Maia janta com Bornhausen em busca de apoio do PSD

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), jantou, ontem, com o ex-senador Jorge Bornhausen (PSD-SC) em busca de apoio para sua reeleição ao comando da Casa em fevereiro deste ano. O encontro aconteceu em Florianópolis, onde o parlamentar fluminense está desde ontem em campanha.

Antes de ajudar a criar o PSD, Bornhausen foi filiado ao DEM. Foi graças à articulação do ex-senador catarinense que Maia foi escolhido como primeiro presidente do partido, em 2007, quando a legenda foi criada. Até então, o hoje Democratas se chamava PFL (Partido da Frente Liberal).

Para o atual presidente da Câmara, o apoio de Bornhausen é importante para consolidar os votos da bancada do PSD. A legenda tem o deputado Rogério Rosso (DF) como candidato, mas integrantes da cúpula da sigla admitem que a candidatura do correligionário dificilmente deslanchará e ele acabará desistindo da disputa.

No PSD, Maia já conta com apoio informal do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações), presidente licenciado da sigla. Kassab prometeu ao deputado do DEM que, assim que Rosso desistir oficialmente da candidatura, anunciará publicamente apoio à reeleição dele.

Mesmo antes do apoio público, o ministro já vem ajudando o atual presidente da Câmara nos bastidores. Kassab ajudou a marcar para esta quinta-feira, 12, café da manhã entre Maia e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), em Florianópolis. A bancada federal catarinense também participou do encontro.

Agenda

De Santa Catarina, o presidente da Câmara deve retornar a Brasília. A previsão é de que só volte a viajar em campanha na próxima segunda-feira, 16, quando deve ir para São Paulo. Na capital paulista, quer se reunir com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e com deputados do Estado.

Em 20 de janeiro, Maia vai a Fortaleza, onde almoçará com a bancada cearense em um hotel à beira-mar e se encontrar com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT). No mesmo dia, irá a São Luís, onde pretende jantar com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Apoio a governistas abre guerra interna no PT

Folha de S.Paulo 

A disputa pelo comando da Câmara e do Senado aprofundou a crise interna do PT.

Com a anuência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as principais lideranças defendem a composição com candidatos de partidos da base do governo Temer, como Rodrigo Maia (DEM) ou Jovair Arantes (PTB) na Câmara e Eunício Oliveira (PMDB) no Senado.

O líder do partido na Câmara, Carlos Zarattini (SP), abriu diálogo com os governistas sob o argumento de que a prioridade é que o PT tenha hoje um espaço nas Mesas Diretoras compatível com o tamanho de sua bancada.

Segunda maior bancada da Câmara, com 57 deputados, o PT quer a segunda secretaria, responsável por serviços administrativos e encaminhamento de requerimentos de informação a ministros.

Para petistas, não será possível ter o cargo com o lançamento de uma candidatura de oposição, como a do pedetista André Figueiredo (CE).

“Não adianta um candidato de oposição fazer um discurso bonito no dia de votação e acabar ali. Nossa prioridade é ver respeitada a regra que garante ao PT a segunda vaga na mesa. Quem é contra isso não entendeu a questão”, diz Zarattini.

O líder do PT manifestou sua posição na terça (10) ao participar do lançamento da candidatura do governista Jovair. Sua presença provocou a reação.

Secretário de Formação do PT, Carlos Árabe lembra que Jovair foi relator do voto do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “É indigno e imoral o líder do PT botar o pé no ato desse candidato golpista”, criticou.

No Senado, em desacordo aberto com o líder da bancada, Humberto Costa (PE), Lindbergh Farias (RJ) critica o apoio à candidatura de Eunício à presidência da Casa. O PT tem dez senadores.

“É fazer aliança com golpista, que foi relator da PEC 55 [teto de gastos], que vai comandar o processo de desmonte da Constituição e de ataque ao direito dos trabalhadores”, acusou.

Dois dos maiores defensores de Dilma à época do impeachment, Lindbergh e Gleisi Hoffmann (PR) rechaçam a costura com governistas.

PT deve apoiar Figueiredo para presidente da Câmara

Mesmo com uma bancada de 57 deputados federais, a segunda maior do Congresso, o PT não lançará candidatura própria para presidente da Câmara. De acordo com o líder do partido, Afonso Florence (BA), a tendência é apoiar a candidatura do ex-ministro André Figueiredo (PDT-CE).

“O PT não tem número de deputados para apresentar candidatura. Estamos discutindo a de André Figueiredo. A disputa está entre os golpistas”, afirma. Ele menciona a tentativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de disputar a reeleição mesmo com o veto da Constituição, que proíbe reeleição na mesma Legislatura.

“Os golpistas agora se golpeiam. Como fizeram vários ministros que saíram do governo (Dilma Rousseff) atirando”, disse. Florence insiste na história de que o impeachment da ex-presidente foi golpe, assim como a maioria dos petistas.

Apoiar Aécio para 2018 seria “difícil”, diz prefeito

Folha de S.Paulo 

Prefeito de Belo Horizonte e uma das principais lideranças do PSB, Marcio Lacerda, 70, afirma que o partido tem que ter consciência de que “a crise econômica é grave” e precisa votar medidas de ajuste na economia “por mínimas que sejam”.

Presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, ele reclama que a discussão política “contaminada por 2018″ pode prejudicar as cidades.

A sigla comanda o Ministério de Minas e Energia, mas alguns membros, como o governador Paulo Câmara (PE), têm demonstrado insatisfação com o governo federal.

À Folha Lacerda também nega que tenha tratado com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sobre apoio em uma eventual disputa ao Planalto em 2018.

No entanto, “acha difícil” que o partido esteja ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Aécio e Lacerda eram próximos, mas racharam porque cada um queria lançar candidato na capital mineira. Ambos acabaram derrotados por Alexandre Kalil (PHS), cujo slogan era “chega de político”.

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Folha – O PSB gaúcho se posicionou pela saída do governo Temer e o governador de Pernambuco demonstrou insatisfação. Qual sua posição?
Marcio Lacerda - Pessoalmente, muito antes do impeachment, eu disse que achava não ia resolver o problema do país porque um governo Temer teria dificuldades de credibilidade, de arregimentar forças para fazer as mudanças de que o país precisava. Depois, nas discussões sobre o PSB participar ou não do governo Temer, eu acompanhei a maioria, que dizia que não aceitaria o convite, mas havia uma posição entre os deputados de ter alguma posição em ministério para fazer política.

Questionado sobre PSDB, Temer diz ter “apoio maciço”

Da Folha de São Paulo

O presidente Michel Temer esteve em Mogi das Cruzes (SP), hoje, para inaugurar unidades do programa Minha Casa, Minha Vida ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com quem trocou elogios.

Questionado sobre um eventual temor de que partidos da base, como o PSDB, deixem de apoiar o seu governo, Temer respondeu enaltecendo sua relação com o Congresso.

“Francamente, toda a modéstia de lado, desde a Constituição de 1988 ninguém conseguiu apresentar as propostas que nós apresentamos. O teto dos gastos é uma coisa problemática e nós conseguimos aprovar [a PEC] com uma maioria significativa tanto na Câmara como Senado. E isso evidentemente com apoio de outros partidos e em particular do PSDB, que tem nos dado um apoio extraordinário”, disse o presidente.

Nesta terça, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) declarou em entrevista a uma rádio de João Pessoa que Temer poderá ter “dificuldade” para concluir o mandato. Ao comentar o episódio, o peemedebista disse que tem “apoio maciço” do Congresso.

“Se nós não estivermos habituados a falas dessa natureza, nós não conseguimos governar. Nós temos que passar adiante. Uma ou outra fala é circunstancial, é momentânea, episódica, o que vale é o apoio maciço que estou recebendo do Congresso Nacional”, afirmou.

Temer destacou ainda a ajuda que tem recebido do PSDB para a tramitação de sua proposta de reforma da Previdência –que, em uma semana, recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O presidente esteve em Mogi das Cruzes para entregar 420 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, que tiveram investimento de R$ 37,3 milhões do governo federal e de mais R$ 5,4 milhões do governo de São Paulo, por meio do programa Casa Paulista.

Além de Temer e Alckmin, participaram da cerimônia o ministro das Cidades, Bruno Araújo, e o presidente da Caixa, Gilberto Occhi. A Caixa é responsável pelos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida.

Em seu discurso, Alckmin adotou um discurso de “pacificação” na linha do que Temer tem feito. “No Brasil de hoje não há mais espaço para nós contra eles. O Brasil de hoje tem de ser de nós, cidadãos brasileiros, que estamos aprendendo com esta crise”, disse o tucano.

“Eu, ao longo do tempo, tenho pregado exatamente a pacificação do nosso país”, continuou Temer em seu discurso, invocando o espírito natalino de “solidariedade”.

PT apoia em peso ataque às medidas contra corrupção

O ex-deputado Ulysses Guimarães (PMDB), voz eloquente da Constituinte, não imaginava o que se tornaria o Congresso quando avaliou a qualidade do Legislativo. “Toda vez que você falar mal da Câmara”, avisou Ulysses, “espera que a próxima será pior “.

Na calada da noite, a Câmara derrubou vários pontos importantes do pacote de medidas contra corrupção proposto pelo Ministério Público Federal, desfigurando a proposta.

Apesar de terem desistido de incluir no pacote a anistia à prática do caixa 2, os deputados incluíram a possibilidade de punição de magistrados e integrantes do Ministério Público por crime de abuso de autoridade – um verdadeiro tiro a queima roupa na Operação Lava Jato – e rejeitaram pontos como a tipificação do crime de enriquecimento ilícito de funcionário público, a ideia de tornar a prescrição dos crimes mais difícil e a de facilitar a retirada de bens adquiridos com a atividade criminosa.

Enquanto dizia que o governo do presidente Michel Temer queria enfraquecer o combate à corrupção, o PT votou em peso contra o pacote de combate à corrupção. Na votação dos destaques, que mudaram o texto original, não houve um único deputado do partido que tivesse votado contra a excrescência. Justifica-se. A maioria de seus políticos é investigada pela Lava Jato.

O projeto seguirá agora para a apreciação do Senado. Mas a porta da indecência está escancarada.

Líder de Temer: “Centenas” de deputados apóiam Geddel

Folha de S.Paulo 

O líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE), convocou uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (21) para defender Geddel Vieira Lima (governo) e dizer que, para o Palácio do Planalto, o caso é muito pequeno e está “esclarecido”.

“O ministro Geddel recebeu a solidariedade de centenas de parlamentares que compõem a nossa base. Eles prestaram solidariedade e reconheceram o grande trabalho que o ministro está fazendo”, afirmou Moura.

Para o líder do governo Temer, a revelação de que Geddel levou a um colega ministro um assunto em que ele tem interesse é normal e “muito pequeno perto de outros assuntos de interesse da República”.

Conforme revelou a Folha, o agora ex-ministro Marcelo Calero (Cultura) acusa Geddel de pressioná-lo a obter um parecer técnico favorável à construção de um prédio em Salvador. O imóvel tem como empreiteiro um amigo de Geddel, que adquiriu um dos apartamentos.

“Ele ter discutido com um colega dele, um amigo ministro, com quem ele tinha um relacionamento próximo, não vejo nenhum motivo para fazer essa tempestade que estão fazendo. Ele não usou a prerrogativa de ministro para exigir mudança no parecer e respeitou a decisão do embargo”, acrescentou Moura.

parecer em questão, contrário à obra, é do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão subordinado à Cultura.

Geddel recebeu no Planalto, além de Moura, outros líderes de partidos aliados, como Rogério Rosso (PSD-DF) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Nesta terça-feira (22) ele receberá no Palácio do Planalto os líderes de partidos aliados, em reunião que pode se transformar em um desagravo ao ministro. Há possibilidade de o presidente Michel Temer comparecer ao encontro.

PSB descarta apoiar candidato ligado a Temer em 2018

Apesar do discurso de que a prioridade no momento é ajudar o governo Michel Temer a tirar o país da crise, integrantes da cúpula nacional do PSB trabalham de olho no fortalecimento da legenda e descartam apoiar um nome da atual gestão na disputa à Presidência da República em 2018.

“Temer já disse que não será candidato a presidente e a prioridade do PSB é fortalecer nosso projeto. O partido não tem compromisso eleitoral com Temer, tem compromisso de colaborar com a transição”, disse o secretário-geral da legenda, José Renato Casagrande.

Em relação ao atual governo, restam até mesmo críticas de falta de diálogo nas decisões na área econômica. “O governo Temer dialogou mais com o Congresso do que com os governadores e prefeitos, neste momento inicial, o que é ruim”, disse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, herdeiro político de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo durante a eleição presidencial de 2014.

Os planos da legenda para 2018 giram em torno de uma aliança nacional com o PSDB. A ideia do partido tem como pano de fundo se mostrar competitivo na próxima eleição presidencial e, dessa forma, ganhar protagonismo tanto na disputa eleitoral como em um futuro governo federal.

PSDB define apoio a Antônio Campos em Olinda

Em Olinda, o PSDB decidiu apoiar a candidatura de Antônio Campos (PSB) na disputa eleitoral do segundo turno. A posição da legenda foi anunciada, através do presidente nacional do partido, o senador mineiro Aécio Neves. Assim como no Recife, os tucanos se alinham aos socialistas.

A decisão, segundo Aécio, “é uma homenagem pessoal ao ex-governador Eduardo Campos”. “O PSDB estará apoiando em Olinda o candidato Antônio Campos, do PSB, já que também por muito pouco não chegamos ao segundo turno. É uma forma de homenagear não apenas uma sigla que no Congresso Nacional tem tido conosco uma enorme identidade e parceria. Também é homenagem minha, pessoal, ao ex-governador Eduardo Campos, apoiando seu irmão, Antônio, e de alguma forma retribuindo o importante apoio que tive do PSB em Pernambuco no 2º turno das eleições presidenciais”, declarou o senador.

Em entrevista ao blog, a candidata do PSDB à Prefeitura de Olinda, Izabel Urquiza, que ficou em terceiro lugar na disputa do primeiro turno (18,4%), deixou claro que ainda não fechou questão sobre quem vai apoiar. “Sei que há uma sinalização da executiva nacional para apoiar Antônio Campos, mas a gente ainda está discutindo nosso posicionamento. Tive reunião tanto com Antônio quanto com Lupércio [candidato do SD], mas espero definir o apoio até quinta”, esclarece.

Nessa segunda, o Diretório Regional do PSDB já havia estabelecido apoio à candidatura de Geraldo Julio (PSB) no Recife, indo de encontro à postura do representante do partido na majoritária, o deputado federal Daniel Coelho, que anunciou uma posição independente no segundo turno.

Aécio Neves ratificou o alinhamento do PSDB com os socialistas também no Recife. “Quero aqui afirmar oficialmente que o PSDB apoiará a candidatura do prefeito Geraldo Julio porque encontra com ela, apesar dos questionamentos e críticas naturais feitos durante a campanha, uma enorme identidade”.

João Campos mostra seu apoio a Ângelo em Sertânia

Na noite de ontem, o candidato a prefeito de Sertânia pelo PSB, Ângelo Ferreira, recebeu em seu palanque o chefe de gabinete do governador Paulo Câmara, João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos. João, em seu discurso, apoiou a candidatura de Ângelo e ressaltou tudo o que tem observado na caminhada dessas eleições. “Tenho viajado por todas as regiões do nosso Estado, pelo Moxotó, pelo Pajeú, toda essa redondeza. Sempre pergunto como estão os municípios. Quando falo sobre Sertânia, sempre me dizem que vai ser uma vitória muito bonita de Ângelo. Vim aqui hoje e vi pela quantidade de pessoas que esse relato é verdade”, afirmou.

João continuou sua fala, contando as impressões sobre o evento e seu candidato do PSB. “Colocar essa quantidade de gente na rua só quem tem muito serviço prestado por essa terra e quem tem gratidão por essa cidade. E, nessa reta final das eleições, vocês precisam refletir sobre o poder do voto. Sertânia precisa de mudança! Quem está na prefeitura hoje coloca a culpa dos problemas na crise, porque tem medo de enfrentá-la com trabalho”, contou.

O filho de Eduardo Campos, que acompanhou o trabalho de Ângelo também na Assembleia Legislativa, falou ainda sobre a importante trajetória política e a experiência dele. “Tive o privilégio de ver Ângelo como secretário de Agricultura do meu pai, também como militante histórico do nosso partido e sei que, hoje, não tem uma pessoa mais qualificada, mais preparada para ser prefeito de Sertânia do que Ângelo Ferreira. Vejo um sentimento muito forte: o povo está com saudade do tempo em que ele era prefeito e que cuidava bem da cidade”, pontuou. E completou, ainda: “nessa reta final, como diria meu pai, é todo dia pegado no serviço, vamos colocar o quarenta nos quatro cantos dessa cidade”, finalizou.

O deputado estadual recebeu ainda apoio dos deputados: federal Gonzaga Patriota e estadual Diogo Moraes. Neste sábado, cumpre agenda de campanha e finaliza o dia com grande bate-papo em Rio da Barra, local que recebeu investimento: uma estrada asfaltada que liga ao centro da cidade, conquista de Ângelo junto ao Governo Estadual.