Anderson Luiz participa de caminhada ao lado de Fernando Monteiro e Rodrigo Pinheiro em Caruaru

Os candidatos Anderson Luiz, a deputado estadual, e Fernando Monteiro, à reeleição para a Câmara dos Deputados, participaram, nesse sábado (22), de uma caminhada pelos bairros do Salgado e São João da Escócia, em Caruaru. O ato também contou com a presença do prefeito Rodrigo Pinheiro, vereadores e outras lideranças políticas ligadas ao grupo da governadora Raquel Lyra.

Durante a agenda, Fernando Monteiro citou propostas para o município, entre elas o saneamento do bairro do Salgado e a criação de um Hospital Veterinário. Rodrigo Pinheiro, por sua vez, mencionou obras realizadas pela gestão municipal, como a revitalização da Avenida Brasil e intervenções no Parque 18 de Maio e em feiras de bairro.

Anderson Luiz associou sua candidatura ao grupo político de Raquel Lyra e Rodrigo Pinheiro. “Eu sou o candidato do grupo que faz Caruaru e Pernambuco avançar, do grupo da nossa governadora Raquel Lyra e do nosso prefeito Rodrigo Pinheiro. É ao lado desse time, de Fernando Monteiro e, principalmente, do povo de Caruaru, que quero continuar trabalhando para levar ainda mais desenvolvimento para nossa cidade”, afirmou.

Dr. Tarcisio Reis inaugura comitê no Recife e recebe apoio de Eduardo da Fonte

O candidato a deputado estadual Dr. Tarcisio Reis inaugurou, neste domingo (23), seu comitê de campanha, no bairro de Campo Grande, no Recife. O ato contou com a presença do candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) e reuniu lideranças, familiares, amigos, apoiadores e pacientes atendidos pelo médico, que fizeram questão de prestigiar a inauguração.

Durante o encontro, Eduardo destacou a trajetória de Dr. Tarcisio Reis na área da saúde e o compromisso do médico com a população. “Dr. Tarcisio dedicou a vida a cuidar das pessoas, conhece de perto as necessidades da população e tem muito a contribuir com Pernambuco. Estamos juntos nessa caminhada porque acreditamos que sua experiência fará a diferença na Assembleia Legislativa”, afirmou.

Dr. Tarcisio Reis agradeceu a presença de Eduardo e o apoio recebido durante a campanha. “Receber o apoio de Eduardo, que conhece os desafios de Pernambuco e acredita no nosso trabalho, aumenta ainda mais nossa responsabilidade. Vamos seguir ouvindo a população e defendendo propostas que fortaleçam a saúde e melhorem a qualidade de vida dos pernambucanos”, afirmou.

Entre as principais propostas defendidas por Dr. Tarcisio estão a regionalização da saúde, o fortalecimento dos hospitais filantrópicos e a ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade pelo SUS.

Mendonça reafirma apoio à reeleição de Raquel Lyra durante caminhada com a governadora, em Nova Descoberta

A agenda política de Mendonça Filho na Região Metropolitana do Recife teve, neste domingo (23), um dos seus momentos de maior mobilização. O candidato ao Senado participou de uma caminhada em Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, ao lado da governadora Raquel Lyra, diante de uma multidão que tomou as ruas do bairro em uma demonstração de carinho e apoio.

Recebido de braços abertos, Mendonça percorreu as ruas em meio a um verdadeiro mar de gente, com abraços, cumprimentos e muitos registros ao lado dos moradores. O candidato também tem forte presença eleitoral no Recife, onde foi o mais votado para o Senado nas eleições de 2018.

Durante a caminhada, Mendonça reafirmou seu apoio à reeleição de Raquel Lyra e destacou a parceria política com a governadora. “Só dá Raquel. Estou fechado com ela.”, afirmou.

O candidato agradeceu a receptividade dos moradores e destacou o carinho recebido durante o percurso. “Quero agradecer ao povo de Nova Descoberta e ao povo do Recife por essa recepção, por esse carinho e por todo esse apoio.”

Em seguida, Mendonça resumiu a sintonia política que pretende manter com a governadora: “Recife decidiu que a governadora é Raquel e o senador é Mendonça.”, frisou.

A caminhada reforçou a parceria entre Mendonça e Raquel Lyra e a mobilização do candidato na capital pernambucana. A agenda segue neste domingo, com Mendonça participando, à noite, de uma caminhada em Surubim, novamente ao lado da governadora Raquel Lyra.

No Alto do Moura, Anderson Correia faz porta a porta e destaca importância do contato direto com a população

Após uma semana marcada por agendas em Caruaru e diferentes municípios da região, o vereador e candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP) voltou a concentrar suas atividades na Capital do Agreste neste domingo (23). Pela manhã, Correia participou de reuniões nos bairros São Francisco, Divinópolis e Luiz Gonzaga, onde esteve próximo da população, recebeu o apoio de lideranças e ouviu demandas dos moradores. A programação reforçou a estratégia do candidato de manter uma campanha próxima das pessoas e presente nas comunidades.

À tarde, Anderson Correia realizou uma ação de porta a porta no Alto do Moura, percorrendo as ruas da comunidade ao lado de apoiadores, militância e integrantes de sua equipe de campanha. Durante a atividade, o candidato conversou diretamente com os moradores, ouviu suas necessidades e apresentou suas propostas. O momento foi marcado pela receptividade da população e pelo contato próximo com as pessoas, com o defensor dos animais cumprimentando moradores, pegando na mão e reforçando uma campanha construída a partir do diálogo e da presença nas ruas.

“Tivemos uma primeira semana de campanha muito proveitosa. Conseguimos ampliar nossos apoios, chegar a pessoas de outros municípios da nossa região e também manter uma agenda muito forte em Caruaru, nossa cidade. Hoje, estivemos no Alto do Moura, conversando diretamente com as pessoas, ouvindo suas necessidades e apresentando nossas propostas. Para mim, estar perto do povo, pegar na mão, olhar no olho e ouvir cada pessoa é fundamental. É assim, de pouco a pouco, conversando e construindo junto com a população, que vamos seguir fazendo uma campanha forte, verdadeira e cada vez mais próxima das pessoas”, afirmou Anderson Correia

Ivan Moraes inaugura Comitê 50 e destaca mobilização para campanha ao Governo de Pernambuco

Candidato da Frente Pernambuco de Luta reuniu militantes e apoiadores no Recife em uma tarde de oficinas, arte e mobilização eleitoral

O candidato ao Governo de Pernambuco pela Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes, realizou a festa de inauguração do Comitê 50 na tarde deste domingo (23). O comitê fica dentro do espaço da Casa Marielle Franco, sede do Diretório Estadual do PSOL em Pernambuco, localizada à Rua Feliciano Gomes, nº 134, no bairro do Derby, próximo ao centro do Recife.

Durante o evento, Ivan ressaltou que, apesar da falta de recursos para fazer campanha, o empenho para fazer tudo acontecer junto à sua equipe compensará as dificuldades.

“A gente tem uma equipe muito pequena. A equipe possível. A melhor equipe que a gente conseguiu formar. Só tem gente empolgada para fazer campanha, só tem gente a fim de espalhar a mensagem da gente. Porque entende que Pernambuco precisa mais e entende a necessidade que a gente tem de fazer a melhor campanha possível”, disse o candidato a governador.

A inauguração do Comitê 50 promoveu uma tarde inteira com diversas oficinas práticas e artísticas, para os(as) militantes, apoiadores e eleitores que vieram unir forças à campanha de Ivan.

Nossa força vem da coletividade, da cultura, da arte, do trabalho e do engajamento político. Hoje estamos todas e todos reunidos aqui com tudo isso junto, com muita vontade de mudança, com muita vontade de fazer muito por Pernambuco. A campanha tá linda, a todo vapor e, se a gente chegar em todo mundo, tenho certeza que vai tocar as mentes e os corações do povo Pernambucano”, concluiu Ivan Moraes.

Opção pelo Simples Nacional para 2027 é antecipada para setembro

Aplicativo Simples Nacional

As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Com as novas regras estabelecidas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), o calendário de adesão ao Simples Nacional foi antecipado em quatro meses.

As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.

A alteração foi regulamentada por resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), editada em abril. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.

O que muda?
A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.

Os principais prazos são:

1º a 30 de setembro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
até 30 de novembro de 2026: prazo para desistir da opção feita em setembro;
1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.
Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.

IBS e CBS
Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.

Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deverá ser feita em setembro de 2026 e terá validade de janeiro a junho.

Quem não fizer a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.

A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.

A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.

Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:

perfil dos clientes;
cadeia de fornecedores;
possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
formação de preços;
impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.
Empresas já optantes
Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.

Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa durante setembro de 2026 para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.

As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.

Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.

Abertura no fim do ano
As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.

Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.

A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.

Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.

Prazo para desistir
A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.

Quem fizer o pedido em setembro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.

O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.

A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.

Regra do MEI
A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao Microempreendedor Individual (MEI).

Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.

Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.

NFS-e nacional
Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.

A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.

O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.

Entre as providências recomendadas estão:

testar a emissão das notas;
verificar a integração com sistemas de gestão;
conferir a parametrização dos dados fiscais;
preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.
Informações socioeconômicas
A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.

A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.

A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.

Planejamento para 2027
Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.

A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.

Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.

Vasco e Minas Brasília garantem vaga na Série A1 em 2027

Brasília (DF), 23/08/2026 - Vasco e Minas Brasília garantem vaga na Série A1 em 2027
Foto: Dikran Sahagian/Vasco da Gama

Ao mesmo tempo em que o Brasileirão Feminino A1 fechou sua primeira fase, definindo os classificados ao mata-mata e Vitória e Botafogo como os rebaixados à segunda divisão, a Série A2 está prestes a decidir os quatro times que sobem para 2027 (serão 20 clubes na divisão principal do futebol feminino).

Os dois primeiros times a garantir a ascensão neste sábado (22) foram Vasco e Minas Brasília, que eliminaram Taubaté e Ação-MT, respectivamente.

Em São Januário, o Vasco assegurou o retorno ao Brasileirão A1, que não disputa desde 2016, ao bater o Taubaté pela segunda vez, agora pelo placar de 2 a 1, com dois gols de Lourdes, artilheira da competição com 11 gols. Alessandra descontou para a equipe paulista. O time carioca alcança o segundo acesso consecutivo, já que estava na 3ª divisão em 2024.

Já o Minas Brasília repetiu o placar do jogo de ida e venceu novamente o Ação do Mato Grosso por 1 a 0, com gol de Rafaela, no estádio Valmir Bezerra, no Gama, no Distrito Federal.

Tanto Vasco quanto Minas Brasília seguem na disputa pelo título, mas com o principal objetivo já assegurado.

Neste domingo, as outras duas vagas saírão dos confrontos entre Itabirito e Sport (0 a 0 no jogo de ida), em Sete Lagoas, em Minas Gerais e Atlético-PI contra 3B da Amazônia, em Teresina, depois da vitória do clube piauiense fora de casa por 2 a 0.

Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador

Brasília (DF), 22/08/2026 - Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador
Foto: Renato Meirelles/Arquivo pessoal

A classe C, que forma a maioria da população brasileira (53%), não tem um consenso se deseja um Estado maior ou menor para a prestação de serviços, segundo avalia o pesquisador Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. “O que ela espera, em primeiro lugar, é que seja um Estado que funcione”, diz.

Meirelles, que lançou, nesta semana, o livro “Brasil da maioria: 25 anos da classe C”, ressalta que esse grupo da população quer um serviço público melhor e sem burocracia.

O pesquisador destaca que a classe C tem a maioria dos consumidores, dos trabalhadores urbanos, dos pequenos empreendedores, dos usuários de serviços públicos e dos eleitores. Essas vozes poderosas, em que pese a diversidade de perfis, sentiu, nas últimas três décadas, conquistas aceleradas em diferentes campos, mas viu essa velocidade reduzir. Por isso, segundo o pesquisador, esse grupo da população anseia por mais.

Em entrevista por telefone à Agência Brasil, o pesquisador detalha os principais impactos que o contexto econômico e social causou neste grupo.

De acordo com ele, a classe C ocupa hoje o centro das principais decisões econômicas, sociais e políticas do Brasil. Meirelles que o sonho do carro zero deu lugar ao investimento em pequenos negócios.

Confira abaixo os principais trechos da conversa.

Agência Brasil: O senhor poderia explicar como identificar quem está na classe C?

Renato Meirelles: Nós estamos falando de famílias que têm uma renda média de R$ 3,5 mil, somando-se o que ganha todo mundo que mora dentro de uma casa. Estamos falando de uma parcela da população brasileira que, nos últimos 25 anos, desde os processos de distribuição de renda, começaram a ser fundamentais para os destinos tanto da economia quanto da política no Brasil.

Agência Brasil: Trata-se de uma perspectiva diferente do que ocorre então, após anos 2000?

Renato Meirelles: Até o Plano Real (1994), a noção de longo prazo das pessoas era muito limitada. O fim do mês demorava uma eternidade. Não existia aplicação financeira melhor do que estocar o próprio alimento. Com o Plano Real, o brasileiro começou a entender que o longo prazo era um pouco maior do que o final de semana. Então, ele começou a ter sonhos e a se planejar.

Depois, com os processos de distribuição de renda, houve um ciclo virtuoso da economia, no qual a pessoa da classe D, beneficiário do Bolsa Família, passou a comprar mais porque tinha mais dinheiro. Comprava mais das pessoas, dos negócios que eram feitos por donos também da classe C. Que também passaram a comprar mais da indústria. Que, para atender ao aumento da demanda, contrataram mais gente, pagando salário de classe C.

Agência Brasil: Os sonhos de consumo estão acompanhados de desejos de melhoria de vida do ponto de vista educacional também? Quando a classe C passou a ser mais exigente também do ponto de vista de política pública?

Renato Meirelles: Eu acho que é essa a grande mudança. A gente teve o processo em que a classe C cresceu, ampliou o seu sonho e o seu horizonte. No consumo, era o sonho de viajar de avião pela primeira vez. Na educação, era de ter o primeiro universitário da família. E isso foi alimentando o crescimento da classe C, até 2010 e 2011.

Só que a economia parou de crescer na mesma velocidade. E começou a existir uma percepção da classe C de desaceleração das melhorias. A classe C crescia numa velocidade, crescia do ponto de vista de poder de compra, de acesso ao consumo. Ela caminhava para melhor qualidade de vida a 120 km/h. De repente, reduziu para 60 km/h. Se você está andando em alta velocidade e breca o carro, a sua sensação é que você parou de crescer e que está parado.

Agência Brasil: As classes A e B ficaram incomodadas?

Renato Meirelles: Sim. Muitas vezes, na minha carreira de pesquisador, eu ouvi a frase “O aeroporto virou uma rodoviária”, ou “Onde já se viu empregada doméstica ter carteira assinada?”.

Em 2013, os sonhos começaram a se frustrar nesse processo de desaceleração. Isso tem a ver com a redução da velocidade do crescimento econômico. O poder de compra deixou de crescer na velocidade dos sonhos dessa classe C. E tem a ver com uma frustração que se deu também no universo do trabalho.

Agência Brasil: O que a classe C espera no campo do trabalho?

Renato Meirelles: Hoje, para a classe C, a dignidade é ser dona do próprio tempo. E é por isso que há ida para os aplicativos. O empreendedorismo, por outro lado, tem feito com que muitas pessoas não enxerguem na CLT ou no emprego formal algo que satisfaça todos os sonhos deles.

É verdade que, nesse processo todo, a CLT perdeu o valor. Nós tivemos reformas trabalhista e da Previdência. Aquela garantia que a CLT dava no passado deixou de ter a mesma importância. Não que essa pessoa não queira as garantias, mas ela não encontra essas mesmas garantias ou os mesmos direitos sociais que ela encontrasse ali dentro.

Agência Brasil:  E agora, sob esse ponto de vista, o senhor acha que a classe C está mais vulnerável à desinformação, por exemplo?

Renato Meirelles: As réguas mudaram. Primeiro, o Brasil está vulnerável à desinformação, os algoritmos contribuem com isso e tudo mais. Mas o cálculo dessas pessoas é um pouco diferente do cálculo de quem pensa sobre essas pessoas.

Uma mãe de família que tinha que trabalhar para contribuir para os sustentos da casa pegava uma hora de ônibus para ir ao trabalho, e mais uma hora para voltar para o trabalho. E ela ganhava dois salários mínimos por mês. Aí veio a pandemia e o restaurante fechou. Ela pensou que ia perder o emprego. Só que ela começou a usar a habilidade dela de confeitaria para fazer um bolo.

Aí ela começou a sobreviver à pandemia graças ao que ela produzia na casa dela. Ela não tinha mais que passar pelo que passava. Hoje ela não quer voltar para o restaurante.

Ela sabe que essa autonomia sobre o tempo é fundamental para algo que ela sempre quis ter.

Agência Brasil:  Os candidatos aos mais diversos cargos devem estar atentos, então, ao que essa maioria espera?

Renato Meirelles: A gente encontra uma classe C que está cansada, exausta da política tradicional, querendo alguma coisa diferente, mas sem saber exatamente o que é.

Agência Brasil:  O que ela espera do Estado, na verdade?

Renato Meirelles: Ela espera, em primeiro lugar, que o Estado funcione. Enquanto a esquerda e a direita divergem se o Estado deve ser grande ou pequeno, ela quer um Estado que funcione, que efetivamente entregue uma qualidade de serviço público melhor.

Ela quer um Estado que não tenha burocracia. Quer um candidato que vire e fale: o Estado está aqui para te servir. Eu conto com você para que o Estado melhore.

Essa pessoa está acostumada a andar de aplicativo e dar uma nota para o serviço dela. Ou a comprar na internet e dar uma nota para a qualidade do produto que ela recebeu. Ela espera que o Estado preste conta e exista conexão de governantes e governados.

Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest de Pesquisa de Mercado mostrou que 69% dos consumidores brasileiros têm receio de adquirir medicamentos falsificados pela internet.

Quando isso acontece, 85% dos entrevistados atribuem às plataformas de venda online a responsabilidade pela oferta de remédios falsificados, sem registro ou de procedência desconhecida.

A sondagem foi feita por encomenda da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e ouviu 2.024 pessoas que são responsáveis pela compra de medicamentos no domicílio e com hábito de realizar compras pelo menos uma vez a cada três meses. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 17 de julho, em todas as regiões do país.

Além da falsificação, 59% temem receber medicamentos vencidos ou armazenados de forma inadequada e 54% citam o risco de adquirir produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na percepção dos consumidores entrevistados, as regras para a comercialização digital de medicamentos deve estar obrigatoriamente vinculada a uma farmácia ou drogaria autorizada (82%), enquanto 71% avaliam que medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns em plataformas digitais.

Anvisa
Neste mês de agosto, a Anvisa revogou medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee.

A agência esclareceu, entretanto, que a decisão não representa autorização automática para a venda de medicamentos nesses canais.

A Lei nº 15.357/2026 passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico exclusivamente para fins de logística e entrega de medicamentos ao consumidor, desde que cumprida a regulamentação sanitária aplicável.

A implementação da medida não produz efeitos imediatos e ainda depende de regulamentação específica da Anvisa, destacou o CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto.

Segundo ele, a compra online de medicamentos está condicionada à existência de “regras claras, responsabilização e supervisão profissional, e não apenas à conveniência do canal”, uma vez que medicamentos exigem um nível de controle superior ao de outras categorias vendidas pela internet.

Para a Abrafarma, qualquer novo modelo de comércio deverá preservar integralmente as regras sanitárias aplicáveis à dispensa de medicamentos e as salvaguardas necessárias à proteção da saúde da população.

“A responsabilidade pela venda e pela assistência farmacêutica deve permanecer com farmácias e drogarias regularmente licenciadas, com garantia de orientação profissional, controle de prescrições, rastreabilidade, armazenamento e transporte adequados.”

No último dia 19, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, a abertura de processo administrativo para regulamentar a contratação, por farmácias, de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor.

Procurada pela reportagem, a Anvisa informou que o aperfeiçoamento regulatório será feito para adequar as regras sanitárias à Lei 15.357/2026.

“Para a contratação de plataformas de comércio e canais digitais, como prevê a lei, a Anvisa ainda editará as normas. Assim, o artigo específico que trata deste item ainda depende de regulamentação”, concluiu a Agência.

Durante a 15ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada de 2026 da Agência, o relator da matéria, diretor Daniel Pereira, observou que a medida tem potencial para ampliar o acesso da população a medicamentos, contribuindo ainda para maior conveniência, rapidez e eficiência na entrega de produtos essenciais à manutenção da saúde.

Ele deixou claro, porém, que a inovação legislativa não afasta a existência de riscos sanitários relevantes.

CFF
Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) ressaltou que a entrada das plataformas não representa a venda de medicamentos pela internet de forma aleatória.

O que será autorizado, após a regulamentação pela Anvisa, é a utilização das plataformas pelas farmácias para a sua operação. Esse posicionamento da Anvisa será cobrado pelo CFF durante o processo de regulamentação.

Procon-RJ
O diretor jurídico do Procon do estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ) Silvio Romero explica que as farmácias e as plataformas de venda online são responsáveis, perante o consumidor, por quaisquer prejuízos que ele eventualmente tiver relacionado à qualidade e garantia dos medicamentos que vier a adquirir via internet.

Segundo ele, enquanto não houver a regulamentação da Anvisa, somente farmácias autorizadas podem fazer essa venda por plataformas digitais:

“A Anvisa está iniciando esse processo regulatório e a gente fica no aguardo de outras condições que ela eventualmente venha a colocar para continuar garantindo a qualidade dos produtos aos consumidores.”

No entender do diretor do Procon-RJ, as farmácias e drogarias devem buscar fornecedores legalizados, que assegurem “todas as garantias de que esse produto vai ser entregue ao consumidor nas condições estabelecidas pelo fabricante dos medicamentos”.

Silvio Romero destacou que quando a venda de remédios por plataformas digitais estiver regulamentada, o consumidor deve estar atento para verificar vários aspectos, dentre os quais o preço.

“Se ele identificar ofertas muito abaixo do valor de mercado, incompatíveis com o preço normalmente praticado pelas farmácias, este é um primeiro indício para ele desconfiar desse medicamento”.

Segundo ele, também será importante que o consumidor guarde todos os documentos referentes à compra, como comprovante de aquisição, nota fiscal, anúncio.

“Porque, caso ele venha a ter algum problema, terá mais condições de fazer essa reclamação para que os órgãos competentes possam fazer a sua investigação e, eventualmente, proceder à punição de fornecedores que estejam infringindo a legislação”.

Isso vale, por exemplo, para venda de produto com validade vencida, que é uma infração ao Código de Defesa do Consumidor e está sujeita à fiscalização e à instalação de processo administrativo no Procon-RJ. O mesmo acontece em relação à venda de produtos não autorizados.

Consumidor digital
O consumidor brasileiro não enfrenta resistência ao comércio eletrônico, pelo contrário, comprova a pesquisa da QualiBest e Abrafarma: 95% dos entrevistados já realizaram compras online e nove em cada dez afirmam que costumam avaliar a segurança do site antes de comprar, considerando principalmente a credibilidade do vendedor e a experiência de outros consumidores.

Mesmo com essas precauções, 69% relataram já ter enfrentado alguma experiência negativa em compras pela internet, como produto diferente do anunciado, atraso na entrega, produto danificado ou golpes em que a compra foi realizada, mas o item não foi recebido.

Quando a compra envolve medicamentos, a assistência profissional também aparece como fator de confiança, demonstra a sondagem. Para 78% dos entrevistados, a presença de um farmacêutico aumenta a confiança na compra de medicamentos.

Também a compra em uma plataforma de compras conhecida aumenta a percepção de que o produto é seguro para 52% dos consultados. Outros 56% disseram que teriam dificuldade para saber a quem recorrer caso enfrentassem algum problema com um medicamento adquirido nessas plataformas.

Coronel Feitosa inicia campanha às ruas com adesivaço no Recife

O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa deu início à sua campanha às ruas neste sábado (22), com um adesivaço realizado em seu comitê de campanha, na Avenida Governador Agamenon Magalhães, 4386, no Derby, Recife. O evento reuniu apoiadores, jovens e centenas de veículos adesivados em apoio à candidatura de Feitosa — número 22022 —, à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e ao senador Mendonça Filho ao Senado por Pernambuco.

O candidato a deputado federal Miguel Coelho marcou presença e confirmou a parceria com Feitosa. “Estou muito feliz dessa dobrada com Feitosa. É um cara de família, um cara que tem história, que defende seus valores porque é o que é certo. Pelo serviço que já prestou e pela experiência que tem, é essencial a renovação do mandato do Deputado Coronel Feitosa. Coloco aqui o meu nome nessa parceria”, afirmou.

Feitosa afirmou que o evento marca o começo de uma campanha que vai percorrer a Região Metropolitana do Recife, vindo de um interior onde já iniciou sua trajetória eleitoral pelo Sertão do Araripe. “Hoje é um dia de muita alegria. Estamos aqui junto com nossos amigos, apoiadores e com a nossa juventude, levando para as ruas a nossa mensagem e mostrando a força desse projeto”, disse o deputado, que reafirmou seus valores. “Eu sou deputado estadual e estou colocando novamente o meu nome à disposição dos pernambucanos porque quero continuar defendendo aquilo em que acredito: Deus, Pátria, Família, Liberdade e um Pernambuco mais seguro e com mais oportunidades para a nossa gente.”

O parlamentar também agradeceu a cada apoiador presente. “Quero agradecer de coração a cada pessoa que veio participar, a quem parou para colocar o nosso adesivo no carro ou na moto e a toda essa juventude que está aqui trazendo energia para a nossa campanha. A campanha está nas ruas, e nós vamos percorrer Pernambuco mostrando o trabalho que já fizemos e aquilo que ainda queremos fazer.”