Armando: O desafio é criar bases para novo regime fiscal

Em encontro com jovens empresários do LIDE Futuro, o senador Armando Monteiro (PTB) afirmou que o grande desafio do Brasil para os próximos anos é construir as bases para um novo ciclo de crescimento econômico. Na opinião do petebista, medidas como a PEC 55 e outras de natureza fiscal, aliadas a reformas estruturantes, vão oferecer condições para que o País retome o rumo do desenvolvimento sustentável.

“O que se busca é criar condições para que o Brasil volte a crescer. E a PEC 55 é importante para o reequilíbrio macroeconômico, na perspectiva da retomada do desenvolvimento do Brasil”, afirmou Armando Monteiro, no encontro que reuniu cerca de 50 jovens empresários e executivos de todo o Estado. A reunião contou com as presenças dos presidentes do LIDE PE, Drayton Nejaim; do LIDE Mulher, Sophia Lins; e do LIDE Futuro, André Farias.

Armando Monteiro destacou que, paralelo à PEC 55, o governo precisa implementar um conjunto de medidas de modo a viabilizar as bases para o novo ciclo econômico. “E a Reforma Previdenciária, neste caso, é crucial”, pontuou. Entre as ações, o senador cita uma agenda voltada para infraestrutura, o aumento das exportações e reformas na microeconomia. Para o petebista, essas iniciativas como essas ajudam a animar os agentes econômicos dentro e fora do País. “Com isso, o Brasil poderá dar sinalizações de que o governo está contendo os gastos, abrindo espaço para o crescimento dos investimentos e a queda estrutural da taxa de juros no País”, disse.

Armando assinalou que todos os setores da sociedade, sobretudo os segmentos produtivos, precisam discutir permanentemente temas de interesse do País. “O Brasil precisa de mais sociedade porque os governos, de alguma forma, são tutelados pela população. E são melhores na medida em que a sociedade é mais articulada e proativa”, concluiu o senador.

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Eleição sem Eduardo é desafio para PSB

Presidente da Fundação João Mangabeira, o ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, prestou uma homenagem ao centenário do ex-governador Miguel Arraes e fez um desabafo, durante o seminário sobre as eleições deste ano.

Disse que o partido fará a primeira eleição da sua história sem o ex-governador Eduardo Campos, falecido num acidente aéreo em 2014. “Temos que ter a exata noção e a consciência de que, embora tenhamos o maior número de candidatos, vamos para uma eleição sem ter ao nosso lado a grande liderança nossa que Deus levou, Eduardo Campos”, afirmou.

Desafio das Ladeiras 2015 acontece neste domingo

Estão abertas as inscrições para o Desafio das Ladeiras 2015. A corrida pelas ruas da Cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade será neste domingo (29), com concentração às 6h30 na Praça do Carmo. A inscrição é gratuita. No local, entretanto, haverá ainda a arrecadação de alimentos para serem doados a uma instituição. O evento é promovido pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer do Estado, com apoio da Prefeitura de Olinda.

O ideia é estimular o uso de espaços públicos pela população e a prática de atividades esportivas. Os corredores contarão com fisioterapia, pontos de hidratação durante todo o percurso de 5km, chips de marcação de tempo e ambulância para atender possíveis intercorrências, além de kit exclusivo e lanche para dar uma força extra. Os primeiros lugares das modalidades feminina e masculina receberão um prêmio em dinheiro e tênis profissionais.

As inscrições podem ser realizadas por meio do telefone e Whatsapp (81) 99323.4650 e pelo e-mail: institutodarwin@yahoo.com.br. É preciso informar o nome, data de nascimento, telefone para contato, sexo, CPF, RG, E-mail e endereço.

Desafio da Frente Popular no pós-Eduardo

Por CAROLINA ALBUQUERQUE
Do Jornal do Commercio

Quem construiu o amplo arco de aliança, com 14 partidos, para eleger Geraldo Júlio prefeito do Recife em 2012 foi o ex-governador Eduardo Campos, morto há um ano em acidente aéreo. A candidatura do “técnico” foi levada a cabo às vésperas da campanha eleitoral, após a briga do PT que trouxe uma derrota ao reduto político que governou por 12 anos. De lá para cá, a Frente Popular que elegeu Geraldo Julio (PSB) não é mais a mesma. Primeiro a embarcar em 2012, o PTB virou oposição em 2014. A base governista do prefeito socialista ganhou as cores do DEM e PSDB. Sem a liderança do padrinho, o técnico que virou político tem o desafio de chegar a 2016 com uma frente forte e unida. O problema é que, a um ano das eleições, os partidos aliados mais parecem um “arremedo” do passado, visto que pipocam de todos os lados pré-candidaturas de oposição.

Quando menos esperava, o prefeito Geraldo Julio se deparou com o nome do ex-governador e deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) na imprensa como cotado a entrar na disputa municipal de 2016. A declaração dada por ele próprio sobre as especulações deixou a questão ainda mais em suspenso: “Não vou explicar algo que nunca falei”. Para a eleição de 2014, uma das razões que levou Jarbas a abdicar da reeleição ao Senado, como queria Eduardo Campos para satisfazer Fernando Bezerra Coelho (PSB), foi o fato de ele não estar mais com total disposição para enfrentar uma candidatura majoritária, o que exigia circular todo o Estado. Contudo, o desaparecimento da liderança de Eduardo deixou um vácuo em Pernambuco. Aliados de Jarbas têm apostado que ele tem toda a envergadura para ocupar o espaço e estimulam seu protagonismo em 2016.

Presidente estadual do PMDB, o vice-governador Raul Henry afirma que qualquer análise sobre 2016 ainda é prematura. “Esse processo para formação de alianças está apenas no início. Tem muito chão pela frente. Mas as eleições no Recife sempre são duras, apertadas, basta olhar as últimas. João da Costa, mesmo com o apoio de João Paulo, Eduardo, Lula, todo mundo, ganhou com uma margem apertada”, disse.

Numa situação delicada visto que é vice do PSB no Estado, Henry disse que nunca ouviu Jarbas falar sobre candidatura. “Mas se ele vier a tomar essa decisão, claro que o partido está com ele. Podemos dizer que o PMDB está aguardando a decisão da sua maior liderança”, pontuou. Não se sabe, porém, se a manutenção da especulação no ar é uma estratégia para que o partido ganhe mais espaço nas próximas disputas. Além disso, o nome de Jarbas é um dos cotados para a presidência da Câmara dos Deputados após a denúncia de envolvimento na Lava Jato que foi feita contra Eduardo Cunha (PMDB).

Aécio desafia Lula ou Dilma a pedir desculpas por prejuízos na Petrobras

O senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, provocou: “Diante de R$ 6 bilhões pelo ralo, o Brasil exige dois pedidos de desculpas. Quem terá coragem de falar primeiro: Lula ou Dilma?”. A provocação está na coluna Painel, da Folha de S. Paulo deste domingo (26).

O tucano se referia aos R$ 6,2 bilhões perdidos por causa de gastos relacionados à corrupção, feitos de 2004 a 2012, e identificados nas investigações da Operação Lava jato, da Política Federal.

O montante foi veio à tona depois que a estatal divulgou, na última quarta-feira (22), balanço auditado do 3º trimestre e do exercício de 2014. O prejuízo líquido da Petrobras, no ano passado, alcançou R$ 21,587 bilhões – o primeiro resultado negativo anual desde 1991. Em 2013, o lucro registrado foi de R$ 23,6 bilhões.

Para economistas, desafio de Levy vai além do ajuste fiscal

O desafio da equipe econômica chefiada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai além do ajuste fiscal franqueado pelo superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A questão é que para muitos a tal missão, atribuída a si mesma pela área econômica conforme vem falando o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, parece ainda não estar clara. Deste universo de duvidosos é que surgem questionamentos sobre a capacidade de o primário proposto recolocar a economia na trajetória do crescimento sustentável.

Segundo o economista da Brasil Investimentos – as contas públicas e o balanço de pagamentos. “E o Levy já disse que o segundo passo serão as reformas microeconômicas. É exatamente o que o Lula e o Palocci fizeram”, emenda o economista.

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, também entende que o desequilíbrio macroeconômico é a primeira frente a ser atacada para depois partir para a arrumação da microeconomia. É o desarranjo macroeconômico, segundo ela, que gera a inflação e retira competitividade das empresas e renda das famílias. “É importante ressaltar que o potencial de crescimento do Brasil encolheu”, diz. E isso aconteceu pelas distorções causadas pelos estímulos fiscais concedidos pela equipe econômica anterior sem o acompanhamento da inflação.

As contas públicas desorganizadas, de acordo com a economista da XP Investimentos, desestimulam o ganho de produtividade da economia, problema este de ordem estrutural. No campo conjuntural, de curto prazo, segundo Zeina, o que se tem a fazer é o ajuste fiscal para tirar das costas do Banco Central a responsabilidade de controlar sozinho os preços, já que o instrumento clássico mais rápido e eficiente de combate à inflação é a taxa Selic.

“Estamos crescendo abaixo do potencial (1,5% a 2%) porque a macroeconomia está desorganizada”, avalia Zeina. Para ela, a meta de superávit primário, se for atingida, vai ajudar muito. “Mas é preciso fazer as reformas porque o mundo fez as suas e o Brasil ficou para trás”. Por isso, segundo Zeina, a agenda do ministro Levy está na direção correta. O juro alto, na avaliação da economista XP Investimentos, não é a causa do desequilíbrio fiscal. É a consequência de um País que não tem poupança, de um governo que gasta muito e que não estimula a poupança do setor privado.

De acordo com o coordenador do curso de economia do Ibmec, Márcio Salvato, o ajuste fiscal é “necessário e imprescindível”, pois ele vai definir o patamar dos juros. “E juros elevados inibem investimentos. E se eu quero fazer com que retorne o crescimento via investimento só consigo fazer com juros menores” afirma, ponderando que não vê no cenário atual a possibilidade de que a Selic caia, “sendo otimista”, antes do fim deste ano por causa do cenário inflacionário. O coordenador do Ibmec diz que o governo precisa “pensar em outras coisas além de do superávit primário”.

Para Salvato, o Brasil precisaria enfrentar problemas estruturais e investir em reformas urgentes, como a trabalhista e a tributária, que ajudariam o País a ganhar competitividade. “São problemas antigos de difícil solução, mas fundamentais para que o País cresça de forma saudável”, afirmou.

Salvato diz ainda que agora “não é o momento de baixar juros” e que esse é um problema criado pelo governo. “É um problema que a gente criou com inflação e déficit público elevados. Primeiro temos de atacar a causa e os juros vêm na sequência”, disse. “Se não atacar a causa não posso reclamar dos juros”, reforça.

Para o vice-presidente do Insper, Marcos Lisboa, o desequilíbrio fiscal é resultado de uma política equivocada nos últimos cinco ou seis anos. “É grave, mas é apenas a ponta do problema. É preciso desfazer o que foi feito nos últimos anos, com uma política de controle nacional dos preços, expansão do crédito subsidiado e regras de desonerações que beneficiaram apenas alguns setores”, diz. Lisboa, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda na gestão do petista Antonio Palocci, afirma que no ano passado o descontrole das contas do governo foi ainda maior que o esperado e, por sua vez, o quadro econômico ficou pior que o projetado. “A economia desacelerando ainda mais fortemente e a piora nos gastos públicos trazem desafios ainda maiores do que há dois meses, quando a equipe econômica anunciou o ajuste”, afirma.

Lisboa diz ainda que o problema que o País vive hoje é reflexo de um “adiamento” nos ajustes necessários. “Em 2008, quando houve a crise mundial, o Brasil tinha de ter feitos ajustes moderados e passar por uma transição. Mas, na tentativa de evitar fazer ajuste simples e moderado há cinco anos foi-se criando uma série de intervenções, remendos para tentar evitar o problema e tudo isso agravou o quadro atual”, afirma. Agora, na avaliação do vice-presidente do Insper, “a realidade impôs um ajuste mais severo e prolongado”. “É uma agenda difícil, que vai muito além do fiscal, mas se o fiscal não for enfrentado o problema vai ser muito maior”, completa.

Garantir a competitividade é o desafio de Armando Monteiro

De volta a Pernambuco pela primeira vez, desde que foi anunciado como novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma Rousseff, o senador Armando Monteiro afirmou em entrevista à imprensa, durante confraternização da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), no Recife, que o foco central de sua atuação no governo será ampliar as condições de competitividade da economia brasileira, para que a indústria possa produzir mais e o país assegurar um volume maior de exportações.

“A agenda do ministério é uma agenda de crescimento e de desenvolvimento. O Ministério do Desenvolvimento joga no ataque, é ponta de lança, não joga na defesa. Mas nós reconhecemos que o reequilíbrio macroeconômico é importante para o País. O País precisa deste ajuste. Agora, eu acho que a exportação é uma oportunidade para a economia, é uma janela, porque se nós vamos ter menor crescimento no Brasil, nós temos que ser sócios do crescimento dos países que têm maior potencial neste momento. E como é que fazemos isto? Exportando para eles. Então eu acho que nós precisamos ter um olhar sobre estes mercados”, afirmou.

Na entrevista, Armando também condenou a postura dos pessimistas, que apostam no pior: “Os pessimistas no Brasil estão sempre condenados a perder. Quem apostar no pior, vai fazer uma aposta ruim. Um País que tem a nossa energia empreendedora, um País que se tornou a sétima economia do mundo, um País que tem instituições que, a meu ver, nos colocam numa posição de maior relevo do que os outros países dos Brics, é um país que tem as bases, a inteligência, o talento, os recursos humanos necessários para que nós inauguremos um novo ciclo de crescimento na economia brasileira”

Armando garantiu ainda que manterá “a melhor relação possível” com o governo Paulo Câmara, seu adversário nas últimas eleições, em Pernambuco. “Naquilo que a gente possa fazer dentro dessa margem de atuação do ministério, para servir a Pernambuco, e ajudar Pernambuco, nós faremos”, salientouunnamed (31)

Ensino médio: o desafio brasileiro

Por Menelau Júnior

O maior problema da educação no Brasil hoje é o ensino médio. É nele que os alunos, já não mais crianças, demonstram pouco interesse pelos livros. Pior: muitos chegam com sérias deficiências na aprendizagem. E diante do extenso conteúdo exigido, das aulas excessivamente teóricas e das cobranças mais rígidas, a catástrofe se revela.

É no ensino médio que ficam evidentes todos os problemas da educação brasileira. Nas séries iniciais, as crianças começam a ser aprovadas sem dominar realmente os conteúdos. Terminam o ensino fundamental sem saber ler, sem saber interpretar (estou falando de interpretar, e não copiar respostas que estão no texto!!!) e sem domínio das operações básicas da matemática. Quem vai ter de resolver o problema? O ensino médio. Por causa dos vestibulares e agora do Enem, todos os olhares se voltam para o ensino médio, que não consegue resolver os problemas criados nos 13 ou 14 anos anteriores de escolaridade.

Nem adianta chorar o leite derramado: o que chega ruim ao ensino médio só tente a piorar. Qualquer um que se debruce sobre números reais – e não sobre “teorias mirabolantes” – vai perceber que, à medida que os anos passam, o rendimento dos alunos cai. Cai pela dificuldade inerente aos conteúdos, cai pelo desinteresse, cai pelas lacunas deixadas e que não serão preenchidas. Diante de conteúdos extensos e, muitas vezes, desconectados com a realidade, os alunos se sentem perdidos e desinteressados. O Enem revela isso. Em 2013, apenas 10% dos que fizeram a prova tiraram notas acima de 7 em redação. E menos de 1% superou a nota 9.

Em 2012, segundo dados do IBGE compilados pela ONG Todos Pela Educação, apenas 51,8% dos jovens de até 19 anos haviam concluído os anos finais da educação básica brasileira. Quando se sabe que mais de 97% das crianças com 7 anos estão matriculadas, o desastre se evidencia: a maioria ficou no meio do caminho, sem completar sequer o ensino médio. Para o país, uma catástrofe social. Sem escolaridade, não há desenvolvimento, não há progresso. Em nossas universidades, temos apenas 11% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos.

Mudar essa realidade leva tempo e empenho. É preciso rever currículos, atualizar práticas pedagógicas ultrapassadas, investir na formação de professores. Não se pode eximir as famílias também: se os pais abrem mão de acompanhar o estudo dos filhos quando eles chegam ao ensino médio e apenas exigem a “aprovação”, os alunos se desinteressam e passam a investir cada vez mais em métodos ilícitos para conseguir o que os pais querem: “aprovação”. Mas nada é tão importante quanto o fortalecimento da educação de base. Até os 3 anos, as diferenças cognitivas entre as crianças não são tão grandes. Mas estudos revelaram que, aos 15 anos, essas diferenças já se acentuaram de tal forma que se tornam praticamente irreversíveis. Ou seja, querer que o ensino médio resolva as incontáveis lacunas deixadas na vida estudantil dos alunos é querer “enxugar gelo”.

Menelau Júnior é professor de língua portuguesa.

Humberto desafia Aécio a revelar suas medidas impopulares

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), desafiou, nesta quarta-feira
(7), o pré-candidato do PSDB, Aécio Neves (MG), a revelar ao país as
medidas impopulares que disse estar disposto a tomar caso seja eleito
presidente da República. A revelação de Aécio foi feita a banqueiros e
empresários num jantar oferecido por eles, em São Paulo, ao tucano.

Comparando as gestões dos governos Lula e Dilma com os oito anos do PSDB,
Humberto listou, da tribuna do Senado, as conquistas alcançadas pelos
governos do PT relacionadas a emprego, renda, economia, controle da
inflação, programas sociais, moradia e educação, demonstrando que os
resultados conquistados pelos petistas foram muito mais expressivos do que
os da gestão do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O líder do PT lembrou que Aécio Neves disse, dividindo a mesa com
banqueiros e outros representantes da elite do país, que, em um eventual
mandato seu, não teria nenhuma preocupação em tomar ‘medidas impopulares’.
“Temos de perguntar ao senador Aécio que medidas impopulares são essas. Nós
vamos voltar para o desemprego? Nós vamos voltar para o arrocho salarial?
Nós vamos voltar para o crescimento da desigualdade?”, questionou.

Humberto acredita que o governo do PSDB seria marcado, mais uma vez, pela
“mão dura contra o trabalhador, os direitos e conquistas trabalhistas e
movimentos sociais”. “Como no passado, essa é a prova de que o PSDB não
quer se comprometer com programas sociais como o Bolsa Família e como o
Mais Médicos, e que vai insistir na política de distribuir lucros para os
mais ricos em prejuízo dos mais pobres”, afirmou.

O líder do PT também criticou a ação ajuizada pelo PSDB no TSE pedindo a
aplicação de multa por suposta propaganda eleitoral antecipada feita pela
presidenta Dilma Rousseff. No último pronunciamento em cadeia nacional, ela
determinou a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5% para o próximo
ano e a atualização dos benefícios do Bolsa Família em 10%.

“Eles não corrigiram 1% – nem 1%, nem 1% – desses limites para isenção do
Imposto de Renda durante seis anos no governo FHC. Na época em que
governava o Brasil, o PSDB ia à televisão e ao rádio para falar de crise
econômica, de crise financeira, da instituição de multas e impostos, de
racionamento de energia elétrica, em razão dos tantos apagões que assolavam
este País”, afirmou. “Quando ouvirmos um tucano falar de uma proposta nova,
de uma mudança que quer fazer, precisamos perguntar: por que não fizeram no
tempo em que eram governo?”, declarou.

De acordo com o senador, os governos Lula e Dilma têm muitas conquistas
reconhecidas pela população, entre elas o pagamento de toda a dívida do
país ao FMI, a retirada de 36 milhões de brasileiros da linha da extrema
pobreza, a redução nas tarifas de energia elétrica, a vitória na partilha
do campo de petróleo de Libra, os avanços nas políticas de gênero e nas de
igualdade racial.

Humberto acredita que o povo brasileiro não quer mudar para o passado
e, por mais que a oposição tente desgastar o governo, tem “convicção
absoluta de que o povo brasileiro quer continuar mudando, marchar, seguir
em frente, avançar e não vai considerar essas propostas de retorno ao
passado”.