Paulo Câmara faz avaliação positiva de encontro em Brasília

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O governador Paulo Câmara avaliou positivamente o encontro dos governadores do Nordeste com os presidentes do Senado Federal, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, nesta quarta-feira (20), no Salão Negro do Senado. Em entrevista após o encontro, o pernambucano disse estar confiante de que, desta vez, as questões do Pacto Federativo “avancem”, pois já estão em discussão há algum tempo. “O que a gente vê hoje é uma clara disposição do presidente do Senado, dos senadores, do presidente da Câmara e dos deputados, de fazerem com que essa pauta entre mesmo na agenda e seja votada em favor da democracia, dos estados e municípios”.
 
Paulo lembrou que os principais pontos da pauta dos governadores do Nordeste não avançaram desde o último encontro em 2013. Apenas o projeto relativo à indexação da dívida foi aprovado, mas ainda não está em vigor. Os demais seguem emperrados, como a PEC 172/2012, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE). A Proposta de Emenda à Constituição 172 proíbe a transferência de encargos aos estados e municípios sem repasse de recursos correspondentes. Paulo frisou que Pernambuco defende a proposta desde quando Eduardo Campos esteve em encontro semelhante ao de hoje, em Brasília, há dois anos. “A PEC 172 é crucial no momento em que o País vive. Não podemos ter nenhum tipo de incremento de despesa sem haver uma contrapartida de receita. Então, é hora realmente de um freio de arrumação. Os desafios são muito grandes. E tem que tomar medidas legislativas de apoio aos estados e municípios no sentido de que eles possam também contribuir para o Brasil superar a crise”.
 
Também não saiu do papel a questão das contribuições não serem repartidas com os estados  e municípios, lembrou Paulo. “Isso faz com que a Federação fique cada vez mais concentrada na União em pleno estado democrático de direito”. O governador também apontou outros pleitos dos estados e municípios apresentados aos senadores e deputados, como a unificação das alíquotas com a criação de um fundo de desenvolvimento regional, com recursos garantidos constitucionalmente.
 
Paulo voltou a pedir “maior diálogo e transparência” nas medidas que estão sendo tomadas pelo Governo Federal e que têm rebatimento nas administrações. “A gente tem que rediscutir uma política de saúde que chegue a todos, que consiga atender tantos os municípios, quanto os estados. Temos que ter uma descontração de recursos onde as receitas sejam melhor compartilhadas, tanto imposto como também de contribuições que não entram no rateio. Nós temos que ter opção também e a condição de captar empréstimos porque, hoje, os estados e municípios, inclusive aqueles pouco endividados como Pernambuco, não estão tendo nenhum tipo de autorização para fazer operações de crédito”, listou o governador. Esse conjunto de ações, defendeu Paulo, precisam ser “discutidas e ajustadas” para que os estados e municípios possam investir, gerar emprego e renda e melhorar a atividade econômica.
 
O governador pernambucano disse ainda apostar na relação “transparente” entre o Executivo e o Legislativo. E elogiou a iniciativa de Renan e Cunha ao “reabrirem” a discussão no âmbito do Poder Legislativo. Por outro lado, Paulo frisou que deve ser “redefinido o papel dos estados e municípios” e que eles precisam ter “mais autonomia”. “É fundamental nesse momento para superação da crise, superação dos desafios. Esse encontro de hoje (no Senado) dá as condições para que os estados e municípios contribuíam também para esse debate, para ajudar a aprovar projetos que fortaleçam a federação, fortaleçam as políticas públicas e fortaleçam a população”.

SPC avalia se o consumidor sabe negociar as dívidas

É muito comum as pessoas se preocuparem quando percebem que há dívidas em atraso e o nome pode ficar sujo na praça. Apesar de a situação parecer sem saída, ter calma ajuda muito neste momento. Nessa hora, é importante colocar todas as contas no papel e ver qual a melhor maneira para acabar com as dívidas.

Segundo o índice de inadimplência do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e uma pesquisa de recuperação de crédito do portal Meu Bolso Feliz, estima-se que em março deste ano havia 54,7 milhões de consumidores negativados, número equivalente a 37,50% da população entre 18 e 95 anos. De acordo com os dados, 48% dos consumidores apontam a falta de planejamento das finanças pessoais como o principal motivo que impossibilitou o pagamento de dívidas que os deixaram com nome sujo.

“Se organizar para pagar todas as contas em atraso é o primeiro passo para sair da inadimplência”, explica José Vignoli, educador financeiro do Meu Bolso Feliz. “Com dívidas atrasadas, o consumidor fica sem crédito no mercado e impossibilitado de uma série de transações, como tomar empréstimos para comprar uma casa, por exemplo. Para começar, tenha consciência do valor atual de sua dívida e entenda como ela cresceu e saiu do seu controle.”

Outro ponto importante é que apenas 23% dos consumidores foram procurados pelo credor, então é importante não ter receio e ir atrás para uma possível negociação da dívida”, aponta o educador. Segundo a pesquisa, 19% dos consumidores desejam negociar suas dividas, mas não sabem como fazer.

Segundo Vignoli, encarando o problema de frente, você descobre qual sua real condição e negocia seu débito da melhor maneira possível. “Dívidas em aberto viram uma bola de neve e quando você resolver enfrentar a questão, o problema já será muito maior”, conclui.

 

Depois de grande queda, popularidade de Dilma fica estável, aponta Datafolha

Do iG São Paulo

Pesquisa divulgada pelo Datafolha na noite de sexta-feira (10) mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) parou de cair. Para 13% dos entrevistados, Dilma faz um governo bom ou ótimo, mesmo número encontrado anteriormente. Já para 60%, a administração da petista é ruim ou péssima, dois pontos a menos do que o observado na pesquisa prévia.

Ainda de acordo com o Datafolha, a reprovação de Dilma por parte de 50% da população parece pulverizada. Ao menos é o que revelam os dados por segmento: gênero, região, faixa etária, escolarização e padrões de renda.

Tais patamares são os piores encontrados por Dilma desde o início do seu primeiro mandato, em 2011. A atual taxa de aprovação da presidente é comparável, segundo o Datafolha, com os piores momentos de Itamar Franco (12% em novembro de 1993, época do escândalo do Orçamento, da Câmara) e de Fernando Henrique Cardoso (13% em setembro de 1999, quando a população sentia a desvalorização do real).

Também permanecem estáveis as impressões sobre a economia. Para 78% a inflação deverá aumentar no próximo período; para 70% o desemprego vai subir e 58% acham que a situação econômica do país deve piorar.

O Datafolha ouviu 2.834 pessoas e a margem de erro é de dois pontos.

Fidelidade garante benefícios na compra da viagem de férias

Os programas de fidelidade estão cada vez mais populares entre os turistas brasileiros – e já influenciam no modo como o consumidor realiza suas escolhas de compras. A analista contábil Fernanda Machado, de 32 anos, só abastece no posto que rende pontos, só paga com o cartão de crédito que acumula milhas e passou a assinar uma revista motivada pela pontuação que aquilo renderia para um de seus três programas de fidelidade.

A parceria de Fernanda é tão forte que ela já viajou para Salvador gastando R$ 600. Emitiu as passagens e reservou o hotel com os pontos que acumulou durante um ano inteiro. Pagou taxa de embarque, os 10% de serviço e algumas refeições e passeios que fez por lá. “As vantagens nem sempre são explícitas, mas um turista atento consegue economizar bastante se associando a esses programas”, disse.

Os principais programas deste tipo no Brasil, inicialmente projetados para resgate de passagem diretamente com as companhias aéreas, hoje reúnem um grande número de empresas parceiras, que vão de redes de farmácia a postos de gasolina e supermercados. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o maior desejo de consumo dos brasileiros é viajar. E o principal desafio é driblar a falta de dinheiro.

A dica para conseguir mais bônus, segundo Bruna Milet, gerente executiva de marketing de um dos principais programas de fidelidade do país, é concentrar os gastos nas situações comuns do dia a dia, em empresas cadastradas do programa de fidelidade. Além disso, quem viaja por companhias internacionais geralmente pode transferir os pontos para programas parceiros no Brasil.

“Muita gente nem sabe que está acumulando e acaba deixando os pontos expirarem, em vez de trocar por passagens ou reservas de hotéis”, diz Bruna. Em geral, as empresas possuem três modelos de parcerias comerciais: acúmulo de pontos, resgate de prêmios e “coalizão”, no qual é possível tanto o acúmulo quanto o resgate de prêmios. O cliente, por sua vez, deve se cadastrar individualmente em cada empresa parceira para receber o benefício.

Em média, uma passagem aérea para um destino nacional custa cerca de 10 mil pontos ou milhas. Segundo uma grande administradora, cada milha equivale, a cerca de R$ 0,07 em gastos nas empresas parceiras, como postos de gasolina, por exemplo. Há também opções como pagar uma parte com dinheiro e uma parte com pontos, para reduzir o gasto na viagem. A estimativa das administradoras é que mil pontos sejam suficientes para abater 10% do valor da passagem.

Em uma grande rede internacional de hotéis, a parceria do programa de fidelidade com companhias aéreas permite também o uso dos pontos em “experiências exclusivas”, como visitas ao camarim e áreas VIPs de grandes shows, espetáculos e eventos esportivos. Na hospedagem, a rede oferece benefícios como tarifa com 50% de desconto, atendimento prioritário, upgrade de quarto, horários flexíveis de check in e check out, além de reserva antecipada.

“As inúmeras possibilidades oferecidas para a troca melhoram ainda mais a experiência de viagem dos clientes”, diz Emanuel Baudart, vice-presidente Global dessa rede de hotéis.

A troca de pontos por passagens e hospedagem segue a lógica parecida com a da compra tradicional: reservas com antecedência têm grande chance de saírem mais baratas, bem como a escolha de destinos na baixa temporada. Também é recomendado acompanhar o site dos programas de fidelidade e segui-los nas redes sociais, pois promoções relâmpago são frequentes.

2014 foi ano de fortalecimento para o Orçamento Participativo

Uma nova cultura política, que tem a cara da cidadania e da participação popular foi a marca registrada do Orçamento Participativo. Assim foi o roteiro do Orçamento Participativo de Caruaru em 2014, que esteve repleto de encontros e fóruns especiais com o objetivo central de proporcionar uma interação ainda maior entre sociedade civil e gestão municipal.  O programa da Prefeitura de Caruaru, desenvolvido pela Secretaria de Participação Social, através da Gerência de Decisões Orçamentárias vem deixando marcas positivas em Caruaru.

Em 2014, as ações se concentraram no monitoramento e acompanhamento das ações aprovadas pela população em 2013, tendo ao fim do ano 60% das ações em andamento, somando com obras e serviços que já foram concluídos. Entre essas ações, está a conclusão do asfalto do trecho final da Avenida Caruaru, em um trecho de 1Km que não tinha nem calçamento. A obra foi concluída no início de dezembro, antes do prazo previsto, que seria para o fim do mês e foi orçada em R$ 1.887017,51.

Também existem ações concluídas na saúde, beneficiando moradores da zona urbana e rural, a exemplo da entrega de 16 carros de apoio para unidades de saúde no segundo distrito, implantação de Unidades Básicas de Saúde no Sítio Cipó e Loteamento Novo Mundo que presta serviços como acompanhamento a gestantes e bebês, consulta odontológica, entrega de medicamentos, preservativos e contraceptivos dentre outros serviços básicos de atendimento a saúde da população. Ainda na Zona Rural, em dezembro foi autorizada a assinatura de contratos das primeiras 50 famílias beneficiadas no Minha Casa Minha Vida Rural, ação elencada como prioridade no Plano Pluri Anual Participativo.

Para o ano que se inicia, ainda existem propostas em andamento, como revitalização de áreas verdes no Bairro Luiz Gonzaga, ordenamento numérico de residências no Jardim Liberato, e a implantação de uma escola no bairro. Já no bairro Cidade Jardim, a Destra, conta com projeto para implantação de semáforos que vão ajudar na ordenação do trânsito, atendendo proposta de implantação de trevo no acesso ao bairro.  Na zona rural, existe a proposta de abastecimento d’água para o Sítio Alecrim; água encanada para o 4º distrito; e implantação de um local de extensão do atendimento do PSF Rafael no Sítio Barbatão.

Realizada em setembro a Caravana do Orçamento Participativo, fez uma visita a diversas localidades, na zona urbana e rural, reunindo o Conselho do OP, composto por delegados e delegadas de cada região do OP, que fiscalizam as ações aprovadas pela população.

PARTICIPE E FISCALIZE

O andamento de todas essas ações pode ser acompanhado mensalmente através do Gabinete Digital Caruaru, clicando aqui. A ideia é que a partir de 2015, as formas de divulgação e transparência do OP sejam mais ampliadas, para que a população se engaje cada vez mais.

Nas palavras do secretário de Participação Social, Leonardo Bulhões, o ciclo 2013/2014 representa avanços para que cidadãos e cidadãs caruaruenses fortaleçam uma cultura de controle social e participação popular. “A Secretaria de Participação Social é mais um instrumento que garante avanços na nossa cidade e o OP está aqui para aproximar a população da gestão”, ressaltou. E é nisso que também aposta o prefeito José Queiroz. “O OP é uma realidade em Caruaru, buscando fazer com que a população decida as prioridades do município. Nosso desejo para 2015 é que haja ainda mais interação e participação”, reforçou.

Esse entendimento representa também que o Orçamento Participativo é uma forma de construir uma cidade para as pessoas, com a contribuição delas, em diálogo com o poder público.

Estudo faz avaliação ruim de Dilma entre líderes

Apesar de a situação macroeconômica brasileira não ser nada animadora, as perspectivas de mudança em 2015 não trazem nenhum alívio, segundo aponta um estudo da consultoria britânica Trusted Sources, especializada em mercados emergentes.

Em um ranking sobre o ímpeto reformista de sete líderes de países emergentes, a presidente Dilma Rousseff aparece em quinto lugar, melhor apenas do que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do que o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

A consultoria atribuiu nota para os chefes de governo, variando de +2 a -2, e vai atualizar essas avaliações a cada dois meses. Nessa primeira etapa, Dilma obteve nota -1,5. “A presidente reeleita precisa se comprometer com uma reformulação das políticas econômicas, em meio a crescentes problemas econômicos e um grande escândalo de corrupção”, diz a Trusted Sources, se referindo às denúncias envolvendo a Petrobras.

O capítulo sobre o Brasil, intitulado “A verdadeira Dilma poderia por favor se levantar?”, afirma que as políticas econômicas heterodoxas da presidente, juntamente com condições externas adversas, levaram o País para a recessão. A mensagem da candidata durante a campanha presidencial foi clara: as políticas ortodoxas da oposição resultariam em aumento do desemprego e colocariam em risco as conquistas sociais dos governos do PT. “Porém, pouco após a eleição, ela começou a indicar que poderia abandonar seu modelo ‘Dilmanomics’ e adotar um caminho mais ortodoxo”, afirma o texto, assinado pela pesquisadora Elizabeth Johnson.

Maioria dos brasileiros usa o crédito para realizar compras imediatistas

Um relatório produzido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz conclui que a principal utilidade do crédito oferecido ao consumidor brasileiro é a satisfação de desejos de consumo de curto prazo como roupas e sapatos (63% do total), eletrônicos (58%) e eletrodomésticos (44%). Além disso, os estudos mostram que há uma inclinação maior do brasileiro para financiar mercadorias supérfluas. O relatório do SPC foi gerado a partir da análise de quatro pesquisas sobre o perfil do consumo do brasileiro divulgadas pela empresa ao longo de 2014.

Os estudos realizados pelo SPC Brasil mostram que o consumidor tem usado empréstimos para comprar mercadorias que não podem ser consideradas itens de necessidade. Além disso, em muitos casos, a compra financiada se concentra em itens de valor mais baixo, que poderiam ser pagos a vista. “O perfil de consumo do brasileiro tem como característica a compra imediatista, ou seja, aquela que tem a necessidade do prazer imediato, em que todas as consequências de longo prazo ― como, por exemplo, o endividamento ― não são consideradas em muitos casos”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

E de fato uma pesquisa sobre o comportamento dos adimplentes e inadimplentes mostrou que 17% dos consumidores em idade adulta ― o que representa cerca de 23 milhões de pessoas ― se encaixam no perfil imediatista, ou seja, de consumidores inclinados a viver o presente, sem se preocupar com o futuro financeiro e sem o hábito de planejar ou poupar. “Entre as pessoas que se encaixam neste perfil e que estão inadimplentes, 51% admitiram que o problema que os levou ao atraso de dívidas foi o descontrole financeiro, citado por 34% da amostra”, observa Marcela.

Já quando os consumidores são confrontados com a possibilidade de não poderem parcelar as compras, 24% da amostra acredita que o crédito é essencial e que, portanto, não fecharia as contas do mês ou não conseguiria mais comprar pelo fato de não poder parcelar.

Petrobras precisa recriar condições para investir, diz empresário

O empresário Jorge Gerdau, disse hoje que com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, a Petrobras terá que recriar as condições para exercer seus grandes desafios de investimento.

Presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade – estrutura ligada ao governo federal – Gerdau participou, nesta manhã (19), da instalação de grupos de trabalho formados por governo e empresariado, que vão propor medidas de estímulo para o setor empresarial.

“Para você ter plena eficiência, você tem que trabalhar procurando não ter problemas e, no momento, temos um problema que precisa ser vencido. A Petrobras tem que recriar as condições para exercer seus grandes desafios de investimento que faz parte da estratégica global do país”, disse

A Operação Lava Jato investiga irregularidades envolvendo a Petrobras e o suposto superfaturamento de contratos para pagamento de propina a parlamentares e partidos políticos.

O empresário comentou também a proposta de flexibilização da meta de superávit primário para 2014 enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Para ele, esse não deve ser um recurso usado com frequência, para não interferir na credibilidade do país.

“Dentro de uma visão clássica econômica, acho que você pode fazer isso acontecer um ano, mas não tornar um modo de trabalhar. O mercado financeiro tem muitas opções no mundo e ele vai se alocar onde o risco e a rentabilidade se conjugam da melhor forma”, avaliou.

Agência Brasil

Idosos atribuem nota oito para índice de felicidade criado pelo SPC Brasil

O “Felizômetro”, índice criado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal ‘Meu Bolso Feliz’ para mensurar o grau de felicidade dos consumidores acima dos 60 anos, mostra que a maioria das pessoas da terceira idade está satisfeita com as atuais condições de vida. De acordo com o levantamento realizado com 632 idosos em todas as capitais brasileiras, quase oito em cada dez entrevistados (78%) atribuem nota igual ou superior a oito na hora de expressar a satisfação com o seu modo de vida.

Os resultados indicam que a sensação de felicidade varia entre os gêneros e se torna mais frequente à medida que melhoram a condição social e o nível de educação formal dos entrevistados. Entre as mulheres, essa percepção atinge 81% da amostra, sendo também mais disseminada entre os que têm idade entre 66 a 70 anos (83%), com formação superior (83%) e que pertencem às classes A e B (85%).

De acordo com o estudo, felicidade e saúde são questões inseparáveis: este último     fator é o item que possui o maior peso para o índice criado pelo SPC/Meu Bolso Feliz ,podendo aumentar as chances de se atingir a felicidade em até 25%.

“É claro que existem muitos idosos brasileiros em situação de vulnerabilidade, enfrentando solidão, problemas de saúde ou dificuldades financeiras. No entanto, a pesquisa desafia o senso comum e a imagem que se faz deles. Com a melhora da expectativa de vida e os avanços da medicina, os idosos de hoje já observam uma significativa evolução na qualidade de vida”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Desemprego caiu mais entre mulheres e no Nordeste

A taxa de desocupação entre as mulheres brasileiras teve uma queda mais acentuada em relação a dos homens, quando comparado o resultado do segundo trimestre de 2014 com o mesmo período do ano passado e com os primeiros três meses deste ano. Apesar disso, a taxa de desemprego feminina continua acima da masculina, com 8,2% contra 5,8%.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego entre os homens ficou em 5,9% e recuou 0,1 ponto percentual no segundo trimestre. Entre as mulheres, essa queda foi 0,5 ponto percentual, de 8,7% para 8,2%.

Se comparada ao segundo trimestre do ano passado, a taxa de desocupação entre as mulheres ficou 1,1 ponto percentual atrás dos 9,3% registrados, enquanto, para os homens, a redução foi 0,2 ponto percentual, de 6% para 5,8%.

A maior taxa de desocupação, entre as mulheres, é registrada na Região Nordeste: 10,4%. Na outra ponta está o Sul, com percentual de 5,1%. Em relação aos homens, a taxa mais baixa de desemprego também está no Sul (3,3%), e a mais alta, no Nordeste (7,7%).

Sem levar em consideração o sexo do pesquisado, a região com maior taxa de desocupação é o Nordeste, com 8,8%. Em seguida, aparecem o Norte, com 7,2%, o Sudeste, com 6,9%, o Centro-Oeste, com 5,6%, e o Sul, com 4,1%.

As maiores quedas em relação ao primeiro trimestre ocorreram nas regiões com as taxas mais altas. Norte e Nordeste tiveram redução de 0,5 ponto percentual. O mesmo ocorre na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a 2013, a desocupação caiu 1,1 ponto percentual no Norte e 1,2 ponto percentual no Nordeste.

A pesquisa produz informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho e suas características, tais como idade, sexo e nível de instrução, permitindo, o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. A cada trimestre, a Pnad Contínua investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em aproximadamente 16 mil setores censitários, distribuídos em aproximadamente 3,5 mil municípios.

Agência Brasil