Criadora do ChatGPT anuncia plano contra desinformação eleitoral com medidas para EUA e Brasil

Em um documento divulgado nesta quarta-feira (27), a OpenAI, criadora do ChatGPT, detalhou um plano de atuação para proteger a integridade das eleições de 2026 no Brasil e nos Estados Unidos. O ano é considerado um dos mais sensíveis para as democracias ocidentais desde que as ferramentas de Inteligência Artificial se popularizaram e passaram a fazer parte da rotina da maioria dos eleitores.

A iniciativa vem na esteira de uma série de manifestações de órgãos e autoridades que estão preocupadas com o uso irregular da tecnologia para influenciar o debate eleitoral. No Brasil, por exemplo, partidos já entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão, nas plataformas digitais, do perfil Dona Maria, um avatar criado por inteligência artificial que reproduz a imagem de uma mulher de meia idade crítica ao governo Lula. Os partidos alegaram uso de inteligência artificial e deepfake para fazer propaganda eleitoral antecipada. As informações são do jornal O GLOBO.

Para especialistas e juristas, a combinação de IA generativa com plataformas sociais digitais de massa criou um um ambiente eleitoral sem precedentes. Vídeos falsos de candidatos, mensagens fabricadas e campanhas automatizadas de desinformação passaram a circular em uma escala e velocidade praticamente impossíveis de controlar manualmente.

A decisão da OpenAI de citar explicitamente o Brasil ao lado dos Estados Unidos em seu plano eleitoral de 2026 não é trivial. Neste ano, milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Já nos Estados Unidos, os americanos elegem neste ano os 435 membros da Câmara dos Representantes e um terço do Senado nas eleições de meio de mandato.

“As ferramentas de rastreabilidade não são uma solução completa para a fraude eleitoral, mas são uma parte importante de uma estrutura de integridade mais ampla. E como a maioria das pessoas encontra conteúdo de IA em redes sociais e plataformas de mensagens, temos o prazer de colaborar com empresas de mídias sociais enquanto elas consideram medidas para proteger as eleições, usando marcadores de rastreabilidade como um sinal relevante para decidir qual conteúdo cívico recomendar e distribuir no feed dos usuários”, diz a empresa.

O que muda

Para enfrentar o período, a empresa anunciou uma parceria com a Associated Press para fornecer, em tempo real, os resultados das apurações diretamente no ChatGPT. O objetivo, segundo a gigante comandada por Sam Altman, é que usuários que perguntem ao sistema sobre os resultados recebam dados verificados, e não versões distorcidas ou prematuras que circulam nas redes. Nos Estados Unidos, haverá também uma integração com a organização Democracy Works para informações práticas sobre locais de votação, cadastro e prazos eleitorais.

A preocupação sobre eleições, segundo a Open AI, vem crescendo desde 2024, primeiro grande ciclo eleitoral após a popularização da IA generativa. Naquele ano, pesquisadores e jornalistas documentaram o uso de conteúdos falsos gerados por IA em disputas eleitorais na Índia, Indonésia, México e nos Estados Unidos.

O Brasil teve uma experiência anterior, em 2022, quando uma onda de desinformação tomou conta das redes no período eleitoral. Naquele ano, as IAs generativas de grande escala ainda não tinham se popularizado, o que aumenta o cenário de preocupação para 2026.

No pacote tecnológico anunciado pela OpenAI, uma parceria com o Google deve incorporar ao ChatGPT o sistema SynthID, que gera uma marca d’água invisível que pode ser aplicada a imagens geradas por IA e resiste até a capturas de tela e outras transformações.

O sistema será usado de forma complementar com o padrão “Coalition for Content Provenance and Authenticity” (C2PA), que usa metadados e assinaturas criptografadas para registrar a origem e o histórico de modificações de uma imagem. Paralelamente, a OpenAI anunciou uma ferramenta pública de verificação que permite a qualquer pessoa checar se uma imagem foi gerada por ferramentas da OpenAI.

A empresa também deixou claro na publicação que não aceitará propaganda política na plataforma durante o ciclo eleitoral de 2026. A OpenAI também mantém a proibição de uso do Chat para criar campanhas de marketing eleitoral em escala, em que mensagens fabricadas podem simular um movimento popular orgânico. Ao mesmo tempo, a empresa afirma querer preservar o uso legítimo da IA por campanhas para tarefas internas como redigir resumos, traduzir materiais, planejar agendas e tarefas administrativas.

Raffiê recebe apoio da Associação dos Atiradores Civis de Pernambuco

O pré-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon (PL), consolidou um importante apoio político em sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). A Associação dos Atiradores Civis de Pernambuco (APC), expressiva entidade que reúne cerca de 4 mil associados em todo o estado, declarou oficialmente suporte à sua pré-candidatura. O anúncio chancela o alinhamento de Dellon com as pautas de segurança pública, direito à legítima defesa e fomento ao esporte do tiro prático na região.

O presidente da APC, Luiston Santos, destacou que a escolha pelo nome de Raffiê Dellon se baseia no compromisso real do pré-candidato com as demandas da categoria. Segundo a liderança, a associação enxerga em Raffiê a voz necessária para defender os interesses dos atiradores desportivos, caçadores e colecionadores (CACs) no âmbito estadual, desmistificando o setor e promovendo debates técnicos na legislação. A força dos 4 mil membros da entidade promete impulsionar a mobilização da campanha em diversas cidades pernambucanas.

Raffiê Dellon recebeu o apoio com entusiasmo e reforçou a relevância de representar um segmento expressivo e cumpridor das leis. O pré-candidato afirmou que seu mandato será um canal aberto para dialogar sobre segurança, liberdades individuais e o fortalecimento de clubes de tiro como ambientes familiares e esportivos. Com essa aliança, Dellon ganha musculatura política e consolida uma base de apoiadores altamente engajada e presente em todo o território estadual.

Prefeitura entrega Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i) no Indianópolis

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizará nesta quinta-feira (28), a entrega do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i). O novo equipamento representa um avanço importante na política pública de saúde mental de Caruaru, garantindo acolhimento humanizado, acompanhamento multiprofissional e cuidado integral para crianças e adolescentes com sofrimento psíquico intenso e persistente, incluindo aqueles relacionados aos transtornos mentais e ao uso de álcool e outras drogas.

O novo serviço passa a atuar como referência no atendimento infantojuvenil em saúde mental, promovendo cuidado territorializado, fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, além da articulação com escolas, assistência social e demais serviços da rede de proteção.

A unidade contará com equipe multiprofissional composta por psiquiatra, psicólogo(a), assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro(a), técnicos de enfermagem, arte-educador, profissionais de apoio e demais trabalhadores comprometidos com a promoção da saúde mental e da cidadania.

Serviço

Entrega do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i)
Data: 28/05/2026
Horário: 9h30
Local: Rua Maria Clemente da Soledade, nº 22 – Indianópolis

Prefeitura de Caruaru promove ação de sensibilização e enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes nesta quinta (28)

A Prefeitura de Caruaru realiza, nesta quinta-feira (28), das 8h às 17h, no Marco Zero da cidade, a ação “Proteção em Ação, Cuidado também é Tradição – Ano I”. A iniciativa integra as mobilizações alusivas ao 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e tem como objetivo fortalecer a cultura de proteção e prevenção às violências.

Ao longo do dia, serão desenvolvidas atividades educativas, culturais e de orientação à população, com foco na prevenção das violências contra crianças e adolescentes, fortalecimento da rede de proteção e divulgação dos canais de denúncia e acolhimento. A programação contará ainda com espaços lúdicos, oficinas, apresentações culturais e orientações realizadas por equipes técnicas e instituições parceiras.

A ação reúne serviços e instituições do Sistema de Garantia de Direitos, reforçando a importância da atuação integrada entre poder público e sociedade no cuidado e proteção da infância e adolescência. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome de Caruaru, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA)

Thayse Dias e Klever Lemos dão voz ao jingle do São João de Caruaru 2026 Além dos artistas caruaruenses, outros artistas da terra também participam do clipe

O jingle do São João de Caruaru ganhou uma nova roupagem para a edição 2026. Já interpretada por nomes consagrados como Batista Lima, Solange Almeida, Petrúcio Amorim e Santanna, a música oficial da festa ganha, desta vez, as vozes dos cantores caruaruenses Thayse Dias e Klever Lemos, que vão embalar os forrozeiros durante o Maior e Melhor São João do Mundo. A composição é assinada por Carlinhos Pompom, Herlon Cavalcanti, Paulo Long e Thiago Azevedo e foi produzida no estúdio do também caruaruense Juninho Vanerão, reforçando um dos pilares da festa: a valorização dos artistas da terra e das tradições culturais nordestinas. A música já está disponível em todas as plataformas digitais.

Com o tema deste ano, “Tecido de tradições, costurando gerações”, o clipe foi pensado para traduzir, em imagens e sentimentos, a essência da identidade cultural caruaruense. As gravações aconteceram no Alto do Moura, na Feira de Artesanato e no São João na Roça, reunindo elementos marcantes da festa, como os bacamarteiros, a banda de pífanos, a gastronomia regional e o artesanato produzido por famílias que mantêm vivas tradições passadas entre gerações.

O enredo acompanha três gerações de mulheres ligadas à costura na vida real, reforçando a conexão com o tema do São João 2026. A produção também mostra figurinos confeccionados manualmente por artesãos locais e destaca a cultura que segue sendo costurada todos os dias por diferentes gerações.

“É muito importante ver a nossa música oficial sendo interpretada por artistas da nossa terra, que conhecem e vivem a cultura do São João de Caruaru. O clipe traduz muito bem o sentimento do tema deste ano e valoriza as tradições que fazem da nossa festa algo único”, destacou o prefeito Rodrigo Pinheiro.

Dólar sobe para R$ 5,06; bolsa cai com IPCA-15 e recuo do petróleo

Notas de dólar
16 de maio de 2016
REUTERS/Kham

O dólar subiu e a bolsa brasileira recuou nesta quarta-feira (27), num pregão marcado pela prévia da inflação acima das expectativas e pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

O dólar atingiu o maior valor em oito dias, enquanto o índice Ibovespa caiu pressionado pelas ações da Petrobras e pela cautela com os juros no Brasil.

A moeda estadunidense encerrou esta quarta-feira (27) vendida a R$ 5,061, com alta de R$ 0,033 (+0,66%). Em alta durante toda a sessão, a cotação chegou a R$ 5,07 na máxima do dia, pouco antes das 11h30.

O dólar está no maior valor de fechamento desde o último dia 19. A divisa sobe 2,18% em maio, mas acumula queda de 7,79% em 2026.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,48%, aos 175.744 pontos, em sua segunda sessão consecutiva de perdas.

Câmbio
O avanço do dólar refletiu o fortalecimento global da moeda norte-americana, além do aumento da cautela dos investidores em relação ao cenário externo.

As negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz provocaram forte oscilação nos preços do petróleo e ampliaram a aversão ao risco em mercados emergentes.

No caso do Brasil, exportador de petróleo, a queda na cotação diminui a entrada de moeda estrangeira no país, pressionando para cima o dólar.

Prévia da inflação
O Ibovespa foi pressionado principalmente pela queda das ações da Petrobras, acompanhando o recuo do petróleo no exterior, mas também reagiu negativamente ao resultado da prévia da inflação oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, acima das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice alcançou 4,64%, acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.

O resultado reforçou a percepção de que o Banco Central poderá manter juros elevados por mais tempo ou reduzir a Selic de forma mais lenta. Taxas mais altas tendem a diminuir o interesse por ações.

Em relação à Petrobras, papel com o maior peso no Ibovespa, as ações ordinárias (com voto em assembleia de acionistas) caíram 1,62%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 1,43%.

Petróleo despenca
Os preços do petróleo registraram forte queda após notícias sobre um possível avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, caiu 4,57%, encerrando o dia a US$ 92,25. O WTI, do Texas, recuou 5,55%, para US$ 88,68.

Mais cedo, a TV estatal iraniana informou que havia um esboço preliminar de acordo entre Teerã e Washington para restabelecer o tráfego comercial de navios pelo Estreito de Ormuz. A Casa Branca negou a informação, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações seguem avançando.

Mesmo sem confirmação oficial de um acordo, investidores passaram a apostar em menor risco de interrupção no fluxo global de petróleo, o que pressionou os preços da commodity.

*Com informações da Reuters.

STF: shoppings devem ter espaços de amamentação para funcionárias

Brasília - Nádia Costa amamenta a filha Rafaela Costa. A secretaria de Saúde do DF e o Metrô-DF promovem atividades para incentivar a amamentação em público e estimular o aleitamento materno (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) que os shoppings devem garantir espaços de amamentação para funcionárias das lojas.

Por unanimidade, a Corte validou a norma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que obriga empresas que possuem mais de 30 mulheres a terem locais apropriados para as empregadas amamentarem seus filhos.

Pelo entendimento, a regra da CLT deve ser cumprida pela administradora dos shoppings, e não pelos lojistas. Os shoppings terão prazo de até um ano para implementarem a decisão.

O caso chegou ao Supremo por meio de recurso apresentado por um shopping de Natal, que foi condenado pela Justiça do Trabalho a garantir o espaço para as empregadas das lojas.

O empreendimento sustentou que a obrigação trabalhista não pode ser transferida para a administradora do centro comercial.

Segundo a administradora, cabe aos lojistas, que são os empregadores, o dever legal de garantir os direitos das funcionárias.

Votos
O relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, reconheceu que os shoppings devem disponibilizar os locais para amamentação, mas ponderou que os custos devem ser repassados aos lojistas.

“Por se tratar de uma transferência de obrigações que está sendo promovida, mediante interpretação ampliativa da CLT, penso que deve ser reconhecido, no mínimo, o direito do centro comercial de repassar, aos seus condôminos lojistas e efetivos empregadores das profissionais beneficiadas, os custos com a implantação e manutenção da estrutura”.

O ministro Flávio Dino rebateu as alegações de prejuízos financeiros e disse que o setor de shoppings vive um momento econômico de “grande pujança” e não há empreendimento hipossuficiente.

O ministro citou também que o próprio Supremo possui um espaço amamentação.

“Todos nós caminhamos pelas dependências do tribunal e encontramos nossas funcionárias com seus bebês no colo. As comerciárias dos shoppings centers não são menos do que as nossas servidoras”, completou.

Moraes acrescentou que não tem sentido obrigar cada lojista a ter um espaço de amamentação.

“Pouquíssimos lojistas têm 15 mulheres [funcionárias]. Só as lojas âncora têm. A administração do shopping facilmente consegue um local tranquilo. Não há necessidade de grandes investimentos”, completou.

Cármen Lúcia, única ministra da Corte, afirmou que a Constituição garante proteção à maternidade.

“O que a mãe quer nesta fase é o direito ao sossego. Ela não quer ficar desesperada no trabalho. Ela prefere abrir mão do trabalho, é isso que tem acontecido, inclusive na magistratura”, comentou.

Os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin completaram o placar unânime.

Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.

>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Quase 600 mil pessoas bloquearam acesso a sites de apostas

Fraude, golpe, cibercrime, telefone celular- Idec aponta fragilidades na segurança de aplicativos de bancos. Foto: Freepick

Mais de 574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo federal, para impedir o próprio acesso a sites de apostas autorizados a funcionar no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde mental como principal razão para solicitar o bloqueio.

Riscos com vazamento de dados (18%) e problemas financeiros (12%) aparecem logo em seguida. Quatorze por cento dos usuários não informaram o motivo da autoexclusão e 13% asseguraram que tomaram a decisão de forma voluntária.

Desenvolvido pelo Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, e lançado em dezembro de 2025, o sistema federal centralizado de autoexclusão permite que os interessados bloqueiem o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido.

Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.

Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Segundo os dados, 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. O período mínimo para a autoexclusão é de um mês.

Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto.

Autoteste

Além de permitir ao cidadão interessado restringir o próprio acesso, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão reúne informações sobre saúde mental e orientações e links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem está sofrendo as consequências do uso problemático de jogos de apostas.

A ferramenta também conta com links para a lista de empresas legalizadas; um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para a pessoa interessada em avaliar sua saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde.

“Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população”, sustenta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota.

De acordo com o ministro, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão integra uma estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos. O que inclui investimento em pesquisas sobre o impacto das bets na saúde dos brasileiros.

Nesta terça-feira (26), a pasta assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.

A recomendação é que, em caso de problemas, as pessoas procurem apoio especializado nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou de profissionais de saúde da sua confiança. Endereços de serviços de saúde pública podem ser pesquisados na página do SUS Digital.