Ex-vice-prefeito de Jataúba, Fábio Mamão declara apoio à reeleição de Silvio Costa Filho

O ex-vice-prefeito de Jataúba, no Agreste de Pernambuco, Fábio Mamão, declarou apoio ao projeto de reeleição do deputado federal, Silvio Costa Filho. O anúncio reforça o movimento de ampliação das articulações políticas conduzidas por Silvio em diversas regiões do estado, consolidando novas alianças com lideranças municipais.

Com forte atuação política em Jataúba, Fábio Mamão destacou que a parceria vem pelo trabalho desenvolvido por Silvio Costa Filho em favor de Pernambuco e sua capacidade de diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças do interior.

A avaliação é que Silvio é uma liderança preparada e comprometida com o crescimento de Pernambuco.

“Silvio Costa Filho é um político sério, acessível e que tem demonstrado competência e compromisso com Pernambuco. É uma liderança que sabe ouvir os municípios, trabalha pelo desenvolvimento e tem construído resultados importantes. Tenho convicção de que merece continuar esse trabalho e, por isso, declaro meu apoio ao seu projeto de reeleição”, afirmou Fábio Mamão.

Para Silvio Costa Filho, o apoio representa mais um passo importante na construção de um projeto voltado ao fortalecimento dos municípios pernambucanos.

“Recebo com muita alegria o apoio de Fábio Mamão, uma liderança respeitada em Jataúba. Vamos seguir trabalhando com diálogo, compromisso e resultados para fazer Pernambuco avançar cada vez mais. A confiança de lideranças como Fábio fortalece esse projeto coletivo de desenvolvimento para o nosso estado”, afirmou Silvio Costa Filho.

ARTIGO — “PT e PSB em sintonia pelo bem de Pernambuco”, por Léo Bulhões

No próximo domingo (19), a partir das 10h da manhã no espaço Maria José Recepções 1, o Time de Lula em Pernambuco liderado pelo pré-candidato a governador João Campos (PSB) e pré-candidaturas ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), da Senadora e líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT), entre outros convidados estarão em Caruaru e a população de Caruaru terá a oportunidade de encontrar o time do Presidente que tem mudado, para melhor, a vida dos Caruaruenses.

Em Caruaru, o PT CARUARU tem posição firme, coerente e alinhada com o que pensa o Presidente Lula sobre a aliança com o PSB numa construção sólida em todo país, uma relação de confiança construída nos tempos do ex-governador Eduardo Campos e retomada com força, a partir do retorno de Lula à presidência e potencializada com a chegada de João Campos à presidência nacional do PSB.

Esse alinhamento se confirma, e laços são apertados, com a presença de lideranças do PSB que visitaram o PT CARUARU nesta semana, com a mensagem clara de que esta fase da relação trará bons frutos para ambos os partidos em plano nacional e estadual. A relação do PT e PSB em Caruaru, e em Pernambuco, seguem a lógica nacional de quem colabora com o fortalecimento e a defesa das políticas implementadas pelo Presidente Lula com o apoio do PSB na Câmara e no Senado, fazendo com que projetos importantíssimos para o povo sejam aprovados.

Dito isto, reforçamos que Partido dos Trabalhadores em Pernambuco definiu o seu caminho e ele segue este caminho ao lado do povo, com aliados que não se desviam da imensa responsabilidade de defender a reeleição do Presidente Lula e de um projeto de desenvolvimento para o estado.

A atual governadora do estado de Pernambuco foi muito beneficiada pelo Presidente, mas, desconsidera o apoio, não demonstra gratidão pelo gesto de Lula e prefere construir alianças que sabotam todas as pautas positivas que são apresentadas no congresso nacional.

Se a gratidão da governadora, com relação ao presidente Lula não acontece, não cabe a Lula e nem ao PT fazer nada, mas isso incomoda boa parcela da população que percebem o esforço e a população sabe que, quem ajuda o povo merece respeito, consideração e no momento eleitoral: o voto.

Por tudo isso, convidamos toda militância do PT, do PSB, aqueles e aquelas que simpatizam com o Presidente Lula e os demais partidos que buscam fazer política com coerência e amor ao estado de Pernambuco a estarem conosco no próximo domingo carregando a esperança de novos e prósperos tempos: Todos e todas ao encontro da Frente Popular de Pernambuco!

Leo Bulhões – Presidente do PT Caruaru

Guarda Municipal de Caruaru age com rapidez e prende suspeito de roubo a ônibus

A rápida atuação da Guarda Municipal de Caruaru resultou na prisão de um suspeito de roubo a um ônibus do transporte coletivo, na manhã da quinta-feira (16). A equipe foi acionada após o crime e, durante as diligências, recebeu informações de que o possível autor estaria em uma residência no bairro José Carlos de Oliveira.

No endereço indicado, os guardas realizaram a abordagem ao suspeito, após autorização para entrada no imóvel. Durante a ação, foi apreendida uma faca que, segundo as investigações iniciais, teria sido utilizada na prática do roubo.

O homem foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia, juntamente com a arma branca apreendida, onde foi apresentado à autoridade policial para os procedimentos legais, incluindo o reconhecimento pela vítima.

Da fotografia ao artesanato, Fenearte segue encantando visitantes e prepara programação para o fim de semana

Quem passou pela 26ª Fenearte nesta quinta-feira (16) encontrou uma feira movimentada, marcada por encontros entre tradição, arte e cultura popular. Ao longo do dia, os visitantes percorreram os corredores do Pernambuco Centro de Convenções em busca de peças exclusivas produzidas por artesãos de todo o país, enquanto acompanhavam uma programação que reuniu fotografia, gastronomia, música e debates sobre a identidade cultural nordestina.

Um dos momentos mais prestigiados da programação aconteceu nas Conversas Instigantes, no Espaço Janete Costa, localizado no Átrio da Fenearte, com o encontro “Retratos de Vaqueiros”. O diálogo contou com a participação de Geyson Magno (PE), fotógrafo e filósofo, coautor do livro “Encourados”, Maryane Martins (PE), fotógrafa, autora da exposição “Agreste Encourado” e Pablo Pinheiro (RN), fotógrafo, autor do livro “Vaqueiro de Gibão”. O encontro foi mediado pela jornalista e escritora Adriana Victor. A programação gastronômica também atraiu o público à Cozinha Fenearte, com a aula-show “Nascente Doce do Semiárido”, do chef Rogério Ribeiro.

O Palco Pernambuco Meu País enalteceu a cultura popular, dando o tom da programação durante toda a tarde e à noite. Passaram pelo espaço a Agremiação Boi Celestial, Cavalo Marinho Sertão a Fora, Arnaldo do Coco, Banda de Pífanos Zabumba do Mestre Chimba, Islan e Milton Raulino, levando música, dança e tradições que fazem parte da identidade cultural do estado.

Enquanto isso, os estandes permaneceram movimentados durante todo o dia. Cerâmicas, esculturas, rendas, bordados, peças em madeira, fibras naturais, artigos em couro, moda autoral e objetos de decoração despertaram a atenção do público, que aproveitou a oportunidade para adquirir produtos diretamente de artesãs e artesãos vindos de todas as regiões do Brasil.

*Fenearte segue até domingo*

Para quem ainda não visitou a Maior Feira de Artesanato da América Latina, o fim de semana é uma oportunidade de conhecer a diversidade da produção artesanal brasileira. A programação continua nesta sexta-feira (17) com novas edições das Conversas Instigantes, oficinas, aulas-show na Cozinha Fenearte, apresentações culturais e centenas de expositores reunindo o melhor do artesanato nacional.

Nas Conversas Instigantes, o encontro “Os Couros do Futuro do Presente” propõe um olhar sobre as novas possibilidades do couro e da inovação sustentável, com mediação de Jackson Araújo. Participaram do encontro, Fafá Belém (PE), artesã de Petrolândia, que cria peças a partir do couro de tilápia, e Marlu Fonseca (PE, radicado em SP), designer natural de Flores, criador da Leoniê.

As Oficinas Fenearte também seguem oferecendo experiências práticas para todas as idades.

Na Cozinha Fenearte, o público poderá acompanhar três aulas-show. Às 15h30, Anna Corinna apresenta “Licuri do Catimbau”; às 17h, Claudemir Barros comanda “Doce Arte do Sertão”; e, às 18h30, Bruno Manoel, do Preto na Cozinha, encerra a programação gastronômica com “Manta de Sabores”.

No Palco Pernambuco Meu País, a programação começa às 15h com o Maracatu Carneiro da Serra e segue com Boi Estrelinha (16h), A Cocada (17h), Bloco Compositores e Foliões (18h), Orquestra Malassombro (19h) e Flaira Ferro, que encerra a noite às 20h30.

A 26ª Fenearte segue até o próximo domingo (19), no Pernambuco Centro de Convenções, reunindo centenas de expositores de todo o Brasil, oficinas, gastronomia, moda, música e experiências que fazem da maior feira de artesanato da América Latina um dos principais eventos culturais do país.

*Homenagem aos Seleiros*

O tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma” evidencia o trabalho de artesãs e artesãos que fazem do couro uma matéria-prima capaz de preservar tradições e impulsionar a economia criativa. A edição reverencia mestres como Zé Venceslau, referência do Ciclo do Couro de Exu; Irineu do Mestre, da Fazenda Cacimbinha, em Salgueiro, criador dos “bonéus” (mistura de boné com chapéu) usados por João Gomes; Fafá Belém, pioneira na utilização do couro de tilápia em Petrolândia; além dos seleiros de Cachoeirinha e dos designers e estilistas que consolidam o couro como elemento marcante da moda autoral pernambucana.

A acessibilidade permanece como uma das prioridades do evento. Pessoas com deficiência visual, pessoas neurodivergentes e pessoas surdas ou ensurdecidas contarão com visitas guiadas com acessibilidade comunicacional.

Para facilitar o acesso do público, a feira contará novamente com traslados gratuitos saindo dos shoppings Recife, RioMar, Plaza, Tacaruna e Patteo. Nesta edição, o desembarque no Centro de Convenções será realizado em um novo terminal de passageiros, oferecendo ainda mais conforto e acessibilidade aos visitantes.

*26ª Fenearte – Feira Nacional de Negócios do Artesanato*
*Quando:* 08 a 19 de julho de 2026
*Onde:* Pernambuco Centro de Convenções (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda)
*Horários:*
Segunda a sexta-feira — 14h às 22h
Sábado e domingo — 10h às 22h
*Ingressos:*
Segunda a quinta-feira — R$ 12 (entrada inteira) e R$ 6 (meia-entrada)
Sexta-feira a domingo — R$ 16 (entrada inteira) e R$ 8 (meia-entrada)

À venda pelo site *www.evenyx.com/26a-fenearte* e nas unidades das *lojas do Artesanato de Pernambuco* no Edifício Palazzo Itália (Bairro do Recife) e nos shoppings Recife e Tacaruna.

Também são pontos de venda as unidades da *Casa do Pará* (Boa Viagem, Casa Forte, Caxangá, Espinheiro, Imbiribeira, Olinda, Piedade, Pina, além de Porto de Galinhas e João Pessoa), da *Trois Barbearia* (Boa Viagem, Parnamirim, shoppings Recife e RioMar, além de Caruaru) e da *Crosby* (Piedade e nos shoppings Costa Dourada, Guararapes, Patteo e Recife), além do quiosque *Parcele Aqui* (no Vitória Park Shopping (Vitória de Santo Antão).

 

Com apoio do Governo do Estado, tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo 2026 encerra com Missa no Recife

Festividade contou com reforço na segurança, com mais de 600 profissionais envolvidos

Após dez dias de programação, a tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo 2026, padroeira do Recife, terminou, nesta quinta-feira (16), com a celebração da Missa Campal realizada no Pátio do Carmo, Centro da capital. A festa é um importante momento de fé, devoção e esperança para os fiéis pernambucanos, além de fortalecer a economia local e o turismo religioso no Estado. Para garantia da segurança, a Secretaria de Defesa Social (SDS) executou esquema de operação especial para o evento com atuação de 613 profissionais das forças de segurança e órgãos vinculados. A governadora Raquel Lyra acompanhou a celebração.

O planejamento integrou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Grupamento Tático Aéreo (GTA), que atuaram de forma coordenada para garantir a proteção de fiéis, turistas e demais participantes das celebrações. A Festa contou também com equipe especializada em drones, ampliando o monitoramento das áreas de maior circulação de pessoas durante as missas, novenas e a clássica procissão, realizadas no Pátio do Carmo e no entorno da Basílica.

A gerente de Articulação e Segurança de Grandes Eventos da SDS, tenente-coronel BM Rafaela Reny, destacou a importância do planejamento integrado. “Sabemos da importância que a Festa de Nossa Senhora do Carmo tem para os pernambucanos. Por isso, realizamos um planejamento antecipado e integrado para que cada pessoa possa exercer sua fé participando das celebrações com segurança e tranquilidade”, afirmou.

A 330ª Festa de Nossa Senhora do Carmo, teve como tema: “Revestidos de Cristo, a exemplo da Virgem do Carmo, nossa Mãe, trazemos sobre nós o Escapulário, sinal de consagração”. A Missa Solene Campal foi ministrada pelo presidente da regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Francisco Sales.

O Bispo destacou a importância da festa para a identidade de Pernambuco. “O povo do Recife e de Pernambuco escolheu Nossa Senhora do Carmo como mãe da nossa terra. Todo ano, com essa praça cheia, esse sentimento é reafirmado”, destacou.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Dólar encosta em R$ 5,10 com tarifaço e tensão global

Dólar

Os mercados financeiros encerraram a quinta-feira (16) em clima de cautela. O dólar voltou a subir e fechou próximo de R$ 5,10, refletindo o fortalecimento da moeda estadunidense no exterior e os efeitos da confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.

A bolsa brasileira acompanhou o movimento de aversão ao risco e recuou mais de 1%, enquanto o petróleo fechou em queda, apesar da escalada das tensões no Oriente Médio.

Principais números do mercado nesta quinta (16)
Dólar: R$ 5,098 (+0,40%);
Bolsa: 173.825,27 pontos (- 1,24%);
Petróleo tipo Brent US$ 84,23 (-0,85%);
Petróleo WTI: US$ 78,95 (-0,82%).
Dólar
A valorização do dólar foi impulsionada principalmente pelo cenário externo. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira vendido a R$ 5,098, com alta de R$ 0,021 (+0,4%).

Na máxima do dia, por volta das 14h15, chegou a R$ 5,11, mas desacelerou nas horas finais de negociação. Apesar da alta desta quinta, a divisa cai 7,12% em 2026.

Dados da economia estadunidense mostraram um mercado de trabalho resiliente e consumo ainda aquecido, fortalecendo a expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos e favorecendo a moeda americana frente às divisas de países emergentes.

Os pedidos semanais de auxílio-desemprego somaram 208 mil, abaixo da expectativa de 217 mil. As vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, conforme o esperado.

No mercado doméstico, investidores também repercutiram a confirmação da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Apesar de a lista de exceções ter sido mais ampla que a prevista, a medida aumentou a cautela em relação aos efeitos sobre alguns segmentos da economia e sobre o fluxo cambial.

Bolsa
A bolsa brasileira acompanhou o movimento negativo observado em Wall Street e ampliou as perdas registradas na sessão anterior. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 173.825,27 pontos, com queda de 1,24%.

Com perda acumulada de 2,27% na semana, o Ibovespa sobe 7,88% no ano.

Além da piora do ambiente internacional, pesaram sobre o mercado as incertezas em torno dos impactos do tarifaço americano e da eventual resposta do governo brasileiro por meio da Lei da Reciprocidade.

As ações de maior peso do índice contribuíram para a queda do Ibovespa. Os papéis da Petrobras, os mais negociados na bolsa brasileira, recuaram acompanhando o petróleo. Ações de mineradoras também fecharam em baixa diante da desvalorização do minério de ferro.

Petróleo
Mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo terminaram o dia em queda, após operarem com forte volatilidade.

Referência nas negociações internacionais, o petróleo do tipo Brent fechou o dia aos US$ 84,23, com recuo de 0,85%. O barril WTI, do Texas, encerrou aos US$ 78,95, com queda de 0,82%.

O mercado acompanhou novas ameaças dos houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e a possibilidade de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, consideradas estratégicas para o transporte global do produto.

Apesar do recuo nesta sessão, investidores continuam monitorando o risco de novas interrupções na oferta mundial de petróleo, cenário que mantém um prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços da commodity.

Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA

Plantação de Café  na  Embrapa Cerrado

Itens de aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que juntos responderam por um terço da pauta de exportações do Brasil para os Estados Unidos, no primeiro semestre deste ano, não estão sujeitos ao tarifaço imposto por aquele país aos produtos brasileiros.

Nesta quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Também estão isentos da cobrança extra produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.

Por outro lado, alguns setores não conseguiram se livrar da taxação, como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

As isenções foram estabelecidas pelos Estados Unidos para aqueles produtos brasileiros que não são produzidos internamente por lá em quantidade suficiente ou a preços razoáveis, evitando assim escassez de determinados produtos no mercado consumidor e perturbações na economia daquele país.

Tarifaço
As tarifas de 25% foram anunciadas nesta quarta-feira (15) e devem entrar em vigor no próximo dia 22, depois de uma investigação do USTR.

O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Já o governo brasileiro repudiou as novas tarifas, disse que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR e acrescentou que não há justificativa para essas medidas.

O Brasil informou ainda que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio]”.

Setor cafeeiro isento
Entidades representativas do setor cafeeiro, entre elas, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), celebraram o fato do café brasileiro ter ficado de fora desta tarifação. Elas destacam o trabalho feito em defesa do setor desde do primeiro tarifaço, em 2025, e mais recentemente em 6 e 7 de julho, nas audiências públicas do USTR.

Em comunicado conjunto,elas manifestaram que o “trabalho conjunto com a National Coffee Association (NCA), tendo fundamental apoio dos importadores dos EUA, resultou em duas vitórias ao café brasileiro: i) a manutenção dos cafés previamente sugeridos na lista de exceção no âmbito da investigação da Seção 301 do USTR; e ii) a ampliação da lista, que incluiu o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos ao tarifaço”.

“Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café – na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial – e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos”, destacam ainda as entidades, na nota.

Abic, Abics e Cecafé ponderam, entretanto, o fato de existir ainda uma segunda “investigação do USTR na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, a qual pode trazer uma nova possibilidade de tarifas ao café brasileiro, da ordem de 12,5%”.

Diante disso, elas concluem que seguirão “em permanente trabalho de representação da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil em todo o mundo, de maneira que os interesses de todos os atores da cadeia produtiva sejam defendidos e contemplados”.

 

Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA

Brasília - 22.05.2023 - Foto da Fachada do Palácio do Planalto em Brasília. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação imediata do governo brasileiro. Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”.

A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi motivada também por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião, Trump escalou em uma guerra comercial contra diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou sobretaxas de importação.

A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços.

Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.

Soberania
A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de concessões comerciais, entre outras medidas, a países ou blocos de países que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar ou aplique medidas comerciais na tentativa de interferir em atos específicos ou práticas no Brasil.

A legislação também abre espaço ao diálogo e entendimento para que medidas retaliatórias não sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º, determina que a diplomacia entre em ação para reduzir ou anular a necessidade das contramedidas previstas.

Meio ambiente
A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção ambiental adotados no país.

Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das normas ambientais adotadas internamente, como o Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na Política Nacional do Clima, de 2009, e os compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015.

Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais alegando descumprimento de normas ambientais não contempladas por esses institutos, e que sejam mais dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de contramedidas.

Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

Brasília (DF), 14/07/2026 - Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fala durante declaração à imprensa a respeito do recente anúncio do USTR de imposição de tarifas contra produtos brasileiros, na sala de coletivas do Palácio Itamaraty. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) que retomará o programa de apoio aos setores empresariais atingidos pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA). Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas “desleais” no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho.

“O governo, a partir de agora, tem como prioridade atender e apoiar esses setores por essa injusta, indevida e ilegal tarifação que nos foi imposta”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, titular da pasta Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante coletiva de imprensa, em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros, incluindo Dario Durigan, da Fazenda.

Segundo Rosa, os exportadores mais atingidos desta vez são os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e  açúcar. Eles deverão contar com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países.

Estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, apontam um total de 2,4 mil empresas nacionais diretamente atingidas pelo tarifaço, que respondem, juntas por cerca de 18% das exportações brasileiras com destino aos EUA, o que corresponde a transações estimadas de US$ 7,4 bilhões, na comparação com números de 2024.

Prejuízo

No ano passado, esses mesmos setores já haviam reduzido para US$ 5,5 bilhões o volume total de exportações aos norte-americanos. Mais da metade da pauta de exportações do Brasil aos EUA, como carnes, café, óleos e itens de aviação, foi poupada da taxação por decisão norte-americana desta vez.

A participação dos EUA nas exportações brasileiras, que era de 12,1%, até o ano passado, caiu para 9,4% em 2026, e o governo continuará a fomentar uma política de diversificação de mercados para esses produtos, afirmou Márcio Elias Rosa.

Brasília (DF), 14/07/2026 - Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fala durante declaração à imprensa a respeito do recente anúncio do USTR de imposição de tarifas contra produtos brasileiros, na sala de coletivas do Palácio Itamaraty. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Geraldo Alckmin disse que o governo estuda formas de aplicar a Lei de Reciprocidade – Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-ministro do MDIC e um dos negociadores brasileiros com os EUA, afirmou que, a partir de agora, o governo vai estudar formas de aplicar a Lei da Reciprocidade.

Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, a norma estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

“Nós temos uma lei, a lei da reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la”, disse Alckmin, que chamou o novo tarifaço de “injusto” e “descabido”.

Interferência externa

O ministro da Fazenda classificou a decisão dos EUA com uma interferência externa indevida.

“É inadmissível, do ponto de vista do governo, ter essa interferência externa, seja ela política, econômica, seja ela uma forma qualquer para afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros”, disse Dario Durigan.

Segundo o ministro, todas as alegações dos EUA são falsas e não se sustentam em dados concretos.

De acordo com Durigan, o tarifaço não afetará a estabilidade macroeconômica do país e as medidas de socorro que serão tomadas pelo governo deverão ser linhas de crédito em montantes inferiores aos do ano passado, já que a lista de exceções ao tarifaço está maior desta vez.

Pix

Entre os pontos questionados pelos norte-americanos, nas diversas rodadas de negociação desde o ano passado, está o Pix, o sistema brasileiro de transferências e pagamentos eletrônicos, criado pelo Banco Central (BC).

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi enfático ao dizer que o Pix não se sustenta como motivo para o tarifaço, e que empresas norte-americanas de cartão de crédito, que estão entre as principais do mercado, não foram diretamente afetadas.

“Seria mais ou menos como tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdade. Analisando o que aconteceu efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%. Quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”.

A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Entre as medidas citadas pelo governo norte-americano estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Em outras das alegações por parte do governo dos EUA contra o Brasil, estariam o aumento do desmatamento e o comércio ilegal de madeira.

Os dois dados foram classificados de falsos e sem fundamento técnico pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Ele lembrou, por exemplo, que a redução do desmatamento na Amazônia foi de 50% nos últimos três anos.

Acusado de mandar matar jornalista Marcolino Junior será julgado em agosto, quase dez anos após o crime

O acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista e colunista social Marcolino Junior será levado a julgamento no próximo dia 13 de agosto de 2026, às 8h30, na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Recife. A informação foi divulgada pela Rádio Cidade, em reportagem da jornalista Laís Florêncio, com confirmação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

O processo, que inicialmente tramitava em Caruaru, foi transferido para o Recife após decisão judicial tomada em 2023. O entendimento foi de que a grande repercussão do caso e a notoriedade da vítima poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados na cidade onde o crime ganhou ampla comoção.

Marcolino Junior foi encontrado morto em abril de 2016, na zona rural de Sairé, dois dias após desaparecer. As investigações da Polícia Civil apontaram que o jornalista foi assassinado em um motel e teve o corpo levado no próprio veículo até um matagal. O assessor pessoal da vítima foi apontado como o mandante do crime, embora tenha obtido liberdade provisória ainda em 2016 enquanto o processo seguia em tramitação.

Após quase uma década entre investigações, recursos e mudanças processuais, o caso finalmente será submetido ao Tribunal do Júri. O julgamento é aguardado por familiares, amigos e pela população do Agreste, que acompanha o desfecho de um dos crimes de maior repercussão registrados em Pernambuco nos últimos anos.