Prefeitura de Caruaru abre inscrições para batalhas de rima e breaking do Circuito Hip Hop Junino

Estão abertas as inscrições para a Batalha de Rima do Circuito Hip Hop Junino, que será realizado nos dias 26 e 27 de junho, a partir das 19h, no Polo Itinerante do Morro Bom Jesus. A iniciativa reúne diferentes expressões da cultura urbana, com foco na valorização da juventude e no fortalecimento da cena hip-hop no município.

Além da Batalha de Rima, a programação contará com apresentações de breaking e pocket shows, reunindo artistas e atrações como DJ Rudá, Gutasso e CDM, em uma proposta de ocupação cultural dos espaços públicos e incentivo à produção artística local.

As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo link: https://forms.gle/U4JeYFKaBeFUkNW77.

A ação é promovida pela Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Executiva de Juventude (Sejuve), vinculada à Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome (SAS).

Pátio de Eventos vive noite histórica com Fagner e grandes apresentações na véspera de São João

Nem mesmo a chuva foi capaz de diminuir o ritmo da festa no Maior e Melhor São João do Mundo nesta terça-feira (23). Na véspera de São João, milhares de pessoas ocuparam o Pátio do Forró para acompanhar os shows de Nathalia Calazans, Fagner, PV Calado e Leo Magalhães.

A noite começou com a apresentação de Nathalia Calazans, que colocou o público para cantar ao relembrar clássicos da época de Saia Rodada e sucessos da carreira solo. O ponto alto da noite ficou por conta de Fagner. Com um repertório que atravessa gerações, o cantor protagonizou um daqueles momentos que ajudam a consolidar Caruaru como o Maior e Melhor São João do Mundo.

Na sequência, o caruaruense PV Calado subiu ao palco levantando a galera com um repertório recheado de sucessos e muita interação com o público. Fechando a noite, Leo Magalhães encerrou os shows em clima de romantismo, abrilhantando uma celebração que, ano após ano, transforma a Capital do Forró em destino de visitantes de todo o Brasil.

“Nasci e me criei em Caruaru e digo que essa é uma das maiores e melhores edições do São João que já vi. A cidade está cheia, é festa por todo lado e, mesmo com chuva, ninguém quer perder um dia sequer”, afirmou o comerciante José Carlos Ferreira.

Com estrutura, segurança e uma programação capaz de reunir diferentes gerações em torno da música, o Pátio do Forró mostrou mais uma vez a força da festa que faz de Caruaru referência para todo o país. A programação completa pode ser conferida no Instagram oficial do São João de Caruaru.

Caruaru homenageia Jorge de Altinho com estrela na Calçada da Fama do Forró nesta quinta-feira (25)

O cantor e compositor Jorge de Altinho receberá, nesta quinta-feira (25), uma homenagem especial da Prefeitura de Caruaru, por meio da Fundação de Cultura. O artista passará a integrar a Calçada da Fama do Forró, instalada no Museu do Forró, em reconhecimento à sua trajetória e à sua contribuição para a valorização da música nordestina e do forró em todo o país.

A solenidade acontecerá a partir das 16h e reunirá representantes da cultura, artistas, familiares, amigos e admiradores da obra do homenageado. Com uma carreira consolidada e marcada por sucessos que atravessam gerações, Jorge de Altinho se tornou uma das vozes mais importantes do forró, ajudando a fortalecer e difundir a cultura nordestina dentro e fora da região.

Natural de Olinda, mas criado em Altinho, no Agreste Pernambucano, o artista construiu uma relação próxima com Caruaru e com os festejos juninos da cidade, sendo presença constante na programação do Maior e Melhor São João do Mundo.

Criada em dezembro de 2025, a Calçada da Fama do Forró é inspirada na tradicional homenagem existente em Hollywood e tem como objetivo celebrar artistas que possuem relação histórica com o forró e com a cultura popular nordestina.

Aposta de Manaus leva prêmio de R$ 2,8 milhões na Mega-Sena

Casa lotérica na zona sul do Rio de Janeiro

Uma aposta de Manaus (AM) acertou as seis dezenas do Concurso 3.022 da Mega Sena, realizado nesta terça-feira (23), e vai receber o prêmio de R$ 2.813.548,14.

A aposta simples, com seis números, foi feita na Loterias Bemol.

Os números sorteados são: 02 – 03 – 08 – 11 – 17 – 22

102 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 8.964,74 cada
4.426 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 340,54 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (25), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

O prêmio principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Copa 2026 com Brasil em campo: veja as partidas desta quarta-feira

Trionda bola oficial da Copa do Mundo 2026. Foto: FIFA/Divulgação

A terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo começa nesta quarta-feira (24), com seis partidas distribuídas entre os grupos A, B e C. O destaque da rodada é para a partida entre Brasil e Escócia, às 19h pelo Grupo C, em Miami.

No mesmo horário, será disputada a outra partida da chave, entre Marrocos e Haiti, em Atlanta. Como previsto pelo regulamento, os jogos de cada chave ocorrem de forma simultânea na última rodada da fase de grupos, de forma a evitar favorecimento a alguma seleção.

As primeiras partidas do dia serão pelo Grupo B, às 16h. Suíça e Canadá se enfrentam em Vancouver, enquanto a equipe de Bósnia e Herzegovina encara o Catar, em Seattle.

A rodada do dia encerra às 22h com as partidas do Grupo A. O México enfrenta a República Tcheca, na Cidade do México; e a Coreia do Sul joga contra a África do Sul, em Monterrey.

Jogos desta quarta-feira, 24 de junho

16h – Suíça x Canadá (Grupo B)

16h – Bósnia e Herzegovina x Catar (Grupo B)

19h – Escócia x Brasil (Grupo C)

19h – Marrocos x Haiti (Grupo C)

22h – República Tcheca x México (Grupo A)

22h – África do Sul x Coreia do Sul (Grupo A)

Classificação nos grupos

Grupo C

Brasil – 4 pontos; saldo de gols: 3

Marrocos – 4 pontos; saldo de gols: 1

Escócia – 3 pontos; saldo de gols: 0

Haiti – 0 ponto; saldo de gols: -4

Resultados das duas primeiras rodadas

1ª rodada

Brasil 1 x 1 Marrocos

Haiti 0 x 1 Escócia

2ª rodada

Escócia 0 x 1 Marrocos

Brasil 3 x 0 Haiti

Brasil e Marrocos chegam à última rodada com quatro pontos cada, ocupando as duas primeiras posições da chave. A Escócia aparece na sequência, ainda com chances de classificação, enquanto o Haiti precisa de vitória e combinação de resultados para avançar entre as melhores terceiras colocadas nos 12 grupos.

O confronto entre Brasil e Escócia é direto na disputa por vaga, enquanto Marrocos tenta confirmar a classificação diante do Haiti.

– Grupo A

México – 6 pontos; saldo de gols: 3

Coreia do Sul – 3 pontos; saldo de gols: 0

República Tcheca – 1 ponto; saldo de gols: -1

África do Sul – 1 ponto; saldo de gols: -2

Resultados das duas primeiras rodadas

1ª rodada

México 2 x 0 África do Sul

Coreia do Sul 2 x 1 República Tcheca

2ª rodada

República Tcheca 1 x 1 África do Sul

México 1 x 0 Coreia do Sul

México chega à rodada final já classificado, com seis pontos obtidos nas duas primeiras rodadas.

Sua adversária, a República Tcheca, entra em campo na busca de pontos que podem garantir a classificação – em uma disputa direta com as duas equipes que se enfrentarão na outra partida do grupo: África do Sul e Coreia do Sul.

Com três pontos nas duas primeiras rodadas, a Coreia do Sul depende apenas de si para garantir vaga.

– Grupo B

Canadá – 4 pontos; saldo de gols: 6

Suíça – 4 pontos; saldo de gols: 3

Bósnia e Herzegovina – 1 ponto; saldo de gols: -3

Catar – 1 ponto; saldo de gols: -6

Resultados das duas primeiras rodadas

1ª rodada

Canadá 1 x 1 Bósnia e Herzegovina

Catar 1 x 1 Suíça

2ª rodada

Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina

Canadá 6 x 0 Catar

O principal confronto do Grupo B será entre as duas equipes que lideram a chave: Canadá e Suíça, com quatro pontos cada. A liderança da chave, portanto, será decidida nesta partida de hoje, o que garante ainda mais emoção para o confronto.

Com um ponto cada, Bósnia e Catar também entram em campo precisando de vitória para, em uma combinação de resultados, manter chances de classificação.

Anvisa e Receita Federal apreendem 25 mil cigarros eletrônico

Brasília - DF - 24/06/2026 - Anvisa e Receita Federal deflagram ação contra o comércio de cigarros eletrônicos. Foto Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal apreenderam mais de 25 mil cigarros eletrônicos, produto proibido no Brasil.

A Operação Rede de Fumaça, deflagrada esta semana, apreendeu ainda 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados.

Em nota, a Anvisa informou que o objetivo da operação é reduzir a oferta de produtos proibidos no mercado nacional e proteger a saúde pública.

“A agência reitera que os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos, representam um grave risco à saúde da população”.

“A preocupação é especialmente elevada em relação ao público jovem, que tem sido apontado como o principal alvo de fabricantes, importadores e distribuidores desse tipo de produto. É importante lembrar que a comercialização de DEF no Brasil é proibida pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024”, completou o comunicado.

Ainda segundo a Anvisa, pesquisas recentes apontam que o cigarro eletrônico pode ser a porta de entrada para o tabagismo.

“A iniciação ao uso de produtos de tabaco convencionais, a partir do uso de cigarros eletrônicos, tem sido objeto de diversos estudos, principalmente em relação a crianças e adolescentes”.

Segundo a agência, estudos mostram que há mais chances de usuários de cigarro eletrônico migrarem para o cigarro convencional, quando comparados a não usuários de DEF.

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que prorrogue prisão domiciliar

Brasília (DF) 07/08/2025 Fachada do condomínio Solar de Brasília, onde mora e cumpre prisão domiciliar o ex-presidente Jair Bolsonaro.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente da República (2020-2024) Jair Bolsonaro pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que prorrogue a prisão domiciliar concedida ao político em março deste ano.

A solicitação foi protocolada no fim da noite desta terça-feira (23), com um relatório médico atualizado na véspera (22). Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, o laudo demonstra que, embora permaneça estável, o quadro clínico do ex-presidente ainda exige atenção contínua e cuidados especiais.

“Tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas, acompanhamento multidisciplinar regular e monitorização contínua das múltiplas comorbidades apresentadas”, afirmou o advogado, em suas redes sociais.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista, o ex-presidente está cumprindo a pena em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, em bairro nobre da capital federal.

Ao atender o primeiro pedido da defesa, no final de março, Moraes autorizou o político a cumprir a pena em casa por 90 dias, prazo que termina nesta quinta-feira (25).

Em sua decisão, Moraes levou em conta laudos médicos que apontaram que o ex-presidente ainda apresentava sequelas de uma pneumonia que o fez passar 14 dias internado no hospital particular DF Star, em Brasília.

A expectativa inicial é de que o ministro se posicione, até esta quinta-feira, sobre se manterá o regime de cumprimento de pena do ex-presidente.

Arma de fogo
Moraes deve levar em conta também o fato de a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ter apreendido uma arma de fogo que, supostamente, pertence a Bolsonaro.

Na noite do último dia 15, ao parar um carro durante uma blitz de rotina, policiais militares apreenderam uma pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm), e um carregador sobressalente.

Conduzido até uma delegacia, o motorista do veículo se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Segundo a PCDF, que instituiu um inquérito para investigar o caso, o homem disse que a arma tinha apresentado problemas e que, por isso, pediram-lhe que a levasse para um especialista em reparos.

A pistola teria sido retirada da residência de Bolsonaro naquele mesmo dia e seria devolvida no dia seguinte.

Na manhã desta quarta-feira (24), Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, em até 48 horas, sobre se o ex-presidente cometeu falta disciplinar grave ao manter a arma consigo.

Segundo a Lei de Execução Penal, comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem.

Em sua decisão, Moraes revela que, ao prestar depoimento sobre o caso, na tarde de ontem, Bolsonaro confirmou que a arma é sua e está devidamente registrada. Além disso, o ex-presidente manteve a arma consigo porque “tinha três mulheres em casa” e, portanto, “não poderia ficar desarmado”.

O advogado Paulo Cunha Bueno confirmou, nas redes sociais, que a arma pertence a Bolsonaro.

“E tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e [para a] entrega da arma, esta deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde [Bolsonaro] hodiernamente [atualmente] se encontra custodiado”, escreveu Bueno nas redes sociais, confirmando que foi o ex-presidente quem, ao manusear a pistola, constatou que ela estava com problema.

“Razão pela qual solicitou a um dos seus seguranças, sargento do Exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, escreveu Bueno.

“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático [de menor relevância penal]”, concluiu o advogado, assegurando confiar no arquivamento do inquérito da Polícia Civil.

Nova plataforma aproxima investidores chineses da bolsa brasileira

FILE PHOTO: An employee counts Chinese 100 yuan banknotes at a branch of China Merchants Bank in Hefei, Anhui province June 21, 2013. REUTERS/Stringer/File Photo

O Brasil deu um novo passo para ampliar a aproximação com o mercado financeiro chinês. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou nesta quarta-feira (24) do lançamento da parceria que permitirá a disponibilização de dados do mercado de capitais brasileiro na Wind Financial Terminal, principal plataforma de informações financeiras da China.

A iniciativa conecta bases da B3, a bolsa de valores brasileira, à ferramenta usada por gestores de recursos, bancos, seguradoras e corretoras chinesas, criando uma ponte direta entre investidores asiáticos e ativos brasileiros.

A parceria faz parte de uma missão oficial da Fazenda à China, voltada a ampliar a cooperação financeira, atrair investimentos e avançar em agendas relacionadas à transição ecológica.

Dados em tempo real
Com a integração, usuários institucionais chineses terão acesso a informações do mercado brasileiro, como:

cotações de ativos;
índices de mercado;
estatísticas de negociação;
dados de referência;
séries históricas.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida reduz a distância entre investidores e oportunidades no Brasil, ao facilitar análises, comparações de mercado e decisões de alocação de recursos.

Antes do evento em Xangai, Durigan afirmou que a iniciativa fortalece a transparência e ajuda a posicionar o país como destino de investimentos internacionais.

“O Brasil tem se consolidado como um porto seguro e dinâmico para o capital estrangeiro. Ao integrarmos os dados da B3 à principal plataforma financeira da China, estamos construindo uma ponte de transparência que reduz distâncias e dá aos investidores asiáticos as ferramentas necessárias para participarem ativamente do nosso crescimento”, declarou.

O governo brasileiro avalia que o maior acesso às informações do mercado nacional pode diversificar as fontes de financiamento da economia e aumentar a presença de investidores chineses no país.

A expectativa é que a integração entre as plataformas ajude a fortalecer a cooperação financeira bilateral e amplie o fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira.

Missão à China
O lançamento da plataforma ocorre durante viagem oficial de Durigan a Xangai e a Pequim, com foco em ampliar a cooperação econômica entre Brasil e China.

A missão, que vai até sexta-feira (26), envolve discussões sobre instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração dos mercados financeiros dos dois países.

Entre os temas tratados estão:

emissão de títulos Panda Bonds (títulos públicos brasileiros no mercado chinês);
promoção do Programa Eco Invest Brasil;
Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP);
desenvolvimento do mercado regulado de carbono.
Segundo a Fazenda, a missão busca mobilizar recursos para projetos de transformação ecológica e fortalecer cadeias produtivas.

Além de mobilizar o capital necessário para a descarbonização da economia brasileira, informou a pasta, o Brasil busca modernizar a relação institucional com o país asiático, trazer investimentos produtivos, gerar inovação e fortalecer a integração de cadeias de valor.

Relação estratégica
A agenda inclui ainda encontros com instituições financeiras e organismos multilaterais. Também nesta quarta-feira (24), Durigan participou, como convidado, do Fórum Brasil–China sobre Finanças Verdes. Organizado por entidades não governamentais, o evento tem como foco o debate do papel das finanças sustentáveis na relação sino-brasileira.

Na tarde desta quarta (horário chinês), Durigan reuniu-se com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, em Xangai. O NDB também é conhecido como Banco do Brics.

Na quinta-feira (25) e na sexta (26), Durigan estará em Pequim, para a continuação da missão oficial.

Fabricação de produto alimentício gerou mais emprego em 2024, diz IBGE

Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro

A atividade de fabricação de produtos alimentícios foi a que mais empregou no Brasil em 2024, atingindo 2,1 milhões de pessoas. O total de pessoal ocupado ficou em 8,7 milhões. A ênfase é para as indústrias de transformação, que concentraram 97,1% do total.

Entre as atividades, destacam-se também a confecção de artigos de vestuário e acessórios (551,8 mil), a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (517,1 mil) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil).

Naquele ano, o mercado de trabalho no país tinha 8,7 milhões de pessoas empregadas em 358,4 mil empresas industriais. Em salários, retiradas e outras remunerações esse contingente recebeu R$ 481,1 bilhões.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual: Empresa e Produto (2024), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda em 2024, a receita bruta total dessas empresas atingiu R$ 8,8 trilhões, sendo a maior parte, R$ 7,4 trilhões, obtidos com a venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões em revenda e serviços não industriais e as demais receitas somando R$ 706,0 bilhões.

A receita líquida de vendas (RLV), calculada a partir da receita bruta com a dedução dos impostos sobre vendas, das vendas canceladas e dos descontos incondicionais, alcançou R$ 6,8 trilhões. As empresas tiveram ainda R$ 2,6 trilhões em Valor de Transformação Industrial (VTI). Desse total, 88,8% tiveram origem nas indústrias de transformação.

Conforme o IBGE, o VTI é a variável obtida pela diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos das operações.

“Representa a riqueza efetivamente gerada pela atividade industrial”, disse o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, em entrevista à Agência Brasil.

As indústrias de transformação representaram 92,9% da receita líquida de vendas da indústria nacional em 2024. Os destaques foram as atividades de fabricação de produtos alimentícios que tiveram 23,0% do total da RLV. Na sequência estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 10,1%, da fabricação de produtos químicos, 9,2%, da fabricação de veículos automotores, reboques e carroceria, que tiveram 8,9%, e de metalurgia, que somou 6,4%.

“A fabricação de produtos alimentícios é extremamente representativa. É um dado significativo do Brasil. A economia brasileira tem muita dependência da produção e fabricação de alimentos. Era de se esperar que isso fosse também no ano de 2024, dentro da atividade industrial”, acrescentou o gerente.

Na produtividade, a extração de petróleo e gás natural ficou na frente do ranking, gerando R$ 13,3 milhões por pessoa ocupada.

Tamanho das empresas
Outro dado importante da pesquisa é que as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas foram responsáveis por 67,9% da receita líquida total, ao chegarem a R$ 4,6 trilhões. As médias empresas, com 100 a 499 pessoas ocupadas, foram 17,4%; as pequenas 8,7%; e as microempresas responderam por 6,1%. “O contraste é relevante, pois, embora a indústria tenha muitas empresas de menor porte, a maior parte da receita está associada a firmas de maior escala”, analisou o IBGE.

Renda
Em geral, os salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 481,1 bilhões. Nesse montante, 94,9% do volume salarial foram pagos no setor de transformação. No total da indústria, o salário médio, calculado em salários mínimos, ficou em 3,0, sendo que na extrativa atingiu 5,4 mínimos. Nessa atividade, no entanto, o setor de extração de petróleo e gás natural, pagou 17,5 salários mínimos em 2024. Na transformação, chegou a 2,9 mínimos, sendo a atividade de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis a de maior salário médio (7,9 salários).

Outro indicador importante é a “razão de concentração de ordem 8” (R8), medido pelo percentual do valor de transformação industrial correspondente às oito maiores empresas da indústria. Quanto maior esse índice, maior é a concentração de mercado. Em 2024, 20,2% do VTI estavam concentrados nas oito maiores empresas industriais. Nas Indústrias extrativas, o R8 foi de 50,1%, enquanto as Indústrias de transformação obtiveram 20,4%, com destaque para a extração de carvão mineral (96,5%), setor de maior concentração, e a confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,5%), setor de menor concentração

Regiões
Na avaliação das unidades da Federação, 18 das 27 têm a atividade de fabricação de produtos alimentícios como a primeira em valor da transformação industrial. A Região Sudeste apresentou forte concentração do VTI industrial (60,3%). Na sequência, ficaram o Sul (19,1%), Nordeste (8,4%), Norte (6,3%) e o Centro-Oeste (6,0%).

“A concentração regional é um traço persistente da estrutura industrial brasileira, associada à história de formação do parque industrial, infraestrutura, mercado consumidor, redes logísticas, disponibilidade de serviços produtivos e localização de cadeias específicas”, indicou o IBGE.

São Paulo se destacou como a principal unidade da Federação no VTI industrial, atingindo 34,5%. De acordo com os pesquisadores, o estado concentra atividades diversificadas, incluindo alimentos, químicos, veículos, máquinas, produtos de metal, farmacêuticos, borracha e plástico, como também serviços produtivos e de infraestrutura.

Com forte influência de petróleo, gás e derivados, o Rio de Janeiro atingiu 12,8%, seguido de Minas Gerais com 10,8%. Nesse estado, o destaque foi mineração, metalurgia, alimentos e outros segmentos industriais.

O segundo polo industrial do Brasil é a Região Sul, tendo os destaques – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – entre as maiores unidades da Federação em VTI. A estrutura da região passa por alimentos, máquinas e equipamentos, veículos, indústria metalmecânica, móveis, têxteis e outros segmentos.

Na Região Norte, as maiores influências são Amazonas, por causa do polo industrial de Manaus, incluindo eletrônicos e outros equipamentos, e o Pará com a mineração, especialmente metálicos.

Marcelo Miranda chamou a atenção para o desempenho do Amazonas, que, conforme informou, é a única unidade com fabricação de produtos de informática, eletrônicos e ópticos como a principal atividade.

“O Amazonas é a unidade da Federação mais relevante em termos de valor da transformação industrial da Região Norte. Isso não ocorre em nenhuma outra unidade e tem uma justificativa plausível por causa da Zona Franca de Manaus com a concentração dessa atividade”

A Bahia e Pernambuco lideram no Nordeste, com as indústrias de químicos, derivados de petróleo, alimentos, bebidas e segmentos industriais regionais.

A força crescente da agroindústria, alimentos e biocombustíveis determinam o destaque de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste.

Para o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, o grande destaque da PIA 2024 é o desempenho da atividade de fabricação de produtos alimentícios e sua importância para a economia brasileira, principalmente na indústria de transformação, seguindo toda a cadeia produtiva do Brasil desde a agricultura até a transformação de produtos alimentícios, que é uma atividade industrial.

“Mostra o quanto a cadeia produtiva dos produtos alimentícios é importante na economia brasileira não só em pessoal ocupado, que é a atividade mais importante, como também em salários pagos”, analisou, lembrando que a atividade teve destaque em receitas e em termos regionais, quando 18 das 27 unidades a apresentaram como a que mais avançou.

Delay
Marcelo Miranda explicou que a diferença de tempo para a sua divulgação – agora está sendo apresentada a de 2024 – é decorrente de todo o processo de coleta e avaliação de dados. Primeiro, os pesquisadores precisam esperar que as empresas fechem o ano fiscal, que termina em 31 de dezembro, e analisem as informações entre março e abril. O IBGE faz a coleta durante todo o ano e depois a crítica dos dados até chegar à análise para fazer a divulgação no ano seguinte, o que provoca o delay de quase dois anos.

“Por isso que leva esse tempo um pouco longo, de um ano e meio, até conseguir divulgar a pesquisa”, disse Miranda, acrescentando que a divulgação é anual e que por causa de mudanças na metodologia de análise de dados não é possível fazer comparação com resultados de pesquisas anteriores.

Pesquisa
Segundo o IBGE, o objetivo da PIA é identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no Brasil e “suas transformações no tempo, por meio de levantamentos anuais, tomando como base uma amostra de empresas industriais”.

Renovação de cota zero para carros elétricos beneficia consumidor

Brasília (DF) 24/06/2026 - O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio, Márcio Elias Rosa,  participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Garantir melhores preços para o consumidor brasileiro e fortalecer a indústria automotiva nacional são as principais razões do governo federal para renovar, por seis meses, as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.

Em entrevista ao programa Bom dia, ministro, nesta quarta-feira (24), ele explicou que a presença dos veículos elétricos já virou parte da cena urbana do país.

“O governo federal tomou essa decisão ontem não foi para causar dano para produção nacional, ao contrário, é para favorecer sobretudo o consumidor, o mercado.”

A medida terá validade por seis meses a partir de 1º de julho do próximo ano e contempla um limite de US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil.

“Essa decisão foi tomada porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir. Tem uma lá em São Paulo, tem outra na Bahia que já estão começando a produzir veículos híbridos, híbridos flex, aqui no país, o que é bom para oferta, tanto para o mercado quanto para geração de emprego e de renda.”

Sobre as críticas das montadoras tradicionais, o ministro ressalta só acessará as linhas de financiamento quem fabricar no país. Segundo o ministro, o Brasil tem uma série de medidas para acomodar todos os interesses que são legítimos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) declarou que a manutenção das cotas de importação a veículos elétricos com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no Brasil, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças.

Aumento do imposto

Por outro lado, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos.

Os veículos eletrificados semidesmontados (SKD) terão a tarifa de importação elevada para 35% a partir de julho. Já os modelos desmontados (CKD) continuarão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando também para 35% em janeiro de 2027.

“O governo federal tem intensificado e fortalecido muito a indústria automotiva no Brasil. Quem quiser montar, fabricar, produzir aqui no país encontra vantagens em instrumentos de fomento, de apoio. Mas [o país] também não criou uma barreira para a importação”, acrescentou Márcio Elias Rosa.

De acordo com o ministro, o Brasil começou cronograma de elevação do imposto de importação, que vai chegar, em janeiro do ano que vem, a 35% para todos os veículos.

“Havia pressão para que reduzíssemos o imposto de importação, para que não acontecesse agora o aumento, porque, a partir de 1º de julho é que sobe para 35%. Isso foi mantido.”