Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest de Pesquisa de Mercado mostrou que 69% dos consumidores brasileiros têm receio de adquirir medicamentos falsificados pela internet.

Quando isso acontece, 85% dos entrevistados atribuem às plataformas de venda online a responsabilidade pela oferta de remédios falsificados, sem registro ou de procedência desconhecida.

A sondagem foi feita por encomenda da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e ouviu 2.024 pessoas que são responsáveis pela compra de medicamentos no domicílio e com hábito de realizar compras pelo menos uma vez a cada três meses. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 17 de julho, em todas as regiões do país.

Além da falsificação, 59% temem receber medicamentos vencidos ou armazenados de forma inadequada e 54% citam o risco de adquirir produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na percepção dos consumidores entrevistados, as regras para a comercialização digital de medicamentos deve estar obrigatoriamente vinculada a uma farmácia ou drogaria autorizada (82%), enquanto 71% avaliam que medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns em plataformas digitais.

Anvisa
Neste mês de agosto, a Anvisa revogou medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee.

A agência esclareceu, entretanto, que a decisão não representa autorização automática para a venda de medicamentos nesses canais.

A Lei nº 15.357/2026 passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico exclusivamente para fins de logística e entrega de medicamentos ao consumidor, desde que cumprida a regulamentação sanitária aplicável.

A implementação da medida não produz efeitos imediatos e ainda depende de regulamentação específica da Anvisa, destacou o CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto.

Segundo ele, a compra online de medicamentos está condicionada à existência de “regras claras, responsabilização e supervisão profissional, e não apenas à conveniência do canal”, uma vez que medicamentos exigem um nível de controle superior ao de outras categorias vendidas pela internet.

Para a Abrafarma, qualquer novo modelo de comércio deverá preservar integralmente as regras sanitárias aplicáveis à dispensa de medicamentos e as salvaguardas necessárias à proteção da saúde da população.

“A responsabilidade pela venda e pela assistência farmacêutica deve permanecer com farmácias e drogarias regularmente licenciadas, com garantia de orientação profissional, controle de prescrições, rastreabilidade, armazenamento e transporte adequados.”

No último dia 19, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, a abertura de processo administrativo para regulamentar a contratação, por farmácias, de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor.

Procurada pela reportagem, a Anvisa informou que o aperfeiçoamento regulatório será feito para adequar as regras sanitárias à Lei 15.357/2026.

“Para a contratação de plataformas de comércio e canais digitais, como prevê a lei, a Anvisa ainda editará as normas. Assim, o artigo específico que trata deste item ainda depende de regulamentação”, concluiu a Agência.

Durante a 15ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada de 2026 da Agência, o relator da matéria, diretor Daniel Pereira, observou que a medida tem potencial para ampliar o acesso da população a medicamentos, contribuindo ainda para maior conveniência, rapidez e eficiência na entrega de produtos essenciais à manutenção da saúde.

Ele deixou claro, porém, que a inovação legislativa não afasta a existência de riscos sanitários relevantes.

CFF
Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) ressaltou que a entrada das plataformas não representa a venda de medicamentos pela internet de forma aleatória.

O que será autorizado, após a regulamentação pela Anvisa, é a utilização das plataformas pelas farmácias para a sua operação. Esse posicionamento da Anvisa será cobrado pelo CFF durante o processo de regulamentação.

Procon-RJ
O diretor jurídico do Procon do estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ) Silvio Romero explica que as farmácias e as plataformas de venda online são responsáveis, perante o consumidor, por quaisquer prejuízos que ele eventualmente tiver relacionado à qualidade e garantia dos medicamentos que vier a adquirir via internet.

Segundo ele, enquanto não houver a regulamentação da Anvisa, somente farmácias autorizadas podem fazer essa venda por plataformas digitais:

“A Anvisa está iniciando esse processo regulatório e a gente fica no aguardo de outras condições que ela eventualmente venha a colocar para continuar garantindo a qualidade dos produtos aos consumidores.”

No entender do diretor do Procon-RJ, as farmácias e drogarias devem buscar fornecedores legalizados, que assegurem “todas as garantias de que esse produto vai ser entregue ao consumidor nas condições estabelecidas pelo fabricante dos medicamentos”.

Silvio Romero destacou que quando a venda de remédios por plataformas digitais estiver regulamentada, o consumidor deve estar atento para verificar vários aspectos, dentre os quais o preço.

“Se ele identificar ofertas muito abaixo do valor de mercado, incompatíveis com o preço normalmente praticado pelas farmácias, este é um primeiro indício para ele desconfiar desse medicamento”.

Segundo ele, também será importante que o consumidor guarde todos os documentos referentes à compra, como comprovante de aquisição, nota fiscal, anúncio.

“Porque, caso ele venha a ter algum problema, terá mais condições de fazer essa reclamação para que os órgãos competentes possam fazer a sua investigação e, eventualmente, proceder à punição de fornecedores que estejam infringindo a legislação”.

Isso vale, por exemplo, para venda de produto com validade vencida, que é uma infração ao Código de Defesa do Consumidor e está sujeita à fiscalização e à instalação de processo administrativo no Procon-RJ. O mesmo acontece em relação à venda de produtos não autorizados.

Consumidor digital
O consumidor brasileiro não enfrenta resistência ao comércio eletrônico, pelo contrário, comprova a pesquisa da QualiBest e Abrafarma: 95% dos entrevistados já realizaram compras online e nove em cada dez afirmam que costumam avaliar a segurança do site antes de comprar, considerando principalmente a credibilidade do vendedor e a experiência de outros consumidores.

Mesmo com essas precauções, 69% relataram já ter enfrentado alguma experiência negativa em compras pela internet, como produto diferente do anunciado, atraso na entrega, produto danificado ou golpes em que a compra foi realizada, mas o item não foi recebido.

Quando a compra envolve medicamentos, a assistência profissional também aparece como fator de confiança, demonstra a sondagem. Para 78% dos entrevistados, a presença de um farmacêutico aumenta a confiança na compra de medicamentos.

Também a compra em uma plataforma de compras conhecida aumenta a percepção de que o produto é seguro para 52% dos consultados. Outros 56% disseram que teriam dificuldade para saber a quem recorrer caso enfrentassem algum problema com um medicamento adquirido nessas plataformas.

Coronel Feitosa inicia campanha às ruas com adesivaço no Recife

O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa deu início à sua campanha às ruas neste sábado (22), com um adesivaço realizado em seu comitê de campanha, na Avenida Governador Agamenon Magalhães, 4386, no Derby, Recife. O evento reuniu apoiadores, jovens e centenas de veículos adesivados em apoio à candidatura de Feitosa — número 22022 —, à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e ao senador Mendonça Filho ao Senado por Pernambuco.

O candidato a deputado federal Miguel Coelho marcou presença e confirmou a parceria com Feitosa. “Estou muito feliz dessa dobrada com Feitosa. É um cara de família, um cara que tem história, que defende seus valores porque é o que é certo. Pelo serviço que já prestou e pela experiência que tem, é essencial a renovação do mandato do Deputado Coronel Feitosa. Coloco aqui o meu nome nessa parceria”, afirmou.

Feitosa afirmou que o evento marca o começo de uma campanha que vai percorrer a Região Metropolitana do Recife, vindo de um interior onde já iniciou sua trajetória eleitoral pelo Sertão do Araripe. “Hoje é um dia de muita alegria. Estamos aqui junto com nossos amigos, apoiadores e com a nossa juventude, levando para as ruas a nossa mensagem e mostrando a força desse projeto”, disse o deputado, que reafirmou seus valores. “Eu sou deputado estadual e estou colocando novamente o meu nome à disposição dos pernambucanos porque quero continuar defendendo aquilo em que acredito: Deus, Pátria, Família, Liberdade e um Pernambuco mais seguro e com mais oportunidades para a nossa gente.”

O parlamentar também agradeceu a cada apoiador presente. “Quero agradecer de coração a cada pessoa que veio participar, a quem parou para colocar o nosso adesivo no carro ou na moto e a toda essa juventude que está aqui trazendo energia para a nossa campanha. A campanha está nas ruas, e nós vamos percorrer Pernambuco mostrando o trabalho que já fizemos e aquilo que ainda queremos fazer.”

Time Raquel e Rodrigo: grande caminhada reúne multidão em apoio a Anderson Luiz e Fernando Monteiro

Uma grande caminhada realizada nesse sábado (22), em Caruaru, nos bairros do Salgado e São João da Escócia, reuniu um grande público pelas ruas da cidade, em uma demonstração de força e apoio aos candidatos Anderson Luiz e Fernando Monteiro. Ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro, dos vereadores Edmilson do Salgado, Raminho Xavier, Renato Lyra e João Neto, além do vereador licenciado e secretário municipal Fagner dos Animais, os candidatos receberam o carinho e o apoio da população.

Durante a caminhada, o deputado federal e candidato à reeleição, Fernando Monteiro, reafirmou compromissos importantes com Caruaru, como o saneamento de todo o Salgado e a criação de um Hospital Veterinário no município. Ele destacou que os recursos chegam à cidade porque Caruaru tem um prefeito que sabe aplicar os investimentos e transformá-los em obras e ações para a população. Também reforçou que o município precisa eleger um deputado estadual alinhado a esse projeto, que é Anderson Luiz.

Rodrigo Pinheiro também destacou os avanços da gestão, lembrando a revitalização da Avenida Brasil e as diversas obras realizadas em diferentes áreas e bairros de Caruaru, incluindo melhorias no Parque 18 de maio e nas feiras de bairro. Segundo o prefeito, esse trabalho demonstra que a cidade está avançando com planejamento, investimentos e compromisso com as pessoas, tudo isso em parceria com a governadora Raquel Lyra.

“Eu sou o candidato do grupo que faz Caruaru e Pernambuco avançar, do grupo da nossa governadora Raquel Lyra e do nosso prefeito Rodrigo Pinheiro. É ao lado desse time, de Fernando Monteiro e, principalmente, do povo de Caruaru, que quero continuar trabalhando para levar ainda mais desenvolvimento para nossa cidade”, afirmou Anderson Luiz, que vem ganhando força, a cada dia, na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Dino anula emendas indicadas por dirigentes partidários sem mandato

Brasília (DF) 09/09/2025 - O ministro Flávio Dino durante sessão da Primeira Turma do  Supremo Tribunal Federal (STF) que retoma o julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista. Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou neste domingo (23) a nulidade de emendas parlamentares indicadas por dirigentes partidários sem mandato no Congresso e por ex-parlamentares. A decisão estabelece que essas indicações não podem ser utilizadas como fundamento para a execução de despesas públicas.

Dino determinou que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, comuniquem imediatamente as áreas técnicas das duas Casas sobre a decisão.

A determinação alcança presidentes de partidos que não sejam deputados ou senadores e também pessoas que exerceram mandato parlamentar, mas não ocupam atualmente cargo eletivo.

Indicações sem validade
Segundo Dino, dirigentes partidários sem mandato não têm competência para indicar, distribuir ou alocar emendas parlamentares. O ministro também determinou que eventuais indicações feitas por essas pessoas não sejam consideradas nos procedimentos administrativos de execução do Orçamento.

A decisão estabelece ainda que documentos que atribuam a presidentes de partidos ou ex-parlamentares a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emendas sejam considerados juridicamente inválidos.

A determinação inclui documentos como ofícios, planilhas, tabelas, expedientes, comunicações e solicitações encaminhadas às áreas responsáveis pela execução das despesas.

O ministro afirmou que eventual descumprimento da ordem deverá resultar na apuração de responsabilidade disciplinar, sem prejuízo de possíveis consequências nas esferas civil e penal.

Controle sobre emendas
A decisão faz parte de uma série de medidas adotadas por Dino para ampliar o controle sobre a indicação e a execução de emendas parlamentares. O tema ganhou destaque no STF diante de questionamentos sobre a transparência na destinação de recursos públicos e sobre a participação de pessoas sem mandato nos processos de indicação.

Em julho, o ministro criticou o que classificou como “terceirização de emendas” e determinou que o Congresso apresentasse esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na distribuição de recursos do Orçamento federal.

Na avaliação do magistrado, a indicação de emendas deve estar vinculada aos parlamentares que efetivamente possuem mandato e competência constitucional para participar do processo orçamentário.

Bloqueios de patrimônio
A nova decisão ocorre poucos dias após Dino determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de R$ 6 milhões do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

As medidas estão relacionadas a investigações sobre a indicação e a destinação de emendas parlamentares por pessoas que não ocupam mandato eletivo.

O caso de Cunha chamou atenção porque, embora não exerça atualmente cargo parlamentar, ele é acusado de ter participado da indicação de recursos. Já Valdemar Costa Neto preside o PL, mas também não tem mandato no Congresso.

Decisão atinge Congresso
Com a determinação, as áreas técnicas da Câmara e do Senado deverão desconsiderar eventuais indicações de dirigentes partidários sem mandato e de ex-parlamentares nos procedimentos relacionados à execução de despesas públicas.

A decisão reforça a necessidade de que a identificação do autor e do responsável pela indicação das emendas corresponda a um parlamentar com mandato e respeite as regras estabelecidas para a execução do Orçamento da União.

A ordem de Dino passa a orientar os procedimentos das duas Casas do Congresso e estabelece que eventuais atos praticados em desacordo com a determinação poderão ser submetidos à apuração de responsabilidade.

“No Senado, serei a voz de quem trabalha, quem produz e quem empreende.”, afirma Mendonça em Toritama

Em agenda política no Agreste, Mendonça esteve neste sábado (22) em Toritama para a inauguração do comitê do candidato a deputado estadual Abimael Santos. Ao lado do candidato a deputado federal Coronel Meira, o candidato ao Senado participou do ato que reuniu lideranças, apoiadores e representantes da força produtiva que faz de Toritama uma das principais referências do Polo de Confecções de Pernambuco.

O candidato ao Senado reafirmou ainda sua disposição de percorrer Pernambuco e construir uma campanha próxima das pessoas, especialmente daqueles que movimentam a economia dos municípios por meio do trabalho e do empreendedorismo.
“Eu quero chegar ao Senado para representar Pernambuco com coragem e independência. Quero ser uma voz para quem trabalha, para quem produz, para quem empreende e para quem acredita que Pernambuco pode crescer ainda mais. Toritama é um exemplo disso e tem muito a nos ensinar.”, afirmou.

Durante sua fala, Mendonça relembrou sua relação histórica com Toritama e destacou ações realizadas ao longo de sua trajetória política em favor do município e da região. Entre os feitos mencionados, estão iniciativas para levar água à população de Toritama, além do apoio ao desenvolvimento do Polo de Confecções e, especialmente, ao crescimento da cadeia produtiva do jeans.

Mendonça ressaltou que sua relação com o Agreste foi construída ao longo de décadas, incluindo o período em que exerceu o cargo de governador de Pernambuco, quando, segundo ele, atuou para fortalecer a economia regional e apoiar o desenvolvimento do Polo de Confecções.

“Eu tenho uma história com Toritama. Quando fui governador e também quando fui vice-governador de Pernambuco, trabalhei muito pelo Agreste. A água que chegou a Toritama teve participação do nosso trabalho, assim como o apoio ao Polo de Confecções, ao Polo do Jeans e a toda essa força econômica que nasceu da capacidade de trabalho do povo daqui.”, afirmou.

O candidato destacou que Toritama é um dos maiores exemplos da capacidade de transformação promovida pelo empreendedorismo popular e defendeu a liberdade de empreender, a produção e o trabalho como instrumentos fundamentais para o desenvolvimento econômico.
“Se não fosse esse sentimento, essa força e essa capacidade de trabalho, Toritama não existiria como existe hoje. Toritama é resultado da força do seu povo, de gente que trabalhou, empreendeu, produziu e não esperou que ninguém fizesse por ela.”, ressaltou.

Marília Arraes segue ampliando alianças e recebe apoio do prefeito Carrapicho no Litoral Sul

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) segue ampliando sua base política e consolidando apoios em diferentes regiões de Pernambuco. Ontem, a pedetista recebeu a adesão do prefeito de Tamandaré, Carrapicho (Republicanos), mais uma importante liderança do Litoral Sul a se somar ao seu projeto para o Senado.

Nos últimos dias, outras importantes lideranças já haviam oficializado o apoio a Marília, evidenciando sua capacidade articulação e diálogo. Neste sábado, a pedetista recebeu o apoio do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD), importante liderança do Agreste, que chegou trazendo seu grupo político. Na sexta-feira, foi a vez da vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT), que trouxe consigo lideranças políticas e femininas da Região Metropolitana. Na semana passada, o prefeito de Bonito, Dr Ruy (PSB), também anunciou sua chegada ao palanque de Marília.

À frente de um dos principais destinos turísticos do Litoral Sul, Carrapicho destacou o compromisso de Marília com o fortalecimento dos municípios e a importância de Pernambuco contar com representantes no Senado próximos às demandas das cidades. “Marília conhece a realidade dos municípios e sabe o quanto é importante termos representantes em Brasília que estejam próximos dos prefeitos e, principalmente, das necessidades da população. Tamandaré precisa de parceiros que ajudem a trazer investimentos e oportunidades para nossa gente. Por isso, estamos com Marília para o Senado”, destacou o gestor, que participou, neste sábado, de um grande ato público na cidade com os integrantes da chapa majoritária da Frente Popular.

“Recebo com muita alegria o apoio de Carrapicho, uma liderança importante do Litoral Sul que chega para fortalecer uma caminhada que vem reunindo pessoas de diferentes partidos e regiões. É com diálogo, respeito e compromisso com Pernambuco que estamos construindo esse projeto para chegar ao Senado e trabalhar ainda mais pela nossa gente”, afirmou Marília.

INSS libera consignado sem biometria facial para aposentados

Brasília (DF) 09/05/2025 - Fachada da sede do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.

A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, no último dia 19.

Principais mudanças

A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.

Os principais pontos são:

  • Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
  • Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
  • O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
  • O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
  • As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
  • A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.

Requisitos de segurança

A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Justiça Eleitoral.

Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.

Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.

O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

Portabilidade

Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.

A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.

Dinheiro rastreado

Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.

O INSS esclarece que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.

Pix enfrenta instabilidade na manhã deste domingo

Brasília (DF), 20/07/2026 - Pagamento por pix. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O sistema de pagamentos instantâneos Pix apresentou instabilidade na manhã deste domingo (23), provocando falhas em diversos bancos e gerando milhares de reclamações de usuários em todo o país. O problema afetou transferências e pagamentos em tempo real, com impacto imediato sobre consumidores e empresas.

Em nota, o Banco Central (BC), administrador do Pix, confirmou a instabilidade. A autarquia informou que os sistemas foram restabelecidos ainda durante a manhã.

De acordo com o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços digitais, o problema começou às 6h50. Em cerca de três horas, foram registradas 13.861 ocorrências.

O pico de reclamações ocorreu às 8h05, com 2.405 de queixas apenas naquele minuto. Às 9h50, o total de reclamações havia caído para 178, o que indica diminuição das falhas e retomada gradual da normalização.

O que se sabe sobre a instabilidade do Pix
Horário da falha: início às 6h50, com pico às 8h05;
Reclamações registradas: 13.861 em cerca de três horas;
Diminuição significativa das ocorrências a partir das 8h50;
Abrangência: problema nacional;
Causa: instabilidade no sistema Pix
Bancos afetados
O DownDetector apontou aumento simultâneo de reclamações em ao menos 12 instituições financeiras, reforçando a suspeita de falha no sistema central. Entre os bancos citados pelos usuários estão:

Banco do Brasil;
Caixa Econômica Federal;
Itaú Unibanco;
Bradesco;
Santander;
Nubank;
Inter;
C6 Bank;
Mercado Pago;
PicPay;
Neon;
Sicredi.
Impacto imediato
Além das transferências entre pessoas físicas, comerciantes relataram dificuldades para receber pagamentos e até problemas na recarga de equipamentos de cartão que dependem do Pix. Como principal meio de pagamento eletrônico do país, qualquer instabilidade no sistema gera efeitos imediatos sobre o comércio e os serviços.

Banco Central
Em nota, o Banco Central afirmou que o problema foi corrigido.

“Na manhã deste domingo, a equipe técnica do Banco Central identificou uma instabilidade nos sistemas do Pix, que gerou dificuldades na realização de transações nas primeiras horas do dia. Os sistemas foram prontamente restabelecida e o Pix funciona normalmente”, informou o BC.

Veja a agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana

A agenda dos candidatos à Presidência da República neste fim de semana inclui atos de campanha, caminhadas, panfletagens, lançamentos de candidaturas e encontros com apoiadores. Também estão previstas entrevistas à imprensa, participação em debates e eventos políticos, gravação de conteúdos e reuniões com equipes e coordenações de campanha.

No domingo, alguns candidatos participam do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Confira a agenda dos presidenciáveis neste sábado (22):

Edmilson Costa (PCB)
Participa de reunião da Internacional Antifascista, na Casa da América Latina, no Rio de Janeiro (RJ).

Flávio Bolsonaro (PL)
No sábado, o candidato participa do lançamento da campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho. À noite, participa da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP).

Hertz Dias (PSTU)
No sábado, participa de caminhada, panfletagem e inauguração de comitê de campanha na Brasilândia, em São Paulo (SP). À tarde, faz caminhada e panfletagem em São Mateus, na Zona Leste da capital paulista e participa de lançamento da candidatura da Dra. Eliana Ferreira ao Senado, em São Bernardo do Campo (SP). No domingo, o candidato participa de ato de comemoração aos 13 anos da Ocupação Esperança, em Osasco (SP).

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
No sábado, o candidato participa de ato de campanha no Estádio da Moça Bonita – Bangu, no Rio de Janeiro (RJ).

Renan Santos (Missão)
No sábado, o candidato participa do lançamento do Marco da Desfavelização, no Jardim Panorama, em São Paulo (SP). No domingo, participa do debate da Band.

Romeu Zema (Novo)
No sábado, participa de encontro com aposentados vítimas do golpe do INSS na Praça Don Orione, em São Paulo (SP). No domingo, o candidato participa do debate da Band.

Ronaldo Caiado (PSD)
No sábado, o candidato participa do lançamento das candidaturas de Everton Ferreira (PSD) a deputado estadual, em Limeira (SP), e de Carlos Sampaio a deputado federal, em Campinas (SP). No domingo, participa do debate da Band.

Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa do ato de lançamento das candidaturas e em defesa do PCO no Sindicato dos Bancários, em Brasília. Também se reunirá com Expedito Mendonça, candidato do PCO ao governo do DF, e com a coordenação da campanha na capital federal.

Samara Martins (UP)
No sábado, participa de encontro com apoiadores. No domingo, participa de entrevista coletiva na Casa da Mulher Preta Simoa e de ato político cultural no Parque Raquel Queiroz, em Fortaleza (CE).

Wilson Grassi (Democrata)
No sábado, participa de reuniões com a coordenação e com a equipe de marketing da campanha.

Augusto Cury (Avante)
Participa de forma online do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará e de debate digital com WJ, no Instagram. À tarde, faz gravação de conteúdos de campanha e preparação para o debate presidencial. No domingo, o candidato participa do debate da Band.

A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda programada para o fim de semana.

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

 

Apostadores de bet em periferias buscam ajuda após vida virar pesadelo

13/07/2026 - Bets - African American man using smartphone and clinking bottles of beer with friends while chilling on sofa and watching soccer game on TV. Foto: Framestock/ Adobe Stock

As lembranças misturam-se como em um pesadelo. Kaio*, de 42 anos, lembra-se de uma madrugada silenciosa em julho em que o celular tocou com anúncios de chances de apostas. Primeiro, ficou eufórico. Aos poucos, engoliu em seco. Perdeu R$ 1 mil. Depois, R$ 2 mil. Em minutos, R$ 5 mil. Era justamente o dinheiro que um amigo o emprestou para que ele pagasse dívidas com agiotas por causa de outras apostas em bets.

Ninguém estava acordado em casa. Nem a esposa nem os dois filhos (um de 10 e outro de 4 anos). Eles estavam em sono profundo na casa simples em uma área periférica do Distrito Federal. Kaio anda pela casa. Não era um pesadelo. Mas ele sentiu o chão se abrir. Não ouviu as vozes das pessoas que ele ama ao clarear do dia. Só pensou nas dívidas. Mas pensou em apostar mais para diminuir o prejuízo.

Quando o filho mais velho pediu que o levasse até a casa da avó, que acompanharia o garoto até a escola, Kaio concordou com a cabeça. Ele continuou no celular.

“Pareceu que se passaram poucos minutos. Quando olhei para trás, meu filho não estava mais”. Isso porque havia se passado mais de três horas. “Eu perdi a noção de tudo. Inclusive do tempo”.

Perder a noção de tempo é um dos indicativos da ludopatia, doença que consiste em um transtorno de controle dos impulsos para jogos. Desse tempo que Kaio viu voar, lembrou de quando tudo começou: dos momentos de descanso como motorista de uma prefeitura em uma cidade de Goiás em que foi apresentado às bets. De como se envolveu mais do que poderia e deveria. Entende que o vício começou principalmente depois de apresentar sintomas de depressão com a perda do pai para o câncer.

Chão frio
Por causa das dívidas de jogo, teve que vender o carro financiado para pagar as dívidas. Depois, móveis. Depois, a casa da família. Avisou a esposa dois dias antes de terem que desocupar o imóvel. Perdeu a casa e o casamento acabou. “A dignidade também”, diz. Hoje, lamenta dormir sobre o chão frio, em pedaços de papelão, em um dormitório alugado.

Nem o dinheiro do carro ou o da venda da casa foram suficientes para pagar os mais de R$ 200 mil em dívidas. Foi necessário também pedir demissão do emprego e utilizar a rescisão para pagar novas dívidas. Kaio compreendeu que precisaria de ajuda profissional e passou a frequentar um centro de apoio psicossocial (Caps) no Distrito Federal, onde se reúne em grupos para dividir as experiências.

“Eu passei a tomar três remédios por dia. E os grupos [terapêuticos] fazem com que eu não me sinta mais sozinho”, afirmou. Ele diz que esse vício é o pior que já enfrentou.

“Pior do que minha dependência no passado em álcool e outras drogas. Nunca me senti tão perdido na vida. Hoje reconheço que preciso de terapia.”

Atualmente, ele trabalha em uma escola no interior de Goiás no serviço de reposição de alimentos. “Estou recomeçando minha vida. Espero que meus filhos um dia me perdoem.”

Riscos e tratamentos
A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno do controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que pessoas em vulnerabilidade, nas classes C e D, são as mais atingidas. Esse público costuma procurar melhorias nas condições de vida, mas se deparam com desinformação e publicidade enganosa por todos os lados.

Pessoas mais vulneráveis, moradoras de comunidades periféricas e que ganham perto de um salário mínimo viram alvos fáceis, avaliam as especialistas consultadas pela reportagem. As pessoas são atacadas por anúncios que induzem a uma falsa ideia de que o jogo serviria como uma complementação de renda.

“São pessoas que querem retornos rápidos induzidas a acreditar que podem ter com as bets. Isso se tornou realmente muito perigoso”.

O contexto social eleva a vulnerabilidade das pessoas afetadas pelo transtorno.

“Quando você pensa em um jovem que reside numa comunidade, todo o dinheiro que ele perde, impacta na subsistência da família”. Isso impacta a saúde mental dos pacientes.

Kátia Branco contextualiza que a distorção da realidade provocada pelos estímulos aumenta a impulsividade da pessoa em maior vulnerabilidade social. O endividamento “em cascata” provoca agravamento de sintomas como depressão, ansiedade e ideação suicida.

Ela lamenta ainda o crescimento do número de transmissões esportivas que tratam a aposta como uma brincadeira sem grandes consequências.

“Aumentou a procura no ambulatório e em vários serviços em busca de ajuda para o tratamento”, testemunha.

A pesquisadora defende a necessidade de preparar melhor os psiquiatras que estão na rede pública. Inclusive porque há uma diversidade de perfis de pacientes, incluindo homens, mulheres, adolescentes e idosos.

“Cassino na palma da mão”
Segundo a psicóloga Claudia Feres, da secretaria de Saúde do Distrito Federal, o tratamento contra a ludopatia, que é uma doença, leva em conta que se caracteriza por um transtorno de controle dos impulsos. “Aliado agora à tecnologia e a esse mundo das telas, a pessoa tem um cassino na palma da mão para acessar sem sair de casa e a qualquer hora”.

Ela explica que é importante tratar a doença dentro da lógica da redução de danos tentando fazer com que a pessoa se afaste do celular.

“Há quem comece a usar os joguinhos por desinformação e falta de perspectiva”.

A psicóloga explica que as unidades de saúde contam com equipes multidisciplinares para atender pessoas em diferentes estágios da doença. O ideal, segundo ela, é que a própria pessoa e familiares possam procurar atendimento o quanto antes. Há diferentes sinais para gerar atenção: a pessoa evita se socializar, trocar a madrugada pelo dia e demonstra nervosismo.

“Nos Caps, pessoas chegam com um pedido de socorro desesperado. Nós fazemos o acolhimento e buscamos trazer a família para perto. A ideia é pensar em estratégias que façam sentido”, afirma a psicóloga.

A profissional explica que, ao mesmo tempo em que a pessoa carrega culpa, também leva em conta que o jogo gera um dos únicos prazer que tem.

“O paciente perde, além de tudo, o respeito das pessoas. Vai sendo abandonada pela família e também se abandonando”. Há, então, um contexto social que fragiliza o indivíduo. Por isso, pode ser incorreto atribuir a alguém uma predisposição para a doença.

“Se você singulariza e responsabiliza unicamente um indivíduo, ignora-se que o problema é muito maior. A solução tem que ser no âmbito coletivo e de políticas públicas também”, afirma.

Controle
Foi com essa expectativa que outro paciente, que aqui chamaremos de João*, de 32 anos, procurou uma unidade do Caps. Ele, que ficou paraplégico “após uma briga”, faz tratamento semanalmente em um grupo terapêutico e costuma ser acompanhado pela mãe. Eles conseguiram transporte de casa para uma comunidade a 30 quilômetros do Caps que frequenta.

A maior preocupação da mãe no momento é que o filho passou a gastar os poucos recursos da família com jogos online hospedados em sites de bets. “Na verdade, não consigo me controlar. Não sei o quanto já perdi”. A mãe espera que nada interrompa o tratamento dele.

A psiquiatra Kátia Branco, do Hospital das Clínicas da USP, alerta que o apoio da família se torna fundamental para que os pacientes mantenham a medicação em ordem e as sessões de atendimento.

Abstinência
No entanto, há quem ainda resista às terapias mesmo com sinais de dependência. O pedreiro autônomo Ricardo*, de 26 anos, é morador da comunidade do Sol Nascente, a segunda maior favela do Brasil. Ele diz que faz apostas desde 2018 e não contabilizou exatamente o quanto perdeu. “Mais de R$ 100 mil”.

Começou a apostar pela curiosidade e pelo que ouviu de amigos que poderia ter um acréscimo de renda e ainda se divertir. Essa é uma alegação falsa e perigosa. No começo, ele até conseguiu ganhar uma ou duas vezes. Não passavam de chamarizes para o que viria depois.

Pai de um menino de dois anos de idade, o rapaz viu o relacionamento acabar por causa das dívidas causadas por bets.

“Já fiquei até de madrugada. A abstinência bate tão forte que a gente não consegue ter uma noite de sono normal”, explica.

Ele acredita que abriu os olhos antes de se afundar mais. Afirma que foi criado por mãe solo e que não teve coragem de contar para ela ter perdido dinheiro em apostas. Ele pôde estudar apenas até a oitava série.

“Eu acho que não me considero viciado porque não tive que vender coisas de casa para pagar dívidas”.

Ricardo testemunha que é comum haver convites na comunidade para que grupos se reúnam de forma online para trocar ideias sobre como ser mais efetivo na aposta.

“As pessoas se unem. O mesmo gráfico (do cassino) que roda para um, dependendo da plataforma, roda para todos. Do mesmo jeito que pagou para mim, vai pagar para o próximo”.

Como hoje trabalha de forma autônoma com reformas, sonha um dia poder fazer uma faculdade de engenharia e esquecer dos problemas que já atravessaram sua vida, inclusive ter dificuldade de pagar pensão alimentícia.

Para evitar as tentações por mexer no celular durante a madrugada, ele desliga o telefone e tenta manter o mais longe possível do aparelho.

Jogo problemático é “questão séria”
Em nota à Agência Brasil, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que diz representar 75% do mercado brasileiro, afirmou que reconhece a importância do debate sobre a prevenção ao jogo problemático e à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“O instituto reforça que as apostas devem ser tratadas sempre como uma forma de entretenimento, nunca como fonte de renda ou alternativa para subsistência”, aponta.

A entidade considera que, desde o início do mercado federal regulado, no início do ano passado, as empresas autorizadas passaram a operar com regramento e controle.

Considera ainda que o “jogo problemático é uma questão séria” e seu enfrentamento exige atuação coordenada entre poder público, reguladores, empresas, entidades e sociedade para a prevenção e no atendimento das pessoas que necessitem de suporte.

“Regras são rigorosas”, avalia instituto
Em relação aos anúncios publicitários, os empresários do setor entendem que as ações de comunicação passaram a estar submetidas a regras específicas e rigorosas. “Isso inclui medidas para a proteção de crianças e adolescentes, e a vedação absoluta de mensagens que apresentem as apostas como alternativa de enriquecimento ou solução financeira”.

A entidade garante que mantém diálogo constante com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Ao mesmo tempo, opina que a regulamentação brasileira do setor de apostas é uma “das mais modernas do mundo, com obrigações tributárias e normas operacionais”.

O IBJR acrescenta que o combate às plataformas ilegais, que não estão submetidas às mesmas regras de fiscalização e controle.

“O fortalecimento do ambiente regulado contribui para ampliar a rastreabilidade das operações, a responsabilização dos operadores e os mecanismos de proteção aos apostadores”.

Pessoas entrevistadas pela Agência Brasil não tiveram seus nomes identificados na reportagem em função da situação de vulnerabilidade que enfrentam.