Dilma diz que discute no PT a reformulação do partido

O Estado de S.Paulo 

A ex-presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 13, que está envolvida nas discussões em prol da reformulação do PT, que devem passar pela troca antecipada da cúpula do partido. “Sem dúvida eu vou participar disso, já estou participando. É algo que tem que ser feito”, disse em entrevista à Rádio Guaíba, quando questionada sobre o assunto.De acordo com Dilma, o PT deve reconhecer que cometeu erros e quais foram esses erros. “Agora, não é uma questão de se autopunir, mas de buscar novos caminhos, de perceber que houve opções e atitudes incorretas”, avaliou. “Eu acredito que o PT tem um patrimônio, é o patrimônio das lutas sociais no Brasil. Não é esta ou aquela pessoa que definirá como o partido vai prosseguir.”

A ex-presidente disse que não vê ninguém de dentro do PT que seja contra essa discussão a respeito do rumo que será tomado pelo partido.

“Tem que fazer uma reavaliação porque o que ocorreu é muito grave. Não só as eleições. O impeachment é muito grave, a ruptura democrática é muito grave, e isso vai ensejar a discussão sobre o que fazer”, falou, acrescentando que é importante envolver a juventude nesse processo. “Tem de ter uma nova geração que seja a responsável também por todo o reerguimento do PT.”

2018: PT vê risco de ter bancada dizimada pelas urnas

O PT já admite que sua bancada no Senado pode ser dizimada pelas urnas em 2018, quando acabam os mandatos de 8 dos 10 senadores que o partido tem hoje.

O grupo, que inclui Gleisi Hoffmann (PR), Humberto Costa (PE), e Lindbergh Farias (RJ), foi eleito em 2010, quando Lula deixava a Presidência com 83% de aprovação e o PT era o preferido de 26% do eleitorado — hoje o índice é de 11%.

Alvejada pela Lava Jato e com o comando de menos da metade das prefeituras do que tinha há seis anos, parte dos senadores já admite reservadamente não disputar a reeleição se o cenário não se alterar até lá.   (Painel – Folha de S.Paulo)

/**/

Silvio: Prisão de Mantega fortalecerá candidaturas do PT

O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) disse, que a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega vai fortalecer as candidaturas do PT e de esquerda no Brasil nas eleições municipais deste ano. Para ele, a prisão de Mantega, revogada pelo juiz federal Sérgio Moro pouco tempo depois de cumprida, deve estimular a militância de esquerda a ir às ruas e defender os candidatos desse espectro político.

“Os excessos como o de hoje nos favorecem do ponto de vista eleitoral, porque estimulam nossa militância, que fica indignada e vai às ruas”, afirmou Costa, que foi vice-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara. Para o parlamentar, a prisão não deve ter efeito negativo sobre os candidatos, porque afeta apenas a opinião de parte da classe média brasileira que não vota no PT. “Não adianta sonhar. Parte da classe média não vai votar no PT”, disse.

Costa afirmou que “lamentavelmente, no Brasil, tem mais pobre do que rico”. “E tenho certeza que as pessoas que precisam da política de inclusão social do PT, essas vão votar no partido”, afirmou o deputado federal que, no Recife, apoia a candidatura de João Paulo (PT) a prefeito da cidade. O filho do parlamentar, Silvio Costa Filho (PRB), é candidato a vice-prefeito na chapa de João Paulo.

O deputado também criticou a ação da Polícia Federal, que cumpriu o mandado de prisão temporária de Mantega na manhã desta quinta-feira, quando o ex-ministro acompanhava sua esposa em um procedimento cirúrgico, em um hospital na capital paulista. “Respeito a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário do meu País, mas entendo que têm ocorrido alguns excessos. A forma como prenderam Mantega foi um ponto fora da curva”, disse.

PT continua apreensivo com Mantega

Mesmo depois da decisão do juiz federal Sérgio Moro de revogar a prisão temporária de Guido Mantega, o PT permanece apreensivo em relação ao que dirá o ex-ministro da Fazenda depois das revelações feitas na fase “Arquivo X” da Operação Lava Jato.

Petistas ouvidos pelo blog reconhecem que a situação de Mantega ficou extremamente delicada depois do conteúdo do depoimento do empresário Eike Batista relatando que pagou propina no exterior para os publicitários João Santana e Mônica Moura por determinação do próprio ex-ministro.

Segundo petistas, outros depoimentos, como da própria Mônica Moura, poderão influenciar em uma delação premiada de Mantega.

Antes da revogação da prisão, petistas já temiam que a permanência prolongada do ex-ministro da Fazenda na prisão pudesse influenciar numa eventual colaboração.

“Mas claramente Guido está em situação fragilizada tanto do ponto de vista pessoal quanto do ponto de vista jurídico. E isso pode influenciar na decisão de colaboração”, disse ao Blog um integrante da cúpula petista.

Há o temor de que outros empresários também façam relatos semelhantes dentro da Lava Jato como fez Eike Batista ao se antecipar depois do relato de que ele passou recursos ao exterior para os publicitários do PT.

Lula reúne bancadas do PT para definir oposição

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer transformar o mote “Nenhum direito a menos” na principal bandeira da oposição que o PT fará ao governo de Michel Temer. Com esta ideia, Lula reunirá na noite desta terça-feira, 13, em Brasília, as bancadas do PT na Câmara e no Senado para organizar como será o combate do partido no Congresso.

Um dia depois da cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deu a largada ao processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Lula age para reunificar a seara petista. “O PT tem de reaprender a fazer oposição”, disse ele, na segunda-feira, após participar da cerimônia de posse da ministra Carmen Lúcia na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós vamos ter de brigar porque é inaceitável você tentar resolver o problema da crise mexendo nos direitos dos trabalhadores.”

Alvo da Operação Lava Jato, Lula dará nova voz de comando ao PT no momento em que o partido enfrenta a sua maior crise, com a perda da Presidência da República e enfrentando muitas dificuldades nas campanhas para as prefeituras. Diante de tantos problemas, uma ala da legenda quer mudar a direção do PT, antecipando a eleição direta, com voto dos filiados, marcada para novembro de 2017. Os novos rumos do PT, agora na oposição, serão discutidos em reunião do Diretório Nacional do partido, marcada para as próximas quinta e sextas-feiras em São Paulo, com a presença de Lula.

Na reunião de hoje em Brasília, uma espécie de prévia do encontro em São Paulo, o ex-presidente e parlamentares petistas devem discutir as estratégias para se contrapor ao governo Temer. Além de reforçarem o discurso de que Dilma foi vítima de um golpe, a intenção dos petistas é marcar de agora em diante que as três reformas propostas pelo peemedebista – PEC do Teto dos Gastos e reformas Previdenciária e Trabalhista – tratam-se de retirada de direitos do cidadão e dos trabalhadores. Também vão questionar as mudanças em programas sociais vitrines da era petista feitas pelo atual governo, como o Pronatec e Minha Casa, Minha Vida.

Para tanto, os petistas querem atuar em duas frentes. A primeira é fortalecer a atuação em meios de comunicação, como redes sociais e rádios comunitárias – para defender o legado do partido e protestar contra a agenda de Temer – dias atrás houve um encontro em São Paulo com a presença de Lula e parlamentares da bancada para discutir o uso das mídias digitais.

A segunda é ter uma atuação no Congresso combativa às reformas de Temer. As bancadas do PT da Câmara e do Senado começaram a fazer mudanças no corpo técnico das lideranças. Nessa ação, querem ter uma atuação com foco em gastos do governo Temer – vão ressuscitar o uso do Siafi, sistema de acompanhamento de despesas públicas e o acompanhamento mais atento no Diário Oficial da União (DOU).

Nesse trabalho, ex-ministros de Dilma e Lula também têm participado dessas discussões da nova cara do PT, como Gilberto Carvalho e Tereza Campello. “Vamos voltar a fazer oposição como antigamente”, definiu um assessor da liderança do PT no Senado, relembrando a combativa atuação do partido durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

PT lança documento com defesa de Lula em 4 idiomas

O PT lançou um documento em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês) defendendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações contra ele na Justiça brasileira e afirmando que há uma “caçada judicial” do político no País. O documento reproduz o conteúdo de uma postagem divulgada pelo Instituto Lula no dia 20 de julho em seu site.

Segundo a assessoria de imprensa do PT, o partido bancou a impressão de 5 mil exemplares do documento, que tem oito páginas, e está enviando para alguns veículos de imprensa e parlamentares. A assessoria não informou os destinatários do que chamou de “cartilha”. A íntegra também está na página do PT na internet.

A publicação faz acusações às investigações do Ministério Público e Polícia Federal e reitera que não foi encontrado “rigorosamente nada capaz de associar Lula aos desvios na Petrobras, investigados na Operação Lava Jato, ou a qualquer outra ilegalidade”. Logo na abertura, o texto diz que adversários promovem um julgamento pela mídia, “na mais violenta difamação contra um homem público em toda a história do País”.

Segundo o texto, foram violados os direitos à presunção da inocência, ao sigilo das comunicações telefônicas, à preservação de dados pessoais, ao direito de resposta, ao exercício de função pública e até “o direito de ir e vir”, em referência à condução coercitiva de Lula no dia 4 de março.

A publicação cita o ministro Gilmar Mendes, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz Sergio Moro nos apontamentos. “Agentes partidarizados do Estado, no Ministério Público, na Polícia Federal e no Poder Judiciário, mobilizaram-se com o objetivo de encontrar um crime – qualquer um – para acusar Lula e levá-lo aos tribunais”, diz o texto.

Apresentando uma lista de inquéritos abertos na Justiça, o documento também traz quais foram as investidas de Lula com recursos e defesas na Justiça.

A publicação divide as principais acusações em tópicos e traz uma versão de defesa para cada caso: o apartamento no Guarujá, o sítio em Atibaia, as palestras do ex-presidente, as doações ao Instituto Lula e as alegações de obstrução da Justiça. Por fim, o documento termina trazendo um link com a íntegra do depoimento de Lula aos delegados e procuradores da Operação Lava Jato, quando houve a condução coercitiva do político até o aeroporto de Congonhas.

PT quer afastamento “imediato” de Serra e Padilha

Folha de S.Paulo 

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse neste domingo (7) que a oposição no Senado ao presidente interino, Michel Temer, pedirá o afastamento imediato dos dois ministros citados em pré-acordo de delação premiada da Odebrecht na Operação Lava Jato –o das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), e o da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS).

Reportagem da Folha revelou, neste domingo, que funcionários da empreiteira afirmaram a investigadores da Lava Jato que a campanha de Serra à Presidência, em 2010, recebeu da empresa R$ 23 milhões por meio de caixa dois

O ministro nega irregularidades e afirma que sua campanha ocorreu dentro da lei.

A revista “Veja” também afirmou, na edição desta semana, que a Odebrecht deverá dizer, em uma eventual delação, que o dono da empresa, Marcelo Odebrecht, participou em 2014 de um almoço no Palácio do Jaburu com Temer e Padilha no qual o atual presidente interino teria pedido “apoio financeiro” às campanhas do PMDB, o que teria resultado no pagamento de R$ 10 milhões “em dinheiro vivo” entre agosto e setembro do mesmo ano.

Eles negam a acusação. O presidente interino confirmou que se encontrou com Odebrecht em 2014 para discutir financiamento eleitoral, mas que todas as doações foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.

“Veja” divulgou ainda que, em outro acordo de delação em andamento, o marqueteiro de campanhas do PT João Santana deverá dizer que a presidente afastada, Dilma Rousseff,participou pessoalmente de operações de caixa dois na campanha de 2014.

IMPEACHMENT

Lindbergh Farias também defendeu a suspensão do processo de impeachment contra Dilma. Embora reconheça como pequena a chance de uma paralisação do processo, o senador afirmou que as novas denúncias “mudam o clima político no país”.

“Aumenta a chance de dialogar com os senadores que estão com muitas dúvidas. Esse agosto pelo jeito vai ser outro agosto dramático na história do país. Caiu a máscara. Houve a vaia do Maracanã [contra Temer, na abertura da Olimpíada] e agora essa acusação [da Odebrecht contra o presidente interino]”, disse o senador.

Segundo ele, as novas denúncias também fazer “cair um pouco a narrativa de que o PT é uma organização criminosa”.

“Esses novos fatos dão um discurso para a gente e fazem aumentar a chance de mudar o voto dos senadores”, disse Lindbergh, que é membro da Comissão de Impeachment no Senado.

Sobre a alegação de Serra de que suas contas de campanha de 2010 estavam sob responsabilidade do PSDB, Lindbergh disse “que isso não tira a força da denúncia contra ele”.

PT de Olinda reafirma pré-candidatura de Teresa Leitão

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Olinda referendou a pré-candidatura da deputada Teresa Leitão à prefeita de Olinda neste domingo (24), em encontro partidário, realizado no auditório do Hotel Samburá com a presença de delegados e lideranças. A reunião, prevista no Estatuto do PT, também consolidou pontos do programa de governo, definiu a política de alianças que será afirmada na convenção partidária e a chapa de vereadores do PT.

O encontro foi realizado exclusivamente com filiados ao PT, entre delegados eleitos com direito a voto, filiados com direito a participar dos debates e lideranças petistas convidadas como o presidente estadual da legenda, Bruno Ribeiro; o pré-candidato a prefeito do Recife, João Paulo; o vereador do PT do Recife Jurandir Liberal; a membro da direção nacional do PT Sheila Oliveira e o ex-secretário de Cultura do Recife João Roberto Peixe.

A pré-candidata a prefeita, Teresa Leitão, ressaltou o fato de o PT sair em faixa própria foi uma “construção coletiva”. A parlamentar relatou que a primeira etapa foi o convencimento interno, do diretório municipal, depois estadual, passando pela aval da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. “Somos uma alternativa em Olinda e precisamos convencer a população de que esta é a melhor alternativa”, disse.

PT oficializa candidatura de Haddad à reeleição em SP

Do Portal G1

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (24) a candidatura de Fernando Haddad à reeleição para prefeito de São Paulo e anunciou o nome do ex-secretário municipal de educação Gabriel Chalita (PDT) como candidato a vice. O PT terá aliança com os partidos PDT, PR, PCdoB e Pros nas eleições municipais.

O anúncio foi feito durante a convenção do diretório municipal do partido na Quadra do Sindicato dos Bancários, no Centro de São Paulo.

“É uma disputa dura, é uma disputa difícil. Nas eleições municipais só se olha para São Paulo”, disse Haddad em discurso. “São Paulo é um país.”

O ex-presidente Lula participou do evento para apoiar a reeleição de Haddad. “É possivelmente a eleição mais difícil em São Paulo”, disse Lula. “Nós sempre tivemos problemas com a elite de São Paulo. É nesse clima que temos que provar que nossa força de vontade, garra e causa podem fazer a diferença.”

A presidente afastada Dilma Rousseff enviou uma carta em apoio ao Haddad. Ela diz que “a vitória de Haddad é a vitória da democracia”.

Compareceram também a atual vice-prefeita, Nádia Campeão, Ciro Gomes, o presidente do PT, Rui Falcão, e os presidentes dos partidos PCdoB, PR, PDT e Pros.

Guimarães: PT trabalha por reversão do impeachment

Do UOL

Ex-líder do governo da presidente afastada Dilma Rousseff na Câmara e atual líder da minoria, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), afirmou na noite dessa segunda-feira, 18, em Fortaleza, que o PT está “trabalhando silenciosamente” para a volta de Dilma ao Palácio do Planalto. Guimarães disse acreditar na possibilidade de reversão do impeachment no plenário do Senado e defendeu um “novo pacto” com a população caso Dilma volte à Presidência.

“Nós estamos trabalhando silenciosamente, que é a melhor estratégia. Dialogando, conversando. Todas as indicações que temos é que tem grandes possibilidades de reversão. Aliado a isso, há fatos relevantes, como o parecer do Ministério Público, recente, que é uma água nos golpistas”, afirmou Guimarães em lançamento do Anuário do Ceará, publicação do Grupo de Comunicação “O Povo”.

O deputado se refere à conclusão – contida no parecer que o Ministério Púbico do Distrito Federal enviado à Justiça na última quinta-feira, 14 – de que as pedaladas fiscais não configuram crimes comuns, inclusive as que embasam o processo de impeachment de Dilma.

O MPF conclui, no entanto, que as manobras visaram maquiar as contas públicas, principalmente no ano eleitoral de 2014, havendo improbidade administrativa – um delito civil. Apesar disso, o líder da minoria acredita que o documento inviabiliza, tecnicamente, o processo de impeachment.

Guimarães diz que o momento é de vencer a “batalha política” e, segundo ele, isso só será possível com mobilização. O deputado condiciona o êxito da reversão do processo de afastamento de Dilma ao público que deverá comparecer nas manifestações contra o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), organizadas pela Frente Povo Sem Medo e marcadas para o dia 31 de julho.

“Do ponto de vista técnico, nós já vencemos a batalha. A batalha agora é política. Na busca de voto e, principalmente, nas mobilizações sociais. Dia 31 de julho, todos nas ruas. Se as ruas se mobilizarem, a gente consegue reverter definitivamente este impeachment no Senado”, avaliou.

Em caso de volta, o líder reafirmou que será um novo governo e que Dilma deve fazer um novo pacto com os brasileiros. “Repactuar o País. E esta repactuação passa por nenhum direito a menos. E a partir daí conversar com o Congresso e com a sociedade. É outro governo. É outro pacto. E esse pacto é que dará nova governabilidade”, defendeu.

Segundo interlocutores do deputado, ele tem trabalhado nos bastidores no Senado e tratado com parlamentares ainda indecisos sobre o afastamento de Dilma Rousseff.