Boas dicas nunca são demais

Pedro Augusto

O ano é novo, mas uma coisa é certa: ainda restam milhares de caruaruenses com débitos antigos a pagar, embora o calendário já esteja correspondendo a 2019. Afetados pela crise financeira, que perdurou no Brasil nos últimos anos, grande parte deles sequer conseguiu zerar os boletos de 2018, mesmo com o repasse do 13º salário, e neste início de janeiro já estão tendo de lidar com as contas também da temporada em vigor.

No intuito de recomendá-los destacando algumas dicas importantes, VANGUARDA entrevistou, na sua primeira edição de 2019, o especialista em Economia, Maurício Assuero. De forma clara e objetiva, o colunista do semanário enumerou quais prioridades em termos de pagamento adotar para quem se encontra nesta verdadeira “sinuca de bico”.

“Existem várias dicas a serem adotadas, mas dentre elas, gostaria de começar a falar sobre os juros. Se o leitor ainda possui débitos pesados a quitar referente ao ano passado é importante que ele priorize, de início, o pagamento daqueles que possuem os juros mais altos, que podem estar contidos nos cartões de crédito ou nos impostos. Eliminando essas dívidas mais antigas, caso não tenha condições de efetuar, logo agora, as quitações de tributos novos de forma à vista, a dica é adotar os tradicionais parcelamentos. O IPTU e o IPVA, por exemplo, os disponibilizam, haja vista que nem todo mundo consegue pagá-los de uma vez só. Ainda mais em se tratando de um retrospecto difícil de crise”, disse.

Com o objetivo de deixar ainda mais claro para o leitor, a respeito da importância de se livrar, primeiro, das contas mais antigas, o colunista do Jornal VANGUARDA, fez uma simulação de valores de IPVA nos sistemas à vista e a prazo. “Se tomarmos como parâmetro o valor de R$ 1.200 e adotando o desconto de 7% concedido pelo governo, à vista o IPVA de um determinado veículo sairá por R$ 1.116. Agora, caso o proprietário opte pelo parcelamento, já que neste início de ano, primeiro, dará prioridade aos débitos mais velhos, o valor deste imposto corresponderá, somando as três parcelas, a R$ 1.188. Ou seja, uma diferença de apenas R$ 72, que poderá ser assimilada, posteriormente, por ele. Uma recomendação que vale a pena seguir!”, acrescentou Maurício.

Outro especialista na área de finanças consultado pelo periódico foi o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos. Ele deixou a sua dica para quem entrou em 2019 com as contas no azul. “Caso a situação financeira esteja mais confortável, tendo uma reserva financeira, recomendo, sem dúvida nenhuma, que o pagamento seja feito à vista. Cada Estado pratica o próprio desconto, mas, em média, o contribuinte obterá 3% de desconto no IPVA e 4% no IPTU. Mas é importante também se lembrar dos compromissos futuros. Ou seja, muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. Fique atento: não adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras”, afirmou.

Para zerar os débitos velhos e novos, nada de recorrer a alternativas tentadoras. “Deve-se evitar ao máximo apelar a empréstimos, limites do cheque especial ou qualquer outra maneira de crédito do mercado financeiro, pois isso apenas se tornaria uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados”, finalizou Reinaldo.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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