PMC realiza capacitação para coordenadores da rede municipal de ensino

Coordenadores da rede municipal de ensino de Caruaru estão recebendo uma capacitação nesta terça (29). O objetivo do encontro é fazer uma integração para o ano letivo de 2019, que começa no dia 6 de fevereiro. Temas como inclusão social foram abordados.

“Os coordenadores são responsáveis pela articulação junto aos professores. Eles precisam se apropriar de todo processo, da observação da sala de aula, do acompanhamento pedagógico, da política de formação continuada. Tudo isso para que o planejamento possa de fato dialogar com as necessidades de cada escola”, destacou a secretária de Educação do município, Marta de Medeiros.

Para a coordenadora Ana Maria, da Escola Franceline Guilherme, o evento é muito importante por tratar de um tema como a inclusão social. “Temos que acolher todas as crianças e para isso temos que estar preparados. A gente tem que ter todo cuidado para recebê-las”, disse.

Maria da Paz, coordenadora da Escola Professor Augusto Tabosa, busca ter mais conhecimento sobre como efetivar a aprendizagem dos alunos com deficiência. “Como coordenadora, o que espero exatamente é que a gente tenha um alinhamento para saber como podemos apoiar, enquanto coordenador, os professores assistentes”.

Funase contratou número recorde de agentes socioeducativos

A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) contratou, em 2018, um número recorde de agentes socioeducativos para dar apoio às atividades desenvolvidas junto aos adolescentes e jovens atendidos nas 24 unidades da instituição. Ao todo, foram admitidos 608 profissionais dessa categoria. Só na Região Metropolitana do Recife (RMR), 496 vagas foram preenchidas. Quando se considera os últimos quatro anos, esse total é ainda mais expressivo: 1.698 novos agentes socioeducativos. A recomposição do quadro de pessoal é um dos avanços possibilitados pelo Plano Emergencial do Sistema Socioeducativo, elaborado em 2017.

A atuação dos agentes socioeducativos nas unidades da Funase é essencial, uma vez que esses profissionais desempenham ações como o acompanhamento de atividades pedagógicas desenvolvidas com os socioeducandos dentro e fora do ambiente de cumprimento da medida. A recomposição do quadro de pessoal foi possível por meio da realização de seleções simplificadas em municípios como Caruaru, Vitória de Santo Antão e Arcoverde, além de um certame na RMR, onde há a maior concentração de unidades. Os novos profissionais foram capacitados no Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos de Pernambuco (Cefospe). No fim de 2018, ainda foi aberta uma seleção com 12 vagas para Timbaúba, com resultado previsto para os próximos dias.

O Plano Emergencial do Sistema Socioeducativo ainda possibilitou que outras ações de valorização fossem postas em prática, como o reajuste salarial concedido a agentes e assistentes socioeducativos, de 20%, em 2017, e de mais 20%, em 2018. No ano passado, eles também passaram a contar com carteiras funcionais, que facilitam a identificação quando é necessário o acesso a instituições de ensino, de saúde e outros locais onde precisem acompanhar socioeducandos. Esses profissionais também participaram de capacitações específicas. Mais de 300 fizeram cursos que abordaram defesa pessoal, gerenciamento de crises e o manuseio de novos equipamentos de segurança, como detectores de metal de solo usados para varreduras nas unidades socioeducativas.

Para a presidente da Funase, Nadja Alencar, ações como essas, que estarão contidas no Balanço Anual de 2018 da instituição, mostram como a execução do que está previsto no Plano Emergencial do Sistema Socioeducativo vem melhorando o atendimento aos adolescentes e jovens. “Fizemos uma contratação de quase 500 agentes somente na Região Metropolitana e isso tem possibilitado que a Funase atue com um número de profissionais muito equilibrado em relação às diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), respeitando a proporção de um agente para quatro adolescentes. Ainda há muito o que ser feito, mas temos convicção de que as ações já adotadas vêm valorizando o trabalho dos profissionais da nossa instituição”, destaca.

Evolução do número de agentes socioeducativos contratados

2015: 387

2016: 318

2017: 385

2018: 608

Total dos últimos quatro anos: 1.698 agentes contratados

Imagem: Divulgação/Funase

Academia da Saúde, no bairro Vassoural, voltou a funcionar

Os moradores do bairro Vassoural voltaram as atividades na Academia da Saúde ontem (28), após um período de pausa para reforma no local. O espaço ganhou melhorias em sua estrutura, como paredes, janelas, banheiro, portões e pintura.

A Academia da Saúde faz parte do cronograma de atividades proposto pelo Ministério da Saúde através da Secretaria de Saúde de Caruaru e oferece aulas de dança, pilates, funcional e auricoloterapia. As atividades acontecem pela manhã, a partir das 6h, de segunda a quinta, e no período da tarde, de segunda a sexta, a partir das 15h.

“Qualquer pessoa do bairro pode participar, basta comparecer a Academia da Saúde no horário das aulas, levando documento de identificação, e marcar a avaliação física. O cronograma com todas as atividades e horários fica exposto na própria academia”, explicou a coordenadora do programa, Geórgia Galvão.

Atualmente, Caruaru conta com três Academias da Saúde nos bairros José Carlos de Oliveira, Vassoural e São João da Escócia.

Artigo – Brasileiro ainda lê pouco e mal

Trinta por cento dos brasileiros nunca compraram um livro. O dado vem da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. O estudo também mostra que a média de leitura per capita nacional é de 4,96 livros ao ano – levando em consideração apenas os livros lidos por completo, o índice cai para 2,43. A leitura enquanto hábito ainda é uma dificuldade do Brasil e traz diversos reflexos, não só de ordem cultural, mas de formação social e linguística.

Apesar de um pequeno avanço (na pesquisa realizada em 2011, cada brasileiro lia em média 4 títulos por ano), se retirados os livros didáticos da conta de leitura anual, a média per capita cai para 2,9 livros anuais, patamar muito aquém dos países desenvolvidos: na França, o número é de 7 obras por ano; nos Estados Unidos, 5,1 e na Inglaterra, 4,9. Essa diferença é realçada por outro levantamento, desta vez do Banco Mundial, que aponta que os estudantes brasileiros devem levar cerca de 260 anos para atingir a qualidade de leitura de alunos de países desenvolvidos. Essa lentidão acarreta uma grave crise de aprendizagem.

Mas de onde vem toda essa dificuldade de afeição à leitura? A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) preconiza que só há leitura onde esta é um hábito nacional e esse hábito vem de casa, além de haver o estímulo à formação de novos leitores. Dá para ver aí o porquê de toda a dificuldade do Brasil.

É certo que não há só uma origem, mas uma conjunção de fatores que minam o apreço do brasileiro pelos livros. O que considero mais grave é mesmo a falta de hábito, da cultura do ler. Não somos incentivados a ler – ao menos, não da forma correta, aparentemente. Ainda mais, a importância e até a “magia” da leitura não nos é mostrada como deveria. Nas escolas, livros paradidáticos são empurrados à força para os estudantes, que precisam lê-los e decorá-los apenas com vistas a conseguir uma boa nota na prova. Além disso, os livros considerados “clássicos” a que somos submetidos ainda na adolescência possuem linguagem e, às vezes, até temas inadequados para mentes de 13 a 18 anos. E quando os primeiros contatos com as páginas não são proveitosos, dificilmente o estudante irá buscar outras obras. Especialistas hoje já recomendam que se reveja a lista dos clássicos abordados nas escolas, com títulos mais recentes e até menos volumes, para que cada publicação possa ser melhor analisada.

Admiro iniciativas – e há várias espalhadas pelo país – que tentam tornar a leitura uma experiência prazerosa e lúdica, para além da formalidade. Contação de histórias, estudo aprofundado de obras, integração de recursos como teatro e música são algumas das saídas que escolas e instituições têm achado para promover o hábito de ler. Estas deveriam se tornar padrão nacional. A educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país e ela passa, inexoravelmente, pela leitura. Quando tivermos melhores leitores, certamente teremos melhores egressos deixando as escolas – sejam públicas ou privadas. Isso porque a leitura estimula o pensamento e a imaginação, mas também a criticidade e a reflexão sobre a realidade.

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

Câncer de ovário tem sintomas discretos e pode evoluir rapidamente

Pouco se ouve falar sobre câncer de ovário, mas atualmente é considerado o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado em fases iniciais e por isso, combatido. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), serão registrados em 2018 no Brasil aproximadamente seis mil novos casos de câncer de ovário, sendo que cerca de 70% destes, o diagnóstico se faz em estágios avançados da doença (III e IV).

De acordo com Dra. Michelle Samora, oncologista do Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, o câncer de ovário possui maior incidência principalmente em mulheres acima dos 60 anos e o risco de uma mulher desenvolver este câncer ao longo da vida é de 1,3%.

Entre os fatores que contribuem para um risco aumentado desta doença estão a primeira menstruação precoce (abaixo dos 12 anos), menopausa tardia (acima dos 52 anos), obesidade e tabagismo. Por outro lado, a gravidez, a amamentação e o uso de contraceptivos orais agem reduzindo o risco de do câncer de ovário. “Estudos recentes demonstraram que mulheres que fizeram uso contínuo de anticoncepcionais por período superior a cinco anos, houve uma diminuição em até 60% da incidência deste de câncer”, diz Dra. Michelle Samora.

Cerca de 15% dos tumores ovarianos são decorrentes da predisposição genética hereditária, herdada de pai ou mãe. No entanto, a especialista ressalta que as mutações genéticas que predispõe ao câncer de ovário podem não se limitar a mulheres com uma forte história familiar da doença. De fato, cerca de 1/3 das pacientes portadoras da mutação do gene BRCA (principal gene envolvido no surgimento desta doença) não apresentam sequer um familiar portador de câncer! É por este motivo que ao se realizar o diagnóstico de câncer de ovário, todas as mulheres devem ser testadas geneticamente.

Aquelas mulheres sabidamente portadoras de mutação no gene BRCA tem um risco de desenvolver o câncer de ovário ao longo da vida de 25 a 45%, muito acima do risco de uma mulher não portadora de alteração genética. “Nesta situação, é possível indicar medidas como a cirurgia preventiva de retirada dos ovários e tubas uterinas, uma vez que este procedimento reduz em 96% o risco de desenvolvimento do câncer de ovário. Esta é uma decisão que deve ser tomada de forma conjunta pela paciente e seu médico”, pontua a oncologista do CPO.

Fique atento aos possíveis sinais e aos tratamentos

Pouco se sabe sobre o mecanismo ou tempo de progressão do câncer de ovário localizado para o disseminado. E, até o presente momento, não há exames indicados para triagem do câncer de ovário na população em geral ou naquelas portadoras de mutação no gene BRCA – mesmo com várias modalidades de exames já avaliados, incluindo ultrassom, exames de sangue ou mesmo tomografia anuais.

O sintoma do câncer de ovário é discreto e demora a se manifestar. Por isso, na maioria dos casos, é diagnosticado tardiamente, quando a doença já se espalhou pelo aparelho reprodutor e outros órgãos abdominais. Quando aparentes, pode ocorrer um aumento do volume abdominal, dor, alterações no ciclo menstrual, no hábito urinário e intestinal.

“O problema é que os sintomas, quando aparentes, são parecidos com os desconfortos do dia a dia da mulher e, na maioria dos casos, são deixados de lado. Por isso, é recomendado que a mulher procure um especialista caso perceba qualquer alteração, mesmo que pareça usual.”, afirma Dra.Michelle Samora.

A definição do tratamento para pacientes com câncer de ovário depende do tipo e estágio da doença. “Em linhas gerais, a cirurgia ainda é o principal tratamento e a quimioterapia pode ser indicada, dependendo do caso, antes e/ou após a intervenção cirúrgica”, explica Dra. Michelle Samora. “Em casos selecionados do desenvolvimento do câncer de ovário em idade fértil, o tratamento visando a manutenção da fertilidade feminina, deverá ser particularizado” finaliza a oncologista.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes. O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Segunda temporada da Super Mix Itinerante passará por quatro municípios de Pernambuco

Destaque no calendário da Super Mix no ano passado, a versão itinerante da feira acontecerá novamente em 2019. Dessa vez, a caravana passará por quatro municípios pernambucanos, levando capacitações e rodada de negócios com empresas importantes do mercado local. Entre abril e agosto, Carpina, Palmares, Caruaru e Salgueiro serão visitadas pela Super Mix Itinerante.

O tour tem início no mês de abril, quando a Itinerante chega a Carpina. Em maio, é a vez de Palmares receber a feira. Já em julho, Caruaru receberá a Itinerante, que terá ainda uma última parada em Salgueiro. O objetivo é reunir o varejo, agentes de distribuição e os setores de hotelaria, alimentos e bebidas, padarias, farmácias, delicatessens, lojas de conveniência, indústria – um dos principais setores para desenvolvimento do País – e outros segmentos de expositores para fortalecer e estreitar os laços profissionais.

“Lançamos a Super Mix Itinerante no ano passado e conseguimos atingir o nosso objetivo, que é criar um diálogo entre as empresas dos diversos municípios pernambucanos, trazendo mais empresários do interior, sejam eles de grandes ou pequenos negócios, para a grande feira que é a Super Mix, em setembro. Identificamos o que podia ser melhorado, então essa segunda edição vem ainda com mais novidades e inovações para os nossos parceiros”, explica a coordenadora da feira, Paula Valéria.

O objetivo da Super Mix Itinerante é promover palestras sobre temas atuais relacionados ao setor atacadista distribuidor, rodadas de negócios entre agentes de distribuição, empresários e profissionais do ramo e apresentar ainda uma amostra da 14ª edição da feira de negócios, que acontecerá de 24 a 26 de setembro, no Centro de Convenções, no Recife. O evento itinerante passou pelas cidades de Petrolina, Serra Talhada, Salgueiro, Caruaru, Carpina e Palmares em 2018, movimentando R$ 1,5 milhão em negócios.

A feira de negócios Super Mix é o principal evento do setor atacadista e supermercadista do Norte/Nordeste. O evento, que chega à sua 14ª edição, é uma oportunidade única para a geração de negócios, demonstração de novos produtos, tendências e soluções para o setor. A mudança comportamental do consumidor, que tem sido um catalisador para o varejo, será a principal discussão levantada pela Super Mix Neste ano.

Cada vez mais exigentes, os clientes querem marcas que não apenas ofereçam soluções, mas apoiem suas ideias e estilos de vida. Isso tem ficado cada vez mais evidente nas transformações do mercado econômico pernambucano. O espaço ainda é de experimentação e setor busca se adaptar e conhecer novos caminhos que podem trazer retorno para os seus negócios.

O momento é de transição. As lojas já não têm mais estoque, são cada vez menores e se tornaram espaços de conveniência, oferecendo produtos e serviços dos mais variados segmentos. Inovação é a palavra-chave para se destacar neste novo cenário, que será amplamente explorado pela feira.

Datas da Super Mix Itinerante

11 de abril – Carpina

9 de maio – Palmares

11 de julho – Caruaru

8 de agosto – Salgueiro

Como lidar com os primeiros dias de aula

Meu filho vai para a escola. E agora? O início das aulas pode até trazer um alívio na rotina da família, mas para quem vai enfrentar a tarefa pela primeira vez, o desafio pode ser grande. A inserção na escola pode ser considerada a primeira experiência de vida social e cultural das crianças, longe da presença constante dos pais ou responsáveis. Esse novo ambiente traz também oportunidades para desenvolver relações sociais e noções importantes de convivência para os pequenos. Para os pais, é um momento que mistura a ansiedade da separação e o sentimento de orgulho de ver a filha ou filho crescer e ganhar autonomia.

Ana Paula Detzel, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Santa Maria, de Curitiba (PR), explica que diante desse desafio, a reação de cada criança varia muito e depende de diversos fatores. “Algumas crianças choram, outras podem demonstrar atitudes agressivas ou de isolamento e algumas tiram de letra, mostrando-se tranquilas e confiantes. Diante dessas mudanças é compreensível que os pais também sofram. Cabe à escola, em parceria com os pais, buscar recursos para amenizar o sofrimento durante a fase de adaptação, tornando este período mais ameno, alegre e prazeroso possível”. Para que essa transição aconteça de forma tranquila, Ana Paula listou algumas dicas:

1 – O diálogo com os professores e educadores da escola é fundamental. Uma conversa antes do primeiro dia de aula é um estímulo para que o professor faça um planejamento prévio, para que saiba como agir com cada um de seus alunos e, ao mesmo tempo, garante a tranquilidade que os pais precisam para agir conforme as orientações da escola. Essa tranquilidade, por parte dos responsáveis pelos pequenos, facilitará a chegada na escola.

2 – Visitar a escola com as crianças antes do início das aulas, mostrando os espaços e, principalmente, deixando claro que a escolha do local é motivo de muita alegria para os pais, é um movimento interessante. A criança percebe facilmente quando seus pais estão mais tranquilos e quando a escola está pronta para recebê-los.

3 – Levar a criança para participar da compra dos materiais, para experimentar o uniforme, escolher a lancheira e a mochila também são movimentos facilitadores para o início da formação de vínculos, tão fundamental para uma vida escolar de sucesso.

4 – Poucos dias antes do começo das aulas, é importante conversar com a criança de uma forma simples e direta, contando que escolheram a escola com muito carinho e que ela vai se divertir muito, fazer novos amigos, conhecer novas brincadeiras e que os professores estarão sempre ajudando para aquilo que elas precisarem. Mesmo as crianças muito pequenas precisam participar desse diálogo, para que se sintam acolhidas e seguras.

5- Levar um objeto de transição, bichinho de pelúcia, paninho, chupetas, foto dos pais ou algo que seja de apreço da criança, poderá ajudá-la nos momentos em que se sentir insegura, auxiliando no processo.

Ana Paula lembra que mesmo diante de toda a preparação, quando o primeiro dia de aula chega, as crianças que até o momento mostraram-se alegres, podem reagir com insegurança. “Nesse momento a determinação dos pais é de fundamental importância. Reafirmar que logo voltarão para buscá-las e estar alinhados com os professores é essencial para o sucesso do processo”, explica.

A frequência diária é muito importante, evitando faltas ou atrasos, para que a criança comece a perceber a rotina da qual fará parte e, consequentemente, sinta-se segura como alguém que faz parte dessa rotina, desse espaço.

É importante lembrar que cada criança é única e demanda ser atendida dentro de suas necessidades. Não existe um tempo padrão para o período de adaptação na escola. Por último, Ana Paula ressalta que chorar não significa que a criança não goste da escola mas sim, que está se adaptando. “É um mundinho novo que lhe trará muitas aprendizagens e alegrias futuramente”, garante.

Sobre a Rede Marista de Colégios

A Rede Marista de Colégios (RMC) está presente no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada ao mercado. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br

Dicas para não descuidar das finanças no Carnaval

Muita gente conta os dias para a chegada do Carnaval e se divertir nos bloquinhos, mas há quem prefira aproveitar os dias de folga para viajar. No entanto, para isso é preciso colocar tudo na ponta do lápis e saber quanto será possível gastar com passagens, hospedagem, passeios e alimentação. Quando falta organização financeira, as contas podem sair do controle e se transformar em dívidas atrasadas que são uma verdadeira bola de neve.

Neste ano o Carnaval será nos dias 4 e 5 de março e ainda há tempo para se programar. Deixar de se divertir por estar sem dinheiro não é mais desculpa, pois existem fintechs que fazem empréstimos a partir de 200 reais de forma rápida, sem burocracia e 100% online, como é o caso da Ferratum. A startup libera o dinheiro na conta em até 24 horas permitindo curtir o Carnaval de forma organizada, sem apertos financeiros. Veja algumas dicas para aproveitar ao máximo o feriado mais aguardado do ano.

Confira:

1 – Estabeleça um limite de gastos

Existe a velha máxima: ‘Nunca dê um passo maior do que as pernas’. Com dinheiro é a mesma coisa: não gaste mais do que tem. Crie uma planilha com os gastos mensais fixos como aluguel, condomínio, luz e até cartão de crédito e faça um controle mensal do que é possível diminuir e até cortar. Assim você saberá quanto sobra para gastar com lazer e se programa para não extrapolar com a viagem do Carnaval.

2 – Pesquise antes de fechar negócio

Precipitar-se comprando a primeira oferta que aparece nunca é um bom negócio para o bolso. Muitas vezes uma passagem pode sair pela metade do preço em outra companhia aérea ou em um horário com menor procura. Isso também vale para hotéis, hostels e pousadas. Deixar para comprar em cima da hora também não é boa ideia, pois tudo fica muito mais caro. O ideal é se planejar e comprar passagens e reservar hotel com antecedência de pelo menos dois meses.

3 – Aproveite para conhecer destinos menos badalados

No Carnaval e em outros feriados, as pessoas geralmente optam por viajar para cidades famosas pelas festas como Rio de Janeiro, Salvador, Olinda e Recife, o que encarece bastante o valor de passagens e hospedagem destes lugares. Mas em um país tão grande quanto o Brasil, existe um sem número de destinos interessantes e bem mais em conta para conhecer, basta procurar. Existem opções de locais para amantes da natureza, para quem quer curtir praia, se refugiar na montanha e até mesmo passear no shopping. O melhor de tudo é que será bem mais barato!

4 – Viaje com um grupo de amigos

Transporte, alimentação, gasolina, diária de hotel são apenas algumas das despesas que temos quando viajamos. Aproveite a animação do carnaval para convidar os seus amigos e familiares para a viagem. Neste caso, quanto mais pessoas viajarem, melhor, pois será mais economia para o seu bolso. Isso sem contar que a diversão será muito maior, não é mesmo?

5 – Curta os blocos e festas da sua cidade

Se você fez as contas e a viagem está fora de cogitação, aproveite as atrações de sua própria cidade. Muitas promovem festas e blocos que garantem a diversão em todos os dias de festa. Claro que ainda haverá gastos com drinks, fantasias, locomoção e uns lanches, mas no final sairá muito mais em conta do que viajar e o melhor: as finanças ficarão sob controle.

Sobre a Ferratum

Ferratum é uma fintech multinacional fundada em 2005 na Finlândia, foi uma das primeiras empresas no mundo a oferecer crédito online com tecnologia inovadora. No Brasil oferece uma plataforma 100% online para solicitar empréstimos de forma rápida e sem burocracia.

Artigo – O Canudinho e Brumadinho

Foi na sexta-feira, hora do almoço. Pedi um suco no restaurante que frequento e fui informado pelo garçom de que os canudinhos agora são proibidos. Resignado, pedi então algo com que pudesse mexer o adoçante que eu havia colocado no copo e logo recebi uma colher. Procurei me informar na internet sobre essa lei do canudinho, cujo texto foi regulamentado em julho de 2018. Segundo os ambientalistas, o plástico dos canudinhos pode levar 400 anos para se decompor. Fiquei realmente impressionado com a preocupação ambiental em nosso país e pensei em quanto temos evoluído, a ponto de eu não poder mexer meu suco ou tomá-lo através do antigo canudinho, pois o ambiente está acima de tudo.

Conforme me disse o dono do restaurante, quem for pego oferecendo o antigo acessório de plástico vai ter de pagar uma multa no valor de R$ 1.650,00. Novos flagrantes elevam a multa a até R$ 6 mil.

Logo após o almoço, sentei confortavelmente numa poltrona do shopping e qual não foi minha surpresa ao notar que a tal preocupação ambiental não ultrapassa os canudinhos e outros acessórios que prejudicarão a natureza daqui há 400 anos. Numa leitura assustadora, li que naquele exato instante ocorria uma tragédia no município de Brumadinho, em Minas Gerais, após o rompimento da barragem 1 da Mina Feijão, da mineradora Vale, naquele município mineiro. Isso ocorre pouco mais de três anos após a tragédia em Mariana (MG), em 2015, em que houve o rompimento de uma barragem da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton.

O Brasil sofre um problema social, ético, moral e, acima de tudo, de desfaçatez. O presidente eleito, além de ter que manejar o custo econômico e político de colocar o Brasil nos eixos, tem agora também que lidar com tragédias. A grande verdade é que, se a barragem se rompeu, provavelmente havia infiltração de água, e as promessas feitas anteriormente, ao rigor exigidas e prometidas pela Vale para que não mais ocorresse esse tipo de desgraça, que acarretou mortes no momento estimadas em aproximadamente 200 pessoas, não se concluiu, ou seja, a fiscalização, na melhor das hipóteses, foi precária ou omissa.

Vejo isso com muita tristeza, e enxergo o Brasil como um país no qual o que promove exportação parece ter os meios fiscalizatórios afrouxados por parte dos órgãos competentes. Claro que não houve dolo, mas algo estranho aconteceu.

Depois do susto e de ver pela TV as imagens do estrago do rompimento da barragem, caminhei em direção a um bar e pedi com um olhar triste um suco daqueles de latinha. Ao pagar, perguntei ao rapaz do caixa: “Você tem um canudinho?”. E ele me respondeu: “Não. Canudinho é proibido e os fiscais não dão moleza”. Saí cabisbaixo e pensei que canudinho rima com Brumadinho, mas para canudinho tem fiscais, para Brumadinho e Mariana tem lama, tristeza e desalento… Esse é o Brasil do momento.

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais, Professor de Direito

23 milhões de brasileiros possuem transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas, não é só a depressão que atinge os brasileiros, transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada a recentemente campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional. Segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estrarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que tem essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que podem identificar uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada. Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar auxiliam no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução. “Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que tem pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

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