo também as melhores rotas a serem aplicadas. Até porque nós nos preocupamos bastante com a questão da pontualidade dos veículos. A população está se adaptando bem às reformulações que têm sido feitas.

JV – A população está prestes a ganhar um grande empreendimento na questão da mobilidade. O projeto Via Parque já se encontra avançando com o objetivo de oferecer uma extensa área de circulação e de lazer. Em sua opinião, quais são as contribuições que este projeto proporcionará aos caruaruenses?

RH – Não temos dúvidas de que este empreendimento, quando estiver todo implantado, será um divisor de águas para Caruaru, no que se refere à mobilidade ativa. A Via Parque é um projeto grandioso que, além de contemplar as questões de ciclovias, ainda possibilitará à população a utilização de outros equipamentos bastante importantes em relação à humanização e à qualidade de vida. Também comemoramos a sua elaboração e aprovação, porque a Via será implantada na linha férrea, que já se encontrava obsoleta já há vários anos. Ou seja, de leste a oeste, a cidade contará com uma área territorial muito importante no que diz respeito à circulação de pessoas, bem como à prática de esporte e lazer. Parabenizamos a iniciativa da Prefeitura!

JV – Em sua opinião como especialista, que desafios ainda necessitam ser superados no tocante à mobilidade em Caruaru?

RH – Os desafios ainda são enormes. No âmbito geral, é necessário que haja mais melhorias quanto à infraestrutura da cidade. Especificamente em relação ao serviço de transporte público, é imprescindível que sejam instalados mais pontos de ônibus e que mais bairros sejam contemplados com pavimentação, haja vista que vários pisos ainda não são adequados para comportar este tipo de serviço. Entendemos que o país vem passando por um período em que os investimentos se encontram escassos, porém existem alguns deles que possuem custos mais baixos, a exemplo dos binários. Algumas inversões e desobstruções de ruas também podem ser feitas para otimizar o nosso sistema de transporte público, qualificando, consequentemente, a nossa mobilidade.

JV – Em relação às ações do Conselho Municipal do Trânsito (Comut). De que forma este órgão vem contribuindo para com o desenvolvimento do sistema de trânsito local?

RH – Estamos há quatro anos no comando do Comut e, durante este período, tivemos a oportunidade de discutir e apontar soluções para o trânsito de Caruaru. Discutimos o sistema de táxi, o de URB, o de mototáxi e o de ônibus. No que se refere a este último, podemos exemplificar, como medidas a serem adotadas pelo poder público, a implantação de faixas exclusivas e a alteração nos sentidos de vias. Em relação a mototáxi, exploramos a questão dos mototaxistas clandestinos, a regularização da categoria, dentre outros aspectos. Neste momento, estamos voltados para debater a conclusão do Plano Diretor e a elaboração do Plano de Mobilidade da cidade.

JV – Está previsto reajuste no preço da passagem de ônibus para ainda este ano?

RH – Vale ressaltar que tivemos uma situação no início deste ano que chegou a ser comemorada por todos que fazem o sistema de transporte municipal de ônibus: a desoneração do ISS (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza). Na prática, isso acarretaria em custos mais baixos para os usuários em relação aos valores das passagens. Mas, infelizmente, na época, a Câmara de Vereadores acabou não aprovando essa desoneração. Quem perdeu foi o povo! Agora, estamos aguardando a próxima discussão sobre o assunto, que tradicionalmente costuma ocorrer a cada mês de janeiro, ou seja, até término de 2018 não haverá aumento nos preços.

JV – A Eleição 2018 se aproxima e muitos candidatos, inclusive, presidenciáveis, já estão tocando bastante na tecla da mobilidade. Em relação ao âmbito estadual e, consequentemente, local, que aspectos devem ser percebidos e cobrados pelos eleitores em relação a este tema tão importante?

RH – Em todos os aspectos, inclusive o de mobilidade, é necessário que o Governo do Estado seja parceiro de cada município. Não adianta se ter bons projetos, boas ideias e intenções se não houver um bom entrosamento entre os poderes envolvidos. Além de prestar atenção neste fator, os eleitores devem ficar por dentro das propostas dos candidatos quanto às malhas viárias, às infraestruturas do Estado e de seus municípios, bem como ao próprio sistema de trânsito local e estadual. Boa mobilidade é sinal de desenvolvimento e é o que desejamos para Caruaru e todo Pernambuco.

Foragido é preso em Gravatá

Um foragido da Justiça pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo foi preso na última terça-feira (21), em Gravatá, no Agreste. De acordo com as informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o homem, de 29 anos, que não teve a identidade divulgada, tentou se passar pelo primo para tentar enganar a fiscalização. Aos policiais, o foragido admitiu ter utilizado os dados do parente para falsificar o documento e confirmou ter consumido maconha enquanto dirigia. Ele foi reconduzido ao sistema prisional.

Aberto, 17º Jogos Escolares de Caruaru

Os XVII Jogos Escolares Municipais de Caruaru, que já movimentam o meio estudantil da cidade, têm vasta programação a partir deste sábado (25). A abertura ocorreu na noite da última quinta-feira (23), no Sesc Caruaru. O evento, considerado como a maior competição esportiva do Interior de Pernambuco, inicia este ciclo superando os números do ano passado. Nesta edição, são mais de 5.000 atletas inscritos, de mais de 80 instituições de ensino das redes federal, estadual, municipal e particular, enquanto que em 2017 foram mais de 4.000 alunos de 69 instituições.

Nos Jogos, os estudantes irão competir nas categorias pré-mirim, mirim, infantil e juvenil, no feminino e masculino, em 14 modalidades: futsal, futebol de campo, voleibol, vôlei de praia, handebol, basquetebol, natação, atletismo, judô, caratê, xadrez, tênis de mesa, badminton e bocha paralímpica. A competição terá duração média de 45 dias e contará com a inserção de paratletas em diversas modalidades.

As disputas iniciam com o xadrez neste sábado (25), das 8h às 14h, no Colégio Criativo. A Prefeitura de Caruaru está à frente da realização do evento, através das secretarias de Educação e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio da Gerência de Esportes e Lazer.

Desemprego continua em alta, mas já há luz no final do túnel

Pedro Augusto

De acordo com a pesquisa da Agência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, feita esta semana com exclusividade para o VANGUARDA, de janeiro de 2015 até junho de 2018, exatamente 7.381 trabalhadores com carteira assinada acabaram perdendo os seus respectivos empregos nos setores econômicos de Caruaru. O intervalo específico corresponde ao do agravamento, estagnação e certo declínio da crise política e financeira nacional, que, entre tantos efeitos negativos provocados para a população, também permanece sendo um dos principais responsáveis pela continuidade dos índices de desemprego em alta nas cinco regiões que formam o país.

Levando ainda em consideração o cenário local, segundo o levantamento do MTE, em 2015 – ano em que o Brasil vivenciou o seu maior período de crise -, ao todo foram desativados 3.666 postos de trabalho formais contra 3.256 no ano seguinte e 311 em 2017. De acordo com o auditor fiscal da Agência Regional de Caruaru, Francisco Reginaldo, tal queda no volume de demissões se deveu a alguns aspectos destacados por ele, em entrevista concedida na manhã da última segunda-feira (20) ao VANGUARDA.

“Algumas medidas adotadas ao longo destes anos acabaram influenciando na certa recuperação econômica, conforme temos observado no Brasil. Poderíamos destacar a liberação por parte do governo em relação ao saldos das contas do FGTS para quem havia pedido demissão, à redução de algumas taxas de juros, bem como ao aumento dos índices de confiança em relação às empresas. Tudo isso, somado a outros fatores, possibilitaram um melhor desempenho por parte da nossa economia, que acabou resultando na redução dos postos de trabalho desativados na Capital do Agreste”, avaliou Francisco.

De acordo ainda com o estudo da unidade do Ministério do Trabalho e Emprego, durante este intervalo, de pouco mais de três anos, os setores econômicos locais que foram mais afetados com a crise em relação às demissões corresponderam ao comércio, com 2.454 postos de trabalho fechados; à construção civil, com 1.620 reduções de quadro; à indústria, com 1.578 desativações, e ao serviço, com 1.123 demissões.

A notícia boa é que este ano, para surpresa de alguns, o volume de exonerações no cenário local se encontra quase quatro vezes menor em relação a 2017. Se até o primeiro semestre do ano passado, 500 postos haviam sido fechados, no mesmo período de 2018, apenas 148 desativações ocorreram no mercado de Caruaru. “É claro que o desemprego ainda continua em alta na Capital do Agreste, assim como vem acontecendo em todo o país, porém ele se encontra menor em comparação com os outros anos de crise. Exemplo disso é a construção civil, setor este que foi o segundo a mais demitir durante a época de crise e já vem apresentando números positivos”, acrescentou Francisco Reginaldo.

Tomando como parâmetro os dados colhidos pelo MTE, a expectativa é de que, até o término de 2018, o quantitativo de demissões contabilizadas tenha diminuído na cidade. “Isso mesmo. A tendência é de que, ao fim deste ano, o nível de desativações sofra um decréscimo significativo em relação aos anos anteriores. Reiteramos que o desemprego permanece em alta no município, porém, aos poucos, a situação vem melhorando no âmbito local”, finalizou Francisco Reginaldo.

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Grave acidente deixa dois mortos

Um acidente grave resultou na morte de duas pessoas e deixou ainda duas feridas, na manhã da última segunda-feira (20), no quilômetro 24 da BR-104, em Toritama, no Agreste do Estado. De acordo com informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal, um automóvel, que estava conduzindo quatro pessoas, acabou se deslocando para a contramão e bateu de frente com um caminhão caçamba.

Com o impacto, Silvio Alves dos Santos, de 32 anos, e Moisés Ribeiro Bispo, de 37, respectivamente, o motorista e o passageiro do automóvel, morreram no local. Em contrapartida, os outros dois ocupantes do veículo, identificados como Tiago César do Nascimento, de 20 anos, e Gilberto Rodrigues de França, de 38, ficaram feridos e acabaram sendo socorridos para o HRA, em Caruaru.

Já o motorista do caminhão não se feriu, conforme informou a polícia. Ele realizou o teste do bafômetro e foi liberado após o resultado ser constatado normal.