Demanda por milho ainda não é alta

Se para os feirantes do setor de vestuário, o São João já vem aquecendo as vendas na Feira da Sulanca, o mesmo ainda não pode ser dito em relação à Feira do Milho, também localizada no Parque 18 de Maio. Por lá, os comerciantes do grão mais consumido durante o período de junho confirmaram ao Jornal VANGUARDA que a demanda redobrada, tradicionalmente registrada nesta época do ano, ainda não foi sentida neste início de festejos 2019. Mas nada que os desanime, haja vista que ainda há muitas datas a serem vivenciadas do evento mais popular da região Nordeste.

De acordo com o feirante Josival da Silva, que comercializa milho há 15 anos, é normal que a procura pelo produto encontra-se tímida neste começo de São João. “Tradicionalmente, o movimento costuma aumentar mesmo nas datas mais próximas do Dia de Santo Antônio, onde há a queimas de fogueiras e milhares de clientes fazem questão de comer milhos. Desta forma, esperamos que as vendas cresçam bastante nestas próximas semanas, quando festejaremos o dia dedicado a esse santo (nesta quarta-feira 12). Sem falar nos dias de São João e São Pedro, onde geralmente a procura é ainda maior”, explicou Josival.

Em pesquisa realizada no local, a reportagem VANGUARDA contabilizou os preços que estão sendo comercializado em relação às “mãos” de milho (50 espigas). Os valores estão variando na casa dos R$ 15 a R$ 30, seguindo o habitual padrão de qualidade. Foi o que reforçou o feirante Amaro de Araújo. “De uns anos para cá, a procura pelo milho diminuiu bastante a cada início de São João. O movimento só vem melhorar mesmo depois, quando chegamos mais próximo dos dias mais importantes. Não houve aumento no preço do milho em comparação com o mesmo período do ano passado”, afirmou.

O grão que se encontra sendo vendido na feira tem sido proveniente de colheitas realizadas em municípios da região como Bonito e Camocim de São Félix.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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