Pesquisa revela os índices de empregabilidade dos recém-formados

Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia, o desemprego afeta principalmente os jovens no país. O índice de pessoas desocupadas em 2018 ficou em 22,6% e foi o dobro da média geral da população. Em meio a esse cenário, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa inédita sobre a empregabilidade dos recém-formados entre 2014 e 2018. Ao todo, foram 1.114 respondentes de todo o Brasil e o resultado apontou o cenário vivido pelos ingressantes no mercado.

De acordo com o estudo, 54,49% (607) dos entrevistados estão trabalhando, enquanto 45,51% estão parados. Contudo, da taxa dos empregados, apenas 25,49% conseguiram entrar na área de sua formação em menos de três meses. Porém, 21,27% não tiveram o mesmo destino e, apesar de graduados, migraram para outros campos. Advogados, engenheiros e administradores, por exemplo, são hoje vendedores, motoristas de aplicativo, motoboys, corretores, fazem limpeza, telemarketing, entre outros. “Muitas vezes, o profissional não encontra uma posição no segmento almejado e migra para os demais setores. O motivo geralmente é a falta de experiência, a assombração da juventude ao redor do mundo”, explica o presidente do Nube – Carlos Henrique Mencaci.

De fato, o levantamento retrata essa questão. Do total, 58,8% disseram não receber um “sim” na entrevista, porque não tinham a vivência necessária no campo de atuação. “Isso passa por questões específicas de cada empresa e apenas quem vai em busca de cursos extracurriculares e capacitação além da faculdade se destaca”. Além disso, 9,07% também apontou a distância como um empecilho para ingressar em uma companhia. “Fizemos uma análise nacional e isso revela o problema de muitos com o deslocamento, carência de transportes públicos, trânsito, pouco acesso, falta de verba para a locomoção, entre outros”, assegura.

Um dado positivo foi o fato da grande maioria dos participantes, os quais foram cadastrados no site do Nube, terem realizado um estágio antes de concluir a graduação. Assim, 83,3% passaram pela atividade. “Colocar em prática os ensinamentos obtidos em sala de aula é fundamental para identificar se a profissão é correlata com o perfil, entender quais funções serão desempenhadas ao decorrer da vida e fazer o famoso networking”, ressalta Mencaci.

Quando questionamos quem foi trainee, 92,55% afirmaram não ter tido a oportunidade de se desenvolver nessa modalidade. Desses, apenas 14,18% participaram de um processo seletivo, mas não passaram. “Ingressar em uma corporação por meio desse programa requer inglês, experiência anterior em estágio, orientação para análise e raciocínio lógico bem desenvolvido. Ainda assim, quem passa por esse know-how termina o treinamento apto a ocupar cargos de gerência e se destaca muito no mercado”, comenta.

Por fim, o estudo também explorou o tempo fora do mercado. Dentre os desempregados, 18,76% está há mais de um ano em busca de um lugar ao sol. Além disso, 8,98% está há mais de dois anos persistente na procura por uma oportunidade em sua profissão, deixando de lado chances em outros campos. “Em 2019 já vimos um aquecimento econômico e uma maior abertura das vagas. Por isso, a dica é usar a Internet para realizar os diversos cursos gratuitos disponíveis e ficar de olho nos empreendimentos nos quais deseja ingressar”, finaliza o presidente. Afinal, quando os bons ventos voltarem, é importante estar apto para ser o talento almejado pelas organizações!

Fonte: Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube
Serviço: pesquisa revela os índices de empregabilidade dos recém-formados

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