Adolescente invade escola e mata duas funcionárias a tiros no Acre

Brasília (DF), 05/05/2026 -  Uma tarde de terror marcou o Instituto São José, tradicional colégio católico no centro de Rio Branco.
Foto: AcreNews

Um adolescente de 13 anos invadiu armado no início da tarde desta terça-feira (6) o Instituto São José, em Rio Branco, matou duas funcionárias e deixou dois feridos. Estudante do colégio, o autor dos disparos pegou a pistola calibre 380 do padrasto, um advogado que deixava a arma em casa.

Em nota, o governo do Acre disse que o autor se entregou à Polícia Militar e está sob a custódia do Estado.

“O responsável legal pelo menor, que também é o proprietário da arma de fogo, está detido”, diz a nota.

As duas funcionárias da instituição de ensino, identificadas como Alzenir e Raquel, foram atingidas em um dos corredores de acesso às salas de aula e morreram ainda no local. Elas trabalhavam como supervisoras de corredor. Um adulto e uma criança estão feridas.

O governo disse ainda que a Polícia Civil está apurando as circunstâncias do atentado para esclarecer a motivação, a dinâmica da ocorrência e eventuais responsabilidades.

“As forças de segurança seguem atuando de forma integrada para garantir a elucidação completa do caso”, disse o governo.

Ainda de acordo com a nota, o governo disse que acompanha as vítimas, que receberam atendimento imediato e seguem assistidas pelas equipes da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

“Diante da tragédia, o Estado manifesta profunda solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e a todos os profissionais da educação impactados por este episódio. Também informa que está mobilizando equipes de apoio psicossocial para oferecer suporte aos alunos, professores e demais envolvidos”, disse o governo.

Em razão do atentado, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) acionou o protocolo de segurança. Com isso, as aulas em todas as escolas da rede estadual de ensino estarão suspensas por três dias.

A prefeitura de Rio Branco também se posicionou, por meio de nota, manifestando solidariedade aos familiares das vítimas, pais de alunos, funcionários e toda a comunidade escolar.

“Aos familiares das vítimas expressamos os nossos mais sinceros sentimentos. Aos estudantes feridos, desejamos uma pronta e plena recuperação alunos”, disse a prefeitura.

“Reafirmamos que a escola deve ser um espaço de acolhimento, proteção e esperança. Diante de uma tragédia como essa, nos unimos em reflexão e no compromisso de fortalecer, juto às famílias e à sociedade, o cuidado com nossas crianças, adolescentes e profissionais da educação”, finaliza a nota.

Juros do programa Reforma Casa Brasil são reduzidos

Trabalhadores da construção civil© Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O Reforma Casa Brasil, programa federal que financia a reforma de moradias populares, teve os juros reduzidos e o prazo de crédito ampliado. Aprovadas nesta terça-feira (5) em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), as mudanças passam a valer após publicação oficial.

A principal proposta é tornar as parcelas mais leves e viabilizar melhorias em casas de famílias de baixa renda, como construção, ampliação ou pequenas reformas.

O que muda

As novas condições alteram dois pontos principais do financiamento:

Juros menores: a taxa caiu de 0,99% para 0,82% ao mês
Mais prazo: o tempo para pagar passou de 60 para 72 meses

Na prática, isso significa que o valor das parcelas tende a ficar menor, facilitando o pagamento pelas famílias.

Como funciona

O Reforma Casa Brasil é uma linha de crédito voltada para quem já faz parte do Minha Casa Minha Vida e precisa melhorar a própria moradia, como reformar telhado, ampliar cômodos ou fazer ajustes estruturais.

O financiamento é feito com recursos do Fundo Social, que reúne verbas públicas para investimentos sociais.

Quem pode participar

Podem acessar o programa famílias já enquadradas no Minha Casa Minha Vida. Uma das mudanças torna o processo mais automático: o limite de renda para participar passa a acompanhar diretamente as atualizações do Ministério das Cidades, sem necessidade de novas regras a cada mudança.

Recursos disponíveis

O governo prevê um volume significativo de recursos para o programa:

R$ 24,8 bilhões previstos para 2026;
R$ 10,7 bilhões já empenhados em 2025;
R$ 2 bilhões já operados pela Caixa Econômica Federal.

Esse dinheiro é usado para conceder os financiamentos às famílias.

Impacto esperado

Além de beneficiar diretamente os moradores, o governo espera que a medida aqueça o setor da construção civil, gerando emprego e renda.

A ampliação do prazo de pagamento representa um subsídio estimado em cerca de R$ 567 milhões, valor já previsto no orçamento público.

Segundo o governo, a intenção é acelerar reformas em casas de baixa renda, melhorar as condições de moradia e estimular a economia local por meio de obras e serviços ligados à construção.

Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

Dinheiro, Real Moeda brasileira.
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Governo Federal liberou às 18h desta terça-feira (5) o sistema que viabiliza a nova fase do programa Desenrola Brasil.

A liberação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO) pelo Ministério da Fazenda permite que bancos registrem oficialmente as renegociações e ampliem a oferta aos clientes.

Na prática, isso significa que o programa passa a operar de forma completa, com maior alcance e integração entre instituições financeiras.

O que é o Desenrola
O Desenrola Brasil é uma iniciativa do governo para ajudar pessoas endividadas a renegociar débitos com condições facilitadas. A expectativa é que o programa alcance até 27 milhões de brasileiros e viabilize a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.

A proposta é permitir que consumidores com contas em atraso consigam descontos, novos prazos e condições de pagamento mais acessíveis.

 Entenda aqui o novo programa>>

O que muda com a liberação
Com o sistema do FGO em funcionamento, os bancos passam a registrar as operações dentro do programa, o que garante segurança e viabilidade às renegociações.

Na prática:

As instituições podem formalizar os acordos dentro do Desenrola;
O governo passa a oferecer garantias para parte das operações;
O volume de ofertas tende a aumentar nos próximos dias.
Antes mesmo da liberação completa, algumas instituições financeiras já haviam iniciado ofertas ou coletado pedidos de clientes interessados.

Como participar
O acesso ao programa é feito diretamente pelos canais dos bancos, como aplicativos e sites. Cada instituição identifica automaticamente os clientes elegíveis e apresenta propostas de renegociação.

O consumidor pode:

Consultar dívidas disponíveis para negociação;
Avaliar descontos e condições oferecidas;
Fechar o acordo de forma digital.
Preparação dos bancos
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor financeiro já está preparado para operar o programa. As instituições realizaram testes de integração com o sistema nos últimos dias e ajustaram suas plataformas para suportar a nova fase.

A expectativa é que a execução ganhe escala de forma gradual, devido ao grande volume de dados e à complexidade operacional.

Próximos passos
O programa ainda passa por etapas finais de formalização, como publicação de normas e ajustes operacionais.

No fim da tarde, o governo publicou uma portaria e dois decretos que regulamentam o Novo Desenrola. Mesmo assim, a liberação do sistema marca o início efetivo da nova rodada de renegociação em larga escala.

A Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão oportunidade de participar ao longo do período de adesão, à medida que os bancos ampliem a oferta de propostas.

O asfalto que nos afoga: quando uma vaga de carro vale mais do que a cidade que habitamos

Por Marcelo Rodrigues

Há uma contradição silenciosa embutida na paisagem de qualquer grande cidade brasileira. Nas ruas, fileiras intermináveis de vagas de estacionamento ocupam o solo público como se fossem um direito adquirido, enquanto bairros inteiros se alagam a cada chuva moderada, o calor urbano castiga moradores sem arborização e a impermeabilização crescente do solo transforma as calçadas em superfícies de escoamento acelerado para água que não tem para onde ir. A solução para boa parte desse problema cabe literalmente no espaço de um automóvel parado. Chama-se vaga verde.

A ideia é simples: converter vagas de estacionamento em pequenos canteiros vegetados, jardins de chuva ou áreas permeáveis, devolvendo ao solo urbano sua capacidade natural de absorver água e regular temperatura. No Brasil, São Paulo deu passos concretos nessa direção — a Câmara Municipal aprovou recentemente um programa que autoriza moradores a solicitar a implantação de vagas verdes em suas quadras, com plantio de vegetação nativa prioritariamente arbórea, inspirado em Paris, que planeja substituir 60 mil vagas de estacionamento por áreas verdes até 2030. São Paulo já instalou 37 dessas intervenções com jardins de chuva desde 2021, filtrando poluentes e melhorando a infiltração pluvial em trechos que antes alagavam com regularidade.

A eficácia dessas intervenções não é opinião — é dado científico. Pesquisa publicada em 2025 na revista Frontiers in Public Health demonstrou que espaços verdes urbanos fragmentados e discontinuos — como os que existem na maioria das cidades brasileiras — reduzem drasticamente a capacidade do tecido urbano de interceptar a chuva, promover infiltração no subsolo e amortecer o pico das cheias. O estudo aponta que as falhas no planejamento das áreas verdes são estruturais: projetadas para embelezar, não para funcionar como infraestrutura hídrica, essas áreas perdem boa parte de seu potencial de serviço ecossistêmico. A inversão desse paradigma — tratar o verde como engenharia e não como decoração — é precisamente o que as vagas verdes propõem.

Do ponto de vista climático, o impacto é igualmente mensurável. Uma revisão sistemática publicada pelo National Institutes of Health (NIH) analisou 202 estudos sobre resfriamento urbano produzido por infraestrutura verde e azul, abrangendo 51 tipos distintos de intervenção. Os dados revelam que jardins de chuva, árvores de calçada e canteiros vegetados são capazes de reduzir a temperatura do ar entre 3°C e 5°C nas imediações. Isso não é irrelevante: cidades que concentram asfalto, concreto e pouca vegetação produzem ilhas de calor que elevam a mortalidade, aumentam o consumo de energia para resfriamento e comprometem a saúde respiratória dos moradores mais vulneráveis — geralmente os que vivem em bairros periféricos, com menos áreas verdes e mais superfícies impermeáveis.

A relação entre impermeabilização e enchentes urbanas é hoje um dos temas mais robustamente documentados da hidrologia contemporânea. Estudo publicado no periódico Science of the Total Environment mostrou que a infraestrutura verde urbana — da qual as vagas verdes são uma expressão de escala micro — reduz tanto o volume total quanto o pico do escoamento superficial durante eventos de chuva intensa, aliviando o sistema de drenagem e diminuindo os danos econômicos e sociais das inundações. A cada metro quadrado de solo que deixa de ser impermeável, há ganho mensurável na capacidade de retenção hídrica do entorno.

O que impressiona, porém, é a escala do que se desperdiça. Em Recife, São Paulo, Fortaleza, Belém — cidades que convivem anualmente com enchentes devastadoras — há centenas de milhares de vagas de estacionamento nas vias públicas. Cada uma delas representa uma área que poderia infiltrar água, reduzir temperatura e oferecer sombra. O Programa Cidades+Verdes do Ministério do Meio Ambiente brasileiro já reconheceu essa lacuna e passou a mapear áreas verdes urbanas, mirando melhoria de qualidade de vida para os 85% de brasileiros que vivem em cidades. As vagas verdes são, nesse contexto, a intervenção mais acessível: não exigem desapropriação, não dependem de grandes obras e podem ser implementadas bloco a bloco, com participação direta da comunidade.

Há também uma dimensão de justiça nesse debate que costuma ficar fora do alcance dos holofotes. Pesquisa do WRI Brasil demonstrou que moradores de baixa renda tendem a viver em bairros com menos áreas verdes, mais expostos à poluição do ar e ao calor urbano. São, também, os que mais sofrem com as enchentes, pois habitam fundos de vale e encostas que a especulação imobiliária deixou de lado. Criar vagas verdes nesses bairros é uma política de reparação ambiental — um ato de reconhecimento de que o espaço público não deve servir apenas ao automóvel, mas à vida que pulsa ao redor dele.

Transformar vagas de estacionamento em canteiros vivos não é utopia paisagística. É engenharia climática ao alcance das prefeituras, financeiramente viável, comprovada cientificamente e capaz de atuar sobre dois dos problemas mais urgentes das cidades brasileiras: o calor que sufoca e a água que não encontra chão. A pergunta que resta é de escolha política — e de onde cada gestor municipal decide colocar o valor do metro quadrado público: no carro parado ou na cidade viva.

Marcelo Augusto Rodrigues, é jurista, observador urbano, sertanista, consultor ambiental, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife, e sócio proprietário do escritório de advocacia Marcelo Rodrigues Advogados.

5×2: para melhorar a qualidade do trabalho

Por Maurício Rands*

O mercado de trabalho brasileiro é dantesco. São 14 milhões de brasileiros trabalhando na escala 6×1. Segundo o DataSenado, 24% dos trabalhadores nas cidades grandes perdem ao menos 3 horas diárias nos deslocamentos. São onze horas por dia longe de casa e sem tempo para si. Desses, 1,4 milhão são trabalhadores domésticos, sujeitos a relações patriarcais. Dos trabalhadores CLT, 74% ainda cumprem jornada de 44 horas semanais.

As jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda, menor escolaridade, negros e pardos. Por isso, o Datafolha apurou que 71% dos brasileiros aprovam o fim da jornada de 6×1. Sentem ser justo que as pessoas possam dispor de dois dias semanais consecutivos para os afazeres próprios. O que já é realidade para 50,3 milhões de trabalhadores em setores que não quebraram por isso.

A jornada semanal de 5×2 é sinônimo de melhor qualidade de vida e melhor disposição durante o trabalho. Com tempo para descanso e para desconectar do trabalho, as pessoas podem ser mais criativas e produtivas. Tendem a cometer menos erros e a adoecer menos. Isso reduz custos ocultos decorrentes do absenteísmo e da rotatividade. Um trabalhador mais motivado, com mais energia e engajamento, produz mais e melhor. As empresas, a seu turno, com jornadas menores dos seus empregados, tendem a se concentrar no melhor planejamento do trabalho, o que resulta em ganhos de produtividade. Eventuais aumentos das despesas com empregados poderiam ser absorvidos por ganhos de produtividade e avanços tecnológicos.

Propondo o fim da jornada de 6×1 tramitam no Congresso Nacional a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que foram apensadas. Além dessas PECs, tramita o PL 1838/2026, encaminhado pelo presidente Lula propondo a redução da jornada de 44 para 40h semanais com dois dias consecutivos de descanso, sem redução salarial. Como o governo requereu a tramitação em regime de urgência constitucional, a partir do 45º dia a pauta da Câmara ficará trancada caso o plenário não vote o PL. Espera-se que uma dessas proposições seja votada até junho. Embora uma emenda constitucional seja mais idônea para estabilizar o tema, um projeto de lei exige quórum menor de aprovação, de 257 votos na Câmara e 42 votos no Senado.

Os que se opõem à redução da jornada argumentam que haverá aumento de custos e riscos sobretudo para as micro e pequenas empresas. Estudos citados por entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugerem que o custo da mão de obra poderia subir entre 12,7% e 17,57%. Já alguns estudos do Ministério do Trabalho apontam impacto de apenas 4,7% sobre a massa geral de rendimentos. O Ipea, por sua vez, estima aumento médio de custo de 7,84%, mas de menos de 1% para os maiores empregadores.  A principal crítica econômica é que o aumento dos custos de pessoal das empresas seria inevitavelmente repassado ao consumidor final. E o aumento dos preços teria impacto nos níveis de emprego.

Os defensores da medida contestam esses argumentos citando estudos da FGV em empresas que, após reduzir a jornada, aumentaram a receita. No mundo, casos como o da Microsoft no Japão, com aumento de 40% na produtividade, são frequentemente citados. Alguns defendem uma transição gradual e negociada em setores específicos, como saúde e comércio, que funcionam 24 horas, através de acordos coletivos com os sindicatos. Parece razoável supor que os receios de efeitos adversos e as próprias visões apocalípticas estão superestimados.

Com planejamento adequado e ganhos de produtividade, a jornada 5×2 traria benefícios econômicos e sociais de longo prazo. Foi o que ocorreu em países como França, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Chile e Equador, todos com jornadas semanais de 40 horas ou menos. Para os trabalhadores trata-se de resgatar o direito ao próprio tempo, à própria vida. Quando se argumenta que o assunto não deveria ser discutido em período eleitoral, o trabalhador simplesmente entende que estão querendo adiar o seu direito à vida própria até depois que o voto deixe de valer. E todos percebem que os admiradores de sociedades como as europeias são os mesmos que não admitem que as conquistas e instituições desses países tenham aplicação entre nós.

*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford

TSE lança mascote Pilili e celebra 30 anos da urna eletrônica

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE - 30 anos da Urna Eletrônica - 04.05.2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebrou, nesta segunda-feira (4), os 30 anos da urna eletrônica, símbolo da modernização do processo democrático no Brasil, com o lançamento da mascote Pilili, nome em alusão ao som emitido pela urna no momento da confirmação do voto.

Criada para aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente do público jovem, Pilili passa a representar, de forma lúdica e acessível, a importância do voto e da participação cidadã.

Na abertura do evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, ressaltou a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade do equipamento. “O Brasil pensou uma forma, portanto, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica. O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa”, ressaltou.

Além disso, a presidente do TSE fez uma convocação informal aos diversos estudantes presentes no evento — jovens entre 15 e 17 anos. “Quem completar 16 anos até o dia 4 de outubro, ou seja, de hoje a 150 dias exatamente, se tiver solicitado o título a partir dos 15 anos, poderá votar, poderá exercer esse direito e, com isso, ser verdadeiro ou verdadeira cidadão ou cidadã, que diz quem ocupará os cargos de direção no país”, destacou.

Marco da tecnologia nacional e pilar da democracia brasileira, a urna eletrônica completa 30 anos neste mês. O primeiro pleito que contou com o equipamento foi a Eleição Municipal de 1996. De lá para cá, o Brasil se tornou referência mundial em processo eleitoral informatizado.

Governadora Raquel Lyra apresenta ao ministro Waldez Góes demandas do Estado para diminuir os impactos das chuvas

A governadora Raquel Lyra se reuniu, nesta segunda-feira (4), no Palácio do Campo das Princesas, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para debaterem a continuidade das ações emergenciais após as chuvas intensas. A gestora reforçou o encaminhamento ao governo federal da solicitação de recursos para execução de medidas urgentes para mitigar os impactos das chuvas dos últimos dias no Estado, através do Novo PAC.

Com valor total estimado em R$ 6,3 bilhões, as medidas abrangem recuperação de escolas, construção de barragens para contenção de cheias, política habitacional para famílias afetadas e obras estruturais para redução de riscos, como contenção de encostas e macrodrenagem. Antes da reunião, os gestores sobrevoaram áreas afetadas pelas chuvas. Ainda nesta segunda, o governo federal reconheceu o decreto de situação de emergência publicado pelo governo estadual.

“A partir do início das fortes chuvas era o momento da gente salvar a população, assegurando estruturas, cuidando das pessoas, com abrigamentos e garantia de mantimentos e ajuda humanitária. Desde o primeiro momento, a equipe do ministro Waldez está à disposição do Governo de Pernambuco e dos municípios do nosso Estado. Agora, é o momento de reconstruir e refazer estruturas que eventualmente tenham sido perdidas. Avançamos na parceria com o governo federal para que a gente consiga mais recursos para investimento em obras que garantam às nossas cidades a possibilidade de serem mais resilientes”, destacou a governadora Raquel Lyra, ao lado da vice-governadora Priscila Krause.

Entre as medidas, a chefe do Executivo estadual reforçou a solicitação de inclusão no Novo PAC de obras das barragens de Engenho Maranhão, São Bento do Una, Engenho Pereira e Barra de Guabiraba, com valor estimado em R$ 750 milhões. As barragens são importantes para garantir a contenção de cheias, além de fortalecer a produção de água tratada para diversos municípios pernambucanos, beneficiando diretamente 1,3 milhão de pernambucanos.

O ministro Waldez Góes destacou a união dos governos federal e estadual para apoio à população afetada. “No sobrevoo que fizemos na região e durante a reunião, entendemos a gravidade da situação e reconhecemos todas as providências que o Governo de Pernambuco já vem adotando em atenção aos municípios impactados. Além disso, tratamos também de diminuir o risco de vida das pessoas afetadas pelas chuvas, isso se faz com investimentos em prevenção. Estamos aqui para reafirmar a presença do governo federal a pedido do presidente Lula e reconhecer todo o esforço e coordenação da governadora Raquel Lyra e sua equipe, altamente eficiente, presente e com muita rapidez nas ações. Prestamos nossa solidariedade às famílias atingidas e nos unimos para dar assistência aos municípios impactados e diminuir os futuros riscos com ações em parceria com o Governo do Estado”, afirmou o gestor.

O Governo do Estado destacou que a inclusão das intervenções no Novo PAC garante a rápida execução de obras estratégicas e assegura a retomada da normalidade de forma mais rápida.

Ceaca participa de reunião em Brasília sobre lei que beneficia movimentadores de carga nas Ceasas

A Central de Abastecimento de Caruaru (Ceaca) esteve representada, na última quinta-feira (30), em Brasília, durante reunião com o Ministério do Trabalho e Emprego que reuniu presidentes de centrais de abastecimento de diversas regiões do país.

O encontro discutiu os impactos da Lei nº 12.023 no funcionamento das Ceasas, especialmente no trabalho dos movimentadores de carga.

A presidente da Ceaca e também da Abracen (Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento), Renata Senna, destacou a mobilização nacional em torno do tema. “A Lei nº 12.023 mobiliza as Centrais de Abastecimento de todo o país na necessidade de uma interpretação que reconheça a realidade operacional das centrais, especialmente no trabalho exercido pelos movimentadores de carga”, afirmou.

A articulação busca garantir segurança jurídica e assegurar a continuidade eficiente do abastecimento alimentar, reforçando o papel estratégico das Ceasas na logística, na economia e na segurança alimentar do país.

Butantan vai produzir vacina nacional contra chikungunya

Vacina contra chikungunya do Butantan começa a ser distribuída. Foto: Butantã/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar a vacina contra a chikungunya, batizada de Butantan-Chik.

Com isso, o imunizante poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). É indicado para população de 18 a 59 anos de idade exposta ao vírus. A partir da autorização, o Instituto Butantan também passa a ser oficializado como local de fabricação.

A vacina foi aprovada pela agência reguladora em abril de 2025, porém os locais de produção registrados eram as fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva. Agora, a vacina será produzida (formulada e envasada) no Brasil com a mesma qualidade, segurança e eficácia, segundo o governo do Estado de São Paulo.

“Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança”, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

Pelo menos 4 mil voluntários, entre 18 e 65 anos, receberam o imunizante nos Estados Unidos e foram avaliados. De acordo com os resultados publicados na revista de saúde The Lancet, em 2023, 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes.

O imunizante foi bem tolerado e demonstrou um bom perfil de segurança, com eventos adversos leves e moderados, sendo os mais relatados dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

Em fevereiro de 2026, o imunizante começou a ser aplicado no SUS em municípios que registram grande incidência da doença, a partir de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde. Além do Brasil, a vacina da chikungunya foi aprovada no Canadá, na Europa e no Reino Unido.

O que é chikungunya?
O vírus da chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e Zika.

A doença pode causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e punhos. Outros sintomas comuns são dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em 2025, foram registrados 500 mil casos de chikungunya no mundo.

No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

A doença causa dor crônica nas articulações, que pode durar de meses a anos e afetar gravemente a qualidade de vida.

IR 2026: chance maior de inclusão no primeiro lote termina domingo

Contribuintes que ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 têm até este domingo (10) para aumentar as chances de entrar no primeiro lote de restituição. O pagamento está previsto para o dia 29 de maio, mesma data final para entrega do documento à Receita Federal.

A regra principal é simples. Quem declara primeiro, recebe primeiro, desde que não haja pendências. Erros ou inconsistências podem levar à chamada malha fina, o que adia o pagamento até a regularização.

Além da ordem de envio, alguns critérios aumentam a prioridade na fila de restituição. Entre eles estão o uso da declaração pré-preenchida e a opção por receber o valor via Pix.

Quanto mais requisitos o contribuinte atender, maiores são as chances de receber já no primeiro lote.

Calendário
A Receita Federal ainda não divulgou a data de consulta ao primeiro lote, mas a lista de quem receberá restituição costuma ser publicada uma semana antes do pagamento. Caso não haja imprevistos, a consulta deve ser aberta em 22 de maio.

A partir deste ano, a Receita reduziu o número de lotes de restituição e fará quatro pagamentos em vez de cinco.

Confira o cronograma de restituições previsto:

1º lote: 29 de maio;
2º lote: 30 de junho;
3º lote: 31 de julho;
4º lote: 28 de agosto.
Quem tem prioridade

A legislação estabelece uma ordem de preferência no pagamento das restituições, independentemente da data de envio. A fila tem o seguinte critério:

Idosos com mais de 80 anos;
Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
Contribuintes cuja principal renda seja o magistério;
Quem usa declaração pré-preenchida e opta por Pix;
Demais contribuintes.
Prazo final e multa
O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 termina em 29 de maio, às 23h59min59s.

Quem é obrigado a declarar e perder o prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido.

A data limite para quem deseja pagar o imposto via débito automático na primeira parcela ou em cota única também vai até 10 de maio.

Apesar da vantagem de enviar cedo, especialistas recomendam atenção no preenchimento. Informações incorretas aumentam o risco de retenção na malha fina, o que pode atrasar ou até suspender a restituição.

O Fisco orienta revisar todos os dados antes do envio e evitar deixar a declaração para os últimos dias, quando o sistema pode apresentar instabilidade devido ao alto volume de acessos.

Divergência
Por causa de problemas no novo sistema de cruzamento de dados da Receita, o número de declarações na malha fina está maior este ano.

O Fisco deixou de considerar a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) e passou a considerar as informações prestadas pelas empresas por meio do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) e da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).

Como diversas empresas, inclusive órgãos públicos, erraram a prestação de informações ao eSocial e à EFD-Reinf, mais contribuintes estão tendo a declaração retida este ano.

Em caso de divergência de informações, o contribuinte deve pedir a correção dos dados à empresa ou à fonte pagadora.

Balanço
A 25 dias para o fim do prazo de entrega, quase 60% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão.

Segundo o balanço mais recente da Receita, até as 17h57 desta segunda-feira (4), 18.979.807 contribuintes enviaram o documento. Isso equivale a 43,1% do total de 44 milhões de declarações esperadas para este ano.

Segundo a Receita Federal, 69,9% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 17,1% terão que pagar Imposto de Renda e 13% não têm imposto a pagar nem a receber.