PL receberá maior fatia do fundo eleitoral para campanhas do TSE

Brasília (DF), 22/06/2023 - Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (3) que serão distribuídos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para os 30 partidos que vão disputar as eleições de outubro.

O PL vai receber R$ 881 milhões e será a legenda com a maior fatia do fundo. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$ 615 milhões. Em seguida, aparece o União, com R$ 526 milhões. As três legendas vão receber cerca de 40% dos recursos.

O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.

>> Saiba os valores recebidos por partido

O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleições. O repasse foi criado pelo Congresso em 2017 após a decisão do Supremo, que, em 2015, proibiu o financiamento das campanhas por empresas privadas.

Além do Fundo Eleitoral, os partidos também contam com o Fundo Partidário, que é distribuído anualmente para manutenção das atividades administrativas.

STF derruba idade mínima para aposentadoria em atividades nocivas

Brasília (DF) 10/09/2025 - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) realiza o quarto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (3) derrubar a regra da reforma de previdência de 2019 que fixou idade mínima para aposentadoria especial de trabalhadores que exercem atividades com exposição a agentes nocivos à saúde. Entre eles estão mergulhadores de plataformas de petróleo e trabalhadores de minas subterrâneas.

Por 6 a 5, a Corte declarou a inconstitucionalidade ao Artigo 19 da Emenda Constitucional n° 103 de 2019, norma aprovada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A emenda fixou idade mínima de 55 anos para aposentadoria de trabalhadores em atividades especiais que exigem mínimo 15 anos de contribuição, 58 anos para atividades que exigem 20 anos de contribuição e 60 anos quando se tratar de 25 anos de contribuição.

Com a decisão do Supremo, os trabalhadores poderão se aposentar após cumprirem o tempo mínimo de contribuição.

Votos
Prevaleceu no julgamento o voto do ministro André Mendonça.

Segundo o ministro, a reforma da previdência criou uma regra disfuncional e não protege o trabalhador das consequências das atividades nocivas, conforme determina a Constituição.

“No que tange à exigência de idade mínima para fruição do benefício da idade mínima para aposentadoria especial, mesmo após a exposição a 15, 20 ou 25 anos a determinado agente nocivo à saúde do trabalhador, está-se diante de regra que tolhe qualquer possibilidade de escolha do segurado, obrigando a prosseguir no mercado de trabalho, sujeito as mesmas condições adversas”, afirmou.

O caso chegou ao STF por meio de uma ação protocolada em 2020 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI).

Para a entidade, a exigência de idade mínima para aposentadoria obriga o trabalhador a permanecer no serviço de risco após obter o direito a se aposentar.

“A criação do requisito etário irá obrigar o segurado a permanecer na área de risco por tempo superior ao tempo mínimo quando a implementação do requisito tempo de contribuição de 15, 20 e 25 anos ocorrer antes da idade mínima exigida, pois não é razoável crer que o segurado, ao completar o tempo mínimo, irá pedir o seu desligamento da sua atividade para buscar novo emprego em outra atividade para a qual não tem conhecimento”.

O posicionamento de Mendonça foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Rosa Weber (aposentada). Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Luís Roberto Barroso (aposentado), Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Luiz Fux.

Entidades rebatem governo dos EUA sobre política tarifária do etanol

Força-tarefa integrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Procon e Inmetro fiscaliza postos revendedores de combustíveis em Brasília.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil se pronunciaram sobre os questionamentos feitos pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em relação ao acesso do etanol estadunidense ao mercado brasileiro.

Por meio de nota, as duas entidades reforçaram que a tarifa que é aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é direcionada exclusivamente aos Estados Unidos, mas segue as regras determinadas pela Tarifa Externa Comum do Mercosul.

Segundo as entidades, o governo dos Estados Unidos mantém, há décadas, políticas de proteção ao açúcar, que restringe o acesso do açúcar brasileiro ao mercado estadunidense.

“Cabe ainda ressaltar que os Estados Unidos mantêm há décadas políticas de proteção ao açúcar, por meio de um sistema de tarifas proibitivas e cotas que limitam as exportações brasileiras para o mercado norte-americano a um volume que representa menos de 1% das exportações totais do Brasil”, diz a nota, assinada por ambas as entidades.

O posicionamento da Unica e da Bioenergia ocorre no momento em que o governo dos Estados Unidos vem propondo uma nova tarifa punitiva de 25% sobre as importações brasileiras, sob alegação de que algumas práticas do Brasil seriam desleais.

A justificativa para aplicar a medida é uma investigação, aberta em julho de 2025, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que concluiu que políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.

A investigação avaliou práticas nas áreas de comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, como o Pix; concessão de tarifas preferenciais; proteção de propriedade intelectual; combate à corrupção; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

O USTR afirma que, nesses pontos, haveria prejuízo para empresas e exportações dos EUA e, como consequência, o Brasil poderia enfrentar punições.

Por meio de nota, as entidades brasileiras destacaram o papel estratégico do etanol brasileiro na agenda global de transição energética.

“O etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais eficientes para a descarbonização dos transportes, combinando baixa intensidade de carbono, critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade e contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de um combustível alinhado às principais agendas globais de transição energética, segurança energética e desenvolvimento sustentável”, escreveram.

As entidades também defenderam que “eventuais divergências comerciais” devem ser tratadas por meio do diálogo e da negociação, preservando a relação bilateral que é histórica e relevante para ambos os países.

“A Unica e a Bioenergia Brasil reafirmam a confiança de que o governo brasileiro seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do país”, disseram.

Brasil contesta EUA sobre supostas práticas de trabalho forçado

Palácio do Itamaraty na Esplanada dos Ministérios

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota, na tarde desta quarta-feira (3), em que contesta a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil. A alegação dos norte-americanos, divulgada na terça-feira (2), é de supostas falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”, criticou o Palácio do Itamaraty, na manifestação.

A nota ressalta que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil há décadas “como referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político”.

“É um absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana”, disse o texto.

A decisão do USTR é baseada em investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 – mecanismo da Lei de Comércio americana de 1974 que permite investigar e retaliar países que adotam práticas comerciais ou regulatórias consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses norte-americanos. O governo do presidente Donald Trump busca restabelecer tarifas de emergência que foram anuladas por decisão da Suprema Corte do país em fevereiro.

Em outra decisão desta semana, os EUA também anunciaram que que poderão taxar importações brasileiras com uma nova tarifa punitiva de 25%. A alegação, neste caso, é de que algumas práticas do Brasil seriam “desleais”. Dentre elas, estão o comércio digital por meio do sistema de pagamentos PIX e o desmatamento ilegal de áreas florestais. O governo brasileiro também rebateu essa decisão em posicionamento publicado nesta terça-feira (2).

Reciprocidade
A nota do Itamaraty aponta ainda que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional no ano passado. A legislação autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais transacionados no mercado global.

A pasta destaca que o Brasil forneceu manifestações escritas e explicações sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. Também argumentou que as autoridades aduaneiras brasileiras “detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública”. E que qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição.

Em outro ponto da nota, o Itamaraty aponta que os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo Mercosul, entre eles com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições.

“O Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil segue à disposição para continuar a histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA, em estreita coordenação com parceiros sindicais e a OIT”.

A nota ressalta ainda que o governo “reafirma a expectativa de que as recomendações preliminares do USTR não se convertam em tarifas efetivas e reitera que adotará medidas para reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros”.

Eleições 2026: União já disponibilizou ao TSE recursos do Fundo Eleitoral

A União cumpriu o prazo previsto na legislação eleitoral (1º de junho) e já disponibilizou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os R$ 4,9 bilhões destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026. Os recursos serão distribuídos aos partidos conforme os critérios legais.

Previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o FEFC foi criado em 2017, após a proibição de doações eleitorais por empresas, e passou a ser uma das principais fontes de custeio das campanhas eleitorais no país. O fundo é abastecido com recursos públicos previstos no Orçamento da União e distribuído às legendas conforme parâmetros estabelecidos em lei.

Entre os critérios de divisão dos valores, estão o desempenho dos partidos nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados e o número de representantes eleitos no Congresso Nacional. Após o recebimento dos recursos, cabe às direções partidárias definir como será feita a distribuição interna entre candidaturas e federações.

Renúncia

A legislação também garante aos partidos o direito de renunciar ao recebimento do FEFC. Nesses casos, a decisão deve ser comunicada formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 1º de junho, conforme prevê a Resolução TSE nº 23.605/2019.

Uso dos recursos

O uso dos recursos do Fundo Eleitoral deve observar regras específicas de transparência e prestação de contas. Os valores podem ser utilizados para despesas relacionadas à campanha, como produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, aluguel de espaços para eventos, transporte e serviços de comunicação.

Além disso, a Justiça Eleitoral fiscaliza a aplicação dos recursos e analisa posteriormente as prestações de contas apresentadas por candidatas, candidatos e partidos políticos. O descumprimento das normas pode resultar em devolução de valores ao Tesouro Nacional, desaprovação das contas e outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Calendário eleitoral

Os marcos do calendário eleitoral funcionam como etapas preparatórias para a organização das eleições e ajudam a garantir previsibilidade, transparência e segurança no processo eleitoral brasileiro.

Acesse o calendário eleitoral das Eleições 2026.

União brasil emite nota sobre candidatura avulsa da legenda ao Senado

Em meio as especulações sobre uma candidatura avulsa do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), ao Senado, o Uniao Brasil enviou, há pouco, ao blog, uma nota esclarecendo que a postulação do pré-candidato é legitima e “não se trata de movimento isolado nem de divergência”. Confira na íntegra abaixo:

Nota oficial

O União Brasil em Pernambuco reafirma que sua atuação se dá integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em estrito respeito ao seu estatuto, regularmente deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A postulação de Miguel Coelho ao Senado é legítima, madura e construída com responsabilidade. Não se trata de movimento isolado nem de divergência: trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a Federação reúne em Pernambuco. Esse direito não se mede pela maior ou menor bancada de qualquer das legendas que a integram, e sim pela construção conjunta e equilibrada das decisões.

O estatuto, aliás, é claro: havendo entendimento da Federação pela indicação de dois nomes ao Senado, essa postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, inclusive sem coligação com outras legendas, cabendo às instâncias federativas, e em última análise à Direção Nacional, a deliberação sobre as candidaturas majoritárias.

O União Brasil mantém seu compromisso com a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e com a unidade da base, convicto de que ela se constrói pelo diálogo e pelo respeito mútuo, jamais pela imposição.

Diretório estadual do União Brasil

Governo de Pernambuco garante 18 mil toneladas de fertilizantes para fortalecer agricultura familiar canavieira da Zona da Mata

O Governo de Pernambuco, por meio do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), iniciou o processo de aquisição de 18 mil toneladas de fertilizante mineral, através do Sistema de Registro de Preços (SRP), com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar canavieira da Zona da Mata do Estado. A iniciativa visa beneficiar agricultores e agricultoras familiares, assentados da reforma agrária e pequenos produtores de cana-de-açúcar com produção anual de até 5 mil toneladas por safra.

“Estamos garantindo apoio a quem produz, gera emprego e movimenta a economia do Estado. A aquisição desses fertilizantes é uma ação estratégica para fortalecer a agricultura familiar canavieira, ampliar a produtividade no campo e assegurar melhores condições para milhares de famílias pernambucanas. Nosso compromisso é seguir investindo no desenvolvimento rural, com ações que gerem oportunidades, renda e mais qualidade de vida para a população”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A ação ocorre em um momento estratégico para o setor sucroenergético pernambucano, que enfrenta desafios decorrentes do aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes, impactados pelo cenário econômico internacional e pela elevação dos preços dos insumos agrícolas. Esse contexto tem comprometido a capacidade produtiva de milhares de famílias rurais, tornando necessárias medidas de apoio para garantir a continuidade da atividade e a sustentabilidade da produção.

“Essa iniciativa demonstra o compromisso do Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, com o fortalecimento da agricultura familiar e com os milhares de pequenos produtores de cana-de-açúcar da Zona da Mata. Estamos trabalhando para garantir que os agricultores tenham acesso aos insumos essenciais para manter a produtividade, gerar renda e fortalecer a economia rural do nosso Estado”, destacou o presidente do IPA, Epaminondas Martins.

O fertilizante NPK 14-00-18 foi selecionado com base em critérios técnicos e recomendações agronômicas específicas para a cultura da cana-de-açúcar na Zona da Mata. Sua utilização contribuirá para a recuperação da fertilidade dos solos, a manutenção da produtividade dos canaviais e o aumento da eficiência produtiva das propriedades rurais. A iniciativa atende a uma demanda apresentada ao Governo de Pernambuco por entidades representativas do setor, como a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco (SINDICAPE), que reivindicaram medidas de apoio para garantir aos pequenos produtores o acesso aos insumos necessários para a próxima safra.

Além de fortalecer a produção agrícola, a iniciativa terá impacto social e econômico significativo, contribuindo para a geração de renda no campo, a manutenção de empregos e o fortalecimento da cadeia produtiva da cana-de-açúcar na Zona da Mata. A ação beneficiará cerca de 10 mil pequenos produtores, ampliando o acesso a insumos essenciais e reforçando a agricultura familiar, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural sustentável.

Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio

São Paulo - Pátio de montadora em São Bernardo do Campo

Nos primeiros cinco meses do ano, foram vendidos 2.226.984 veículos novos, a segunda maior quantidade já registrada para o período desde 2011. O resultado foi 15,3% superior às vendas de igual período de 2025.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (2), são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade leva em conta as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos.

“O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor, além da previsibilidade para investimentos”, destacou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Carro Sustentável
De acordo com a Fenabrave, os veículos que foram incluídos no Programa Carro Sustentável, do governo do Brasil, tiveram aumento nas vendas de 31,4% em relação ao período anterior à implementação do programa.

A comparação foi feita entre o período de 11 de julho de 2025 a 31 de maio de 2026, depois do início do programa, frente a 11 de julho de 2024 a 31 de maio de 2025, antes do início.

Híbridos e elétricos
Os segmentos de veículos e comerciais leves híbridos e também os veículos e comerciais leves elétricos puros foram os que apresentaram maiores crescimentos nas vendas nos primeiros cinco meses do ano, em comparação a igual período de 2025.

Com crescimento de 77,9% nesse comparativo, os automóveis e comerciais leves híbridos já somam 121.110 veículos vendidos até maio, contra 68.056 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.

Os elétricos puros tiveram 69.347 unidades vendidas no acumulado do ano, até maio, contra 24.635 comercializadas no mesmo período de 2025, registrando crescimento de 181,5% nos cinco primeiros meses do ano.

A alta chega a 201,3% se for considerado o comparativo de vendas de maio deste ano com maio de 2025.

“O mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

Projeto Mulheres Empreendedoras da Secretaria da Mulher de Caruaru conquistam espaço na Fenearte 2026

Integrantes do Projeto Mulheres Empreendedoras, desenvolvido pela Secretaria da Mulher de Caruaru, conquistaram espaço na Fenearte 2026, considerada uma das maiores feiras de artesanato da América Latina, que acontece em julho. Os grupos Terra, Aroma e Arte Ampla e Curadoria Cores da Trama foram habilitados em edital estadual para participação no estande da Secretaria da Mulher de Pernambuco durante a feira.

A seleção reuniu mais de 85 grupos artesanais de diversas regiões do estado, com apenas 20 vagas disponíveis na categoria de Ampla Concorrência. Além da participação na Fenearte, as empreendedoras habilitadas participarão de uma capacitação promovida pelo Governo do Estado, no Recife.

O grupo Terra, Aroma e Arte Ampla levará velas aromáticas, aromatizantes, peças decorativas e pinturas em barro e vidro. Já a Curadoria Cores da Trama apresentará roupas, bolsas em crochê e peças em amigurumi. “Participar da Fenearte sempre foi um sonho. Quando saiu o resultado, foi uma emoção que eu nem consigo explicar. Eu e meu grupo ficamos muito felizes com essa conquista”, destacou Marcelia Nunes, integrante do grupo Terra, Aroma e Arte Ampla.

Além disso, a empreendedora Maria José Costa, integrante do projeto, conquistou seleção em categorias de exposição artística da Fenearte, consideradas entre as mais concorridas do evento. As peças “Deus do Barro”, selecionada para o Salão de Arte Popular Ana Holanda, e “Pietá Brasileira”, escolhida para o Salão de Arte Popular Religiosa, estarão expostas durante toda a feira. Ao todo, apenas 70 peças foram selecionadas para os espaços. “Ser selecionada em dois, dos três Salões de Arte Popular, que são um grande destaque na Feneart, é sem dúvida uma grande honra e alegria. É a consolidação de muito trabalho.”

João Fonseca luta, mas dá adeus a Roland Garros após revés para Mensik

Tennis - French Open - Roland Garros, Paris, France - June 2, 2026 Brazil's Joao Fonseca reacts during his quarter final match against Czech Republic's Jakub Mensik REUTERS/Benoit Tessier

O brasileiro João Fonseca, número 30 do mundo, deu adeus à luta pelo título de Roland Garros, na França. Após uma campanha histórica no saibro parisiense, o carioca de 19 anos foi eliminado por outro expoente da nova geração, o tcheco Jakub Mensik, de 20 anos, atual 27º no ranking mundial.

Com um saque potente, boas finalizações e devoluções perfeitas, Mensik ditou o ritmo da partida, vencendo por 3 sets a 0 com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), após 2h44min de embate na quadra Philippe-Chatrier , a principal de Roland Garros.

Desde 2006, o público de Roland Garros não assistia um confronto de jovens talentos do tênis mundial. Na ocasião, o espanhol Rafael Nadal, de 20 anos, derrotou o sérvio Novak Djokovic. Nas semifinais, Mensik terá pela frente o alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo, que eliminou hoje o jovem espanhol Rafael Jodar (29º).

Apesar do revés, Fonseca pôs o Brasil de volta às quartas de Roland Garros após um jejum de 22 anos – o último representante do país fora o tricampeão Gustavo Kuerten (1997, 2000 e 2001), em 2004. Antes, apenas Fernando Meligeni (1999) e Thomas Koch (1968) haviam concluído o torneio entre os oito melhores do mundo. Já na chave de simples feminina, Beatriz Haddad Maia chegou às semifinais na edição de 2023.

Na próxima atualização do ranking, na segunda-feira (8), João Fonseca deve subir para o 25º ou 26º lugares, devido às vitórias imponentes que enfileirou em Roland Garros. A melhor posição de Fonseca foi o 24º lugar em outubro do ano passado. No último domingo (31), o carioca desbancou o sérvio Novak Djokovic, número 4 do mundo, dono de 24 títulos de Grand Slam, três deles em Paris. Fonseca derrotou Djoko de virada por 3 sets a 2 ao término de quase cinco horas de jogo. Quem também ficou pelo caminho foi o norueguês Casper Ruud (16º), conhecido pelo apelido de “Príncipe do Saibro”. Com dois vice-campeonatos em Paris, Ruud foi eliminado por Fonseca nas oitavas, por 3 sets a 1, após quase 4 horas de duelo.

02/06/2026 - A dupla formada pela brasileira Luisa Stefani e pela canadense Gabriela Dabrowski, em partida de tênis em Roland Garros. Foto: Nora Stankovic/Divulgação
A dupla da brasileira Luisa Stefani (à direita na foto) com a canadense Gabriela Dabrowski vão buscar vaga na final na próxima sexa (5), contra a parceria da da norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniakova – Nora Stankovic/Divulgação
Stefani alcança 1ª semi em Roland Garros

Pela manhã, a paulista Luisa Stefani avançou pela primeira vez na carreira às semifinais de duplas em Paris. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira derrotou a parceria da alemã Laura Siegemund com a russa Vera Zvonareva (cabeças de chave 11), por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/5. A parceria Brasil-Canadá volta à quadra na próxima sexta (5) contra a dupla da norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniakova.

“Ótimo jogo, grande vitória diante de um time super experiente. Fomos bem nos games de saque, importante para fechar em dois sets. As condições hoje estavam mais lentas, com o teto fechado, o que favorece mais o estilo delas e soubemos lidar bem com essas adversidades. Agora é encarar a revanche contra Townsend e Siniakova tanto de Miami quanto no ano passado quando perdi aqui para elas nas oitavas”, disse Stefani, campeã ao lado de Dabrowski do WTA 500 de Estrasburgo (França) nesta temporada.

Demoliner nas quartas de final de duplas

A partir das 7h (horário de Brasília) a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner com o indiano Sriram Balaji entra em quadra por uma vaga nas semifinais de Roland Garros. Eles terão pela frente a parceria do australiano Henry Patten com o filandês Harri Heliövaara. A dupla Brasil-Índia passou às quartas ao vencer os alemães Puetz e Krawietz (cabeças de chave 6) por 2 sets a 0 (7/5 e 6/4) na última segunda (1º).