O imediatismo compromete o futuro do brasileiro, segundo pesquisa

O brasileiro está cada vez mais fazendo planos e traçando metas para somente suas próximas 24 horas. Este imediatismo confirmou-se em uma pesquisa realizada pelo Datafolha, recentemente. O estudo mediu o nível do chamado “present bias”, palavra usada pelos economistas para definir o imediatismo. O resultado indica a resistência que as pessoas têm em abrir mão de consumir para o presente em troca de investir em seu futuro.

À medida que nossa tecnologia evolui de forma absurdamente rápida, nós aceleramos também, freando nossa habilidade de enxergar lá na frente, ter um olhar no futuro. “Limitamos nossas perspectivas para um limite diário de ideias e possibilidades, buscando satisfazer desejos imediatos e pequenas conquistas passageiras” afirma a psicóloga Natália Bervian.

Sabe aquela clássica frase “Só damos valor a algo quando realmente sentimos falta”? – Ela é válida para inúmeras situações na vida do ser humano, dentre elas o conhecimento. Temos a ligeira impressão de que só precisamos conhecer a partir do momento que usufruir se torna indispensável. É como aprender um novo idioma – que para muitos só passa a ser prioridade quando a oportunidade de um bom emprego ou uma viagem ao exterior bate à porta.

Gabriel Finger só foi entender a importância que o inglês aprendido quando criança traria para seu futuro quando uma dessas oportunidades veio de forma inesperada. “Trabalhava em uma empresa multinacional de compra e venda de soja. Eu ficava encarregado, entre outras coisas, de manter contato via e-mail com os investidores dos Estados Unidos. Em pouco tempo recebi uma proposta para me mudar para Chicago, cidade mais populosa do estado de Illinois, e cuidar do negócio diretamente de lá. Se não fosse pelo meu inglês, certamente não teria sido eu a ocupar este cargo”, afirma.

Atualmente, de volta ao Brasil, Gabriel trabalha para que outras pessoas tenham estas oportunidades. Com toda sua bagagem e experiência, tornou-se gerente de negócios da KNN Idiomas. “Eu realmente presenciei o poder que o inglês tem no futuro de uma pessoa e hoje, felizmente, trabalho para que os outros possam também entender e dar valor antes mesmo de pensarem que precisam. Uma vez que você tem o conhecimento você sem dúvidas achará um jeito de usar”, conclui.

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