Coronel Feitosa lota o Clube dos Oficiais com milhares de apoiadores na reta final da campanha

O deputado estadual Coronel Feitosa reuniu milhares de pessoas na noite desta quinta-feira (1º) no Clube dos Oficiais PM/CBM-PE, na Boa Vista, Recife. O salão lotou além da capacidade, havia gente do lado de fora. Uma demonstração inequívoca de força na reta final da campanha.

Feitosa chegou de carreata ao lado de Carlos Sant’Anna, candidato ao Senado e segundo indicado por Flávio Bolsonaro. Ao descer, foi recebido pela esposa Adellie e pela filha Beatriz, com quem entrou no salão em meio a gritos e uma recepção calorosa.

Durante o evento, foi exibido um vídeo em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmando a lealdade e a afinidade que Coronel Feitosa mantém com o líder conservador e com o projeto político que ele representa para o Brasil.

No discurso, foi direto ao ponto: a luta que ele trava há anos dentro da Assembleia Legislativa é a mesma luta do povo pernambucano, contra a violência, contra o custo de vida, por um Brasil que funcione para quem trabalha. Uma causa que Jair Bolsonaro levantou e que Flávio Bolsonaro, seu indicado, vai dar continuidade.

No próximo domingo (4), os eleitores pernambucanos decidem nas urnas.

Trumps são ‘bonzinhos’ perto de Bolsonaros, diz revista alemã

A relação da família Bolsonaro com a política brasileira é destaque de uma reportagem na revista alemã Der Stern publicada nesta semana, antes do primeiro turno das eleições presidenciais que têm Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como principais concorrentes.

“Os Trumps parecem uma família boazinha do subúrbio perto do clã Bolsonaro”, é o título da matéria, que aborda o grande número de membros da família do ex-presidente que resolveram fazer carreira na política. As informações são da Folha de S. Paulo.

“Neste 4 de outubro, um total de 18 Bolsonaros vão se candidatar nas eleições brasileiras, entre eles oito pessoas do núcleo da família”, diz o texto, apontando as candidaturas de Michelle Bolsonaro para o Senado; do irmão de Jair, Renato Bolsonaro, para deputado federal; de primos e, claro, dos filhos: Flávio (para presidente), Carlos Bolsonaro (Senado) e Renan Bolsonaro (deputado federal).

Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, foi condenado à prisão por tentar coagir a Justiça e vive foragido nos Estados Unidos, mantendo contato com aliados do presidente Trump.

“Não existe nenhum Bolsonaro que não está na política. A não ser a filha Laura, 15. Sobre o nascimento de uma menina após quatro filhos homens, Jair, conhecido pela postura machista, disse uma vez: ‘Da quinta vez, eu fraquejei, e nasceu uma menina’”, acrescenta a Stern.

A revista alemã também lembra que outros dez candidatos nas eleições deste ano levam o nome de Bolsonaro, mesmo sem relações de parentesco, para tentar ter mais visibilidade.

“Entrar na política brasileira é altamente lucrativo. Isso ocorre, por um lado, por causa dos altos salários, mas mais ainda por causa do dinheiro que os políticos podem colocar no bolso durante os mandatos. Não é incomum que eles virem milionários enquanto estão no cargo”, afirma a revista.

“Na política brasileira há um citado que diz: ‘todos os políticos são ladrões’. Soa como puro cinismo contra a política. No entanto, é bem próximo da verdade”, diz a matéria.

Uma dinastia do tamanho do clã Bolsonaro não tem precedentes na política mundial, acrescenta ainda a Stern. A publicação compara a presença da família do ex-presidente com outras linhagens, como os ultradireitistas Le Pen, na França, e o republicano George W. Bush.

No entanto, diz a socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília, ouvida para a matéria, essas dinastias existem apenas em “amplitude regional e em menor número”. “Oito membros de uma família se candidatarem para uma eleição de uma só vez é um possivelmente um recorde mundial”, aponta Messenberg, citada no texto.

A revista alemã também destaca a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e a prisão domiciliar do ex-presidente, além das investigações sobre corrupção que rondam Flávio Bolsonaro e as suspeitas de ligações com crime organizado do candidato do PL e de outros membros do clã, o que rendeu a alcunha de “Familícia” aos Bolsonaro.

Outro aspecto abordado é o papel de outsider e antissistema de Flávio, que a Stern compara com outros políticos ultradireitistas como Donald Trump nos EUA e Javier Milei na Argentina.

“Mas, no caso de Flávio Bolsonaro, isso é especialmente grotesco. O senador, 45, é a personificação do establishment. Ele nunca mostrou nada politicamente, além do sobrenome. Ele é o filho de Jair e, por isso, virou senador. Ele nunca fez nada por conta própria”, ressalta a revista.

“Lula conseguiu ir de trabalhador de fábrica a presidente. Flávio, de filho de presidente a pretendente à presidência”, diz ainda a Stern.

Por fim, a matéria ainda analisa a predileção da família Bolsonaro por Flávio em detrimento de Michelle, que, segundo o texto, teria mais chances na corrida eleitoral, mas ficou em segundo plano —por causa da postura sexista da família, conclui o texto.

Datafolha, 1º turno: Lula 42% e Flávio Bolsonaro 38%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), a três dias do primeiro turno da eleição, mostra Lula (PT) com 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 38%. No levantamento anterior, ambos tinham dois pontos a menos: 40% e 36%, respectivamente.

Na comparação com o levantamento anterior, realizado na semana passada, Lula avançou com mais intensidade entre os eleitores com 60 anos ou mais (de 42% para 49%), no Sudeste (de 35% para 40%) e entre os católicos (de 45% para 50%). As informações são do g1.

O candidato do PL, por sua vez, avançou mais entre os eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (de 40% para 47%) e entre os evangélicos (de 47% para 52%).

  • Lula (PT): 42% (eram 40%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 38% (eram 36%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 4% (eram 5%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 4%)
  • Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
  • Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
  • Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero)
  • Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (era zero)*
  • Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
  • Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
  • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

*O candidato Leonardo Avalanche (PRTB) renunciou à candidatura na quarta-feira (30).

Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, Lula (PT) tinha 40% e Flávio Bolsonaro (PL), 36% no cenário de 1º turno. No 2º turno, havia empate técnico: Lula tinha 47%, contra 45% de Flávio.

O Datafolha ouviu 2.506 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR- BR-08039/2026.

O instituto divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, são excluídos os votos nulos, em branco e os indecisos.

  • Lula (PT): 45%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 40%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 4%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
  • Edmilson Costa (PCB): 0
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0
  • Hertz Dias (PSTU): 0
  • Clariana Barão (DC): 0
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0

Definição do voto

O Datafolha mostra também que 78% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 19% ainda podem mudar o voto.

Entre os eleitores de Lula, 88% estão totalmente decididos. Esse índice é de 85% entre os eleitores de Flávio.

Pesquisa espontânea

Veja abaixo os números da pesquisa espontânea, em que o instituto não mostra os nomes dos candidatos aos eleitores entrevistados. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior.

  • Lula (PT): 39% (eram 36%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 31% (eram 27%)
  • Jair Bolsonaro (PL): 4% (eram 4%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2% (eram 3%)
  • Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2% (eram 2%)
  • Outras respostas: 2% (eram 2%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
  • Indecisos: 13% (eram 18%)

Índice de rejeição dos candidatos

O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números:

  • Lula (PT): 45% (eram 45%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)
  • Renan Santos (Missão): 16% (eram 15%)
  • Romeu Zema (Novo): 15% (eram 14%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 11% (eram 8%)
  • Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%)
  • Samara Martins (UP): 9% (eram 9%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 8% (eram 7%)
  • Hertz Dias (PSTU):7% (eram 7%)
  • Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 5%)
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (eram 2%)
  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 1% (eram 2%)
  • Não sabe: 3% (eram 3%)

Datafolha, 2º turno: Lula tem 48% contra 45% de Flávio

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) mostra que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro (PL), 45%, em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial.

Os que pretendem votar em branco ou anular somam 6%, enquanto 1% está indeciso. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. As informações são do g1.

Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, havia empate técnico no cená: Lula (PT) tinha 47%, contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL).

O Datafolha ouviu 2.506 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 29 e 1 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR- BR-08039/2026.

Lula x Flávio Bolsonaro

Veja os números da simulação de segundo turno:

  • Lula (PT): 48%;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45%;
  • Branco/nulo: 6%;
  • Indecisos: 1%.

A pesquisa é estimulada, ou seja, os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 48% (eram 46%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 42% (eram 44%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)
  • Lula x Romeu Zema
  • Lula (PT): 49% (eram 48%)
  • Romeu Zema (Novo): 40% (eram 39%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 11%)
  • Indecisos: 2% (era 1%)

Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 48% (eram 48%)
  • Renan Santos (Missão): 39% (eram 39%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 12%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Augusto Cury

  • Lula (PT): 47% (eram 46%)
  • Augusto Cury (Avante): 42% (eram 43%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)
  • Indecisos: 2% (era 1%)

Mega-Sena acumula para R$ 82 milhões; confira os números sorteados

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.065 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (1º). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 82 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 08 – 10 – 30 – 38 – 50 – 53

47 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 49.503,22 cada
3.642 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.053,03 cada
Apostas
O próximo concurso acontece sábado (3), às 21h. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Caruaru registra oitavo mês consecutivo de aumento na geração de empregos

Caruaru registrou 521 novos empregos formais em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o oitavo mês consecutivo que o município contabiliza o crescimento no número de postos de trabalho. O resultado de agosto representa um aumento de 97% em relação a julho, quando foram registrados 265 novos empregos formais.

Como vem acontecendo ao longo do ano, o setor de serviços apresentou o maior saldo de empregos formais em agosto, com 202 novos postos de trabalho. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o segmento soma 2.794 empregos com carteira assinada, seguido pela construção civil, com 978 novos postos de trabalho no período.

Contribuem para estes números leis municipais como a de Incentivo à Tecnologia e Economia Criativa (Litec) e o Centro Vivo, além de projetos da Prefeitura de Caruaru como o Profissionaliza +, que busca capacitar os interessados para o mercado de trabalho. Assim, a capital do Agreste pernambucano está desde 2023 entre os principais polos empregatícios do estado, com destaque para o primeiro semestre de 2026 que registrou 3.337 novos postos de trabalho, recorde do município para o período desde 2012.

“Esta sequência de bons resultados na geração de empregos mostra o ótimo momento que Caruaru vive. Isto demonstra a força da nossa economia e a confiança da população na capacidade que Caruaru tem para promover oportunidades”, celebrou o prefeito Rodrigo Pinheiro

INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica

Brasília (DF) 09/05/2025 - Fachada da sede do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mulheres vítimas de violência doméstica que conseguirem, na Justiça, medida protetiva de afastamento do trabalho vão receber benefício pago via Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O parecer que garante o afastamento remunerado, elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU), foi assinado nesta quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência informou que o documento incorpora às regras da administração pública federal decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que, quando a Justiça determinar o afastamento da mulher do local de trabalho como medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, a trabalhadora deve continuar recebendo renda durante o período, que pode chegar a seis meses.

“O entendimento do STF abrange as seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e também prevê proteção de natureza assistencial para as mulheres sem vínculo previdenciário”, informou a pasta.

Entenda
A Lei Maria da Penha permite, como medida protetiva, que o juiz afaste a mulher do trabalho por até seis meses, mantendo o vínculo de emprego. A lei, porém, não especificava quem pagaria o salário nesse período.

“A incerteza sobre o recebimento da remuneração fazia com que muitas mulheres tivessem que optar entre a segurança e o próprio sustento”, destacou a Secom.

O STF julgou a questão em junho deste ano e estabeleceu que o empregador é responsável pelos 15 primeiros dias de afastamento e o INSS, pelo restante. Nos casos sem relação de emprego, como contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, o INSS paga o benefício integralmente.

Conforme a legislação, a mulher afastada não precisa cumprir período de carência para receber o benefício. Também não há desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido, e o período é computado como tempo de contribuição para a aposentadoria.

Para mulheres que não são seguradas da Previdência, o STF estabeleceu que o pagamento tem natureza assistencial. Nesse caso, o pagamento será pago pelo estado, pelo Distrito Federal ou pelo município indicado pelo juiz.

Orientação administrativa
A Secom destacou que, embora tenha estabelecido linhas gerais para o afastamento remunerado, a decisão do STF legalmente obrigava apenas juízes e tribunais.

“Isso poderia levar ao cenário em que, na falta de uma orientação administrativa estabelecida pelo Poder Executivo, cada mulher poderia ter que entrar com nova ação judicial para receber os valores. É esta lacuna que o parecer vinculante vem preencher.”

O documento da AGU assinado hoje assimila a decisão do STF à administração pública federal, tornando obrigatória a concessão do afastamento remunerado quando este for determinado judicialmente como medida protetiva às vítimas de violência doméstica.

“Na prática, basta que o juiz emita a decisão da medida protetiva para que o INSS realize o pagamento, sem nova perícia ou análise do direito, verificando apenas se a mulher é segurada”, reforçou a Secom.

Atendimento prioritário e sigiloso
Após a publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias para regulamentar o pagamento, com garantia de atendimento prioritário e sigiloso a vítimas de violência, inclusive via Meu INSS.

Ainda de acordo com a Secom, o INSS cobrará do agressor, por meio de ação regressiva, os valores pagos à vítima. A cobrança será feita por meio de ação judicial apresentada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU responsável por representar as autarquias e fundações federais.

Entra em vigor tarifa zero para instrumentos musicais importados

Brasília (DF), 18/09/2026 - Reality show musical Duelo de Guitarras, da TV Brasil, apresenta perfil da capixaba Gabi Terra e Mosca. Foto: Tv Brasil

Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) a redução a zero do imposto de importação para microfones, grupos de instrumentos musicais e máquinas de costura de uso doméstico. A medida elimina tarifas que chegavam a 18% para instrumentos e a 20% para máquinas de costura.

A mudança está prevista na Resolução 926/2026 do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), que incorporou ao ordenamento jurídico brasileiro decisões do Grupo Mercado Comum do Mercosul.

Beneficiados
No setor musical, a tarifa de importação, que era de 18%, passa a zero para instrumentos de corda (acústicos) e de sopro.

Entre os produtos contemplados estão:

violinos, violas e violoncelos;
contrabaixos, violões, harpas e cavaquinhos;
trompetes, trombones, tubas e trompas;
bombardinos, gaitas e clarinetes;
acordeons e flautas;
microfones e outros itens enquadrados na medida.
A redução vale para os produtos e códigos tarifários especificados na resolução da Camex.

Máquinas de costura
Para as máquinas de costura classificadas como de uso doméstico, o imposto, que era de 20%, também foi zerado.

A redução já vinha sendo aplicada de forma provisória e limitada a determinadas cotas. Com a nova medida, o benefício passa a ser definitivo e sem limite de quantidade.

Apesar da classificação como produtos de uso doméstico, essas máquinas também são utilizadas por pequenas empresas ligadas à cadeia da indústria têxtil.

Dados do ComexStat, sistema de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram os estados que mais importaram máquinas de costura e instrumentos musicais em 2025.

No caso das máquinas, os maiores volumes foram registrados em:

São Paulo;
Santa Catarina;
Alagoas;
Amazonas;
Pernambuco.
Entre os instrumentos musicais, os principais estados importadores foram:

São Paulo;
Santa Catarina;
Minas Gerais;
Paraná;
Espírito Santo;
Goiás;
Rio Grande do Sul;
Rondônia.
Embora a Resolução 926/2026 tenha sido editada no fim de junho, a redução das tarifas passa a valer a partir desta quinta-feira, de forma definitiva.

Fachin defende democracia e livre escolha dos eleitores

Sessão plenária do STF. Na foto o presidente Edson Fachin.

Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (1°) o respeito ao voto dos eleitores e a paz nas eleições do próximo domingo (4).

Em nota à imprensa, Fachin reafirmou compromisso com a democracia e a liberdade de escolha dos eleitores “em ambiente de paz”.

“O voto é a expressão máxima da cidadania e a garantia de que a vontade popular define o futuro do Brasil”, afirmou.

O presidente também defendeu o trabalho da Justiça Eleitoral e disse que a democracia deve ser fortalecida por todos.

“Convocamos os mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores a exercer o direito ao voto com serenidade, consciência e confiança nas instituições”, completou.

Interferência
Mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar a suposta atuação do governo dos Estados Unidos para interferir nas eleições brasileiras e deslegitimar o STF.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (30), o governo dos EUA destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para promover campanha contra o Supremo.

Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

Eleitores votam no 1º turno em seção eleitoral no Colégio Maria Raythe, na Tijuca, zona norte da cidade.

Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República.

Para garantir um processo eleitoral tranquilo e dentro das regras, confira abaixo as principais orientações sobre o que é permitido e o que é proibido na hora de votar.

Posso levar uma “colinha” em papel para a cabine de votação?
Sim. O eleitor pode levar um papel com os nomes e números de seus candidatos de preferência para consultar no momento do voto, evitando esquecimentos e o uso do celular.

É permitido entrar com o celular na cabine de votação?
Não. O uso de celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer tipo de equipamento que permita registrar o voto é estritamente proibido dentro da cabine. Caso esteja portando algum desses aparelhos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. A regra visa proteger o sigilo do voto e evitar coações ou a compra de votos por meio de comprovação em foto ou vídeo.

Posso usar camisetas, adesivos ou bandeiras de candidatos no dia da eleição?
Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. O uso de broches, adesivos, camisetas e bandeiras políticas é permitido. O que não pode é haver aglomerações, manifestações coletivas ruidosas, abordagem a outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento (boca de urna).

Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?
No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte sequência:

Deputado federal (4 dígitos)
Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
Senador — primeira vaga (3 dígitos)
Senador — segunda vaga (3 dígitos)
Governador (2 dígitos)
Presidente da República (2 dígitos)
Trabalho no dia da eleição. Tenho direito de sair para votar?
Sim. A legislação garante a todo cidadão o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo estritamente necessário para exercer o voto, sem sofrer nenhum desconto no salário.

Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?
Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre todos os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada. Já pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhadas por uma pessoa de sua livre escolha para auxiliá-las no momento de votar.

Qual documento poso apresentar para votar?
É necessário apresentar à mesa receptora um documento oficial com foto.

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:

e-Título
carteira de identidade
identidade social
passaporte
carteira de categoria profissional reconhecida por lei
certificado de reservista
carteira de trabalho física
Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor.