Jaques Wagner tentou vender terreno de R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo no Caso Master

Do Metrópoles

O senador e ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tentou efetuar a venda de um terreno de R$ 15,8 milhões um dia depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Segundo documentos acessados pelo jornal O Estado de São Paulo, a operação foi barrada pelo cartório por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A venda envolve um terreno de 51 mil m² na zona metropolitana de Salvador. O local teria sido adquirido em 2000 pelo petista e foi vendido a um grupo de empresas do ramo de incorporação imobiliária. Pela transação, a reportagem diz que Jaques Wagner recebeu, à vista, R$ 2 milhões.

Jaques Wagner foi alvo da PF em 18 de junho. Segundo a corporação, o petista recebeu favorecimento indevido, incluindo um pedido de compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. O petista alega que pediu ao empresário a compra para depois recomprar o imóvel para a sua filha.

Em 19 de junho, foi apresentada a escritura de venda em um cartório na comarca de Camaçari. A transação, porém, foi barrada no local, seguindo a determinação do ministro-relator do caso Master, André Mendonça.

“Em cumprimento ao protocolo nº 202606.2214.04764407-IA-517, datado de 22 de junho de 2026, processo nº 16230, expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada nesta data a indisponibilidade sobre o imóvel objeto da matrícula supra, de propriedade de Jaques Wagner”, diz o documento.

Resposta

Em nota ao Estadão, a defesa de Jaques Wagner diz que não há “mínima irregularidade nem nada a esconder” sobre a venda. “A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.

Eleitor com mobilidade reduzida terá transporte grátis em dias de votação

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anunciou na última quinta-feira (16) o programa Seu Voto Importa que garante transporte gratuito aos eleitores com mobilidade reduzida até suas seções de voto.

O programa será coordenado pela Corte Superior Eleitoral no âmbito nacional e será executado de forma descentralizada pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), adaptando a medida às necessidades geográficas e logísticas de cada estado. As informações são da CNN Brasil.

Caso o eleitor tenha interesse em se inscrever, será necessário ficar atento aos prazos e regras de agendamento estabelecidos pela Justiça Federal para garantir o atendimento no dia do pleito.

  • Prazo final: A solicitação deve ser feita até 20 dias antes da data do primeiro turno, em 14 de setembro;
  • Quem pode pedir: O próprio eleitor ou, caso necessário, seus representantes legais e de apoio (como curadores, procurados ou acompanhantes);
  • Onde solicitar: O pedido pode ser feito presencialmente, diretamente no cartório eleitoral da zona correspondente, ou por canais remotos e eletrônicos. Caso precise, a resolução do TSE obriga os TREs a disponibilizarem pelo menos um meio de atendimento não presencial (como site ou aplicativos);
  • Comprovação: Será exigida uma autodeclaração do eleitor ou a apresentação de documentação simples que comprove a deficiência ou dificuldade temporária ou permanente de locomoção.

Como grande parte das urnas é instalada em prédios cedidos, como escolas e universidades, as condições de rampas, portas e elevadores podem mudar ao longo dos anos. Desta forma, as zonas eleitorais farão vistorias periódicas para garantir que as seções especiais permaneçam acessíveis.

‘Nenhuma possibilidade’, diz Michelle Bolsonaro sobre chapa como vice de Zema

A ex-primeira-dama a e pré-candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) negou qualquer possibilidade de ser vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência. A publicação de Michelle ocorre após o ex-governador de Minas Gerais responder, ontem (18), que a ex-presidente do PL Mulher seria uma “possibilidade” para o cargo.

A definição sobre o vice de Zema não deve ocorrer antes da convenção partidária, em 27 de julho, e só deve sair em agosto. O ex-governador declarou não ter nome preferido para o posto, mas que quer um “vice ficha limpa”. Ao ser questionado se poderia ser Michelle, respondeu: “É uma possibilidade, como outras também são”. As informações são do jornal O Globo.

Mega-Sena acumula e próximo prêmio é estimado em R$ 42 milhões

22/06/2023 - Brasília - Mega-Sena, concurso da  Mega-Sena, jogos da  Mega-Sena, loteria da  Mega-Sena. -  Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3.033 da Mega-Sena, sorteadas neste domingo (19). 

Os números sorteados foram 18 – 21 – 23 – 43 – 55 – 58.

Com isso, o prêmio da faixa principal para o próximo sorteio, na terça-feira (21), está estimado em R$ 42 milhões.

A quina teve 34 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 59.283,30. Já a quadra registrou 2.901 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.145,28.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

Após veto, campeão mundial é liberado e viaja para ver final da Copa

Entrada de Joan Capdevila nos Estados Unidos foi inicialmente negada por participação em amistoso no Irã, em 2016. Depois de pedir ajuda até ao presidente Donald Trump, ex-lateral embarcou com o ex-volante Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol.. Foto: marcossenna19/Instagram

Após ter a entrada nos Estados Unidos inicialmente vetada para acompanhar a decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, o ex-lateral Joan Capdevila, campeão mundial pela Fúria – apelido da seleção espanhola – em 2010, conseguiu a liberação para viajar.

Nas primeiras horas deste domingo (19), dia da partida, o ex-volante Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol e que representou o país no título da Eurocopa, em 2008, postou uma foto na ferramenta Stories (publicação com duração de 24 horas) da rede social Instagram ao lado de Capdevila, com a mensagem “rumo à segunda estrela”. Os dois, que atuaram juntos no Villarreal e na seleção, estavam para entrar no avião com destino aos Estados Unidos.

Parceiros de Senna e Capdevila na Fúria, como Iker Casillas, goleiro campeão do mundo em 2010; Carlos Puyol e Sérgio Ramos, zagueiros daquela seleção espanhola; e o ex-meia Xavi Hernández, principal nome da geração que conquistou o Mundial realizado na África do Sul, já estão em Nova Jersey para a final. A bola rola às 16h (horário de Brasília).

Capdevila tinha feito uma publicação na rede social X (antigo Twitter) revelando que o cadastro no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, na sigla em inglês), necessário para ficar nos Estados Unidos, sem visto, por até 90 dias, tinha sido negado. De acordo com o ex-jogador de 48 anos, o veto se deu por uma viagem ao Irã em 2016 para um amistoso representando um time de ex-atletas do Campeonato Espanhol contra um combinado de ídolos do futebol iraniano, na capital Teerã.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, quem esteve no Irã em ou após 1º de março de 2011, ou tem dupla nacionalidade com o país, ficaria inelegível para o ESTA. As nações estão em guerra, o que causou problemas à seleção iraniana na Copa.

Ato de jogadores argentinos reacende debate sobre domínio das Malvinas

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Lisandro Martinez and Giovani Lo Celso celebrate with a Falkland Islands related banner after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli     TPX IMAGES OF THE DAY

A imagem de jogadores da Argentina erguendo uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”, após a vitória da seleção sobre a Inglaterra por 2 a 1, percorreu o mundo, na quarta-feira (15).

Pelas regras da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o ato, na semifinal da Copa do Mundo, pode gerar punições, mas fora dos gramados reacendeu a discussão sobre a posse do arquipélago ultramarino, reivindicado pela Argentina, mas administrado pela Grã-Bretanha. Neste domingo (19), a seleção argentina busca o seu quarto título mundial em jogo único contra a seleção espanhola.

“O gesto dos jogadores, de exibir para o mundo inteiro uma bandeira confeccionada por um torcedor a partir de um lençol de hotel tornou-se um feito compartilhado por todo o povo argentino”, afirmou à Agência Brasil, a diplomata e ex-embaixadora da Argentina no Reino Unido, Alicia Castro.

O ato dos jogadores da albiceleste se assemelha ao do técnico da seleção egípcia, Hossam Hassan, defendeu Castro, que ergueu uma bandeira da Palestina. Ele não foi punido, no entanto, porque a seleção palestina de futebol é afiliada à Fifa.

As Ilhas Malvinas/Falklands são um território a sudoeste do Oceano Atlântico, a 500 quilômetros da costa argentina, administrado pelo Reino Unido. Objeto de disputa entre os dois países há décadas, a Argentina considera o arquipélago parte de seu território e mantém uma reivindicação de soberania.

As Nações Unidas (ONU) defendem uma solução pacífica para o conflito no âmbito das ações de descolonização. Em 1982, os dois países se enfrentaram em uma guerra de 74 dias que deixou centenas de mortos. A maioria soldados argentinos, sem condições de enfrentar o poderio bélico britânico.

Derrotada, a Argentina trata a questão como uma “ferida aberta”. Na Copa do Mundo de 1986, quatro anos depois da guerra, a vitória da albiceleste sobre a Inglaterra, por 2 x 1, foi encarada como uma revanche, com dois gols de Diego Maradona. Com 21 anos em 1982, ele não foi para a guerra por já ser um jogador de destaque indo para o exterior.

 

O astro argentino Diego Maradona levanta o braço ao ar após marcar o gol da vitória contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo no México, em 22 de junho de 1986. 
REUTERS/POOL/Ted Blackbrow
O astro argentino Diego Maradona levanta o braço ao ar após marcar o gol da vitória contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo no México, em 22 de junho de 1986. REUTERS/POOL/Ted Blackbrow – REUTERS/POOL/Ted Blackbrow/proibida reprodução

Ainda hoje, as Ilhas Malvinas estão nos cânticos das torcidas e lembradas em campeonatos, diz o cientista político Leandro Gabiati, diretor da Dominium Consultoria, e torcedor do Boca Juniors, um dos principais times argentinos. “A torcida da seleção traz essas lembranças, assim como os clubes locais. Todos fazem alguma menção à questão das Malvinas”, disse Gabiati.

“Esse é um tema que está presente sempre que a seleção argentina joga. A torcida, o povo, de alguma forma, tem uma memória coletiva do conflito e traz isso como uma bandeira nacional”, explicou. “Essa é uma agenda que unifica o país, está acima de qualquer divergência ideológica”, pontuou Gabiati.

Além do grande apoio popular na Argentina, a questão tem provocado desconforto aos ingleses. Em artigo no jornal The Guardian, na quinta-feira (16), o renomado colunista Simon Jenkins pediu uma negociação entre os países. “Nenhum dos territórios britânicos da era imperial tem o direito eterno de permanecer como está, muito menos um que custe aos contribuintes mais de 60 milhões de libras anuais”.

O embaixador Guillermo Carmona foi secretário das Malvinas do governo argentino até 2023, no governo de Alberto Fernández, e buscou soluções por meio do multilateralismo, com apoio da ONU. Ele concorda que a gestão das Malvinas pelo Reino Unido é anacrônica.

“Isso não pode continuar indefinidamente”, afirmou. Para ele, a abertura da faixa pelos jogadores foi um ato de “soft power”, para destravar as negociações.

“O gesto dos jogadores deveria despertar os diplomatas britânicos de sua inércia e forçá-los a confrontar uma realidade geográfica e histórica inescapável”, reiterou Carmona à Agência Brasil.

A diplomata Alicia Castro acrescenta que a abertura da faixa demonstrou que “a luta contra o colonialismo permanece um imperativo ético”. “Além de superioridade em campo, os nossos jogadores demonstraram um profundo senso de humanidade e, por isso, receberam apoio internacional”, avaliou.

Qualquer punição aos jogadores, conforme solicitado por autoridades britânicas, na avaliação dos entrevistados, é hipocrisia. Para eles, a Fifa aplica as regras de acordo com a conveniência.

“A Fifa baniu a Rússia de competições por motivos geopolíticos, cedeu aos Estados Unidos para suspender sanções a jogadores e maltratou o Irã por razões alheias ao esporte”, avaliou Carmona.

O político observa que a entidade máxima do futebol atua como um instrumento do norte global para desmerecer manifestações de soberania de nações, como ocorreu quando vetou à camisa do Haiti na Copa, por conter referências à revolução que levou à independência do país da América Central.

A Fifa não comentou as críticas e explicou que, no caso de manifestações políticas durante torneios, o procedimento padrão é acionar o Comitê Disciplinar Independente. O órgão já avalia os relatórios da partida de quarta-feira e decidirá novos passos de acordo com o Código Disciplinar da entidade.

Em 2014, a federação multou a Associação do Futebol Argentino (AFA) em US$ 33 mil depois que seus jogadores exibiram uma faixa com a mesma mensagem, antes de um amistoso contra a Eslovênia.

Em entrevista à Rádio El Observador, o presidente Javier Milei disse que compreende os sentimentos dos jogadores “e que estão presente em todos os argentinos”. Segundo ele, o ato de protesto foi “válido e lícito”. Milei também prometeu esforços para recuperar o território no mar. “As Malvinas são argentinas e nós vamos recuperá-las”, disse, citando que usará apenas as vias diplomáticas.

Histórico das Ilhas Malvinas/Falklands

Desde o chamado “descobrimento”, as Ilhas Malvinas pertenciam à Espanha, apesar de terem sido ocupadas por franceses e ingleses. O local passou anos desabitado, serviu de colônia penal e só interessava a pescadores, sobretudo, baleeiros.

An Argentinian army soldier stands guard at an air base in Puerto Argentino during the Falkland War (Guerra de Las Malvinas) between Argentina and Britain, May 1982. Some 1,000 people died during the war that began with Argentina's invasion of the disputed islands on April 2, 1982, and ended with their expulsion by British forces on June 14, 1982.  REUTERS/Eduardo Farre  (FALKLANDS ISLANDS)
Em 1982, os dois países se enfrentaram em uma guerra de 74 dias que deixou centenas de mortos, maior parte soldados argentinos. REUTERS/Eduardo Farre (FALKLANDS ISLANDS) – Reuters/Eduardo Farre/Arquivo/Proibida reprodução

Após a independência argentina da ex-colônia, em 1816, o país considerava que tinha herdado o arquipélago. No entanto, a frágil administração local foi expulsa pelos ingleses, em 1833, que povoaram o território. A Grã-Bretanha queria a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico e instalar ali uma base militar. Hoje, o local também é disputado por suas riquezas minerais, como o petróleo.

A argentina, no entanto, rejeita a soberania britânica, que trata as ilhas como um território ultramarino. Segundo os historiadores, até a primeira metade do século 20 as Ilhas Malvinas não foram uma prioridade dos argentinos, mas o tópico voltou a campo no governo Perón (1946-1955), que era um nacionalista. Nesse período, a prevaleceu a cooperação com os habitantes ingleses locais com a intenção de aproximá-los da Argentina.

Mais recentemente, em junho de 2026, a ONU, por meio Comitê de Descolonização, reiterou a necessidade de uma solução pacífica e negociada sobre o território, como vem fazendo desde 1989.

Além de Messi e Yamal: os heróis invisíveis de Argentina e Espanha

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - Argentina v Switzerland - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - July 11, 2026 Argentina's Lisandro Martinez celebrates after the match as Argentina qualify for the semi finals of the World Cup REUTERS/Agustin Marcarian

Em uma final de Copa do Mundo que tem Lionel Messi de um lado e Lamine Yamal do outro, é natural que as estrelas sejam os rostos de tudo que diz respeito ao grande jogo deste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey. Mas há vida além dos craques em Argentina e Espanha.

Eles não são os protagonistas e talvez nem apareçam em destaque nas fotos dos jornais e sites que exaltem uma eventual conquista. Mas é possível que sem esses heróis “invisíveis”, nenhuma destas seleções estaria nesta decisão.

É verdade que Messi tem sido crucial para o sucesso argentino na Copa. Dos 19 gols da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção), o camisa 10 participou de 12, com oito gols – artilheiro da competição – e quatro assistências. Mas para o atacante decidir lá na frente, Cristian Romero, por exemplo, tem sido fundamental no sistema defensivo.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu um sistema de avaliação dos jogadores de cada seleção a partir de dados coletados durante as partidas, chamado Power Ranking. No caso de atletas de linha, são três categorias: ataque, criatividade e defesa.

É nesta última que Romero se destaca, com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na última quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), pelas semifinais, ninguém superou o zagueiro nas ações defensivas (7.79).

O defensor também foi importante no ataque. O gol de cabeça, após cruzamento de Messi, marcado aos 34 minutos do segundo tempo da partida contra o Egito, pelas oitavas de final, quando os hermanos perdiam por 2 a 0, deu início à reação argentina, que venceria o confronto em Atlanta por 3 a 2.

Companheiro de Romero na zaga, Lisandro Martínez é outra peça fundamental à Argentina no Mundial. Apesar da estatura considerada baixa para um jogador da posição (1,75 metro), o defensor chama atenção pela liderança e o senso de posicionamento, que justificam a confiança do técnico Lionel Scaloni.

Além disso, Lisandro tem auxiliado as movimentações ofensivas da Albiceleste com qualidade nas bolas longas. Foi a partir de um lançamento preciso do zagueiro, da intermediária, que Messi abriu o marcador contra Cabo Verde no duelo pelos 16 avos de final. Naquele jogo em Miami (Estados Unidos), o zagueiro também balançou as redes, após cobrança de escanteio do camisa 10.

Quem colaborou para esse gol de Lisandro, desviando a bola para o zagueiro finalizar, foi outro que não se destaca exatamente pela estatura (1,76 metro), mas tem chamado atenção, principalmente, no jogo aéreo. A cada confronto, Alexis Mac Allister se firma como elemento surpresa da Argentina.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Alexis Mac Allister in action IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
O meia argentino Alexis Mac Allister, de 1,76m, se destacou no Mundial principalmente pelo jogo aéreo e precisão nos chutes: ele acertou duas vezes a trave na semifinal contra a Inglaterra – Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

Foi pelo alto que ele fez o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, em Kansas City (Estados Unidos), nas quartas de final. Contra a Inglaterra, o meia acertou duas vezes a trave, uma de cada lado. Na primeira delas, apareceu no meio de dois zagueiros bem mais altos para cabecear. É um alvo para não se descuidar.

E se há uma defesa que não tem se descuidado é justamente a da Espanha, que sofreu apenas um gol na Copa. Era sabido que a trinca formada pelos zagueiros Aymeric Laporte e Pau Cubarsi e pelo lateral-esquerdo Marc Cucurella seria difícil de superar. O lado direito, porém, suscitava dúvidas sem o experiente Dani Carvajal, que perdeu espaço devido a lesões.

Dúvidas que Pedro Porro extinguiu. No Power Ranking da Fifa, ele tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção. No ataque, as tramas com Yamal pela direita já renderam dois gols ao lateral, inclusive o que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a França, em Dallas (Estados Unidos), pelas semifinais.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Alex Baena and Marc Cucurella REUTERS/Lisi Niesner
Pedro Porro (no alto na foto) tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção, de acordo com o Power Ranking da Fifa – Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Mas os gols decisivos têm sido a especialidade de Mikel Merino neste Mundial. Foram dois, ambos saindo da reserva, que sentenciaram os triunfos por 1 a 0 sobre Portugal, em Dallas, pelas oitavas; e por 2 a 1 para cima da Bélgica, em Los Angeles (Estados Unidos), nas quartas.

E dá para dizer que esse “heroísmo” de Merino não surpreende. Foi dele o gol, no último minuto da prorrogação do confronto diante da Alemanha, que levou a Espanha às semifinais da Eurocopa de 2024. A Fúria (apelido da seleção espanhola) viria a ser campeã do torneio.

Se está difícil brigar por vaga de titular em um meio-campo que tem Rodri, Fabian Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Gavi, o diferencial de Merino é a versatilidade trabalhada no Arsenal (Inglaterra), em que é comandado pelo também espanhol Mikel Arteta. O meia aprendeu a ser um elemento surpresa e, por vezes, o chamado “falso 9 “, um centroavante que não é fixo à área e recua para buscar a bola.

Já Mikel Oyarzabal é um atacante de ofício. Não é daqueles lembrados quando se elencam os candidatos a artilheiro, mas os números pela Espanha, principalmente desde que fez o gol do título da Eurocopa há dois anos, contam outra história. São 18 gols nos 22 jogos seguintes à final de 2024, contra a Inglaterra. Nesta Copa, já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até aqui.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - France v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 14, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
O atacante Mikel Oyarzabal balançou a rede nas seis finais que disputou ao longo da carreira. Nesta Copa, ele já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até o momento – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução

Além disso, se ele está em campo em uma final, é certeza de bola na rede. Não é exagero. Oyarzabal fez gols nas seis que disputou na carreira. Entre elas, a da Olimpíada de Tóquio (Japão), vencida pelo Brasil. Em três das decisões, saiu campeão. Além da Eurocopa, o atacante deixou a marca dele em duas conquistas da Real Sociedad na Copa do Rei, em 2021, contra o rival Athletic Bilbao (foi o do título) e este ano, diante do Atlético de Madrid.

É natural que as câmeras e holofotes, a partir do momento que argentinos e espanhois entrarem em campo, voltem-se a Messi e Yamal. Mas não estranhem se a bola do título sobrar nos pés – ou na cabeça – de algum outro herói, que deixará de ser invisível para escrever o nome na história do maior momento do futebol mundial.

Em jogo esperado há meses, Argentina e Espanha disputam final da Copa

Soccer, Men: World Cup, France vs. Spain, Final Round, Semifinal, Dallas Stadium. Lamine Yamal (Spain) in action. PLEASE NOTE: In accordance with FIFA regulations, these images may be used exclusively for editorial purposes. Commercial use is prohibited. Furthermore, no video-like sequences may be created, and no alterations may be made to either the foreground or background of the image.

A Copa do Mundo de 2026 chega a sua grande final neste domingo (18) num confronto inédito pelo título entre Argentina e Espanha, que nunca antes se enfrentaram na fase final da competição.

Atual campeã mundial, a Argentina busca coroar a era Lionel Messi com mais uma conquista, após terem vencido duas Copas Américas e um Mundial nos últimos cinco anos.

Já a Espanha persegue seu segundo Mundial com um time jovem, mas elevando ao estado da arte uma forma consagrada de jogar, com numerosos passes velozes e certeiros, a mesma dinâmica de jogo que resultou na conquista de sua primeira Copa, em 2010, na África do Sul.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Saudi Arabia - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 21, 2026 Spain's Lamine Yamal and Pau Cubarsi before the match IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Group H – Spain v Saudi Arabia – Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. – June 21, 2026 Spain’s Lamine Yamal and Pau Cubarsi before the match IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis – Reuters/BRETT DAVIS/Arquivo/Proibida reprodução

O confronto tem sabor de pendência para as duas seleções, que deveriam ter se enfrentado em março na Finalíssima, torneio que colocaria frente a frente as atuais campeãs da Copa América e da Eurocopa. A partida, contudo, acabou cancelada por questões logísticas e de calendário.

Comprovando a força do longo trabalho do técnico argentino Lionel Scaloni, que assumiu a seleção ainda em 2018, e do treinador Luis de la Fuente, à frente da Espanha desde o fim de 2022, os dois times acabaram realocando o embate para a final do Mundial.

A Argentina, por um lado, vem embalado por uma campanha com aproveitamento total, vencendo todas as sete partidas até a final. No caminho, protagonizou três viradas antológicas na parte final das partidas, como o 3 x 2 sobre Cabo Verde na fase de 16 avos, um novo 3 x 2 sobre o Egito nas oitavas e um dramático 2 x 1 sobre a Inglaterra na semifinal.

A Espanha, por sua vez, teve a moral elevada ao derrotar na semifinal a França, seleção amplamente tida como favorita ao título de 2026. Brilhou na partida o estilo espanhol de jogar conhecido mundialmente como tik taka – passes curtos, rápidos e numerosos até uma finalização certeira.

Entre as curiosidades da partida, está o fato de Scaloni ter sido aluno de Fuente no curso de formação de treinadores da federação espanhola.

Lionel Messi, Bebê, Yamal, Banho
Lionel Messi, Bebê, Yamal, Banho – Joan Monfort/Unicef

Outro acontecimento improvável em torno do confronto é o fato de Messi, quando tinha 20 anos, ter dado banho em Lamine Yamal, astro de apenas 19 anos do time espanhol, quando este era apenas um bebê com menos de um ano. Os dois agora Lamine Yamal estarão cara a cara em uma final de Copa do Mundo.

Isso aconteceu em 2007, em fotos para um calendário beneficente promovido pelo jornal catalão Diari Sport, em parceria com o Barcelona – onde Messi atuava – e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Na semana anterior à final, a imagem viralizou nas redes sociais e teve a veracidade confirmada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Onde assistir

Os dois times entram em campo às 16h, no MetLife Stadium, que fica na cidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida pode ser assistida na TV aberta, em canais pagos ou por meio de streaming, nos canais TV Globo, Globoplay, ge TV, sportv, NSports, SBT e Cazé TV.

Antes do jogo, a partir das 14h30, ocorre a cerimônia de encerramento da Copa do Mundo. Pela primeira vez na história, haverá também um show no intervalo da partida. A apresentação segue os moldes do SuperBowl – grande final da NFL, campeonato estadounidense de futebol americano – e está prevista para 11 minutos. Entre os artistas confirmados estão Shakira, Madonna e Justin Bieber.

O técnico escolhido pela Fifa para apitar a final foi o esloveno Slavko Vinčić, primeiro árbitro da Eslovênia a ser escalado para a função. É o mesmo que apitou a partida entre Brasil e Marrocos, que terminou em 0 a 0, na fase de grupos da competição.

O trio de arbitragem é completado pelos também eslovenos Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič. O jordaniano Adham Makhadmeh será o quarto árbitro e o alemão Bastian Dankert ficará a cargo de ser o árbitro de vídeo (VAR).

Ao lado de Túlio Gadelha, Maurício Rands defende chapa “Lula, Raquel e Túlio” para 2026

O pré-candidato a deputado federal Maurício Rands (Avante) publicou um vídeo ao lado do pré-candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD) reforçando a aproximação política entre os dois e o alinhamento com o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora Raquel Lyra. A gravação foi feita durante um encontro do Avante, realizado neste fim de semana.

Logo no início do vídeo, os dois destacam a expressão “Luquélio”, em referência à chapa formada por “Lula, Raquel e Túlio”. “É o voto Luquélio. Lula, Raquel e Túlio”, afirmam. Em seguida, Maurício Rands ressalta que o encontro serviria para formalizar o apoio de prefeitos e pré-candidatos do Avante ao projeto de Túlio Gadelha para o Senado nas eleições de 2026.

Túlio Gadelha também destacou a importância da aliança e fez elogios ao aliado. “É muito importante estar com o Maurício Rands ao lado, que representa muito para a gente, pela sua história, pela sua trajetória, pela sua coerência”, declarou. O parlamentar ainda defendeu a ampliação da base política que apoia os governos federal e estadual.

Na mesma gravação, Túlio afirmou que o objetivo é reunir mais partidos em torno do projeto político. “É importante também trazer todos esses partidos para a base do presidente Lula, da Raquel Lyra, que estão fazendo a transformação do Brasil e de Pernambuco”, disse. O vídeo reforça a movimentação dos aliados de olho na formação das chapas para as eleições de 2026.

Prazo para convenções partidárias começa nesta segunda-feira (20)

Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para os partidos políticos fazerem suas convenções. Essa é uma das etapas mais importantes do período eleitoral, pois é nas convenções que os partidos definem seus candidatos aos cargos em disputa.

Os partidos terão até o dia 5 de agosto para realizarem suas convenções e enviarem as informações dos candidatos e seus respectivos números para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse envio é feito através do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet.

Além da escolha dos representantes dos partidos nas eleições, são sorteados os números com os quais cada candidato concorrerá. O partido tem direito a manter o número de legenda usado na eleição anterior. Os candidatos também têm o direito de manter o número que usaram na eleição anterior para o mesmo cargo.

Também é na convenção que o partido formaliza coligação com um ou mais partidos.

Em 2026, os eleitores vão votar para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal).

Este ano, os partidos deverão fazer convenções estaduais, para escolha de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, deputados federais, estaduais e distritais. A convenção nacional decide os candidatos a presidente e vice-presidente da República, ou a participação em uma coligação nacional.

Partidos que já marcaram convenções nacionais

Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 20 de julho
Partido Liberal (PL) – 25 de julho
Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho
Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho
Partido Novo (Novo) – 27 de julho
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
Partido Verde (PV) – 31 de julho
Missão – 1º de agosto
Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto
Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto
Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto