Moraes manda Flávio entregar passaporte e o proíbe de deixar o país

Brasília (DF), 25/10/2026 - O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta segunda-feira (26) o senador Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o país. O parlamentar será obrigado a entregar os seus passaportes à Polícia Federal (PF).

A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF.

“Hoje de manhã, eu fui visitar meu pai. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou.

Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Federal, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, uma empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que também é investigada pela PF.

Irmão nos Estados Unidos
Segundo Flávio, a decisão de Moraes está baseada em uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. Na declaração, dada na semana passada, Eduardo, que teve o mandato de deputado federal cassado, defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição.

O senador questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impedi-lo de viajar.

“Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa?”, indagou.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Derrota nas eleições
Flávio Bolsonaro disputou o segundo turno das eleições presidenciais com Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito no último domingo (25) com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos.

No entanto, o candidato do PL não reconheceu a vitória do adversário e disse, em seu discurso após a apuração, que pedirá a anulação do pleito. O senador contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que determinou a ampliação do horário de votação em duas horas.

Zanin atendeu a um pedido da campanha do PT, que denunciou falta de transportes em diversas cidades do Brasil, o que descumpre decisão da Justiça Eleitoral de oferta de transporte gratuito no dia das eleições.

Apesar disso, tanto a campanha de Lula quanto a do próprio Flávio haviam feito o pedido de extensão do horário de votação ao Tribunal Superior Eleitoral, que não tomou uma decisão antes do fechamento das urnas. No caso da campanha de Flávio, a justificativa apresentada eram fortes chuvas nas regiões Sul e Sudeste, que dificultaram o deslocamento do eleitor.

PL, partido de Flávio, reconhece vitória de Lula nas eleições

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, publicou nota oficial, nesta segunda-feira (26), em que reconhece a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano. No entanto, ele cobrou esclarecimentos sobre o que chamou de medidas “eleitoreiras”, com “ampliação de gastos públicos”.

““Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”, afirmou a nota.

Argumentos
Após a divulgação da vitória do atual presidente, o candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro, disse que não reconheceria o resultado. A justificativa do candidato seria a prorrogação do horário de votação eleitoral, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu um pedido de ambas as candidaturas, incluindo a da campanha de Flávio.

Na nota, o presidente do PL não traz o mesmo argumento. Para Costa Neto, houve ampliação dos gastos públicos com benefícios sociais “às vésperas da votação”, o que levantaria questionamentos sobre os “efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo”.

Ao pedir “esclarecimentos”, o presidente da legenda disse que o partido vai acompanhar os fatos e buscar “respostas com responsabilidade, transparência e respeito à instituições”.

Na eleição de domingo, Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos (48,2%), enquanto que o presidente Lula chegou a 64,2 milhões (51,7%).

Lula cresce em número de votos em todos os estados; Flávio recua em 6

São Paulo (SP), 25/10/2026 – Eleitores votam na EMEF Celso Ribeiro Leite Filho, no bairro da Bela Vista, durante o segundo turno das Eleições 2026. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Entre os brasileiros que compareceram neste domingo (25) às urnas no segundo turno das Eleições de 2026, 64.256.232 escolheram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O total representa 10,3 milhões de votos a mais que os que Lula recebeu no primeiro turno, quando foram registrados quase 53,9 milhões. O crescimento de votos se deu em todos os 26 estados e no Distrito Federal, com destaque para Minas Gerais.

Flávio Bolsonaro também cresceu na maior parte dos estados, mas com menor diferença entre os dois turnos. Em seis estados, o candidato recuou mais de 52,3 mil votos. São eles: Maranhão, Acre, Amapá, Roraima, Amazonas e Tocantins.

Em termos absolutos, São Paulo foi o estado onde Lula abriu a maior margem de diferença entre os dois turnos, com crescimento de 2,6 milhões de votos.

O segundo foi Minas Gerais, com mais de 1,1 milhão conquistados em menos de um mês. Minas também foi o único estado em que Lula virou o resultado, uma vez que Flávio Bolsonaro tinha terminado o primeiro turno à frente, com 5,7 milhões de votos contra 5,1 milhões de votos para o petista. No segundo turno, Lula avançou para 6,3 milhões de votos no estado, contra 6,2 milhões de votos de Flávio.

O crescimento de Lula no Rio de Janeiro, reduto político de Flávio Bolsonaro, também chama a atenção. Entre os dois turnos, o candidato do PT cresceu mais de 872 mil votos, enquanto Flávio Bolsonaro avançou pouco mais de 202 mil votos.

Os estados onde o petista cresceu menos, em números absolutos, foram Roraima, Acre e Amapá, onde o presidente somou, respectivamente, pouco mais de 9 mil votos, 9,7 mil e 10,4 mil.

Trump questiona eleição brasileira e Alckmin rebate: “equivocado”

O presidente dos EUA, Donald Trump, antes de embarcar no Air Force One na Base Conjunta de Andrews, em Maryland, EUA
26 de outubro de 2026
REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o processo eleitoral brasileiro, nesta segunda-feira (26). Em conversa com jornalistas, o presidente estadunidense questionou a prorrogação do horário da votação, ecoando o posicionamento da campanha do candidato derrotado no segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro.

“Acho que pareceu ruim a eleição, o jeito que foi organizada, com a prorrogação [do prazo de votação]. Muito estranho”, disse Trump. Para ele, a eleição “pareceu fraudada”, mas ele não aprofundou o assunto.

Questionado por um jornalista se ele poderia fazer algo em relação às eleições no Brasil, Trump disse que não governa o Brasil e que tem boa relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só pensei que a eleição foi… eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”.

Prorrogação
Neste domingo (25), no segundo turno das eleições gerais, após registros de restrições na circulação do transporte coletivo em diversas cidades do país, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, decidiu ampliar o horário das eleições por duas horas, até as 19h.

Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos. O senador Flávio Bolsonaro contabilizou 59,8 milhões de votos.

Opinião equivocada
Em entrevista à TV Vanguarda, do interior de São Paulo, o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin respondeu brevemente às declarações de Trump. Para o vice, a opinião do presidente dos EUA é “equivocada” e ele não deveria interferir na política do Brasil.

“Totalmente equivocada, né? Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. O Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”.

Tarifaço
Em seguida, Alckmin exaltou as negociações do Brasil com outros mercados como alternativa ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que inviabilizou a entrada de alguns produtos brasileiros naquele país. Ele disse que continuará negociando com o vizinho do hemisfério norte.

“Encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estado Unidos para ter um bom acordo. Estamos abrindo o mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-União Europeia e estamos bem encaminhados para um acordo Mercosul-Canadá. Mesmo com o tarifaço batemos recorde de exportação”.

“Imparcial”
O presidente estadunidense afirmou que não escolheu um lado na corrida presidencial brasileira, e apenas acompanhou o processo.

Parlamentares dos EUA, no entanto, chegaram a formalizar um pedido à Casa Branca, para que Trump não interferisse em favor de Flávio, demonstrando falta de consenso sobre o apoio declarado de Trump ao candidato derrotado.

Em 24 de setembro, 31 parlamentares do partido democrata enviaram uma carta falando em um “esforço coordenado” do governo Trump para ameaçar a aliança estratégica dos EUA com o Brasil e enfraquecer a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental às vésperas da eleição presidencial.

Na carta, os democratas acusam o governo Trump de tomar uma série de medidas para tentar garantir a vitória de Flávio Bolsonaro.

Entre elas, a imposição do tarifaço às mercadorias brasileiras como forma de evitar a condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Líderes estrangeiros reconhecem vitória e parabenizam Lula

São Paulo (SP), 25/10/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala com eleitores após a vitória e reeleição nas Eleições 2026, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Políticos de várias partes do mundo continuam se manifestando, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo (25).

O presidente da França, Emmanuel Macron, usou as redes sociais para parabenizar o seu homólogo brasileiro.

“Meus parabéns, Lula, pela sua reeleição. A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo”.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchéz, foi outro a usar as redes sociais para exaltar a vitória de Lula sobre a extrema-direita.

“Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar”.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, também foi ao X, antigo Twitter, para felicitar o presidente brasileiro.

“Parabéns, Lula, por esta vitória. Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”.

Noboa é um político de direita e um dos aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul.

Outros líderes da América Latina também felicitaram o brasileiro pela reeleição. Entre eles, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também exaltou a relação entre seu país e o Brasil ao congratular o presidente reeleito.

“A relação entre o Canadá e o Brasil floresceu sob nossa parceria. Vamos aproveitar essa oportunidade para torna-la ainda mais forte, juntos – para criar novas grandes oportunidades de comércio, proteger o meio-ambiente e construir maior prosperidade para os povos de ambos países”.

A primeira ministra do Japão, Sanae Takaishi, disse esperar que Lula “continue a guiar o Brasil com sua forte liderança” e se mostrou ansiosa para trabalhar com o brasileiro e estreitar “ainda mais a parceria estratégica global numa gama ampla de áreas”. Entre essas áreas, Takaishi citou um acordo entre Japão e Mercosul.

A China divulgou um comunicado por meio do porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, falou em “reconhecimento dos brasileiros às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.

Já Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, publicou um comunicado se dirigindo a Lula e exaltou a bandeira do multilateralismo, muito defendida pelo brasileiro em seus discursos no exterior. “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (26), disse que estava indo para casa quando viu vários novaiorquinos saindo de um bar gritando o nome de Lula o que mostrou, segundo ele, animação dos moradores da cidade com a vitória do candidato do PT.

“Eu vi o quanto ele significa para tanta gente nessa cidade, nesse país e por todo o mundo, honestamente”. Nas redes sociais, Mamdani também mandou um recado para Lula. “O povo unido jamais será vencido! Parabéns, presidente Lula.”

Sete municípios do país elegeram novos prefeito e vice neste domingo (25)

Neste domingo (25), juntamente com o 2º turno das Eleições Gerais 2026, eleitoras e eleitores dos municípios de Goiatins (TO), Itaguaí (RJ), Narandiba (SP), Martinópolis (SP), Macedônia (SP), Santana do Itararé (PR) e Arroio do Sal (RS) foram às urnas para eleger novos ocupantes dos cargos de prefeito e vice-prefeito em eleições suplementares.

A realização das eleições foi determinada pela Justiça Eleitoral em razão da perda de mandatos dos referidos cargos majoritários, por motivos como indeferimento do registro de candidatura ou cassação do mandato por abuso de poder político e econômico.

Goiatins (TO) 

O candidato Max Luz (Solidariedade) foi eleito prefeito de Goiatins (TO), com 3.863 votos (52,85%), tendo como vice Dominguim do Peixe (MDB). Dida Filgueiras (Podemos) recebeu 3.446 votos (47,15%).

Ao todo, foram registrados 7.703 votos válidos, 35 em branco (0,45%) e 359 nulos (4,66%).

O município tem 8.811 eleitoras e eleitores aptos a votar. Desse total, 7.703 compareceram às urnas, enquanto 1.108 não votaram.

Itaguaí (RJ) 

O candidato Haroldinho Jesus (PDT) venceu a eleição para a Prefeitura de Itaguaí (RJ), com 58.054 votos (77,47%). Seu vice é Fabinho Taciano (Progressistas).

Em segundo lugar, ficou Kelaine Goulart (Novo), que recebeu 14.260 votos (19,03%). No entanto, a candidatura dela está sub judice, ou seja, aguarda análise da Justiça Eleitoral para que sua situação seja definida.

Na terceira colocação, ficou Luciano Mota (PT), com 2.243 votos (2,99%). Marcelo Cunha (Democrata) terminou em quarto lugar, com 380 votos (0,51%).

Itaguaí tem 100.347 eleitores aptos a votar. Desse total, 79.472 (79,20%) compareceram às urnas e a abstenção foi de 20.875 eleitores (20,80%). Entre os votos registrados, 1.749 foram em branco (2,20%) e 2.786 foram nulos (3,51%).

Narandiba (SP) 

O candidato Claudião Damacena (União) recebeu o maior número de votos na eleição suplementar para a Prefeitura de Narandiba (SP), com 2.135 votos (56,90%), enquanto Pedrinho (PRD) recebeu 1.617 votos (43,10%).

A definição do resultado, no entanto, depende de análise da Justiça Eleitoral, uma vez que a candidatura de Claudião Damacena está sub judice.

A cidade de Narandiba tem 4.457 eleitoras e eleitores aptos a votar. Ao todo, 3.934 compareceram às urnas, enquanto 523 não votaram, o que corresponde a uma abstenção de aproximadamente 11,73%. Do total de votos registrados, 3.934 foram válidos, 49 foram em branco (1,25%) e 133 foram nulos (3,38%).

Martinópolis (SP) 

O candidato Beto Leite (União) venceu a eleição suplementar para a Prefeitura de Martinópolis, no interior de São Paulo, com 8.247 votos (59,09%). Sua vice é Fernanda Crepaldi (União).

Em segundo lugar, ficou Marquinhos Xavier (PSDB), que recebeu 4.166 votos (29,85%). Gabriel Valões (MDB) terminou na terceira colocação, com 1.544 votos (11,06%).

O município tem um total de 18.052 eleitoras e eleitores aptos a votar. Desse total, 14.683 (81,34%) compareceram às urnas. A abstenção foi de 3.369 eleitores (18,66%). Foram registrados, ainda, 270 votos em branco (1,87%) e 456 votos nulos (3,11%).

Macedônia (SP) 

O candidato Vado (PSD) venceu a eleição suplementar para a Prefeitura de Macedônia, no interior de São Paulo, com 1.835 votos (57,54%), tendo como vice Pedro Antônio (PSD). Já o candidato Adilson Helena recebeu 1.354 votos (42,46%).

Ao todo, 3.353 eleitores compareceram às urnas, o que representa 81,58% do eleitorado apto a votar, ou 4.110 pessoas. A abstenção foi de 757 eleitores (18,42%).

Do total de votos registrados, 3.189 foram válidos. Também foram contabilizados 44 votos em branco (1,31%) e 120 votos nulos (3,58%).

Santana do Itararé (PR) 

O candidato Zé Izac (PT) venceu a eleição em Santana do Itararé, no Paraná, com 2.043 votos (54,32%). Seu vice é Joaquim do Venerando (Progressistas). Brunão Mota (PSD) recebeu 1.718 votos (45,68%) e terminou em segundo.

Dos 4.660 eleitores aptos a votar no município, 3.957 (84,91%) compareceram às urnas, enquanto 703 não votaram. Do total de votos registrados, 3.761 (95,05%) foram válidos. Também foram contabilizados 107 votos em branco (2,70%) e 89 votos nulos (2,25%).

Arroio do Sal (RS) 

Felipe Valim (MDB) foi eleito prefeito de Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul, com 4.592 votos (62,96%). Seu vice é Alemão do Mercado (PSDB). O candidato Valdir Cenci (PP) obteve 2.701 votos (37,04%) e ficou em segundo.

O município registrou o comparecimento de 7.688 eleitoras e eleitores, de um total de 9.496 aptos a votar. Foram contabilizadas 1.808 abstenções (19,04%). Na apuração, os votos válidos somaram 7.293 (94,86%), outros 154 votos foram em branco (2%) e 241 nulos (3,13%).

Eleições suplementares

São realizadas eleições suplementares quando há decisão da Justiça Eleitoral que resulta no indeferimento do registro de candidatura, na cassação do registro ou diploma ou na perda do mandato do candidato mais votado no pleito majoritário.

Nunes Maques diz que decisão de Zanin dificultou processo eleitoral

Brasília -DF- 25/10/2026 – Ministro Kassio Nunes Marques, Presidente do Senado, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta durante coletiva a imprensa. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste domingo (25) que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin que ampliou em duas horas o período de votação gerou “dificuldades para o processo eleitoral”.

Durante coletiva de imprensa para apresentar um balanço do segundo turno das eleições, Kassio disse que a decisão foi recebida por ele após as 17h, horário oficial da votação.

Segundo o presidente, nunca houve decisão anterior sobre ampliação do horário de votação.

“A decisão proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral. Assim que recebi o pedido de prorrogação do horário da votação, por volta das 15h30, busquei informações técnicas, apesar de não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação”, afirmou.

Kassio também garantiu que as denúncias sobre restrição de transporte coletivo serão apuradas pela Justiça Eleitoral.

“A eventual insuficiência de transporte sempre será apurada e enfrentada pela Justiça Eleitoral, instituição a quem nossa Constituição atribuiu a competência exclusiva de gerir o processo eleitoral”, completou.

Votação
O dia de votação foi marcado por denúncias da campanha do presidente da República reeleito Luiz Inácio Lula da Silva sobre a restrição no transporte de eleitores de municípios dos estados do Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco , Roraima e Bahia.

Após o registro dos casos, a campanha de Lula recorreu ao TSE para solicitar a ampliação da votação até as 19h

Diante a inércia do presidente do TSE, que não decidiu a questão, o PT foi ao Supremo, e o ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário.

Imprensa internacional destaca vitória histórica de Lula

Capa do NY Times sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: NYTimes/Reprodução

A vitória histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, estampou a página digital de alguns dos principais jornais do planeta.

Na página do jornal americano The New York Times na internet, a manchete no fim da noite destacava a vitória do Lula e a rejeição do filho de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conteve um movimento de direita liderado por Flávio Bolsonaro, cujo pai foi condenado por tentativa de golpe após a eleição de 2022”, diz o periódico.

O britânico The Guardian destacou a virada inédita de Lula, que perdeu o primeiro turno e conquistou o quarto mandato presidencial, além da derrota política da extrema direita bolsonarista.

O jornal El País, com sede na Espanha, enfatizou a virada de Lula, citando a diferença de 4 milhões de votos de vantagem do presidente à frente de Flávio, e pontuando que o petista se consolida como uma resistência a Trump.

Na mesma linha, a agência de notícias Associated Press (AP) enfatiza a vitória de Lula como um revés para Trump e para a expansão da influência norte-americana sobre a América Latina, além de destacar o quarto mandato presidencial.

O alemão Der Spiegel também estampou em sua versão digital a escolha do povo brasileiro pela continuidade de Lula, aos 80 anos, na presidência brasileira.

Na Argentina, o Clarín destacou que Lula deu a volta na eleição, superando Flávio Bolsonaro por mais de três pontos percentuais.

A rede árabe Al Jazeera, do Qatar, noticiou que o presidente Lula superou por pequena margem seu rival, o senador Flávio Bolsonaro, e conquistou um quarto mandato inédito, citando o órgão eleitoral oficial do Brasil.

Nas redes sociais, líderes latino-americanos saúdam Lula pela vitória

São Paulo (SP), 25/10/2026 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa após vitória nas eleições 2026, no hotel Intercontinental. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Momentos após a confirmação oficial da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais do Brasil, líderes de países vizinhos foram às redes sociais cumprimentar o presidente reeleito.

Um deles foi o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, que disse ter se comunicado com Lula para felicitá-lo. “Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral”, afirmou.

“Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades presidente Lula”, escreveu a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Outro líder que se manifestou foi o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. “Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações”, escreveu o mandatário.

O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. “Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países”, postou.

Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.

Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito

Brasília (DF), 25/10/2026 - O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, anunciou na noite deste domingo (25) que não vai reconhecer o resultado das urnas, apesar da diferença de mais de 4,4 milhões de votos a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A justificativa seria a prorrogação do horário de votação eleitoral, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu um pedido de ambas as candidaturas, incluindo a da campanha de Flávio.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Flávio em comunicado à imprensa ao lado de aliados, na frente de seu QG de campanha, em Brasília.

Para ele, os acontecimentos do segundo turno foram inaceitáveis.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se num estado onde as urnas não foram reabertas quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu”, disse o candidato.

Sem fazer menção aos mais de 59 milhões de votos recebidos, Flávio Bolsonaro saiu sem responder às perguntas.

Zanin tomou a decisão sobre a prorrogação do horário de votação, até às 19h, em caráter de urgência, considerando graves os relatos de dificuldades no transporte de eleitores, especialmente em cidades da Bahia e na cidade de São Paulo.

A determinação, anunciada próximo das 17h, horário previsto para o encerramento da votação, inicialmente estabeleceu a extensão do prazo em todas as seções eleitorais.

Após informações do TSE de que diversas urnas já haviam sido fechadas, o ministro esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções que ainda estavam abertas.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manterem essas seções em funcionamento até as 19h. Os votos registrados nas urnas já encerradas seriam computados normalmente.