
Pedro Augusto/Blog Capital
A oposição da Câmara de Vereadores de Caruaru sofreu derrota na sessão ordinária desta quinta-feira (5), tendo requerimentos elaborados por Gil Bobinho (PSB) não aprovados durante votação realizada no segundo expediente. Hoje, na condição de independente, Edilson do MST também teve pedidos não consentidos pela maioria da Casa.
Com placares mínimos de votos favoráveis ante votos, na sua maioria, contrários, as solicitações do socialista e do petista, sendo elas: os pagamentos dos cachês dos artistas locais no São João 2027, em até 72 horas e em até 30 dias; além da revogação e elaboração de novo edital para os festejos e a realização de audiência pública junto à classe artística de Caruaru, se dissolveram antes mesmo de chegarem a ser encaminhadas ao Executivo para apreciação.
A exploração intensa por parte dos vereadores de pautas culturais nos expedientes das sessões da Câmara de Caruaru, desta semana, se deu em grande parte devido às publicações de informes por parte da Fundação de Cultura de Caruaru sobre o edital do São João de Caruaru de 2027.
Em segunda publicação ocorrida, o prefeito Rodrigo Pinheiro atualizou os editais de seleção de artistas e propostas culturais para os próximos festejos, determinando o prazo máximo para pagamento dos cachês, que será de até 60 dias após o encerramento do ciclo junino, prazo necessário para que os patrocinadores cumpram com suas respectivas cotas. A alteração contempla as duas categorias: Música e Demais Linguagens Artístico-Culturais.
Apesar da garantia firmada por parte do Executivo em relação ao cumprimento do prazo de até 60 e não mais de até 90 dias, conforme informação publicada anteriormente, a oposição da Câmara, encabeçada por Gil Bobinho e Erick Lessa, fez da pauta, segundo vereadores da situação, mais um trampolim para criar uma celeuma no ambiente legislativo.
“Rodrigo Pinheiro já se posicionou e determinou a manutenção do pagamento dos cachês em até 60 dias. Mesmo com a decisão do prefeito, a oposição insiste em criar uma celeuma desnecessária, distorcendo informações e tentando tumultuar uma discussão que precisa de diálogo e responsabilidade com os artistas de Caruaru”, pontuou o vereador Wagner do Santa Rosa.
“Eu reconheço a disposição do prefeito Rodrigo Pinheiro em dialogar com a classe artística e buscar uma solução para a questão dos cachês dos artistas que participaram dos eventos juninos de Caruaru. Nas conversas que tive com ele, percebi sua preocupação em resolver essa situação. O que precisamos é abrir o diálogo, reunir a classe artística e a gestão municipal para encontrar o melhor caminho”, comentou o vereador Lula Tôrres.
Apoios
Se na sessão da última terça-feira (3), o ambiente de apoio se encontrava favorável para a oposição, nesta quinta, o que se viu foram demonstrações semelhantes de apoio por parte de artistas locais ao Governo Municipal no que se refere à execução e ao cumprimento do edital anual junino. Antes de a sessão ser iniciada, artistas apoiadores e oposicionistas à Prefeitura chegaram a discutir de forma vergonhosa nas galerias.
Renomado em todo o país por sua carreira voltada para a música nordestina, o maestro Mozart Vieira foi um dos artistas a elogiar a gestão Rodrigo Pinheiro na condução das demandas voltadas para a cultura local.
“Tenho 48 anos de profissão e sei o quanto os artistas já sofreram, trabalhando sem receber ou esperando meses pelo pagamento. Por isso, me sinto muito orgulhoso de ver a valorização da nossa classe. Quero agradecer ao prefeito Rodrigo Pinheiro e à Fundação de Cultura pelos avanços na profissionalização, pela manutenção dos editais e pelo anúncio de aumento nos pagamentos”.
“Ainda temos muito a conquistar, mas precisamos reconhecer a evolução. O prefeito Rodrigo tem tido transparência com o edital do São João, vem pagando os cachês antes mesmo das datas estabelecidas no mesmo, tudo alinhado com os prazos estabelecidos com os patrocinadores do evento. Não quero que as novas gerações passem pelo que eu passei. A cultura avança com diálogo, respeito e valorização dos seus trabalhadores”, finalizou Mozart.
