Artigo: Bill, obrigado. O mundo é um lugar melhor

Omarson Costa (*)

Eternizado na capa da revista Time, o agradecimento de Steve Jobs a Bill Gates por ter salvo a Apple da falência em agosto de 1997 com um investimento de US$ 150 milhões é apenas uma das cenas que marcou a “rivalidade amistosa” dos dois maiores gênios da computação, mais precisamente, dos criadores dos fundamentos que nos trouxeram até aqui, na revolução 4.0.

Dez anos depois, em 2007, os dois se encontraram em uma entrevista histórica em que recordaram os dias difíceis em que começaram a construir os primeiros protótipos, cada um do seu lado, das indústrias de hardware e software.

A história é conhecida: Jobs sempre apostou no design impecável – dos Apple I e II, em 1976 e 1977, ao iPhone em 2007 – com sistemas operacionais que só funcionam nos equipamentos da marca; enquanto Gates colocou todas as fichas em softwares que poderiam ser executados em qualquer equipamento, incluindo os da Apple.

A teimosia de Jobs sempre foi considerada pelos analistas como um grande risco que poderia levar a maçã a apodrecer. Mas a obsessão da Apple em lançar produtos únicos, revolucionários, sempre com sua visão de “pensar diferente”, se mostrou, ao menos até aqui, uma decisão acertada. Foi sua persistência na inovação que a levou ao topo – a primeira empresa (7 anos após a morte de Jobs) a alcançar em agosto passado o valor de US$ 1 trilhão!

“Eu cresci na classe média, na baixa classe média, e nunca me importei muito com dinheiro. Eu olho para nós como os dois maiores sortudos do planeta porque encontramos o que amamos fazer e estivemos no lugar certo na hora certa. É difícil ser mais feliz”, disse Jobs sobre seu sentimento em relação ao que ele e Gates tinham realizado e que veio a digitalizar o destino da humanidade.

Talvez o desprendimento pelo dinheiro tenha trazido a coragem necessária para arriscar tanto e, ao final do dia, mesmo não tendo recebido a graça de estar vivo pra ver, edificar a primeira empresa trilionária do planeta (a segunda foi a Amazon, que será tema do meu próximo artigo).

Depois de chegar ao ápice, as perguntas que ficam são: o que o futuro reserva para maçã? Como ela continuará se mantendo saborosa? O que fazer para não perder seu appeal?

Minha dúvida é se a empresa mudaria sua crença fundamental e começaria a desenvolver softwares para qualquer tipo de hardware (assista o minuto 16 do encontro histórico com Bill Gates).

Será que a Apple abriria sua da plataforma de voz (Siri) para desenvolver aplicativos para uma infinidade de dispositivos na nascente era da Internet das Coisas – de telefones a geladeiras, de carros à casas inteligentes, de smartspeakers a qualquer coisa que possa ser comandada por sua voz? Será que pela primeira vez em sua história, ela irá dissociar um sistema proprietário de seus hardwares e permitirá que outros fabricantes embarquem sua tecnologia de voz em produtos de outras marcas?

Me parece óbvio que o futuro dominado pela IoT criará (já está criando), uma disputa acirrada pela sua voz. E me parece evidente também que se mantiver a Siri exclusiva para seus hardwares, há uma grande chance da Apple ficar muda, assistindo concorrentes como Amazon, Google, Samsung e a própria Microsoft do amigo-rival Gates abocanharem novos mercados na indústria de eletrônicos, eletrodomésticos, automóveis e outras tantas que irão fabricar coisas conectadas.

A recuperação da Apple de uma quase-falência para se tornar a primeira corporação de US$ 1 trilhão parece desafiar todas as regras do capitalismo e ser um golpe de sorte. O fato é que Jobs conseguiu construir uma legião de amantes de seus produtos, especialmente o iPhone, que se tornou objeto de desejo dos Apple-maníacos e o responsável por 56,15% da receita (venda de 413 milhões de aparelhos) de US$ 53,3 bilhões e um lucro líquido de US$ 11,52 bilhões apenas no segundo trimestre deste ano.

No início de setembro, a marca lançou seus novos produtos, entre eles a nova linha de iPhones e o watchOS 5, que integra um aplicativo para realizar eletrocardiograma. Não dá para dizer que os novos equipamentos são surpreendentemente inovadores; é um pouco mais do mesmo, mas a empresa continua acreditando, e tem razões para isso, que o amor por sua marca continuará seduzindo seus leais consumidores a continuar trocando seus smartphones pelas novas versões.

Mas será que o sucesso do iPhone continuará sendo suficiente para manter a Apple no topo entre as empresas mais valiosas do Globo?

Desde que Steve Jobs e Steve Wozniak lançaram o Apple I a empresa vem assinando a evolução dos computadores e colaborando para cada uma de suas mais significativas mudanças em maior ou menor proporção. Wozniak teve papel importante no desenvolvimento dos teclados. O Macintosh foi o primeiro computador a utilizar ícones e mouse em 1984.

A partir dos anos 90, o ‘touchscreen’ começa a fazer parte de nosso dia a dia e sua popularização veio com o iPhone, que abriu as portas de uma nova geração de smartphones com telas interativas. A Apple já tinha incursionado nesta seara, em 1993, ao lançar o MessagePad, que foi um fracasso de vendas, ao contrário do seu descendente atual, o iPad.
Nesta sequência da linha do tempo das interfaces, vivenciamos atualmente a ascensão dos comandos por voz. Por isso, não me surpreenderia, e não imagino outra saída, se os executivos da Apple estiverem pensando em um novo modelo de negócios que transponha a fronteira do hardware, oferecendo licenças da Siri para dispositivos de outras marcas.

Integrada ao iOS desde 2011, o software Siri foi desenvolvido pela Siri Inc, cujos donos eram Tom Gruber, Adam Cheyer e Dag Kittlaus. A companhia desenvolveu um promissor assistente de voz, que recebeu investimentos de mais de US$ 25 milhões antes de ser adquirido pela Apple, em 2010.

Em julho deste ano, Gruber, último dos criadores originais da Siri, deixou a Apple para se dedicar a projetos pessoais após oito anos encabeçando a equipe de Desenvolvimento Avançado da Siri. John Giannandrea, até então chefe de buscas e IA do Google, assumiu seu posto.

Fontes que acompanham de perto o desenvolvimento tecnológico do universo Apple garantem que a contratação tem a ver com melhorias que a assistente de voz precisa realizar para não ficar atrás de outras soluções, como o Google Assistant e a Alexa, da Amazon.

Segundo artigo da Apple Insider, uma possível melhoria para a Siri tem relação com a aquisição da startup Workflow. O aplicativo permitirá que usuários da assistente criem fluxos de trabalho semelhantes aos criados com a Alexa. Na prática, isso significaria melhores comandos de voz para casas conectadas. O site Macrumors também especula que a companhia deve integrar a assistente ao aplicativo de fotos do iOS, o que facilitaria a busca de imagens usando a voz.

Para além da dança de cadeiras, o departamento encabeçado por Gruber deixou de existir para integrar um ecossistema maior, que envolve esforços de machine learning e inteligência artificial. Embora tais mudanças sejam recentes, os boatos de uma possível reorganização na estrutura interna da Apple, visando unir a Siri a outros esforços de Inteligência Artificial da empresa, já davam indícios de que aconteceria, mesmo a Apple negando, sempre que era questionada.

É evidente que a companhia está em busca de seu próximo grande sucesso em espaços como o de saúde, realidade aumentada e carros autônomos. Hoje, as duas principais áreas nas que mais investe em capital humano são Engenharia de Hardware (34%) e Engenharia de Software (28%). A área de Vendas corresponde a 9% e a de Operações a 8%.

Neste percurso, não podemos deixar de observar o HomePod, a resposta da Apple ao mercado de voicebots e que será um campo de provas para a Siri e seus esforços de casa inteligente. Entre seus pares, a Apple é a última a comercializar um assistente de voz doméstico. Para se diferenciar, a marca enfatiza o áudio premium e de qualidade do HomePod como um dispositivo de reprodução de música.

Seja qual for a performance do HomePod no mercado, ele representa uma mudança mais ampla para o mercado doméstico inteligente. A Apple tem um histórico de ser um participante tardio, mas transformador, no mercado de tecnologia. Portanto, o sucesso com o HomePod e potenciais dispositivos auxiliares não deve ser descartado. Mas não podemos esquecer, volto a sublinhar, que o sucesso da empresa irá depender de mais de uma plataforma aberta ao novo paradigma proposto pela era da Internet das Coisas.

A companhia vem investindo nas mais diversas áreas, como entretenimento, carro autônomo e até a construção de casas inteligentes. Correu riscos e perdeu a liderança nas áreas de inteligência artificial e dispositivos de voz, mas está adiantada no campo da realidade aumentada e virtual. Agora, empenha-se em melhorar a Siri e fazer sua assistente “aprender”.

Quem acompanha a Apple sabe que a empresa é reconhecida por rejeitar repetidamente a sabedoria convencional, apostando em grandes macrotendências e acertando. Foi assim com o mercado de smartphones, quando muitos disseram que um produto assim não poderia ser produzido pela “empresa do iPod”. Jobs provou que todos estavam errados. Mais tarde, investiu em smartwatches e wearables, quando muitos analistas estavam convencidos que era perda de tempo. Hoje, vem apresentando um domínio antecipado na área.

O novo enfoque em IA ​​tem se refletido em suas fusões e aquisições e a companhia se classificou como a segunda mais ativa na compra de startups da área, com um total de 12 negócios nos últimos cinco anos. Os acordos mais recentes incluem as aquisições da Init.ai, da plataforma de imagem REGAIND, e da Lattice Data por US$ 200 milhões. A empresa também já desenvolveu a capacidade de projetar seus próprios chips GPU otimizados para IA, como provou no iPhone X.

Nesta direção da Apple rumo ao futuro, anotem aí, a Siri será (terá que ser, pois definirá o futuro da empresa) o próximo “iPhone”. Para isso, a empresa precisará quebrar seu principal paradigma e, ao invés de embarcar sua tecnologia de voz somente em hardwares próprios, deverá (ao menos deveria) considerar o modelo de plataforma open source.

Isto não quer dizer que a marca mais valiosa do mundo precisará abrir mão de seu DNA disruptivo e sepultar as palavras de Jobs: “Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode”.

(*) Omarson Costa é formado em Análise de Sistemas e Marketing, tem MBA e especialização em Direito em Telecomunicações. Em sua carreira, registra passagens em empresas de telecom, meios de pagamento e Internet

Quase 2,5 milhões de pessoas já assinaram abaixo-assinado contra aumento para STF e PGR

Em atualização feita no início da tarde do sábado (10), já são 2,38 milhões as pessoas que assinaram o abaixo-assinado que pede para que o presidente Michel Temer (MDB) vete o reajuste salarial concedido nesta semana a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a chefes da Procuradoria-Geral da República. Criada na última quarta-feira (7), quando o aumento foi aprovado no Senado (veja como cada senador votou), a petição online ultrapassou a marca de duas milhões de adesões na manhã da sexta (9).

O número de duas milhões de assinaturas foi atingido em dois dias. Segundo o Partido Novo, responsável pela iniciativa, a meta é atingir três milhões de assinaturas antes que Temer analise os projetos de lei enviados pelo Congresso com os reajustes. A partir da data de publicação das matérias, o presidente tem 15 dias para vetar os projetos, parcial ou integralmente, ou sancioná-los sem vetos, dando-lhes validade legal.

Além de pedir assinaturas para a petição online, o partido também pede mobilização nas redes sociais por meio das hashtags #AumentoNão e #VetaTemer. Há também a convocação para manifestação contra o aumento para este domingo (11), em Brasília. Caso o presidente sancione os projetos de lei sem vetos, os salários dos ministros do STF, que representam o teto remuneratório do funcionalismo, passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, reajuste de 16,38%.

No texto da petição, o partido afirma que o plano dos parlamentares é aumentar o teto remuneratório constitucional para incrementarem os próprios salários e de outras funções públicas. O Novo afirma ainda que o impacto do reajuste nas contas públicas é de R$ 6 bilhões, mas não cita fonte da estimativa. Segundo estudo da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado, o impacto será de pelo menos R$ 5,3 bilhões.

“Vamos juntos chegar aos 2,5 milhões? Assine e compartilhe nossa petição online para que o presidente Michel Temer não sancione a lei. Vamos juntos mostrar que o Brasil não aguenta mais pagar a conta”, conclamou o partido na própria petição online.

Fonte: Congresso em Foco
Foto: Nelson Jr. / STF

“Governo não manda no Enem”, diz presidente do Inep

Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a educadora Maria Inês Fini foi taxativa ao comentar a natureza do exame. “Não é o Governo que manda na prova”, disse a doutora em Ciência, à frente do Inep desde maio de 2016.

Fundadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Inês concedeu entrevista ao grupo do jornal espanhol El País, que atua no Brasil, na última segunda-feira (5), cinco dias antes da transmissão de vídeo em que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), criticou uma questão do Enem relativa à espécie de dialeto falado por gays e travestis, o “pajubá” (veja abaixo a reprodução da questão, usada para abordar conhecimento técnico especificamente relacionado ao patrimônio linguístico brasileiro).

Na sexta (9), durante o registro de vídeo no Facebook, Bolsonaro disse que esse tipo de pergunta será excluído do Enem, e que sua equipe vai vistoriar as provas antes da aplicação.do exame, que dá a estudantes acesso a mais de 500 universidades públicas e privadas.

“Este tema, da linguagem particular daquelas pessoas… O que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras… um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso, agora?”, reclamou Bolsonaro, elencando as “ideologias de gênero” entre as questões que ele diz considerar desimportantes.

Bolsonaro e seus seguidores têm espalhado a versão de que universidades e escolas brasileiras promovem “doutrinação de esquerda” e fomentam a discussão sobre “ideologia de gênero”. As críticas são lançadas principalmente por meio de redes sociais (veja exemplo abaixo, no Twitter), mas também em entrevistas de TV e rádio.

Fonte: Congresso em Foco
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Equipe econômica de Bolsonaro não durará seis meses, projeta Cid Gomes

Senador eleito pelo PDT do Ceará, o ex-governador Cid Gomes até diz torcer para que o governo Jair Bolsonaro (PSL) dê certo, mas demonstra um pessimismo decorrente do realismo ao falar sobre o ministro escolhido para capitanear a política econômica a partir de 1º de janeiro de 2019, o economista e empresário Paulo Guedes. Para Cid, o estilo “truculento” do futuro superministro – ele abarcará as pastas da Fazenda e do Planejamento, no que será chamado de Ministério da Economia – o levará à queda prematura.

“A palavra que define melhor [o futuro governo] é imponderabilidade”, disse o engenheiro civil de formação, neste domingo (11), em entrevista ao programa Poder em Foco (SBT), apresentado pela jornalista Débora Bergamasco.

“Eu, sinceramente, não arrisco um prognóstico em relação ao governo Bolsonaro. Arrisquei, aqui, alguns palpites. Acho que a equipe econômica e o Bolsonaro não conseguirão se relacionar num período superior a seis meses”, acrescentou, ao final do programa de TV.

O Congresso em Foco integrou a bancada de convidados para sabatinar o pedetista. Instado a comentar não só o futuro do próximo governo, mas também o que está em curso no governo de transição, com ministro desautorizando colegas, Cid manifestou preocupação com os rumos do país – embora diga, por exemplo, que o Brasil não corre risco de reviver os “anos de chumbo” do golpe militar.

“Acho que, se não foi intencional, mas acabou sendo uma coisa extremamente importante para ele, Bolsonaro, foi a escolha do general Hamilton Mourão [PRTB] como vice. As pessoas vão pensar duas vezes antes de fazer um impeachment”, ironizou Cid, referindo-se ao oficial do Exército que, ainda em agosto, defendia intervenção militar caso o ex-presidente Lula (PT), preso e tornado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, conseguisse se candidatar nas eleições deste ano.

Dizendo-se preparado para a batalha que enfrentará com a extrema-direita no Congresso, Cid falou sobre temas espinhosos como o projeto escola sem partido (“Escola não deve ser espaço de aparelhismo partidário”), a escolha do juiz Sérgio Moro para a equipe ministerial (Justiça e Segurança Pública) e a relação que já começou tumultuada entre Paulo Guedes e os atuais membros do Congresso.

Informado pelo Congresso em Foco sobre a conversa “ríspida” que o economista travou com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), com o objetivo de pressioná-lo em nome da reforma da Previdência, o ex-governador lamentou o fato de que o futuro ministro Paulo Guedes, “em vez de tratar bem [os congressistas], é ríspido, grosseiro”.

Fogo amigo

Cid ganhou os holofotes na reta final da corrida presidencial ao cobrar do PT, em um palanque repleto de petistas e de uma plateia idem, um “mea culpa” pelos erros na condução do país com Lula e Dilma Rousseff. No dia seguinte, o senador eleito gravou vídeo em que explica a bronca nos petistas, mas reafirma voto no presidenciável Fernando Haddad.

Fonte: Congresso em Foco

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Bolsonaro volta a Brasília para agenda de transição de governo

O presidente eleito Jair Bolsonaro volta a Brasília nesta semana para intensificar a agenda de transição. Entre os temas prioritários desta semana na agenda do presidente eleito e de sua equipe estão reforma da Previdência, definição de novos ministros e reunião com a futura ministra da Agricultura em seu governo, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS).

Expectativa é que Bolsonaro defina nomes para comandar os ministérios do Meio Ambiente, Defesa, Saúde e Relações Exteriores nesta semana. Há alguns dias, ele afirmou que sua pretensão era definir os nomes ainda nesta semana, e reconheceu dificuldades para escolher seu ministro da Educação.

A futura ministra da Agricultura Tereza Cristina afirmou que considera fundamental adotar medidas para frear o que chamou de “indústria de multas” e proteger produtores rurais. O presidente eleito já afirmou, durante a campanha e após sua eleição, que pretende limitar demarcações de terras indígenas.

Reforma da Previdência

A equipe do presidente eleito quer aprovar algumas medidas da reforma da Previdência. Na semana passada, Bolsonaro recebeu uma série de propostas, mas disse não ter definido ainda quais vai levar adiante. Em seu Twitter, no fim da semana passada, negou que sua equipe seja a autora da proposta que prevê elevar para 40 anos o período mínimo de contribuição para o recebimento integral da aposentadoria.

Na mesma publicação, o presidente eleito também rechaçou a proposta de aumentar de 11% para 22% a alíquota do INSS. Bolsonaro destacou que a Previdência do setor público é a mais deficitária e precisa ser revista.

Em mais de uma ocasião, Bolsonaro disse que não quer ver o Brasil “transformado” em uma Grécia – onde os contribuintes tiveram que aumentar o pagamento do desconto linear para 30%, segundo Bolsonaro.

Reajuste

Considerado “inoportuno” pelo presidente eleito, Bolsonaro afirmou que, se fosse o atual presidente Michel Temer (MDB), vetaria o reajuste de 16% sobre o salário dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Senado aprovou o aumento na semana passada e precisa ser sancionado por Temer.

Fontes: Congresso em Foco com informações da Agência Brasil

Socioeducandos expõem artesanato no Polo Comercial de Caruaru

Quem se dirigir ao Polo Comercial de Caruaru nos fins de semana de novembro poderá conferir uma exposição de artesanato produzido durante oficinas de arte e cultura ministradas na Casa de Semiliberdade (Casem) Caruaru, uma das unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) no Agreste de Pernambuco. A mostra reúne móveis e itens de decoração feitos com cordas, pneus, retalhos de tecidos e outros materiais reaproveitados. O destaque fica por conta dos artigos natalinos, produzidos na mais recente oficina dentro da unidade. Tudo é feito pelos socioeducandos com a ajuda de voluntários que atuam como oficineiros.

Além de expostos, os produtos também podem ser adquiridos pelo público por preços que variam de R$ 2 a R$ 250. No catálogo há, por exemplo, pufes feitos com almofadas sobre pneus empilhados e pintados, que custam entre R$ 50 e R$ 60. Ainda há mesas de centro fabricadas com pneus revestidos por cordas, que têm preços a partir de R$ 220. Garrafas decoradas custam entre R$ 10 e R$ 12. Já os artigos natalinos foram confeccionados em feltro, em oficinas iniciadas em outubro por meio de uma parceria entre a Casem Caruaru e alunos do curso de Serviço Social do campus Caruaru da Universidade Paulista (Unip).

A exposição teve início na última sexta-feira (9) e seguirá aberta ao público neste sábado (10) e no domingo (11), sempre das 9h às 17h. A programação no Polo Comercial de Caruaru seguirá nos dois próximos fins de semana (de 16 a 18 de novembro e de 23 a 25 de novembro), no mesmo horário. No caso dos artigos natalinos, o retorno financeiro com o que for arrecadado será dividido: uma parte entre os socioeducandos participantes, e outra, destinada à compra de materiais para a realização de mais oficinas. “É uma oportunidade de apresentar à sociedade os trabalhos produzidos pelos adolescentes, valorizando o talento e as habilidades deles”, destaca a coordenadora geral da Casem Caruaru e idealizadora das oficinas de arte e cultura na unidade, Anabel Brandão.

Para o coordenador do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase, Normando Albuquerque, o evento acontece como culminância de um projeto estruturado e que reforça a vocação daquela unidade para o trabalho com artesanato junto aos socioeducandos. “A Casem Caruaru tem desenvolvido um trabalho consistente na produção de peças artesanais. É uma ação que demonstra um pouco das possibilidades criativas dos socioeducandos. Cada peça reflete um pouco do que eles trazem na bagagem e contribui para que eles passem a reconhecer o valor daquilo que vem deles e que a oficina faz aflorar”, avalia Normando.

Câncer de próstata é a neoplasia mais frequente no sexo masculino

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de próstata é o segundo mais comum entre homens – ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma – chegando a 68.220 novos casos diagnosticados no país. Ao receberem o diagnóstico do câncer de próstata, muitos homens se questionam sobre as causas da doença e os possíveis tratamentos que podem ser seguidos. No começo, pelo fato dos sintomas serem silenciosos, o câncer de próstata é de difícil diagnóstico, já que a maioria dos pacientes apresentam indícios apenas nas fases mais avançadas da doença.

Segundo Dr. Andrey Soares, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, casos familiares de pai ou irmão com câncer de próstata, antes do 60 anos de idade, podem aumentar o risco em 3 a 10 vezes em relação à população em geral. “A neoplasia afeta somente os homens, já que é uma glândula que faz parte exclusivamente do aparelho reprodutor masculino. Parentes de primeiro grau com tumor de próstata, em idade jovem são fatores de risco. Em alguns casos, apesar de discutível, a má alimentação pode ser um fator que aumenta as chances da doença se desenvolver”, explica.

Quando aparentes, os primeiros sintomas que são detectados no câncer de próstata podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula como dificuldade para urinar seguida de dor ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Em fases mais avançadas da doença, é possível a presença de sangue no sêmen e impotência sexual, além de sintomas decorrentes da disseminação para outros órgãos, tal como dor óssea nos casos de metástases ósseas.

Por ser difícil de ser diagnosticado, é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam o exame clínico (toque retal) e o PSA anualmente para rastrear o aparecimento da doença. O PSA é uma proteína especifica produzida pelas células da glândula (presente apenas em homens) e cuja taxa, em média, deve ser de quatro nanogramas por mililitro. Uma alteração deste valor para números mais elevados, um aumento muito rápido entre duas medidas, ou até mesmo valores menores, porém em pacientes jovens e com próstata pequena pode ser um indicativo do câncer e é importante aliado para a detecção da condição em sua fase inicial, quando ainda é assintomática.

Quando estas alterações aparecem e há uma suspeita da doença no organismo do homem, é indicada uma biópsia através de ultrassonografia transretal para a confirmação do diagnóstico.

Entenda os possíveis tratamentos da doença

O tratamento depende do estágio e da agressividade em que a doença se encontra. Eles devem ser projetados individualmente para cada paciente de acordo com o seu quadro clínico pessoal. No caso em que a doença se encontra no estágio inicial e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupar os mesmos de algumas toxicidades que o tratamento causa. Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associadas ou não a bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) pode ser realizada com boas taxas de resposta positiva. “Após realizarem a cirurgia, em alguns casos é necessário realizar o procedimento de radioterapia pós-operatória para a diminuição do risco de recaídas”, completa Dr. Andrey.

Quando os pacientes apresentam metástases, diversos tratamentos podem ser realizados com excelentes resultados como o bloqueio hormonal, a quimioterapia, novos medicamentos que controlam os hormônios por via oral e também uma nova classe de remédios que são conhecidas como radio isótopos, partículas que se ligam no osso e emitem doses pequenas de radioterapia nestes locais.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO , unidade São Paulo do Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional composta por: psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, farmacêuticos clínicos, enfermeiros, reflexologistas e médico especializado em Medicina Integrativa. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui acreditação Canadense nível diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui também uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, proporciona a educação médica continuada ao corpo clínico do CPO e médicos especialistas, com aulas e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com 55 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado na melhor prática clínica.

Projeto oferece cursos na área da beleza para detentas de Florianópolis

O projeto de extensão Doutores da Beleza, promovido pelo curso de Estética e Cosmética da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Florianópolis, passará a oferecer, na próxima semana, cursos gratuitos de embelezamento de unhas, sobrancelhas e depilação para detentas do presídio feminino localizado no bairro Agronômica, na Capital.

O foco do trabalho é proporcionar formações que contribuam com a ressocialização gerando oportunidade para que as detentas, daquela unidade, ao concluírem a pena, possam trabalhar de forma autônoma, ou como prestadoras de serviços em salões de beleza, garantindo renda longe da criminalidade. A atividade contribui, também, para a redução da pena.

A primeira turma contará com 20 participantes. Elas farão o curso de “Depilação com linha”, que terá 12 horas de aulas e será ministrado pela professora Silmara Mendes Hoepers, responsável pelo projeto, nas terças-feiras, entre os dias 13 e 27 de novembro, das 13h30 e 17h30.

Além dessa frente de atuação, o projeto Doutores da Beleza oferece, ainda, formações na área de estética para geração de renda de mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade, principalmente no entorno do Campus da Univali em Florianópolis, abrangendo os bairros Saco Grande, Monte Verde, João Paulo, Trindade, Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Ratones, Canasvieiras e Ingleses.

Ao longo do último semestre, na região, foi oferecido o curso de “Embelezamento de Sobrancelhas” e os cursos de “Auxiliar de Cabeleireiro” e “Depilação com Linha”, que encerram-se até o final de novembro. Todos são gratuitos e com taxa de empregabilidade de 90%. Novas turmas, no entanto, serão oferecidas apenas em fevereiro.

As inscrições, para todos os cursos, devem ser feitas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Saco Grande, localizado na Rua Brejaúba, 61, no bairro Monte Verde, em Florianópolis. As aulas ocorrem nas terças e quartas-feiras, nas dependências do Campus da Univali localizado às margens da SC401, no bairro Saco Grande, também na Capital.

Programa, que existe desde 2007, promove voluntariado e capacitação

Levar cuidados estéticos e carinho para pessoas que dificilmente têm ou terão essa oportunidade era o foco principal do projeto Doutores da Beleza, quando foi criado, em 2007, no curso de Estética e Cosmética do Campus Florianópolis.

Ao longo dos anos, a experiência de professores e alunos se transformou em cortes de cabelo, maquiagens e massagens para quem estava em asilos, creches e hospitais de Florianópolis e regiões próximas.

A proposta ganhou novos contornos, em 2012, ampliando sua atuação para a capacitação que permitisse aos participantes ter uma fonte para geração de renda, explica Silmara Mendes Hoepers, professora do curso de Estética e Cosmética da Univali e responsável pelo projeto. Com isso, apenas em 2017, pelo menos, 200 pessoas foram beneficiadas.

Ela relata que quase 30% dos alunos do curso de Estética e Cosmética, do Campus da Univali em Florianópolis, participam das ações voluntárias, que ainda ocorrem e que serão intensificadas entre os dias 1º e 14 de dezembro: “Mesmo as pessoas que trabalham e estudam a semana inteira encontram tempo nos finais de semana para cooperar. Não é fácil, mas é gratificante”, conclui.

Futuro do trabalho: relações trabalhistas serão guiadas por projetos

Por Paulo Exel

A revolução digital está transformando as relações de trabalho. Historicamente, a tecnologia sempre transformou as empresas, seja adotando novos processos e modelos de produção, seja automatizando funções operacionais. O que vemos agora é que as mudanças irão chegar às relações de trabalho e, ao que tudo indica, o futuro do trabalho será guiado por projetos.

Apesar de parecer algo novo, o trabalho por projeto é algo usado há bastante tempo no mercado de marketing, publicidade e principalmente tecnologia. Consiste no modelo de trabalho onde a contratação de profissionais é feita por tempo determinado, tendo como referência o projeto que precisa ser desenvolvido, as competências e experiências de cada integrante que irá compor os times e levando em consideração as fases de início, meio e fim. O mercado utiliza muito o termo job para descrever esse tipo de relação.

Mesmo parecendo um cenário distante, é possível que as relações de trabalho migrem para esse modelo que tende a crescer muito nos próximos anos. Isso porque contratar os profissionais de acordo com a demanda, vinculados a projetos é uma excelente forma de gerenciar os recursos (humanos e financeiros), além de proporcionar flexibilidade para manter a equipe sempre atualizada com conhecimento

Do ponto de vista das empresas, contratar por demanda significa manter o recurso sempre ativo, diminuindo o risco de ociosidade nas equipes. Uma vez que o profissional é contratado para entregar determinada solução, ou implantar um projeto específico, é possível estimar uma quantidade de hora que irá empregar e o quanto isso custará. Mesmo que alterações sejam feitas ao logo do tempo, e o projeto atrase por inúmeros fatores, é muito mais fácil mensurar o ROI – Retorno Sobre Investimento – de cada iniciativa. A previsibilidade no orçamento é talvez uma das maiores vantagens para a empresa, já que em uma gestão de projetos é possível planejar os recursos que serão destinados e prever se o investimento valerá a pena.

No entanto, é necessário realizar o contraponto. Ao terminar os projetos, se a empresa não tiver uma boa governança, é possível que a história e o conhecimento gerado ao longo do processo se perca junto com a saída dos profissionais. Os erros e acertos do percurso em cada trabalho são valiosos para a história corporativa, já que essa se constrói ao longo das entregas que realiza. Em um cenário onde a força de trabalho é contratada sobre demanda, as empresas têm um grande desafio: registrar e manter “dentro de casa” o histórico e a memória empresarial.

Na perspectiva dos profissionais, o futuro do trabalho guiado por projetos também tem inúmeras vantagens. Até porque os interesses de carreira devem evoluir no mesmo sentido, principalmente pautados pela flexibilidade, autogerenciamento de tempo e propósito. Os profissionais irão se conectar e desconectar a tarefas que estejam alinhadas aos seus objetivos de vida. Participar ou não de projetos será uma decisão pessoal e, certamente, muito além do dinheiro, fatores como tempo, desafio profissional, networking e portfólio serão condições a serem avaliadas.

Do ponto de vista da carreira, essa mudança será muito interessante para trazer mais autonomia para os profissionais. Veremos grandes mudanças, inclusive para as áreas de recrutamento, já que o currículo não estará mais baseado em empresas onde cada um trabalhou, mas que tipo de projetos cada candidato participou, os resultados que foram entregues e como o profissional apresenta o próprio portfólio de experiências. A trajetória profissional vai aproximar as pessoas ao empreendedorismo, já que cada um terá que gerenciar seu próprio negócio, incluindo desde alimentar um pipeline de clientes, gestão financeira, entregas, metas e resultados.

É claro que entre as desvantagens está nossa cultura de relação trabalhista e de construção de carreira que, mesmo com todas as mudanças propostas pela revolução digital, ainda é muito baseada em crescimento hierárquico e no pensamento cartesiano de ficar anos dentro da mesma empresa. Vencer essa barreira cultural é algo que precisa ser conquistado tanto por parte das empresas quanto por parte dos profissionais.

Certamente o futuro do trabalho reserva grandes mudanças para as relações entre empresas e profissionais. Estar pronto para essas transformações separa os profissionais que irão se adaptar e colher as vantagens dessa mudança de mindset do que os que irão apenas lamentar a falta de oportunidades.

Paulo Exel é diretor de operação da Yoctoo, formado em Administração de Empresas, possui MBA executivo em Gestão de Negócios e tem certificação em coaching. Exel tem mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de Tecnologia, Digital e Vendas.

Plataforma digital do SENAI auxilia jovens na escolha da carreira

Seguir uma carreira profissional de sucesso é o sonho de muitos jovens. Mas antes, é preciso escolher a profissão que vão seguir. Nesse sentido, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) abriu oportunidades por meio de uma plataforma virtual para ajudar essas pessoas na escolha de uma profissão na Indústria. É a proposta do Mundo SENAI. O serviço já está disponível em site na internet e aplicativo (hiperlinks). Foi apresentado, recentemente, a jovens que participaram de workshops e palestras nas unidades da instituição de todo o País.

Com um contexto de realidade do mercado de trabalho, o Mundo SENAI também possui vagas de emprego e estágio, guia de profissões da indústria e informações sobre cursos qualificantes. Entre palestras, oficinas, minicursos, visitas a laboratórios e outras didáticas, os participantes são orientados a escolherem as áreas de atuação mais adequadas de acordo com o perfil pessoal.

Oficina durante o Mundo Senai na unidade de Taguatinga-DF

A ferramenta analisa 92 características socioemocionais do usuário, como: extroversão, amabilidade, autodisciplina, entre outras. Dessa forma, é traçado o perfil profissional e os cursos do SENAI mais parecidos com a pessoa. A plataforma ainda disponibiliza um guia de profissões sobre as funções dos profissionais da indústria e a média salarial de cada carreira.

Na opinião do diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, as características socioemocionais têm papel essencial para o “jovem ter uma boa evolução no mundo do trabalho, até quais são as competências necessárias, faixas de salário, os cursos que ele tem que fazer. E também, de que maneira as profissões estão sendo mais valorizadas, com maior empregabilidade e são mais flexíveis. Tudo isso, ele (jovem) vai encontrar no Mundo Senai”, comenta.

Ele ainda explica qual o tipo de profissional que as empresas buscam nos jovens. “Elas vão buscar profissionais que tenham criticidade, que saibam analisar informações, interpretar dados. Esse certamente será o contexto determinante na atuação das empresas ao preencherem os seus quadros”.

Os eventos de apresentação do Mundo SENAI envolveram, por exemplo, uma palestra na unidade do SENAI em Camaçari (BA), de como se portar em uma entrevista de emprego; um debate sobre planejamento de carreira na escola SENAI Nadir Dias de Figueiredo, em Osasco (SP); e uma discussão de especialistas na unidade de Itaperuna (RJ), sobre o profissional que as empresas buscam.

Os interessados ainda participaram de oficinas e minicursos práticos. Um exemplo é o Instituto SENAI de Tecnologia em Calçado e Logística em Novo Hamburgo (RS), que ensina como confeccionar uma sapatilha. Já no Centro de Tecnologias em Informática Aluízio Alves, em Natal (RN), os participantes aprendem a criar um aplicativo para celular durante um minicurso.

Palestras também fazem parte da programação do Mundo SENAI

Os cursos do SENAI preparam trabalhadores para 28 áreas da indústria brasileira, indo da iniciação profissional até a pós-graduação tecnológica. Desde 1942, quando iniciou suas atividades. Mais de 73 milhões de trabalhadores já foram formados pela instituição desde 1942.

As novas tecnologias da Indústria 4.0 também são temas durante palestras do evento, temas como inteligência artificial, realidade virtual e aumentada estão em discussão.

São mais de 540 unidades da instituição fixas e 452 móveis pelo País. Além de duas barcos-escola Samaúma na região Amazônica. Então oportunidade é o que não falta para quem busca participar do Mundo SENAI.

O Mundo SENAI pode ser acessado, na internet, no endereço www.mundosenai.com.br. Também pode ser baixado gratuitamente em forma de aplicativo. Está disponível para smartphones dos sistemas Android e IOS.