PSB de Pernambuco recebe recado do PT em tom de ameaça

Do Blog do Camarotti

Integrantes do PSB de Pernambuco receberam recados em tom da ameaça de emissários do PT.

A campanha de Dilma deixou claro que deseja a neutralidade do partido neste segundo turno.

Mas, se o PSB fechar apoio ao tucano Aécio Neves, a administração do governador eleito Paulo Câmara (PSB) receberá tratamento de oposição em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Marina reúne condições para apoiar Aécio Neves

Do Congresso em Foco

Sem conseguir chegar ao segundo turno das eleições presidenciais, restou à candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, a tentativa de salvar alguns pontos programáticos que vinha defendendo durante o primeiro turno das eleições. Por isso, interlocutores do Rede Sustentabilidade começaram a traçar quais serão as bases para que Marina anuncie apoio formal ao segundo colocado, o senador Aécio Neves (PSDB).

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a ex-senadora estuda a melhor maneira de se colocar ao lado do tucano sem parecer incoerente com a postura de “nova política” que defendeu durante a campanha. Para anunciar o apoio, ela deve condicionar sua adesão à incorporação de pontos de seu programa de governo pela candidatura do PSDB.

A reforma política, com o fim da reeleição, a educação em tempo integral e a sustentabilidade estão entre os itens colocados à mesa pela ex-senadora. Todos eles já aparecem contemplados no programa de governo tucano.

A Rede marcou reunião para a noite de ontem, em São Paulo, na qual deve se comprometer com a mudança, mas liberar seus filiados para escolher entre Aécio e Dilma Rousseff (PT). Já o PSB convocou encontro em Brasília na quarta-feira (8) para definir o futuro político do partido no segundo turno.

O presidente nacional da sigla, Roberto Amaral, defendia apoio à petista, mas tem dito que “às vezes um reacionário pode ser um avanço”, em referência ao candidato do PSDB. O jornal informa ainda que o PSB e a Rede estão na fase de afinar o discurso para o anúncio oficial previsto para quinta-feira (9).

A relação entre PSB e PSDB sempre foi de diálogo e até de simpatia. Os ex-presidentes nacionais dos dois partidos – Sérgio Guerra (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), mortos este ano – mantinham conversas políticas frequentes e eram amigos.

O PSB de Pernambuco, com a força da viúva, Renata Campos, deve trabalhar para quebrar as resistências internas e levar toda legenda a apoiar Aécio Neves. Ainda na período de pré-campanha, Aécio e Eduardo Campos haviam estabelecido um “pacto de não agressão” que está sendo levado em consideração pela executiva do PSB

Marina apoiará Aécio

Do Blog de Sonia Racy

Marina Silva não tem mais dúvidas: vai apoiar Aécio. O que ainda está em jogo, pelo que se apurou, é se isto acontecerá com o PSB ou se será uma opção solo. O partido está dividido entre o que quer seu presidente, Roberto Amaral – apoiar Dilma –, e os pessebistas mais próximos da ex-ministra – que defendem o tucano.

A decisão deve sair antes do endosso formal de Renata Campos, mulher de Eduardo, ao tucano.

Tampouco está definido como tudo isso se dará. Marina não quer condicionar sua decisão a cargos – coisa da “velha política”. O caminho pode ser o de pedir concordância com pontos importantes do programa de governo do PSB.

Em 2010, a ex-senadora elaborou lista de dez itens e a enviou a Serra e Dilma, antes da disputa de segundo turno. O tucano não respondeu; já a petista assinou termo indicando aceitar o proposto. Mas não cumpriu. Marina tampouco a apoiou.

PSB define nesta quarta-feira apoio no segundo turno

A Executiva Nacional do PSB decide na quarta-feira (8) o apoio da legenda no segundo turno da eleição presidencial. A reunião será realizada em Brasília (DF), na sede do partido, às 14h.

Marina Silva, candidata da coligação “Unidos pelo Brasil” (PSB, Rede, PHS, PRP, PPS, PPL e PSL), ficou em terceiro lugar na corrida pela Presidência da República. A candidata obteve mais de 22 milhões de votos (21,13%).

Dilma e Aécio estão confirmados no segundo turno

De O GLOBO

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, vão disputar o segundo turno da eleição para presidente da República. Em uma das mais disputadas eleições presidenciais brasileiras, Dilma lidera a apuração, com 41,46% dos votos válidos, de acordo com dados parciais divulgados na noite deste domingo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 98,74% das urnas verificadas até as 21h08, Aécio aparece em segundo lugar, com 33,70%. Marina Silva (PSB) tem 21,29%.

Dilma tem 42,6 milhões de votos, e Aécio, 34,6 milhões. Ainda segundo os dados do TSE, foram registrados 21,8 milhões para Marina. Como há menos de 2 milhões de votos a serem computados, matematicamente, a candidata do PSB não pode alcançar o candidato do PSDB. Os votos brancos somam 3,84% e os nulos, 5,79%.

A pesquisa boca de urna do Ibope havia apontado Dilma com 44% das intenções de voto, segundo dados divulgados pelo instituto no começo da noite deste domingo. O candidato tucano Aécio Neves (PSDB), que ultrapassou numericamente Marina Silva (PSB) nas pesquisas divulgadas no sábado, está com 30%, enquanto sua adversária pessebista marca 22%. A margem de erro da pesquisa boca de urna é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Até as pesquisas realizadas entre 29 de setembro e 1º de outubro, Aécio aparecia atrás de Marina tanto no Ibope (28% a 22%) quanto no Datafolha (27% a 24%). Nas pesquisas realizadas entre terça e sábado, ele ultrapassou a adversária também em ambos os levantamentos, com 27% a 24% no Ibope e 26% a 24% no Datafolha.

O levantamento de boca de urna apontou ainda que Luciana Genro (PSOL) tem a preferência de 2% dos eleitores, e o Pastor Everaldo (PSC), 1%. Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Zé Maria (PSTU), juntos, somaram 1%. Nas urnas apuradas, Luciana Genro aparece com 1,6%, e o restante não alcançou 1%.

Mais cedo, ao votar em Porto Alegre, Dilma afirmou que não trabalha com a hipótese de vencer a eleição já nesse primeiro turno. A presidente também não quis falar sobre eventuais adversários no segundo turno:

“Não trabalho com a hipótese de vencer no primeiro turno. Isso (se referindo a projeções sobre adversários no segundo turno) seria desrespeitoso com os demais candidatos”, disse a petista.

Na primeira coletiva concedida após as eleições, Aécio declarou-se confiante em seguir para o segundo turno, e afirmou que pode tomar a iniciativa de procurar a adversária socialista para apoiá-lo na disputa contra Dilma.

Já Marina Silva, que votou na manhã deste domingo em Rio Branco, no Acre, disse não querer ganhar a eleição na base da calúnia e do boato. Sem citar os adversários nominalmente, ela fez um discurso crítico em relação à forma como eles atuaram na campanha eleitoral.

Ibope: Dilma aparece com 46%, Aécio tem 27% e Marina, 24%

Por CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil

Na véspera do primeiro turno das eleições, a última pesquisa feita pelo Ibope antes do pleito mostra a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com 46% das intenções de voto. O candidato Aécio Neves, do PSDB, aparece em segundo lugar, com 27%, seguido por Marina Silva (PSB), com 24%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 39%, Marina, 25%, e Aécio, 19% da preferência dos entrevistados.

O levantamento divulgado há pouco foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os candidatos do PSC, Pastor Everaldo, do PSOL, Luciana Genro, e do PV, Eduardo Jorge, tiveram, cada um, 1% das intenções de voto. Zé Maria, do PSTU; Eymael, do PSDC; Levy Fidelix, do PRTB; Mauro Iasi, do PCB; e Rui Costa Pimenta, do PCO, não alcançaram 1%. Os votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos, 5%.

Na simulação de um segundo turno, Dilma venceria qualquer dos dois candidatos, com 42% das intenções de votos contra 37% de Marina e Aécio.

Para a divulgação do resultado oficial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exclui os votos brancos e nulos. Nessa conta, Dilma tem 40% das intenções de voto, Aécio fica em segundo lugar, com 24%, e Marina Silva aparece em terceiro, com 21%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 2 e 4 de outubro. O nível de confiança da pesquisa é 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 1021/2014.

Datafolha: Dilma fica com 44%, Aécio, 26% e Marina, 24%

Por CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (4) mostra a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), com 44% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 26% e Marina Silva (PSB), com 24%. A distribuição das porcentagens exclui os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declararam indecisos, seguindo o padrão usado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgação do resultado oficial das eleições. O candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto para vencer em primeiro turno.

Pelo último levantamento, divulgado ontem (2), a candidata do PT tinha 40% das intenções de votos, Marina Silva, 24% e Aécio Neves, 21%. Marina e Aécio estariam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Incluindo os votos brancos, nulos e de brasileiros que ainda estão indecisos, Dilma ficaria com 40%, Aécio, 24% e Marina 22%. Os votos brancos e nulos somam 4% dos entrevistados e 5% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ainda indica 1% das intenções de voto para Pastor Everaldo (PSC), 1% para Luciana Genro (PSOL) e também 1% para Eduardo Jorge (PV). Zé Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não atingiram, individualmente, 1% das intenções de voto. Somados, eles têm 1%.

Em uma simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista teria 49% das intenções de voto contra 39% dos votos totais para Marina. No segundo turno entre Dilma e Aécio, a candidata à reeleição aparece com 48% e Aécio com 42%.

O Datafolha ouviu 18.116 eleitores nos dias 3 e 4 de outubro. A margem de erro é 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01037/2014.

Confira as propostas dos candidatos à Presidência para ciência e tecnologia

Por CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil

Apenas quatro dos 11 candidatos à Presidência da República apresentaram propostas de estímulo à área de pesquisa e inovação nos programas de governo entregues à Justiça Eleitoral. Eles reconhecem a importância do setor para a competitividade produtiva do país, e as promessas priorizam a revitalização do sistema existente em órgãos como o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e a revisão de regulamentações sobre o setor.

Confira as propostas dos candidatos à Presidência para ciência e tecnologia:

Aécio Neves (PSDB) promete apoio para que universidades públicas e instituições de pesquisa invistam mais na infraestrutura de pesquisa e defende o ensino da tecnologia associado à resolução de problemas sociais e a uma atitude empreendedora. O tucano quer estruturar um Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação e revitalizar o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, como órgão colegiado, com representação nacional. Segundo ele, é preciso articular políticas de educação e ciência, tecnologia e inovação e criar um programa nacional para formação de pesquisadores. Para Aécio, a pesquisa brasileira precisa alcançar padrões internacionais para impulsionar a economia, diversificando as atividades e agregando valor. Ele garante que vai estabelecer um programa para internacionalização da ciência brasileira, envolvendo intercâmbio de pesquisadores e atração de cientistas internacionais, e criar uma estratégia para incentivar a pesquisa e a inovação nas empresas públicas e privadas. Outras promessas do candidato são apoiar incubadoras de empresas em articulação com as universidades, estimular a pesquisas de extensão voltadas para a agricultura familiar e apoiar a Embrapa na pesquisa em agroecologia.

Dilma Rousseff (PT) defende a inovação como uma das ferramentas para aumentar a competitividade produtiva do país. A candidata à reeleição promete implantar plataformas do conhecimento como uma das estratégias para acelerar a geração de inovação a partir da interação entre cientistas, instituições de pesquisa e empresas. Segundo ela, isso permitirá acelerar a produção de conhecimento e sua transformação em produtos e processos inovadores “fundamental para o crescimento de competitividade de nossa economia”. Dilma também se compromete a adotar políticas industrial, científica, tecnológica e agrícola para reduzir os custos de investimento e produção, a partir dos estímulos a inovação que reduzam custos logísticos e melhorem o ambiente de negócios do país.

Eduardo Jorge (PV) não tem propostas específicas sobre o tema.

Eymael (PSDC) defende um plano nacional de apoio à pesquisa “tanto em seu aspecto de investigação pura, como no campo da pesquisa aplicada.”

Levy Fidelix (PRTB) não apresenta propostas.

Luciana Genro (PSOL) não apresenta propostas sobre o tema.

Marina Silva (PSB) garante que vai ampliar os investimentos públicos e estimular os investimentos de empresas em pesquisa e desenvolvimento. Segundo ela, o investimento total deve representar cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), se aproximando do padrão dos países líderes mundiais. A ex-senadora também afirma que vai aumentar o orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e fazer com que o Fundo Setorial do Petróleo volte a ser alocado no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e não seja contingenciado. Marina quer recuperar programas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de agências de apoio à pesquisa básica, aperfeiçoar o Programa Ciência sem Fronteiras e criar um programa de atração de talentos com foco nos pesquisadores mais jovens. O rol de promessas da candidata também inclui o estímulo para que estados e municípios invistam em inovaçao e para a criação de parques científicos e tecnológicos que atraiam investimentos privados nacionais e internacionais. Outra medida apresentada é a revisão da Lei de Inovação para dar segurança jurídica e solucionar contradições legais existentes no texto.

Mauro Iasi (PCB), Pastor Everaldo (PSC), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) não apresentaram propostas.

Confira as propostas dos candidatos à Presidência para comunicação

Por CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil

Entre as propostas apresentadas pelos candidatos à Presidência da República para o setor de comunicação, a prioridade se refere à ampliação do acesso à internet e à melhoria da qualidade desse serviço em todo o país. A universalização da rede nas escolas brasileiras também aparece com algum destaque, assim como a transparência e a divulgação de informações do governo via rede mundial de computadores.

Confira as propostas dos candidatos à Presidência para comunicação:

Aécio Neves (PSDB) promete expandir a infraestrutura de comunicação no país e o acesso dos brasileiros à internet de qualidade e com custo compatível, garantindo o acesso gratuito quando necessário, em especial para atividades de cunho social e inclusivo. Ele afirma que vai estimular as iniciativas de produção do conhecimento em rede. O candidato tucano destaca que fará melhorias na infraestrutura para melhor prestação de serviços públicos como o da telefonia e vai apoiar a modernização dos equipamentos escolares, incluindo a instalação de bibliotecas e laboratórios, computadores e acesso à internet. Outra promessa é utilizar a tecnologia da informação e comunicação para inspirar a formação de agentes de transformação social e incentivar o desenvolvimento de tecnologias que gerem novas expectativas de vida às pessoas com deficiência.

Dilma Rousseff (PT) promete universalizar o acesso ao serviço de internet barato, rápido e seguro. Segundo ela, serão feitos investimentos para expandir a infraestrutura de fibras óticas e equipamentos de última geração, o uso da internet como ferramenta de educação, lazer e instrumento de participação popular. Dilma garante a implementação do Marco Civil da Internet. Ela destaca a regulamentação como uma das mais avançadas do mundo e lembra que o Marco Civil garante aos usuários a liberdade de expressão, o respeito aos direitos humanos e à privacidade dos cidadãos, assegurando a neutralidade da rede. A candidata à reeleição destaca que a internet tem de ser um espaço aberto à liberdade de expressão, à inovação e ao desenvolvimento social e econômico do país. Dilma Rousseff destaca que vai priorizar o uso da internet a partir do programa Governo Digital para que o cidadão acompanhe, com facilidade e transparência, a destinação dos recursos públicos.

Eduardo Jorge (PV) não apresenta propostas específicas sobre o tema, mas afirma que um de seus 14 ministérios ficará responsável por questões relacionadas à infraestrutura envolvendo áreas como transporte e comunicação.

Eymael (PSDC) trata o tema garantindo acesso ao uso de equipamentos de informática, internet e banda larga em todo o país, no plano escolar. Segundo ele, isso vai contribuir para o projeto de “preparar nossas crianças e jovens para serem cidadãos do mundo.”

Levy Fidelix (PRTB) destaca que promoverá uma interação maior entre o Poder Público e a iniciativa privada para reduzir os valores cobrados do consumidor na melhoria dos serviços prestados na área de comunicação e na universalização do acesso à banda larga no país.

Luciana Genro (PSOL) destaca que seu governo vai avançar na democratização dos meios de comunicação. A candidata afirma que buscará a quebra dos oligopólios midiáticos e o fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação. Luciana garante que vai incentivar instrumentos de comunicação alternativos, como rádios e TVs comunitárias, e meios públicos de mídia. Ela diz ainda que vai priorizar a promoção do controle social da mídia, com instrumentos de participação popular.

Marina Silva (PSB) promete transformar a conexão à internet em serviço essencial no país e criar plataformas amigáveis para tornar públicas as informações sobre orçamento de cada ministério, disponibilizando filtros para que qualquer cidadão cruze as prioridades de uma região e a destinação final dos recursos. A ex-senadora também quer criar plataformas para que a população envie propostas diretamente para as equipes do governo, aumentando a participação dos brasileiros nas decisões do governo por meio de consultas públicas. Marina garante ainda que vai promover a capacitação massiva de servidores federais e autoridades públicas para o uso das novas plataformas digitais colaborativas. A candidata quer incluir o tema nos currículos escolares e garantir acesso à internet em todas as escolas do país até 2018.

Mauro Iasi (PCB) promete a imediata reversão das privatizações e estatização do setor de comunicação, além de outras áreas estratégicas como a de energia, de mineração, dos recursos naturais, e de transporte e logística.

Pastor Everaldo (PSC), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) não apresentam tópico destinado ao tema ou propostas específicas para a área de comunicação em seus programas de governo.

Dilma Rousseff e Marina Silva aparecem em empate técnico no Estado

Do Blog de Jamildo

A três dias das eleições, as candidatas a presidente da República Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) não reverter o empate técnico nas intenções de voto dos pernambucanos. O cenário foi revelado segundo o último levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN/JC) antes da votação, divulgado nesta quinta-feira (2). Considerados os votos válidos, haveria segundo turno.

Mesmo visitando Pernambuco para comícios no Recife e em Caruaru nessa segunda (29), primeiro dia da pesquisa, Marina conseguiu subir apenas um ponto nesta pesquisa, passando para 41%. Dilma não apresentou oscilação, mantendo os 43% das intenções de voto em Pernambuco. Isso significa um empate técnico, levando em consideração a margem de erro de dois porcento.

Ainda contrariando o cenário nacional a esta altura do processo eleitoral, Aécio Neves (PSDB), que havia subido um ponto na última pesquisa, voltou a cair – passou de 4% para 3%. O candidato mineiro usou o fato de Minas Gerais ter perdido a fábrica da Fiat para Pernambuco para criticar o PT esta semana, mas a fala do tucano não deve ter influenciado o resultado.

Luciana Genro (PSOL), candidata que esteve em Pernambuco na semana passada e tem chamado atenção nos debates, alcançou 1% das intenções de voto.

Pastor Everaldo (PSC), que estava com um ponto, além de Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC), não chegam sequer a essa porcentagem.

As intenções de voto branco e nulo se mantiveram em 5% e os que não responderam continuaram em 7%. Nos últimos dias, a estratégia é tentar convencer esses eleitores.

Esse cenário apontaria que, se fosse por Pernambuco, a disputa presidencial iria para o segundo turno. Entre os votos válidos, em que são descontados os brancos e nulos, Dilma teria 49% e Marina, 46%. Aécio teria 3% e os outros candidatos somariam 1%. No entanto, o Estado tem mais de 6,3 milhões de eleitores e não é dos maiores colégios eleitorais nacionais.

GRUPOS
Como nas pesquisas anteriores, Marina continua na frente na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata, quadro que Dilma consegue reverter no Agreste e no Sertão. O destaque está no Sertão, região onde a presidente candidata à reeleição tem 72%, enquanto a sua principal adversária tem 22%. Já na capital, a socialista aparece com nove pontos de diferença em relação à petista – 45% a 36%.

O cenário também é o mesmo em relação à renda e à faixa etária dos eleitores: Dilma vence entre os que ganham até um salário mínimo (44% a 39%) e perde entre os que recebem acima de cinco salários (39% a 43%, de Marina).

A petista tem mais intenções de voto entre os eleitores com menor grau de instrução. Cinquenta e dois porcento dos que estudaram até o terceiro ano do ensino fundamental escolheram a presidente, enquanto 32% declararam que vão votar em Marina. A socialista tem 46% das intenções entre os que terminaram o ensino médio e Dilma tem 37%. Entre os que concluíram o ensino superior, há empate técnico (40% a 39%).

A única faixa etária em que Dilma perde é entre 16 a 24 anos (36% a 45%). Essa é a mesma faixa dos jovens que participaram dos protestos do ano passado, pedindo melhorias nos serviços de educação e saúde.

DESCONHECIMENTO
Após quase quatro anos de mandato no Palácio no Planalto e três meses de campanha, 40% dos eleitores pernambucanos ainda afirmaram conhecer pouco a presidente. O índice em relação a Marina Silva é de 52%. Dezessete porcento nunca ouviram falar de Aécio Neves.

DADOS
Foram entrevistados 2.480 eleitores pernambucanos, nessas segunda (29) e terça-feira (30). A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral, sob os números PE-00035/2014 e BR-00924/2014, no dia 26 de setembro. O levantamento tem 95% de confiança e foi encomendado pelo Portal Leia Já, em parceria com o Jornal do Commercio.