O talento dos caruaruenses ecoou no Polo Azulão nesse sábado (21)

Caruaru é reconhecida, nacionalmente, como berço de importantes artistas. A terra de Onildo Almeida, Terezinha Gonzaga e tantos e tantas outras que se eternizam pela habilidade com a qual desenvolvem suas produções. E, nesse sábado (21), outros três talentos revelados pela Capital do Forró mostraram, no palco do Polo Azulão, porque estão nessa lista ilustre.

A trajetória de Rogéria Dera é marcada pelas composições e interpretações da Música Popular Brasileira (MPB). Mas, nesse sábado (21), ela deu uma clara demonstração de que seu potencial a permite ir muito além da MPB – o que já não é pouco. E fez isso desde os primeiros segundos em que colocou os pés no palco.

Rogéria Dera subiu ao palco e permaneceu sem ser vista pelo público por alguns segundos – ofuscada pelos efeitos especiais. Quem estava na plateia pôde escutar os primeiros versos da música ‘Vento arrodiador’ (composta pela própria Rogéria, em parceria com Almério e Isabela Moraes) em uma voz marcante, de quem parecia convidar para apreciar uma boa MPB. Mas, logo, fez uma transição para o cavalo marinho, mostrando que pode ser e fazer música no gênero que quiser.

Após o show, Rogéria Dera conversou com a imprensa e destacou, por exemplo, a origem da força que é uma das marcas das suas interpretações. “Essa força vem daqui do Agreste, de muitos anos de resistência e, aliás, do que eu amo fazer: cantar, estar no palco. Essa força vem exatamente disso: de amar o que faço. Não tem coisa melhor para nós, que fazemos arte, do que, mesmo debaixo de chuva, ver as pessoas chegando e cantando comigo”, destacou.

Coube ao talentoso Erisson Porto levar para o palco do Polo Azulão sonoridades que remetem ainda mais ao Agreste, a Pernambuco e, principalmente, ao seu país de origem: o País de Caruaru. Com uma trajetória consolidada na música, Erisson Porto mostrou o motivo de permanecer em evidência no cenário musical. Destaque para a participação de Victor Rossano, filho de Erisson, no show.

O público esperou, paciente e cada vez mais numeroso, pela apresentação de Almério. Ele abriu o show, já na madrugada desse sábado (21), com uma interpretação autêntica de ‘A Capital do Forró’ (música de Jorge de Altinho, gravada e lançada pelo Trio Nordestino em 1980 e que se tornou uma marca da força dos festejos juninos de Caruaru).

O repertório de Almério seguiu com ‘Laroyê’ (música lançada em 2024, que compõe o álbum ‘Nesse exato momento’). Ecoando, pelos quatro cantos do Polo Azulão, que ‘Quem é de ter; Quem é de ser; Quem é de amor; Há de vencer’. E, neste caso, que ele mesmo venceu. Que não desistiu e que, tantos outros, não podem desistir.

“Eu sempre digo: eu nasci em Altinho, mas Caruaru pariu o artista que eu sou hoje. Foi aqui que minha arte floresceu. Então, eu tenho um amor e uma gratidão por essa cidade, como se eu tivesse nascido aqui. E isso influencia em tudo, porque Caruaru é uma fonte inesgotável de inspiração. Eu sempre volto para cá – às vezes nem mesmo fisicamente – para poder beber dessa fonte”, destacou Almério.

O artista ainda protagonizou uma cena marcante no palco: recebeu Rogéria Dera para, juntos, fazerem uma interpretação da música ‘Queimando de amor’. Relembrando uma parceria de longa data que, assim como frisou o cantor no palco, foi muito importante para a própria carreira dele. De acordo com o cantor, foi Rogéria Dera quem, primeiro, deu oportunidade para Almério na música.

*RÁPIDA CONTEXTUALIZAÇÃO -* Rogéria Dera e Almério não nasceram em Caruaru. Rogéria é natural do Rio de Janeiro (RJ), enquanto que Almério é natural de Altinho (PE). Mas ambos escolheram Caruaru para morar e, por aqui, cresceram artisticamente e alçaram voos para outros palcos, para o Brasil.

*E OS SHOWS DO DOMINGO? -* Os shows no Polo Azulão continuam neste domingo (22), a partir das 20h, com quatro grandes nomes da música pernambucana: Cascabulho, Silvério Pessoa, André Rio e Almir Rouche. Lembrando que este será, inclusive, o penúltimo dia de apresentações do Polo Azulão este ano.

*DOMINGO (22)*

Cascabulho – 20h

Silvério Pessoa – 21h30

André Rio – 23h

Almir Rouche – 0h30