Herlon Cavalcanti comanda programa na TV Pernambuco

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Estreou na última quinta-feira (19), na TV Pernambuco o programa “Impressão Cultural”, comandado pelo jornalista Herlon Cavalcanti. O programa será exibido todos os domingos, das 15h às 15h30 com reprises nas quintas, às 19h.

De acordo com Herlon, a ideia é valorizar as manifestações culturais do Estado. A estréia foi em homenagem a Caruaru, pela passagem dos seus 159 anos. “Vamos usar o espaço para mostrar todos os aspectos culturais que Pernambuco possui, bem como apresentar seus artistas, suas artes e o universo cultural do Estado”, frisou o jornalista.

As gravações estão acontecendo no Sesc Caruaru, sendo dividido em quadros, como o “Discutindo Tecnologia” e o ” Retalhos da História”. A apresentação fica por conta de Herlon Cavalcanti, Direção de Oscar Bazantts, Direção artística de  Ailza Trajano, Equipe de cinegrafistas Wellington Marques e Artur Cláudio,  Arte de Sávio Marques, Apoio técnico de Seu Edu, Edição de João Vitor e Direção de Lino Portela.

Os quadros são comandados por José Urbano e Samuel Portela.

Coluna de quinta: O abandono do Morro do Bom Jesus de Caruaru

Por Hérlon Cavalcanti

Em 2011 o nosso querido Morro do Bom Jesus foi alvo de holofotes da política estadual e municipal através da ação que pacificou o local e trouxe novos olhares de políticas públicas para aquela área e toda a comunidade dos bairros que envolve o Morro.

O tempo foi se passando, o Morro continua de pé, a sua igrejinha “assistindo” a tudo ano a ano.

Fazendo uma pesquisa e lendo alguns artigos publicados nas mídias sociais e nos jornais impressos de Caruaru de 2011 para cá, encontrei um “universo de promessas e possíveis benefícios que iriam acontecer para o nosso maior cartão postal de Caruaru, O Morro do Bom Jesus.

Encontrei tantas falácias e promessas vazias dos governantes e que não cumpriu nem com 10% do que foi proposto a realizar, ou seja, ficamos vendo o progresso chegar ao Morro com passos de tartarugas com paralisia infantil.

Em abril de 2012 foi inaugurada a Escola Municipal Dom Antônio Costa, naquela ocasião foi prometido mais conforto, segurança aos alunos e professores, como também o discurso do atual prefeito que ressaltava que o Morro foi sempre esquecido e que um “novo tempo estava chegando” e que as políticas sócias agora vão acontecer para os moradores? E que essa gestão subiu o morro para fazer histórias? Pois bem, o tempo passou no retrovisor do esquecimento e como um breu eterno, o nosso Morro assiste a tudo e continua a esperar esses novos ventos chegar.

Eu fico me perguntando aonde estão estas políticas públicas que os moradores do morro não conseguem enxergar? O que foi feito de fato que mudou a vida dos moradores dos bairros que cercam o Morro? Cadê a creche para que as mães pudessem deixar seus filhos e descer as ladeiras em busca de trabalho? Cadê a coleta de lixo que iria melhorar? A falta de estrutura é notória em toda aquela área.

Um espaço que poderia ser melhor aproveitado nos finais de semana com shows culturais, barracas de comidas típicas feitas pelos moradores da área que iria possibilitar uma renda extra, um olhar pleno de arte, lazer e socialização é isso que falta acontecer de verdade.

Falta vontade política para assumir a sua responsabilidade, chega de promessas, é hora de um governo que olhe as pessoas com o caráter de cidadãos e cidadãs.

O nosso Morro do Bom Jesus agradece ao empenho da Polícia Militar e a Polícia Civil que exerce o seu papel de forma digna e corajosa em meio a tantas dificuldades e falta de estrutura, eles conseguem dar um pouco de alegria aos seus moradores e a sociedade que sobe as ladeiras para curtir a paisagem e as belezas naturais da área mais nobre da nossa cidade.

Coluna de quinta: Caruaru precisa fazer um museu para o cantor Azulão

Por Hérlon Cavalcanti

Quem nunca ouviu essa música, CARUARU DO PASSADO “Caruaru do meu Bom Jesus do Monte, pra quem vive tão distante por força do destino, ai Caruaru do meu tempo de menino” quem nunca cantarolou essa música na voz do nosso Francisco Bezerra de Lima (o Azulão).

Nosso pequeno grande artista Azulão, é sem dúvidas nossa maior referência musical de todos os tempos em Caruaru. Sua história de vida foi construída por muitos sacrifícios e sonhos. Ele nasceu no dia 25 junho de 1942 no Brejo da Taquara.  Nascido em uma família simples, desde criança em suas brincadeiras, o pequeno Chiquinho, gostava de cantar imitando Luiz Gonzaga. Seu amor pela cultura nordestina só aumentava.

O tempo foi passando, o menino virou rapaz. Caruaru na década de 1560 a grande sensação era os programas de auditório da rádio difusora de Caruaru. Por lá, tantos bons programas eram apresentados reunindo as famílias e toda a sociedade. Em uma certa manhã surge a figura de um rapazinho vendedor de picolé todo trajada de azul querendo se apresentar, foi então que o radialista Arlindo Silva em tom bem auto gritou: “Chama esse Azulão pra vim cantar”? Pronto, dali começou sua carreira de sucesso, o pequeno Chiquinho virou Azulão de Caruaru.

Depois o Maestro Camarão que criou a primeira banda de forró do Brasil Banda do Camarão, chama Azulão pra fazer parte do conjunto. Foi um sucesso sua participação. Azulão passou um período mais por ter luz própria começou a seguir sua carreira solo. Surgiram muitos bons compositores que a toda hora lhe entregava verdadeiras perolas que se transformaram imortalizadas em sua voz músicas como: Dona Tereza, Mané Gostoso, Caçote, Caruaru do passado, Trupê de cavalo, afogando a minha dor, nega buliçosa, eu não socorro não, a Rua Preta entre tantas outras.

Esses grandes sucessos levaram o nosso azulão aos grandes palcos do cenário cultural. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro conheceram a força desse grande guerreiro que a todo ano batia recordes de vendagens de discos, sendo aplaudido e reconhecido por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Genival Lacerda, Jacson do Pandeiro, Jacinto Silva, Ary Lobo, Walmir Silva etc.

O grande Mestre Azulão se tornou uma figura querida, folclórica em nossa cidade, se tornou nossa maior referência cultural.

Sua história merece ser preservada e repassada para as novas gerações. Azulão precisa de um espaço digno, um lugar sagrado, um museu de alta qualidade para mostrar suas histórias. Quem sabe um dia o poder público possa enxergar isso. Tem que fazer por azulão em vida, depois que morre, vira nome de rua, Avenida, praça sei lá o quê mais. Isso é importante sim, mais não suficiente. Preservar e valorizar nossa cultura e seus artistas é tarefa de todos.

Coluna de quinta: Legal, imoral ou engorda? veta isso prefeito!!!!

Por Hérlon Cavalcanti 

Câmara de Vereadores de Caruaru, legislatura período 2012 a 2016. Durante esse período a casa do povo Jose Carlos Florêncio sempre esteve em pura evidencia, na vitrine das grandes discussões, seja no campo dos debates, propostas, projetos, leis, escândalos, votações polemicas, milhares de requerimentos sempre visando as melhorias da população.

Quero aqui relatar alguns problemas existentes nessa legislatura para fazermos juntos algumas reflexões:

Tantos projetos foram aprovados chegando de última hora sem a participação popular (audiência pública) nem tão pouco seguindo os regimes legais da casa nas comissões existentes. Foi assim com o PCC(Plano de Cargos e Carreiras)  da educação, que gerou uma revoltas e muita polemica com os  profissionais da educação, aonde chegamos a ter a maior greve da história do “País de Caruaru” 86 dias de paralização.

Depois chegou a história do BRT outra bronca que ainda hoje não entendemos os seus desfechos finais. Aí surge a operação PONTO FINAL, que apontou a “suspeita de práticas de corrupção por tentativa de obter vantagens indevidas para a provar projetos do executivo”, desencadeando no afastamento e prisões dos 10 vereadores, essa operação colocou Caruaru nas principais notícias da mídia Nacional. Essa mesma ação judicial, teve vários desdobramentos com a volta de alguns edis. O poder legislativo devido a esse processo judicial, paga uma folha de 33 Vereadores, comprometendo a receita do município, que poderia ser usada para tantas outras ações.

E o que dizer da polemica votação do projeto da transferência da nossa Feira da Sulanca? Caruaru assistiu mais um capítulo que envolveu diretamente o poder legislativo em uma votação complicada que poderia ter sido evitada se estivesse acontecido um amplo debate com os sulaqueiros, comerciantes, feirantes, empresários, fornecedores e o pessoal envolvido em toda feira. Ai eu me pergunto! Qual foi o resultado disso? A transferência não saio e o processo se arrasta na justiça.

Tivemos o episódio que ganhou projeção nacional quando o vereador fez um comentário que “o cidadão foi dormir e acordou morto”!!!!

Depois surgiu a votação para a Presidência da Câmara de Vereadores GESTÃO 2014 A 2016, aonde dois vereadores da situação concorreram ao mesmo cargo e como uma prática de votação, o presidente foi reeleito mais uma vez, gerando assim um afastamento direto do vereador que concorreu e não teve êxito ao cargo Gilberto de Dora com o poder executivo, chegando a declarar líder da oposição.

Tivemos a proposta absurda do poder executivo para o legislativo na possível venda do terreno público do Colégio Municipal Álvaro Lins, gerando um debate fervoroso da sociedade que não aceitando essa proposta, foi para as ruas, e usou fortemente as redes sociais, fazendo assim o poder executivo recuar e retirar o projeto

Agora surge essa polemica do aumento dos subsídios salariais para a próxima legislatura 2017 a 2020. Juridicamente o aumento é legitimo, mais é IMORAL para a situação real que o Brasil passa. E Caruaru faz parte do Brasil a crise chegou fortemente em nossa cidade, milhares de trabalhadores perderam seus empregos, dezenas de fabricas, comercio e indústrias estão operando no vermelho. Essa proposta de aumento não foi debatida com a sociedade por isso que alguns grupos estão se mobilizando para tentar impedir esse processo.

A mesma proporção que se aumenta os salários dos futuros vereadores, não é a mesma usada para os interesses dos servidores públicos municipais. Não quero aqui nem entrar nessa discussão dos trabalhadores que recebem salários mínimos nem tão pouco para os trabalhadores de diversos seguimentos no Brasil que deveria servir de parâmetros para essa discussão.

Se a discussão é para a próxima legislatura, que fosse discutida, aprovada pela próxima legislatura que ainda vai ser eleita. Ai a responsabilidade seria totalmente dos próximos edis.

Depois tivemos problemas com a licitação do transporte público, aumento dos preços das passagens, brigas de vereadores, reforma estrutural do prédio da Câmara e por aí vai..

Então faço aqui um apelo ao chefe do poder executivo o Prefeito Zé Queiroz que VETE esse projeto, ele ainda tem um prazo para analisar a proposta, ele vetando a proposta volta para o plenário da Câmara, os vereadores juntos com a sociedade organizada faria um amplo debate desse processo para encontramos o melhor caminho a seguir e assim a nossa Câmara teria uma pauta positiva no cenário político local com projeção nacional.

 Hérlon Cavalcanti Jornalista 

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Artigo: Ode ao professor Reginaldo Melo

Por Hérlon Cavalcanti

Essa semana a cidade de Caruaru, acordou mais triste, mais pobre politicamente com a morte do nosso professor Reginaldo Melo. Ele era um homem integro, integralista, um militante político, um defensor do meio ambiente, um homem ligado as práticas esportivas, as bandeiras sócias e trabalhistas. Reginaldo era um homem além do seu tempo, sua história de vida foi construída com muitos sacrifícios e sonhos.

Ele nasceu na Cidade de Bonito. Por lá sempre fez grandes movimentos em prol da defesa dos trabalhadores no campo da agricultura, um ativista de tantas lutas. Mais o que podemos acrescentar sobre Reginaldo Melo? Temos tantas coisas para dizer, tantas qualidades, tantas lutas e batalhas travadas e muitas conquistadas.

No campo político o professor Reginaldo era um grande socialista, sempre militou no campo da esquerda. Foi um dos fundadores nacionais do PT, era filiado e militante, por lá sempre foi atuante. Foi um dos fundadores do partido em várias cidades do interior de Pernambuco. Na cidade de Belo Jardim, na década de 1980 ele chegou a ser candidato a Prefeito, não chegou a se eleger, mais realizou um bom debate. Depois decepcionado com o abandona das bandeiras de luta dos trabalhadores, o professor Reginaldo pediu desfiliação partidária do PT, construiu um debate estadual e reconstruiu em Caruaru o PCB (Partido, Comunista, Brasileiro) e como um grande folego da sua vida, lutou dentro do campo da esquerda, por uma sociedade mais justa e futurista.

No campo ambiental, Reginaldo teve uma defesa atuante, foi um grande defensor do Rio Ipojuca escreveu muitos trabalhos, panfletos, poesias e cartilhas educativas. Ele travou muitas lutas com pessoas e empresas que pensam que o rio é apenas “deposito de esgoto e lixos”.

No campo esportivo, ele foi um dos maiores incentivadores em nossa cidade. Foi um dos organizadores dos primeiros jogos escolares em Caruaru, ele foi professor de handebol, basquete, futebol e natação.

No campo da cultura, Reginaldo Melo foi sem dúvida um patrimônio cultural, ele era Membro da ACLC(Academia, Caruaruense de Literatura de Cordel) sempre com uma produção focada no social e na ecologia do Brasil.

Reginaldo faleceu no dia 29 de fevereiro de 2016, vítima de um câncer de garganta. A doença pode ter calado sua voz, mais nuca calou seus sonhos.

Ele deixou cinco filhos e uma esposa Maria José, uma mulher super- dedicada a ele e sua história.

Que possamos ter daqui para frente, uma praça, uma escola, um parque ambiental, uma rua, avenida como forma de homenageá-lo, de agradecimentos e reconhecimento por tudo que ele fez por essa cidade que ele tanto amou-Caruaru.

Artigo: Sobre a greve dos professores e a realidade política de Caruaru

Por Herlon Cavalcanti

Vivemos  um momento e singular  em nossa história,  que se faz necessário refletir  sobre a realidade em que estamos inseridos  e nosso papel como sujeitos históricos na construção de um novo projeto de sociedade. Em todo mundo levado pelo  modismo do neoliberalismo se assiste a fragmentação da solidariedade humana, a coisificação dos indivíduos, a morte dos sonhos, das utopias  e a inversão e alienação do significado de justiça,ética, paz, igualdade e liberdade.

Em tais circunstância as aparências se sobrepõem à essência, “o real” é uma construção e uma maquinação distorcida  da verdade.  Nesse mundo de fantasia e fantasmagórico, no qual o simplismo, o banal, o medíocre e o fútil se generaliza, torna-se o ambiente ideal e propício para entender o quadro político e eleitoral, onde a demagogia dá o tom,  o populismo deita raízes e o clientelismo molda o enredo da tragédia.

As eleições no Brasil condensam os mais diversos estilos de mandonismo, vivenciados neste 514 anos de história. Nos quais se formou uma cultura política como espaço para poucos que são endinheirados. O financiamento de campanha dita as regras do jogo, que tem mais leva tudo.  Durante toda a campanha eleitoral se fala no povo, quando eleitos, governam para os financiadores. Os governos municipais, estaduais e o federal, são loteados entre os financiadores e governa para eles.

No processo eleitoral os candidatos, mostram-se seres divinizados, sérios, honestos, perfeitos, competentes, altivos, austeros e imaculados, os salvadores da pátria, defensores dos pobres e dos oprimidos e protetores dos velhos e das criancinhas. Vale tudo para se iludir e enganar o povo. Programa de campanha e promessa são mera peças de ficção. O povo em uma mistura de extasse,delírio, transe e histeria coletiva,  deixa de lado qualquer princípio de cidadania e comporta-se como um fanático torcedor de torcida organizada.

Se durante a campanha tudo era possível, todos os problemas tinham solução e todos os desafios seriam equacionados. Depois de eleitos, falam das dificuldades que encontraram, da herança maldita que receberam, da crise por que passa a sociedade, e de poucos recursos para se realizar as promessa de campanha. Criam-se culpados, descobrem-se inimigos e conspiradores por todos os lados. As reais intenções de seu governo, dos grupos econômicos que lhe dão sustentação e da própria incompetência administrativa, são ocultadas através de uma poderosa, milionária e massificadora campanha midiática que invade o cotidiano e o imaginário social, entorpecendo as mentes e anestesiando o senso crítico da população.

Por esse caminho, o coronel é transformado em Estadista,  sua incompetência em sucesso, as práticas clientelistas  transformar-se em “participação popular” e o fisiologismo em políticas sociais. Para os movimentos sociais/populares e partidos de esquerda só existe dois caminhos, cooptar os dóceis e oportunistas e tentar desqualificar, difamar e sufocar os que são críticos e oferecem resistência.

Entre os vários casos, a luta dos trabalhadores em educação em Caruaru, merece um capítulo a parte nesta história. Vejamos: Durante a campanha eleitoral  se falou de uma Caruaru brilhante, pulsante, harmônica sem contradições, uma vitrine para Pernambuco, para o nordeste e para o Brasil. Diariamente se dizia, O Nordeste cresce mais que o Brasil, Pernambuco cresce mais que o Nordeste e que Caruaru crescia mais que Pernambuco.Ou seja, nenhuma unidade da federação crescia mais  que Caruaru, nossa cidade era o mirante, o farol do desenvolvimento, a  Dubai do Brasil. Graças a nosso gestor, graças ao “governo das parcerias”.

Dizia-se que  em 2013, após ter  liquidada tal herança maldita, Caruaru chegaria o um novo patamar de desenvolvimento. O novo mandato , não seria um governo de continuidade, mais um novo governo que teria seus paradigmas centrados em cinco eixos: Modernidade e eficiência administrativa, Transparência, Diálogo e Participação popular. Em fim depois de ter vencido as forças do mal, Caruaru chegaria a século XXI.

A distância entre o discurso da campanha eleitoral, reiterado na posse dos eleitos veio por terra dia 30 de janeiro de 2013. Quando  vereadores eleitos são convocados em regime de urgência para a provarem  o reajuste do salário mínimo para os servidores. A farsa foi montada, o engodo servido. O propósito  real do governo foi aprovação de o novo plano de cargos e carreira para os trabalhadores da educação do município. O método, o conteúdo, a forma e o estilo, deu a dimensão da qualidade do “choque de gestão” que  o governo municipal pretendia impor aos professores e em seguida a sociedade caruaruense.

O P.C.C,  foi assinado e aprovado por unanimidade, sem debates, questionamentos ou qualquer participação dos trabalhadores em educação, da comunidade a acadêmica  e muito menos da sociedade civil.O pior a elaboração do PCC se deu  na surdina, em pleno calor da campanha, enquanto o prefeito glorificava o modelo de educação municipal, exaltava seu compromisso com os educadores, ao mesmo tempo que a grande maioria dos educadores enchiam as rua e as praça defendendo o nome do Prefeito atual.

A aprovação do PCC, não é apenas um ato autoritário e arbitrário, ele expressa em sua essência brutal ou simbólica a realidade política que vivemos em Caruaru:

1º – Com a aprovação do PCC, caiu a máscara e toda retórica democrática exibidas pelo prefeito, mostrou que a nova cultura política era simplesmente um marketing eleitoral e o orçamento participativo e a secretaria de participação social, uma peça de ficção;

2º – Mostrou que a câmara municipal não exerce qualquer função constitucional de poder independente e autônomo,  passou a um poder tutelado pelo executivo. Que vereadores  aprovam projetos de relevância social sem ler e muito menos questionam o que assinam;

3º  Que a figura de Secretário de educação é mera figuração, não ordenam despesas, não fazem nomeação  e muito menos participam de projetos e negociações que envolvem sua pasta;

4 º Que o Ministério público, é desrespeitado cotidianamente pelo o poder executivo os  termos de ajuste de conduta são tratados pelo executivo municipal, como algo sem qualquer significado e importância, jurídica e social;

5º Que a justiça nesse país não conseguiu romper a relação entre a Casa Grande e a Senzala, pois tende a criminalizar os movimentos sociais em sua morosidade, inoperância e beneficiar o capital e os poderosos em sua rapidez e eficiência;

A greve dos professores e sua vitória ética e moral sobre a tirania e o arbítrio, mostra o caminho e as formas de luta que a sociedade caruaruense deve trilhar para superar o atraso político e social que foi jogada e construir um espaço democrático em que a cidadania seja o eixo pela  a qual se concebe a cidade e seus  cidadãos.

Herlon Cavalcanti é da direção do PCB em Caruaru