ARTIGO — Cinco ideias que vão te ajudar avaliar oportunidades para sua empresa

Por Isabel Campos

Em tempos de crise econômica é natural que consumidores e empresas sintam-se inseguros. Trata-se de uma época de fortes emoções. O profissional de marketing deve estar atento e apto a compreender essas emoções, trabalhando para reduzir a insegurança sentida por seu público-alvo. Ajude seu cliente a se sentir mais seguro criando mensagens adequadas para o momento ou “re-empacotando” sua oferta.

Aqui estão cinco ideias – melhor dizer, lembretes – para ajudar você a avaliar que oportunidades podem estar presentes para a sua empresa.

1 – Necessidades X Desejos

Posicione sua oferta como atendendo a uma necessidade, ao invés de satisfazer a um desejo. Suprir uma necessidade é fundamental. Atender a um desejo pode ser apenas agradável e o consumidor pode adiar esse “agrado” até um momento mais oportuno. Alguns setores podem até levar vantagens em momentos de crise econômica. Porém, se sua oferta não está diretamente associada a necessidades consideradas de maior urgência – tais como as necessidades básicas ou de segurança – tente posicioná-la desta forma ou o mais próximo possível, possibilitando que seu cliente sinta-se mais seguro com a tomada de decisão. Por exemplo: se sua oferta está ligada à educação ou treinamento, ao invés de usar uma mensagem do tipo “aprenda algo novo”, você pode usar algo como “garanta seu emprego ampliando conhecimentos”.

2 – Pequenos Prazeres X Grandes Prazeres

Mesmo que a ordem seja controlar custos, os consumidores ainda estão em busca de prazer. A diferença é que talvez tenham que substituir grandes prazeres por prazeres mais simples. Bom momento para o consumo de sorvetes, chocolates, passeios nas proximidades e afins. Uma agência de viagens pode, por exemplo, focar na mensagem “o Brasil mais perto de você”, ao invés de tentar vender viagens internacionais com o dólar nas alturas. Um restaurante pode mudar seu cardápio baseando-o nos produtos da estação e garantindo melhores preços, o que pode ser divulgado num formato parecido com: “Alimente-se de forma saudável e econômica. Trouxemos a Primavera para o seu prato.”

3 – Apresente novo enfoque

Se sua oferta não pode ser posicionada para atender a uma necessidade de segurança ou para oferecer um pequeno prazer, ainda assim tente remodelar a mensagem de forma a assegurar uma percepção de segurança associada a ela. Por exemplo, alguém no segmento de pedras preciosas poderia passar o conceito “diamantes são um investimento para sempre”.

4- Segmente outra vez

Uma das máximas em estratégia diz “divida e conquiste”. Em tempos de crise, é bom voltar a ela. Reveja sua segmentação com o intuito de garantir maior fidelização, pois seu concorrente com certeza estará lutando ainda mais nessa fase para levar os seus clientes para lá. Divida mais e mais seu público-alvo e analise cuidadosamente cada uma dessas divisões. O que cada mínimo segmento deseja e que ainda não está atendido? Por exemplo: clientes que alugam DVDs de arte costumam ver o filme mais de uma vez. O que poderia agradá-los? Um prazo maior na locação pelo mesmo preço? Ou prefeririam um desconto ao locar o mesmo filme outras vezes? E as famílias que alugam para os pais e as crianças? Merecem um preço diferenciado no pacote ou outro tipo de diferencial? Foque cada mínimo segmento e crie vantagens específicas.

Você pode estar pensando: onde está a ideia (ou lembrete) número 5? Ela já vem. Até aqui viemos abordando ideias associadas ao momento de crise e insegurança. Porém, a última é diferente. Deve ser usada nos momentos difíceis e nos bons também:

5 – Meça os resultados de cada ação, sempre!

Apenas através de dados concretos você poderá avaliar acertos e erros e as necessidades de mudanças futuras, criando sempre novas estratégias para cada momento marcante em seu mercado.

Lembrando o ideograma chinês para a palavra crise, que é composto pelo ideograma que significa perigo unido ao ideograma que significa oportunidade, os resultados que sua empresa vai apresentar durante e depois desses momentos de turbulência dependem do enfoque que você decidir dar a eles.

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ARTIGO – Os desafios e possibilidades de 2016

Por Doriel Barros

Poucas vezes foi percebida tanta expectativa nos campos político e econômico em relação a um novo ano, como está ocorrendo com 2016. Um turbilhão de acontecimentos em 2015 promoveu fatos que, com certeza, irão mexer com a sociedade brasileira, de maneira extremamente positiva, principalmente para aqueles que acreditam no projeto de transformação social e política do nosso país.

A Direita conservadora vai perder novamente o debate político. Esse declínio já está sendo percebido e, prova disso, foram as mobilizações ocorridas ontem (13/12), que contaram com pouca adesão da sociedade. A população já percebeu que, no parlamento, são os deputados mais conservadores que estão unidos, e eles se colocam acima dos mais pobres, dos mais necessitados, o que faz com que contem apenas com o apoio da elite e de alguns desinformados da classe média que, sem memória, defendem seus algozes.

As acusações contra a presidenta Dilma não encontram consistência no campo jurídico, pois não há nenhum crime de responsabilidade fiscal. Por isso, não devem contar com o apoio, para o impeachment, do número necessário de deputados e, tampouco, da sociedade.

Há muitas tentativas de vincular a presidenta à corrupção, alegando que o Partido dos Trabalhadores recebeu doações de campanha das empresas investigadas na operação Lava Jato e que, portanto, cometeu crime eleitoral, e por isso ela deveria perder o mandato e o PT ser extinto. Por esse raciocínio, os partidos que deveriam acabar seriam o PSDB e o DEM, pois receberam bem mais recursos que o PT dessas empresas investigadas.

Há uma demagogia enorme da oposição, e essa postura deve causar retrocessos em seus partidos e em seus projetos políticos. Isso porque, ao se vincular, cada vez mais, à Direita ultraconservadora, essa oposição se distancia ainda mais do povo, que é quem elege o presidente. A população tem aprendido a fazer escolhas. Caminhamos para ter, pela primeira vez, no Brasil, a volta de um ex-presidente para governar a nação. O que essa Direita burra e preconceituosa vem fazendo é nos encorajando e nos unindo para lutarmos com muito mais força.

Portanto, 2016 será o ano da virada, onde a esperança vai vencer esse ódio da burguesia, e as forças da Esquerda haverão de ampliar os números de prefeitos e vereadores em suas bases, pois, antes de LULA e Dilma, o povo, principalmente do campo, passava fome, era tratado como cidadão de segunda classe. Essas pessoas não esqueceram desse sofrimento que viveram. Nesse novo ano, mais uma vez, aqueles que apostam no fim das forças de Esquerda vão errar. Isso é o que vai nos assegurar um verdadeiro “Feliz Ano Novo”.

ARTIGO — Você já está preparado financeiramente para 2016?

O ano de 2015 está no fim e, salvo algumas honrosas exceções, foi um ano terrível financeiramente para o país e para todos nós. A inflação real bate os 10% ao ano, a crise política se agrava e a perspectiva financeira para 2016, para a grande maioria, é mais sombria ainda.

Podemos aprender uma lição com o que o governo federal fez nos últimos anos. Ele “brincou com fogo” quando se trata de lidar com dinheiro. Ou, para nós aqui no “salão de baixo”, gastou mais do que devia e se deparou com o adágio popular “o dinheiro não aceita desaforo”. Se você não atenta pra isso, você dança.

O problema de se andar na beirada do precipício financeiro é que se acontecer algo ruim (desemprego, queda abrupta na renda, doença na família, acidente, autuação por impostos mal calculados etc) você é lançado para muito perto da borda fatal.

É fato que o governo federal não teve o profissionalismo de se precaver. Se você anda na beirada do despenhadeiro e ocorrem vários fatos negativos ao mesmo tempo (crise política, decisões econômicas péssimas, crise de confiança, etc) você é jogado pra dentro do buraco, onde é muito mais difícil sair.

Aprenda com o que está acontecendo no país e tire uma importante lição. Beirada de precipício financeiro é lugar para amadores e não é onde você deve estar nunca. Previna-se, pois as crises econômicas irão ressurgir de tempos em tempos e você deve, através da educação financeira, estar preparado para ficar longe da “borda” e dos seus perigos.

Para tanto, estude novos hábitos financeiros, use a criatividade, tenha pavor de desperdício, adote comportamentos defensivos de proteção do seu patrimônio, construa uma reserva financeira ao longo de meses ou anos, evite os caminhos da ostentação, reaproveite as coisas ao máximo e economize o que puder para ter dinheiro para investir.

Não ande com bajuladores (que nunca te dão bons e úteis conselhos ou avisos) e nem pessoas perdulárias. É mais fácil você afundar com elas do que mudar o comportamento dos perdulários para melhor. Quem gasta mais do que ganha vive num mundo de fantasia, quando a história acaba, ele descobre uma realidade terrível e mais difícil de se resolver. O ano de 2016 não será fácil para ninguém. Fique atento e defenda seu patrimônio. E não se esqueça nunca: o dinheiro não aceita desaforo.
Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast “Educação Financeira para Todos”.

ARTIGO — A economia brasileira em 2015 – balanço e consequências

Por Reginaldo Gonçalves

O ano de 2015 não foi nada favorável para a economia brasileira. Tivemos uma eleição conturbada em 2014, com promessas e exageros sem precedentes principalmente na área social, o que trouxe reflexos negativos que poderão ultrapassar 2016 e já com perspectivas de se manterem em 2017.

O uso da máquina pública e de estatais para represamento da inflação foi latente, assim como todos os preços administrados, como  serviços telefônicos, derivados do petróleo, eletricidade e planos de saúde. O maior destaque ficou por conta da energia elétrica e dos combustíveis, principalmente por gerarem impacto negativo na inflação.

A política de redução de energia elétrica alicerçada à crise hídrica fez com que em 2014 o governo utilizasse todas as alternativas possíveis e impossíveis para segurar o aumento do serviço. O caminho foi usar os recursos do Tesouro Nacional para financiamento das empresas elétricas. Posteriormente o governo acabou repassando o aumento dos preços, inclusive com a criação de bandeiras diferenciadas, em virtude das fontes de geração de energia, seja hidrelétrica, considerada a mais barata, ou a termelétrica, cuja geração é mais cara e, além de tudo, mais poluente.

No caso do petróleo, a política de represamento de preços ficou muito mais evidente. As promessas políticas envolvendo o pré-sal como salvador da pátria foram sendo exauridas por conta do menor consumo de combustíveis no mercado internacional e pela busca de fontes que são menos custosas, como a exploração do gás e petróleo de xisto.

A política usada em uma das principais empresas brasileiras, a Petrobras, retendo o repasse dos aumentos internacionais do petróleo, fez com que o caixa fosse reduzido aos poucos. Tudo por uma pífia gestão da estatal. O custo atual do barril é de aproximadamente US$ 37,28 (18/12/2015) petróleo brend. No início de 2014, o preço era de US$ 106,40 e no final daquele ano, atingiu US$ 52,99. A queda acentuada no preço internacional barateou a importação mas a necessidade de reposição pelo congelamento dos preços administrados em 2014 acabou se refletindo a em 2015.

Não é possível deixar de lado a fraude provocada por uma equipe de confiança que foi indicada pelo conselho de administração. Essa equipe geriu e desviou recursos, aumentando indevidamente o ativo da empresa. De acordo com as estimativas, o percentual de sobrepreço atingiu 3%. Mas hoje já se discute um valor maior e que deve atingir 10%. Por conta desse desvio de recursos houve o encarecimento da produção do petróleo. Estudos indicam que o custo da produção por meio do pré-sal deve girar em torno de US$ 41 a US$ 57 o barril, inviabilizando os investimentos e interesses externos na sua exploração,. Hoje compensa muito mais importar do que verter caixa para investimento incerto e duvidoso. Infelizmente a má gestão trouxe consequências bastante negativas, principalmente entre os investidores. A queda das ações foi significativa e as dúvidas quanto à atual gestão de Bendini, o homem do Banco do Brasil – conhecedor de um plano de negócios mas não de petróleo –  leva à insegurança quando o assunto é o futuro da Petrobras.

A necessidade de caixa para cobertura da má gestão pública, no que se refere ao uso dos preços administrados, está levando a Petrobras a paralisar seus investimentos, além de venda de ativos. Isso poderá gerar dúvidas com relação à transparência, principalmente em decorrência do que aconteceu com Pasadena – que foi o estopim na identificação de desvio de recursos envolvendo partidos e políticos.

Nesse cenário as empresas perderam massa muscular, a crise no mercado foi latente e a ingerência do governo começou a ser demonstrada por meio de uma queda mais significativa da economia e o aumento de desemprego em 2015. Lembramos o que dizia Lula no passado: ele falou em marolinha, esnobando os países industrializados que passavam por crise. Ele tinha a solução “usando” o emprego e assistencialismo, mas, estamos passando por uma turbulência muito maior. Podemos considerar a situação uma Tsunami na área política, onde não há a certeza de afastamento da Presidente da República, assim como do presidente do Senado. No cenário internacional estamos sendo motivos de chacota pela falta de um posicionamento politico, o que resulta num prejuízo sem precedentes na economia.

O governo do gasto e do assistencialismo não se preocupou com 2015, ano que já apresentava um quadro difícil de recuperação. Mesmo assim inflou a arrecadação no orçamento do ano. Houve uma frustração na arrecadação, assim como o aumento do gasto público. A utilização de pedaladas fiscais ficou bem clara no momento de usar os bancos públicos para financiar as contas do Tesouro Nacional. Para redução dos gastos públicos deveria ser preservada uma política pública de atendimento da saúde, educação, transporte e habitação e com corte de ministérios, o que na prática não aconteceu.

A aprovação de um orçamento com previsão de déficit primário é uma vergonha. Isso indica contaminação e falta de responsabilidade do governo em não cortar gastos, buscando a receita nas empresas que estão agonizando e perdendo dia a dia sua competitividade. O aumento da carga tributária está acabando com a competitividade das indústrias, que vêm perdendo a cada dia mais receita e produzindo um produto com preços mais altos e sem valor agregado, permitindo que haja um estímulo para a compra de produtos importados.

O que foi construído com o Plano Real – que tem mais de 20 anos de história, com a redução da inflação e aumento do poder de compra – está sendo jogado pelo ralo. Não conseguimos nem ao menos manter a meta de inflação de 4,5% ao ano com viés de 2% para cima ou para baixo. A inflação já ultrapassou dois dígitos, mesmo com as ações do Banco Central, por meio das reuniões do Copom, com o aumento da taxa selic de 11,75% para 14,25% ao ano em 2015. O que foi observado não foi o bastante para reduzir a inflação e limitar o desemprego em 2015, que continua crescendo.

As projeções relativas ao PIB não são positivas. A previsão é que deve haver uma queda em torno de 3,2% em 2015; o índice, em 2016, deve cair para 2%, provocando um período de apreensão e insegurança.

Algumas estratégias do governo estão sendo colocados em pauta para buscar uma aceleração do seu caixa por meio da venda de ativos além do leilão de blocos de petróleo e das empresas de geração de energia elétrica. E pouco se fala em investimentos na área de infraestrutura, que seria importante para redução dos custos de produção. A frustração nos leilões já é admitida pelo governo. Certamente deveremos fechar 2015 com déficit orçamentário, com dúvidas na gestão e possível afastamento do governo pela falta de responsabilidade, que está evidenciada na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Se não houver uma solução para a política pública haverá a continuidade da desconfiança dos investidores, sejam eles estrangeiros ou mesmo brasileiros. As inseguranças jurídica e econômica, aliadas à fome do governo em taxar tudo para escapar da responsabilidade fiscal são evidentes. O Brasil vem perdendo o selo de bom pagador pelas agências de avaliação de crédito, que já consideram o Brasil como investimento de risco, encarecendo a busca de recursos no exterior para melhorar a capacidade e competitividade das empresas. A despedida de Joaquim Levy já indica a falta de um profissional administrando um órgão importante como o Ministério da Fazenda.

Alguns segmentos, na busca pela sobrevivência, aproveitam o momento para buscar investimentos que ainda podem trazer lucratividade e estão adquirindo empresas ou juntando-se por meio de fusões e incorporações. É visível a centralização de esforços na área educacional onde a busca por expansão é um dos fatores de desafio para manutenção da lucratividade.

O governo precisa repensar a política pública, priorizar as ações sem pedaladas e o cumprimento do orçamento. Outra preocupação é com relação à manutenção do assistencialismo. A simples distribuição de renda, sem um acompanhamento por meio de uma auditoria séria para que os recursos sejam utilizados de tal forma que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, tirando-as efetivamente da linha de pobreza e mantendo a condição das classes D e E, que atingiram a classe C – essas pessoas não podem voltar para as classes inferiores, deve ser repensada. Para isso, o governo tem que fazer política e não acordos sem responsabilidades com o leilão de cargos e ministérios.

 

ARTIGO — A Carta de Temer

Por Maurício Assuero

O presidente da câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment proposto por Hélio Bicudo, ex-petista, e o mundo não acabou. O que acabou foi a morosidade e a chantagem porque agora Dilma tem pressa em resolver a questão. De fato, não dá para esperar até fevereiro para colocar o país no trilho. O que se lamenta é a forma como as coisas estão sendo canalizadas. Todos os deputados da oposição, inclusive os nossos pernambucanos, se colocam contra Dilma e até o momento não dizem uma palavra contra Cunha. É absolutamente estranho ver um deputado pernambucano, que já foi governando, ao lado de Cunha e de Paulinho da Força que está sendo processado por desvios em recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Particularmente, não acho o impeachment uma boa saída, mesmo porque o vice-presidente, Michel Temer, assinou autorizações das chamadas “pedaladas fiscais” e aí se tivermos que ser coerente vamos impedir o Temer também e com isso abrir espaço para o que o presidente da câmara assuma a presidência.

Na verdade o momento não é de alegria. Não combina com as felicitações do fim do ano. O Brasil está mergulhado num emaranhado de corrupção que envolve, quase todos os partidos políticos, mas não todos os políticos. O PMDB não tem respaldo para tirar o país da crise até mesmo porque num se posicionou coerentemente. Há no partido pessoas sérias que lutaram contra o regime militar, que se tornaram presos políticos, que defenderam a democracia em tempos de ferro. No entanto, o partido é governo? É oposição? E se chegar a presidência vai ser governo?

A culpa desse inferno que Dilma vive não é exclusivamente dela. Ao meu ver, a culpa de Dilma foi não ter tido coragem de continuar a vassourada que ele entabulou no primeiro governo quando afastou 7 ministros envolvidos com corrupção. A deterioração da economia brasileira não surgiu no ano passado, mas ela começou a dar sinais de que seria forte a partir de 2008 quando o mundo começou a cair e o Brasil não vez absolutamente nada para se prevenir.

Agora, o cenário político está mais claro. Temer tem razão em alguns pontos da sua carta, mas o que leva um homem com o saber constitucional que ele tem ficar 4 anos como vice decorativo e só agora protestar contra isso? Por que não fez antes? Por que aceitou ser vice novamente? Por que só agora, com o processo de impeachment aberto? Ele deveria ter colocado na sua carta explicações sobre isso. “Cartas na mesa! Verdade, franqueza”

ARTIGO — A melhor herança da Lava Jato

Por Cláudio Damasceno

Ainda é cedo para mensurar os efeitos da Operação Lava Jato para o futuro do Brasil. Mas, se realmente aprendermos a lição, o patrimonialismo – esse mal cuja primeira manifestação nestas terras foram as capitanias hereditárias – passará a ser, aos olhos da opinião pública, o principal inimigo do nosso progresso. Numa projeção otimista, deixaremos de ser lenientes com as relações nada decentes entre alguns agentes públicos e capitães da iniciativa privada. Afinal, já conhecemos o resultado dessa relação pouco republicana: a corrupção, que torna o Estado um paquiderme ineficiente, caro e insaciável; um viciado em arrecadação, eternamente crescente e injusta.

Nem tudo, porém, é desalento. Alguns efeitos da Lava Jato são muito positivos, sobretudo quando se referem ao aperfeiçoamento da vigilância das operações financeiras. Um deles é o Projeto Herança, desenvolvido ao longo deste ano, com base na experiência adquirida de fiscalizações no âmbito da operação. Seu foco são agentes públicos e políticos que apresentam indícios de enriquecimento ilícito, e situação incompatível com renda e valores declarados à Receita Federal (RFB).

Antes que poderosos defensores de muitos dos que cairão nas redes do Herança digam que se trata de mais um tijolinho na construção de um Estado policial, que vigia os contribuintes de várias maneiras, é preciso deixar claro que somente quem deve é que tem que temer. Vimos que não falta criatividade àqueles que se fartam do dinheiro obtido ilegalmente. Se uma década atrás o qualificativo “laranja” chocava o Brasil pela frequência no noticiário político-policial, hoje os “trustes” estão na ordem do dia. A corrupção é difícil de ser combatida exatamente porque parte dela paga regiamente profissionais habilidosos, que fazem das brechas na lei a saída de emergência para seus clientes.

O Projeto Herança foi desenvolvido na cidade de São Paulo pela Delegacia Especial de Fiscalização de Pessoas Físicas da Receita Federal (DERPF). Desencadeou 15 ações de fiscalização, que devem resultar algo em torno de R$ 15 milhões em autos de infração. A média de R$ 1 milhão por auto é bem superior à observada nos lançamentos das pessoas físicas – nos últimos cinco anos, girou em aproximadamente R$ 680 mil. O programa foi elaborado paralelamente à atuação de auditores na Lava Jato.

O Herança rastreará também patrimônio não declarado à Receita. Haverá troca de informações com órgãos de registro de aeronaves, embarcações, imóveis e automóveis de alto luxo. A conexão com essas bases de dados é fundamental. São inúmeros os casos de dinheiro recolhido ilegalmente que se torna um bem, colocado em nome de alguém que jamais teria capacidade financeira de obtê-lo. E não por acaso recursos levantados em transações ilegais se transformam em ativos de alta liquidez – não perdem valor e podem ser negociados rapidamente pelos verdadeiros donos, se houver necessidade.

Auditores fiscais que trabalham no Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, em São Paulo, integrarão o projeto. É gente com especialização, adquirida depois de muito se assombrar com aquilo que já viu nas ações de combate à corrupção.

Finalmente o Brasil começa a levar a sério a frase de Mark Felt, o célebre Garganta Profunda, ao indicar como o jornalista Bob Woodward poderia desmontar a estratégia da Casa Branca no Caso Watergate. Seguir o dinheiro (“follow the money”) sempre foi a maneira mais eficaz de combater o enriquecimento ilícito e quebrar a espinha dos assaltantes de Estado e estatais.

O nome do projeto foi bem escolhido pela Receita – “Herança”. Na visão da autoridade fiscal, a ideia é deixar “um importante legado para as futuras gerações”. Justíssimo. Pátria educadora não é somente aquela que põe dinheiro na educação. É aquela que investe bem o dinheiro do cidadão. E investir bem é tapar os furos da corrupção, que enfraquece o Estado, escarnece da ética e gargalha da moral.

ARTIGO — Crise? Não para o bom velhinho! Busca por Papai Noel deve aumentar 50% em 2015

Segundo pesquisa realizada pelo GetNinjas, maior plataforma de contratações de serviços no país, a busca para contratação de Papai Noel para as festividades de Natal pode aumentar em até 50%, se comparado a 2014.

Períodos de crise, como o que estamos vivendo atualmente, exigem da população em geral criatividade e pró-atividade em busca da renda extra, ainda assim treinamento e preparo são imprescindíveis. Pensando no Bom Velhinho, existem empresas especializadas em treinamentos de Papai Noel “Muita gente perdeu o emprego ou precisa ganhar um dinheiro extra e vem nos procurar para trabalhar como Papai Noel. Fazemos uma seleção e oferecemos treinamento completo para que quando esse profissional ofereça serviços, faça o trabalho da melhor forma” explica Silvio Ribeiro, Papai Noel há mais de 40 anos e fundador da fundador da Claus Produções.

A busca por um Papai Noel profissional pode trazer frustrações, por isso, ferramentas como a GetNinjas facilitam a vida de quem deseja contratar. “Temos mais de 220 profissionais que prestam esse serviço em nossa base. No GetNinjas é possível acompanhar as avaliações anteriores e ter isso como referência. Estamos falando de Natal – uma época muito importante e que traz grandes expectativas. Escolher um bom profissional faz toda a diferença”, explica Eduardo L’Hottelier, CEO do GetNinjas.
Além de Papais Noeis, no GetNinjas, o usuário pode organizar uma festa completa. É possível contratar DJ, animador de festas, cozinheiros, churrasqueiras, buffet completo, espaço, entre outros em poucos minutos. Hoje, são mais de 120 mil profissionais cadastrados em todo o país.

Sobre o GetNinjas

Com mais de 120 mil profissionais cadastrados em todo o Brasil, divididos em mais de 100 subcategorias, e uma média de 100 mil cotações por mês no site, o GetNinjas.com.br já captou mais de R$ 47 milhões de investimento da Tiger, Monashees Capital, Kaszek Ventures e Otto Capital. A empresa foi eleita a melhor startup brasileira em 2013, pela Microsoft, e, em 2012, a melhor startup brasileira pela TNW (The Next Web), e a melhor startup latino-americana pela Fnbox.

ARTIGO — Facebook: diga o que você curte e lhe direi quem tu és

Por Marie Suzuki Fujisawa

Você já deve ter escutado em algum momento de sua vida: Diga com quem tu andas e eu lhe direi quem tu és. Hoje podemos dizer: Diga o que você curte e quais amigos você tem no Facebook que eu lhe direi quem tu és.

Pesquisas realizadas pela Universidade de Cambridge conseguiram avaliar por meio dos likes do Facebook a personalidade do indivíduo e, caso o mesmo concorde em participar da pesquisa, predizer quais as orientações políticas, idade, QI e orientações sexuais do participante. Se você quiser fazer um teste, acesse:www.youarewhatyoulike.com, que significa: você é o que você curte. E conheça um pouco mais sobre você e seus amigos.

E o que tudo isso tem a ver com marketing? Com o advento das novas tecnologias, conhecer o consumidor e saber o que ele curte é fundamental para sua sobrevivência. Atualmente, o consumidor não tem tempo e não assiste aos comerciais, a interatividade faz com que só vejamos o que queremos e, por esta razão, desenvolver mecanismos que estimulem o consumo é o grande desafio do marketing e das agencias de comunicação.

Como isso funciona? Já percebeu que após procurar um roteiro de viagem, toda vez que você navega na internet surgem ofertas daquela rota? Ou, quando você compra uma máquina fotográfica e não compra a maleta da máquina, magicamente surgem ofertas daquela maleta? Essa ação é parte da estratégia conhecida como marketing Big Data, que por meio do IP do seu computador as empresas conseguem rastrear seus últimos acessos e assim a área de marketing usa da tecnologia para desenvolver meios para estimular o consumo.

E agora voltando ao Facebook, já que as empresas conseguem buscar as suas preferências pelos likes que você dá, use-as a seu favor. Use o Facebook e o LinkedIn como uma ferramenta para ajudá-lo no seu marketing pessoal. As empresas de recrutamento e os headhunters analisam todas as suas postagens antes de contratá-lo. Então, nada de curtir as frases como: “odeio segunda-feira”, “EBA! Hoje é sexta-feira”, “meu chefe é um incompetente”. E postar este tipo de coisa, jamais!

Estamos em uma nova era, a era da informação. E se as empresas a utilizam a seu favor como uma ferramenta estratégica de marketing, faça o mesmo e boa sorte!

ARTIGO — Quem pode ter empresa no Simples Nacional?

Por Gilberto Bento Junior

A exigência inicial para abrir ou enquadrar uma empresa como SIMPLES é o faturamento. A receita, o dinheiro que entra na empresa, é de no máximo R$ 360 mil por mês, ou R$ 3,6 milhões por ano.

A abertura da empresa com o enquadramento no Simples pode ocorrer em qualquer época do ano, porém, o enquadramento para empresas já abertas deve ser realizado apenas no mês de janeiro.

A constituição da empresa pode ser tanto em sociedade como individualmente. Pessoas sem acesso a crédito podem abrir empresas no Simples assim como quem é sócio de outras empresas, mas neste caso, como há vinculação do CPF à outra empresa o faturamento não pode ser alto. Isso porque se a soma dos faturamentos em proporção às cotas sociais ultrapassar o limite do Simples, as empresas passarão a ser tratadas como regime fiscal de lucro presumido, perdendo os benefícios conferidos pelo regime simplificado.

Para manter a empresa no SIMPLES é necessário estar com as obrigações tributárias em ordem, ou seja, pagar os impostos para assim evitar a caracterização de inadimplência fiscal.

Comércio, indústria, serviços e atividades agrícolas são algumas das atividades permitidas no Simples. Estão excluídas as associações, cooperativas e entidades financeiras. Para uma consulta sobre o rol de atividades constantes no Simples bem como informações mais completas sobre o regime simplificado vale à pena consultar profissionais especializados no assunto.

Na prática, a vantagem do Simples é a unificação da carga tributária. Na maioria dos casos, a aplicação de um percentual sobre o faturamento unifica vários impostos e torna o custo tributário mais baixo. Nestes custos estão incluídos o INSS que a empresa paga para ter funcionários, e tributos em geral como PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, IPI, ISS, o ICMS, que em alguns casos é cobrado à parte, de acordo com a atividade.

Empresas incluídas no regime simplificado estão dispensadas da retenção tributária em nota fiscal, situação onde quem paga tem que reter os tributos e pagar em nome de quem recebeu os valores, enviando-lhes a guia para contabilização posterior.

No entanto, existem algumas declarações fiscais, contábeis e pessoais a fazer, como, por exemplo, a DEFIS que equivale a uma declaração de Imposto de Renda da empresa, a RAIS, que presta informações ao governo sobre os funcionários, seus salários, férias, etc. entre outras obrigações do escritório de contabilidade.

Para efeito de controle contábil a lei exige das empresas no simples a emissão de livro caixa. Nós percebemos que muitos contadores não o fazem, principalmente, porque a empresa não envia os documentos necessários dentro dos prazos.

Respeitar os prazos para o envio de documentos é uma mudança de hábito fundamental. Enviar para a contabilização todas as notas fiscais, extratos bancários e demais registros do negócio, exigir dos contadores a emissão de livro caixa ou de balancetes e balanços, assim como ler estes documentos, que são o retrato documentado da empresa , são passos importantes pois a partir disso pode-se verificar a origem dos recursos financeiros, as informações de gestão, as decisões gerenciais que devem ser baseadas na realidade. A partir do livro caixa ou balanço é possível acompanhar tudo o que foi conquistado e gasto, mês a mês, permitindo saber o que é lucrativo, o que gera custos, onde é possível economizar e em que se pode investir.

 

ARTIGO — Coach mostra como afastar sentimento de solidão profissional

Por Maurício Sampaio

A solidão sempre remeteu ao lado pessoal, mas vem se tornando cada vez mais presente no âmbito profissional. De acordo com o coach de carreira Maurício Sampaio, o sentimento é mais comum do que se imagina e atinge principalmente executivos, profissionais liberais e empresários.

“Muitos profissionais estão com a carreira travada por conta desse sentimento, pois se sentem sozinhos em sua rotina de trabalho, mesmo com toda a conectividade promovida pela internet. Normalmente são pessoas que têm dificuldades para compartilhar desejos, planejar a carreira ou mudar seus rumos”, afirma o presidente do Instituto MS de coaching de carreira.

Sampaio admite que a solidão até o atingiu quando deixou o cargo de diretor de uma escola e começou a trabalhar como orientador vocacional. “Eu tinha um dia-a-dia agitado, coordenava pelo menos 50 funcionários e estava cercado de pessoas com quem trocava ideias, insights e compartilhava decisões. E, de repente, comecei a atuar sozinho. Foi uma enorme diferença.”

Segundo o coach, profissionais que tomam a decisão de trabalhar por conta própria, por exemplo, muitas vezes ficam desmotivados justamente por esse sentimento de solidão. Mas executivos de alto escalão também sofrem.

“É sempre bom ter uma pessoa, um coach, para ajudar a tomar decisões. Eu digo ajudar, e não tomar a decisão. Eu mesmo, apesar de coach, quando tenho que tomar alguma decisão ou planejar algo na vida contrato um profissional.”

Mostre-se presente!

A principal dica de Sampaio para vencer a solidão profissional é se fazer presente. “O profissional que se sente sozinho precisa, antes de tudo, se doar e ir atrás, não se acomodar. Pesquisar sobre eventos, palestras gratuitas e encontros profissionais, que abordem assuntos de interesse do profissional, podem ajudar muito. Ir a lançamentos de livros, por exemplo, é ótimo para conhecer pessoas e e criar novos relacionamentos profissionais”, sugere.

O especialista também recomenda a participação em grupos de Master Minds. “São encontros de pessoas que têm o mesmo propósito e se reúnem esporadicamente para falar sobre seus negócios. Tudo isso é válido, inclusive, para você pode ver as coisas de outros ângulos, observar movimentações estratégicas e, quem sabe, encontrar pessoas que te deem um insight e mudem sua visão.”

“Não se esconda no seu escritório e, mesmo se for um executivo, discuta suas ideias com outros profissionais, com pessoas em quem confie. E cuidado com a procrastinação. Não caia na armadilha do ‘depois vou a esse evento’ ou ‘amanhã falo com tal pessoa’, pois isso pode te prejudicar muito.”