Nesta época, fique atento aos animais peçonhentos!

Pedro Augusto

Além de redobrar os cuidados em relação ao corpo, durante o verão o caruaruense deve ficar atento a outro aspecto que costuma provocar, em muitos casos, efeitos perigosos. É justamente na estação mais quente do ano, segundo os especialistas, em que há a maior proliferação de animais peçonhentos. Isso porque bichos como escorpiões, abelhas e serpentes costumam ser reproduzir com maior intensidade nesta época do ano, ocasionando doença e até levando à morte, quando em contato de forma direta com a vítima, através de suas picadas e mordidas. Em entrevista ao VANGUARDA, na manhã da última quarta-feira (2), o professor de Biologia, Alexandre Nunes, explicou os fatores que acabam provocando a aglomeração desses animais.

“Tradicionalmente, durante o período de alta temperatura, com o clima mais quente e úmido, os metabolismos dos peçonhentos costumam se acelerar, contribuindo para com o acréscimo considerável de bichos no ambiente local. Além de entrarem no período de reprodução, também no verão, esses animais costumam ficar mais andarilhos e o contato deles com o ser humano se dá de forma mais intensa. É um perigo porque eles costumam transmitir vários tipos de doença, bem como podem até levar a óbito. É importante que a população também volte a sua atenção para essa incidência, haja vista que ela costuma dar muita dor de cabeça”, disse.

Temido bastante por toda população e não era para menos, é justamente nesta época de calor intenso que o escorpião costuma ser visto com maior frequência. O professor Alexandre também deu algumas dicas para quem quer evitar a presença indesejada deste tipo de peçonhento. “A limpeza é fundamental, seja dentro de casa, no ambiente de trabalho ou na escola. Infelizmente, ainda nos tempos de hoje, existem pessoas que jogam lixo em locais inadequados, contribuindo para com a incidência do escorpião e dos outros bichos. Ou seja, é importante armazenar e depositar o lixo nos espaços corretos. Mas, se por acaso, ocorrer o contato com ele (escorpião), primeiro, é imprescindível que a vítima lave o local da picada com água e sabão e procure imediatamente atendimento médico.”

Já no caso das serpentes, além do uso da água e do sabão, é importante que a vítima utilize uma compressa gelada, buscando também atendimento médico. “Em relação a elas, é imprescindível que a vítima verifique a espécie que lhe mordeu para que lhe seja fornecido o soro adequado. Além das dicas já citadas, fechar os ralos, manter os móveis distantes das paredes e eliminar o maior número possível de baratas são de fundamentais importância para que a população não sofra mais danos em relação a esses bichos. Também entrar em contato com o Departamento Municipal de Controle de Vetores é recomendável para que cessem ou diminuam as proliferações”, acrescentou Alexandre.

Nesta época do ano, onde tradicionalmente muitos caruaruenses vão passar as férias em casas de veraneio, também é necessário redobrar a atenção para a presença inevitável dos bichos. Isso porque, geralmente esses imóveis costumam ficar por muito tempo fechados, ou seja, em situação de quase abandono, propiciando a reprodução dos peçonhentos. “Por outro lado, quem não for neste verão ao Litoral e ficar em Caruaru, também deve prestar atenção às casas abandonadas, que, em muitos casos, se encontram tomadas pelos matagais, onde há uma incidência enorme de proliferação”, alertou Alexandre Nunes.

Preocupante

De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, ano a ano, os acidentes com animais peçonhentos vêm crescendo em Pernambuco. Para se ter ideia, até o último mês de setembro, data do último levantamento da SES, foram 15.652 registros, número este 11% superior do que o contabilizado no mesmo período de 2017, quando foram computados 14.067 incidentes. Um deles ou, melhor, uma série conjunta deles, ocorreu no último dia 18 de novembro, quando um grupo de 24 alunos de uma escola de Caruaru foi atacado por abelhas após um deles jogar pedras contra uma colméia. Por sorte, não houve danos maiores.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.