Reinventar-se em diversos contextos é demanda do mercado de trabalho

“Tudo que deu certo no passado, pode não dar mais certo nos dias de hoje. Se não tivermos a capacidade de se reinventar, resetar e buscar o novo, nós iremos viver das conquistas do passado. E essa é a grande dificuldade que temos no mercado, dificuldade de se reinventar e ter os jovens profissionais chegando em um mercado que requer uma preparação que não está se tendo no processo de educação. Precisamos assim ajudar o jovem e o mercado a estar mais preparado para as novas realidades, inclusive nas novas habilidades que são essências hoje, as chamadas soft skill, como adaptabilidade, criatividade e colaboração. Por isso, dizemos que se contrata o profissional pela área técnica, mas demite-se pelo comportamental”, destacou a executiva Paula Carneiro Leão, criadora do Programa PEDAL (programa de desenvolvimento comportamental), na última quarta (dia 30), durante o painel “Novo Profissional do Novo Mercado”, na Faculdade Egas Moniz, evento promovido com diversos nomes da administração, gestão de negócios e empreendedorismo para discutir o mercado do futuro e o perfil profissional para este cenário.

De acordo com a especialista em desenvolvimento de talentosos para o mercado, selecionar os jovens para as vagas não é o problema, mas fazer com que eles se interessem em continuar é outra questão porque essa nova geração quer trabalhar com o brilho no olho, sem se frustrar no empreendimento, no negócio, no mercado.

“Ajudar a formar uma geração a se reinventar e ter uma nova percepção do mundo ao redor é um dos nossos gargalos, que passa pela questão da educação. Afinal, o comportamento do consumidor mudou, mas a educação não mudou. E enquanto não mudarmos a cultura da nossa geração, não conseguiremos evoluir em alguns processos no mercado de trabalho. Por isso, é louvável as escolas e as faculdades que ousam fazer uma educação diferente, uma educação em que o aluno não seja um robô”, completa.

A executiva ponderou que o impacto das novas tecnologias e da inovação exige uma criatividade que é uma das maiores demandas que temos no mercado, uma criatividade que todo mundo tem, porém, mão é exercitada, em um bate-papo com estudantes, recém-formados, profissionais, empresários, empreendedores e consultores.

Para discutir as novas competências e habilidades para o futuro profissional no mercado de trabalho na modernidade, nas áreas de administração, recursos humanos e ciências contábeis, participaram ainda do evento estudantes e profissionais pernambucanos na sede da instituição de ensino superior. Contribuíram com este painel a empresária Delma Soares, executiva da Nutrihouse Refeições Corporativas, empresa com 30 anos de atuação no ramo de refeições coletivas/ industriais com atuação em diversos estados do país; o presidente do Conselho Regional de Contabilidade, José Gonçalves Campos Filho, sócio e diretor presidente da Campos & Garcia Consultores e Contadores; e a administradora Juliana Carvalho, gerente de Recursos Humanos no Grupo Nutrihouse.

Com apresentação do fundador do Papo de universitário, Marcos Strider (foto), psicólogo cognitivo Comportamental e idealizador MindProFit, os participantes do encontro puderem entender o novo contexto dos negócios empresariais, do mercado de trabalho na área de gestão e as habilidades e competências que são exigidos pelos profissionais, em especial de administração e ciências contábeis, que é um dos vinte cursos mais procurados nos dias de hoje.
“Essa discussão é importante, pois todos os mercados estão precisando se reinventar e o novo exige um recomeço, uma reaprendizagem. E para isso é importante ressignificar os profissionais, pois está tudo mudando muito rápido. Vimos isso acontecer com o vídeo cassete e com os tele-taxis”, comenta o empreendedor Marcos Strider.

E é, desta forma, que o painel, que é o primeiro de uma série de encontros, pretende aproximar estudantes e profissionais de áreas de atuação da instituição com a realidade do mercado e com os cenários que se aproximam que estão pautados nas tecnologias e em inovações disruptivas.

“Atuar em um cenário diverso exige competências que vão além daquelas que são específicas de cada área. Em outras palavras, os profissionais precisam ter a habilidade para trabalhar colaborativamente com outras áreas. O que para muitos que já estão no mercado tem sido uma grande dificuldade. Neste sentido, a formação interdisciplinar visa formar profissionais que não tenham a complexidade da realidade como uma barreira, mas sim como uma oportunidade. É esta realidade tecnológica e com forte inovação que torna certo o amplo leque de oportunidades à disposição dos profissionais, mas não de todos, apenas daqueles que em seu processo de formação, e aqui coloco formação de forma ampla – formal e não formal – com modelos interdisciplinares que os desafiaram a enxergar oportunidades em contextos diversos e complexos”, comenta o administrador de empresas e consultor Albert Einstein da Silva da Pratticca Consultoria, que também atua como coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Faculdade Egas Moniz.

Por: Ivelise Buarque

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