Varejo perde R$ 19,5 bilhões em 2017 por danos em produtos e furtos

O varejo brasileiro perdeu, em média, 1,29% do faturamento no ano passado em prejuízos com falhas no manuseio de produtos, vencimento de mercadorias ou furtos. Os dados são da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) e reuniu 100 empresas de 11 segmentos diferentes. O valor equivalente das perdas alcança R$ 19,5 bilhões da receita do setor em 2017. De acordo com a associação, o montante seria suficiente para “criar” a sexta maior empresa varejista do Brasil em faturamento. A receita total do setor no ano passado foi R$ 1,51 trilhão.

Segundo o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, disse que o índice já indicava tendência de queda nas apurações anteriores, quando a média ficou em 1,40%, em 2015, e 1,32%, em 2016. Entretanto, a pesquisa nos anos anteriores era produzida pela Comissão de Prevenção de Perdas, Auditoria e Gerenciamento de Riscos (CPAR) – organização que já reunia os membros que hoje fazem parte da associação – com a mesma metodologia, mas com oito segmentos.

Entre os motivos que explicam a redução das perdas, na avaliação de Santos, estão os investimentos feitos pelas empresas, mas também a crise econômica. “Estamos em um período de retração e quando isso acontece a empresa olha para dentro de casa para melhorar a sua eficiência. Então isso se confirmou pelo resultado médio”, disse. Ao reduzir as perdas, as empresas garantem a manutenção da margem de lucro.

Dos segmentos analisados apenas o de supermercados e o de livrarias/papelarias tem percentual de perdas acima da média nacional. No varejo supermercadista, as perdas representam 1,94% do faturamento, sendo 1,03% referente a quebras operacionais (produto vencido, dano causado pela manipulação, entre outros). No caso das livrarias, o percentual é de 1,46%. Desse total, 0,88% corresponde a perdas não identificadas, como furtos, rupturas e erros de estoque.

Os demais setores por volume de perdas são varejo de esportes (1,21%), moda (1,20%), drogarias (1,13%), atacarejo [neologismo que designa uma forma de comércio que reúne atributos do atacado e do varejo] (1,05%), construção e lar (1,04%), magazines (0,84%), perfumaria (0,70%), calçados (0,53%) e eletromóveis (0,34%).

Tipos de perda
Em relação ao tipo de perda no total, as quebras operacionais representam 35%, os furtos externos, 24%, e os furtos internos, 15%. Somadas, as modalidades de furto alcançam 39%. Erros de inventários e erros administrativos aparecem em seguida, com 10% e 9%, respectivamente.

Nas quebras operacionais, entre os fatos mais recorrentes estão os produtos atingirem o vencimento (24%), seguido pelos itens danificados por clientes (18%), pela deterioração/perecibilidade (16%) e pelo manejo incorreto dos funcionários (13%).

Margem de lucro
Santos aponta que o principal impacto para as empresas é a diminuição na margem de lucro. Ele avalia que estabelecimentos que fazem a gestão das perdas conseguem compor a margem com mais visibilidade. “A gente costuma dizer que uma empresa que tem prevenção de perdas é mais competitiva porque elas sabem quanto perdem e, a partir do momento que elas sabem, tem que implementar um programa para que possa reduzir esse nível de perda encontrado. Ao reduzir a perda, automaticamente aumenta a margem de lucro”, disse. De acordo com o presidente da Abrappe, a partir desse ganho de gestão interna, é possível repassar parte desse ganho.

Por outro lado, empresas que não fazem gestão de perdas podem repassar o prejuízo para o consumidor. “É uma questão de sobrevivência fazer uma gestão de perdas. Quanto menor for o índice de perda, maior é a margem que vai obter e maior a competitividade. Quanto maior o índice de perda, menos competitivo ele é, mais isso impacta em preço”.

Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), diz que planos de prevenção de perdas são fundamentais para reduzir a chamada “quebra de inventário”. “Se a empresa quer ser mais competitiva, vender o seu produto com desconto, com promoções, não sobra muito campo para fazer isso, porque também não pode vender no prejuízo e acaba tendo uma menor competitividade”.

A assessora cita como exemplo de modelos de planos de prevenção de perdas o estabelecimento de participação de lucros para funcionários que tenham como metas a redução de quebra de inventário. “Todo mundo se compromete. Um olha o outro e também existe maior observação dos funcionários em relação ao público externo. Existe uma meta, uma motivação”, disse.

Agência Brasil

Valor da cesta básica em Caruaru registra segunda queda consecutiva

De acordo com a pesquisa mensal feita por alunos de Ciências Contábeis e Gestão Financeira do Centro Universitário UniFavip|Wyden, em agosto, o valor da cesta básica em Caruaru apresentou, pelo segundo mês consecutivo, uma redução, seguindo a tendência nacional. O custo da alimentação básica do caruaruense teve uma queda de 2,88% em seu valor total, chegando a custar R$ 242,23.

Segundo a professora Eliane Alves, responsável pela pesquisa, os itens que mais contribuíram para a redução da cesta básica foram o tomate, o leite e a farinha. Já o café, a margarina e a banana registraram alta. A cesta básica de Caruaru continuou apresentando um valor menor que a de Recife, seguindo a tendência dos meses anteriores. A diferença entre as cestas foi de R$ 97,91.

O comportamento dos preços dos gêneros alimentícios foi de queda em 17 das 20 capitais onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos realizou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. As maiores reduções foram registradas nas seguintes capitais: Porto Alegre, João Pessoa e Salvador. Já as elevações foram registradas em Florianópolis, Manaus e Aracaju. A cesta mais cara do país foi a de São Paulo (R$ 432,81) e a cesta mais barata continua sendo a de Salvador (R$ 311,92).

A pesquisa mostrou ainda que, em agosto, considerando o salário mínimo líquido, o trabalhador caruaruense desembolsou 27,60% da sua renda apenas com as despesas de alimentação. De acordo com o Ministério do Trabalho, ao considerarmos que a jornada oficial de trabalho é de 220 horas mensais, o trabalhador de Caruaru, no mês passado, precisou trabalhar 56 horas e 26 minutos para pagar o valor apresentado pela cesta básica.

Novos dados reforçam a importância da prevenção do suicídio

O Ministério da Saúde divulgou, ontem (20), novos dados sobre tentativas e óbitos por suicídio no país. A publicação é apresentada no mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, “Setembro Amarelo”.

O levantamento aponta que a intoxicação exógena é o meio utilizado por mais da metade das tentativas de suicídio notificadas no país. Com relação aos óbitos, a intoxicação é a segunda causa, com 18%, ficando atrás das mortes por enforcamento, que atingem 60% do total.

A atualização do boletim é uma das metas da Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio, lançada pela pasta em 2017. Para ampliar a assistência, foram habilitados novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), implantadas ligações gratuitas para o CVV em todo o país, além da qualificação dos profissionais que atuam no SUS.

Pesquisa acende sinal de alerta para Paulo Câmara

O resultado da pesquisa Datafolha, publicado nesta quinta-feira (20), acendeu o sinal de alerta na Frente Popular, encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição. Enquanto o governador variou de 34% para 35%, o adversário Armando Monteiro Neto (PTB), também candidato ao governo, subiu de 25% para 31%, travando um empate técnico. Apesar do otimismo relativo aos resultados de outras pesquisas anteriores – e as internas -, a campanha socialista segue “confiante”, mas deve marcar mais presença nas ruas e intensificar o volume nos grandes centros.

O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, um dos coordenadores da campanha, afirmou que os resultados das pesquisas não pautam a campanha de Paulo Câmara. “As pesquisas influenciam pouco a campanha e a estratégia permanece a mesma. Já era previsto (intensificar) na reta final”, ponderou. “O trabalho precisa ser intensificado, sobretudo, nos grandes centros”, declarou o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), candidato à Presidência da República, também seguem como trunfos para a manutenção de confiança dos socialistas. Neste sábado, Câmara e Haddad vão realizar atos no Recife; em Caruaru, no Agreste – maior colégio eleitoral fora da Região Metropolitana, com 216.900 eleitores -, e Petrolina, no Sertão – segundo maior colégio fora do Região Metropolitana do Recife, com 198.599. As cidades são os principais polos nas respectivas regiões.

Nos bastidores, avalia-se que não houve nenhum fato relevante para alteração de cenário e a pesquisa destoou das demais, inclusive, na disputa ao Senado Federal. Mas, em reserva, socialistas destacaram que o volume da campanha majoritária e material no interior do Estado estaria aquém do que julgam ideal e acreditam que o resultado dará uma chacoalhada na campanha nesta reta final.

À noite, Câmara realizou uma caminhada de Prazeres a Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes. Com a sinalização de aproximação entre as duas principais candidaturas, o socialista reforçou a imagem dos aliados para se diferenciar do adversário. “Essa eleição tem dois lados muito diferentes. Esse lado que está aqui com vocês que é o de Miguel Arraes, de Eduardo Campos, do presidente Lula e Haddad. E o outro lado é a oposição que quer fazer em Pernambuco o mesmo que fez no Brasil”, declarou ele. Câmara, todavia, não comenta pesquisa.

Folhape

Estudantes pernambucanos chegam à final do concurso SENAI Brasil

As duplas Marcel Pereira e Janaina Albuquerque e Cíntia Grazz e Fabíola Araújo, estudantes do Senai de Pernambuco, estão entre as 24 finalistas da 5ª edição do SENAI Brasil Fashion, maior plataforma de educação e incentivo de novos talentos da moda do país. “Todo Mundo Tá na Moda” é o tema que guiará o desenvolvimento das coleções neste ano, chamando atenção para a diversidade e inclusão no universo fashionista.

Ao longo de três encontros, que acontecem entre setembro e novembro,os 24 alunos finalistas receberão orientação de seus coaches, os estilistas Alexandre Herchcovitch, Lenny Niemeyer, Lino Villaventura e Ronaldo Fraga, para a criação de suas respectivas minicoleções, que serão apresentadas em um desfile profissional no dia 22 de novembro, no Centro Cultural Ação Cidadania, no Rio de Janeiro.

Dentro da temática “Todo mundo Tá na Moda”, os pernambucanos Marcel, que se inscreveu no concurso como estilista, e Janaína, inscrita como modelista, desenvolveram o projeto “A cor do toque”, que traz a reflexão sobre os desafios de um deficiente visual desbravando a selva urbana.

“Nossa coleção será baseada nos pilares do utilitarismo acessível, upcycling e inovação têxtil. Os shapes, inspirados no universo esportivo, serão modulados para que a pessoa possa alongar e encurtar mangas e pernas de acordo com a necessidade”, explicam os estudantes.

Na outra dupla, Cíntia, a estilista, e Fabíola, a modelista, desenvolveram o projeto “Corpos tatuados pela coragem”, para trazer a tona a reflexão sobre mulheres que tiveram seus corpos marcados pela mastectomia.

O Senai Brasil Fashion é realizado pela agência Samba Marketing Ao Vivo, com o patrocínio do CETIQT (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil), uma unidade do Departamento Nacional do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e principal centro formador de recursos humanos para a cadeia têxtil nacional. Tem como propósito fortalecer e divulgar a educação profissional no Brasil por meio de uma plataforma de moda que capacita os alunos através de uma experiência handson – e que gera visibilidade para o segmento, contribuindo na formação e revelação de novos talentos da indústria brasileira de moda.

Os encontros

Antes do gran finale, que acontece no dia 22 de novembro no Centro Cultural Ação Cidadania com um desfile para jornalistas, empresários e formadores de opinião do mercado da moda, os estudantes e os coaches vão participar de três encontros intensos no Rio de Janeiro.

No primeiro deles, que ocorreu entre 11 e 13 de setembro, foram realizadas vivências para desbloquear a criatividade. Também discutiram os processos de criação dos looks, além de conhecerem o museu onde apresentarão as minicoleções.

No segundo encontro, entre os dias 2 e 5 de outubro, eles avançam com a criação dos looks do desfile e afinam a escolha das modelos – uma seleção de grandes nomes entre as top models brasileiras, new facesdas passarelas e também de modelos que representam a diversidade. Nos dias21 e 22 de novembro, durante o último encontro, acontecem os ajustes finais, como provas de make e as últimas conversas com os coaches.

Durante a série de encontros até o desfile final, os jovens aprendem a ter uma visão 360° da profissão, desde a concepção inicial da coleção até as decisões que envolvem a apresentação. Para isso, no período contam também com o auxílio de uma série derenomados consultores: Daniel Ueda no styling, Max Blum na produção musical, Ed Benini para o casting, Wilson Ranieri para a modelagem, Rodrigo Costa na beleza, Jackson Araújo, como consultor criativo e a produtora Tatiana Palezi, da SAMBA Marketing Ao Vivo, agência que assina a produção do evento.

Para amplificar e desdobrar todo o conhecimento gerado e compartilhado com as duplas selecionadas durante o ciclo do SENAI Brasil Fashion, todo o conteúdo dos três encontros serão gravados e transformados em vídeo-aulas para exibição nos cursos de moda de toda a rede do SENAI. Dessa forma, a iniciativa proporciona material educacional relevante para complementar a formação de todos os alunos aspirantes a estilistas e modelistas.

Sobre o SENAI CETIQT

O SENAI CETIQT atua como principal centro formador de recursos humanos para a cadeia têxtil nacional e é um dos mais destacados do mundo, com plantas-piloto completas que reproduzem o ambiente fabril, além da planta-piloto de confecção, de uma rede integrada de laboratórios e uma área de inovação, estudos e pesquisas, com foco em antropometria, comportamento e consumo, cor, design, economia criativa, prospecção tecnológica e mercadológica, além de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

A instituição, reconhecida como pioneira no sistema SENAI, foi a primeira unidade a lançar, em 1997, o ensino de nível superior no sistema com o curso de Engenharia Industrial Têxtil, agregando valor na formação de profissionais para a área têxtil. Em 2001, foi lançado o curso superior de Design de Moda, o primeiro do país nesta categoria. Durante sua trajetória inovadora, o SENAI CETIQT passou a oferecer também outros cursos de nível superior, de pós-graduação e de extensão, além dos cursos técnicos, de qualificação e de aperfeiçoamento profissional.

O papel dos colaboradores na cultura de inovação

Por Paulo Exel

A inovação está pautando todos os setores da economia. Desde empresas pequenas, até as mais tradicionais estão lutando para tornarem-se inovadoras, afinal esse parece ser o único jeito de sobreviver e prosperar no mercado. Uma vez que a inovação se faz diariamente em todos os níveis hierárquicos só existe uma forma de torná-la real, ela precisa ser implementada por meio das pessoas. Por isso, é fundamental que as empresas e, principalmente, áreas de gestão de pessoas, estejam de olho nas transformações tecnológicas e digitais que estamos vivenciando.

A cultura de inovação não é algo que se conquista do dia para a noite, ela precisa ser semeada e cultivada entre as pessoas. Cabe a liderança incentivar que esse mindset – modelo mental – permeie a instituição, além de dar flexibilidade e proporcionar um ambiente seguro para que novas ideias, processos, mudanças sejam sugeridas e acolhidas. Para que isso funcione junto com a estratégia é preciso haver colaboração e escuta ativa. Afinal, somente quando estamos abertos a escutar e compreender damos espaço para que novas manifestações surjam.

A área de recursos humanos tem papel fundamental na hora de fomentar essa cultura. Cabe a esses profissionais não só promover um benchmarking sobre as melhores práticas de inovação, como também engajar e manter os colaboradores motivados. No entanto, é importante destacar que assim como qualquerodo processo de mudança, a implementação dessa nova cultura também oferece resistência, executar novas práticas de inovação não dependem exclusivamente de uma boa estratégia se as equipes não estiverem dispostas a passar pelas fases de mudança e pelas curvas de aprendizagem, que são inerentes a esse processo.

Existem algumas metodologias que são usadas como ferramentas para fomentar uma cultura. O Design Thinking, e algumas metodologias ágeis como Scrum, Ágile, etc, estão entre os mais utilizados tanto por empresas que são inovadores em seu DNA quanto por companhias tradicionais e que estão se adaptando as novas demandas do mercado. Mas uma coisa é certa, independente da ferramenta, a cultura de inovação depende de capacitação contínua da força de trabalho e um processo de recrutamento eficiente.

Pensando sobre essa demanda, quando falamos de recrutamento, encontrar profissionais com habilidades de inovação, significa recrutar aqueles que são mais adeptos e abertos às mudanças. A resiliência e capacidade de adaptação nunca foi um skill tão desejado! As mudanças mais demandadas para o futuro, de acordo com o Fórum Mundial, são: pensamento crítico, criatividade, inteligência emocional e flexibilidade cognitiva. Nesse sentido, os headhunters e os processos seletivos, precisam não só procurar as melhores habilidades técnicas e comportamentais como também observar quem são os candidatos com maior disponibilidade para adaptações e mudanças constantes.

Com tanta complexidade, consultorias de recrutamento especialistas são grandes parceiras na hora de encontrar os profissionais certos para cada posição. Isso porque elas trabalham em conjunto com a área requisitante e com o RH, para definir o plano estratégico e tático de cada vaga, o que aumenta exponencialmente o sucesso de cada contratação. Outro papel importante preenchido pelos especialistas do setor é o networking e o relacionamento contínuo com o mercado. Sem isso, encontrar, atrair e reter talentos nessa área torna essa tarefa ainda mais desafiadora.

Louis Pasteur, cientista francês do século IX, disse que a “mudança favorece a mente preparada”, em se tratando de inovação o profissional mais preparado é aquele que não tem medo de arriscar e que está disposto a mudar e recriar sua realidade quanta vezes forem necessárias. Que não tenhamos medo de nos reinventar!

Paulo Exel é diretor de operação da Yoctoo, formado em Administração de Empresas, possui MBA executivo em Gestão de Negócios e tem certificação em coaching. Exel tem mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de Tecnologia, Digital e Vendas.

Congresso mostra avanços e caminhos para o tratamento das alergias

“Alergia e Imunologia na Era da Medicina de Precisão” é o tema central do 45º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, organizado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – ASBAI, que este ano será em Recife, entre os dias 20 e 23 de outubro. Entre as sociedades parceiras do Congresso estão: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), World Allergy Organization (WAO), European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI), Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), American College of Allergy, Asthma and Immunology (ACAAI), Sociedad Latinoamericana de Alergia, Asma e Inmunología (SLaai), Asociación Argentina de Alergia e Inmunología Clínica (AAAeIC) e Sociedade Luso-Brasileira de Alergia e Imunologia (SLBAI).

“Os avanços recentes propiciaram diagnósticos mais precisos e novos tratamentos, com destaque para os biomarcadores, imunobiológicos e os diagnósticos genético e molecular, possibilitando o tratamento personalizado”, explica Dra. Norma Rubini, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

O presidente do Congresso, Dr. Décio Medeiros Peixoto, ressalta a diversificação das palestras. “Abordaremos o que há de mais novo na nossa especialidade, dando atenção especial ao avanço na precisão diagnóstica no campo da Alergia e Imunologia.”

Entre os temas que serão abordados estão ‘Os Desafios no Manejo Dietético na Alergia Alimentar’, ‘Medicina de Precisão na Alergologia: presente ou futuro?’, ‘Imunizações em Situações Especiais’ e ‘Asma Relacionada ao Trabalho e a Alterações Hormonais’. (Confira a grade completa aqui)

O Dr. Dirceu Solé, Coordenador da Comissão Científica do 45º Congresso, destaca a anafilaxia, que será tema da plenária que abrirá o evento. “Convidados estrangeiros dividirão conosco toda a sua expertise na abordagem dessa emergência médica. O Prof. J. Allen Meadows (Estados Unidos) apresentará a sua experiência na abordagem da anafilaxia na criança comparando-a com a de adultos, e o Prof. Edgardo Jares (Argentina) nos brindará com um panorama atual sobre a anafilaxia na América Latina, revelando os principais agentes etiológicos e manifestações clínicas que a caracterizam no continente”, conta Dr. Solé.

Além das aulas com especialistas nacionais e internacionais, acontecem durante o evento os cursos práticos, que têm vagas limitadas. “Serão quatro dias de atividades científicas variadas, incluindo plenárias, mesas-redondas, cursos práticos, oficinas, apresentação de temas-livres e pôsteres com o objetivo de atualizar e mostrar os caminhos para o futuro do tratamento das alergias”, conta a presidente da ASBAI. O evento espera atrair cerca de 1.500 pessoas.

53% dos brasileiros estão pessimistas com as eleições presidenciais

Faltando pouco mais de duas semanas para a votação que definirá o novo presidente do país, a maior parte dos brasileiros afirma estar pessimista com as eleições. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) nas 27 capitais revela que mais da metade (53%) dos consumidores está com uma percepção negativa sobre as eleições presidenciais – o percentual sobe para 59% entre a parcela feminina de entrevistados. Somente 18% das pessoas ouvidas reconhecem estar confiantes com a eleição, enquanto 26% estão neutros.

Para os pessimistas com o processo eleitoral, a maior parte (34%) afirma não ter boas opções de candidatos à disposição. De forma semelhante, 30% não confiam nos nomes que disputam o Planalto, ao passo que 28% não acreditam que o novo presidente será capaz de promover mudanças positivas para a população na economia. Há ainda 27% de pessoas que estão desacreditadas com a possibilidade de renovação na política.

Considerando apenas a opinião dos brasileiros otimistas com as eleições, 39% acham que o novo governo terá mais estabilidade política para aprovar matérias de interesse para o país e 35% depositam esperança no fato de a sociedade estar mais vigilante com os políticos. Outros 18% de entrevistados esperam uma melhora porque haverá mudanças com relação às políticas adotadas pelo atual governo.

Brasileiro está dividido sobre futuro da economia pós-eleições: situação ficará melhor para 34%, mas 33% acham que tudo ficará igual

O levantamento demonstra que muito da percepção negativa sobre as eleições decorre da constatação de o país ainda sofre consequências da crise. Seis em cada dez (63%) brasileiros avaliam que a situação econômica do país está pior do que há um ano, enquanto 24% consideram que a situação é a mesma e somente 13% acham que ela está melhor. Para os brasileiros, mesmo com o fim da recessão, a maior parte dos impactos da crise ainda persistem, como desemprego elevado (90%), aumento de impostos (89%), endividamento das famílias (88%) e inadimplência crescente (86%).

Indagados sobre a situação da economia do Brasil após as eleições, a opinião pública mostra-se dividida: 34% esperam que a economia fique melhor sob o novo governo, mas uma parcela semelhante de 33% acredita que tudo continuará igual. Há ainda outros 17% que acreditam em uma piora do quadro.

Sob o novo governo, quatro em cada dez (44%) pessoas ouvidas acreditam que haverá aumento dos preços, aumento do dólar (44%) e elevação dos juros (42%). Quanto aos rumos do desemprego, as opiniões mais uma vez estão divididas: 33% acham que haverá mais cortes de vagas, enquanto 32% acreditam em criação de novos postos de trabalho. Para 28%, a situação permanecerá a mesma.

Diante da expectativa de um cenário macroeconômico mais difícil, 45% dos que estão pessimistas acreditam que terão de economizar mais e manter a disciplina nos gastos depois das eleições e 43% disseram que será mais complicado manter as contas em dia em 2019.

69% esperam grandes mudanças com presidente eleito. Para entrevistados, combater corrupção, desemprego e criminalidade devem ser prioridades

De modo geral, em cada dez entrevistados, sete (69%) esperam que o presidente eleito faça grandes mudanças em relação ao que vem sendo feito. Outros 26% argumentam em favor de mudanças pontuais, desde que sejam mantidos determinados programas e reformas já colocados em práticas. Somente 5% desejam a continuidade das políticas do atual governo.

Na avaliação dos entrevistados, o combate a corrupção (47%) e o desemprego (45%) lideram como os temas nacionais a serem tratados com prioridade pelo novo presidente e sua equipe. A criminalidade é citada por 38% das pessoas ouvidas e a precariedade da saúde pública por 32%. Outros assuntos considerados relevantes para a nova gestão são a necessidade de ajuste fiscal (23%) e corte de impostos (22%). Embora elejam uma série de temas a serem enfrentados pela nova gestão, um quarto (25%) dos entrevistados acha que nenhum problema será de fato resolvido pelo novo presidente. Além disso, 87% concordam que os candidatos fazem mais promessas na campanha do que podem cumprir depois de eleito.

Dentre as diretrizes que vão nortear o novo governo, 61% discordam da avaliação de que o presidente deve intervir menos na economia. Dessa forma, 88% pensam que o vencedor deve fortalecer a produção nacional e 73% concordam que a prioridade deve ser a distribuição de renda. Outros temas que recebem destaque são o estímulo ao comércio internacional (70%) e a garantia de direitos às minorias (67%).

Indagados sobre o Brasil que querem para o futuro, 44% dos entrevistados desejam um país em que políticos corruptos sejam presos e cumpram suas penas até o fim. Já 39% querem um sistema de saúde mais eficiente e 33% almejam um país mais seguro.

70% querem candidato que ‘põe a mão na massa’ e 53% valorizam honestidade; 24% dos brasileiros discutem eleições nas redes sociais

A CNDL e o SPC Brasil também investigaram o que os brasileiros esperam das habilidades do novo presidente. De modo geral, a população procura um candidato com perfil proativo e ao mesmo tempo articulado, com capacidade de se comunicar com a população e dialogar com a classe política. Para 70% dos entrevistados, é importante que o presidente eleito seja alguém que ‘ponha a mão na massa’ e realize projetos de melhorias em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Para 30%, o candidato precisa ser uma pessoa próxima do povo e para 22%, ser um político influente para aprovar projetos no Congresso.

A pesquisa revela também que algumas características pessoais pesam na hora do eleitor decidir seu voto. As mais mencionadas são honestidade (53%), cumprir o que promete (37%), saber abrir mão de interesses particulares em detrimento do interesse da população (34%), ser sensível aos problemas da população (33%) e ter ‘pulso firme’ (31%). A maioria (60%) dos brasileiros disse rejeitar candidatos envolvidos em escândalos de corrupção, enquanto 59% descartam a possibilidade de votar em candidatos desonestos e que mentem.

O levantamento ainda revela que parte considerável dos brasileiros tem se engajado nas eleições: 36% tentam influenciar as pessoas que conhecem a votar no candidato que acreditam ser o melhor e 24% costumam entrar em discussões políticas nas redes sociais.

Metodologia

A pesquisa ouviu 800 brasileiros de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Shopping Difusora realiza I Festival de Sorvete

Em menção ao Dia do Sorvete, comemorado em 23 de setembro, o Shopping Difusora preparou uma programação especial que promete aguçar o paladar do público que passar por lá. Nos dias 22 e 23 de setembro, sábado e domingo, acontece o I Festival de Sorvete. Para tanto, algumas operações estarão oferecendo descontos especiais em algumas variedades da sobremesa.

Entre as operações que participarão do I Festival de Sorvete do Shopping Difusora estão: McDonald’s, Delta Expresso, Chiquinho Sorvetes, Burger King, Bob’s e Gelateria Nonna. Para conferir tudo o que foi preparado para o evento, basta seguir em uma das operações citadas e escolher qual dos sabores ou combinações mais se encaixa na sua preferência e se deliciar à vontade.

De acordo com o gerente de Marketing do Shopping Difusora, Welter Duarte, o sorvete merece sim uma comemoração especial para o seu dia. “O sorvete é uma sobremesa que faz parte do dia-a-dia das pessoas, independente da idade. Para tanto, resolvemos homenagear essa delícia em grande estilo com o I Festival de Sorvete. Não perca tempo e venha conferir”, destaca.

Vale lembrar que durante o sábado (22) o Shopping Difusora estará funcionando de 10h às 22h. Já no domingo (23), as operações abrem às 11h e fecham às 21h.

Brasileiros poderão receber remessas do exterior diretamente em reais

A partir de 1º de novembro, os brasileiros poderão receber, em reais, remessas enviadas do exterior por parentes e amigos, definiu o Banco Central (BC). Em circular publicada nesta quinta (20), a autoridade monetária regulamentou as transferências unilaterais do exterior sem a necessidade de conversão de câmbio depois que o dinheiro entrar no país.

Com a medida, o destinatário final poderá receber os recursos diretamente na conta corrente ou na poupança. A conversão da moeda estrangeira para reais poderá ficar a cargo do remetente, que arcará com todos os custos cambiais. A facilidade só vale para operações de transferências em caráter pessoal de até R$ 10 mil.

O serviço será facultativo. Caberá a cada instituição financeira decidir se oferece a remessa em reais. O BC esclareceu que as instituições deverão aplicar a legislação internacional entre bancos correspondentes e cumprir as medidas de segurança para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo.

De acordo com o BC, a medida faz parte de um pacote para tornar o sistema financeiro mais eficiente e reduzir custos. Atualmente, quando os recursos enviados do exterior chegam em moeda estrangeira, o destinatário precisa convertê-los em reais, negociando a taxa de câmbio e arcando com os custos da operação. Até que a conversão seja concluída, o beneficiário não sabe exatamente o quanto receberá em reais.

Agência Brasil

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