Paulo Câmara derrota Armando, Lula e Dilma em Pernambuco

Do Blog de Jamildo

O candidato do PSB, Paulo Câmara, foi eleito neste domingo (5) o novo governador de Pernambuco, derrotando o candidato do PTB e PT Armando Monteiro Neto. Com a ajuda do governador Eduardo Campos, Paulo Câmara bateu ainda o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, que estiveram no guia eleitoral pedindo votos contra o socialista. Com 82,50% das urnas apuradas, já é possível constatar a vitória do socialista.

Na primeira fase da campanha, as intenções de votos de Paulo Câmara situavam-se em patamares baixos, cerca de 10%, na média, de acordo com diversos institutos de pesquisa. O candidato Paulo Câmara, após a morte do ex-governador Eduardo Campos, vivenciou um rápido e contínuo crescimento, a ponto de ultrapassar seu principal oponente no início de setembro e, desde então, manter-se sempre à frente.

DOIS RAIOS EM UM MESMO LOCAL
A vitória era dada como favas contadas pelos socialistas, desde 2010, quando o ex-governador Eduardo Campos obteve a reeleição para o governo do Estado, sobre o então rival Jarbas Vasconcelos (PMDB).

Antes mesmo de emplacar um aliado na capital pernambucana, em 2012, o governador Eduardo Campos já estava empenhado pessoalmente em provar que dois raios podem cair em um mesmo lugar. A reaproximação com senador Jarbas Vasconcelos foi um dos passos mais importantes. A vaga de vice na coligação, entregue ao deputado federal Raul Henry, foi acordada nesta época.

Já de olho nas eleições nacionais deste ano, o ex-governador fechou um acordo com o PMDB para a disputa da Prefeitura da Cidade do Recife, não apenas com o objetivo de isolar mais ainda o PT no Recife, mas também com o objetivo de contar com a ajuda de Jarbas no plano nacional, atraindo o PMDB não alinhado ao governo Dilma.

Com base em pesquisas internas, Eduardo Campos apostava que o pernambucano queria avançar nas conquistas acumuladas nos últimos anos. De fato, havia uma percepção popular de que Eduardo Campos transformou o Estado. Só faltava ungir o escolhido. Aliados históricos e cristãos novos no PSB se apresentaram para a missão. O atual governador, João Lyra, chegou a mudar de partido, do PDT para o PSB, para pleitear a indicação.

O ex-secretário da Fazenda de Eduardo Campos, com passagem pela Administração e Turismo, como uma espécie de curinga da gestão, foi escolhido por ser jovem e não ter nada em seu currículo que o desabonasse. Eduardo dizia que os movimentos de julho de 2013 eram a confirmação de que a população almejava renovação, não apenas da gestão, mas também dos quadros políticos. Em comum com Geraldo Júlio, Paulo Câmara era um técnico sem experiência política tradicional.Os adversários de Eduardo Campos acusavam-no de tentar maquiar o novo coronelismo, criou um eufemismo para a estratégia e a chamou de nova política.Para formar o próprio time e não correr o risco de ser traído, investiria em técnicos. O objetivo seria eleger os afilhados e permanecer no comando.

Na cabeça do ex-governador, a repetição da estratégia para conquista do Recife pelo aliado socialista era possível em função do esgotamento do ciclo do PT, especialmente depois das brigas internas do PT na capital. Para se diferenciar, os socialistas adotaram desde sempre o discurso de que não perderiam tempo com as rinhas políticas e fariam uma gestão de resultados, agradando a classe média com a entrega de obras e mais cuidados com a cidade.

O mantra da aposentadoria forçada das velhas raposas políticas era a tradução desta estratégia eleitoral. No plano prático, os marqueteiros dispunham de pesquisas mostrando que as pessoas queriam votar em alguém indicado por Eduardo Campos, qualquer que fosse o nome. A escolha de Paulo Câmara ‘envelheceria’, comparativamente, ainda mais o opositor Armando Monteiro Neto.

Nesta altura do campeonato, Armando Monteiro Neto despontava nas pesquisas com mais de 40% das intenções de voto. Eduardo Campos dizia que, estabelecido os palanques, quem estava com quem na disputa política, a situação seria outra.

O exemplo da tese socialista era a eleição municipal no Recife. Eleito em 2010 no palanque de Eduardo Campos, o então candidato a prefeito do PT no Recife em 2012, Humberto Costa, saiu nas frentes nas pesquisas e tinha mais de 40% das intenções de voto. Boa parte desta montanha de votos era recall. O então governador afirmava que pelo menos metade do latifúndio era dele, uma vez que nos últimos anos o petista havia disputado eleições em seu palanque. Quando as urnas foram contadas, Humberto Costa acabou a eleição com 17% dos votos.

“Todos sabiam que quando Pernambuco começasse a descobrir as diferenças iria estourar a bolha que levou o adversário a começar na frente. Foi um sonho que durou três dias. O adversário na verdade só esteve à frente das pesquisas no começo do jogo, quando estava jogando sozinho e Pernambuco ainda não conhecia Paulo Câmara e, portanto, ainda não tinha percebido o que cada candidatura significava. A campanha tratou de colocar os pingos nos is”, avalia Waldemar Borges, líder do governo do PSB na Assembleia Legislativa.

“Todos que não têm a cabeça presa à velha política previam essa lógica. Paulo Câmara representa um projeto exitoso em execução no Estado, tem a mais ampla e sólida base de apoio social e política, é melhor preparado e bem sucedido e experiente em gestão pública e não poderia perder para um adversário que não reúne nenhum desses requisitos?”

No final de agosto, o publicitário Marcelo Teixeira, da empresa Markplan, comentando o resultado do Ibope para o governo do Estado, divulgado pela Globo e Estadão, já cantava a pedra em entrevista exclusiva ao Blog de Jamildo. O levantamento mostrava uma evolução do socialista Paulo Câmara e uma queda do petebista.

“O problema é que Armando Monteiro está no lugar errado. Ele não tem perfil para ser candidato pelo PT”, avalia. Nos bastidores de uma entrevista na CBN, Armando Monteiro chegou a comentar comigo que não era o PT.

“Qualquer marqueteiro ou cientista político, por mais parcial que seja, saberia que esta overdose de exposição do funeral do ex-governador Eduardo Campos, inclusive transmitida ao vivo pelas TVs e rádios de nosso Estado, iria antecipar o crescimento do Candido do PSB”, justificou, na época o deputado federal Silvio Costa, aliado de Armando Monteiro Neto.

O marqueteiro Marcelo Teixeira antecipou outros motivos para antecipar a derrota. “Como um acidente de avião, a queda de um candidato nunca tem um fator isolado. É uma série de fatores. Paulo Câmara tem mais estrutura de campanha, com mais candidatos proporcionais, tem uma comunicação melhor, além de ser o nome do ex-candidato a presidente da República Eduardo Campos. Depois da morte de Campos, agora Paulo Câmara é o candidato de Marina e Aécio. De todos os governadores vivos, entre outros motivos”, diz.

AJUDA DE GERALDO JÚLIO
A bem avaliada gestão do prefeito Geraldo Júlio no Recife também ajudou Paulo Câmara. Não por outro motivo, além de coordenador da campanha, Geraldo Júlio foi escalado para desconstruir Armando Monteiro Neto, sempre com os ataques mais duros. A ele coube também o papel de colar em armando Monteiro a pecha de anti-Eduardo, visando elevar a sua rejeição. “Vamos desmascará-lo”, dizia, logo no início da campanha, quando o petebista sugeriu um pacto para que os cavaletes de propaganda não fossem usados no Recife, para ajudar a mobilidade. Os socialistas disseram que tratava-se de uma farsa, para esconder o palanque, para não ter que mostrar o palanque.

Paulo Câmara se fez acompanhar do prefeito Geraldo Julio (PSB) porque o Recife e a Região Metropolitana do Recife representam mais de 40% dos votos do Estado. “Foi um erro estratégico de João Paulo ter, em 2012, optado por não defender a reeleição de João da Costa. Com isto, o PSB se fortaleceu no Recife”, relembrou o cientista Adriano Oliveira, coordenador das pesquisas da Nassau, em artigo nesta semana.

AJUDA DE MARINA
Logo após a morte de Eduardo Campos, o candidato socialista também foi ajudado pelo forte crescimento da candidata Marina Silva nas pesquisas. Em vários momentos o voto foi apresentado de forma casada. A primeira caminhada de Marina foi realizada em Casa Amarela, reduto dos socialistas, além do lançamento da candidatura no Clube Internacional. Quando Dilma recuperou-se e voltou a crescer, o adversário Armando Monteiro Neto, do PTB, buscou associar sua imagem a petista, mas já era tarde.

FBC E PETROLINA
O companheiro de chapa Fernando Bezerra Coelho (PSB), o candidato da Frente Popular ao Senado, foi escolhido a dedo por sua origem no São Francisco e atuação no Sertão, com passagem pelo Ministério da Integração de Dilma. Fernando Bezerra Coelho ressaltou que a votação refletiu a confiança no avanço das transformações vivenciadas pelo Estado nos últimos anos. “A receptividade por todos os bairros em que passamos foi excelente. As pessoas identificam Paulo como o candidato capaz de dar continuidade às obras de Eduardo Campos”, disse Fernando.

O PT chegou a levar Lula até a cidade de Petrolina, com a ajuda do prefeito Julio Lossio (PMDB), para uma carreata e um comício com o objetivo de deter o crescimento dos socialistas no Sertão, além de manter as chances do candidato ao Senado João Paulo (PT).

ATAQUES
O discurso de que Paulo Câmara era despreparado não colava porque, além de conhecer o Estado, como funcionário público, como secretário da Fazenda teve oportunidade de ter experiência com as contas nacionais no Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária.

Fernando Bezerra desbanca o popular João Paulo e é eleito senador

Do Blog de Jamildo

Com mais de 84% das urnas apuradas em Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho (PSB) conseguiu desbancar João Paulo (PT) na acirrada disputa ao Senado deste ano, com direito a virada socialista nas pesquisas de intenção de voto e alto número de indecisos a poucos dias das eleições. Com a vitória de FBC, como o senador eleito é chamado, a Frente Popular de Pernambuco conseguiu eleger a chapa majoritária no Estado, com Paulo Câmara (PSB) como governador e deixou uma incógnita sobre o futuro do Partido dos Trabalhadores.

O senador que vai ocupar a cadeira que foi de Jarbas Vasconcelos (PMDB) nos últimos oito anos pertence à terceira geração de uma oligarquia que dominou Petrolina, a maior cidade do Sertão, por quase meio século. Foi eleito deputado estadual pelo PSD, antigo Arena, em 1982, mas, após a redemocratização, se aproximou de Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, e rompeu com a corrente política da família. Desde então, foi prefeito  de Petrolina duas vezes, secretário na gestão de Eduardo em Pernambuco, ministro no governo Dilma Rousseff (PT) e até presidente do Santa Cruz Futebol Clube.

Antes de ser escolhido como candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho teve seu nome cotado para a disputa ao Governo do Estado, assim como outros socialistas ligados ao ex-governador, como Tadeu Alencar e Danilo Cabral. Atendendo a um pedido do próprio Eduardo, superou seus interesses pessoais em prol do partido, como disse em fevereiro, no lançamento da pré-candidatura. Eduardo Campos teve o nome amplamente explorado por FBC desde o início da pré-campanha e foi o principal cabo eleitoral também após a sua morte, em 13 de agosto, vítima de acidente aéreo em São Paulo. Do início de agosto até poucos dias antes deste domingo, Fernando Bezerra melhorou seu desempenho em mais de vinte pontos em levantamentos realizados pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau, que havia apontado queda dele na comparação entre julho e agosto. O índice de indecisos a ser conquistados tanto pelo socialista quanto pelo seu adversário João Paulo sempre esteve perto dos 20%. Embora tenha passado FBC durante boa parte da campanha, só caindo após a morte de Eduardo, analistas dizem que o próprio petista articulou, sem querer, a sua derrota desde que, nas eleições municipais de 2012, rompeu política e pessoalmente com João da Costa (PT), indicado por ele para o suceder à frente da Prefeitura do Recife. Isso deixou o partido dividido e tirou a legenda do governo em Pernambuco.

A confusão começou, de acordo com informações de bastidores, porque João Paulo queria ter ingerência no governo do seu ex-secretário, o que ele nega. E continuou em 2011, quando era desenhado o cenário do pleito no ano seguinte. Mesmo mal avaliado na PCR, João da Costa não abria mão do seu direito de disputar a reeleição, o que não era o desejo do PT e dos aliados, como Eduardo Campos, por ele não ter sido considerado um candidato forte para enfrentar a oposição. Depois da briga, o partido ficou dividido entre os que apoiavam a candidatura do prefeito e o grupo do senador Humberto Costa, que acabou disputando a eleição tendo João Paulo como vice. Quem venceu foi o então desconhecido Geraldo Julio.

Segundo conversas de bastidores, caso João Paulo tivesse vencido para o Senado, fazendo companhia aos aliados Humberto Costa e Armando Monteiro, o PT voltaria a ganhar forças e ele sairia candidato a prefeito do Recife, posto que já ocupou duas vezes. Porém, não conseguiu e ficará pelo menos dois anos sem cargo público, já que conclui este ano o seu mandato como deputado federal. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, “E agora, João?”.

Demóstenes vota no Colégio Diocesano

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Antes de se dirigir à sua seção, o vereador posou com o senador Douglas Cintra (Foto: Pedro Augusto)

O vereador e candidato a deputado estadual Demóstenes Veras (Pros) votou por volta das 14h10 deste domingo (5), no Colégio Diocesano, no bairro Maurício de Nassau, em Caruaru. Antes de se dirigir à 80ª seção, ele posou com o aliado político e senador em exercício Douglas Cintra (PTB).

Rogério Meneses vota nas Rendeiras

rogério meneses

O petista votou pontualmente às 13h, no Colégio Maria Auxiliadora, em Caruaru (Foto: Pedro Augusto)

O candidato a deputado estadual Rogério Meneses (PT) votou pontualmente às 13h deste domingo (5), no Colégio Maria Auxiliadora, no bairro Rendeiras, em Caruaru. Postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa, o petista se mostrou satisfeito com a sua participação nas eleições.

“Tenho sentimento de que fiz uma boa campanha. Colaborei com a população para a construção do debate democrático e ajudei o meu partido a apresentar as suas propostas. Se tiver contribuído para melhorar a consciência política do povo, já me sentirei vitorioso”, disse Meneses.

Grande quantidade de ‘santinhos’ nas ruas impressiona eleitores

lixo correto

Na Agamenon Magalhães, no Maurício de Nassau, “santinho” é o que não falta (Foto: Pedro Augusto)

As equipes de limpeza da Prefeitura de Caruaru terão bastante trabalho para fazer a retirada da sujeira provocada pelo processo eleitoral. De encontro ao ato de cidadania praticado pelos caruaruenses, que estão traçando nas urnas o futuro do estado e do país, a grande quantidade de “santinhos” espalhados pelas ruas e avenidas do município vem impressionando os eleitores. E não era para menos.

Quem circulou nesta manhã pela avenida Agamenon Magalhães,no bairro Maurício de Nassau, pôde observar claramente o mau exemplo ainda praticado pelos partidos políticos. Alheias ao aspecto ambiental, as legendas trataram de mais uma vez abarrotar o município de materiais de campanha nas vésperas da eleição.

“Como se isso fosse determinante para o eleitor escolher os seus candidatos. Hoje, nos encontramos mais politizados e atentos ao processo eleitoral. Ou seja, a grande maioria já traz a sua cola de casa ou procura se informar nos locais de votação. Papéis depositados no chão só fazem o eleitor ficar ainda mais adverso à votação. Fora, que a cidade fica parecendo um depósito de lixo. Tenho é pena dos coitados das equipes de limpeza urbana “, criticou o professor Francisco Alves

“Isso é uma vergonha.Deveria existir uma lei que proibisse essa verdadeira sujeirada na cidade”, acrescentou o autônomo Felipe Santos.

João Lyra e Raquel votam em Caruaru

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Família do governador demonstra confiança na vitória da Frente Popular (Foto: Paulo Sérgio Sales/SEI)

O governador João Lyra Neto (PSB) e sua filha, a deputada estadual e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSB), votaram na manhã de hoje, em Caruaru.

João Lyra votou no Colégio Municipal Álvaro Lins. Ele chegou acompanhado das três filhas, genros e netos. No caminho, cumprimentou eleitores e falou da alegria de participar de mais um processo democrático.

Já Raquel registrou seu voto no Colégio Diocesano.

Assessoria divulga nota em relação ao estado de saúde de Laura Gomes

laura gomes

Laura faz o “V” da vitória durante votação (Foto: Divulgação)

Devido ao intenso ritmo de campanha nos últimos dias, a deputada estadual e candidata à reeleição Laura Gomes (PSB) apresentou um quadro de estafa e, por orientação médica, precisou ser hospitalizada para receber os devidos cuidados no hospital Santa Efigênia, em Caruaru.

A candidata está bem, tendo inclusive votado no Colégio Diocesano na manhã de hoje, e aguarda confiante o resultado das eleições.

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Paulo Câmara também lidera com folga no levantamento do Ibope

Do G1 PE

Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (4) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos na corrida para o governo de Pernambuco:

Paulo Câmara (PSB): 57%
Armando Monteiro (PTB): 41%
Zé Gomes (PSOL): 1%
Pantaleão (PCO): 0%
Miguel Anacleto (PCB): 0%
Jair Pedro (PSTU): 0%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Segundo o Ibope, Paulo Câmara deve ser eleito neste domingo (5).

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

VOTOS TOTAIS
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa são:

Paulo Câmara (PSB): 45%
Armando Monteiro (PTB): 32%
Zé Gomes (PSOL): 1%
Pantaleão (PCO): 0%
Miguel Anacleto (PCB): 0%
Jair Pedro (PSTU): 0%
Brancos e nulos: 9%
Indecisos: 13%

No levantamento anterior do instituto, divulgado em 1º de outubro, Paulo Câmara tinha 42% e Armando Monteiro, 34%. Em 23 de setembro, Paulo Câmara aparecia com 39% e Armando Monteiro, com 35%. Esta pesquisa é a sexta do Ibope após o registro das candidaturas.

SEGUNDO TURNO
O Ibope fez simulação de segundo turno. Veja os resultados, considerando os votos totais:

Paulo Câmara (PSB): 45%
Armando Monteiro (PTB): 33%

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 1 e 4 de outubro e ouviu 2.002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob protocolo nº PE-00040/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo nº BR-01009/2014.

SENADO
Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (4) também aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos de Pernambuco na corrida para o Senado:

João Paulo (PT) – 52% das intenções de voto
Fernando Bezerra Coelho (PSB) – 45%
Simone Fontana (PSTU) – 2%
Albanise Pires (PSOL) – 1%
Oxis (PCB) – 0%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

VOTOS TOTAIS
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

João Paulo (PT) – 35% das intenções de voto
Fernando Bezerra Coelho (PSB) – 30%
Albanise Pires (PSOL) – 1%
Simone Fontana (PSTU) – 1%
Oxis (PCB) – 0%
Brancos e nulos – 12%
Indecisos – 20%

No levantamento anterior do instituto, divulgado em 1º de outubro, João Paulo tinha 36% e Bezerra Coelho, 30%. Já no dia 23 de setembro, João Paulo aparecia com 34% e Fernando Bezerra Coelho, com 28%. Encomendada pela TV Globo, a pesquisa é a sexta do Ibope após o registro das candidaturas.

Realizada entre os dias 1 e 4 de outubro, a pesquisa contou com 2.002 entrevistas.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada nregistrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob protocolo nº PE-00040/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo nº BR-01009/2014.

Paulo Câmara deve vencer disputa no primeiro turno, aponta pesquisa

Por DANIEL CARVALHO
Da Folha.com

De ilustre desconhecido a herdeiro político de Eduardo Campos, Paulo Câmara (PSB), 42, deverá se eleger governador de Pernambuco já no primeiro turno.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (4) mostra o ex-secretário estadual da Fazenda com 61% dos votos válidos, cálculo da Justiça Eleitoral na divulgação dos resultados oficiais do pleito.

Para ser eleito no primeiro turno, o candidato deve ter 50% dos votos válidos, mais um voto. No levantamento realizado sexta (3) e sábado (4), o senador Armando Monteiro Neto (PTB), 62, aparece em segundo lugar, com 37%.

Em relação ao levantamento anterior, de quarta (1) e quinta (2), Câmara subiu seis pontos, e Monteiro Neto caiu seis. A margem de erro da pesquisa, feita em parceria com a TV Globo, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Câmara, que começou a campanha com 13% nas pesquisas, disparou a partir de meados de agosto, com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV e, principalmente, após a morte de Campos em um acidente aéreo.

Por outro lado, Monteiro Neto, ex-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), despencou no mesmo período. Na largada da campanha ele tinha 47%, com a ajuda do apoio de Dilma e do ex-presidente Lula.

O Datafolha ouviu 1.735 eleitores, em 47 municípios do Estado. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com os números PE-00044/2014 e 01037/2014.

Num eventual segundo turno, o ex-secretário de Campos também venceria com 61% dos votos válidos, ante 39% de Monteiro Neto.

Fernando Bezerra ultrapassa João Paulo na corrida pelo Senado, mostra Datafolha

Por DANIEL CARVALHO
Da Folha.com

A disputa pelo Senado em Pernambuco teve uma reviravolta na véspera da eleição. Segundo pesquisa Datafolha feita sexta (3) e sábado (4), o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra (PSB) deve vencer a disputa neste domingo (5).

O levantamento, feito em parceria com a TV Globo, mostra Bezerra, antigo aliado de Eduardo Campos, com 52% dos votos válidos, ante 45% do deputado João Paulo (PT), ex-prefeito do Recife.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na simulação de votos válidos, são excluídos brancos, nulos e indecisos.

Esta é a primeira vez que o Datafolha indica vantagem de Fernando Bezerra. Nos cinco levantamentos anteriores, o petista estava na liderança, com ampla vantagem.

Em relação ao levantamento anterior, feito na quarta (1) e quinta (2), Bezerra ganhou nove pontos, a mesma pontuação perdida pelo petista.