Candidato da Frente Popular, Câmara diz que vai fazer ‘muitos gols bonitos’

Do Blog da Folha

O agora candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), voltou a destacar a sua animação e disposição de continuar as ações iniciadas por seu padrinho político, Eduardo Campos (PSB). E aproveitando o clima da Copa do Mundo do Brasil, cravou que vai “marcar muitos gols junto com a Frente Popular.” “Vocês vão me ajudar a governar Pernambuco em 2015″, destacou.

O socialista garantiu que o eleitor pernambucano não o verá entrando em rinha com o seu adversário na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, o senador Armando Monteiro Neto (PTB). “Não vamos entrar em intrigas e vinganças”, assegurou.

Câmara afirmou que investirá na boa política, baseada na decência e no trabalho exclusivo para o povo. “A partir de 5 de julho (quando começará oficialmente a campanha eleitoral), vamos fazer a diferença”, apostou.

Paulo pontuou que o seu compromisso, reafirmado pela confiança da Frente Popular, com a população é antiga, uma vez que ele tem mais de 20 anos prestados ao serviço público estadual.

Com relação a sua campanha, o candidato socialista destacou que o mesmo conjunto de forças que elegeu Eduardo, em 2006, que o reelegeu quatro anos depois e que levou Geraldo Julio à Prefeitura do Recife marchará com ele para garantir a continuidade desse bloco à frente da gestão estadual.

Lideranças do PDT em Pernambuco 
reforçam apoio à Frente Popular

Enquanto nos bastidores a informação é a de que o PDT pode deixar a Frente Popular, algumas das principais lideranças do partido no Estado seguem dando mostras de que, independente do que o diretório nacional decidir, estão com Paulo Câmara (PSB) para governador, Raul Henry (PMDB) para vice e Fernando Bezerra Coelho (PSB) para o Senado. O apoio foi expresso na última sexta-feira (13), durante evento promovido pelo deputado federal Wolney Queiroz (PDT), em Caruaru.

Convidada pelo deputado, a chapa da Frente Popular participou da festa, que reuniu diversos quadros do PDT, a exemplo dos presidentes da sigla no Estado, José Queiroz, que também é prefeito de Caruaru, e no Recife, Wellington Batista, e do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchôa, entre outras lideranças. Também passaram por lá o governador João Lyra Neto (PSB), que já militou no PDT, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB).

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PSDB lança Aécio Neves como candidato a presidente da República

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Tucanos confirmam nome de Aécio como candidato a presidente (Foto: George Gianni/Divulgação PSDB)

FLÁVIA ALBUQUERQUE
BRUNO BOCCHINI

Da Agência Brasil

Em convenção nacional, o PSDB oficializou hoje (14) a candidatura do senador e presidente do partido, Aécio Neves (MG), à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 451 delegados votantes, 447 aprovaram a candidatura de Aécio, três votaram em branco e um nulo. A legenda não definiu o nome do candidato à Vice-Presidência.

Em discurso de 20 minutos, Aécio disse que pretende promover o “reencontro do Brasil”, fez críticas ao atual governo e elogiou a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“A minha responsabilidade, se já era grande, hoje é ainda maior. Se coube a JK [Juscelino Kubitschek], há 60 anos, permitir o reencontro do Brasil com desenvolvimento, coube a Tancredo [Neves], 30 anos depois, fazer o país se reencontrar com a democracia. Outros 30 anos se passaram, agora vamos conduzir o país à decência.”, disse.

Para Aécio, o controle da inflação está sendo perdido, além de mencionar as denúncias de irregularidades envolvendo a Petrobras. “No lugar de um novo e prometido salto, perdemos o rumo. Inflação está de volta atrasando a agenda nacional. O Brasil não aceita mais o Estado cooptado e aparelhado. Quer o fim dos escândalos em série e corrupção endêmica. Por todo território nacional, vemos um enorme cemitério de obras inacabadas”, disse.

O ex-governador de São Paulo e ex-ministro da Saúde, José Serra, disse que a candidatura de Aécio representa as mudanças que o Brasil deseja. “Nós acreditamos em valores que constroem e precisamos saber conviver com as diferenças. O PSDB não nasceu para destruir e sim para servir ao país. Os brasileiros querem mais verdade, tolerância, competência e não mais frustrações”, disse Serra, que foi o candidato do PSDB nas eleições presidenciais de 2010.

Na avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o momento é de ouvir a voz do povo. “É preciso ouvir a voz das ruas que clamam por mudança e que cansaram de corrupção, mentira e distanciamento do povo. Aécio sabe ouvir a população, sabe atrair as pessoas, porque sentem confiança nele. Nós precisamos ganhar a confiança do povo que quer um futuro diferente”.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) ressaltou que os brasileiros pedem mudanças, criticou a gestão de Dilma Rousseff e disse que o cenário eleitoral é diferente do da última campanha em 2010. “Não nos conformamos com a volta da inflação e os brasileiros estão chocados com as notícias de corrupção”, disse. Estiveram presentes na convenção os governadores Geraldo Alckmin (São Paulo) e Beto Richa (Paraná).

Nascido em 10 de março de 1960, em Belo Horizonte, Aécio Neves é economista pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais. É filho de Inês Maria e do ex-deputado federal Aécio Ferreira da Cunha e neto do ex-presidente da República Tancredo Neves e do deputado federal Tristão da Cunha.

Foi eleito senador da República por Minas Gerais em 2010. Governou o estado por dois mandatos (2003 a 2010) e foi deputado federal por 16 anos, tendo presidido a Câmara dos Deputados. Aécio Neves foi eleito presidente nacional do PSDB em de maio de 2013.

PV escolhe Eduardo Jorge como candidato à Presidência da República

IVAN RICHARD
Da Agência Brasil

O Partido Verde (PV) definiu hoje (14) o médico e ex-deputado federal Eduardo Jorge como candidato da legenda na eleição para presidente da República, em outubro. A atual vice-prefeita da Bahia, Célia Sacramento, também do PV, complementa a chapa como vice.

Segundo Eduardo Jorge, que também foi secretário municipal de Saúde e de Meio Ambiente de São Paulo, além de deputado estadual, o PV quer se colocar como opção alternativa na disputa.

“O PV é um partido do século 21. Os três partidos grandes [PT, PSDB e PSB] ainda estão no século 20. Eles continuam ligados naquele velho sistema capitalista e socialista, em que a questão do meio ambiente é considerada uma coisa secundária, quando não desprezível”, disse Jorge. O partido terá cerca de um minuto de tempo na televisão.

Para ele, o atual momento do país e a “fragilidade das instituições” poderão ser diferenciais na campanha eleitoral. “A população está muito irritada e descontente com os atuais representantes e os partidos políticos. Querem lições novas, avançadas, de vanguarda, renovadoras, essenciais para a defesa nos nossos países do planeta e acho que vamos ter um trânsito grande nesse debate, nessa conversa com os cidadãos a partir de julho”.

Como principais pontos do programa de governo, Eduardo Jorge disse que o partido propõe o debate acerca da reforma política – com adoção do parlamentarismo, o sistema de voto distrital misto e facultativo –, implantação de políticas de desenvolvimento sustentável focadas na expansão da energia eólica e mudanças na condução da economia.

“Não podemos ficar como hoje, com o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] e uma posição economicista, como uma verdadeira religião. Queremos que o critério da evolução econômica seja mais diversificado. Com a defesa do crescimento, mas qualificado, não um crescimento com bens e incentivo ao setor automobilístico. Um crescimento com produtos limpos”, disse Jorge.

“A candidatura do Eduardo Jorge e da Célia vai preencher o vazio nessa campanha. Abordamos temas que os outros candidatos têm medo de abordar, porque não têm coragem, porque acham que tira voto ou que não são do ideário dos seus partidos”, disse o líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA).

Baiano, radicado em São Paulo, e pais de seis filhos, Eduardo Jorge participou da fundação do PT, partido que se desfiliou em 2003 para entrar no PV.

João Paulo recebe o apoio de Lula e Dilma Rousseff para o Senado

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Lula e Dilma reafirmaram compromisso em eleger João Paulo e Armando Monteiro (Foto: Divulgação)

Pré-candidato ao Senado na chapa com Armando Monteiro (PTB), o deputado federal João Paulo (PT) participou ontem das agendas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff no Recife. A primeira delas foi a inauguração da Via Mangue, maior obra viária construída na capital nas últimas décadas e que foi projetada e iniciada ainda na gestão de João Paulo na Prefeitura do Recife.

A via, que possui extensão de quase cinco quilômetros, custou R$ 433 milhões, sendo R$ 331 milhões com recursos do governo federal e o restante bancado pela parceria com a Prefeitura do Recife. Em seguida, junto com o senador Armando Monteiro, João Paulo acompanhou a presidente Dilma na visita ao Terminal Integrado de Passageiros Cosme Damião, na divisa entre o Recife e Camaragibe.

O compromisso seguinte foi a solenidade de formatura de 1.400 alunos capacitados pelo Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), no Centro de Convenções, em Olinda.

PLENÁRIA

No início da noite, João Paulo, Armando e a presidente Dilma Rousseff se encontraram com o ex-presidente Lula em uma grande plenária com a militância do PT e da base aliada que dará sustentação ao palanque da reeleição da presidente Dilma em Pernambuco. O ex-presidente Lula reafirmou perante o grande público presente o seu compromisso em eleger João Paulo senador e Armando Monteiro governador.

Lula fez uma defesa veemente das conquistas obtidas pelos brasileiros no seu governo e no da presidente Dilma. E ainda convocou a militância a ir às ruas fazer o debate político sobre os avanços sociais brasileiros dos últimos 11 anos.

A presidente Dilma também reforçou o seu compromisso com as eleições de João Paulo ao Senado e Armando ao governo. Ela ainda salientou as politicas públicas e as obras realizadas pelo seu governo no Brasil e em Pernambuco. “Fizemos muito, mas ainda há muito por fazer”, afirmou a presidente, citando algumas obras importantes do governo federal no Estado, a exemplo do estaleiro, da Refinaria Abreu e Lima, da transposição do São Francisco, das adutoras, da instalação da fábrica da Fiat, entre outras.

O deputado federal João Paulo afirmou que o Brasil se tornou mais independente com a inclusão social de milhares de brasileiros nos governos Lula e Dilma. E destacou que a tarefa maior nesse pleito será reeleger a presidente ainda no primeiro turno.

PSDB confirmará logo mais permanência na Frente Popular de Pernambuco

Do Blog da Folha

Se algum tucano mais empolgado com a possibilidade de o partido lançar candidatura própria ao Governo do Estado ainda tinha esperança, terá que guardar esse desejo, no mínimo, por pelo menos quatro anos. O partido anunciará logo mais que seguirá na Frente Popular de Pernambuco, que sustenta a postulação do socialista Paulo Câmara. O recado será dado pelo presidente regional do PSDB, Bruno Araújo.

Havia a expectativa de que o senador e presidenciável do PSDB, Aécio Neves, fosse o porta-voz dessa notícia. Contudo, o fato de o tucano ter cancelado a visita que faria ao Estado nesta segunda-feira (9) – por conta do nascimento dos seus gêmeos Julia e Bernardo – deixará a cargo dos seus correligionários locais a transmissão da mensagem.

Em Lagoa de Itaenga, Armando e João Paulo recebem apoios do PSB

O pré-candidato ao governo do Estado, senador Armando Monteiro (PTB), e o pré-candidato ao Senado, deputado federal João Paulo (PT), asseguraram neste domingo (8) o apoio de quatro socialistas históricos da Mata Norte pernambucana. O prefeito de Lagoa de Itaenga, Lamartine Mendes, a presidente da Câmara de Vereadores, Betânia Mendes, o vereador Lucas da Camboa e o ex-prefeito do município, Sebastião Menino, receberam os pré-candidatos no município e confirmaram que vão marchar com Armando e João.

Membro do PSB desde 1995, o prefeito Lamartine também já foi vereador por quatro mandatos. Já Sebastião Menino administrou o município por duas gestões. Eles fazem parte de um grupo político da região que sempre foi muito ligado ao ex-governador Miguel Arraes.

A vereadora Betânia Mendes explica que a opção por Armando e João é a melhor para o município. “Votamos em Armando para o Senado em 2010 e queremos agora conduzi-lo a este desafio maior que é levar Pernambuco a um futuro melhor”. Betânia diz que, apesar de fazer parte do partido do governo, Lagoa de Itaenga tem enfrentado muitas dificuldades, especialmente com relação à segurança pública. “Falta delegado, não temos juiz na cidade”, reclama.

Ela também observa que, mesmo estando a tantos anos no partido, nunca ouviu falar do candidato do PSB.

Ibope: Armando lidera com 43% e Câmara tem 8%

Do Blog do Magno

Pesquisa do Ibope encomendada pelo diretório nacional do PTB e divulgada hoje na Folha de Pernambuco aponta o candidato a governador pela oposição, Armando Monteiro, na dianteira com 43% das intenções de voto contra 8% do socialista Paulo Câmara, apoiado pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Jair Pedro (PSTU) apareceu com apenas 2% e José Gomes Neto (PSOL) tem também 2%. Brancos e nulos somam 22% e os que não responderam ou disseram que não sabiam 22%. O Ibope ouviu 1.008 eleitores de todas as regiões de Pernambuco, entre os dias 26 e 29 de maio.

No Recife e Região Metropolitana, Armando é o preferido de 38% dos eleitores, contra 9% de Paulo. No interior, Armando alcança 47% e Paulo 8%.

O Ibope ouviu as pessoas também sobre o peso dos apoios e pergunta o seguinte: se os candidatos forem Armando Monteiro, com apoio de Lula e Dilma, e Paulo Câmara, com apoio de Eduardo Campos e Mariana Silva, em quem votaria?

Neste caso, Armando sobe para 53% e o candidato do PSB, 21%. O levantamento mostra ainda que Armando é menos rejeitado entre todos os pré-candidatos. Ele tem apenas 9% contra 17% de Paulo Câmara.

Quanto à confiança do eleitorado em relação a quem vai ganhar a disputa, a pergunta é: “Independente de sua intenção de voto, na sua opinião quem será o próximo governador de Pernambuco?”

Armando aparece com 46% das intenções de voto e Paulo com 10%. No Recife, o resultado é 45% a 12%; na periferia (demais municípios da metropolitana), fica 41% a 8%; e, no interior, 48% a 11%.

Na disputa para o Senado, João Paulo (PT) tem 40% das intenções de voto contra 18% de Fernando Bezerra (PSB). Na divisão por regiões, João Paulo venceria Bezerra inclusive no interior. No Recife, João tem 47% e Fernando 14%. Na área metropolitana, dá 53% a 9%. E no interior, João chega a 32% contra 24% de Fernando.

Em relação à disputa presidencial, Eduardo e Dilma aparecem empatados no Estado: 40% e 39%, respectivamente, enquanto o tucano Aécio Neves aparece com apenas 3% e o Pastor Everaldo 2%. Brancos e nulos somam 9% e indecisos 6%.

O Ibope ouviu 1.008 eleitores de todas as regiões de Pernambuco, entre os dias 26 e 29 de maio.

Campos poupa Lula e diz que Dilma “se enrolou no novelo da velha política”

Do Portal UOL

Em entrevista nesta segunda-feira (26) ao “Roda Viva” da TV Cultura, o pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, fez ataques à presidente Dilma Rousseff, associando-a à “velha política”, mas poupou de críticas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele teve a responsabilidade de manter políticas na economia e de aprofundar mudanças que beneficiaram 40 milhões de pessoas”, disse Campos. “Tínhamos a expectativa de que a Dilma corrigisse as falhas e promovesse avanços (…) mas ela se enrolou no novelo da velha política.”

Questionado sobre recente declaração de Lula, na qual o ex-presidente o teria comparado a Fernando Collor , o socialista afirmou: “Ele desmentiu, eu aceitei o desmentido. O assessor de imprensa dele ligou para o meu e depois ele [Lula] desmentiu publicamente.”

Campos foi indagado sobre o apoio que recebe do ex-deputado Severino Cavalcanti, do PP, expoente do conservadorismo e do que o próprio socialista chama de velha política. E citou a influência do senador José Sarney (PMDB-AP) nas gestões petistas, sem, novamente, responsabilizar Lula pela aliança com o maranhense. “Fiz um governo que não teve no centro das decisões Severino Cavalcanti, como hoje o atual governo tem Sarney no centro das decisões.”

O pré-candidato do PSB acusou Dilma de não ter enfrentado a corrupção e disse que a mandatária não fez jus à imagem “durona” propagada nas eleições de 2010. “A gestora não entregou a gestão. A durona não comandou o enfrentamento à corrupção”, afirmou. “[Dilma] passou a ser madrinha da inflação, madrinha dos problemas do setor elétrico, dos problemas na Petrobras.”

Quando perguntado se retiraria a candidatura caso Lula seja escolhido para disputar a Presidência, Campos disse que sua adversária é Dilma. “A nossa disputa é com a presidenta Dilma, não é com o presidente Lula. O presidente Lula não é candidato.”

Campos disse que, se eleito, não irá fazer aliança com setores “fisiológicos” da política e espera que a população os “aposente” nas urnas. “Os que não forem aposentados pelo povo, eu acho que a gente tem que ter a coragem de colocar na oposição.”

Aécio “passa medo”

O socialista afirmou que a pré-candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) gera temor entre a parcela da população beneficiada com as políticas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A afirmação foi feita quando Campos respondia a uma pergunta sobre quais seriam as diferenças entre ele e Aécio. “A diferença é óbvia. A origem política do Aécio é mais conservadora do que a minha. Aécio participou do ciclo do Fernando Henrique, eu participei do ciclo de Lula”, afirmou. “Eu reconheço os avanços que FHC fez para o Brasil e não fico só apontado os erros. E o Aécio, os tucanos, tem uma dificuldade enorme de reconhecer os acertos. E aí passa um medo enorme para as áreas do Brasil que viram a importância do presidente Lula.”

Maconha, aborto e privatizações

O ex-governador de Pernambuco afirmou que suas posições sobre a descriminalização do aborto e da legalização da maconha já são conhecidas e que ele não irá mudar de opinião por conta das eleições.

“Não se trata de posicionamento eleitoral, porque sobre todos esses temas eu já tinha uma posição pública, não é o caso de mudar de posição”, disse. “São posições conhecidas. Acho que a legislação atual que o aborto tem é suficiente. Como cidadão, não como presidente, sou cristão, pai de cinco filhos e não sou favorável ao aborto. Tenho essa posição e não é de hoje.”

Quando à legalização da maconha, Campos afirmou este não deve ser o foco do debate sobre as drogas “num país que vive uma epidemia” de usuários de crack.
Campos afirmou que não tem “preconceito com privatizações” e concessões de rodovias, mas que não vê necessidade de privatizar qualquer estatal brasileira neste momento.

Pesquisas recentes

Na última pesquisa Ibope, divulgada na quinta-feira (22), Campos apareceu com 11% das intenções de voto , contra 40% de Dilma e 20% de Aécio. Na pesquisa anterior, divulgada em 17 de abril, o socialista tinha 6% das intenções. Já na última pesquisa Datafolha, divulgada em 9 de maio, o pernambucano também obteve 11% das intenções, contra 10% na sondagem feita no início de abril. Na mesma pesquisa, Dilma alcançou 37% da preferência, e Aécio, 20%.

Embora tenham evitado críticas mútuas e focado os ataques à Dilma, Aécio e Campos têm buscado, conforme as eleições de aproximam, tentar expor as diferenças entre as duas candidaturas. Segundo as pesquisas, apenas um dos dois deve ir ao segundo turno contra Dilma.

Eduardo Campos admite fim de acordo com os tucanos

Por MIRELLA ARAÚJO
Da Folha de Pernambuco

As explicações cobradas pelo senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, sobre a “quebra do pacto” por parte do PSB em Minas Gerais foi respondida pelo presidenciável e dirigente nacional da sigla socialista, Eduardo Campos, como fruto de uma mudança de cenário político. Ele argumentou ontem, durante agenda no município de Feira de Santana/BA, que com a chegada de Marina Silva junto com a Rede Sustentabilidade, e depois da escolha de Pimenta da Veiga para ser o candidato ao Governo pelo PSDB, houve uma avaliação conjunta de que seria hora de ter um palanque próprio naquele estado.

“Nós temos uma aliança com o PSDB em Minas que não é de hoje. Tivemos o apoio do PT e do PSDB para o nosso candidato (Márcio Lacerda) em Belo Horizonte, mas agora estamos vivendo uma nova fase, uma nova eleição e eu respeito as instâncias partidárias. Tenho a formação política de quem respeita a opinião dos outros”, comentou Campos.

Campos também citou o exemplo das eleições municipais de 2012, quando o prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio, disputou contra o PT e os tucanos. “Não se trata de quebra de acordo. Havia uma aliança em Minas Gerais independente do PSDB de Pernambuco. O que não posso é impor ao meu partido nenhuma aliança”, enfatizou.

Em solo governado pelo petista Jaques Wagner, o presidenciável foi questionado sobre a presença do ex-presidente Lula em agendas da presidente Dilma Rousseff (PT). Eduardo afirmou que o prestígio do ex-aliado foi importante para elegê-la, mas agora o foco está no resultado deste governo. “Ele sabe que o que vai estar em debate é a realização do governo da presidenta Dilma. O que acontece é que ela não entregou aquilo que se comprometeu a entregar. O Brasil parou de melhorar e começou a piorar, ou seja, só se reelege governo que tenha entregado os compromissos, pelo menos uma parte deles”, disparou.

Apesar de a petista ter obtido a maioria dos votos no Nordeste, Eduardo Campos fez uma reflexão sobre como se encontra a Região após três anos. “Basta ver as obras de ferrovias aqui na Bahia, em Pernambuco, no Piauí e Ceará, tudo parado. Ela teve oportunidade, o Brasil mandou o recado quando foi às ruas, mas a presidenta se entregou totalmente à velha política”, finalizou.