Governo de Pernambuco transfere ponto facultativo do Corpus Christi para 23 de junho

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Administração (SAD), divulgou no Diário Oficial desta sexta-feira (29), a transferência do ponto facultativo do dia de Corpus Christi, 4 de junho, para a véspera do São João, a ser comemorado no dia 23 de junho.

Com a alteração, o dia 4 de junho será de expediente normal. No dia 23 de junho, a medida vale para os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta Estadual, com exceção dos serviços cujo funcionamento seja indispensável, garantindo a continuidade do atendimento à população.

Novo Caged: Pernambuco mantém ritmo de crescimento e alcança marca histórica de empregos formais gerados no Estado

Com saldo positivo de 3,3 mil vagas em abril, Pernambuco chegou a 191,8 mil empregos gerados desde 2023 e já supera em 17,8 mil o total registrado entre 2010 e 2022

Desde janeiro de 2023, Pernambuco acumula 191.840 empregos gerados com carteira assinada, número que supera em 17.855 vagas o total registrado entre 2010 e 2022, representando um avanço de 10,26%. Apenas em abril deste ano, o Estado encerrou o mês com saldo positivo de 3.340 novos postos de trabalho formais. Os dados foram divulgados pelo Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e reforçam a trajetória positiva da geração de empregos em Pernambuco, que já soma 8.648 vagas criadas nos quatro primeiros meses de 2026.

“Esses números demonstram que o Estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado de abril, o destaque ficou com Serviços, responsável por 6.248 novas vagas. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com geração de 1.819 empregos e crescimento de 10,91% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o impacto das obras e investimentos em infraestrutura no Estado.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que o avanço na geração de empregos está ligado ao fortalecimento da economia em diferentes regiões do Estado. “A interiorização dos investimentos na nossa economia tem contribuído para esse cenário de desenvolvimento. Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, destacou.

Outro destaque do levantamento foi a geração de empregos entre as mulheres, que responderam pelo saldo positivo do mês com 3.437 vagas formais criadas em abril.

Para o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, os dados refletem o fortalecimento do mercado de trabalho em Pernambuco. “O resultado acumulado do ano demonstra a resiliência da economia pernambucana e evidencia os efeitos das políticas de atração de investimentos, ampliação da infraestrutura e fortalecimento do ambiente de negócios”, pontuou o titular da pasta.

Os números do Novo Caged demonstram o avanço das políticas de desenvolvimento econômico implementadas pelo Governo de Pernambuco, com estímulo à atividade produtiva, atração de investimentos e ampliação das oportunidades de trabalho para a população.

Em Belo Jardim, no Agreste Central, governadora Raquel Lyra entrega novo Terminal Rodoviário e títulos de propriedade

Na ocasião, a gestora também assinou convênio para a construção do Centro de Artesanato do Sítio Rodrigues

A governadora Raquel Lyra apresentou, nesta quinta-feira (28), uma série de ações para o município de Belo Jardim, no Agreste Central. A gestora entregou a requalificação do Terminal Rodoviário do município, que recebeu investimento de mais de R$ 1 milhão, 181 títulos de propriedade para os bairros Cohab I e II, e autorizou o início das obras da quadra poliesportiva do 15º Batalhão da Polícia Militar (PM). Ainda para Belo Jardim, a gestora assinou convênio para pavimentação de 52 ruas, no valor de quase R$ 7 milhões, e garantiu os recursos para construção de duas creches pela prefeitura.

“Nós chegamos aqui em Belo Jardim com um pacote de investimentos em diversas áreas, sempre trabalhando com o pé no acelerador, mas sem deixar ninguém para trás. Cuidado, atenção e afeto, é assim que fazemos o Governo de Pernambuco. Trabalhamos todos os dias para tirar do papel os sonhos de cada um dos pernambucanos”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A requalificação do Terminal Rodoviário de Belo Jardim, por onde circulam cerca de 150 pessoas diariamente, contou com melhorias estruturais que incluem: nova cobertura, reforço nas colunas, troca de piso, pintura geral e revisão completa das redes elétrica e hidráulica, além da reforma integral dos banheiros. A cidade é um polo estratégico no Agreste de Pernambuco. Diariamente, sete linhas intermunicipais circulam no terminal, conectando o município a destinos como Recife, Caruaru, Garanhuns, Petrolina, Triunfo e Buíque, além de servir como ponto de apoio essencial para viagens interestaduais.

Já a entrega dos títulos de propriedade representa estabilidade jurídica, reconhecimento legal da moradia e acesso a direitos fundamentais às famílias. A ação faz parte da Semana do Solo Seguro, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que busca fortalecer políticas de regularização fundiária e ampliar o acesso da população à moradia formal e à segurança jurídica em todo o país.

“A entrega destes 181 títulos de propriedade na cidade é a efetivação de um trabalho que começou há aproximadamente um ano. Com certeza novos títulos virão logo mais, à medida que o Governo do Estado for cadastrando as famílias e regularizando as pendências”, afirmou o diretor-presidente da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart), Francisco Amaral.

A professora Iranise Alves Cadete dos Santos, 63 anos, moradora da Cohab I há 43 anos, falou sobre o sentimento de receber o documento da sua casa diretamente das mãos da governadora Raquel Lyra. “Hoje eu me sinto segura e alegre. Toda a comunidade está com um sentimento de paz. Gratidão imensa ao Governo do Estado, que é liderado por uma mulher que teve a ousadia que nas outras gestões não tiveram, de trazer esse benefício para a população”, comemorou.

O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, destacou a forte parceria do Governo do Estado com os municípios. “Sempre que o Governo de Pernambuco chega na nossa cidade traz novidades e ações para o povo. A gestão está salvando Pernambuco, trazendo esperança e dignidade para o nosso povo”, disse.

Ainda para Belo Jardim, a chefe do Executivo estadual autorizou o início das obras da quadra poliesportiva do 15º Batalhão da PM. Com investimento de quase R$ 570 mil, o equipamento representa a valorização institucional dos policiais militares, visando o aprimoramento físico contínuo da corporação, considerando a natureza das atividades desempenhadas e a capacidade de resposta em situações de pressão.

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 10 milhões

Bilhetes de aposta da mega-sena
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.012 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 10 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 05 – 07 – 17 – 41 – 42 – 49

23 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 42.953,33 cada
2.040 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 798,25 cada

Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de sábado (30), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Entenda PEC que acaba com escala 6×1: mais tempo livre e mesmo salário

Rio de Janeiro, 01/05/2026 – O supervisor de loja, Leandro Dias Rodrigues durante ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A proposta de emenda à Constituição (PEC), aprovada na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (27), acaba com a escala 6×1, instituindo a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

O relatório permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. Deve ser mantido, no entanto, o número de folgas remuneradas em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5×2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

A proposta agora segue para análise do Senado, onde precisa ser votada em dois turnos.

A transição

Se aprovada no Senado, a implementação terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, em 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas terão que garantir a escala 5×2, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais. Dose meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em 5 dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);

– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)

– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

PEC permite compensação

O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-PB) permite, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5×2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6×1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.

Em outro parágrafo, o relatório permite que uma lei posterior pode prever regimes diferentes para duração do trabalho e dias de repouso, desde que respeitados os limites de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana.

Os terceirizados do Estado

A regra de transição dos trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”.

As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.

A nova jornada passará a valer no momento da formalização do aditamento do contrato das empresas com o poder público. Porém, os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.

Os trabalhadores que ganham acima de 21 mil

Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS. Atualmente, essa conta dá R$ 21.188,87.

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2.

Segundo o relator Leo Prates, a medida se aplica aos trabalhadores classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Fim da jornada 6×1 opõe trabalhadores e empresários

20/05/2026 - São Paulo - Manifestantes fazem ato no Aeroporto de Guarulhos para pedir pelo fim da escala 6x1. Foto: Fabiano Polayna/Siemaco-SP

O fim da jornada 6×1 aprovada pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (27) repercutiu de forma distinta entre entidades representativas de trabalhadores e do setor patronal. Enquanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a medida como “vitória histórica da classe trabalhadora”, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou a proposta como “inadequada e inoportuna”.

Para a CUT, o resultado concretiza “uma das principais reivindicações do movimento sindical nas últimas décadas”. A entidade atribui a aprovação à mobilização das centrais sindicais, à pressão de movimentos sociais e à negociação direta com parlamentares.

Em nota, a central convocou os trabalhadores a manterem a mobilização para pressionar o Senado a dar continuidade à tramitação da matéria.

A CNI, no entanto, avalia que a redução da jornada, sem transição adequada e sem ganhos de produtividade, pode elevar custos e pressionar preços, com impactos sobre empregos e a economia.

“Uma eventual redução da jornada de trabalho por imposição legal, sem transição adequada e sem ganho equivalente de produtividade, tende a elevar custos e pressionar preços de produtos e serviços”, argumentou.

A entidade defende que o tema seja analisado “com equilíbrio, responsabilidade e base técnica, considerando os efeitos sobre trabalhadores, empresas, consumidores e a economia brasileira, e não sob pressão de um ano eleitoral”.

A CNI sustenta também que mudanças dessa natureza devem ser tratadas por negociação coletiva, e não por regra constitucional uniforme, para preservar a segurança jurídica, a competitividade e a capacidade de adaptação das empresas.

Brasília (DF), 11/10/2024 - Edifício sede da CNI. Foto: CNI/Divulgação
Entidades como a CNI avaliam que a redução da jornada, sem transição adequada e sem ganhos de produtividade, pode elevar custos e pressionar preços – Foto: CNI/Divulgação

Repercussão

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a votação da matéria foi “movida por interesses eleitorais”, representando “grave retrocesso ao anular décadas de acordos e convenções coletivas”, além de afrontar a Constituição e ferir o princípio da segurança jurídica.

“O Congresso autorizou o rompimento abrupto de contratos vigentes”, afirma a entidade ao defender a liberdade de negociação entre patrões e empregados.

Outras centrais sindicais também se manifestaram favoravelmente ao fim da escala 6×1.

Em nota conjunta, a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a CUT classificaram a aprovação da proposta como uma “vitória”, fruto de negociação institucional e diálogo com o Congresso.

As entidades agradeceram o apoio do governo federal para a “conquista histórica” da classe trabalhadora.

“Destacamos o amplo processo democrático de negociação institucional e diálogo social construído junto aos deputados e deputadas, bem como o compromisso público demonstrado pelo governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conferiu centralidade a esta pauta tão relevante para o povo brasileiro”, destaca a nota.

Ainda segundo as entidades sindicais, a implementação da nova jornada oferecerá aos setores econômicos “um horizonte claro de adaptação e transição, compatível com as transformações do mundo do trabalho e da organização produtiva contemporânea”.

As entidades afirmam, ainda, que a medida deve melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ao ampliar o tempo para família, saúde e lazer. E lembram que a nova jornada tem como base experiências já implementadas em outros países,  tendo como resultados o aumento da produtividade e a geração de empregos.

As centrais reforçam a necessidade de manter a mobilização para garantir a aprovação no Senado, e que o aprendizado obtido a partir desse debate se converta em consciência na hora de eleger parlamentares, governadores, senadores e presidente da República.

Governo avalia aumento de contratação pelo MEI com o fim da 6×1

Brasília (DF), 28/05/2026 - O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira, disse, nesta quinta-feira (28), que o governo federal estuda a ampliação da contratação de funcionários por microempreendedores individuais (MEIs), a partir da aprovação da alteração da jornada de trabalho dos brasileiros.

Na noite desta quarta-feira (27), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 que põe fim à escala de seis dias de trabalho a cada um de descanso (escala 6×1) e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem a diminuição de salários. A medida segue para análise e votação do Senado Federal.

Pereira resaltou que o governo avalia soluções e que “ninguém vai ficar para trás”.

“Vamos estudar o que podemos fazer para negócios pequenos e médios que possam ser afetados. Então, aquela pessoa [jurídica] talvez tenha que ter um contratado temporário ou ter um funcionário a mais. Será que a gente permite que o MEI tenha um funcionário?”

Atualmente, o MEI pode contratar apenas um empregado com a remuneração de até um salário mínimo ou o piso salarial da categoria.

A declaração foi dada pelo ministro em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC, e diz respeito ao problema destacado pelos micro e pequenos empresários de que, se a jornada cair para 40 horas por semana e se a escala 6×1 acabar, será necessário ter mais funcionários para cobrir os dias de folga e manter o negócio aberto.

Regulamentação específica
Questionado sobre se as mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros podem aumentar os custos de produtos e serviços ao consumidor final ou se pode reduzir o número de postos de trabalho, o ministro explicou que haverá regulações específicas por setor, a partir do diálogo com as partes interessadas para construir soluções.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) esclareceu que após, a criação de uma regra geral, será feita a regulamentação prática da legislação para cumprir a jornada máxima de trabalho de 40 horas e para que todo trabalhador tenha direito a duas folgas por semana.

“A lei ainda vai exigir regulações […] O legislador e o Poder Executivo vão regular isso. Primeiro, monta-se o arcabouço mais geral, mas, depois, a gente vai especificar nos segmentos e nas atividades próprias como o regime poderá ser aplicado. Então, tem muito trabalho ainda pela frente e muito a ser feito.”

Teto de faturamento do MEI
O ministro Paulo Pereira foi questionado sobre a possibilidade de reajuste do teto de faturamento anual do microempreendedor individual e explicou os possíveis efeitos da renúncia fiscal.

“Se a gente aumentar o teto do MEI, o governo abre mão de receita e terá impactos macroeconômicos importantes. Se o governo gastar mais do que arrecada, pode gerar inflação e os juros podem subir. Tudo isso volta para o empreendedor.”

O limite anual para o MEI comum é de R$ 81 mil ou valor proporcional no ano de abertura. Para o transportador autônomo de cargas (MEI Caminhoneiro), o teto é de R$ 251,6 mil anuais (R$ 20.966,67 por mês).

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21 aprovado pelo Senado, que atualiza as regras do microempreendedor individual eleva para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como MEI. Outro projeto em tramitação na Câmara dos Deputados prevê limite de R$ 145 mil, com atualização anual pelo índice oficial de inflação.

O ministro do MEMP explicou que qualquer alteração fiscal exige estudos cuidadosos para não impactar a saúde das contas públicas ou enfraquecer o trabalho formal.

“Não podemos aumentar o teto do MEI sem ter uma solução que viabilize que isso aconteça sem impactos macroeconômicos. Hoje o governo não tem uma proposta de aumento do teto do MEI.”

Ganhos sociais e para economia
O ministro destacou ganhos sociais com o fim da escala 6×1 para cerca de 15 milhões de trabalhadores e que 38 milhões serão impactados positivamente pelo regime de 40 horas semanais. Paralelamente, acrescentou que a economia do país será fortalecida.

“As pessoas vão ter mais tempo para estudar, para cuidar da saúde, para cuidar das suas famílias, para empreender. Sabemos que uma parte importante dos empreendedores brasileiros têm trabalho formal e, no fim de semana, faz uma venda por fora, dirige carro de aplicativo. Eles também vão consumir mais lazer, cinema, restaurante, lanchonete. Então, a economia brasileira vai ser afetada positivamente.”

Governadora Raquel Lyra realiza entregas do Programa Leite para Todos e de 276 títulos de propriedade em Garanhuns

Agenda no Agreste Meridional também contou com autorizações de obras de infraestrutura nos acessos ao Aeroporto de Garanhuns e ao Santuário de Santa Quitéria, em São João

Cumprindo agenda no interior pernambucano nesta quinta-feira (28), a governadora Raquel Lyra entregou e autorizou ações nas áreas de assistência social, infraestrutura e habitação em Garanhuns, no Agreste Meridional. Por meio do programa Morar Bem Pernambuco, a chefe do Executivo estadual entregou 276 títulos de propriedade para moradores dos núcleos habitacionais Heliópolis e Santa Rosa 1 e 2. Na mesma ocasião, com investimento anual de mais de R$ 1 milhão, a governadora iniciou as entregas do Programa Leite para Todos na cidade, beneficiando diretamente 885 famílias em situação de vulnerabilidade social.

Além disso, a gestora autorizou a licitação para pavimentação e recapeamento asfáltico dos acessos ao aeroporto de Garanhuns e ao Santuário de Santa Quitéria de Frexeiras, no município de São João. “Hoje entregamos títulos de propriedade para famílias que esperaram décadas pela segurança da casa própria, iniciamos mais uma etapa do Programa Leite para Todos para garantir alimento na mesa de quem mais precisa e autorizamos obras importantes de infraestrutura que vão melhorar o acesso, fortalecer o turismo religioso e impulsionar o desenvolvimento da região. O Governo de Pernambuco está presente no município de Garanhuns com obras em execução, como a maternidade, o Complexo da Polícia Científica e o Hospital Mestre Dominguinhos”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Presente na agenda, a vice-governadora Priscila Krause destacou os investimentos da gestão estadual no município. “Pernambuco vive um momento de crescimento, que há muito tempo não se via. São investimentos em diversas áreas como a saúde, segurança e estradas. Essas entregas de hoje significam dignidade para as famílias de Garanhuns”, frisou.

Com a entrega das novas escrituras para mais de 200 imóveis, o Agreste Meridional chega à marca de 1,1 mil títulos concedidos. A partir do registro oficial das propriedades, a administração pública passa a contar com dados mais precisos para o planejamento urbano. “É uma conquista que traz tranquilidade para os pais e mães de família, sabendo que o teto onde vivem agora está totalmente protegido por lei”, destacou o diretor-presidente da Perpart, Francisco Amaral.

Andrea Resende de Melo, uma das beneficiárias da entrega das escrituras, afirmou que o sentimento é de gratidão. “Isso é um gesto que a gente não encontra em qualquer esquina. Sem essa entrega, meu sonho não seria realizado”, disse.

Ainda ocasião, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, a governadora iniciou as entregas do Programa Leite para Todos no município, com investimento anual de aproximadamente R$ 1,5 milhão. A ação garante a distribuição de 26.550 litros de leite de vaca por mês e vai beneficiar diretamente 885 famílias em situação de vulnerabilidade social. O leite distribuído é adquirido diretamente de pequenos produtores rurais do Estado, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo renda para o campo.

O Programa Leite para Todos é executado em Pernambuco em parceria com o Governo Federal, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Leite). “O Governo de Pernambuco, sob comando da governadora, retomou esse programa com toda força. É leite de qualidade para quem precisa. Ajuda a população em situação de desnutrição. Hoje, as famílias já estão recebendo leite para os próximos três dias”, ressaltou Cícero Moraes, secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca.

Gilson Machado fala pela primeira vez após derrubada das cautelares

Durante o lançamento da pré candidatura de Nena Cabral a deputado estadual de Paulista, Gilson Machado , pré candidato a deputado federal falou pela primeira vez em publico sobre a decisão de Alexandre de Moraes que derrubou todas as medidas cautelares que ainda eram impostas ao ex-ministro do Turismo e Cultura.

A decisão derrubou medidas como a obrigação de comparecimento quinzenal à Justiça; o cancelamento do passaporte; a proibição de sair do país; a proibição de manter contato com outros investigados. “A pior sensação que eu tive na vida foi essa de estar pagando por algo que eu não fiz. Essa minha sede de justiça ainda continua com a luta pela liberdade do meu amigo e irmão Jair Bolsonaro “, disse Gilson

Gilson Machado havia sido preso preventivamente pela Polícia Federal em junho de 2025, durante investigação sobre uma suposta tentativa de facilitar a emissão de passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sem indícios de confirmação da acusação, o ministro revogou todas as restrições. “Foi quase um ano com a liberdade cerceada, tentando desmoralizar meu pai. Não conseguiram. Sabe por que? Porque não se mexe com a índole de um homem de bem” , disse Gilson Machado Filho , pré candidato a deputado estadual, que também esteve presente em Paulista.

EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas

U.S. President Donald Trump speaks next to Secretary of State Marco Rubio during a cabinet meeting in the Cabinet Room at the White House, in Washington, D.C., U.S., May 27, 2026. REUTERS/Evan Vucci

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

“Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país”, disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Risco
Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares

Esta mudança poderia, segundo esses especialistas, atrapalhar investigações conjuntas em curso e inviabilizar futuras cooperações.

“Narcoterrorismo”
Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”.

Ao longo dos últimos meses, forças mlitares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

A própria invasão do território veneuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Glores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

No início deste mês, em visita aos EUA , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com Donald Trump, na Casa Branca, a adoção de frentes de trabalho entre os dois governos para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA. Na ocasião, segundo Lula, eles não trataram especificamente sobre facções criminosas que atuam no Brasil, como CV e PCC.

O anúncio de Rubio também coincide com um encontro entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ocorrido nesta quarta-feira (28), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.