Campanha de Prevenção das Doenças da Mama começa no próximo domingo

Começa, no próximo domingo (23), e segue até o dia 28, a Campanha de Prevenção das Doenças da Mama, em Caruaru. A ação, promovida pela clínica Manoel Florêncio Diagnósticos, em parceria com a Acic – Associação Comercial e Empresarial de Caruaru, realizará, gratuitamente, exames clínicos da mama, e, se necessário, exames de imagem, como ultrassonografia e mamografia. As mulheres também receberão orientações sobre a importância do autoexame.

Os atendimentos serão realizados no Shopping Difusora, das 9h às 18h. A iniciativa chega à sua oitava edição e já faz parte das ações que compõem o calendário do Outubro Rosa na Capital do Agreste. A expectativa é que 15 mil mulheres sejam atendidas neste ano.

De acordo com o médico Manoel Florêncio, idealizador da ação, esta é uma oportunidade para alcançar uma faixa de público que não pode arcar com os custos de uma prevenção frequente. “Uma campanha como essa, que soma forças com parceiros importantes, dá a possibilidade de prevenção a quem não tem condições de fazer os exames. É uma ação humanitária que ajuda a salvar muitas vidas, o que nos dá uma grande satisfação”, afirmou.

Estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer) mostram que, este ano, o número de casos novos de câncer de mama esperado para o Brasil é de 57.960. Vale salientar que a doença é uma das principais causas de morte por câncer no país.

Doenças cardíacas acometem cerca de 35% dos cachorros idosos

O coração é a base do funcionamento do sistema circulatório de qualquer ser humano e deve sempre estar na lista dos check upsperiódicos. No caso dos animais de companhia não é diferente. O coração do cão tem uma estrutura semelhante à nossa e, assim como nos humanos, o diagnóstico e tratamento precoces das doenças cardíacas podem fazer diferença na saúde e qualidade de vida dos bichos. Para conscientizar o tutor sobre a importância do acompanhamento periódico do veterinário e do check up anual para a detecção dos problemas cardíacos, a Elanco, em parceria com a Agência Estação Brasil, lança este mês a campanha “Setembro Vermelho: se tem amor”.

Os números mostram que o assunto merece atenção. As cardiopatias em cães são cada vez mais comuns, já que, assim como os humanos, eles estão vivendo mais. O problema se agrava porque o tutor não está acostumado a cuidar dos bichinhos idosos como cuida dos filhotes.  Cerca de 35%1 dos cães serão acometidos por alguma cardiopatia ao atingir a fase idosa. A partir dos 5 anos e desta idade até aproximadamente 13 anos cerca de 70% deles vão desenvolver ao longo da vida a chamada Doença Valvar Crônica Mitral (DVCM), a principal cardiopatia que acomete os cães, sendo os mais suscetíveis os machos de pequeno porte (com até 20 quilos). A doença pode aparecer já nos primeiros cinco anos de vida do cãozinho, sendo a prevalência, por faixa etária, de 10% em cães com cinco a oito anos, 25% com nove a 12 anos e 35% entre os acima de 13 anos.

A doença acontece quando a válvula mitral, responsável por controlar o fluxo do sangue do ventrículo esquerdo ao átrio esquerdo do coração e artéria aorta, não fecha direito, o que faz com que parte desse líquido volte ao átrio. Entre as consequências está o chamado sopro do coração que, assim como nos humanos, é detectado através do procedimento de auscultar o coração do animal com o estetoscópio. “O sopro é como chamamos o som emitido quando a válvula não funciona bem, fazendo com que o sangue que deveria ir totalmente para a artéria aorta produza um refluxo de sangue para o átrio esquerdo. Além dele, outras consequências da doença são aumento do volume do coração e acúmulo de líquidos nos pulmões. Ao se agravar, a situação pode prejudicar seriamente o sistema circulatório, acometendo outros órgãos, como os rins e o fígado”, alerta a Dra. Kátia Mitsube Tárraga, médica veterinária professora da FMVZ/USP e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária. Entre as raças mais afetadas pelo problema estão Poodle, Cavalier King Charles Spaniel, Teckel (antigos Dachshund), Bichon Frise, Yorkshire, Maltês, Pinscher e Whippet, além dos SRD (sem raça definida).

Para evitar a evolução do problema e o sofrimento do animal é imprescindível que o check up anual inclua exames específicos, como inspeção e auscultação periódica pelo médico veterinário, realização de exames complementares de sangue, raio X e ecocardiograma, já a partir dos cinco anos de idade do animal. Ficar atento aos sintomas é importante, afinal ninguém conhece melhor seu cão do que o próprio tutor. A qualquer mudança na rotina, é preciso consultar um médico veterinário para uma avaliação adequada e a realização de exames preventivos a tempo. Entre os principais sintomas da DVCM, estão:

ü  Apatia e intolerância à exercícios físicos, com cansaço frequente

ü  Perda ou ganho de peso repentinos

ü  Perda de apetite e aumento da sede e do volume de urina

ü  Tosse e engasgos, principalmente à noite

ü  Dificuldade respiratória

ü  Alguns animais podem apresentar desmaios e/ou convulsões, em casos mais avançados da doença

“Após o diagnóstico, é importante iniciar o tratamento o quanto antes, para retardar a evolução da doença. A abordagem deve ser individualizada, levando-se em consideração o grau e a evolução da cardiopatia. Quando o animal tem o problema, mas não tem sintomas, recomenda-se mudar hábitos, como alimentação e frequência de exercícios, sempre observando a condição clínica do cão. Nas fases mais avançadas, chamada de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva) é preciso entrar com medicação, conforme orientação do seu médico veterinário, medicação esta que deve ser ministrada pelo resto da vida do animal”, esclarece a Dra. Kátia.

Entre os tratamentos mais comuns estão os vasodilatadores que ajudam a controlar as alterações produzidas no coração, melhorando o fluxo sanguíneo, diminuindo o refluxo para o átrio esquerdo e, assim, atenuando o quadro de insuficiência cardíaca. A longo prazo, o medicamento também melhora a qualidade de vida e aumenta a sobrevida do animal. Soma-se ao medicamento a mudança de hábitos do animal, como o controle da frequência e intensidade dos exercícios e melhora da dieta, com menos sal.

Campanha dissemina informações sobre diagnóstico e tratamento de doença cardíaca em cachorros para tutores e veterinários

Com o mote “Se tem amor”, que remete ao mês de início das atividades de conscientização das doenças cardíacas, a campanha Setembro Vermelho tem o objetivo de conscientizar sobre a doença valvar crônica mitral (DVCM), cardiopatia que mais afeta os cães, e alertar sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

A campanha vai levar informação a dois públicos: os médicos veterinários, com dados técnicos sobre o diagnóstico e tratamento da DVCM, com o objetivo de aumentar a qualidade de vida e sobrevida desses animais; e os tutores dos cães, levando informações sobre a importância do acompanhamento periódico do veterinário e do diagnóstico precoce das doenças cardíacas.

Nos dias 01 e 22 de setembro, às 20h, acontecerão webmeetings para médicos veterinários, que podem acessar o hotsitewww.pensecoracaopenserins.com.br para obter mais informações. As clínicas e laboratórios parceiros também serão impactados, recebendo materiais sobre a campanha, como folders e folhetos destinados aos tutores, em prol da realização do check uppreventivo.

Para o público leigo, o foco principal serão as mídias sociais. Posts sobre o assunto serão divulgados no Facebook, chamando o público para compartilhar a #setemamor com os amigos. Os usuários da rede social também poderão incorporar à sua foto do perfil um selo da campanha em apoio a iniciativa.

Paulo reúne prefeitos para mobilização de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

O governador Paulo Câmara está convidando todos os prefeitos de Pernambuco para uma reunião sobre o “Plano Estadual de Enfrentamento das Doenças Transmitidas pelo Aedes Aegypti (Dengue, Chikungunya e Zika)”. O encontro será realizado na próxima segunda-feira (30/11), às 16h, no Hotel Canariu’s, em Gravatá.
 
“Precisamos estar unidos para enfrentar esse desafio do aumento dos casos de microcefalia. Governo do Estado, prefeituras e Governo Federal. A transparência no trato da questão e a mobilização dos agentes públicos e da sociedade são fundamentais para encontrar os caminhos que levarão à superação desse que é o maior problema de saúde do Brasil”, justificou o governador.
 
Também participarão da reunião os secretários municipais de Saúde e as equipes técnicas do Governo do Estado que estão envolvidas no enfrentamento. O encontro está sendo feito em articulação com o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, que participará do encontro.
 
Em Pernambuco, foram notificados 487 casos de microcefalia, entre os dias 27 de outubro e 22 de novembro, em 108 municípios. Dessas notificações, 175 já foram confirmados.
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7ª Campanha de Prevenção das Doenças da Mama segue com atividades

A população do Agreste de Pernambuco está tendo a oportunidade de participar de mais uma campanha de prevenção do câncer de mama. A Câmara Setorial da Saúde da Acic e o Centro de Diagnóstico Manoel Florêncio estão realizando, entre os dias 4 e 9 de outubro, das 10h às 18h, atendimento ao público no Shopping Difusora. São realizados, diariamente, de 800 a 1.000 atendimentos gratuitos.

A Campanha tem o objetivo de oferecer os procedimentos necessários para a prevenção das doenças da mama, desde o diagnóstico até o tratamento final. No local do evento são feitos autoexames e ultrassonografias mamárias. Em seguida, se necessário, as pacientes são encaminhadas para a Clínica Manoel Florêncio, onde irão fazer a mamografia. Depois disso, se diagnosticadas com câncer, seguem para a Secretaria de Saúde de Caruaru, onde serão feitos todos os exames de sangue pré-operatório, ou seja, as pacientes serão preparadas em, no máximo, 15 dias para a cirurgia. Caso não tenha vaga no Hospital Regional do Agreste, elas serão operadas no Hospital Barão de Lucena, no Hospital Oswaldo Cruz, ou no Hospital do Câncer, em Recife.

Entre os 100 profissionais envolvidos, estão os estudantes de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), de Enfermagem do Centro Universitário do Vale do Ipojuca (Unifavip DeVry) e da Associação Caruaruense de Ensino Superior (Asces), e enfermeiras treinadas pela Secretaria de Saúde de Caruaru. Além disso, os exames de ultrassonografia mamária são realizados pelos médicos do Centro de Diagnóstico Manoel Florêncio

“A Campanha está superando as expectativas. As mulheres estão cada dia mais atentas. Desde que começamos, que estamos notando esse interesse. É exatamente esse o nosso objetivo: atender aquelas que não têm acesso ao sistema público ou privado de saúde. Esse é um momento importante para a saúde das mulheres caruaruenses. Estamos fazendo uma triagem pela manhã e distribuindo fichas. Entre as 1.500 mulheres que já foram atendidas, foram diagnosticados quatro casos de suspeita de câncer de mama. Vamos ajudá-las nesse tratamento, nosso objetivo é salvá-las”, declara Dr. Manoel Florêncio.

Além de todo o apoio oferecido pelo Movimento, a população precisa ajudar na luta contra o câncer de mama. “Tem muita gente que não tem condições de fazer os exames, nem tem coragem, mas um evento como esse nos dá coragem. Eu não ia fazer nem tão cedo, a Campanha me deu estímulo e me ajudou na prevenção. Fiz o autoexame e fui encaminhada para a ultrassonografia mamária. Graças a Deus não fui diagnosticada com nada. Só tenho a agradecer pela oportunidade. Estou muito emocionada com a preocupação que eles estão tendo com a saúde da população”, disse a cidadã Joseane Silva, 48 anos.

Referência em doenças alérgicas, clínica Alergo Imuno chega a Caruaru

As pessoas que sofrem com doenças alérgicas têm a qualidade de vida comprometida. Pensando em expandir o atendimento de referência e oferecer soluções para a saúde dos alérgicos em Caruaru, a Clínica Alergo Imuno chega ao interior do Estado. Com unidades em Recife, Goiana e Cabo de Santo Agostinho, a Clínica tem 76 anos de experiência no diagnóstico e tratamento das alergias, com serviços como testes cutâneos alérgicos, prova de função pulmonar e imunoterapia específica. A unidade está funcionando nas salas 104 e 105, no 6º andar do Empresarial Difusora, no Bairro Maurício de Nassau.

Os alergologistas Walfrido Antunes e Waldemir Antunes Neto investem na área médica do município dando continuidade à dedicação de Dr. Waldemir Antunes, pai e avó respectivamente, que durante 35 anos atendeu em Caruaru. Ele também foi o primeiro médico no Norte/Nordeste a ocupar o cargo de Presidente da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia (SBAI).

Em linhas gerais, as alergias são respostas do organismo para determinadas substâncias tidas como invasoras. O responsável pela emissão dessas respostas é o sistema imunológico. As manifestações mais frequentes de reações alérgicas são respiratórias, como rinite e asma; de pele, no abdômen e à picadas de insetos. A anafilaxia, reação que afeta diferentes partes do corpo, também integra o grupo das mais recorrentes. 

Pessoas com a doença falciforme poderão fazer transplante de medula pelo SUS

Os pacientes que sofrem com doença falciforme têm uma nova opção para o tratamento. O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (01/07) a portaria nº 30, que incorpora ao Sistema Único de Saúde (SUS) o transplante de células-tronco hematopoéticas entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical.

A novidade será disponibilizada no SUS pelo Ministério da Saúde após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que debateu o assunto com especialistas e diversos segmentos da sociedade por meio de consulta pública. Estudos já demonstravam um aumento na sobrevida de dois anos em 90% dos casos transplantados e em outros foi evidenciado que pessoas com doença falciforme, que atinge, na maioria, a população negra, deixaram de utilizar a morfina para o controle da dor após o transplante.

“O Brasil, que já tem o maior sistema público de transplantes do mundo, passa agora a ter também mais alternativa terapêutica para quem têm doença falciforme. O transplante é uma arma a mais para ajudar no combate à doença e no tratamento dessas pessoas”, destaca o coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari Borba.

A partir de publicação da portaria, o Sistema Nacional de Transplantes tem até 180 dias para incluir a doença falciforme em seu regulamento técnico, de forma a garantir o acesso gratuito dos portadores que se encaixarem em critérios definidos. O procedimento é indicado para pacientes com doença falciforme em uso de hidroxiureia que apresente, pelo menos, uma das seguintes condições: alteração neurológica devido a acidente vascular encefálico, alteração neurológica que persista por mais de 24 horas ou alteração de exame de imagem; doença cerebrovascular associada à doença falciforme; mais de duas crises vasoclusivas (inclusive Síndrome Torácica Aguda) graves no último ano; mais de um episódio de priapismo (ereção involuntária e dolorosa); presença de mais de dois anticorpos em pacientes sob hipertransfusão; ou osteonecrose em mais de uma articulação.

TRATAMENTO – Estima-se que 25 mil a 50 mil pessoas tenham a doença no Brasil, que apresenta alta morbidade e mortalidade precoce. O tratamento é feito com o uso de vacinação e penicilina nos primeiros 5 anos de vida, como profilaxia às infecções, uso regular de ácido fólico, medicamentos para a dor, uso de hidroxiuréia e, em alguns casos, transfusões de sangue de rotina.

No entanto, o uso crônico da transfusão pode ocasionar o desenvolvimento de anticorpos que tornam as transfusões menos eficazes. Assim, o transplante tem sido uma reivindicação do movimento social como uma possibilidade de contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doença falciforme e até mesmo por se tratar, atualmente, da única possibilidade de cura.

A doença se manifesta, na maioria das vezes, após os seis meses de vida do bebê, sendo o “Teste do Pezinho” a melhor forma de diagnóstico. Os principais sintomas são: anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e dor intensa nos punhos e tornozelos (frequente até os dois anos de idade), crises de dores em músculos, ossos e articulações.

MEDIDAS – No final de 2014, o Ministério da Saúde publicou a portaria 2.758, com as medidas previstas que resultarão no aumento do número de leitos para a realização de transplantes de medula óssea até 2016. A expectativa é triplicar os leitos existentes, passando de 88 para 250. A partir de incentivo financeiro, o objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea alogênico (outro doador que não seja o próprio paciente) no país.

A pasta vai investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.

O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. O paciente transplantado praticamente zera toda a capacidade de resposta imunológica, e, por isso, requer infraestrutura hospitalar que atenda requisitos de segurança, como isolamento, e uma equipe multidisciplinar qualificada para garantir o sucesso do procedimento.

Congresso Cientifico em Oftalmologia discute diabetes e doenças da retina

Com a intenção de reunir médicos, residentes e oftalmologistas; atualizar e discutir o extenso acervo de métodos diagnósticos, novas drogas para o tratamento ocular e perspectivas para o diabético, a UniVision – Centro de Excelência em Oftalmologia, realiza nos dias 18 e 19 de junho, o Congresso Científico intitulado Update em Diabetes e Doenças da retinaO encontro reunirá especialistas renomados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e será realizado no auditório dos Empresariais Alfred Nobel e Issac Newton, na Ilha do Leite. A abertura do encontro acontecerá as 18h30, do dia 18 de junho.

No primeiro dia do encontro, nesta quinta (18) está prevista a palestra do Dr. Luiz Turatti, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, que abordará a situação atual da diabetes no Brasil, assim como as metas laboratoriais de controle da doença, seus parâmetros e tratamentos individualizados. No mesmo dia, Dr. Eduardo Cunha, oftalmologista e especialista em Retina pela Universidade de São Paulo, explanará sobre as doenças da coroide (é uma estrutura do  olho que está situada entre a camada esclerótica e a retina).Haverá também uma ampla discussão sobre os principais casos de retinopatia diabética, congregando a opinião e expertise de especialistas de diversas capitais brasileiras.

“Discutir novas perspectivas de tratamento e trocar experiências sobre o paciente com retinopatia diabética tem sido um desafio enorme para a OMS e todos os países que tem gasto anualmente bilhões de dólares com o tratamento do DM e suas complicações sistêmicas, como cegueiras, amputações, obesidade, entre outros”, explica a coordenadora científica do Congresso, Dra Telma Florêncio.

Para a sexta(19) está prevista a apresentação de diversos casos clínicos sobre Retina. A partir das 9h10, Dr. Eduardo Cunha, realizará palestra sobre Os aspectos clínicos e fisiológicos da adesão vítreo retininana em diversas doenças da retina. As 9h30, Dr. Ricardo Japiassú, oftalmologista e especialista em Retina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro versará sobre a vitrólise química. Principais casos desafiadores também serão discutidos pelos especialistas.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelos telefones 3125.2626 e 3032.2525. Podem participar médicos, estudantes de Oftalmologia.

Ministério da Saúde lança protocolos clínicos para 12 doenças raras

Até o final deste ano, pacientes de 12 doenças raras contarão com Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) organizados pelo Ministério da Saúde. O objetivo é reduzir a mortalidade e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes de doenças raras, com a incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta é a primeira fase da ação que tem como objetivo lançar 47 PCDT para doenças raras até 2018.

Para a elaboração dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que orientam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de saúde a como realizar o diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes foram consultados cerca de 60 especialistas brasileiros. O documento, colocado em consulta pública, recebeu 834 contribuições, sendo 760 de pacientes, familiares, amigos ou associações de pacientes, o equivalente a 91%.

“Estas publicações auxiliarão o Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), na tomada de decisões para a inclusão de novos medicamentos e procedimentos seguros e eficazes para as pessoas com doenças raras”, esclareceu o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Jarbas Barbosa.

Todos os protocolos estão organizados dentro da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, lançada em 2014. As publicações têm como base os conceitos das Redes de Atenção à Saúde que contam com sistemas logísticos e de apoio necessários para garantir a oferta de ações de promoção, detecção precoce, diagnóstico, tratamentos e cuidados paliativos e integral no SUS.

“Todos os processos incluídos nestes protocolos estão baseados em evidências científicas, levando em consideração aspectos importantes como eficácia, efetividade e segurança, que são fundamentais para oferecer uma linha de cuidado cada vez melhor e que ofereça mais qualidade de vida ao paciente e também aos seus familiares”, destacou o coordenador geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin Passos.

Calor intenso e umidade podem causar doenças ginecológicas

A estação mais esperada do ano, o Verão, também pode ser um grande vilão para a saúde feminina, devido à alta temperatura. Neste período de férias e recessos, é comum que as pessoas escolham piscinas e praias para aproveitar o calor intenso. Mas, a especialista em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal, do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP), Dra. Daniele Peev, alerta as mulheres para redobrar os cuidados nesta época do ano, principalmente, em relação à saúde íntima. “A umidade e o aumento da temperatura podem trazer consigo inflamações, coceiras e corrimentos”, ressalta a médica.

Segundo a especialista, a doença mais comum durante o período é a candidíase, que é causada pelo fungo “Cândida Albicans”. Os sintomas são coceira e dor para urinar e durante o ato sexual, além de corrimento. “Associada à candidíase podem, ainda, aparecer as vulvovaginites, outro tipo de doença causado por inúmeros protozoários e bactérias”, completa a Dra. Daniele, do Centro Médico São José.

A candidíase tem cura e o tratamento, geralmente, é feito com antifúngico e creme para a região íntima. O tempo de recuperação varia de acordo com a paciente. A doença pode, contudo, ser evitada com alguns pequenos atos, como: evitar o uso prolongado de peças úmidas e roupas com tecidos sintéticos, que aumentam a umidade e a temperatura na região genital.

“Devemos, sempre que possível, trocar o biquíni molhado por peça seca, além de optar por tecidos menos sintéticos, que deixam as partes íntimas respirarem. Desta forma, evitamos um ambiente propício para a proliferação dos fungos”, explica a especialista do Centro Médico São José.

A atenção com os lugares para sentar-se durante as férias também deve ser redobrada, alerta Dra. Daniele, evitando, assim, a proximidade com os fungos. “Evitar contato direto com a areia, escolhendo uma cadeira para se sentar, é a melhor opção. Pois a areia está infectada de micro-organismos, que podem causar infecções vaginais”, lembra a médica.

Outra questão importante é a higienização da parte íntima, que deve ser feita com frequência e de maneira correta. “A higiene na região íntima é muito importante e deve ser feita sempre com água corrente limpa, sabonete neutro de glicerina, de coco ou específico íntimo, indicado pelo ginecologista. Além disto, é preciso lembrar-se, sempre, de lavar as mãos”, salienta. Lavar peças íntimas durante o banho e as deixar secando no box também é uma grande oportunidade para as bactérias, já que o local é úmido. “O ideal é que a secagem ocorra em um lugar ventilado e, logo após, seja usado o ferro de passar, evitando a umidade e, consequentemente, a contaminação”, enfatiza Dra. Daniele.

O uso incorreto do absorvente diário, durante o Verão, também pode auxiliar na proliferação de fungos e bactérias, já que existe um abafamento na região íntima, que modifica a acidez da vagina, aumentando a incidência de infecções. “No caso do absorvente interno, por exemplo, ele serve como barreira para alguns micro-organismos, mas devem ser trocados a cada 3 horas. Pois, o uso prolongado pode fazer com que as bactérias cheguem à parte superior do útero, causando infecção em proporções maiores”, alerta.

Confira algumas dicas para curtir o Verão com saúde e bem-estar:

1) Evitar uso prolongado de peças úmidas (trocar a cada 5 ou 6 horas);

2)  Usar sempre roupas leves e ventiladas;

3) Fazer a higiene íntima adequada;

4) Evitar compartilhar roupas íntimas e toalhas;

5) Utilizar sempre camisinha;

6) Agendar consultas com frequência ao ginecologista.