“A gratidão ao presidente Lula é indiscutível”, afirma Raquel durante debate da TV Jornal

Durante participação no debate da TV Jornal, nesta quinta-feira (1°), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou as realizações da sua gestão em parceria com o presidente Lula. Raquel pontuou que tem trabalhado desde o início da sua gestão contando com o apoio do governo federal. Entre as obras elencadas estão a entrega da BR-104 e o Canal do Fragoso.

“A gratidão ao presidente Lula é indiscutível, a gente trabalhou muito junto e eu quero fazer ainda mais. Pernambuco carecia de uma governadora que tivesse sensibilidade e quisesse buscar o apoio. E essa eleição é sobre isso, quem governa e quem a gente coloca como prioridade. O pernambucano vai escolher o presidente e eu já estou trabalhando com o presidente e mostrei que sei fazer muito mais. Pernambuco está pronto para crescer e viver os melhores anos da sua história e eu estou pronta para ser governadora de novo”, destacou Raquel.

“Eu fui ao presidente Lula na primeira semana de governo. Pedi a ele que a gente pudesse trabalhar junto para a gente fazer Pernambuco crescer. Conseguimos garantir os investimentos do governo federal acontecendo aqui e sou muito grata ao presidente Lula. Com ele, retomamos a obra do Canal do Fragoso e entregamos no final do ano, retomamos a obra da BR-104, que já entregamos, entregamos 34 mil casas em Pernambuco com o Morar Bem e Minha Casa, Minha Vida, projetos juntos para avançarmos”, detalhou Raquel.

Jorge Quintino propõe reforço nas ações para jovens que deixam as casas de acolhimento

O vereador Professor Jorge Quintino (Pode) apresentou um requerimento na Câmara Municipal de Caruaru para que seja realizado um levantamento das ações já desenvolvidas pelo município para adolescentes e jovens que deixam os serviços de acolhimento institucional ou familiar.

A partir desse diagnóstico, a proposta é identificar, se necessário, pontos que possam ser aprimorados nas ações já existentes.

A iniciativa também busca fortalecer o acompanhamento desses jovens durante a transição para a vida autônoma, considerando as necessidades de cada um nesse período.

“Sabemos que a gestão do prefeito Rodrigo Pinheiro já desenvolve ações voltadas para esse público. O que estamos propondo é conhecer melhor esse trabalho, identificar o que pode ser aprimorado e fortalecer essa rede de proteção para que esses jovens tenham mais condições de seguir suas vidas com autonomia”, afirmou Jorge Quintino.

O requerimento segue para análise.

“A gratidão ao presidente Lula é indiscutível”, afirma Raquel durante debate da TV Jornal

Participando do debate da TV Jornal, nesta quinta-feira (1°), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou as realizações da sua gestão em parceria com o presidente Lula. Raquel pontuou que tem trabalhado desde o início da sua gestão contando com o apoio do governo federal. Entre as obras elencadas estão a entrega da BR-104 e o Canal do Fragoso.

“A gratidão ao presidente Lula é indiscutível, a gente trabalhou muito junto e eu quero fazer ainda mais. Pernambuco carecia de uma governadora que tivesse sensibilidade e quisesse buscar o apoio. E essa eleição é sobre isso, quem governa e quem a gente coloca como prioridade. O pernambucano vai escolher o presidente e eu já estou trabalhando com o presidente e mostrei que sei fazer muito mais. Pernambuco está pronto para crescer e viver os melhores anos da sua história e eu estou pronta para ser governadora de novo”, destacou Raquel.

“Eu fui ao presidente Lula na primeira semana de governo. Pedi a ele que a gente pudesse trabalhar junto para a gente fazer Pernambuco crescer. Conseguimos garantir os investimentos do governo federal acontecendo aqui e sou muito grata ao presidente Lula. Com ele, retomamos a obra do Canal do Fragoso e entregamos no final do ano, retomamos a obra da BR-104, que já entregamos, entregamos 34 mil casas em Pernambuco com o Morar Bem e Minha Casa, Minha Vida, projetos juntos para avançarmos”, detalhou Raquel.

Justiça Federal suspende auditoria do Ministério da Saúde contra hospital de referência do Agreste

Decisão

A Justiça Federal em Pernambuco determinou a suspensão dos efeitos do relatório final da Auditoria nº 20.034, conduzida pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS) contra a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A decisão, de caráter liminar, proíbe qualquer cobrança, retenção de repasses ou inscrição da instituição em cadastros de inadimplência até o julgamento final da ação. A decisão derruba a fake news contra a unidade de saúde, utilizada, inclusive, pelo candidato a governador pelo PSB, João Campos, no debate da TV Jornal desta quinta-feira (1º). Ao conceder a medida, o juiz da 23ª Vara Federal descreveu falhas na forma como a auditoria foi conduzida.

Segundo a decisão, a equipe de fiscalização adotou postura de presunção de má-fé da instituição, impondo a devolução de R$ 337 mil referentes a 46 internações sem analisar as justificativas técnicas apresentadas pelos cirurgiões. A decisão registra ainda que a auditoria concedeu apenas cinco dias úteis para a defesa do hospital, quando a norma do próprio Ministério da Saúde assegura quinze. E deixa claro que, em nenhum momento, a fiscalização constatou inexecução de procedimentos, atendimentos fictícios ou fraude: as divergências se limitaram ao preenchimento de formulários administrativos.

A Justiça também considerou desproporcional a imputação. O valor questionado corresponde a menos de 1,65% de todo o montante auditado, referente a recursos repassados entre 2023 e 2025. Para a decisão, a auditoria ainda avançou sobre o mérito do ato médico, ao reclassificar técnicas cirúrgicas e exigir requisitos que a legislação reserva à avaliação do cirurgião responsável.

Consta dos autos, como relato da instituição, que a direção do órgão de auditoria convocou os meios de comunicação em frente ao hospital para anunciar suspeitas de favorecimento político antes da conclusão dos trabalhos e da apresentação da defesa.

A Casa de Saúde é a única unidade de alta complexidade em oncologia e nefrologia da V Região de Saúde de Pernambuco, referência para 21 municípios do Agreste Meridional e em funcionamento há 55 anos.

Confira os principais pontos da decisão:

“Presumiu má-fé… mandou devolver R$ 337 mil sem analisar a defesa” — O juiz diz que a equipe “adotou postura de presunção de má-fé do administrado” e que, quanto às 46 AIHs (R$ 337.237,50), “aparentemente não apreciou as justificativas de mérito”. Confere. Só um ajuste de precisão: são R$ 337 mil nesse bloco específico das 46 AIHs, não o total. O texto está correto ao ligar os R$ 337 mil à má-fé.

“5 dias onde a lei garante 15”

“Nenhuma fraude, nenhum atendimento falso, tudo era formulário” — na decisão, fundamentação do juiz: “em nenhum momento, a auditoria do DENASUS constatou inexecução física dos procedimentos, criação de atendimentos fictícios, ‘fantasmas’ ou fraudes materiais” e “as divergências limitaram-se à falta transitória ou preenchimento incompleto de formulários”.

“Menos de 1,65%, o juiz chamou de desproporcional” — na decisão, fundamentação do juiz: “percentual inferior a 1,65%” e a conclusão de que a imputação é “desproporcional”.

“Quis corrigir cirurgiões na mesa, algo que a lei não permite” — na decisão, fundamentação do juiz, que fala em invasão do “mérito privativo do ato médico (Lei nº 12.842/2013)”.

PRF apreende 31 Kg de maconha escondidos em saco de ração

Um homem de 48 anos que transportava 31 Kg de maconha em uma caminhonete foi detido, na noite de quarta-feira (30), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 232, em Sertânia, no Sertão pernambucano. A droga estava escondida dentro de fardos de ração, para tentar enganar a fiscalização.

Policiais realizavam uma fiscalização na unidade de Cruzeiro do Nordeste, quando abordaram uma caminhonete com placas do Mercosul. O motorista informou que estava transportando farelo de milho para ser usado como ração animal, mas não possuía a nota fiscal da mercadoria.

Ao verificar a carroceria do veículo, a equipe percebeu um volume maior do que o normal nos fardos de ração e uma consistência mais firme no produto. Ao abrir uma das sacas, encontraram a droga embalada com fita adesiva.

O motorista admitiu que havia pego a maconha em Floresta, também no Sertão, e iria realizar a entrega da droga em João Pessoa, na Paraíba. Ele disse que já tinha passagem na polícia por tráfico de drogas no ano passado.

O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Arcoverde. Ele poderá responder por tráfico de drogas, que prevê pena de cinco a 15 anos de reclusão.

Rodrigo Pinheiro destaca obras de acesso ao Autódromo e reforça parceria com Raquel Lyra

Pedro Augusto/Blog Capital

O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, destacou, em vídeo publicado nas redes sociais, o avanço das obras de infraestrutura no acesso ao Autódromo Internacional Ayrton Senna. A intervenção inclui pavimentação e iluminação da área, criando uma nova estrutura de acesso ao equipamento.

Segundo Rodrigo, a obra conta com participação da Prefeitura de Caruaru e do Governo de Pernambuco, em parceria com a governadora Raquel Lyra. A pavimentação do acesso ao autódromo foi licitada pelo Governo do Estado, com investimento superior a R$ 2,1 milhões.

“O acesso sendo concluído. Quero agradecer à nossa governadora Raquel Lyra. É uma ação que também contou com obras da Prefeitura, com a iluminação. Esse acesso não existia, não existia nem rede de água. O autódromo passou esse tempo parado, mas a gente está com o projeto pronto, com o planejamento, fazendo aquilo que precisa ser feito e cuidando da estrutura ao redor para, em breve, reinaugurar o Autódromo de Caruaru”, afirmou Rodrigo.

Na avaliação política do prefeito, a intervenção integra o Minha Rua Nova, programa da gestão municipal voltado à pavimentação de ruas e melhoria da infraestrutura urbana. A iniciativa prevê a execução de obras em centenas de vias de Caruaru.

Rodrigo aproveitou ainda para reforçar o discurso de parceria com Raquel Lyra e destacar a continuidade das ações. “A gente segue avançando, cumprindo aquilo que vem falando, porque a gente só trabalha com a verdade. E lembrando que aqui é mais uma ação do programa Minha Rua Nova”, declarou.

A requalificação do Autódromo Ayrton Senna vem sendo tratada como uma das obras estratégicas para a retomada do equipamento, que está sem atividades há anos. Prefeitura e Governo do Estado já realizaram etapas técnicas relacionadas ao projeto de reabertura.

Raquel Lyra abre 6 pontos de vantagem contra João Campos e encaminha vitória no primeiro turno

Faltando poucos dias para as eleições, a nova pesquisa do instituto Índice aponta a liderança mantida pela governadora Raquel Lyra (PSD) durante praticamente toda a campanha. A candidata à reeleição pontua 47%, contra 41% de João Campos (PSB), abrindo seis pontos, podendo encerrar a disputa já no domingo (4).

No cenário espontâneo, Raquel também lidera com 39%, contra 32% de João, comprovando que seu nome está em evidência para o eleitorado em todos os cenários. Chama atenção, ainda, a vantagem de Raquel entre as mulheres. São 49% das intenções de voto entre essa parcela da população, 10 pontos percentuais a mais do que seu adversário.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número PE-02709/2026

Evangélicos são alvo de disputa, mas rejeitam uso eleitoral de igrejas

São Paulo (SP) 30/05/2024 - 32ª edição da Marcha para  Jesus na avenida Tiradentes. O tema deste ano é “Dupla Honra”, uma referência ao texto bíblico de Isaías 61:7.

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

“O voto deveria ser do cidadão e não da religião”, afirma o pastor Lucas Oliveira, 30 anos, que atua em uma igreja batista de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A frase do pregador evangélico, em conversa com a Agência Brasil, sintetiza uma das principais contradições reveladas pela pesquisa nacional Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), em parceria com a Quaest Pesquisa e Consultoria, divulgada na semana passada.

Embora evangélicos e cristãos em geral, incluindo católicos, estejam no centro da disputa política nas eleições de 2026, como também estiveram em pleitos anteriores, a maioria rejeita que igrejas sejam transformadas em espaços de campanha ou que lideranças religiosas indiquem em quem os fiéis devem votar. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados são contrários à indicação de voto por pastores e padres, enquanto 82% rejeitam a discussão política durante cultos e missas e 90% são contra campanhas eleitorais dentro dos espaços religiosos.

Isso, porém, não significa que a religião esteja afastada da política. Para a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, a influência, atualmente, ocorre menos pela transferência direta de votos e mais pela formação de valores, identidades e pertencimentos. “É mais correto falar em mediação religiosa do voto do que em transferência de votos”, aponta.

Segundo a pesquisadora, a politização dos templos, que se tornou comum nas eleições legislativas desde os anos 1990 e se intensificou nas eleições presidenciais a partir de 2018, gerou fortes divisões nas comunidades. Os fiéis passaram a entender que podem formar sua opinião política sem uma influência direta por parte das lideranças.

“A presença forte de lideranças no debate eleitoral não contradiz esse dado. Ela mostra que essas lideranças atuam para além do templo: na mídia, nas redes, no Parlamento. Além disso, a indicação de voto não é uniforme. Ela se concentra em algumas denominações, como a Universal, a Quadrangular e as assembleias de Deus. O que a pesquisa mostra é a distância entre o protagonismo público de certas lideranças e o que a base dos fiéis considera legítimo dentro do espaço religioso”, analisa.

Pastor Lucas Oliveira. Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal
Pastor Lucas Oliveira – Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal

O pastor Lucas vem observando esse fenômeno nos últimos anos, e fala do trauma sofrido nas comunidades religiosas por causa do impacto do discurso eleitoral e da divisão interna que isso causou.

“Conheço pastor que lá em 2018 estava fervorosamente apoiando candidaturas, mas que hoje não quer nem tocar nesse assunto, quer esquecer que um dia fez campanha política. Porque com isso ele perdeu um número expressivo [de fiéis] da igreja. E o número não volta. Eu recebi muita gente. Nesse período, eu dialoguei com muita gente que estava machucada. Então, a igreja hoje, quando o assunto é política, se tornou um lugar de pessoas machucadas”, relata.

O pastor Moisés Blanco, 46 anos, da Igreja Batista Peregrina, em Natal, identifica uma reação dentro do campo evangélico à politização dos espaços religiosos. Ele participa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que reúne religiosos de todo o país contrários e preocupados com uso político dos templos.

Pastor Moisés Blanco. Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal
Pastor Moisés Blanco – Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal

“Essa consciência faz parte da gênese da maioria dos protestantes, da maioria dos evangélicos”, afirma. Blanco relaciona essa preocupação à tradição protestante de defesa da liberdade de consciência, posteriormente desenvolvida por correntes que passaram a defender de forma explícita a separação entre Igreja e Estado.

“Era a luta contra o absolutismo, contra justamente essa unificação de Estado e rei e uma religião que era reflexo do próprio Estado”, afirma Blanco ao se referir ao legado histórico do protestantismo, e que agora é negado por segmentos evangélicos que tentam, segundo ele, impor uma agenda religiosa sobre o ambiente público.

Radiografia cristã

A pesquisa Iser/Quaest foi realizada por meio de 15 mil entrevistas presenciais em 412 municípios brasileiros, em janeiro e fevereiro deste ano, incluindo todas as 27 capitais. Com margem de erro de 1%, constitui a mais abrangente e detalhada radiografia sobre como a fé e as mudanças no pertencimento religioso se entrelaçam com valores morais e a política na sociedade brasileira contemporânea.

Entre os principais dados, o levantamento mostra que o segmento evangélico é heterogêneo e corresponde hoje a 29% da população brasileira. No interior desse grande grupo social, sete em cada dez são pentecostais (70%), mas há parcelas relevantes de protestantes (17%) e os chamados evangélicos sem igreja (10%).

A denominação Assembleia de Deus segue sendo a maior do país, concentrando 32% dos fiéis evangélicos, seguida por 28% dos fiéis que declaram pertencer a milhares de outras denominações pequenas e médias. Já evangélicos sem igreja e batistas aparecem com 10% cada. Congregação Cristã, Igreja Universal e Igreja do Evangelho Quadrangular representam respectivamente 7%, 5% e 4% dos evangélicos, de acordo com a pesquisa Iser/Quaest.

Já o catolicismo representa 50% da população, mas a pesquisa distingue praticantes (31%) de não praticantes (19%). Os católicos praticantes apresentam níveis de engajamento semanal e hábitos de oração comparáveis aos dos evangélicos. Além disso, a pesquisa também mostra a adaptação das práticas católicas ao consumo de entretenimento religioso e às novas tecnologias.

Ambiente digital da fé

Se por um lado a pesquisa apontou que o fiel rejeita a politização do templo, a religião e os valores a ela associados continuam presentes nas redes, nos grupos e nas relações de confiança fora da igreja, mas influenciando o comportamento político dos cristãos no ambiente digital.

Entre os dados coletados, por exemplo, 66% dos entrevistados afirmaram utilizar o WhatsApp como espaço de articulação de comunidades e grupos religiosos online.

“As redes sociais e o WhatsApp permitem que a religião esteja na política sem passar pelo púlpito. A mensagem política chega pelo grupo da igreja, pelo influenciador religioso ou pelo vídeo compartilhado pela família, sem a formalidade de uma indicação no culto. Assim, a mediação religiosa se desloca do templo para um ambiente digital mais difuso, mas igualmente ancorado em relações de confiança”, afirma a pesquisadora Lívia Reis.

No segmento católico, de acordo com o levantamento, há forte concentração em lideranças clericais de grande alcance, como Frei Gilson e outros padres que atuam nas mídias. No campo evangélico, a liderança digital aparece pulverizada em uma ampla lista de nomes, com Bispo Deive Leonardo à frente, junto com influenciadores e figuras do campo político que também são vistos como religiosos. No campo político, os evangélicos declaram se informar sobre política mais pelo WhatsApp, enquanto os católicos recorrem mais à televisão.

A religião também transborda para o consumo cultural: 73% dizem ter a Bíblia ou seus versículos como fonte de ensinamentos para a vida e 67% consomem música gospel. Um percentual de 59% diz consumir filmes e séries religiosas. Esse tipo de conteúdo alcança inclusive pessoas de outras religiões não cristãs e sem religião.

Como a religião determina o voto

Se a religião não determina automaticamente o voto, ela participa de sua construção por meio de valores, identidades e redes de pertencimento, mostra a pesquisa Iser/Quaest. Apesar de evitar ou até rejeitar uma orientação eleitoral pronta de sua liderança, o fiel elabora sua posição a partir de repertórios religiosos que se combinam a experiências de classe, raça, gênero, território, escolaridade e outros fatores.

Entre católicos brancos, por exemplo, há equilíbrio de preferências, enquanto entre católicos negros (pretos e pardos) a vantagem de candidatos de esquerda é mais expressiva, indica o levantamento. Entre evangélicos com ensino fundamental incompleto, o apoio às candidaturas de esquerda se aproxima das candidaturas de direita.

Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Foto: Cristian Maciel/Divulgação
Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser) –  Foto: Cristian Maciel/Divulgação

“A pesquisa mostra onde a religião faz diferença nas opiniões. Ela pesa em temas morais, como a aceitação da diversidade sexual, a ideia de que o Estado deveria defender valores cristãos e o ensino religioso cristão nas escolas públicas. Mas pesa pouco em políticas públicas. Vacinação, educação sexual como prevenção ao abuso, rejeição ao homeschooling e apoio a políticas sociais têm alta concordância em todos os grupos religiosos”, explica Lívia Reis.

Dos 54% que se declaram conservadores, 75% apoiam o Bolsa Família e 66% são a favor da taxação dos mais ricos. Como a pesquisa não mede diretamente o que define o voto de cada pessoa, não dá para cravar que as pautas morais são prioritárias.

Outros números revelados na pesquisa também desafiam a associação automática entre identidade evangélica e posições conservadoras em determinados temas morais. Entre os evangélicos, 79% apoiam a educação sexual nas escolas, 80% são favoráveis ao uso de métodos contraceptivos e cerca de 90% rejeitam o homeschooling. Na questão do aborto, a divisão é ainda mais evidente: 47% são favoráveis à punição e 45%, contrários, com diferenças que variam não apenas segundo a religião, mas também de acordo com renda e escolaridade.

“Dizem que eu sou muito progressista para o espaço que entendem como conservador e muito conservador para um espaço progressista. Mas eu me identifico hoje como um cristão”, aponta o pastor Lucas, de Nova Iguaçu. “Essa diferença entre conservador e progressista se trata de duas faces da mesma moeda”, acrescenta.

Para Lívia Reis, os dados sugerem que as pautas morais funcionam como marcadores de identidade e de pertencimento, mobilizando mais o debate público, mas que elas convivem com posições bem menos polarizadas sobre temas concretos da vida social.

Um episódio recente envolvendo Nossa Senhora Aparecida mostrou como esse debate pode ganhar força fora dos espaços religiosos. O caso veio à tona após surgirem, na semana passada, informações segundo as quais grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O candidato do PL nega.

Flávio Bolsonaro então acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. Ele obteve uma liminar favorável do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou centenas de remoções de conteúdos na internet.

No entanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão de Mendonça para liberar a postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Mas, nessa terça-feira (29), uma terceira decisão, desta vez do ministro Luiz Fux, restabeleceu a suspensão das postagens sobre o caso.

Nesta quarta-feira (30), o TSE começou a julgar se mantém a decisão do ministro André Mendonça que ordenou a retirada de postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. Até o momento, somente o próprio Mendonça votou no julgamento, no sentido de manter a decisão pela derrubada das publicações. A sessão virtual está marcada para durar até as 23h59 desta quarta.

Fagner dos Animais destaca Sala Verde como novo espaço de educação ambiental em Caruaru

A Prefeitura de Caruaru inaugurou, nesta quarta-feira (30), a Sala Verde, um novo espaço voltado à educação ambiental no Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho, em Serra dos Cavalos. A iniciativa busca aproximar a comunidade da natureza e fortalecer as ações de conscientização e preservação desenvolvidas no parque.

A estrutura integra o Programa Salas Verdes, do Ministério do Meio Ambiente, e foi viabilizada com recursos do CONDICA. Foram investidos mais de R$ 90 mil em materiais e equipamentos para preparar o espaço, que poderá receber escolas, estudantes, professores, famílias e comunidades.

Durante a inauguração, o secretário de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, Fagner dos Animais, ressaltou que a Sala Verde representa mais uma ferramenta para transformar o contato com a natureza em conhecimento e consciência ambiental. “A gente quer que as pessoas conheçam o nosso patrimônio natural, entendam a importância de preservá-lo e percebam que também fazem parte desse cuidado. A Sala Verde nasce para ser esse ponto de encontro entre educação, natureza e comunidade”, destacou Fagner.

Com 359 hectares, o Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral e passa a contar com o novo espaço como apoio às atividades permanentes de educação ambiental.

João e Raquel se enfrentam em debate da TV Jornal nesta quinta-feira

Na reta final da campanha para o Governo de Pernambuco, os candidatos João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) se encontram, na quinta-feira (1º), para o último debate antes da votação do primeiro turno das eleições 2026.

Promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o encontro começa às 10h45, no Estúdio 1 da TV Jornal, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. As informações são do JC.

Onde assistir
O debate terá transmissão ao vivo pela TV Jornal/SBT Recife e Interior, além do JC PE e do Portal NE10. Também será possível acompanhar o encontro pelas páginas do Sistema Jornal do Commercio no Instagram, Facebook e páginas do YouTube.

O debate será apresentado pela jornalista Anne Barretto e terá quatro blocos. A dinâmica foi organizada para alternar momentos de apresentação, perguntas entre os candidatos sobre temas livres e uma rodada dedicada a assuntos específicos. O programa termina com as considerações finais dos três candidatos.

“A gente está convocando aqui para o último confronto de ideias dos três candidatos antes da eleição. A expectativa é muito grande, porque depois desse debate não haverá nenhum outro. É o último momento em que os candidatos vão poder se confrontar, confrontar as ideias e, evidentemente, um momento muito importante para o eleitor fazer a sua escolha”, disse Laurindo Ferreira, diretor de Jornalismo do SJCC.

A votação acontece três dias depois, no domingo (4). De acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1º de outubro é o último dia para a realização de debates no rádio e na televisão.

“É um debate que não ficará restrito à TV Jornal este ano, tem uma novidade grande. Todas as emissoras do e todas as mídias do Sistema Jornal do Commercio vão transmitir ao vivo. Então, o telespectador, o internauta ou o ouvinte vai fazer a sua escolha. Se ele quer assistir na televisão, se ele quer assistir na rádio, se ele quer ir para o YouTube, se ele quer acompanhar nas redes sociais”, completou Laurindo Ferreira.