TSE irá julgar decisão que barrou postagens sobre Nossa Senhora

16/07/2026 - Brasília - Tribunal Superior Eleitoral - TSE . Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira (30) o julgamento virtual da decisão da Corte que derrubou postagens nas redes sociais relacionadas à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

A sessão virtual está prevista para começar às 10h.

Na semana passada, o ministro André Mendonça, do TSE, acolheu pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e mandou retirar uma postagem do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes. Flávio Bolsonaro alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.

Entenda
O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora começou no último final de semana.

Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça ordenou a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato.

Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.

No domingo (27), o ministro Flávio Dino atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a retirada da postagem. Em seguida, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, que derrubou a decisão de Dino.

Mais cedo, o presidente do STF decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.

A decisão permitiu ao TSE marcar a sessão que será realizada amanhã.

Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto

Carteira de trabalho digital.

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.

O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29).

O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores.

A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas).

Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.

A população desocupada terminou o período em 5,8 milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.

A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto – patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37,3%.

O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

Massa salarial recorde
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior já registrado foi R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026.

A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um ano.

Recorde de contribuintes para a Previdência
De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem.

Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Dr. Tarcisio Reis amplia agenda de panfletagens e destaca propostas para fortalecer o SUS

A poucos dias das eleições, o cirurgião oncológico e intensivista Dr. Tarcisio Reis, candidato a deputado estadual pela Federação União Progressista, intensifica a agenda de campanha com uma série de panfletagens em unidades de saúde e importantes corredores da capital pernambucana.

Integrante da chapa formada pelo candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e pelo deputado federal e candidato à reeleição Lula da Fonte (PP), o médico afirma que encerra a campanha com a certeza de ter apresentado propostas concretas para fortalecer a saúde pública em Pernambuco.

A programação começa nesta terça-feira (29), das 7h às 8h30, em frente ao Hospital Barão de Lucena. À tarde, das 16h30 às 19h30, a mobilização acontece na esquina da Avenida Rosa e Silva com a Casas José Araújo. Na quarta-feira (30), a agenda continua, das 16h30 às 19h30, na Farmácia 4 Cantos. Já na quinta-feira (1º), Dr. Tarcisio estará, das 7h às 9h, em frente ao Hospital de Câncer de Pernambuco.

Segundo o candidato, a reta final será marcada pelo contato direto com a população e pela apresentação das principais propostas da campanha, como a descentralização da saúde, o fortalecimento dos hospitais filantrópicos, a implantação do Prontuário Único por CPF, a expansão do Programa Enfermeiro Navegador e a ampliação da oferta de exames e tratamentos especializados no interior.

“Foi uma campanha construída ouvindo as pessoas e levando propostas viáveis para melhorar a saúde de Pernambuco. Percorremos todas as regiões do Estado e mostramos que é possível fortalecer o SUS, aproximar os serviços da população e garantir mais dignidade aos pacientes. Encerramos essa caminhada com a sensação de dever cumprido e muita confiança no trabalho realizado”, afirma Dr. Tarcisio.

Dólar sobe para R$ 5,22 e atinge maior nível desde março

Notas de dólar
 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Em um dia de turbulências no exterior, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,20 e fechou em R$ 5,22 – maior nível em quase seis meses. A bolsa recuou pela quarta vez consecutiva.

A moeda acompanhou o movimento de fortalecimento do dólar no exterior, em um dia marcado pela aversão ao risco, pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelas incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.

O petróleo também terminou o dia em alta, embora distante das máximas alcançadas durante a sessão.

Confira os principais números:

  • Dólar à vista: R$ 5,226 (+0,83%);
  • Ibovespa: 182.991,13 pontos (-0,26%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 97,83 (+0,40%);
  • Petróleo tipo WTI: US$ 92,60 (+0,21%).

Cotação

A moeda estadunidense avançou desde o início dos negócios e chegou a superar R$ 5,22 ainda durante a manhã. O dólar comercial subiu 0,83%, encerrando esta segunda-feira (28), vendido a R$ 5,226, no maior fechamento desde 30 de março.

O movimento acompanhou a valorização do dólar frente a outras moedas de países emergentes. O índice que mede o desempenho da moeda estadunidense contra uma cesta de seis divisas subia 0,05%, às 17h04.

No exterior, a elevação dos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA contribuiu para um ambiente menos favorável aos ativos de maior risco. O rendimento do Treasury de dez anos terminou o dia em 5,2319%, ante 5,181% na sexta-feira (25).

Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

No cenário doméstico, as atenções também permaneceram voltadas para as eleições presidenciais, sem que os dados das pesquisas divulgadas ao longo do dia alterassem o cenário de disputa acirrada.

O Banco Central informou ainda que o Brasil registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto. O investimento direto no país, por outro lado, somou US$ 7,396 bilhões no mês.

No boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada toda segunda-feira pelo Banco Central, a projeção mediana para o dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20.

A estimativa para a inflação de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, enquanto a previsão para 2027 passou de 4,30% para 4,31%.

Ibovespa recua

O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.931,36 e a máxima de 184.094,65 pontos.

Com o resultado, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou o quarto pregão consecutivo de baixa. Apesar da sequência negativa, o Ibovespa mantém alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano.

O ambiente externo pressionou os mercados acionários, com queda das bolsas em Nova York e alta dos juros dos títulos estadunidenses. O S&P 500, índice das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, terminou a sessão em baixa de 0,77%.

No mercado brasileiro, a alta do petróleo ajudou a sustentar as ações de empresas do setor. O índice Small Caps, que não inclui Petrobras em sua composição, caiu 1,2% no dia.

Petróleo avança

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, mas reduziu os ganhos ao longo do dia. O movimento ocorreu em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e às dificuldades para normalizar o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent para dezembro, referência para negociações internacionais, subiu 0,40%, para US$ 97,83. O barril WTI, do Texas, avançou 0,21% para US$ 92,60.

O produto chegou a registrar ganhos mais fortes durante a sessão, mas perdeu parte da valorização após informações sobre possíveis avanços nas negociações entre Washington e Teerã e sobre medidas para ampliar a oferta de petróleo.

A Arábia Saudita também retomou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com fluxo estimado em cerca de 3,5 milhões de barris por dia. Os carregamentos de exportação foram retomados no porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

Apesar dos sinais de aumento da oferta, as restrições à navegação em Ormuz e as tensões no Oriente Médio mantiveram o mercado de petróleo sob pressão e contribuíram para a volatilidade dos preços ao longo do pregão.

Rodrigo Pinheiro amplia apoio aos feirantes e perdoa toda dívida existente do chão da feira até setembro de 2026

Na manhã desta segunda-feira (28), em reunião na Prefeitura de Caruaru, o prefeito Rodrigo Pinheiro anunciou que adotará medidas para promover o perdão das dívidas referentes ao uso do solo dos feirantes do Parque 18 de Maio e das feiras de bairro do município, contraídas até o mês de setembro deste ano. Um projeto de lei será enviado à Câmara de Vereadores para regulamentar a decisão.

A iniciativa tem como objetivo contribuir para a regularização dos feirantes, reduzir o impacto financeiro dos débitos acumulados e fortalecer a atividade comercial desenvolvida nas feiras de Caruaru. Vale ressaltar que do mês de outubro em diante, serão cobrados os preços já praticados pelos espaços das feiras.

Com a medida, a gestão municipal reafirma o compromisso com os trabalhadores que movimentam a economia local e fazem parte da história e da identidade de Caruaru. “A gente segue dialogando, trabalhando, fazendo tudo o que está dentro da possibilidade do município para ver nossa economia, nossos feirantes e toda a cidade cada vez mais pujante e feliz”, destacou Rodrigo Pinheiro.

No Parque 18 de Maio, desde 2017, as gestões Raquel e Rodrigo, e atualmente Rodrigo e Dayse, vêm promovendo a requalificação do Complexo de Feiras, com R$ 32 milhões investidos diretamente pela Prefeitura de Caruaru em melhorias nos estacionamentos da Viúva e do Machadinho, calçadas, asfaltamento, mercados de carne e de farinha, Casa Rosa, Polo Gastronômico, boxes e banheiros, além da desobstrução de vias e da construção de uma nova ponte.

Em relação às feiras dos bairros, destacam-se os investimentos realizados com a requalificação da Feira da Boa Vista, com melhorias na estrutura, organização e segurança do espaço. A estruturação da Feira do Milho da Boa Vista em um novo local, com mais infraestrutura para os feirantes e compradores, e a recuperação do Mercado Público de Carne do Salgado.

Quaest: Lula reduz distância para Flávio Bolsonaro no Sudeste

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no Sudeste, região que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro. O petista passou de 30% para 33% na simulação de primeiro turno, enquanto o bolsonarista recuou de 36% para 35%, na comparação com o levantamento da semana passada. Embora as variações tenham ocorrido dentro da margem de erro de três pontos percentuais, a vantagem de Flávio caiu de seis para dois pontos percentuais.

O bolsonarista, por outro lado, ampliou a vantagem para o petista na região Sul. Flávio variou de 39% para 41% em uma semana. Lula recuou de 30% para 27% no mesmo período — a frete do bolsonarista passou de nove para 14 pontos percentuais. A margem de erro é de seis pontos percentuais. As informações são do jornal O GLOBO.

Movimento semelhante ocorreu no Centro-Oeste e Norte, onde Flávio passou de 36% para 41% das intenções de voto no primeiro turno. Já Lula avançou de 35% para 36%. Com este resultado, a frente do bolsonarista subiu de um para cinco pontos percentuais. A margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Já no Nordeste, Lula avançou de 54% para 56% no período. O petista mantém ampla liderança contra Flávio, que variou de 23% para 24%. A vantagem de Lula na região é de 32 pontos percentuais. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, os dados mostram que Flávio manteve 43% das intenções de voto no Sudeste, enquanto Lula passou de 36% para 37%. No Nordeste, o petista marcou 58% e o bolsonarista 29% — eram 57% e 31% no levantamento anterior.

A pesquisa mostra que, no Sul, Flávio passou de 52% para 54%. Por outro lado, Lula recuou de 30% para 29%. No Centro-Oeste e Norte, por sua vez, o bolsonarista manteve 48%, enquanto o petista avançou de 36% para 40%.

Raquel Lyra e João Campos se enfrentam em debate da Rede Globo nesta terça

A TV Globo promove, nesta terça-feira (29), o debate entre os candidatos ao governo de Pernambuco. O encontro será mediado pelo apresentador Márcio Bonfim e terá transmissão ao vivo pela TV Globo, pelo g1, pelo Globoplay e pela rádio CBN Recife, direto da sede da emissora, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, logo após a novela Quem Ama Cuida, por volta das 22h.

Participam do debate Ivan Moraes, do PSOL; João Campos, do PSB; e Raquel Lyra, do PSD, candidata à reeleição. Foram convidados, conforme determina a lei, os candidatos de partidos, coligações e federações com representação no Congresso Nacional de, ao menos, cinco parlamentares. As informações são do g1.

O debate terá quatro blocos e não contará com plateia. O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para o domingo (4).

TRE-PE abre credenciamento de imprensa para a cobertura das Eleições 2026 na sede do Tribunal

Credenciamento Imprensa Eleições 2026

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informa aos veículos de imprensa que está aberto o credenciamento para os profissionais que farão a cobertura das Eleições 2026 na sede do órgão, na Av. Agamenon Magalhães, 1160.

O cadastro deve ser feito exclusivamente por meio eletrônico, com o preenchimento do formulário abaixo. O prazo para envio é até 2 de outubro (sexta-feira) às 18h, sendo o credenciamento válido apenas para o 1º turno das Eleições, em 4 de outubro. Os profissionais receberão pulseiras de identificação na portaria da sede, não havendo necessidade de comparecimento prévio.

Renegociação de dívidas de adimplentes é prorrogada até 26 de outubro

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s
Programa voltado a trabalhadores informais com dívidas em dia ou com atraso inferior a 90 dias, o Desenrola Adimplentes foi estendido por mais 30 dias. As renegociações poderão ser feitas até 26 de outubro, data em que também termina a vigência da medida provisória que criou a iniciativa.

O prazo inicial era de 90 dias e terminaria na semana passada. A extensão foi estabelecida pela medida provisória que instituiu o Desenrola 3.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas.

Como funciona
O Desenrola Adimplentes permite renegociar até R$ 15 mil em dívidas sem garantia contratadas por trabalhadores informais em operações de crédito pessoal. As condições preveem juros de até 1,99% ao mês. Segundo os dados apresentados pelo governo, a taxa média dessas operações atualmente gira em torno de 7% ao mês.

Para participar, o cliente precisa ter quitado pelo menos quatro parcelas do financiamento. Além disso, os pagamentos devem estar em dia ou apresentar atraso inferior a 90 dias.

Início das renegociações
De acordo com o governo, a prorrogação ocorreu porque a implementação do programa sofreu atrasos operacionais. A medida provisória que criou o Desenrola Adimplentes foi publicada em 29 de junho, mas as renegociações só começaram efetivamente em 10 de agosto.

O início das operações ocorreu após mudanças nas regras de participação das instituições financeiras, pedidas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, que atuam como agentes operadores do programa.

Na justificativa apresentada para a medida provisória, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa busca atender trabalhadores informais que enfrentam dificuldades para comprovar renda e, por isso, têm maior acesso a modalidades de crédito com juros elevados.

Segundo Durigan, a iniciativa permite que pessoas sem vínculo formal de emprego e sem acesso a linhas de crédito mais baratas possam reorganizar suas dívidas em condições mais favoráveis.

Resistência dos bancos
Desde a criação, no fim de junho, o Desenrola Adimplentes encontrou resistência no setor privado. Bancos demonstraram pouco interesse em participar de uma iniciativa voltada a renegociar dívidas que ainda não estavam vencidas e que atendem a um público específico.

Para ampliar a participação, o governo incluiu a possibilidade de portabilidade de crédito. A medida permite que bancos públicos ofereçam aos clientes condições de repactuação consideradas adequadas.

Mesmo com essa previsão, a adesão ao programa ocorreu abaixo do previsto, com as renegociações só começando, de fato, em 10 de agosto.

Presidente do TSE reclama de interferência em decisões da Corte

Brasília (DF), 30/04/2026 - Ministro do TSE, Kassio Nunes Marques durante sessão.
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, enviou nesta segunda-feira (28) um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para reclamar de “indevida sobreposição de competência” sobre as decisões da Justiça Eleitoral.

A manifestação ocorreu após o ministro Flávio Dino derrubar a decisão de André Mendonça, do TSE, e liberar a postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

“Venho manifestar minha elevada preocupação com episódios reiterados de indevida sobreposição de competência e de violação ao juiz natural no âmbito do Supremo Tribunal Federal que vêm impactando diretamente a condução da eleição pelo Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou o presidente.

Kassio também defendeu mudanças na tramitação dos processos no Supremo para evitar a derrubada das decisões do TSE.

“A extensão, por via reclamatória e mediante decisão monocrática, dos efeitos de provimento jurisdicional a publicações não identificadas, altera a arquitetura constitucional da jurisdição eleitoral e fragiliza a unidade de comando necessária à condução do processo eleitoral”, completou.

Mais cedo, Kassio se reuniu presencialmente com Fachin e levou as reclamações pessoalmente.

Entenda o caso
Neste domingo (27), o ministro Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet para restaurar uma postagem no X sobre Nossa Senhora Aparecida, que havia sido removida por decisão do ministro André Mendonça, no âmbito do TSE.

O humorista veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. O pedido obteve decisão liminar no TSE para a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes sob pena de multa diária de R$ 30 mil.

Durante a semana, surgiram informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil”. O candidato do PL nega.