Amazonas recebe aeronaves para combater queimadas

Agente do Ibama faz trabalha de contenção de queimadas e incêndio no Amazonas. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

O governo federal mobilizou uma força-tarefa para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas, que registrou 1.380 focos de fogo nos dez primeiros dias de outubro, aumento de 271% em relação ao mesmo período do ano passado.

A operação prevê o envio de dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), que se juntarão às aeronaves que atuam no estado. O governo estadual também receberá reforço de São Paulo, que enviará 30 profissionais para atuar no combate às queimadas.

Neste sábado (10), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, em caráter sumário, a situação de emergência decretada pelo governador do Amazonas, Roberto Cidade, em 36 municípios. A medida é uma etapa necessária para viabilizar a liberação de recursos federais destinados ao enfrentamento da crise.

Reforço aéreo
Os dois aviões KC-390 da FAB já estavam em deslocamento, com previsão de chegada a Manaus neste domingo (11), com início das operações na segunda-feira (12). A mobilização inclui ainda quatro aeronaves Air Tractor e dois helicópteros.

Segundo o governo federal, 290 brigadistas federais já atuam no Amazonas. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegou ao estado no sábado para acompanhar a mobilização da força-tarefa.

“Não vai faltar nada: equipamentos, veículos, homens, recursos, tudo o que for preciso será disponibilizado”, afirmou o ministro no sábado.

O titular da pasta também informou que o governo federal vinha negociando com o estado para acelerar a decretação da emergência e o pedido de reconhecimento nacional.

Recursos para bombeiros
Desde 2024, o governo federal disponibilizou R$ 45 milhões ao Amazonas, por meio do projeto ProAmazon, para reforçar a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar no combate aos incêndios florestais.

Desse total:

R$ 34,7 milhões já foram liberados ao estado;
Cerca de R$ 10 milhões permanecem disponíveis para utilização;
Os recursos são destinados à compra de viaturas, equipamentos de segurança e estruturação de bases operacionais.

De acordo com os registros do MIDR, o Amazonas recebeu R$ 372.065.406,32 nos últimos três anos para ações de socorro, assistência humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais após desastres.

São Paulo envia equipe
O governo de São Paulo também mobilizou 30 profissionais para apoiar as operações no Amazonas. A equipe é formada por 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil paulista.

O embarque estava previsto para às 13h deste domingo (11). Os agentes levarão equipamentos e insumos para auxiliar no combate ao fogo e nas ações de proteção da população, do patrimônio e do meio ambiente.

A atuação integra uma iniciativa de cooperação entre os estados para ampliar a capacidade de resposta diante do avanço das queimadas.

Focos crescem 271%
Dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontam que o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro de 2026. No mesmo intervalo de 2025, foram contabilizados 372 registros.

A distribuição dos focos por situação fundiária indica:

1.186 focos em áreas públicas;
93 focos em propriedades privadas;
101 focos em áreas sem situação fundiária definida.
O levantamento identificou ainda 246 focos em assentamentos federais, 116 em terras indígenas e 97 em unidades de conservação. Esses números se referem a categorias específicas de áreas atingidas e não devem ser somados aos totais por situação fundiária.

Do total de registros, 174 foram classificados pelo painel como relacionados ao desmatamento. Para os demais focos, os dados consultados não apontavam uma causa identificada.

Fumaça de outros estados
O governador Roberto Cidade afirmou que a fumaça que encobre parte do Amazonas não é provocada apenas pelos incêndios registrados dentro do estado. Segundo ele, queimadas em outras unidades da Federação também contribuem para o problema.

A declaração foi feita após uma reunião emergencial na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que reuniu representantes dos governos federal e estadual para coordenar as medidas de enfrentamento às queimadas e reduzir os impactos da fumaça sobre a população.

Para este domingo (11), está previsto um sobrevoo do ministro Waldez Góes sobre áreas atingidas pelos incêndios, seguido de entrevista coletiva sobre as ações em andamento.

Ibama apaga 229 incêndios no Amazonas e segue no combate ao fogo

Agente do Ibama faz trabalha de contenção de queimadas e incêndio no Amazonas. Foto: Ibama/Divulgação

O avanço das queimadas no Amazonas levou o governo federal a ampliar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais na região. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), 229 incêndios já foram extintos no estado desde o início do atual período crítico.

Equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) seguem combatendo outros 20 focos ativos no Amazonas e atuando em ações de prevenção e monitoramento.

Para reforçar as operações, o ministério mobilizou 290 brigadistas especializados e anunciou o envio de mais seis aeronaves. O reforço inclui quatro aviões Air Tractor, usados no lançamento de água sobre áreas atingidas pelo fogo, e dois helicópteros para apoio logístico e transporte de equipes em regiões de difícil acesso.

As ações são coordenadas pelo Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), responsável por articular a atuação de órgãos federais e estaduais no monitoramento e combate aos incêndios.

Em setembro, após solicitação do governo do Amazonas, o Ciman Federal acionou combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).

A mobilização foi revista dias depois, quando chuvas contribuíram para reduzir os focos de incêndio e o governo estadual informou que não seria necessário o deslocamento da equipe do Respad.

Além das ações emergenciais, o MMA informou ter orientado o governo amazonense sobre procedimentos para solicitação de recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), mecanismo utilizado para ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.

Um dos principais projetos desenvolvidos visando ações de prevenção e combate a incêndios florestais é o ProAmazon, financiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões.

Incêdios no Amazonas resultam de ação humana intencional, diz ministro

Corumbá (MS), 01/07/2024 - Débora Ávila, a única mulher brigadista do Prevfogo/Ibama em Corumbá. Débora ingressou no Prevfogo após a morte do filho de 5 meses em decorrência de complicações respirátorias causadas pela fumaça dos incêndios ocorridos em 2020 no Pantanal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nos dois últimos dias, o estado do Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território. O número representa mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram registrados 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Neste sábado (10), 494 novos focos de incêndio tiveram início no estado, o maior número desde o início do mês. No mesmo dia de 2025, o Inpe não registrou novos focos em todo o Amazonas.

No domingo (11), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.

Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, o ministro Capobianco avalia que os focos resultam de ação humana intencional, possivelmente com o objetivo de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos.

“É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”, afirma o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O aumento da poluição do ar provocada pela fumaça das queimadas levou a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na última sexta-feira (9). A situação também levou ao reconhecimento, em caráter sumário, da situação de emergência em 36 municípios do estado.

Uma força-tarefa emergencial, integrada pelos governos municipal, estadual e federal, atua no combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou à região seis aeronaves,quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros, além de 290 brigadistas.

“São aeronaves muito específicas e apropriadas para o combate ao incêndio florestal. Cada aeronave dessas lança cerca de 3 mil litros de água”, explica Jair Schmitt, presidente do Ibama.

Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram no domingo (11) para reforçar o trabalho, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também atua nos municípios que já decretaram situação de emergência.

Segundo o ministro Waldez Góes, o estado do Amazonas coordena a manifestação dos municípios para que uma frente de resposta em defesa civil possa atuar nos territórios.

“Uma coisa é empregarmos, enquanto governos federal, estadual e municipal, todas as forças que pudermos para apagar o fogo. A outra é assistir às pessoas que estão precisando de ajuda humanitária e assistência médica por causa dos incêndios”, declara.

Grupos do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro mobilizados em Pernambuco contra a abstenção

Por Betânia Santana
Do Blog da Folha

No primeiro fim de semana de campanha do segundo turno, o alvo dos articuladores políticos em Pernambuco atende pelo nome de abstenção: 1.312.388 eleitores não apareceram nas urnas, fora os mais de 300 mil votos brancos e nulos.

O desafio do campo progressista e da extrema direita é o de arrancar a militância do sofá e buscar o voto no asfalto. No estado, o presidente Lula (PT) teve 3.553.971 votos (63,45%), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 1.738.043 votos (31,03%). Os QGs de campanha revelam estratégias e ritmos opostos.

No PT, o clima é de operação fênix. O partido ligou o motor turbo e reuniu representantes de dez siglas: PT, PV, PCdoB; Psol; PDT; PSB; MDB; Republicanos; Rede e Cidadania, colocando na mesma mesa o presidente estadual Carlos Veras e os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão ao lado de líderes como Sileno Guedes, Raul Henry e Ivan Moraes. O plano é reforçar a mobilização nas ruas em universidades e sindicatos e virar votos para Lula.

Do lado dos bolsonaristas, o coordenador da campanha, Mendonça Filho, e o deputado Alberto Feitosa apostam na articulação individual de vereadores, prefeitos, comerciantes e líderes locais para reforçar a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O presidente do PL, Anderson Ferreira, e o deputado André Ferreira só devem voltar ao estado na terça. Pelas redes sociais, Mendonça convocou reunião para o mesmo dia, às 15h, no comitê central, no Pina O presidenciável passa os próximos dias entre Rio, São Paulo e Brasília.

Flávio Bolsonaro dividia conta com investigado por fraude no INSS, diz UOL

Do JC

Segundo reportagem do portal UOL, e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) dividia uma conta no banco Santander com o advogado Willer Tomaz. O criminalista foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

Gestão de contas e viagens internacionais

De acordo com o UOL, os documentos foram encontrados em uma conta do iCloud de Tomaz. Uma troca de mensagens de maio de 2025 mostra uma funcionária do advogado solicitando ao banco a exclusão do usuário de Flávio Bolsonaro do acesso a uma conta vinculada à empresa Alcazar Holdings, sediada em Portugal.

O Santander confirmou a desvinculação no mesmo dia, cerca de um mês após a primeira fase da operação policial. O sistema do banco permite que múltiplos usuários movimentem valores na mesma conta.

A investigação da PF, detalhada pelo UOL, relata ainda que empresas ligadas a Willer Tomaz financiaram voos em jatos executivos para o parlamentar e sua família, incluindo viagens internacionais nos anos de 2024 e 2025.

Segundo o portal, as autoridades suspeitam que os escritórios de Tomaz funcionavam como um núcleo financeiro e logístico para agentes políticos, levantando a linha de investigação de que o senador seria um dos beneficiários do esquema.

O que dizem os citados

Procurada pelo UOL, a assessoria de Flávio Bolsonaro negou as irregularidades e a gestão compartilhada de recursos. “O senador nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas. Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa”, afirmou a equipe do parlamentar em nota, classificando o caso como disseminação de notícias falsas com fins eleitorais.

A defesa de Willer Tomaz também enviou posicionamento ao portal e afirmou não ter relações financeiras com o candidato. “O advogado Willer Tomaz repudia as informações falsas apresentadas. A conta bancária mencionada nunca lhe pertenceu. Ele jamais criou usuário em nome do senador Flávio Bolsonaro em qualquer plataforma”, declarou, reiterando que existe apenas uma relação de amizade entre os dois.

Ipespe: Flávio tem 49% de intenções de voto totais ante 44% de Lula no 2º turno

Por Agência O Globo

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado aponta que Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 1,87 ponto percentual registrada no primeiro turno (47,03% a 45,16% dos votos válidos) para 5,4 pontos no segundo turno. O levantamento estimou placar de 52,7% para o senador a 47,3%, do candidato à reeleição nesse embate direto.

Considerando os números totais, Flávio aparece com 49% ante 44% de Lula, enquanto 5% declaram voto em branco ou nulo e 3% não sabem ou não respondem. Segundo os dados, 47% dos entrevistados disseram que certamente votariam em Flávio e 5%, que poderiam votar no senador. Outros 46% afirmaram que não o apoiariam de jeito algum. Já Lula registrou 43% de certeza de voto, 5% de voto possível e 49% de rejeição.

Ainda de acordo com a pesquisa, Flávio lidera na intenção de voto entre os homens (53% a 38%), eleitores de ensino médio (53% a 39%), eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (55% a 37%) e evangélicos (61% a 30%). Lula, por sua vez, aparece à frente entre mulheres (49% a 44%), pessoas com ensino fundamental (51% a 41%) e famílias com renda de até 2 salários mínimos (51% a 40%).

O petista leva vantagem apenas no Nordeste (63% a 29%) contra o bolsonarista, que fica à frente no Sul (63% a 30%); no agregado Norte/Centro-Oeste (59% a 33%); e no Sudeste (52% a 40%).

Da parcela de entrevistados que se declara independente (37% dos entrevistados), Flávio e Lula aparecem empatados: ambos recebem o apoio de 44% desses eleitores que não se colocam nem à esquerda nem à direita do espectro político.

Entre aqueles que disseram ter votado em Flávio no primeiro turno, 97% afirmaram que pretendem manter a escolha, mesmo percentual dos eleitores de Lula. Metade dos brasileiros (50%) que apoiaram o terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), indicam que agora vão de Flávio e 29%, de Lula. Os eleitores que preferiram Ronaldo Caiado (PSD) em 4 de outubro também tendem, em maioria, a se alinhar ao senador: 56% citam a intenção de votar no bolsonarista e 15%, no petista.

Oito em cada dez eleitores (88%) afirma que é a máxima a possibilidade de comparecimento para votar em 25 de outubro.

O levantamento aponta ainda que a esperança é o sentimento mais citado em relação à eleição (45%), seguida por medo (14%). Entre os eleitores que declararam voto em Flávio, 61% mencionaram esperança, enquanto esse sentimento foi citado por 33% dos apoiadores de Lula. O medo foi lembrado por 23% dos eleitores do petista e por 6% dos do bolsonarista.

O Ipespe ressalta que o desejo de mudança é “expressivo” no eleitorado: 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país, enquanto 37% querem mudar totalmente e 42% mudar apenas o que não está bom. Menos de um quinto (18%) desejam a continuidade do que hoje é feito no Brasil. Nesse cenário, 81% dos que citam mudança total votam em Flávio Bolsonaro. Já aqueles que preferem mudar apenas o que não está bom se dividem entre Lula (49%) e Flávio (42%).

Os dados mostram também que os itens de conteúdo econômico — economia, emprego e preços (17%), fim da escala 6×1 (5%), fim das bets (5%) e aumento do Bolsa Família (3%) — somam 30% entre os temas considerados pelos eleitores para a definição do voto. O agregado supera a corrupção e a crise no Supremo Tribunal Federal (24%), saúde e educação (12%) e “violência e segurança” (7%).

Para 43% dos eleitores ouvidos, Flávio faz a melhor campanha na televisão e no rádio, contra 34% que citam Lula nesse questionamento. Em relação à atuação nas redes sociais, o senador também leva a melhor, 47% a 32%, assim como em entrevistas na TV, 45% a 37%.

A pesquisa Ipespe ouviu 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00933/2026.

Bets: mais de R$ 1 bilhão foram devolvidos a apostadores

Adolescentes olham para as telas de seus celulares em Paris
20 de fevereiro de 2026 REUTERS/Manuel Ausloos

Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de bets  foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido após a proibição das apostas online, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Os recursos deverão ser devolvidos pelos bancos até 14 de outubro.

Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

O que o apostador precisa saber:

  • Os bancos têm até 14 de outubro para devolver os recursos.
  • O valor total ainda a ser restituído é de R$ 159 milhões.
  • Oito empresas ainda não enviaram aos bancos as informações necessárias para a devolução dos valores.
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) vai à Justiça para obrigá-las a fornecer os dados.
  • Se houver impedimento para a devolução pelos bancos, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pelo pagamento aos apostadores.

A maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Bloqueios e remoções

Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas.

Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais. Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores.

No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.

Calderano derrota favorito Felix Lebrun e avança à semi do China Smash

Hugo Calderano derrota francês Felix Lebrun e avança às semifinais do China Smash, em 10/10/2026

Número 7 do mundo, o mesatenista brasileiro Hugo Calderano despachou o rival francês Felix Lebrun, vice-líder do ranking, e avançou às semifinais do Smash China (Pequim), torneio com maior pontuação (2.000) no circuito internacional.Calderano venceu de virada por 2 sets a 1 (parciais de  parciais de 9/11, 11/9, 12/10, 12/10 e 11/9), interrompendo a sequência de três triunfos seguidos do francês, dois deles este ano.

Na Olimpíada de Paris 2024 Felix Lebrun levou a melhor contra o brasileiro na disputa da medalha de bronze. De lá para cá, a rivalidade só aumentou. Apesar da vitória de hoje, o francês segue com vantagem no retrospecto geral: em nove confrontos na história, soma cinco vitórias contra quatro de Calderano.

O adversário nas semifinais será o taiwanês Lin Yun-Ju (6º no ranking) que hoje aplicou 4 sets a 0 no sueco Trüls Moregard (5º). O confronto por vaga na final do Smash China está programado começar à 1h (horário de Brasília), deste domingo (11).

Calderano e Yun-Ju já se enfrentaram cinco vezes, com quatro vitórias para o taiwanês e apenas uma para o brasileiro, no Aberto da República Tcheca, em 2017.

Vitórias de Calderano no China Smash

Primeira rodada: Hugo Calderano 3 x 0 Dimitrij Ovtcharov (ALE) – 11/9, 11/9 e 11/8;

Segunda rodada: Hugo Calderano 3 x 0 An Jaehyun (COR) – 11/5, 11/9 e 12/10;

Oitavas de final: Hugo Calderano 3 x 0 Patrick Franziska (ALE) – 11/2, 11/5 e 11/7;

Quartas de final: Hugo Calderano 4 x 1 Felix Lebrun (FRA) – 9/11, 11/9, 12/10, 12/10 e 11/9.

Lula faz comício em Natal e Flávio participa de moto-carreata no Rio

Brasília (DF), 10/10/2026 - Candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro durante campanha para o segundo turno das Eleições 2026. Foto: Arte/Agência Brasil

Os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tiveram agenda pública neste sábado (10) em Natal e no Rio de Janeiro, respectivamente.  

Em comício lotado na capital do Rio Grande do Norte, Lula fez comparativos entre investimentos feitos na região Nordeste em governos de direita e de esquerda.

“Vocês sabem o que era o Nordeste antes do PT ganhar a Presidência. E vocês sabem o que virou depois que ganhamos”, disse o presidente, candidato à reeleição, ao lado da governadora Fátima Bezerra, do candidato ao governo estadual Cadu de Lula, e dos governadores eleitos do Ceará, Elmano de Freitas; da Bahia, Jerônimo Rodrigues; do Piauí, Rafael Fontes, e Lucas Ribeiro, da paraíba.

“O Pé de Meia foi uma revolução que fizemos para garantir que 500 mil jovens não desistissem do ensino médio, para ajudar no orçamento familiar. Tudo isso eles vão cortar. Porque a educação nesse país nunca despertou interesse da elite brasileira.”

Natal (RN), 10/10/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Natal: o evento
Natal (RN), 10/10/2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Natal: o evento “Lula no Rio Grande do Norte: O Brasil Pronto Pra Mais”, realizado no cruzamento rua Baraúna com a cel. Estevam.. Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

Lula questionou onde seriam os cortes que resultariam na proposta de tesouraço de R$ 250 bilhões, apresentada publicamente por Flávio. O campanha do candidato do PL nega foco de corte em programas sociais.

“Não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros. Eles sempre cortam dos pobres”, afirma Lula.

Ao comentar especificamente o conflito entre Estados Unidos e Irã, Lula destacou que a guerra no Oriente Médio trouxe “prejuízo extraordinário” ao mundo inteiro.

“No Brasil, hoje, a gasolina diminuiu porque a gente está utilizando dinheiro do petróleo que a Petrobras exporta. Estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro, não chegue no feijão do povo, no pão do povo, no leite do povo.”

Moto-carreata

Em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou de uma grande moto-carreata e afirmou que vai “levar mais tecnologia, emprego e desenvolvimento a toda população fluminense”.  

“Eu quero agradecer a vocês de coração. Eu tô aqui de corpo e alma, nas mãos de Deus e nos braços de vocês, para mudar o destino da nossa nação”, afirmou Flávio Bolsonaro, ao lado do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas.

Durante a agenda, Flávio também declarou que, caso seja eleito, deseja receber a faixa presidencial das mãos do pai, Jair Bolsonaro, preso e condenado a vinte e sete anos pela tentativa de golpe na democracia brasileira.

No início da tarde, no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro participou de uma agenda com mulheres e afirmou, que se for eleito, vai dar atenção às mães atípicas.

“Não vai ter um só dia no Rio de Janeiro que vocês não ouvirão falar sobre inclusão”, disse ao lado da vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback, e de Daniella Marques, coordenadora do eixo Brasil por Elas no plano de governo do presidenciável do PL.

São Gonçalo (RJ), 10/10/2026 - Candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, durante ato em São Gonçalo. Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
São Gonçalo (RJ), 10/10/2026 – Candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, durante ato em São Gonçalo. Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Inclusão

De acordo com Flávio, assim como a política para mulheres, as políticas de inclusão estarão presentes em todos os ministérios. “Uma política transversal vai estar na educação, vai estar na segurança, na assistência social, no turismo em todos os lugares”, afirmou.

Flávio tem sido questionado sobre políticas para as mulheres, já que durante o governo do seu pai o ministério dedicado às mulheres passou a englobar também as pautas de família e direitos humanos. Outros ministérios como Cultura e Esporte foram extintos.

Na área de inclusão, o governo de Jair Bolsonaro publicou um decreto (10.502/2020) suspenso posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por risco de enfraquecimento da inclusão escolar, com direcionamento de pessoas com deficiência apenas para escolas especiais.

Após ameaças de morte, deputada eleita Ana Elisa receberá proteção

05/10/2026 - Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, do PT, foi eleita a deputada federal mais jovem por Minas Gerais . Foto: anaelisast/ Instagram

Em meio a ameaças de morte e estupro nas redes sociais contra a deputada federal eleita Ana Elisa, do Partido dos Trabalhadores (PT), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) solicitou providências para garantir a proteção da parlamentar por meio do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais.

Logo após o primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4), Ana Elisa relatou os ataques nas redes sociais e disse temer pela própria vida. Segundo ela, as ameaças já existiam, mas se intensificaram após a disseminação de notícias falsas.

“Estou sofrendo mais ameaças de morte. Acredito que ninguém mereça ser ameaçado de morte por estar politicamente engajado. O debate político, para mim, nunca foi sobre isso. Minha equipe desativou minha conta no Twitter porque estávamos recebendo ameaças de morte a cada dois minutos, além de ameaças de estupro. Estou totalmente vulnerável. Eu, por enquanto, não tenho uma força-tarefa de segurança”, afirmou.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania não detalhou as medidas que serão adotadas, por razões de segurança e para preservar a integridade da deputada federal eleita.

Segundo a pasta, a equipe do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais atuará em conjunto com o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas para acompanhar e avaliar o caso.

Para isso, o ministério solicitou à Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, responsável pelo programa estadual, a realização de uma análise de risco, a articulação com os órgãos de inteligência policial e a adoção de providências para investigar as ameaças e identificar os responsáveis.

A reportagem não conseguiu obter informações sobre o caso com a Secretaria de Desenvolvimento Social nem com o Ministério Público de Minas Gerais.

Ana Elisa, de 21 anos, nasceu em Divinópolis, no interior do estado. Estudante de Direito, trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais. Eleita com mais de 524 mil votos, foi a segunda deputada federal mais votada do estado. Também se tornou a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.