Pesquisa revela os índices de empregabilidade dos recém-formados

Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia, o desemprego afeta principalmente os jovens no país. O índice de pessoas desocupadas em 2018 ficou em 22,6% e foi o dobro da média geral da população. Em meio a esse cenário, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa inédita sobre a empregabilidade dos recém-formados entre 2014 e 2018. Ao todo, foram 1.114 respondentes de todo o Brasil e o resultado apontou o cenário vivido pelos ingressantes no mercado.

De acordo com o estudo, 54,49% (607) dos entrevistados estão trabalhando, enquanto 45,51% estão parados. Contudo, da taxa dos empregados, apenas 25,49% conseguiram entrar na área de sua formação em menos de três meses. Porém, 21,27% não tiveram o mesmo destino e, apesar de graduados, migraram para outros campos. Advogados, engenheiros e administradores, por exemplo, são hoje vendedores, motoristas de aplicativo, motoboys, corretores, fazem limpeza, telemarketing, entre outros. “Muitas vezes, o profissional não encontra uma posição no segmento almejado e migra para os demais setores. O motivo geralmente é a falta de experiência, a assombração da juventude ao redor do mundo”, explica o presidente do Nube – Carlos Henrique Mencaci.

De fato, o levantamento retrata essa questão. Do total, 58,8% disseram não receber um “sim” na entrevista, porque não tinham a vivência necessária no campo de atuação. “Isso passa por questões específicas de cada empresa e apenas quem vai em busca de cursos extracurriculares e capacitação além da faculdade se destaca”. Além disso, 9,07% também apontou a distância como um empecilho para ingressar em uma companhia. “Fizemos uma análise nacional e isso revela o problema de muitos com o deslocamento, carência de transportes públicos, trânsito, pouco acesso, falta de verba para a locomoção, entre outros”, assegura.

Um dado positivo foi o fato da grande maioria dos participantes, os quais foram cadastrados no site do Nube, terem realizado um estágio antes de concluir a graduação. Assim, 83,3% passaram pela atividade. “Colocar em prática os ensinamentos obtidos em sala de aula é fundamental para identificar se a profissão é correlata com o perfil, entender quais funções serão desempenhadas ao decorrer da vida e fazer o famoso networking”, ressalta Mencaci.

Quando questionamos quem foi trainee, 92,55% afirmaram não ter tido a oportunidade de se desenvolver nessa modalidade. Desses, apenas 14,18% participaram de um processo seletivo, mas não passaram. “Ingressar em uma corporação por meio desse programa requer inglês, experiência anterior em estágio, orientação para análise e raciocínio lógico bem desenvolvido. Ainda assim, quem passa por esse know-how termina o treinamento apto a ocupar cargos de gerência e se destaca muito no mercado”, comenta.

Por fim, o estudo também explorou o tempo fora do mercado. Dentre os desempregados, 18,76% está há mais de um ano em busca de um lugar ao sol. Além disso, 8,98% está há mais de dois anos persistente na procura por uma oportunidade em sua profissão, deixando de lado chances em outros campos. “Em 2019 já vimos um aquecimento econômico e uma maior abertura das vagas. Por isso, a dica é usar a Internet para realizar os diversos cursos gratuitos disponíveis e ficar de olho nos empreendimentos nos quais deseja ingressar”, finaliza o presidente. Afinal, quando os bons ventos voltarem, é importante estar apto para ser o talento almejado pelas organizações!

Fonte: Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube
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O desafio de ensinar uma geração de empreendedores

Inovadores, criativos, abertos, conectados, com o desejo de criar culturas de forma colaborativa, os nascidos entre 1995 e 2010 fazem parte da geração Z e são fortemente influenciados pela tecnologia e pelas mídias sociais. Conhecidos como empreendedores por natureza, os jovens desse grupo são um grande desafio para os educadores. Afinal, como ensinar empreendedorismo para quem já está familiarizado com o assunto?

Estudo aponta que a geração Z já representa 32% da população mundial, superando a geração conhecida como millennials (nascidos entre 1980 e 2000), que responde por 31,5%. As estatísticas são baseadas em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que utiliza os anos de 2000/2001 como divisão geracional.

Segundo a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio do Colégio Marista Goiânia, Maria Cristina Borges, essa geração compreende o funcionamento das ferramentas digitais melhor do que qualquer outra. “Eles nunca viram o mundo sem a presença de computadores, tablets e celulares, e desde pequenos já manuseiam bem esses dispositivos, aprendendo com muita facilidade como funcionam. Por isso, quando o assunto é tecnologia digital, estão sempre um passo à frente”, explica.

Quem pertence à geração Z não se vê exercendo uma única tarefa profissional, é multifuncional. Especialistas chegam a afirmar que são pessoas que permitirão grandes flexibilizações nas relações de trabalho. As principais características da geração Z são: responsabilidade social, ansiedade extrema, menos relações sociais, desapego das fronteiras geográficas e necessidade de exposição de opinião.

Para obter bons resultados no processo de ensino-aprendizagem da geração Z, é importante ter disponível uma boa infraestrutura na escola e uma excelente preparação dos professores para fazer um uso adequado dessas ferramentas. Como são extremamente conectados, uma opção é aceitar que os smartphones, tablets e demais aparelhos façam parte das aulas.

Para os professores, é um grande desafio equilibrar o uso da tecnologia com o desenvolvimento educacional e garantir o foco e o interesse dentro de sala de aula. Embora alguns professores ainda sejam resistentes ao uso dessas ferramentas em sala de aula, utilizá-las com certas ressalvas pode auxiliar bastante em diversas questões.

Com o acesso cada vez mais rápido e fácil às redes sociais e sites de pesquisa, é importante que o professor se certifique que o aluno não esteja apenas copiando as informações solicitadas. Aí é que entra o papel do educador na formação crítica do estudante, que não deve ser apenas um replicador de conteúdo, mas ler e opinar sobre o assunto pesquisado.

“Estimular que o aluno aja de forma analítica e criativa e seja protagonista de sua própria história é nossa missão. Buscamos desenvolver projetos que incentivem essas habilidades”, diz Maria Cristina. Exemplo disso são os Hubs Marista, projetos da Rede de Colégios Marista (RCM) que têm por objetivo formar alunos protagonistas e capazes de debater e atuar sobre qualquer questão que envolva a sociedade num contexto global.

Formados por grupos de aproximadamente dez estudantes, os Hubs (Itinerários Formativos) trabalham quatro áreas do conhecimento (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Códigos e Matemática) segundo a orientação de um professor e de uma pergunta condutora que incita os estudantes a pesquisar e criar projetos de intervenção, já implementando o que foi proposto na Reforma do Ensino Médio, aprovada em legislação nacional em 2017.

Sobre a Rede Marista de Colégios

O Colégio Marista Goiânia integra a Rede Marista de Colégios (RMC), presente no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada ao mercado. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais emwww.colegiosmaristas.com.br.

Confiança dos micro e pequenos empresários abre o ano em alta

A confiança da micro e pequena empresa abriu o ano de 2019 com um índice recorde de expectativas positivas. É o que mostra um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito. Os dados de janeiro mostram que o Indicador de Confiança apurado com esses empresários marcou 65,7 pontos, o maior desde maio de 2015, início da série histórica. Na comparação com janeiro de 2018, houve uma alta de 20,2% e, se comparado a dezembro, o crescimento é de 3,9%. Pela sexta vez consecutiva, o resultado ficou acima dos 50 pontos, indicando que o clima de otimismo prevalece entre os entrevistados. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confiança desses empresários e, abaixo dos 50 pontos, reflete desconfiança com os negócios e com a economia.

O avanço da confiança dos empresários de menor porte coincide com o início de um novo governo e da posse do Congresso. Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, há a expectativa de que o capital político dos recém-eleitos possa garantir a aprovação de medidas que destravem a economia, como a reforma da previdência, a simplificação tributária e a abertura econômica, fazendo acelerar o crescimento do PIB e a geração de empregos. “Se confirmadas as expectativas ao longo de 2019, a confiança poderá consolidar-se acima do nível neutro e encorajar os micro e pequenos empresários a investirem e, por consequência, iniciar um ciclo virtuoso para a economia. Porém, isso dependerá de um ambiente político estável para garantir que acordos avancem no Congresso”, explica o presidente.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos empresários sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

Para 55% dos otimistas com economia, cenário político está mais favorável. Indicador de Expectativas avança de 64,3 pontos para 77,8 pontos.

O Indicador de Expectativas para os próximos seis meses marcou 77,8 pontos em janeiro de 2019, ante 64,3 pontos em janeiro do ano passado. O número reflete o fato de que a ampla maioria dos entrevistados está confiante com o futuro da economia (82%) e com o futuro dos próprios negócios (83%).

O levantamento mostra que para 55% dos micro e pequenos empresários a confiança no futuro da economia vem da percepção de que o cenário político está mais favorável do que em períodos anteriores. Outro ponto de destaque é a concordância com as medidas econômicas do governo (38%). Há 22% de entrevistados que não sabem explicar as razões do sentimento positivo, ao passo que 21% relatam a percepção de uma melhora dos indicadores econômicos.

Quando a análise de detém sobre o otimismo com relação ao próprio negócio, 31% mencionam o entendimento de que a economia já dá sinais de melhora, enquanto 25% relatam terem realizado investimentos na empresa. Além disso, 25% não sabem ao certo as razões do sentimento e 22% apontam uma boa gestão do empreendimento.

Cai de 49% para 34% o percentual de micro e pequenos empresários que veem piora nas condições da economia. Para 66%, faturamento do negócio deve crescer.

Outro avanço detectado no levantamento é sobre a avaliação do momento atual. Neste caso, o Indicador de Condições Gerais subiu de 41,6 pontos em janeiro de 2018 para 49,4 pontos em janeiro de 2019. O índice abaixo do nível neutro de 50 pontos mostra que os empresários ainda não enxergam os últimos seis meses de forma favorável, embora o crescimento do índice aponte uma interrupção na trajetória de piora e uma melhora gradual do ambiente de negócios.

Em termos percentuais, 30% dos micro e pequenos empresários acreditam que as condições da economia melhoraram, em algum grau, nos últimos seis meses. Há um ano, apenas 23% tinham essa percepção. Os que acham que a situação melhorou formam 34% da amostra, mas no mesmo período do ano passado, esse percentual era de 49%. Já com relação aos próprios negócios, 35% relatam ter notado um melhor desempenho na sondagem deste ano. “Embora não tenha se formado uma maioria na quantidade de empresários que notaram melhora em seus negócios, o que se percebe é um avanço na comparação com os meses anteriores, o que esboça um cenário de situação mais equilibrada”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Considerando os micro e pequenos empresários que notaram melhora em seus negócios, 59% observaram aumento das vendas e 30% disseram ter implementado melhorias na gestão da empresa. Há ainda 21% que modificaram o mix de produtos e 17% que promoveram redução de custos para tornar a empresa mais eficiente. Outro dado corrobora essa visão é que, em dezembro, 56% disseram ter vendido mais. Já com relação aos próximos seis meses, 66% aguardam um faturamento maior, contra apenas 3% que projetam queda. Outros 27% possuem uma expectativa de estabilidade. Para os otimistas com as vendas, 32% garantem estar buscando novas estratégias comerciais e 25% consideram o período favorável para as vendas.

Metodologia

O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário leva em consideração 800 empreendimentos do setor comércio varejista e serviços, com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Baixe a integra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Viveiro florestal reforça pauta da sustentabilidade em unidade da Funase

A pauta da sustentabilidade segue fazendo a diferença no processo de reinserção social de adolescentes do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Vitória de Santo Antão, na Mata Sul de Pernambuco. O viveiro florestal existente no local já viabilizou a formação profissional de 15 socioeducandos em um período de seis meses. Os alunos aprenderam procedimentos como o de coleta e plantação de mudas. A primeira turma de 2019, com cinco alunos, teve início neste mês. O espaço foi implantado por meio de uma parceria entre a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

O viveiro florestal tem capacidade de produzir até seis mil mudas. A iniciativa ocorre por meio do Projeto Semeando Cidadania, eixo de atuação do Programa Florestar, da Compesa. O Case Vitória de Santo Antão foi a primeira unidade da Funase beneficiada pelo projeto, que também dispõe de viveiros florestais no Cabo de Santo Agostinho, em Poção e em Bonito, além de trabalhos de formação de estudantes como viveiristas florestais e de parcerias para a criação de projetos municipais de arborização junto a prefeituras de várias regiões do Estado. “Aqui na nossa unidade, a experiência tem sido muito exitosa. Os adolescentes têm se envolvido muito com o projeto e com a causa”, destaca a coordenadora técnica do Case Vitória de Santo Antão, Karolinna Ferreira.

Além do viveiro florestal, a unidade da Funase mantém outras ações na área ambiental. Na horta do espaço, há o cultivo de alface, coentro, vagem e couve-flor. A produção é distribuída no local e também é vendida na sede da Funase, no Recife. Além do conteúdo voltado à educação profissional, a iniciativa reforça mensagens sobre a importância do consumo sustentável. “O viveiro é uma aposta na formação com responsabilidade social. A experiência que desenvolvemos no Case Vitória ainda tem muito a ser explorada. Não é só a qualificação profissional, mas a requalificação ambiental de áreas degradadas com as quais os nossos meninos poderão se envolver”, avalia o coordenador do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase, Normando Albuquerque.

Imagem: Divulgação/Funase

Sesc Caruaru promove ações de saúde com foco no Carnaval

Nesta quinta-feira (21/02), o Sesc Caruaru promove uma série de ações de saúde voltadas para a população que se prepara para aproveitar o Carnaval. As atividades acontecem no Marco Zero, em frente à Igreja Nossa Senhora da Conceição, a partir das 8h. A expectativa da Unidade é que cerca de 500 atendimentos sejam realizados gratuitamente.

Haverá orientações sobre a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs/AIDS), distribuição de preservativos masculinos e encaminhamentos para serviços de referência para realização de testes. “Sabemos dos riscos aos quais a população está exposta principalmente nos períodos festivos, como o Carnaval. Nosso objetivo é conversar com esse público a fim de diminuir as possibilidades de contaminação nos festejos desse ano”, explica a assistente social do Sesc Caruaru, Conceição de Paulo.

Além das ações voltadas para as ISTs/AIDS, o público vai receber orientações sobre a prevenção à hipertensão, à hiperglicemia, os cuidados com o sol, alimentação saudável e cuidados com a visão. Haverá ainda aferição arterial, teste de glicose, avaliação nutricional e prevenção ao câncer de pele. O projeto será realizado em parceria com o Senac, a Secretaria de Saúde de Caruaru, óticas Diniz, Uninassau e a Unifavip/Wyden.

Sesc – O Serviço Social do Comércio (Sesc) foi criado em 1946. Em Pernambuco, iniciou suas atividades em 1947. Oferece para os funcionários do comércio de bens, serviços e turismo, bem como para o público geral, a preços módicos ou gratuitamente, atividades nas áreas de educação, saúde, cultura, recreação, esporte, turismo e assistência social. Atualmente, existem 20 unidades do Sesc do Litoral ao Sertão do estado, incluindo dois hotéis, em Garanhuns e Triunfo. Essas unidades dispõem de escolas, equipamentos culturais (como teatros e galerias de arte), restaurantes, academias, quadras poliesportivas, campos de futebol, entre outros espaços e projetos. Para conhecer cada unidade, os projetos ou acessar a programação do mês do Sesc em Pernambuco, basta acessar www.sescpe.org.br.

Serviço: Ações de Saúde

Data: 21 de fevereiro

Marco Zero – Praça da Igreja Nossa Senhora da Conceição – Centro de Caruaru

Horário: 8h às 11h

Entrada gratuita

Nota de Esclarecimento

O Sistema Fecomércio/Senac/Sesc em Pernambuco esclarece à opinião pública que nenhuma de nossas instituições está envolvida na Operação Fantoche, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção por meio de convênios com o Ministério do Turismo e algumas entidades do Sistema S. Vale lembrar que o Sistema S é composto por nove instituições corporativas voltadas ao treinamento profissional, pesquisa e assistência técnica e social. O Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-PE reafirma que não praticou nenhum ato ilícito e não é citado ou investigado em nenhuma operação ou processo criminal.

Maestro João Carlos Martins passa por 24ª cirurgia

O pianista e maestro João Carlos Martins acaba de passar por sua 24ª cirurgia e inicia mais uma etapa de sua vida profissional, que acumula reconhecimento de público e crítica, no Brasil e no exterior.

Após um procedimento de secções de nervos do braço esquerdo, efetuado pela equipe médica do hospital Sírio-Libanês, chefiada pelo Doutor Rames Mattar, o maestro terá a mobilidade dos dedos desta mão bastante reduzida, suficiente apenas para movimentos corriqueiros, mas não para o piano. O objetivo é interromper um ciclo de dores crônicas que já dura 17 anos.

Cirurgias anteriores já haviam transformado a trajetória do pianista João Carlos Martins, que em algumas ocasiões chegou a comunicar o final de sua carreira como tal e conseguiu – com muita teimosia, segundo suas próprias palavras – vencer a “desobediência” dos seus dedos, ao mesmo tempo em que consolidava sua nova ocupação como maestro.

Sobre este novo tempo em sua carreira, o maestro gosta de citar uma conversa com Dave Brubeck, que aconteceu em 2012, onde ele diz ao colega que se lhe sobrar apenas um dedo polegar é com este que o pianista irá tocar. Todos nós temos certeza que esta cirurgia não afastará definitivamente João Carlos Martins das teclas do piano.

Ainda este ano o maestro cumpre agenda repleta de compromissos profissionais frente à Orquestra Filarmônica Bachiana SESI-SP e se coloca a frente da próxima missão: realizar o sonho do seu colega Heitor Villa-Lobos e “fechar” o Brasil numa rede de 1000 orquestras parceiras, gerando um desenho de coração no nosso mapa através da música, no projeto Orquestrando o Brasil.

Segundo o NYT, em matéria publicada em 2008, “O pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins teve uma vida de reconhecimento, desafios, tenacidade e triunfos suficientes para preencher uma memória viva. À despeito de grande adversidade, mantém a música viva”.

João Carlos Martins segue firme em sua campanha pela democratização e popularização da música clássica através de suas atividades como maestro e dos programas desenvolvidos pela Fundação Bachiana.

“Ainda tenho muito para fazer pela música, independente do movimento dos meus dedos”, declara bem-humorado o maestro.

RAIS 2018 – Saiba como fazer a declaração

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) precisa ser declarada anualmente. Quem tinha CNPJ ativo na Receita Federal em 2018, era Microempreendedor Individual (MEI) com funcionário ou chegou a contratar algum empregado pelo Cadastro de Específico Individual (CEI) precisa enviar o documento à Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia até 5 de abril. O processo é realizado pela internet de maneira simples e gratuita.

A relação dos documentos necessários para preenchimento e entrega da Rais está disponível no site www.rais.gov.br. Basta acessar esse endereço e baixar o Programa Gerador de Declaração RAIS (GDRAIS2018), que disponibiliza uma série de formulários com campos a serem preenchidos. Depois de realizado o preenchimento, todos os dados solicitados deverão ser gravados e, na sequência, transmitidos pela internet.

Para empresas com mais de 10 empregados, a transmissão deverá ser feita com a utilização do certificado digital, que também está disponível para download no site da Rais. Estabelecimentos que não empregaram ninguém em 2018 precisam fazer a “Declaração da Rais Negativa Web”. O documento poderá ser preenchido diretamente no site da Rais, pelo formulário online “RAIS Negativa”. Todas as orientações sobre como fazer a declaração podem ser encontradas no Manual da Rais 2018, disponível no site.

Novidades – Neste ano, a Rais tem algumas particularidades: a inclusão das informações relativas aos novos identificadores dos empregadores – Cadastro Nacional de Obras (CNO) e Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) –, que ainda não é obrigatória para este exercício; a liberação das faixas do NIT (Número de Inscrição do Trabalhador) na recepção do identificador do trabalhador; e ajustes nos campos relacionados às novas modalidades de emprego criadas a partir da modernização trabalhista.

SAIBA MAIS:

Como faz a empresa que tem muitos funcionários?

A empresa tem duas opções. Uma delas é preencher manualmente os dados de cada funcionário. A outra é baixar o Layout Arquivo RAIS-2018, que coloca a folha de pagamento do empregado já no formato da declaração da Rais. Com isso, basta importar os dados. Esse layout também está disponível no site da Rais.

A inclusão das informações relativas aos novos identificadores dos empregadores CNO E CAEPF é obrigatória?

Neste ano-base, não. A inclusão dessas informações visa a adequar os dados da Rais ao eSocial, além de acompanhar as mudanças anunciadas pela Receita Federal.

Para as pessoas físicas, a matrícula CEI passar a ser substituída pelo CAEPF (Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física). Já para as obras de construção civil, que têm responsáveis pessoas físicas ou jurídicas, a matrícula será substituída pelo Cadastro Nacional de Obras (CNO).

Quem não fez a declaração da Rais 2018, ou preencheu alguma parte do documento equivocadamente naquele ano, consegue corrigir o problema?

Sim. Na área reservada para baixar o programa de 2018 encontra-se também o GDRAIS Genérico, que permite ao empregador fazer as declarações ou correções em declarações anteriores desde o ano de 1976.

As empresas declarantes do eSocial estão desobrigadas a declarar a Rais ano-base 2018?

Neste ano-base, não. Oportunamente será divulgado calendário de desobrigação por grupos de empresas, nos portais da Rais, do Ministério da Economia e do eSocial.

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Artigo – A nova era do marketing: a propaganda centrada no consumidor

Por Catherine Archer, MediaMath

Campanhas digitais costumavam ser genéricas e intrusivas. Mas, graças ao advento do marketing programático, hoje as empresas têm acesso a dados e métricas que permitem o desenvolvimento de anúncios mais assertivos e menos invasivos. Altamente eficiente, a mídia programática é cada vez mais importante no mercado de publicidade. Mas você sabe o que ela é?

Fazer marketing programático significa utilizar uma plataforma de tecnologia para realizar a compra de mídia em diversos veículos. Apesar de não ser uma estratégia, a tecnologia programática pode ser uma parte-chave de um plano de publicidade digital, usada para targeting e segmentação de audiência, por exemplo.

Não é à toa que o marketing programático é considerado o futuro da publicidade. Segundo o eMarketer, os gastos com mídia programática display nos Estados Unidos devem saltar de 27,8% para 84% até 2019.

E o mercado nacional também está efervescente. De acordo com um levantamento do IAB Brasil, no ano passado, o marketing programático correspondeu a 22,5% do faturamento do digital – em valores, a publicidade programática cresceu 74%, avançando de R$ 1,9 bilhão em 2016 para R$ 3,3 bilhões em 2017.

Experiência de marca

O marketing baseado em dados contribui, ainda, para melhorar a experiência de marca do consumidor. Portanto, mais do que pensar apenas se a mensagem da empresa chegou ao público certo, o marketing baseado em dados aliado à programática tem o intuito de garantir que o consumidor tenha uma experiência personalizada, positiva e mais relevante com essa mensagem.

Tablet, celular, computadores, smart TV e até painéis digitais são, por exemplo, diferentes dispositivos onde campanhas são rodadas. Os profissionais precisam, então, adaptar a mensagem para cada um dos canais e desenvolver um modelo de atribuição que comunique de maneira eficiente com a audiência que usa mais de uma plataforma.

Análise de dados e eficiência de campanhas

É importante lembrar que, apesar de parecer um sistema altamente automatizado, a tecnologia programática precisa ser aliada a profissionais que otimizem e realizem testes e ajustes em tempo real.

A tecnologia permite negociar uma compra de anúncio em milissegundos, mas é a decisão de uma equipe que pode aumentar as chances de alcançar o cliente certo, no momento certo, com as táticas corretas.

Sendo assim, antes mesmo de uma campanha ir ao ar, profissionais fazem testes para prever e estabelecer metas de quão efetiva será uma divulgação, para aplicar variáveis que possam tornar a campanha ainda mais eficiente. É um trabalho matemático baseado em diversos fatores e regras que garantem o Brand Safety, ou seja, que a marca do anunciante apareça em páginas seguras, que estejam ligadas ao interesse da empresa e não em sites de violência, fake news, etc.

A qualidade dos dados usados na campanha também é um fator determinante. Como são eles que permitem que profissionais usem as ferramentas e informações mais estrategicamente, para utilizá-los de forma eficiente é preciso considerar sua origem, estratégia e a qual tipo pertencem, já que podem vir da própria marca, de parceiros ou de um banco de dados com grande volume de informações.

O marketing programático no Brasil e no mundo está ganhando cada vez mais proeminência. Nesse cenário, é importante direcionar o foco principal dos anunciantes em colocar o consumidor no centro do marketing. Para alcançar resultados significativos, todo o ecossistema publicitário deve se basear nas decisões e preferências do usuário, além de oferecê-lo experiências positivas.

Nascidos em março e abril recebem Abono Salarial 2017 a partir desta quinta

Começa nesta quinta-feira (21) o pagamento do oitavo lote do Abono Salarial ano-base 2017. Podem receber o benefício os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em março e abril e os servidores públicos com finais de inscrição 6 e 7. A estimativa da Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia é que R$ 2,9 bilhões sejam pagos a 3,6 milhões de beneficiários.

Os correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), já terão os valores depositados em suas contas nesta terça-feira (19). Os demais trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa, a partir de quinta. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Direito – Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do benefício é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Assim, quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é de R$ 84 – ou 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.

Para os trabalhadores nascidos entre julho e dezembro, o Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 2018. Os nascidos de janeiro a junho realizam o saque em 2019. O prazo final de recebimento para todos os trabalhadores favorecidos pelo programa é 28 de junho de 2019.