
Também em cartaz a edição 2025 do Festival Cine Maré e no domingo haverá sessão de O Último Azul e a mostra Panoramas do Horror Nordeste
Celebrado em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência será homenageado no Cinema São Luiz com a realização de uma sessão gratuita do filme pernambucano “Seu Cavalcanti”, dirigido por Leonardo Lacca. A exibição acontece no próximo domingo (21), às 16h, e será totalmente acessível, incluindo audiodescrição, interpretação em Libras diretamente na tela e legendas descritivas. A entrada é por ordem de chegada até a lotação da sala. A sessão é organizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco em parceria com o Cinema São Luiz.

A rota de lazer, promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco (SJDH) em parceria com o Cinema São Luiz, reforça o compromisso com a acessibilidade e inclusão, levando usuários do PE CONDUZ da RMR, Caruaru, Vitória de Santo Antão e Timbaúba, que serão conduzidos de suas casas para o cinema. E também será aberta e gratuita para qualquer pessoa com deficiência e acompanhante.

Além disso, entra em cartaz no sábado (20), a o Festival Cine Maré 2025, festival e plataforma de desenvolvimento de projetos, celebrando a existência da sua 2ª edição. A entrada é gratuita e a primeira atividade começa às 14h30, abrindo com as rodas de conversa. À noite, a partir das 18h, ocorre a estreia de cinco filmes de ficção, todos de curta-metragem e incentivados pelo Cine Maré.
O Festival Cine Maré junta realizadoras, realizadores, produtoras, produtoras, artistas e público da arte e das culturas popular, negra e indígena, sobretudo das periferias da Região Metropolitana do Recife (RMR), sendo um ambiente de formação, troca, visibilidade e celebração.
“Vai ser um fim de semana recheado no São Luiz, com sessões gratuitas, que tratam de temas importantes com o Cine Maré, trata de questões relacionadas a produção do cinema negro e periférico, tem também uma sessão com a acessibilidade total de Seu Cavalcanti, além de continuarmos com os filmes infantis como o novo Bambi, que faz uma releitura do clássico do desenho animado, só que agora em ação real com animais. A programação oficial, todos podem conferir no nosso perfil do Instagram”, detalha e convida para o para o @cinemasaoluizpe, o programador e curador do Cinema São Luiz, Pedro Severien.
“O Cine Maré nasceu para democratizar o acesso ao cinema, formar realizadoras e realizadores a partir de suas vivências e potencializar narrativas periféricas que muitas vezes ficam invisíveis. É mais do que um laboratório, é um movimento de transformação social e cultural”, contextualiza a diretora geral Tássia Seabra.
Ainda no domingo (21), o templo do cinema pernambucano recebe uma sessão de “O Último Azul”, filme vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim do diretor Gabriel Mascaro. A sessão contará com a participação gratuita dos participantes dos Jogos da Pessoa Idosa.
Finalizando o fim de semana do São Luiz, acontece a “Panoramas do Horror no Nordeste”, com curadoria do crítico Queops Negronski, e a exibição de sete curtas-metragens de terror que exploram a estética, mitos e inquietações da região Nordeste do Brasil.
*Confira a programação completa:*
Sábado | 20 de setembro de 2025
Cine Maré
14h30 – Roda de conversa | Do lado de fora da tela: barreiras e resistências do cinema periférico
15h30 – Roda de conversa | Protagonismo em construção: narrativas negras e periféricas no cinema
18h – Mostra competitiva dos curtas-metragens:
Besta Fubana (Dir. Artia)
Sinopse: Elizabeth carrega em sua mala de couro o que tem de mais delicado, carrega em seu corpo feridas de um passado duro e a esperança de um recomeço mais leve, carrega no coração a sua sentença e na lua o seu algoz. Encontra na espuma do mar o acalanto de Severino, mas a noite a neblina densa que forma um Homem de Fumaça lhe ronda e insistem em levá-la de volta ao sua fera interior.
Retrato Falado (Dir. Maria Rocha)
Sinopse: Após perderem a casa onde moravam em um incêndio, mãe e filho buscam reconstruir um lar. Enquanto a mãe está focada em conseguir uma geladeira, o menino tenta resgatar o retrato da avó perdido nas chamas.
Atribulado: Uma história de Amor, Crime e Brega (Dir. HoodBob)
Sinopse: No início dos anos 2000, Fúba, jovem negro camelô de CDs na Dantas Barreto e vocalista de uma banda de brega, enfrenta a dureza da vida nas periferias do Recife enquanto alimenta sonhos de mudar sua história. Criado pela avó, ex-cantora das primeiras gerações do brega, ele luta para escapar do destino trágico dos pais, perdidos para o crime e as drogas. Entre romances intensos, amizades de rua, praia e palco, sua trajetória ganha um novo rumo quando duas oportunidades transformadoras surgem ao mesmo tempo. Uma crônica ficcional que traduz a essência quente, tumultuada e vibrante da cidade, no compasso acelerado do brega, ritmo que pulsa como identidade e resistência.
Receptáculo (Dir. Isadora Clemente)
Sinopse: Adélia, uma jovem negra, consegue seu primeiro estágio em uma empresa de tecnologia através de um programa de cotas. Após uma recepção calorosa no primeiro dia, ela logo se depara com a hostilidade velada e o isolamento por parte de seus colegas brancos. Enquanto sua angústia cresce, uma misteriosa criatura parecida com um casulo, começa a se desenvolver dentro do banheiro interditado da empresa, crescendo à medida que o sofrimento de Adélia se intensifica.
Ecos do Tempo (Dir. Renato Izaias)
Sinopse: No coração do Ibura, em Recife, um jovem se vê entre dois tempos: o presente marcado pela luta cotidiana e um futuro distópico em que inteligências artificiais controlam narrativas e silenciam comunidades inteiras. Ecos do Tempo costura afrofuturismo, poesia e ancestralidade para revelar a potência da memória coletiva e da espiritualidade periférica como forças capazes de atravessar séculos. Entre o real e o onírico, o filme é uma fábula sobre resistência, identidade e a urgência de preservar nossas vozes diante do esquecimento imposto.
Domingo | 21 de setembro de 2025
11h – Bambi, uma Aventura na Floresta – Meia para todos (R$ 5) – Livre
Sinopse: Desde seus primeiros passos, o jovem cervo Bambi se encanta com o mundo à sua volta, guiado pela ternura e sabedoria de sua mãe, que lhe ensina as lições essenciais para sobreviver na floresta. Bambi descobre a amizade com os outros animais e se apaixona por Faline, mas sua vida muda drasticamente quando perde a mãe para os caçadores.
14h – O Último Azul – R$ 10 e R$ 5 – 14 anos (Sessão gratuita para os participantes dos Jogos da Pessoa Idosa)
Sinopse: Tereza tem 77 anos, mora numa cidade industrializada na Amazônia e é convocada oficialmente pelo governo a se mudar para uma colônia habitacional compulsória. Lá, os idosos “desfrutam” de seus últimos anos de vida, enquanto a juventude produtiva do país trabalha sem se preocupar com os mais velhos. Antes do exílio forçado, ela embarca numa jornada pelos rios e afluentes da região para realizar um último desejo, algo que pode mudar seu rumo para sempre.
16h – Seu Cavalcanti – Gratuita – Livre (Sessão com acessibilidade em libras, audiodescrição e LSE)
Filme pernambucano de 2024, dirigido por Leonardo Lacca, com 85 minutos de duração.
Cópia com acessibilidade em libras, audiodescrição e legendas descritivas
Domingo (21/09) às 16h no Cinema São Luiz.
18h – Panoramas do Horror no Nordeste – Gratuita – 16 anos
Onze minutos (Hilda Lopes) 17’
Sinopse: Elisa precisa ir ao aeroporto. É noite e, no caminho, obstáculos vividos por quem é
Pop Ritual (Mozart Freire) 19’
Sinopse: Padre João prende um vampiro e o visita para um regime de experimentos científicos e estranhezas. Com o passar do tempo, os encontros se tornam uma alucinada relação entre o erótico e o sobrenatural, uma relação obsessiva de vida e de morte entre corpos
Sob a Pele (Daniel Bandeira) 20’
Um casal se reencontra para um acerto de contas. Quando as palavras não saem, os corpos é que falam.
Casa Cheia (Caco Nigro) 15’ Ação de deixar uma coisa, uma pessoa, uma função, um lugar: abandono da família; abandono do posto; abandono do lar. Esquecimento, renúncia: abandono de si mesmo.
Cova Aberta (Ian Abé) 20’
Os cacos de Roberta viajam pela BR230 até encontrar uma criatura mais atormentada que ela. A fim de enganar a própria dor, Roberta oferece socorro para garota. Isso fará com que ela experimente um sentimento diferente. O medo da morte.
Tchau e Benção (Daniel Bandeira) 9’
Musica tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim.
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