Em Pernambuco, casos de hepatite A têm queda de 95%

Na contramão dos movimentos antivacina, a imunização contra a hepatite A demonstra a importância desse tipo de ação para a saúde pública. Implantada no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, a vacina foi fator predominante para diminuir o número de casos da doença em Pernambuco. Em 2014, quando começou a ser aplicada em crianças, aos 15 meses, podendo ser feita até os 4 anos, os adoecimentos chegaram a 474 no público em geral, de todas as faixas etárias. Em 2018 foram 19, ou seja, uma redução de 95,9%.

Desde 2017, não são registrados casos no público beneficiado pelo imunizante (crianças entre 1 e 4 anos), além de uma redução drástica na faixa etária entre 5 e 14 anos, que englobava a maioria das ocorrências. “A diminuição dos casos de hepatite A é uma prova irrefutável da importância da vacinação na primeira infância. Quanto mais crianças vacinadas, menores as chances de adoecimento em toda a sociedade. O imunizante é gratuito, seguro e está disponível nos postos de saúde com sala de vacina”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo.

Em 2017, 116 mil crianças no primeiro ano de vida foram vacinadas contra a hepatite A, totalizando 81% do público total. A meta é beneficiar, no mínimo, 95% do público nessa faixa etária. Dados preliminares de 2018 apontam 104 mil meninos e meninas imunizados (79%). Importante ressaltar que Pernambuco está com o estoque regular da vacina.

Natural do Rio de Janeiro, é jornalista formado pela Favip. Desde 1990 é repórter do Jornal VANGUARDA, onde atua na editoria de política. Já foi correspondente do Jornal do Commercio, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e Portal Terra.

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