Mais de 40 mulheres idosas participam de curso gratuito de automaquiagem em Caruaru

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria da Mulher (SEMU), está promovendo um curso gratuito de automaquiagem para mulheres idosas. As aulas, realizadas no Centro de Qualificação Profissional para Mulheres, reúnem mais de 40 alunas, divididas em duas turmas, uma nesta segunda (7) e a próxima na quarta (9).

A iniciativa, realizada em parceria com o Grupo Boticário, tem o objetivo de evidenciar o autocuidado da mulher na terceira idade. As alunas inscritas, que têm de 60 a 90 anos, são atendidas pela SEMU por meio de diversos projetos, como o ballet Senhora Juventude, o Qualidade de Vida e os grupos terapêuticos.

“É um curso que reúne mulheres atendidas pela SEMU. Além de ensinar as alunas a se maquiar para as apresentações artísticas, esse curso ensina a elas a cuidarem da pele e da autoestima no dia a dia, em todas as ocasiões da vida”, destacou Rosa Moura, coordenadora da mulher idosa ou com deficiência da SEMU.

Quando éramos sustentáveis sem saber: a sabedoria perdida de uma geração

Por Marcelo Rodrigues

Existe uma ironia cruel no fato de que a geração que cresceu sem leis ambientais praticava, instintivamente, hábitos muito mais sustentáveis do que nós, armados com toda nossa legislação e consciência ecológica.

Enquanto hoje debatemos políticas públicas sobre resíduos sólidos e criamos campanhas milionárias para reduzir o lixo, nossos avós e pais simplesmente não produziam tanto descarte porque a economia doméstica não permitia desperdício.

As garrafas de refrigerante e cerveja eram verdadeiros tesouros familiares. Guardava-se cada casco como se fosse moeda, porque literalmente era. O ritual de verificar se a boca estava intacta antes de levar ao armazém fazia parte da educação das crianças sobre valor e cuidado. Uma garrafa rachada representava prejuízo real, não apenas um inconveniente jogado no lixo.

Essa simples dinâmica criava uma cultura de preservação que nenhuma campanha publicitária conseguiu reproduzir.

As fraldas de pano eram lavadas, quaradas ao sol e reutilizadas centenas de vezes. A ideia de usar uma fralda uma única vez e descartá-la seria considerada um luxo absurdo, quase ofensivo. As mães desenvolviam técnicas refinadas de lavagem e secagem, transformando o cuidado com bebês em um ciclo sustentável que durava anos. Hoje, uma criança gera toneladas de lixo apenas em fraldas descartáveis antes de completar dois anos.

Os copos de vidro eram patrimônio da família, passados de geração em geração. Quebrar um copo era tragédia doméstica, não oportunidade de comprar um novo. Os talheres de ferro eram polidos e conservados como objetos de valor, porque eram. A mesa posta representava investimento familiar, não consumo descartável. Cada objeto tinha história, procedência e expectativa de durar décadas.

Os restos de comida jamais viam o lixo. Tudo servia para alimentar galinhas, porcos ou cachorros do quintal. As cascas de frutas viravam adubo natural para a horta. O conceito de “sobra” simplesmente não existia no vocabulário doméstico. Cada grão de arroz tinha destino certo, cada pedaço de pão ressecado se transformava em farofa ou ia para os animais.

O papel do pão exercia dupla função: primeiro protegia o alimento, depois virava capa improvisada para livros escolares. As crianças aprendiam a dobrar e ajustar o papel manteiga com a mesma destreza que hoje demonstram com aplicativos de celular. Cadernos eram usados até a última página, incluindo as margens e contracapas.

As roupas eram remendadas, ajustadas e transformadas. Uma calça do pai virava bermuda do filho. Um vestido da mãe se convertia em blusa da filha. A máquina de costura era ferramenta de economia familiar, não hobby criativo. Rasgar uma roupa era problema a ser resolvido, não desculpa para comprar nova.

Esta geração não precisava de leis para ser sustentável porque a sustentabilidade era condição de sobrevivência. Não desperdiçavam porque não podiam. Não acumulavam lixo porque cada objeto tinha múltiplas vidas úteis. Viviam em harmonia com o meio ambiente não por consciência ecológica, mas por necessidade econômica.

Talvez a verdadeira revolução ambiental não esteja em criar mais leis, mas em reaprender a sabedoria prática de quem nunca teve o luxo de desperdiçar.

Nossos avós e pais foram os verdadeiros pioneiros da sustentabilidade, mesmo sem saber que essa palavra existia.

Marcelo Rodrigues, é advogado especialista em direito ambiental e urbanístico, consultor técnico em sustentabilidade da Prefeitura Municipal de Caruaru, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife.

AMC realiza reunião para analisar sinistros de trânsito do último fim de semana em Caruaru

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC), realizou, na manhã desta segunda-feira (7), uma reunião com as forças de segurança viária para analisar as ocorrências de trânsito registradas no último fim de semana na Capital do Agreste.

Da última sexta-feira (4) até a manhã desta segunda, foram registrados 15 sinistros com duas mortes. Durante o encontro, foram debatidos os motivos de cada ocorrência e de que forma as entidades podem reduzir os números que chamaram atenção nos últimos dias.

Participaram do encontro representantes da PRF, 4º BPM, Guarda Municipal, além dos agentes de trânsito da AMC. “Durante os próximos dias estaremos intensificando as ações por toda a cidade, com blitzes educativas e orientações para os condutores. Infelizmente, as ocorrências registradas nesses últimos dias foram ocasionados por conta do consumo de bebida alcoólica e velocidade”, pontuou o presidente da AMC, Coronel Edson Nóbrega.

As entidades parceiras que participaram da reunião enalteceram a importância da realização das ações conjuntas, se prontificando para reduzir os números de sinistros neste começo do mês de julho.

Governo de Pernambuco é reconhecido nacionalmente no Prêmio MapBiomas; vice-governadora Priscila Krause participa do evento

O Governo de Pernambuco foi reconhecido, nesta segunda-feira (7), com o Prêmio MapBiomas na categoria Políticas Públicas, durante cerimônia realizada no Insper, na cidade de São Paulo. A gestão estadual foi premiada por conta da Plataforma Ecológico-Econômica de Pernambuco, ferramenta digital pioneira que centraliza dados geoespaciais e moderniza o monitoramento, licenciamento e fiscalização ambiental no território pernambucano. Representando a governadora Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause, acompanhada do presidente da Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH), José Anchieta, recebeu a premiação em nome do Estado.

“Pernambuco tem avançado em muitas direções e não poderia ser diferente quando se trata de meio ambiente e sustentabilidade. Parabenizo todos os servidores envolvidos neste importante trabalho de aliar tecnologia à proteção ambiental. Uma administração estadual é feita de trabalhadores talentosos e, acima de tudo, comprometidos com o desenvolvimento do Estado e o bem-estar da população. O time do Governo de Pernambuco está de parabéns não apenas pelo prêmio, mas pelo trabalho realizado diariamente com entregas que fazem a diferença no presente e no futuro das cidadãs e cidadãos pernambucanos”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A vice-governadora Priscila Krause também destacou o empenho das equipes envolvidas na criação e manutenção da Plataforma Ecológico-Econômica. “Este prêmio é um reconhecimento ao trabalho da CPRH e de todas as equipes que se dedicaram à criação da plataforma. Mais do que uma conquista técnica, é uma ferramenta que fortalece a nossa capacidade de proteger o meio ambiente e promover um desenvolvimento mais sustentável. Estamos entregando uma política ambiental moderna e transparente, com justiça social e inclusão produtiva. E isso é apenas o começo. Já estamos colhendo resultados com a redução do desmatamento e o avanço de políticas como o Plantar Juntos e o Noronha Verde”, disse.

O secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Daniel Coelho, avaliou o papel estratégico da Plataforma Ecológico-Econômica como um divisor de águas na política ambiental de Pernambuco. “Essa plataforma é o maior avanço em termos de gestão ambiental do nosso Estado. É nela que os cidadãos, entidades da sociedade civil, representantes do setor público e empreendedores vão poder encontrar informações ambientais relevantes que ajudarão a elaborar estratégias que vão nortear a atuação da pasta e facilitar o desenvolvimento sustentável de Pernambuco”, afirmou.

*PLATAFORMA -* Lançada em dezembro de 2024, com investimento de R$ 1,8 milhão, a plataforma foi desenvolvida pela empresa Geodatim e já ultrapassa 17 mil acessos. Entre as principais funcionalidades, destacam-se o Relatório Preliminar Ambiental (RPA), que orienta o processo de licenciamento, a visualização de séries temporais de indicadores ambientais, o mapeamento de desmatamentos ilegais e análises espaciais avançadas que apoiam a tomada de decisão com base em evidências.

“Esse prêmio reconhece o esforço coletivo da gestão Raquel Lyra e da equipe da CPRH. A plataforma representa um grande avanço na gestão ambiental de Pernambuco, facilitando tanto a tomada de decisão do Estado quanto o processo de licenciamento para os empreendedores. Nosso compromisso agora é seguir aprimorando essa ferramenta”, enfatizou o presidente da CPRH, José Anchieta

*PRÊMIO MAPBIOMAS -* Criado em 2019, o Prêmio MapBiomas reconhece projetos que utilizam dados da plataforma colaborativa em prol da conservação, manejo sustentável e enfrentamento às mudanças climáticas. Além da categoria Políticas Públicas, o prêmio conta com outras seis categorias: Geral, Jovem, Negócios, Escolas, Combate ao Desmatamento e Emergências.

Senado deve votar legalização de cassinos e jogo do bicho nesta terça-feira (08)

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou, para esta terça-feira (08), a votação do Projeto de Lei dos Cassinos, que tem como proposta legalizar diversas modalidades de jogos de azar, incluindo bingos, apostas em cavalos e cassinos, além de regulamentar o jogo do bicho.

O projeto está travado no Senado desde junho do ano passado, quando foi aprovado em uma votação apertada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho de 2024. Segundo o relator, senador Irajá (PSD-TO), a pausa estratégica na votação foi necessária para angariar apoio suficiente antes do parecer final do plenário.

A proposta enfrenta resistência principalmente da bancada evangélica. “Vamos tentar impedir de todas as formas”, declarou à Coluna do Estadão o presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Senado, Carlos Viana (Podemos-MG). “Vamos trabalhar muito contra isso, mas muito mesmo”, reforçou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), vice do grupo em maio deste ano.

A medida pretende pôr fim à proibição de jogos de azar estabelecida por uma lei de 1946, e revoga partes da Lei de Contravenções Penais. Questões relacionadas ao impacto das bets, como endividamento da população e uso irregular para lavagem de dinheiro, também fizeram parte das discussões no Congresso.

Segundo a justificativa, a proposta pretende “criar um sistema de supervisão e fiscalização para garantir a segurança e a transparência dessas atividades, além de prever medidas para prevenir crimes como lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”.

O texto original do projeto foi apresentado em 1991, quando o então deputado Renato Vianna, na época do PMDB (hoje MDB), o apresentou com foco na legalização do jogo do bicho. Desde então, sofreu diversas alterações, expandindo-se para o que hoje é chamado de “Marco Regulatório dos Jogos no Brasil”. Após aprovação na Câmara em 2022, a proposta chegou ao Senado e agora pode seguir para sanção ou veto presidencial.

Se aprovada, a regulamentação trará regras detalhadas para cada modalidade. Cassinos, por exemplo, só poderão funcionar em complexos integrados de lazer, como resorts, ou em embarcações. Esses locais devem atender a exigências como capital social mínimo de R$ 100 milhões, acomodações de alto padrão e licenças de operação de 30 anos, renováveis. A distribuição de licenças será

limitada e baseada na população e no território de cada estado.

Bingos permanentes poderão operar em casas exclusivas ou estádios de futebol com mais de 15 mil lugares, com licenças de 25 anos renováveis. As salas precisarão ter ao menos 1.500 m² e poderão instalar até 400 máquinas de vídeo-bingo. Já o jogo do bicho dependerá de cauções financeiras para credenciamento, sendo permitida uma licença a cada 700 mil habitantes por Estado.

A tributação será outro ponto importante. Ganhos acima de R$ 10 mil serão taxados em 20% via Imposto de Renda, enquanto as casas de apostas pagarão taxas trimestrais que variam de R$ 20 mil a R$ 600 mil, dependendo do tipo de jogo. Além disso, haverá a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) com alíquota de 17%. O Ministério da Fazenda será responsável por fiscalizar, licenciar e autorizar as operações.

Caruaru: Avenida Portugal passa a contar com novo espaço para caminhada nesta segunda-feira (07)

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Executiva de Esportes, em parceria com a Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC), vai promover, a partir da segunda-feira (7), um novo espaço para a prática de corridas e caminhadas na Avenida Portugal, no bairro Universitário.

Uma das faixas do lado esquerdo do canteiro, sentido o entroncamento da PE-95, será interditada. A ação visa incentivar a mobilidade urbana, oferecendo um espaço adequado para corridas e caminhadas, das 5h às 7h, de segunda a sexta-feira.

Para orientar os condutores e pedestres, a partir das 4h, as equipes da AMC estarão no local para inserir os cones, limitando uma das faixas, no percurso que compreende o Supermercado Mix Mateus até o entroncamento com a PE-95. Após o horário estabelecido, a via volta a funcionar com as duas faixas para os veículos.

CNU 2025: pedidos de isenção da taxa de inscrição vão até terça-feira

São Paulo (SP) 18/08/2024 UNIP em São Paulo, candidatos  do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) a espera da abertura dos portões.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As pessoas interessadas em pedir isenção da taxa de inscrição para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) devem fazer a solicitação até 23h59 desta terça-feira (8), no horário de Brasília.

A taxa única é de R$ 70 para os cargos de nível médio e superior e deve ser paga até o dia 21 de julho.

O pedido de gratuidade deve ser feito online, no momento da inscrição, exclusivamente no sistema da Fundação Getulio Vargas, banca examinadora do certame, com login único da conta no portal do governo federal, o Gov.br.

O endereço eletrônico é o mesmo para anexar a documentação que comprove as situações que dão direito à gratuidade da taxa de inscrição.

Quem tem direito

De acordo com as condições previstas no edital do CNU 2025, têm direito à isenção da taxa as pessoas que:

têm inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
comprovem ser doador de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde;
são bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação;
têm o curso superior financiado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O candidato que prestar declarações falsas será excluído do concurso, em qualquer fase, e responderá legalmente pelo ato.

A participação anterior em programas sociais ou isenção em outros concursos não garante isenção automática no segundo CNU.

Documentação

A retificação do edital do chamado Enem dos Concursos, publicada na quinta-feira (3), dispensa os inscritos no CadÚnico de preencherem o Número de Identificação Social (NIS) no momento de solicitar a isenção da taxa.​​

​Os candidatos que são ou tenham sido bolsistas do Prouni ou receberam financiamento do Fies devem indicar a opção de solicitação correspondente a essa modalidade no sistema de inscrição.

No caso de doador voluntário de medula óssea, o candidato deverá fazer upload da documentação que comprove a situação declarada: o documento de identidade com foto; o comprovante da doação, com data da coleta e de emissão do documento, assinatura da pessoa responsável pelo órgão emissor; com nome legível de quem assina; ou apresentar a certidão ou cartão de doador voluntário de medula óssea, expedidos por entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

Somente serão aceitos arquivos no formato JPG, JPEG, PNG e PDF, no tamanho máximo de 5MB. A organização do certame avisa que não serão aceitos documentos enviados por fax, correio eletrônico, meio postal, entregues pessoalmente na sede da FGV ou no dia da aplicação das provas.

Resultados

A simples solicitação não garante a isenção. Todos os pedidos passarão por análise da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV consultará os órgãos gestores do CadÚnico, do Prouni e do Fies, além do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Os resultados preliminares de todos os pedidos serão divulgados no dia 10 de julho, no site do concurso.

Em caso de indeferimento, o candidato poderá entrar com recurso contra a decisão em dois dias úteis após a divulgação. O resultado final dos recursos está previsto para 18 de julho.

CNU 2025

A segunda edição do CPNU oferece 3.652 vagas para 32 órgãos, com provas aplicadas em dois dias – a primeira fase, de questões objetivas, em outubro; e a segunda, as dissertativas, em dezembro, apenas para os aprovados na etapa anterior.

Os cargos serão agrupados em nove blocos temáticos, com a possibilidade do candidato se inscrever para diferentes cargos dentro do mesmo bloco e definição de sua lista de preferência pelas vagas​.

Países do Brics querem os próprios cabos submarinos de comunicação

Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 – A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, fala com a TV Brasil durante a Cúpula de líderes do Brics. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Países do Brics planejam realizar um estudo de viabilidade técnica e econômica para a construção de uma rede de comunicação de alta velocidade por meio de cabos submarinos. A medida já havia sido discutida pelos ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do grupo e agora foi incluída na Declaração Final da 17ª Reunião de Cúpula.

“Fazer um estudo de viabilidade para o estabelecimento de cabos submarinos ligando diretamente membros do Brics aumentará a velocidade, a segurança e a soberania na troca de dados”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na segunda sessão plenária da reunião de Cúpula, que ocorre neste domingo (6) e segunda-feira (7), no Rio de Janeiro.

O estudo é o primeiro passo para a construção dessa infraestrutura necessária, por exemplo, para o compartilhamento de dados entre os países e o desenvolvimento de inteligências artificiais (IA).

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, também falou sobre o assunto em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). De acordo com Santos, o estudo deverá ser financiado pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics.

“Os cabos de fibra óptica onde hoje circulam os dados são muito concentrado no Norte Global. Nós vamos fazer esse estudo de viabilidade. Foi uma decisão dos 11 países, e nós vamos buscar o NDB”, afirmou em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), neste domingo (6).

É por meio de cabos de fibra óptica instalados no fundo do oceano que dados em larga escala são transmitidos entre continentes e entre países de todo o mundo. Esses cabos possibilitam a realização de chamadas de vídeo e outras comunicações e possibilitam inclusive o tráfego na própria internet. A maior parte desses cabos é, no entanto, de países como Estados Unidos, França, Japão e China.

“Nós estamos em um tempo dadocêntrico, cuja questão dos dados é decisiva para uma agenda de desenvolvimento dos países. Nós temos que ter um cabo próprio, em que os dados sejam nossos, sejam desses países”, reforçou a ministra.

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países-membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países-parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.

Os 11 membros permanentes representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do Brics receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto nós compramos desses países 34% do total do que importamos.

Inteligência artificial

Na Declaração Final da 17ª Reunião de Cúpula, a Declaração do Rio de Janeiro, os países sinalizam positivamente para a construção de uma rede própria: “Saudamos a proposta brasileira de discutir, em 2025, a realização de um “Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica” para o estabelecimento de uma rede de comunicação de alta velocidade por meio de cabos submarinos entre os países do BRICS”, diz o texto.

Além da Declaração do Rio de Janeiro, o países do BRICS aprovaram um documento específico de Governança Global da Inteligência Artificial.

De acordo com a ministra, no Brasil, há atualmente 11 centros de competência para desenvolver soluções de inteligência artificial de diversas questões da saúde, da educação, de agropecuária, que buscam dialogar com as necessidades brasileiras. Esses centros fazem parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que conta com R$ 23 milhões,

“A inteligência artificial, assim como todo todas as revoluções tecnológicas, não precisa ser vista como o bicho-papão, precisa ser dominada. E o Brasil está demonstrando que pode fazer isso”, disse Santos.

“Têm várias soluções brasileiras de inteligência artificial, e é isso que a gente quer, que, cada vez mais, a ciência e a tecnologia se aproximem das as pessoas e não tenham os vieses que a gente conhece hoje, de uso indevido, de intolerância, de ódio, ou que afete a democracia, que seja usado contra os interesses da democracia e contra os interesses das pessoas”, acrescentou.

Brics pede solução de dois Estados na Palestina; Irã quer Estado único

Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 - Foto ofical do Brics com seus membros.
Da esquerda para direita:
Minister Sergei Lavrov (Rússia),
Khaled bin Mohamed Al Nahyan (Emirados),
Prabowo Subianto (Indonésia)
Cyril Ramaphosa (África do sul)
Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)
Primeiro ministro, Narendra Modi  (Índia)
 Premier Li Qiang (China)
Abiy Ahmed (Etiópia)
Mostafa Madbouly (Egito)
 Abbas Araghchi (Irã)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A declaração final da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, voltou a defender, como nas declarações anteriores, a solução de dois Estados, um palestino e outro israelense, para o conflito do Oriente Médio que dura mais de sete décadas.

“Reafirmamos nosso apoio à adesão plena do Estado da Palestina às Nações Unidas no contexto do compromisso inabalável com a Solução de Dois Estados, o que inclui o estabelecimento de um Estado da Palestina soberano, independente e viável dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas de 1967”, diz o documento, em referência ao ano em que Tel Aviv assumiu o controle da Faixa de Gaza, da Cisjordânia. Israel rejeita a solução de dois Estados.

Apesar de ser membro do Brics, o Irã manifestou, por nota, posição diferente. O chanceler iraniano chamou a solução de dois estados de “irreal” e defendeu a solução de Estado único para mulçumanos, cristãos e judeus.

“A República Islâmica do Irã considera que uma solução justa para a Palestina seja um referendo com a participação de todos os habitantes originais da Palestina, incluindo judeus, cristãos e muçulmanos, e esta não é uma solução irrealista ou inatingível”, disse o ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi.

O chanceler iraniano afirmou que a Palestina deve seguir o caminho trilhado pela África do Sul.

“Assim como o regime do apartheid na África do Sul foi estabilizado por meio de um referendo e da democracia, e não pela divisão da África do Sul em duas partes, branca e negra. O regime do apartheid na África do Sul foi derrubado pela luta dos negros, ninguém recomendou a ideia de dois Estados”, completou.

Territórios ocupados

No documento oficial da Cúpula do Rio, publicado neste domingo (6), o Brics defendeu a retirada completa de Israel da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, territórios palestinos ocupados pelos israelenses desde 1967. O grupo pede ainda a liberação dos reféns detidos “contrariando o direito internacional”.

O documento cita a “profunda preocupação” diante da retomada dos ataques contínuos de Israel contra Gaza, e a obstrução de ajuda alimentar, condenando ainda o uso da fome como método de guerra.

“Exortamos as partes a se engajarem, de boa-fé, em novas negociações com vistas à obtenção de um cessar-fogo imediato, permanente e incondicional; à retirada completa das forças israelenses da Faixa de Gaza e de todas as demais partes do Território Palestino Ocupado; à libertação de todos os reféns e detidos em violação ao direito internacional; e ao acesso e entrega sustentados e desimpedidos da ajuda humanitária”, disse o grupo de países reunidos no Brasil.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pousou nos Estados Unidos (EUA) neste domingo para discutir, com o presidente Donald Trump, o futuro da guerra em Gaza. Trump e Netanyahu têm defendido a emigração em massa de palestinos do território. Trump chegou a propor que os EUA assumam o controle do enclave. No Brics, os países rejeitaram essa proposta.

“Expressamos nossa firme oposição ao deslocamento forçado, temporário ou permanente, sob qualquer pretexto, de qualquer parte da população palestina do Território Palestino Ocupado, bem como a quaisquer alterações geográficas ou demográficas do território da Faixa de Gaza”, diz o documento.

Enquanto segue a guerra em Gaza, Israel amplia os deslocamentos forçados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios considerados palestinos pelo direito internacional. Estima-se que 40 mil palestinos foram expulsos de suas casas na Cisjordânia nos últimos meses, configurando a maior operação militar nessa região palestina em 20 anos.

Na declaração final do Rio, o Brics destacou que a Faixa de Gaza é parte inseparável do território palestino. “Salientamos, a este respeito, a importância de unificar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina”, disse o texto.

Entenda

Em 1947, uma resolução das Nações Unidas (ONU) propôs a separação da Palestina histórica em dois estados, um para os judeus e outro para os árabes. Apesar de a medida ter sido rejeitada pelos países árabes, em 1948, Israel proclama sua independência, levando a primeira guerra do atual conflito.

Em consequência da criação de Israel, cerca de 750 mil palestinos foram expulsos de suas residências e cerca de 500 vilas palestinas foram destruídas, dando início ao drama dos refugiados palestinos. Em 1967, Israel assumiu o controle de Gaza e da Cisjordânia, que estavam sob o controle do Egito e da Jordânia, respectivamente.

>> Entenda o que foi a Nakba, a catástrofe do povo palestino

Em 2005, Israel desocupou Gaza, mas manteve cerco ao território, controlando a entrada e saída de mercadorias e pessoas do enclave governado pelo Hamas. Com o passar dos anos, Israel ampliou a normalização com os países da região, por meio dos Acordos de Abraão, articulados também por Trump.

Em 2023, o Hamas promoveu o ataque contra Israel que fez 1,2 mil vítimas e 220 reféns, dando início à atual fase do conflito. A resposta de Israel ao ataque do Hamas vem sendo considerada um genocídio por países e organizações internacionais, que alegam que o objetivo final é concluir a anexação de Gaza. Tel Aviv sustenta que busca libertar os reféns e destruir o Hamas completamente.

Festa do Xerém com Galinha atrai grande público à Vila do Rafael e reafirma força da tradição junina em Caruaru

A 22ª edição da tradicional Festa do Xerém com Galinha foi um verdadeiro sucesso neste domingo (6) e reuniu uma multidão na Vila do Rafael, zona rural de Caruaru. O evento encantou moradores e visitantes com uma programação vibrante e um clima autêntico de São João, provando mais uma vez a força da cultura nordestina e das festas de comidas gigantes no Agreste de Pernambuco.

A vila foi tomada por forrozeiros, famílias e turistas que chegaram para viver uma tarde inesquecível, marcada por muito forró, animação e apresentações culturais. Além, claro, do saboroso prato principal: 120kg de xerém com galinha, preparados com dedicação e distribuídos gratuitamente ao público.

“Eu cresci aqui na Vila do Rafael, estudei no colégio e hoje voltei para mais uma vez participar da festa. Vim comer o xerém com galinha. É uma festa incrível”, ressaltou a autônoma Helena Rodrigues.

Com apoio da Prefeitura de Caruaru e organização da Associação dos Idealizadores de Comidas Gigantes, a festa contou com barracas de comidas típicas, muita dança e duas atrações musicais que fizeram o povo dançar até o cair da noite. O evento não apenas manteve viva a tradição junina, como também reforçou o papel da zona rural como guardiã dos costumes que fazem de Caruaru o berço do maior São João do Mundo.

“A Festa do Xerém com Galinha já faz parte do calendário das comidas gigantes. Quando termina o São João, nós realizamos a festa sempre no primeiro fim de semana de julho. Contamos sempre com o apoio da Prefeitura Municipal de Caruaru e da Fundação de Cultura para realizar essa maravilhosa festa”, afirmou o organizador Fábio Torres.