São João na Roça agita Sítio Juá em mais uma noite do Maior São João do Mundo com muito arrasta-pé

Seguindo o ritmo do Maior São João do Mundo, o São João na Roça chegou ao Sítio Juá, na zona rural de Caruaru, neste sábado (18). O evento reuniu moradores da comunidade e turistas em um ambiente de celebração e valorização das raízes nordestinas.

A animação começou com as apresentações do Batalhão de Bacamarteiros 25, da Banda de Pífano Cultural e do Trio Namorados da Lua. Em seguida, o forró tomou conta com a Banda Aquárius e o cantor Alex Junior, que não deixou ninguém parado.

A noite também reuniu forrozeiros de diferentes cidades. “Essa já é a terceira vez que venho pro São João na Roça com a família só neste ano. Hoje viemos em cinco pessoas, mas quero trazer ainda mais gente nas próximas. A ideia é fazer um roteiro passando também pela Casa Rosa”, contou a jornalista Rafaela Barros, que veio de Recife.

A programação do São João na Roça continua no próximo fim de semana, com chegada a Gonçalves Ferreira e Terra Vermelha.

AGENDA ATIVA: Débora Almeida vistoria novo IML de Garanhuns e reforça cobrança por rapidez na entrega

Mantendo uma agenda ativa e estratégica de fiscalização das obras estruturadoras do Governo de Pernambuco, a deputada estadual Débora Almeida (PSD), segue acompanhando de perto investimentos essenciais para o desenvolvimento do estado. Após vistoriar trechos da Adutora do Agreste, rodovias em recuperação, além de creches e unidades de saúde em construção nessa região, a parlamentar esteve, na manhã do último sábado (18), em Garanhuns, verificando o andamento das obras do novo Complexo da Polícia Científica (CPC).

A iniciativa, que contempla a instalação do IML e do Instituto de Criminalística (IC), representa um investimento de cerca de R$ 5 milhões e se consolida como um importante reforço para a segurança pública do Agreste Meridional. Situado na PE-177, nas proximidades da 5ª CIRETRAN, o equipamento está sendo estruturado para oferecer serviços modernos e especializados, com recursos tecnológicos voltados à necropsia e aos laboratórios de balística e biologia forense.

Durante a agenda, Débora Almeida acompanhou de forma detalhada o estágio das obras e manteve diálogo direto com os órgãos estaduais responsáveis, cobrando maior agilidade na execução do projeto, reafirmando seu compromisso com a entrega de ações concretas à população. Após a visita, a parlamentar — que consolida sua trajetória rumo à reeleição — registrou a fiscalização em vídeo e divulgou em suas redes sociais, destacando os avanços e a importância do equipamento para Garanhuns e toda a região.

Sertão e Agreste de Pernambuco recebem R$ 82,2 milhões para modernização de aeroportos regionais

O Sertão e o Agreste pernambucanos iniciam uma nova fase na conectividade aérea. Neste final de semana, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, realizou visitas técnicas aos aeroportos de Araripina, Serra Talhada e Garanhuns para reafirmar e detalhar junto aos prefeitos os investimentos de modernização desses terminais. Ao todo, as três unidades receberão um aporte de R$ 82,2 milhões para melhorias em pistas, pátios e terminais de passageiros.

A iniciativa é viabilizada pelo programa federal AmpliAR, que integrou esses ativos ao contrato de concessão da GRU Airport, responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. Em Araripina, onde o investimento será de R$ 19,6 milhões, o foco é o fortalecimento do polo gesseiro. O prefeito Evilásio Mateus (PDT) destacou o impacto da medida: “Este aeroporto é o sonho de uma gestão moderna para Araripina. Para nós, que temos uma gestão voltada para o crescimento, a modernização chega para resgatar a esperança e somar muito com esse projeto”, afirmou.

Já em Serra Talhada, cidade estratégica para o Sertão do Pajeú, o aporte previsto é de R$ 40,5 milhões para adequar o terminal ao recebimento de aeronaves de maior porte. Para a prefeita Márcia Conrado (PT), o ganho é regional. “A gente vai melhorar a forma de atender todas as pessoas que vêm para toda a região. Quando a gente encurta distâncias, a gente aumenta desenvolvimento e oportunidades. É isso que o aeroporto tem sido aqui”, celebrou a gestora.

No Agreste, o Aeroporto de Garanhuns contará com R$ 22,1 milhões para elevar os padrões de segurança e eficiência. O prefeito Sivaldo Albino (PSB) pontuou que o investimento abre portas para novos negócios: “Agora, vamos conseguir dar a oportunidade para grandes empreendimentos e trazer mais eventos. Vamos poder realmente avançar mais no crescimento e progresso da cidade e do Agreste”.

O ministro Tomé Franca reforçou que a interiorização do desenvolvimento é a prioridade da atual política de aviação tocada pelo governo do presidente Lula. “A aviação regional é fundamental para o turismo, a economia e o desenvolvimento da nação. Estamos levando mais infraestrutura para cidades estratégicas. Aeroportos modernos e bem geridos alavancam não só uma cidade: são vetores de desenvolvimento econômico e social para regiões importantes como o Sertão e o Agreste pernambucanos”, declarou Franca.

O que é o programa AmpliAR

O Programa de Investimento Privado em Aeroportos Regionais (AmpliAR) é uma estratégia inovadora do Ministério de Portos e Aeroportos para superar o déficit histórico de investimentos em terminais de cidades do interior do país. O modelo consiste em vincular aeroportos regionais a contratos de concessão de grandes hubs já consolidados.

Os aeroportos de Araripina, Serra Talhada e Garanhuns foram arrematados na primeira rodada do programa, em leilão ocorrido em novembro do ano passado. Ao serem incorporados à gestão da GRU Airport, esses terminais garantem escala e eficiência operacional, assegurando que o padrão de serviço de grandes aeroportos internacionais chegue às cidades pernambucanas, facilitando o escoamento da produção, a abertura de novos negócios e o acesso a destinos turísticos.

Soberania em minerais críticos permite emprego verde na América Latina

FILE PHOTO: An employee works on a solar panel production line at the Systovi factory in Carquefou near Nantes, France, March 29, 2024. REUTERS/Stephane Mahe/File Photo

Os países da América Latina devem aproveitar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras que possuem para desenvolver a própria indústria da transição energética, avaliaram lideranças latino-americanas consultadas pela Agência Brasil.  

O controle sobre os minerais críticos, fundamentais para indústrias da transição energética e da tecnologia, é um dos centros da disputa comercial travada entre China e Estados Unidos (EUA) pela liderança da economia global.

Brasília (DF), 25/03/2026 - Minerais críticos e transição energética. O ex-ministro de Minas e Energia do governo de Gustavo Petro, na Colômbia, Andrés Camacho. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep
Ex-ministro de Minas e Energia da Colômbia Andrés Camacho. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep

Os especialistas argumentam que, ao desenvolver a própria indústria, a América Latina evita repetir o papel de simples exportador de matérias-primas, fortalecendo a economia da região e ganhando poder de barganha no cenário global.

O ex-ministro de Minas e Energia do governo de Gustavo Petro, na Colômbia, Andrés Camacho, destacou que o fato de uma parcela importante desses minerais estar na América Latina permite que os países possam desenvolver as próprias indústrias, criando empregos de qualidade e reduzindo a dependência tecnológica.

“Por exemplo, o lítio, encontrado em países aqui no Sul do continente. Precisamos avançar em direção à produção, não apenas para exportar lítio, mas também para aprimorá-lo, e não apenas como mineral, mas como baterias”, destacou.

O lítio é um dos principais insumos para baterias de carros elétricos, assim como o cobre é fundamental para os painéis solares e eólicos. Estima-se que 45% do lítio e 30% do cobre estejam na América Latina, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

A deputada pela Argentina do parlamento do Mercosul (Parlasul) Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo de Alberto Fernández (2019-2023), defendeu que os países latino-americanos não devem se limitar a exportar minerais brutos para outras nações processá-los.

“Você pode ter uma política de exportação de recursos, mas também podemos usar esses recursos para desenvolver algum tipo de tecnologia ou algum tipo de participação na cadeia de valor para ter um nível mínimo de poder de negociação [no cenário global]”, disse.

Brasília (DF), 25/03/2026 - Minerais críticos e transição energética. A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Ticiana Alvares. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep
Diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Ticiana Alvares. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep

As lideranças participaram, no Rio de Janeiro (RJ), do Seminário Internacional Energia, Integração e Soberania, realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), em parceria com a Fundação Perseu Abramo e a Fundação Friedrich Ebert Brasil.

A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, defendeu que a atual lógica do comércio global está em xeque com as guerras em curso e a disputa geopolítica entre China e EUA. Isso abriria oportunidades para a América Latina investir em indústrias regionais ligadas à transição energética.

“Essa internalização de bens e insumos essenciais talvez não possa ser feita de forma nacional, mas faz sentido de forma regional. Por exemplo, o tema dos fertilizantes, que o Brasil tem uma dependência gigante. Temos a Argentina, que agora é abundante em gás. Temos também a Bolívia abundante em gás. O gás natural é o principal insumo para a produção de fertilizante nitrogenado”, explicou.

Para Ticiana, a crise atual incentiva os países a internalizar a produção de bens necessários para segurança energética. “Em um momento de crise, duvido que os países não queiram ter uma indústria no seu país”, completou.

Importância da América Latina nos minerais críticos

A Agência Internacional de Energia (AIE) aponta a América Latina como região chave para o mercado global de minerais críticos, com vastas reservas e um setor de mineração bem estabelecido.

“A América Central e do Sul são ricas em minerais críticos como lítio, cobre, grafite, terras raras, níquel, manganês, prata e bauxita, lideradas por países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Peru”, diz a AIE.

A dependência dos Estados Unidos de importações desses minerais tem sido uma fonte de tensões geopolíticas, uma vez que Washington atua para garantir esses suprimentos e evitar que adversários, principalmente Rússia e China, tenham acesso a esses materiais.

“Os EUA dependem de importações para mais da metade do lítio e mais de dois terços dos compostos e metais de terras raras que consomem”, afirma o relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos de 2026.

Por outro lado, a China tem um papel dominante no mercado dos minerais críticos e terras raras, tanto no campo da mineração, como principalmente no processamento e refino desses materiais, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).

“Sua influência é ainda mais forte no refino, com uma participação de 44% no refino global de cobre, uma participação de 70-75% no processamento de lítio e cobalto e uma participação de mais de 90% no refino de elementos de terras raras e grafite de grau de bateria”, diz a AIE.

Ainda segundo a agência, o engajamento da China nesse mercado “tem sido forte na África, América Latina e Indonésia”.

Trump tenta conter China na América Latina

Um dos objetivos da política externa da Casa Branca sob Trump é conter a influência econômica chinesa no continente latino-americano, como ficou expresso na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em novembro do ano passado, reafirmando a “proeminência” de Washington sobre a América Latina.

“Negaremos a concorrentes de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais em nosso Hemisfério”, diz o documento oficial.

Em março deste ano, Trump firmou uma coalizão militar com 12 países latino-americanos alinhados ideologicamente, como Argentina, Paraguai, Equador e Chile. Um dos objetivos é afastar a influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial travada pelos EUA contra a China.

Coalizão latino-americana sem ideologia

Brasília (DF), 25/03/2026 - Minerais críticos e transição energética. A deputada pela Argentina do parlamento do Mercosul, o Parlasul, Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo de Alberto Fernández (2019-2023). Foto: Lucas Alvarenga/Ineep
Deputada pela Argentina do Parlasul, Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep

A deputada do Parlasul Cecilia Nicolini defende que os países latino-americanos precisam criar coalizões baseadas em temas, como a transição energética, para que possam contornar as diferenças ideológicas entre os governos da região.

“Precisamos pensar em como formar essas coligações com outros países que não compartilham nossa ideologia, para construir essas alianças com base em questões específicas, principalmente na transição energética. Porque essa integração exige infraestrutura, exige políticas que vão além dos governos atuais”, destacou Cecilia.

Para o ex-ministro de Minas e Energia colombiano Andrés Camacho, caso não consiga desenvolver uma indústria própria, a região ficará dependente da importação dos equipamentos da transição energética.

“A produção de painéis solares provavelmente será difícil, mas se tivermos recursos como esses minerais, poderemos começar a criar cadeias de produção. Teremos que começar a desenvolver nossas próprias adaptações para veículos elétricos e tomar medidas para garantir que não nos tornemos completamente dependentes dessas tecnologias”, destacou.

A diretora técnica do Ineep Ticiana Alvares pondera, por outro lado, que os países que detêm os minerais críticos exigidos por EUA e China precisam conquistar, por meio de negociações, as condições que permitam a transferência de tecnologia para a região.

“A gente tem as matérias-primas dessas indústrias que são as indústrias energéticas do futuro. Não só energética, no caso dos minerais críticos, da inteligência artificial e tudo mais. A China não irá transferir tecnologia por vontade própria. A gente tem que dizer o que a gente quer. A China mesmo fez isso. Foi assim que a China foi avançando nas cadeias de valor”, finalizou.

Segurança nacional

O presidente do Brasil,  Luiz Inácio Lula da Silva, tem defendido que os países da América Latina tenham acesso a todas as etapas das cadeias de valor dos minerais críticos existentes na região.

Na última sexta-feira (17), durante assinatura de acordos com a Espanha, Lula lembrou que a América Latina já já deixou passar outros ciclos econômicos como do ouro, da prata, do minério de ferro e da madeira, sem tirar proveito disso.

“Nós não podemos agora permitir que a riqueza que a natureza nos deu não permita que a gente fique rico”.

Segundo ele, o Brasil está disposto a fazer acordo com todos os países sobre o tema.

“E o processo de transformação se dará dentro do Brasil. Não vamos repetir com os minerais críticos e com as terras raras o que aconteceu com o minério de ferro, com a bauxita. Vamos agora assumir a responsabilidade. Isso é uma questão de segurança nacional para nós”, disse o presidente.

*O repórter viajou a convite do Ineep para o Seminário Internacional Energia, Integração e Soberania

Na Alemanha, Lula defende parceria com Europa na descarbonização

19.04.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de Abertura da Feira Industrial de Hanôver. Theodor-Heuss-Platz 1-3, Alemanha.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste domingo (19) uma matriz energética limpa em parceria com a Europa e a proteção a empregos com o avanço da inteligência artificial.

Na Alemanha, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe. Ele voltou a criticar os efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, conflito que chamou de “maluquice”.

Lula disse que o Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir custos de energia e a descarbonizar a indústria. “Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, disse Lula, na Hannover Messe.

No discurso, acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, por representantes dos governos e empresários dos dois países, Lula argumentou que é preciso combater “narrativas falsas” a respeito da sustentabilidade da agricultura brasileira. Ele foi aplaudido pelos presentes em diferentes momentos do discurso.

“Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético”.

O presidente argumentou que, em 2026, o Brasil coloca em marcha um “robusto programa” que prioriza a economia verde e a indústria 4.0. Por outro lado, ele aproveitou para contextualizar que se trata de um momento crítico na geopolítica global, marcado por paradoxos.

“A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas também é utilizada para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais”, criticou.

Defesa do trabalhador
Sobre o mercado de trabalho, Lula disse que o país tem o menor desemprego da sua história e que defende o fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho para garantir dois dias de descanso.

Em relação aos empregos, Lula fez apelo aos empresários e pesquisadores para que, no cenário da evolução das tecnologias de inteligência artificial, contabilizem os impactos para os trabalhadores no mundo.

“Se a inteligência artificial causar o bem que nós queremos, é preciso que nos lembremos que, por trás de cada invenção, tem um ser humano. Se ele não tiver mercado de trabalho, o mundo só tende a piorar”, considerou.

“Maluquice da guerra”
Ainda em seu discurso, Lula assegurou que o Brasil é um dos países menos afetados pela “maluquice da guerra feita com o Irã”. Ele afirmou que o governo tomou medidas internas para minimizar esse impacto diante de um cenário em que o país importa 30% do óleo diesel utilizado.

O presidente aproveitou para condenar o fato de o mundo estar marcado por desigualdades, mas haver um gasto de US$ 2,7 trilhões em guerras. Em relação a isso, Lula pediu responsabilidade a membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para buscar caminhos contra essa realidade. O conselho conta com cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.

Efeitos sobre mais vulneráveis
Lula lembrou que, com o conflito no Oriente Médio, ocorrem flutuações no preço do petróleo que encarecem a energia e o transporte. Outra consequência é a escassez de fertilizantes, que afeta a produção agrícola e aumenta a insegurança alimentar.

“São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos. O protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”.

Diante desse cenário, Lula apontou que a “paralisia” da Organização Mundial do Comércio (OMC) torna necessário “refundar a organização”. No tema do comércio internacional, o presidente aproveitou para enfatizar a importância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

“Daqui a menos de duas semanas, entrará em vigor o acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB de 22 trilhões de dólares”.

Lula voltou a ser aplaudido quando lembrou do compromisso brasileiro de, até 2030, chegar a desmatamento zero na Amazônia. “Nos últimos três anos, reduzimos em 50% o desmatamento da Amazônia e em 32% no Cerrado”.

O presidente também destacou que o Brasil prioriza a sustentabilidade no campo dos combustíveis. “Já adotamos mistura de 30% de etanol na gasolina e de 15% no biodiesel. Produzimos biocombustíveis de forma sustentável, sem comprometer o cultivo de alimentos ou derrubar florestas”, explicou.

Ele acrescentou que 90% da energia elétrica do Brasil é limpa e há potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo.

Lula também citou a possibilidade de maior exploração de minérios críticos para colaborar com a descarbonização e a transformação digital. “Com apenas 30% do potencial mineral mapeado, nosso país já tem a maior reserva mundial de nióbio, a segunda de grafita e terra rara e a terceira de níquel”.

Ele disse que não vê o país como “mero exportador” dos minerais, mas deseja parcerias internacionais com transferência de tecnologia.

“Governo Lula amplia obras hídricas e avança na Adutora do Agreste, diz ministro

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou os avanços nas obras de infraestrutura hídrica em Pernambuco durante agenda recente no estado, reforçando o compromisso do governo do presidente Lula com a ampliação do acesso à água no Nordeste.

Segundo o ministro, a pauta hídrica sempre foi uma prioridade para Pernambuco, com o envolvimento da governadora Raquel Lyra, da bancada federal e de lideranças locais. “Sempre foi uma das prioridades do povo pernambucano, da governadora Raquel e de toda a bancada de Pernambuco avançar na infraestrutura hídrica, seja na Transposição do São Francisco, nas adutoras ou nas barragens”, afirmou.

Um dos principais destaques da agenda foi a Adutora do Agreste, considerada estratégica pelo seu impacto social e econômico. “A adutora do Agreste tem um impacto social e econômico muito forte. Hoje estamos dando ordens de serviço referentes a dois trechos, o trecho 3 e o trecho 5, da primeira etapa dessa obra”, disse o ministro.

Waldez Góes também relembrou a recente visita presidencial ao estado, quando foram autorizados novos investimentos no sistema hídrico. “Há poucos meses, estive com o presidente Lula em Pernambuco, quando foi dada ordem de serviço de cerca de meio bilhão de reais para a duplicação do bombeamento do Eixo Norte, dobrando a quantidade de água disponibilizada para o povo nordestino, especialmente aqui no estado”, destacou.

De acordo com o ministro, os investimentos federais na Transposição do São Francisco já ultrapassam R$ 12 bilhões desde gestões anteriores e continuam sendo ampliados. “O presidente Lula já investiu mais de 12 bilhões na transposição e agora destinou novos recursos dentro do PAC. São cerca de 32 bilhões, sendo aproximadamente 13 bilhões voltados à infraestrutura hídrica”, afirmou.

Ele também ressaltou o volume de recursos destinados a Pernambuco. “O estado tem uma fatia bem significativa, são mais de 2 bilhões de reais só para infraestrutura hídrica. Estamos aqui para comemorar mais uma entrega, que é a ordem de serviço para iniciar essas obras”, concluiu.

Governo de Pernambuco anuncia que a quinta parcela do Fundef já está na conta do Estado

O Governo de Pernambuco anunciou, neste final de semana, que a quinta parcela do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) já está na conta do Estado de Pernambuco. São mais de R$ 435 milhões distribuídos para aproximadamente 53 mil beneficiários. O cronograma de pagamento, divulgado previamente pela Secretaria Estadual de Educação (SEE), será cumprido no prazo de até 30 dias, como foi acordado com a categoria em mesa de negociação.

“A quinta parcela dos precatórios do Fundef já está na conta do Estado de Pernambuco e, em até 30 dias, nós começaremos a realizar os pagamentos, garantindo que os recursos cheguem a quem tem direito, com transparência e dentro do cronograma estabelecido, beneficiando milhares de professores que contribuíram para a educação de Pernambuco”, pontuou a governadora Raquel Lyra.

O repasse é referente a uma dívida que a União tem com o Estado e beneficia os profissionais do magistério da educação básica (estatutários, temporários e celetistas) que atuaram na rede estadual de ensino entre os anos de 1997 e 2006. Os servidores beneficiados devem ficar atentos à divulgação do prazo de contestação dos valores destinados, que estarão disponíveis na plataforma do Fundef (precatoriofundef.educacao.pe.gov.br).

“Com a quinta parcela do Fundef, reafirmamos o nosso compromisso com a valorização dos profissionais que construíram a educação de Pernambuco. O pagamento será realizado dentro do prazo estabelecido, garantindo que cada servidor receba aquilo que é de direito”, disse o secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro.

A plataforma continua aberta para quem ainda não se cadastrou, incluindo herdeiros em posse do alvará judicial. À medida que os dados dos novos cadastros forem confirmados, os pagamentos serão incluídos no próximo lote, de acordo com o cronograma anual divulgado em janeiro. Nos casos em que forem encontradas divergências na documentação, a SEE irá enviar e-mail ao requerente para a devida correção.

DÚVIDAS – Para informações sobre precatórios do Fundef, os beneficiários podem entrar em contato pelos telefones (81) 3183-8773 e (81) 3183-8808, pelo WhatsApp (81) 98877-1584 ou pelo e-mail: fundefprecatorio@adm.educacao.pe.gov.br, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O atendimento presencial é realizado na sede da SEE, localizada na Avenida Afonso Olindense, 1513, Várzea, Recife.

Pernambuco registra o maior crescimento do país na indústria e no comércio no primeiro bimestre de 2026, diz IBGE

O crescimento da indústria foi puxado pela Refinaria Abreu e Lima; no comércio, tiveram destaque os hipermercados e supermercados

Mantendo o ritmo de aquecimento da economia, Pernambuco começou o ano de 2026 como o estado com o maior crescimento do Brasil na indústria de transformação e no comércio varejista. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria de transformação pernambucana cresceu 26,4% no acumulado do ano até fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2025. Este percentual está muito acima do segundo estado, o Mato Grosso do Sul, que registrou alta de 10,3%.

“Pernambuco começa 2026 mostrando a força da sua economia, com resultados que colocam o nosso Estado na liderança nacional. Isso é fruto de um trabalho sério, com investimentos, melhoria do ambiente de negócios e compromisso com a geração de empregos e oportunidades para o nosso povo. Seguimos avançando com ações que estimulam o crescimento, atraem novos investimentos e fortalecem os setores produtivos, garantindo mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Já o comércio varejista do Estado registrou crescimento de 12,2% no acumulado de 2026 até fevereiro, em relação aos mesmos meses do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também publicada pelo IBGE. O aumento fez Pernambuco também liderar com folga no desempenho dessa atividade no país, seguido pelo Acre, com alta de 6,7%.

“Os números mostram que Pernambuco colhe os resultados de uma política econômica orientada por produtividade e inovação. Estamos fortalecendo cadeias estratégicas, ampliando a competitividade das empresas e garantindo previsibilidade para novos investimentos. Esse crescimento é fruto de uma agenda estruturante que prepara o Estado para um ciclo contínuo de desenvolvimento e geração de empregos qualificados”, destacou a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto.

O crescimento da indústria de transformação foi impulsionado pela Refinaria Abreu e Lima (Rnest), com destaque para as atividades de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, além da metalurgia. Também contribuíram para esse avanço a produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, a fabricação de borracha e materiais plásticos, a indústria de produtos químicos e a produção de bebidas.

No comércio varejista, tiveram destaque os hipermercados e supermercados, com crescimento de 28,6%, a venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com alta de 13,7%, e de eletrodomésticos, com alta de 12,4%.

Para o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional de Pernambuco, Fabrício Marques, o resultado do primeiro bimestre confirma a consolidação do ciclo de crescimento iniciado em 2024, quando o Estado registrou a maior expansão dos últimos 15 anos, manteve destaque na geração de empregos em 2025 e inicia 2026 com o maior crescimento econômico entre as unidades da federação.

“A gente tem a indústria de transformação e o comércio que mais cresce no Brasil. Então, tudo isso demonstra o crescimento sustentado que vem ocorrendo no Estado, devido a uma mudança de estratégia com a gestão da governadora Raquel Lyra, que trabalhou para melhorar o ambiente de negócios, realizou simplificações na área tributária, reformas microeconômicas importantes e que tem imprimido um volume de investimento recorde na história recente de Pernambuco, gerando todo esse ciclo virtuoso de desenvolvimento, crescimento econômico e geração de empregos”, ressaltou o titular da pasta.

Na Mata Sul, governadora Raquel Lyra entrega novo Açougue Público de Catende, autoriza a restauração da PE-120 e anuncia nova Escola Técnica Estadual

“Chegamos ao Palácio do Campo das Princesas para trazer o governo para o povo, para as ruas”, afirmou a governadora Raquel Lyra ao encerrar as agendas desta sexta-feira (17) na Mata Sul do Estado. Em Catende, a chefe do Executivo estadual entregou o Açougue Público Municipal requalificado, uma obra de R$ 2,3 milhões; autorizou a licitação para restauração da PE-120 e o início das obras de uma Escola Técnica Estadual; assinou acordo para regularização fundiária e repassou dois ônibus escolares ao município. Já em Xexéu, a gestora inaugurou o novo prédio da Escola de Referência em Ensino Médio João Pereira Sobrinho e entregou três ônibus escolares.

“Encerramos o dia na Mata Sul fazendo o que precisa ser feito: tirando obra do papel. Estamos garantindo a restauração da PE-120, em Catende, que é uma estrada estratégica para integrar a região e melhorar a vida de quem precisa se deslocar todos os dias. Entregamos o Açougue Público requalificado e autorizamos a construção da ETE, que vai abrir portas para os nossos jovens. Já em Xexéu, ver a EREM funcionando, estruturada, é a certeza de que estamos investindo no presente e no futuro da nossa gente, com mais educação, oportunidade e dignidade”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

O Açougue Público de Catende foi requalificado com investimento de R$ 2,3 milhões, por meio do Programa de Suporte aos Municípios (PSM), da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe). A intervenção contemplou uma área de 662,50 m² e incluiu a reconstrução de 52 boxes, instalação de nova coberta termoacústica, construção de banheiros acessíveis e renovação completa das instalações elétricas, hidráulicas, piso e pintura, fortalecendo a atividade econômica local.

“A ideia da Adepe é descentralizar o desenvolvimento econômico. As prefeituras são recebidas com as portas abertas na Adepe para poder construir esses esforços e potencializar o desenvolvimento econômico das máquinas que eles já tinham em casa”, disse a diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade.

Também em Catende, a governadora autorizou a licitação para a restauração da PE-120, no trecho que liga o entroncamento com a PE-126 até a BR-104, em Agrestina, no Agreste do Estado. A intervenção contempla uma extensão de 42 quilômetros e receberá investimento de R$ 120 milhões. A rodovia é considerada estratégica para a integração entre a Mata Sul e o Agreste.

“Estamos falando de um impacto direto para mais de 250 mil pessoas, em uma via que liga o Agreste à Mata Sul. Trata-se de uma restauração importante, que chega com o PE na Estrada, fortalecendo a nossa malha rodoviária”, explicou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Pedro Neves.

Ainda no município, foi assinada a autorização para início das obras da Escola Técnica Estadual (ETE), com investimento de R$ 22,5 milhões. A unidade será implantada em uma área de mais de seis mil metros quadrados e contará com 12 salas de aula, além de espaços pedagógicos, administrativos e de apoio. Além disso, foram entregues dois ônibus escolares.

A prefeita do município, Dona Graça, agradeceu ao Executivo pela parceria. “São demandas antigas com as quais o nosso povo sempre sonhou. Somos gratos ao Governo do Estado por esse olhar atento ao nosso município. Estamos vivendo um novo momento”, comemorou.

A agenda em Catende contou, ainda, com a assinatura de um acordo de cooperação técnica para a regularização fundiária de 220 casas da Cohab. A iniciativa estabelece diretrizes para garantir segurança jurídica às famílias que residem no local e viabilizar melhorias habitacionais no território.

XEXÉU – Encerrando os compromissos do dia na cidade de Xexéu, a governadora visitou o novo prédio da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) João Pereira Sobrinho, construído com um investimento de R$ 7,3 milhões. A unidade, que está em funcionamento desde fevereiro, conta com 12 salas de aula climatizadas, laboratório de informática, refeitório e quadra poliesportiva, beneficiando 472 estudantes. “O nosso trabalho precisa dessas parcerias. Caminhamos pelo Estado e vemos o que o Governo de Pernambuco vem fazendo”, afirmou o prefeito de Xexéu, Thiago de Miel.

O senador Fernando Dueire falou do caráter estratégico das ações. “Este é um governo que está mudando Pernambuco para melhor. São ações que preparam um futuro próspero para os nossos jovens”, disse.

Presente nos eventos, o deputado federal André Ferreira destacou a importância da valorização da educação. “Essa escola vai incentivar mais os alunos, que ficam motivados e alegres”, pontuou. Já o deputado estadual France Hacker enalteceu as entregas. “Mais uma obra entregue com a ajuda e a força do Governo de Pernambuco, que tem investido incansavelmente em todas as áreas”, disse. O também deputado estadual Joãozinho Tenório acrescentou: “Quero agradecer ao Governo do Estado por tanto investimento na Mata Sul”.

Ainda em Xexéu, a gestora fez uma vistoria em obras de requalificação viária que receberam aporte de R$ 886 mil. No centro da cidade, cinco ruas já receberam a nova pavimentação e a mais recente etapa foi iniciada nesta sexta, em sete ruas do distrito de Campos Frios. Foram entregues, ainda, três ônibus escolares a Xexéu. O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, destacou a importância das entregas para as futuras gerações. “Há muito tempo essas cidades tiveram que esperar para ter alguém que tivesse esse senso de urgência para ajudar o povo.
Pernambuco percebe que o futuro voltou a ser prioridade”, disse.

Acompanharam a governadora os secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil) e Gilson Monteiro (Educação); os presidentes dos orgãos estaduais Francisco Amaral (Perpart), André Fonseca (DER) e Paulo Lira (Cehab); os prefeitos Duguinha Lins (São Joaquim do Monte), Junior de Beto (Palmares), Beto do Sargento (Belém de Maria), Pité (Quipapá), Elias Meu Fii (Pombos), Ridete Pellegrino (Jaqueira), Berg de Hacker (Rio Formoso), Marlos Henrique (Maraial), Fátima Borba (Cortês), Márcia Barreto (Joaquim Nabuco) e Araújo (Amaraji); o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira; além de vereadores e lideranças da região.

Anvisa discute norma para manipulação de canetas emagrecedoras

Brasília-DF, 10.11.2023, Fachada do Prédio da Agência de Vigilância Sanitária ANVISA, em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, no próximo dia 29, uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Segundo a agência, a instrução normativa deve definir procedimentos e requisitos técnicos específicos relativos à importação, qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte aplicáveis aos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, ampliou o mercado ilegal desses medicamentos, que atualmente só podem ser adquiridos com receita médica retida. Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa têm tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização.

A minuta que será discutida pela diretoria colegiada pode ser acessada pelo site da Anvisa.

Grupos de trabalho
Esta semana, a Anvisa publicou portarias que criam dois grupos de trabalho (GTs) para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Parceria com conselhos
Também esta semana, a Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta, segundo a agência, é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência no comunicado.

Proibição
Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.

“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.

Em nota, o órgão destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

Paraguai
Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.

Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu (PR) foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.