Bruno Lambreta discute abastecimento de água com gerente da Compesa

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Após uma campanha de muitas visitas e reuniões pelos diversos bairros da cidade, o vereador eleito, Bruno Lambreta, constatou que algumas destas comunidades necessitam de uma atenção especial, como por exemplo, em relação ao sistema de abastecimento de água. Desta forma, na última terça (1), Bruno realizou uma reunião com a gerente da Compesa, Niadja Menezes. Na pauta, o abastecimento em algumas localidades, como o Centenário, José Carlos de Oliveira, Santa Rosa, dentre outros, como também a ampliação da rede de saneamento.

Segundo Bruno, esta foi uma das primeiras providências a serem tomadas após o período eleitoral, visando que o abastecimento de água é um assunto de grande importância e atenção na região. “Falar sobre nosso sistema de água aqui na cidade sempre requer muita atenção das partes envolvidas, por isso, tivemos o compromisso de antes mesmo de assumir na Câmara, tomar algumas medidas junto com Niadja”. pontuou Bruno.

Ainda de acordo com ele, o objetivo principal da reunião foi explanar um pouco mais de como estes bairros recebem a água, e de que forma esse sistema pode ser melhorado, tanto para os bairros citados, como para os demais da cidade.

Defesa Civil Nacional disponibiliza R$ 4,07 bilhões para abastecimento em regiões afetadas pela seca

Para garantir o abastecimento de água da população que vive no semiárido brasileiro, o Ministério da Integração Nacional já disponibilizou cerca de R$ 4,07 bilhões. Os recursos, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), são destinados à operação carro-pipa nas áreas urbana e rural, perfuração de poços, além da construção de adutoras de engate rápido e de sistemas de abastecimento. Estados de outras regiões que sofrem com a estiagem em alguns períodos do ano solicitaram e receberam apoio federal, como o Acre, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A zona rural das cidades atingidas é atendida desde 2012 pela Operação Carro-Pipa Federal, realizada por meio de cooperação entre a Sedec e o Exército Brasileiro. O investimento já ultrapassou os R$ 3,5 bilhões. Em média, cerca de 5,7 mil carros circulam para abastecer 3,5 mil pessoas por ano. A quantidade de municípios contemplados anualmente também varia – entre 660 e 860 – de acordo com a intensidade e a duração da seca. Os caminhões são monitorados por meio de GPS, garantindo a entrega da água nas localidades determinadas.

Os centros urbanos que sofrem com a escassez de água também tem o abastecimento emergencial garantido por carros-pipa. O Ministério da Integração Nacional repassou aos governos estaduais cerca de R$ 76,6 milhões para complementar a operação executada nos estados.

Outras ações que trazem resultados rápidos como a perfuração de poços e a recuperação de reservatórios já existentes, a construção de sistemas de abastecimento e de adutoras de engate rápido receberam, até o momento, cerca de R$ 663,1 milhões de recursos federais.  A prioridade é atender áreas com baixa disponibilidade de água para abastecimento da população e dos carros-pipa.

Para ser contemplado com recursos da Defesa Civil Nacional, é necessário que o município solicite o reconhecimento federal por situação de emergência ou calamidade pública ao Ministério da Integração Nacional.  Além de viabilizar o fornecimento de água para a população por meio dos carros-pipa, a medida permite que as cidades tenham direito a outros benefícios federais, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil. Também é possível obter a aquisição de cestas básicas no Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

Mais de R$ 30 bilhões em ações para reduzir efeitos da seca

O Governo Federal tem mais de R$ 30 bilhões em ações e projetos para reduzir os efeitos da seca severa, que dura cerca de seis anos no semiárido brasileiro e começou a afetar outros estados. As prioridades são melhorar a qualidade de vida das pessoas, garantir abastecimento de água, amenizar as perdas econômicas dos agricultores e revitalizar as bacias dos rios, principalmente do São Francisco, para melhorar a oferta de água em qualidade e em quantidade. Para isso, desde 2011 o Ministério da Integração Nacional vem atuando em diversas frentes com medidas emergenciais e obras estruturantes. Além das medidas emergenciais da Defesa Civil Nacional, os recursos são destinados ao Programa Água para Todos, que instala tecnologias como as cisternas, e para a construção de obras hídricas estruturantes. Os produtores rurais que tiveram suas safras prejudicadas também são contemplados com a concessão de linhas especiais de crédito.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco, por exemplo, é a mais importante obra de abastecimento hídrico do país. Com 477 quilômetros de extensão, distribuídos nos eixos Norte e Leste, levará água a mais de 12 milhões de pessoas, em 390 municípios do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Desde o início da obra, foram investidos mais de R$ 8,4 bilhões, sendo que R$ 6,3 bilhões foram repassados no período 2011-2016. Na reta final, o projeto apresenta 90,5% de execução. O Eixo Leste será entregue até o final deste ano, enquanto o Norte será concluído em 2017.

Obra vai garantir abastecimento de água em Surubim‏

O  presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa, Roberto Tavares, visitou nesta segunda (01) o canteiro da obra  para  reativar a Adutora de Palmeirinha, em execução   na Estação de Tratamento de Água – ETA Buraco do Tatu, no município de Bom Jardim, iniciativa que irá permitir a continuidade do  abastecimento de água do município de Surubim, caso a Barragem de Jucazinho entre em colapso. A obra foi iniciada na semana passada e será finalizada em 60 dias.

A cidade  é atendida hoje pela Barragem de Jucazinho, que se encontra com apenas 0,3 % da sua capacidade, consequência da falta de chuvas na região pelo sexto ano consecutivo. A solução viável encontrada pelos técnicos da Compesa foi a retomada da operação da antiga Adutora de Palmerinha, que atendia Surubim até 2001, a partir da barragem de mesmo nome, também conhecida como Pedra Fina.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o governador Paulo Câmara autorizou o investimento de R$ 2,8 milhões para a reativação da Adutora de Palmerinha e solicitou que a obra fosse realizada  em caráter emergencial, no menor prazo possível. “Estamos vivenciando a pior seca dos últimos 50 anos e, de acordo com as previsões da Agência Pernambucana de Clima – APAC, não deverá chover nos próximos meses o suficiente  para reverter o quadro, na Bacia do Rio Capibaribe, que alimenta a Barragem de Jucazinho, localizada em Surubim”, pontuou o presidente.

Caso não chova até outubro, a Compesa deixará de explorar a Barragem de
Jucazinho, o que significaria o atendimento da cidade de Surubim apenas por
carros-pipa. “Para que a cidade continue recebendo água pela rede de
distribuição, a operação da antiga adutora é imprescindível para evitar o
colapso”, revela Roberto Tavares.

Antes de 2001, essa adutora transportava água da Barragem Palmerinha para
as cidades de Surubim, Bom Jardim, João Alfredo, Limoeiro e Orobó. A partir
desta data, Surubim passou a ser atendido pelo Sistema Jucazinho, o que
permanece até hoje. Com a implantação do Sistema Jucazinho, o  ramal da
adutora que atendia Surubim foi desativado. A Barragem de Palmeirinha/Pedra
Fina, situada em Bom Jardim, está hoje com 80% da sua capacidade, que é de
6,2 milhões de metros cúbicos de água.

A situação desta barragem melhorou muito no inverno deste ano. “Estávamos
com apenas 25% da capacidade, mas, felizmente, choveu no entorno da
Barragem de Palmerinha. O aumento do volume deste manancial irá garantir a
operação da antiga adutora para socorrer Surubim, sem prejuízo ao
abastecimento das demais cidades hoje atendidas pelo Sistema Palmerinha”,
avalia o  diretor Regional do Interior, Marconi de Azevedo, que também
acompanhou a visita ao lado de outros técnicos da Compesa.

Ele adianta que será necessário trocar alguns trechos da adutora, que tem 30 quilômetros de extensão, e refazer a travessia da tubulação sob o Rio Caiaí, levada pela enchente de 2004, situada próxima a cidade Surubim. Com a reativação da antiga adutora, o município de Surubim contará com uma produção de  até 150 litros/segundo. A Estação de Tratamento de Água Buraco do Tatu, em Bom Jardim, também será reformada dentro do projeto da obra de melhoria do abastecimento de água da cidade de Surubim.

Chuvas tiram cidades do Sertão do colapso de abastecimento‏

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As cidades de Brejinho e Itapetim e o distrito de Borborema, em Tabira, no Sertão do estado, estão voltando a receber água pela rede de distribuição da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Seus mananciais saíram do colapso após as chuvas ocorridas na última semana de março, no Sertão do Pajeú. São José do Egito também foi agraciado pelas chuvas e terá seu abastecimento ampliado até maio. Isso foi possível porque diversos mananciais que estavam totalmente secos represaram água, sendo que alguns chegaram a transbordar. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) estima que o volume de água acumulado nesses mananciais deverá suprir a demanda de abastecimento nessas cidades por até três anos, caso não volte a chover nesse período.

No município de Brejinho, a água voltou às torneiras desde a última terça-feira (5), após um ano de abastecimento apenas por carros-pipa. Isso porque as duas barragens que atendem o município, Serraria e Mãe D’Água, conseguiram juntar, respectivamente, 17,6% e 100% de seus volumes. “Estamos ajustando a rede de distribuição, consertando alguns vazamentos que aparecem depois de tanto tempo sem passar nada pelas tubulações. Quando terminarmos essa etapa de ajustes, a expectativa é que a cidade fique com água todos os dias”, anunciou o gerente regional do Alto Pajeú, Sérgio Bruno Cavalcanti.

A situação é parecida em Itapetim, onde o abastecimento vai retornar após quase três anos de colapso total. O manancial de Boa Vista está com 51% de sua capacidade total de 1.632 milhões de m3 e a barragem de Caramucuqui encheu completamente. Lá, a Compesa está fazendo a manutenção da rede de distribuição de água para iniciar o atendimento em até 15 dias. “Estamos montando um novo calendário para iniciarmos a distribuição através de rodízio. Esperamos manter este formato até aumentarmos a capacidade da Estação de Tratamento de Água local, cujo projeto de ampliação está sendo elaborado. Quando a ETA estiver com sua capacidade de produção ampliada, teremos condições de garantir água todos os dias para a cidade”, explicou o gerente.

Outro local que está dispensando os carros-pipa é o distrito de Borborema, em Tabira. A barragem de Travessão, que entrou em colapso em fevereiro, conseguiu reter 30% de seu volume de água. Segundo a Compesa, o abastecimento deverá voltar ao distrito até o próximo fim de semana, seguindo o esquema de três dias com água para cinco sem água.

Reforço

Além de tirar cidades do colapso hídrico, as chuvas da última semana também deram mais tranquilidade às localidades que estavam em situação crítica. Em São José do Egito, a recuperação dos mananciais São José I e São José II, com volumes acumulados de 50% e 37,6%, respectivamente, vai permitir que até 80% da cidade fiquem fora do rodízio a partir de maio. A cidade, que também recebe água da Adutora do Pajeú, tem áreas onde a rede de distribuição ainda precisa ser modernizada, por isso esse índice não chega, agora, aos 100%. Nas áreas que ficarão com rodízio, o calendário será de quatro dias com água para quatro sem água. A Compesa ainda vai divulgar os detalhes desse calendário em meados de abril.

De acordo com informações da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), somente no mês de março choveu 262,5 milímetros na cidade de Itapetim, mais que o dobro das chuvas registradas no mesmo período em 2015. Destaque também para o município de Brejinho, que registrou o maior índice de chuva acumulada no mês de março, atingindo, 335,3 milímetros.

​Abastecimento de água de Porto de Galinhas será ampliado

A praia de Porto de Galinhas, um dos destinos mais procurados do Litoral Sul, terá o sistema de abastecimento de água ampliado. A obra, executada pela Companhia Pernambucana de Saneamento-Compesa, vai permitir um incremento de 800% na produção de água para o balneário. Além de Porto de Galinhas, o empreendimento também irá melhorar a distribuição de água nas praias de Muro Alto, Maracaípe e Nossa Senhora do Ó, todas localizadas no município de Ipojuca, e abrirá  perspectiva  para  outras praias próximas  que não contam com  o atendimento  da Compesa.

Com investimentos na ordem de R$ 32,8 milhões, a obra foi iniciada em outubro do ano passado e tem prazo de 12 meses para a sua conclusão. O empreendimento irá beneficiar cerca 60 mil pessoas e conta com recursos  da Caixa Econômica Federal, com contrapartida do Governo do Estado de Pernambuco. “O aumento da oferta de água nessas praias irá impulsionar o turismo das localidades, gerando emprego e renda, além de melhorar a qualidade de vida dos moradores  e veranistas “, comemora o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Atualmente, embora não exista a prática do rodízio na distribuição de água na praia de Porto de Galinhas, existem algumas áreas com dificuldades  no abastecimento, principalmente a área central do balneário. “Hoje, trabalhamos com uma produção de 45 litros  por segundo em Porto de Galinhas e com o término da obra, essa vazão será de 360 litros por segundo, o que eliminará a questão da falta de água na área, principalmente na alta estação”, adianta o presidente da Compesa.

Nas praias de Muro Alto e Maracaípe, a Compesa registra algumas dificuldades para o atendimento em virtude da grande expansão da localidade, onde as pressões da rede de abastecimento são baixas. Já em Nossa Senhora do Ó, a situação é mais confortável com uma distribuição de água 24 horas, mas com registros pontuais de falta de água, que serão sanadas com o novo sistema de abastecimento. “Passaremos de uma produção de 50 litros/água/segundo para 185 litros/segundo, um aumento de 370%, o que nos garantirá a regularização plena de todo o balneário”, informa o presidente.

O significativo aumento de produção de água para a praia de Nossa Senhora do Ó abrirá perspectiva de expansão do atendimento da Compesa. A praia de Canoas, por exemplo, que não é atendida pela Compesa e contará com uma rede de distribuição própria, levando água encanada para a localidade. “Essa área já tem projeto definido e em breve iniciaremos a obra de implantação da rede de distribuição”, antecipa o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

O empreendimento será composto por três reservatórios de água com 11 mil metros cúbicos de capacidade de armazenamento; uma estação elevatória (sistema de bombeamento) e 19,3 quilômetros de adutora, com uma vazão de 540 litros por segundo. Até o momento,  já foram implantados dois quilômetros de adutora de 800 mm, num trecho entre Suape e Nossa Senhora do Ó e iniciada a escavação e concretagem do reservatório apoiado, em Muro Alto, com capacidade para armazenamento de 2.500 metros cúbicos de água.

Durante  a execução dos serviços, a Compesa desenvolverá atividades sociais para apresentar a obra para a população, visando minimizar transtornos e informar sobre andamento dos serviços e dos impactos das intervenções. “Nosso propósito é dar sustentabilidade social ao empreendimento, ampliando os benefícios que ele traz, para além da construção concreta”, informou Fabíola Coelho, Assessora de Relações Públicas e Articulação Social da  Compesa.

Compesa altera calendário de abastecimento da cidade de Brejo da Madre de Deus

A partir da próxima segunda-feira (18), a cidade de Brejo da Madre de Deus e os distritos de Barra de Farias e Fazenda Nova, terão seus calendários de abastecimento alterados. A medida visa prorrogar a vida útil da barragem Santana II, para poder atender de forma eficaz durante o período da Semana Santa, quando há incremento da população nessas localidades.

Atualmente, o manancial encontra-se com 37% de sua capacidade total, que é de 568 mil metros cúbicos. Por isso, a Compesa irá reduzir a retirada da barragem de 26 para 15 litros por segundo e aumentar o calendário de abastecimento para duas semanas para Brejo da Madre de Deus e outras duas para Fazenda Nova e Barra de Farias, de forma alternada.

Segundo o coordenador técnico da companhia, George Ramos, a expectativa é que a barragem tenha um aporte de água a partir do período de fevereiro, quando aumenta a incidência de chuvas na região. “Estaremos realizando o acompanhamento e, na medida em que o manancial for ganhando nível, iremos alterar o calendário, aumentando a oferta de água”, destacou Ramos.

​Ação de vândalos prejudica abastecimento de Goiana

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O abastecimento da cidade de Goiana, na Mata Norte, foi prejudicado mais uma vez por ação de vândalos. Neste mês, já ocorreram duas investidas. A primeira foi no dia 10 de novembro, quando provocaram o rompimento do barramento do Riacho Dois Rios, principal manancial que atende o município. A segunda ação ocorreu na semana passada. Desta vez, o curso do rio foi desviado, tendo a água encontrado um caminho por baixo do barramento. A Compesa detectou que as ações têm o objetivo de desviar a água para uso na irrigação, acarretando a redução da vazão do rio em 50% da sua capacidade, o que acaba prejudicando a distribuição de água na sede da cidade de Goiana.
A Compesa começou a investigar o caso quando a vazão do sistema começou a cair, devido à baixa no nível da estação de bombeamento. “Assim que verificamos a situação, fizemos a recomposição do barramento e o sistema foi restabelecido. Esse trabalho durou uma semana, prejudicando toda a população de Goiana”, afirmou o gerente de Produção da Região Metropolitana do Recife, Euris Oliveira. Ele explicou que, ao perceber que o nível do poço de sucção havia voltado a baixar, os técnicos imediatamente retornaram ao local. “De imediato, não constatamos indícios de que o barramento houvesse sofrido novo ato de vandalismo. Durante a inspeção, verificamos uma grande percolação d’água por baixo do barramento”, explicou.

Uma empresa foi contratada, de imediato, para executar o novo serviço. A expectativa é que os trabalhos sejam finalizados até a próxima quinta-feira (3).

Segundo o gerente Euris Oliveira, a Compesa já vem enfrentando dificuldades naturais na região em virtude do afluente do riacho Dois Rios, que está muito baixo em consequência da estiagem prolongada. “Esse tipo de ação está prejudicando atualmente a uma população de cerca de 40.000 habitantes, que fica sem água. A prioridade dos recursos hídricos sempre será o abastecimento humano”, argumenta Euris. A cidade de Goiana é atendida com uma vazão de 100 l/segundo em condições normais. Hoje, com os atos de vandalismo, o município está recebendo a metade desta produção. “Estamos colocando à disposição dos clientes mais prejudicados carros-pipa, que a partir de hoje (01/12) estarão atendendo os pontos mais críticos”, anunciou.

A Compesa já fez um trabalho social de forma a conscientizar a população que vive no entorno da barragem da importância daquele manancial para o abastecimento humano, porém não foram encontrados os responsáveis. “Desta vez, teremos que acionar os órgãos de polícia, de forma que se faça uma investigação e que os responsáveis sejam punidos”, disse.

​Obra vai garantir abastecimento d’água de Surubim e região

Compesa

 

 

O governador Paulo Câmara autorizou, na noite de ontem (23), a realização de uma importante obra para o Agreste Setentrional, a implantação de uma adutora interligando o Sistema Siriji (em Vicência, Mata Norte) ao Sistema Palmerinha (Bom Jardim) e a Cidade de Surubim e região. A obra receberá um investimento de R$ 40 milhões e deverá beneficiar diretamente 12 municípios da região.

Essa interligação irá permitir o reforço do abastecimento de água a partir da Barragem de Palmerinha, também conhecida como Pedra Fina, responsável pelo atendimento das cidades de Bom Jardim, João Alfredo e Orobó, além de reativar o ramal que anteriormente abastecia a cidade de Surubim, hoje assistida pelo Sistema Jucazinho, cuja barragem encontra-se em pré-colapso com menos de 2% da sua capacidade de acumulação. O projeto irá garantir a segurança hídrica dessas três cidades, além de evitar o colapso do abastecimento de Surubim e região.

A interligação do Sistema Siriji com Pedra Fina foi uma sugestão dada pelos secretários de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, e de Agricultura, Nilton Mota, ao governador Paulo Câmara para garantir o abastecimento d’água no Agreste Setentrional, uma das regiões mais afetadas pelo quinto ano de seca consecutivo. “A integração da barragem de Siriji com Pedra Fina é uma reivindicação antiga de Surubim, que foi apresentada no Seminário Todos por Pernambuco, realizado em abril no município, que foi atendida pelo Governo”, destaca Danilo Cabral. O secretário Nilton Mota acrescenta que a “possibilidade da interligação Siriji e Pedra Fina voltar a abastecer a cidade de Surubim e outros municípios da região vai garantir a sustentabilidade hídrica do Agreste Setentrional”.

A decisão do chefe do Executivo foi anunciada durante uma reunião realizada com os secretários Danilo Cabral, Nilton Mota e Thiago Norões, de Desenvolvimento Econômico, e com o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Segundo o dirigente da estatal, a obra deve ser executada no prazo de 12 meses e faz parte da estratégia de buscar alternativas para viabilizar obras hídricas que viessem minimizar os efeitos da falta de chuvas para milhares de pernambucanos, em especial a população do Agreste, que enfrenta hoje a situação mais grave do Estado. “A exemplo da água que traremos da Mata Sul para abastecer a Adutora do Agreste, com essa obra, será trazida água da Mata Norte para abastecer o Agreste Setentrional”, afirmou Roberto Tavares.

É no Agreste que está localizada a Barragem de Jucazinho, em Surubim, que está operando hoje com o seu volume morto. Doze cidades estão enfrentando um rigoroso rodízio de distribuição, de dois dias com água contra 28 dias sem, o pior calendário desde a inauguração da barragem em 2011. “Tantos anos sem chuvas consistentes infelizmente farão a barragem de Jucazinho entrar em colapso, obrigando a Compesa a usar carros-pipa e buscar quaisquer alternativas para o abastecimento dessas cidades”, enfatizou Tavares.

Com a obra de interligação dos Sistemas Siriji a Palmerinha, a Compesa irá captar 150 litros de água por segundo, em 37 km de adutoras de 500mm de diâmetro. Com este volume e a reativação do antigo ramal de Surubim, a Compesa pretende ampliar o atendimento deste projeto para outras cidades atendidas pelo Sistema Jucazinho, a exemplo dos municípios de Casinhas e Santa Maria do Cambucá, Vertentes e Vertente do Lério.

Operação-Pipa: abastecimento de água será iniciado nas comunidades rurais

A pouca incidência de chuvas não é nenhuma novidade para os nordestinos e Caruaru é uma das cidades que vem sofrendo com a falta de água em Pernambuco. Nas comunidades rurais essa situação é ainda mais preocupante e se agrava cada vez mais. Pensando nesta realidade, desde o primeiro semestre, a Prefeitura de Caruaru, Comando Militar do Nordeste e Compesa vêm discutindo estratégias para minimizar esses efeitos. A Operação-Pipa foi uma das medidas adotadas.

De lá para cá muito foi feito. Equipes do Exército e da Defesa Civil realizaram visita in loco, entrevistas, fotografias e marcação de pontos com GPS e submeteram relatório ao Governo do Estado e ao Ministério da Integração Social solicitando projetos e recursos para o município. Em seguida, foi feito o cadastramento das cisternas comunitárias que atenderam aos critérios e serão beneficiadas com o abastecimento de água. Antes do cadastro, os depósitos receberam avaliações para verificar a necessidade de reforma ou manutenção.

Após o trabalho de campo, 50 localidades distribuídas nos quatro distritos foram apontadas como ideais para receber o liquido e serão contempladas com água limpa e tratada, pronta para o consumo. Isso significa dizer que 3.912 pessoas receberão água diariamente nesta 1ª etapa. Mensalmente, cada pessoa receberá 600 litros, o que representa um consumo diário de 20 litros. A distribuição será administrada pela liderança da localidade.

E ontem, 11, após quase seis meses desde o início, os envolvidos nesse projeto estiveram reunidos para apresentar o projeto completo e as comunidades que serão beneficiadas inicialmente. Representantes da Secretaria de Gestão e Serviços Públicos, Exército, Compesa, Ipa e líderes comunitários participaram do encontro.

O trabalho foi concluído e agora chega a vez da última e mais importante etapa: o abastecimento dessas cisternas. “Salientamos que a água que vai preencher as os reservatórios é destinada para beber e cozinhar. Aquelas pessoas que criam animais ou plantam devem utilizar outra água”, explicou o Capitão Juliano, do Exército.
“A chuva é a solução para todas essas dificuldades, mas enquanto ela não cai, trabalhamos medidas paliativas para não deixar de atender as comunidades que tanto precisam”, explicou o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Zé Ailton.

Cidades do Agreste voltam a receber água do Sistema Jucazinho

Os municípios do Agreste pernambucano atendidos pelo Sistema Jucazinho voltaram a receber água pela rede de distribuição nessa sexta-feira (6), de acordo com o calendário definido para cada cidade. O fornecimento estava suspenso para a realização de uma obra na barragem de Jucazinho para a implantação de um sistema emergencial capaz de explorar o volume morto do reservatório.

As cidades e localidades atendidas pelo Sistema Jucazinho são: Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Santa Cruz do Capibaribe, Surubim, Toritama, Vertentes, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Salgadinho, Casinhas, Frei Miguelinho e Ameixas. Essas áreas seguirão o calendário de distribuição de dois dias com água e 28 dias sem água.

A nova bomba submersa está operando com uma vazão de 250 litros por segundo. A expectativa da Compesa é que o sistema emergencial de captação consiga explorar todo o volume morto, que é de cerca de oito milhões de metros cúbicos de água, prolongando a vida útil da barragem por mais quatro meses.

A barragem de Jucazinho, localizada em Surubim, tem capacidade para acumular até 327 milhões de metros cúbicos de água. No entanto, desde maio de 2011, não tem conseguido juntar água de forma significativa por causa da escassez de chuvas. “A Compesa tem se empenhado para preservar esse manancial, que é o maior em volume do Estado e o mais importante do interior. Contudo, nem mesmo todo o cuidado que tivemos com a sua exploração impediu que chegássemos à beira do colapso, com um nível de apenas 2,5% de acumulação, o menor de sua história”, lamentou o diretor regional do Interior, Marconi Azevedo.

Segundo o gestor, a obra estruturadora que vai trazer segurança hídrica para 68 cidades do interior, a Adutora do Agreste, está em execução e conta com 40% de seu projeto concluído. A Adutora do Agreste receberá água do Ramal do Agreste, que estará interligado ao eixo leste do canal da transposição do rio São Francisco, e vai beneficiar cerca de dois milhões de pernambucanos.