Rotary oferece preparação gratuita para o ENEM em Caruaru

Evento acontece em 24 de outubro, no Teatro Difusora, e une dicas para a prova à arrecadação de alimentos

O Rotary Club de Caruaru realiza, no sábado, 24 de outubro de 2026, o Aulão Rotary, uma manhã dedicada à preparação de estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A atividade acontece das 8h às 12h, no Teatro Difusora, em Caruaru, com inscrições gratuitas pela plataforma Sympla.

A proposta é compartilhar dicas e estratégias para ajudar os participantes a se prepararem para a prova com mais confiança. O encontro é uma oportunidade para reforçar a preparação e incentivar estudantes que buscam uma vaga no ensino superior.

Além do incentivo à educação, o aulão tem uma mobilização solidária: os participantes devem levar 1 kg de alimento não perecível. A iniciativa aproxima aprendizado e solidariedade, convidando os estudantes a contribuir com a comunidade.

Para participar, é necessário realizar a inscrição no Sympla. O acesso também está disponível pelo QR Code presente no material de divulgação do evento.

SERVIÇO:
Evento: Aulão Rotary 2026
Data: 24 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: das 8h às 12h
Local: Teatro Difusora, Caruaru – PE
Inscrições: gratuitas, pelo Sympla
Solidariedade: levar 1 kg de alimento não perecível
Realização: Rotary Club de Caruaru – Distrito 4500
Site: sympla.com.br/evento/aulao-rotary-2026/3600774

Caravana do CRO-PE levará capacitação e ação social a Caruaru nesta terça-feira (20)

O Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) realizará, nesta terça-feira (20), mais uma edição da Caravana CRO-PE de Ponta a Ponta, desta vez em Caruaru, no Agreste pernambucano. A iniciativa busca aproximar o Conselho dos profissionais da Odontologia e da população, promovendo atualização profissional e incentivando os cuidados com a saúde bucal.

A capacitação será realizada no Teatro Difusora, a partir das 9h, com duas palestras voltadas à prática odontológica. A primeira, “Da norma à prática: desafios da RDC no cotidiano da Saúde Bucal”, será ministrada pela chefe de Fiscalização do CRO-PE, Dra. Juliana Couto. Já o conselheiro do CRO-PE, Dr. Felipe Bravo, apresentará a palestra “Protocolos de prescrição: um guia para o clínico”, com orientações voltadas à prática clínica e à prescrição em Odontologia.

A programação também contará com uma ação social, às 14h, no Colégio Municipal Álvaro Lins, reforçando o compromisso do Conselho com a promoção da saúde bucal e a conscientização da população sobre a importância dos cuidados preventivos.

Para o presidente do CRO-PE, João Godoy, a iniciativa contribui para aproximar o Conselho dos profissionais e das comunidades, além de fortalecer a Odontologia no estado. “A Caravana CRO-PE de Ponta a Ponta integra a estratégia de interiorização das ações da instituição, ampliando o acesso à qualificação profissional e incentivando a promoção da saúde bucal em Pernambuco”, ressaltou.

Com ação Vida Além do Trabalho, ex-balconista mobilizou trabalhadores

Brasília (DF), 15/04/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com Rick Azevedo e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante reunião com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na última sexta-feira (16), o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 141/2026, que acaba com a escala de trabalho 6×1. A partir de dezembro deste ano, os trabalhadores brasileiros terão direito a dois dias de descanso semanal, em vez de um, como é atualmente.

A proposta de emenda à Constituição 221/2019, que deu origem à emenda constitucional, foi elaborada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), em 11 de dezembro de 2019. Mas ficou parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados por mais de três anos. Somente em 2023, o texto começou a avançar em sua tramitação.

Coincidência ou não, esse é o ano em que o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) foi criado, depois que um balconista de farmácia começou a postar vídeos sobre sua desgastante rotina de trabalho, que envolvia uma jornada de seis dias por semana com apenas um de descanso.

Rick Azevedo, indignado com a rotina a que era submetido por causa da realidade do mercado de trabalho e da legislação trabalhista brasileira, não sabia que já existia na Câmara dos Deputados uma proposta que dialogava com seus anseios.

A PEC 221/2019 previa a redução da carga horária máxima semanal de 44 para 36 horas. A mobilização de Rick serviu de inspiração para a criação de outra PEC, a 8/2025, capitaneada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), juntamente com mais de 200 deputados de diversos partidos políticos, que previa a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana.

Os dois projetos foram unificados e sofreram transformações até chegar ao texto que foi aprovado e promulgado pelo Congresso Nacional, o qual prevê dois descansos semanais remunerados e jornada máxima semanal de 40 horas.

Quis o destino que a indignação de Rick ajudasse a tramitar, no Congresso Nacional, uma legislação para reduzir a jornada de trabalho e que o balconista se transformasse inicialmente em vereador da cidade do Rio, em 2024, e depois no segundo candidato a deputado federal mais votado do estado, em 2026, com 191.371 votos.

A Agência Brasil entrevistou o deputado eleito Rick Azevedo, que falou sobre suas origens, seu movimento contra a escala 6×1 e o que será preciso fazer para garantir que essa conquista dos trabalhadores seja mantida nos próximos anos. Leia a entrevista:

Agência Brasil: Poderia nos contar um pouco sobre sua história pessoal, familiar e profissional?

Rick Azevedo: Eu sou um balconista de farmácia, um trabalhador brasileiro. Homem negro, migrante, como milhões de brasileiros que saem de suas terras em busca de uma vida melhor, que enfrentam dificuldades todos os dias, mas nunca deixam de lutar e resistir. Nasci em Taipas, no Tocantins, e fui buscar oportunidades no Rio de Janeiro. Não nasci em berço de ouro, não venho de família de políticos, não tenho sobrenome famoso. Minha história é a história de milhões de trabalhadores que acordam cedo, pegam transporte lotado, trabalham duro e, muitas vezes, precisam escolher entre descansar e estar com quem amam. Conheço muito bem o que é viver na escala 6×1. Sei o que é trabalhar seis dias para descansar apenas um. Sei o que é perder momentos com a família, deixar de encontrar os amigos, não conseguir estudar, cuidar da saúde ou simplesmente viver. Nunca imaginei que aqueles vídeos que comecei a gravar com meu celular fossem me trazer até aqui. Hoje sou deputado federal eleito, o mais votado da cidade do Rio de Janeiro e o segundo mais votado do estado. Mas continuo sendo aquele mesmo balconista de farmácia, aquele trabalhador que conhece a realidade de quem precisa vender sua força de trabalho para sobreviver. Tenho muito orgulho de ser um homem negro, migrante, que saiu do interior do Brasil e chegou ao Congresso Nacional sem esquecer suas origens. Eu não entrei na política para deixar de ser trabalhador. Entrei na política para que milhões de trabalhadores tenham o direito de viver, e não apenas sobreviver.

Agência Brasil: Como foi a criação do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT)? E como foram os momentos em que você entendeu que era preciso acabar com a escala 6×1 e que decidiu mostrar seus vídeos nas redes sociais criticando esse tipo de jornada?

Rick Azevedo: O VAT nasceu da minha indignação e do meu cansaço. Trabalhava na escala 6×1 e comecei a me perguntar: que vida é essa em que a gente trabalha praticamente a semana inteira e só tem um dia para resolver todos os problemas da vida? Porque no único dia de folga, você precisa lavar roupa, limpar a casa, fazer compras, resolver pendências. Quando percebe, acabou o dia e já está na hora de voltar para o trabalho. Isso não é viver, é sobreviver. Comecei a gravar vídeos com meu celular, falando da minha realidade, sem produção, sem dinheiro, sem estrutura. Era um trabalhador desabafando com outros trabalhadores. E aconteceu uma coisa impressionante: milhares de pessoas começaram a dizer que viviam exatamente a mesma situação. Foi quando percebi que aquilo não era um problema individual. Era de milhões de brasileiros. Assim nasceu o Movimento Vida Além do Trabalho. O que começou como desabafo virou uma mobilização nacional. Mostramos que a internet também pode ser uma ferramenta de organização da classe trabalhadora. Sempre digo que o VAT não nasceu dentro do Congresso, nasceu no chão da farmácia, no comércio, nos supermercados, nos restaurantes, nos lugares onde o trabalhador dá o sangue todos os dias.

Agência Brasil: A PEC aprovada pelo Senado existia desde 2019. Você já sabia da existência dela quando começou a militar pela redução da escala de trabalho?

Rick Azevedo: Quando o presidente Lula me recebeu no Palácio do Planalto, ele disse algo que me emocionou profundamente: que a lei do fim da escala 6×1 deveria levar meu nome, Lei Rick Azevedo, porque essa conquista nasceu da luta de um balconista de farmácia. Imaginem o que significa isso para mim! Um homem negro, migrante, que jamais imaginou chegar ao Congresso Nacional. É uma honra que vou carregar para a vida inteira. E o mais curioso é que, quando comecei, eu nem sabia o que era uma PEC. Não conhecia a proposta de 2019, nem entendia como funcionavam as leis. Fiz um vídeo no TikTok perguntando como o povo poderia propor algo para mudar o Brasil. Minha luta não nasceu no Congresso, nasceu do sofrimento de quem trabalha seis dias e só tem um para viver. Depois vieram mais de 3 milhões de assinaturas, milhões de trabalhadores mobilizados e o apoio fundamental da deputada Erika Hilton [PSOL-SP], que abraçou nossa reivindicação e a levou ao Congresso. Já existiam propostas históricas, como a do senador Paulo Paim. Afinal, a luta pela redução da jornada tem mais de 200 anos. Nossa grande novidade foi traduzir essa reivindicação para a realidade do trabalhador: o fim da escala 6×1. Demos nome a uma dor que milhões sentiam e transformamos a indignação contra uma escala que considero escravocrata em uma mobilização nacional. Fico muito honrado com as palavras de Lula, mas essa conquista pertence a milhões de trabalhadores. Mostramos que é o povo organizado que faz a política mudar.

Agência Brasil: De que forma acha que sua mobilização com o VAT e a posterior elaboração da PEC 8/2025 contribuíram para pressionar pela aprovação do fim da escala 6×1?

Rick Azevedo: Eu acho que fizemos uma coisa histórica: transformamos uma dor individual em luta coletiva e uma luta coletiva em pauta nacional. O VAT colocou milhões de trabalhadores para falar sobre suas próprias vidas. A deputada Erika Hilton teve papel fundamental ao levar essa mobilização para dentro do Congresso, e o presidente Lula também assumiu essa bandeira. Mas quero destacar uma coisa: ninguém fez isso sozinho. Tivemos a participação de movimentos sociais, como o MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto], sindicatos, parlamentares e, principalmente, milhões de trabalhadores que compartilharam nossos vídeos, assinaram petições e foram para as ruas. Conseguimos unir a força das redes sociais com a mobilização popular. O VAT fez aquilo que sabe fazer, disputar a consciência das pessoas pela internet, enquanto movimentos como o MTST ajudaram a levar essa luta para as ruas e os territórios. E conseguimos algo muito importante: fazer com que uma pauta que parecia impossível se tornasse uma reivindicação apoiada por ampla maioria da população. A política só se movimentou porque o povo se movimentou primeiro. Essa vitória tem milhões de digitais.

Agência Brasil: Quais são os impactos positivos para o trabalhador, o mercado de trabalho e a economia do fim dessa escala?

Rick Azevedo: O primeiro impacto é devolver a vida ao trabalhador. Parece simples, mas é revolucionário. Estamos falando de uma mãe que vai poder passar mais tempo com seus filhos, de um pai que vai acompanhar o crescimento das crianças, de um jovem que vai conseguir estudar, de pessoas que finalmente terão tempo para cuidar da saúde, namorar, praticar esporte, descansar e ser feliz. Trabalhador não nasceu só para trabalhar. Trabalhador tem direito de viver. E isso também pode ser bom para a economia. Um trabalhador descansado pode produzir melhor, adoecer menos e ter mais qualidade de vida. A reorganização das jornadas também pode estimular novas contratações, além de movimentar setores como comércio, turismo, cultura e lazer. É claro que essa transição precisa ser organizada, especialmente para os pequenos negócios. Mas não podemos aceitar que o desenvolvimento econômico dependa de trabalhadores exaustos. Durante décadas, disseram que ampliar direitos trabalhistas quebraria o Brasil. Disseram isso sobre férias, décimo terceiro e tantos outros direitos. E o Brasil continuou funcionando. Nós queremos um país que cresça, mas que cresça junto com quem produz sua riqueza.

Agência Brasil: Acredita que o empresariado pode tentar burlar essa escala, por exemplo, precarizando os vínculos trabalhistas ou pejotizando sua força de trabalho?

Rick Azevedo: Esse risco existe e precisamos estar atentos. Infelizmente, há setores empresariais que enxergam qualquer conquista trabalhista como um problema e procuram maneiras de contornar a legislação. Não podemos permitir que o fim da escala 6×1 seja acompanhado de pejotização fraudulenta, terceirizações que retirem direitos ou redução indireta dos salários. A conquista precisa valer na vida real, não apenas no papel. Por isso, vamos precisar fortalecer a fiscalização, o Ministério do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e os sindicatos. E, principalmente, precisamos que os trabalhadores continuem organizados. Quero deixar claro que não somos contra os empresários, muito menos contra o pequeno comerciante que também trabalha duro. Somos contra a exploração. O Brasil precisa entender que trabalhador não é máquina, não é descartável e não pode ser tratado apenas como custo de produção.

Agência Brasil: O novo Congresso tem força para rever o fim da escala 6×1 e aprovar novas leis, se desejar. Que estratégias estão sendo pensadas para barrar possíveis retrocessos?

Rick Azevedo: Essa é uma das minhas maiores preocupações. Nós sabemos que existem setores da direita e do empresariado que querem flexibilizar ainda mais os direitos trabalhistas. E precisamos estar preparados para impedir qualquer tentativa de retirar essa conquista. Uma das minhas primeiras tarefas no Congresso será construir a Bancada CLT. Quero reunir parlamentares comprometidos com a defesa dos direitos de quem vive do próprio trabalho, independentemente do partido. Mas não tenho nenhuma ilusão: essa luta não será vencida apenas dentro do Congresso. Se nós conseguimos colocar o fim da escala 6×1 no centro do debate nacional, também podemos mobilizar milhões de brasileiros para defender essa conquista. Vamos continuar nas redes, nas ruas, nos locais de trabalho, dialogando com sindicatos, movimentos sociais e toda a sociedade. E quero ir além. O fim da escala 6×1 não pode ser o ponto final. Precisa ser o começo de uma nova geração de direitos para os trabalhadores brasileiros. Eu saí do balcão de uma farmácia e cheguei ao Congresso Nacional, mas não foi para mudar de lado. Foi para representar milhões de brasileiros que acordam cedo, trabalham duro e, muitas vezes, não têm tempo nem para viver. Quero construir a Bancada CLT, defender nossas conquistas e mostrar que a política também pode nascer das mãos de quem trabalha. Eu continuo sendo um balconista de farmácia. A classe trabalhadora me colocou no Congresso e é por ela que vou continuar lutando. Porque nós não queremos apenas sobreviver. Nós queremos viver!

No 2º turno das eleições confira o que você precisa saber antes de ir votar

Evento no 2º turno adotará os mesmos procedimentos do 1º turno

O eleitor e a eleitora já tem um novo encontro marcado com as urnas. No próximo dia 25 de outubro acontece a votação no 2º turno das eleições, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Em Pernambuco só haverá votação para presidente da República, fato que deverá contribuir para a ausência de filas e a celeridade do fim da votação. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) orienta sobre a importância de se baixar ou atualizar o aplicativo e-Título, separar um documento oficial com foto e se informar, com antecedência, onde você vota.

O TRE-PE informa que o local de votação no 2º turno é o mesmo do 1º turno, com pequenas alterações pontuais em alguns municípios do estado. A votação vai até as 17h, quando os portões dos prédios serão fechados. Porém, quem estiver na fila, receberá fichas e poderá votar quando chegar a sua vez.

A fim de evitar dúvidas e imprevistos no dia das eleições, no e-título pode ser encontrado o local de votação, na opção “onde votar”, a zona e a seção eleitoral. Pelo aplicativo também é possível justificar a ausência, quando o eleitor estiver fora de seu domicílio eleitoral.

Quem não votou no 1º turno pode votar no 2º turno

Eleitoras e eleitores que estão com o título regular e não votaram no 1º turno das Eleições 2026, poderão votar normalmente no 2º turno. Cada turno de votação é uma eleição independente.

Para saber se está regular, consulte a situação do seu título de eleitor.

Quem não votou no 1º turno e não justificou a ausência no dia das eleições, poderá fazê-lo até o dia 3 de dezembro de 2026.

Documentos para identificação do eleitor 

O e-título serve como identificação oficial para votação ara quem tem biometria cadastrada e fotografia exibida no aplicativo.

Caso não tenha biometria e foto no e-Título, será necessário apresentar outro documento oficial com foto. São aceitos carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), certificado de reservista, carteira de trabalho (física), passaporte e carteira de categoria profissional reconhecida por lei.

O título eleitoral impresso é um dos documentos para votar, acompanhado de outro documento oficial com foto, mas não é obrigatório. Documentos com validade vencida também podem ser aceitos, desde que permitam comprovar a identidade do eleitor.

Certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar. Documentos digitais só serão aceitos quando conferidos no próprio aplicativo. Não serão aceitos prints de tela nem fotos de documentos. A Carteira de Trabalho Digital também não será aceita para identificação.

Canais de atendimento 

O TRE-PE disponibiliza o canal de atendimento pelo WhatsApp. Eleitoras e eleitores podem conversar com Julia, assistente virtual do Tribunal, pelo número (81) 3194-9400, o mesmo utilizado pelo Disque Eleitor. O atendimento da assistente funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos fins de semana e feriados.

Pelo WhatsApp, Julia orienta sobre local de votação, o local de votação temporária, nos casos de TTE e do voto em trânsito, e a situação de regularidade do título. Permite ainda, a justificativa eleitoral, verificar débitos com a Justiça Eleitoral, entre outros serviços. Julia amplia as opções de atendimento.

Quem preferir falar com um atendente no Disque Eleitor, pode ligar para o (81) 3194-9400. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, o mesmo horário a ser adotado na véspera do 2º turno. No domingo, dia das eleições, o serviço funcionará das 7h30 às 17h30.

Outros canais de atendimento são o Autoatendimento Eleitoral, do TSE, e o Fale Conosco do site do TRE-PE, onde podem ser realizadas consultas sobre locais de votação, justificativa eleitoral e emissão da 2ª via do título de eleitor.

Corregedor eleitoral proíbe Nikolas e Marçal de voltar a divulgar conteúdos proibidos pelo TSE

Fachada do TSE 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o deputado federal Nikolas Ferreira e Pablo Marçal não voltem a divulgar, em qualquer plataforma digital, conteúdos cuja remoção já foi ordenada pela Justiça Eleitoral em seis processos. A proibição inclui reproduções substancialmente idênticas e prevê multa de R$ 50 mil por descumprimento, a ser paga pelo responsável pela publicação.

A decisão do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, foi proferida nesta segunda-feira (19), ao analisar pedidos de urgência em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) apresentada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais. O processo envolve Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, candidatos à Presidência e à Vice-Presidência da República, além de Nikolas e Marçal. Os quatro deverão apresentar defesa em cinco dias.

Na ação, a coligação sustenta que o parlamentar e o influenciador seriam os principais difusores da campanha de Flávio fora dos canais oficiais e disseminariam desinformação em benefício da candidatura. Cita a suposta republicação, por Marçal, de uma montagem já proibida e a divulgação, por Nikolas, de uma captura de tela atribuída à deputada federal eleita Ana Elisa, apontada como falsa.

Também apresenta levantamento segundo o qual a mediana de visualizações por seguidor dos vídeos do deputado no Instagram seria 17,2 vezes a dos demais parlamentares examinados. Para a autora do processo, essa diferença de alcance poderia influenciar uma disputa que afirma estar em empate técnico. Pede ainda cassação do registro ou diploma da chapa e a inelegibilidade de Flávio, Nikolas e Marçal por suposto abuso dos poderes político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Na decisão, Cueva considerou que a proximidade do segundo turno justifica impedir novas publicações dos materiais já alcançados por ordens de remoção. Ele determinou ainda que Meta e X impeçam o impulsionamento pago de conteúdos das contas de Nikolas e Marçal e não lhes confiram tratamento privilegiado na distribuição de propaganda eleitoral até as 23h59 de 25 de outubro, sob multa diária de R$ 500 mil por plataforma. A circulação orgânica, sem promoção paga, permanece permitida. As empresas também deverão preservar os dados e apresentar, em 24 horas, esclarecimentos sobre o alcance e a recomendação desses perfis.

O ministro negou, por outro lado, a suspensão generalizada dos pagamentos que os dois recebem pela monetização das contas e a exigência de relatórios diários. Também rejeitou uma ordem genérica para impedir a oferta de dinheiro ou prêmios em troca de propaganda eleitoral, pois a prática já é proibida e não foram apontados atos específicos que justificassem a medida. Os pedidos para restringir recomendações a quem não segue os perfis e ampliar as ordens de remoção serão analisados após os esclarecimentos das empresas e da coligação. Cueva ressaltou que o recebimento da ação não representa reconhecimento de irregularidades ou da responsabilidade dos investigados. A decisão será submetida ao referendo do Plenário.

Ato em apoio à democracia e a Lula reúne milhares no Rio e Brasília

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O domingo foi marcado por atos em defesa da democracia e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Brasil, com milhares de pessoas reunidas em cerca de 500 cidades, entre elas Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza. A estimativa é da coordenação de campanha do partido. 

Na capital federal, a mobilização tomou conta da Esplanada dos Ministérios pela manhã e permaneceu nas ruas ao longo do dia. No Rio, à tarde, um ato musical reuniu milhares de pessoas na orla de Copacabana. O evento foi convocado pelo cantor Caetano Veloso e teve a participação de artistas como Djavan, Duda Beat, Marina Sena, entre outros.

Caetano lembrou que foi preso na ditadura militar com Gilberto Gil e outros músicos. “Vários artistas sofreram. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa e resistir contra as ameaças à democracia”, disse.

 

Brasília, DF 18/10/2026 Ato em apoio à reeleição  de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República reune multidão na Esplanada dos Ministérios em Brasília   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ato pela reeleição de Lula na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Ato pela Democracia na orla de Copacabana – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O cantor Djavan destacou que também é preciso defender a soberania brasileira contra ingerências externas.

Para a atriz Leticia Sabatella, é preciso lutar e proteger os direitos conquistados. “De um lado a gente tem um candidato de uma família que exalta torturadores, são saudosos da ditadura e não têm um programa de Estado para o Brasil. Do outro lado, a gente tem um programa de governo que a gente já viu ser implantado com políticas sociais muito importantes.”

A cantora Duda Beat disse que estava bonito de ver a multidão na orla de Copacabana. “Isso aqui é a resposta que a gente vai dar. O povo unido consegue tudo. Viva a democracia!”

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Ato pela Democracia na orla de Copacabana -Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), Alejandro Guerrero, disse que veio do Rio Grande do Sul para participar do ato porque o país vive um momento de encruzilhada histórica.

“Existem dois rumos de projeto que neste segundo turno ficam evidenciados. Um projeto que representa a democracia, a defesa da soberania nacional. Do outro lado, o entreguismo, o fascismo e a entrega das nossas riquezas para os Estados Unidos. Esse é o momento para a gente reafirmar a luta em defesa do Brasil da soberania e da democracia”, afirmou o estudante.

Candelária

Na parte da manhã, um ato de estudantes e trabalhadores também reuniu milhares de pessoas na Praça da Candelária, no centro do Rio, em apoio à democracia e a Lula.

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2027 - Manifestação em apoio a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, organizada pela Juventude na Rua pela Democracia, na Candelária. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula na Candelária – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O casal Bráulio Martins, de 33 anos, e Laura Guimarães, de 27 anos, compareceu à manifestação acompanhado do filho Ícaro, de 5 anos. Laura estava com um adereço de mochila maluca com vários adesivos dos programas sociais do governo Lula.

“A partir de 2018, comecei a me envolver e pesquisar, e a praticar minha cidadania e descobrir as lutas que eu ia me envolver. Eu passei muito sufoco depois que minha mãe morreu em 2021. Fui beneficiária do Bolsa Família por um tempo, o que me ajudou muito a cuidar do meu filho e a empreender”, disse Laura, esteticista e dona de uma clínica na área.

“Quero que meu filho tenha uma vida que eu não tive. Quero que ele cresça seguro e entendendo quais são os lados, ele como uma criança de uma família que sempre lutou muito”, completou.

Acompanhada das amigas, a estudante de artes visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Andressa da Paz, de 24 anos, contou que, no governo de Jair Bolsonaro, a universidade pública foi sucateada, não tinha papel higiênico, faltava luz, não tinha nem ventilador. A faculdade fica na Ilha do Fundão, na Ilha do Governador. “Estou esperançosa de que dia 25 de outubro, Lula vai ganhar”, afirmou Andressa.

Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos

Brasília (DF), 16/10/2026  - Benito de Paula
Foto: Benito Di Paula/Facebook

Morreu neste domingo (18), aos 84 anos, o cantor, compositor e pianista Benito di Paula. Um dos grandes nomes da música popular brasileira (MPB), o artista estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e tratava um câncer havia cerca de um ano.

Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula ganhou projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980, com um estilo que unia o samba ao romantismo, marcado pelo piano e pela voz característica.

O artista se tornou um dos principais representantes do chamado “samba-joia”, vertente que conquistou grande popularidade no país. Benito construiu uma trajetória de mais de cinco décadas.

Dono de uma voz inconfundível e de um estilo próprio ao piano, conquistou gerações com sucessos como Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Se Não For Amor e Vai Ficar na Saudade.

Pagamentos de outubro do Bolsa Família começam nesta segunda

Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de outubro começam a ser feitos nesta segunda-feira (19), quando recebem os beneficiários com NIS terminado em 1. Na terça-feira (20), será a vez de quem tem NIS terminado em 2.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), os demais pagamentos do mês serão unificados a partir de quarta-feira (21) como medida preventiva para mitigar os efeitos do super El Niño sobre as famílias classificadas como mais vulneráveis.

Com isso, o calendário será unificado na próxima quarta-feira, quando ocorrem os pagamentos de beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Em nota, a pasta reforçou que o formato de pagamento unificado valerá também para os meses de novembro e dezembro, considerados períodos críticos do El Niño.

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome indicam que, nos meses de agosto e setembro de 2026, foram registrados 518 reconhecimentos federais de situação de emergência e estado de calamidade pública – mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (253).

A alta, segundo a Secom, foi causada, sobretudo, pelas tempestades no Sul: chuva, granizo, vendaval e inundações foram responsáveis por 272 reconhecimentos este ano, contra 81 em 2025. O aumento também foi percebido no semiárido, onde reconhecimentos por estiagem e seca saltaram de 172 para 239.

A unificação de pagamentos do Bolsa Família já ocorreu em outros momentos emergenciais, como nas enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024. À época, o pagamento foi unificado para 497 municípios gaúchos, que puderam acessar o benefício no primeiro dia do calendário.

“A unificação do calendário amplia a capacidade das famílias beneficiárias de se prepararem para os efeitos da seca, da escassez hídrica, das inundações e das interrupções no abastecimento”, avaliou a Secom no comunicado, citando a medida como “instrumento de proteção social adaptativa”.

Situação de emergência

Beneficiários que vivem em municípios que já estão em situação de emergência ou em estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal vão receber o pagamento de forma unificada já nesta segunda-feira, primeiro dia do calendário.

Para receber o benefício, as famílias devem manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, atender aos critérios do programa e cumprir condicionalidades de saúde e de educação, como frequência escolar de crianças e adolescentes, vacinação em dia e acompanhamento pré-natal das gestantes.

Saiba quando começa a valer o fim da escala 6×1

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)

Em sessão solene do Congresso Nacional, foi promulgada nesta sexta-feira (16) a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6×1) e prevê a escala 5×2, com duas folgas por semana. Com isso, a partir de 15 de dezembro de 2026, a nova jornada entra em vigor em todo país, considerando o período de transição de 60 dias estabelecido na lei.

A emenda também incluiu uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses. Após 60 dias, a redução já deverá ser de duas horas semanais. Confira os prazos:

escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias);
jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).
Horas trabalhadas

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em cinco dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra.

Compensação
O texto permite, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5×2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6×1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês.

Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.

Terceirizados da administração pública
A regra de transição para os trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”.

As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após a promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.

Salários acima de 21 mil
A legislação ainda que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior com remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o limite máximo dos benefícios do INSS. Atualmente, essa conta dá R$ 21.188,87.

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2 nestes casos.

Lula e Flávio fazem primeiro debate das eleições na TV Band

São Paulo – 18/10/2026 –  Os Candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro Durante debate na Band Eleições. Foto: Renato Pizzutto/Band

Candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) de debate realizado pela TV Bandeirantes. O encontro foi marcado por provocações entre os candidatos e, em alguns momentos, necessidade de intervenção dos mediadores.

Ainda no primeiro bloco, Lula questionou Flávio sobre os R$ 134 milhões recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro e a defesa de acusado de assassinar uma criança.

O presidente também dirigiu ao candidato do PL perguntas sobre proximidade de assassinos da vereadora Marielle Franco, posição contrária à marcação numerária nas cápsulas de munições e voto contra a ampliação da licença-maternidade durante mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Flávio não respondeu aos questionamentos e fez perguntas sobre o filho de Lula, Fábio Luís, investigado por participação em suposto esquema de tráfico de influência. Ele ainda acusou o governo Lula de responsabilidade por irregularidades no INSS, sem mencionar que os desvios começaram no governo de Jair Bolsonaro e foram combatidos no atual governo, com ressarcimento pago aos aposentados.

No debate de propostas, Flávio disse que pretende classificar facções criminosas como narcoterroristas. Também afirmou que vai construir, caso eleito, 500 mil vagas no sistema penitenciário.

Já Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública para definir os papéis de municípios, estados e União, combater a criminalidade e envolver o governo federal nas ações que hoje são de responsabilidade de prefeitos e governadores.

SUS, segurança e direitos trabalhistas
Após um primeiro bloco marcado por embates entre Lula e Flávio, o segundo bloco do debate na Band colocou as propostas no centro do palco.

Em um questionamento dos mediadores sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), Flávio respondeu que indicaria o médico Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, uma instituição privada, para o cargo de ministro da saúde. Segundo ele, a ideia era instituir um “padrão Einstein no SUS”.

Na sua vez de responder, Lula afirmou que o adversário fala sobre o SUS sem jamais ter usado um serviço público de saúde e questionou se Flávio tem o intuito de privatizar o sistema público. Lula também lembrou da condução da pandemia, entre 2020 e 2022, citando os mais de 716 mil mortos pela “irresponsabilidade do governo” Bolsonaro, que atrasou a compra de vacinas.

“Eles tiveram uma experiência de quatro 4 anos. E foi o maior desastre da história desse país. Poderia ter evitado metade das mortes se ouvisse a ciência, se acreditassem a ciência. Eles não acreditavam”, afirmou.

Lula chegou a ser interrompido por Flávio, que não tinha direito de fala no momento, e foi preciso uma intervenção da jornalista Adriana Araújo, uma das mediadoras do debate, junto com Eduardo Oinegue.

Mais adiante, ao responder a crítica de Lula sobre a condução da pandemia, Flávio tentou defender o governo do pai. “Tivemos uma pandemia, dois anos de pandemia, isso é uma coisa nova que ninguém sabia direito como enfrentar, mas o Bolsonaro deu o seu melhor.”

Em outra rodada de perguntas, Flávio citou os assassinatos de Renata Teles, em dezembro de 2023, e do sargento da Polícia Militar em Minas Gerais, para criticar as saídas temporárias de presos, chamada de “saidinhas”. Acusou Lula de priorizar os direitos dos condenados em detrimento das vítimas e questionou diretamente se o presidente é favorável ou contrário à manutenção do benefício.

Em resposta, Lula defendeu a manutenção da saída temporária para presos que apresentem bom comportamento e estejam em processo de recuperação, mas argumentou que casos condenados por estupro, violência contra mulheres e crimes graves não deveriam receber o benefício.

O presidente acusou Flávio de defender um eventual indulto ao pai, Jair Bolsonaro, condenado por crimes de tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, alegando que essa medida teria consequências mais amplas sobre outros condenados.

Escala 6×1
Em outro momento do bloco, Flávio falou sobre o fim da escala 6×1, proposta defendida pelo governo Lula e recentemente aprovada pelo Congresso Nacional. Em uma clara mudança de opinião, o candidato da oposição afirmou ter votado a favor da matéria, que antes era contra, após ter ouvido a opinião de trabalhadores.

“Eu sou uma pessoa que sei ouvir, eu sei escutar, eu sou uma pessoa que se for convencida posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros”, disse o candidato, cuja posição contra o fim da escala, que tem amplo apoio popular, acabou gerando desgaste nas últimas semanas.

Em reação, Lula afirmou que o adversário não conhece nem usa serviços públicos. “O meu adversário, ele conhece ônibus por literatura, ele nunca entrou no ônibus. Ele conhece trabalhador por literatura, porque ele nunca conversou com o trabalhador. Aliás, ele nunca trabalhou. Você conhece o cidadão que nunca trabalhou?”, provocou o presidente.

Quebra de sigilo
No terceiro bloco, Lula subiu o tom contra Flávio e desafiou que ele e o adversário apresentassem os sigilos bancário e telefônico de ambos, incluindo os de seus familiares, para que fossem apuradas eventuais irregularidades antes das eleições.

Ao abordar o tema, o presidente propôs que os dois entregassem seus documentos às autoridades competentes para que o eleitorado pudesse conhecer possíveis casos de corrupção. “Eu desafio você. Amanhã abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão desse país”, afirmou Lula, que ainda pediu que documentos de familiares também fossem encaminhados às autoridades:

Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou expressamente que aceitaria a proposta nos termos apresentados por Lula. Em seguida, acusou, sem provas, o presidente de manter recursos fora de suas contas bancárias.

No campo internacional, Lula questionou a relação de Flávio com os Estados Unidos e levantou preocupações sobre a soberania brasileira na exploração de minerais críticos, matéria-prima de componentes para baterias de celulares e outros produtos tecnológicos.

O presidente também acusou a família Bolsonaro de se subordinar aos interesses dos norte-americanos. Já o senador respondeu defendendo a cooperação internacional no combate ao crime organizado e negou ter trabalhado para impor tarifas contra empresas brasileiras, apesar dos apelos do irmão, Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA, em favor da imposição de tarifas contra exportações nacionais.

No mesmo bloco do debate, Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das políticas de segurança pública, com ampliação da vigilância por câmeras de reconhecimento facial e todo o país e maior rigor nas punições, sem especificar. Lula rebateu citando medidas de seu governo, como o programa Celular Seguro, que bloqueia aparelhos roubados de forma imediata e criticou o adversário por apresentar propostas repetidas e sem reconhecer ações já implementadas.

Polícia acionada
Ao final do debate, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo foi acionado para investigar uma suspeita de bomba em um carro no estacionamento da Band que pertenceria à equipe de Flávio Bolsonaro.

Durante a ação policial, jornalistas e convidados foram impedidos de deixar a emissora. Após varredura, nada foi encontrado e o local acabou liberado.