Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

Brasília -Presidente do CNJ Ministro Edson Fachin. Fotos: G. Dettmar/ CNJ

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, Fachin deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados.

Grito dos Excluídos tem atos em defesa por moradia e contra violência

São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.

São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 07/09/2026 – Ato do 32º Grito dos Excluídos na capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 07/09/2026 – Grupo leva teatro para Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

“O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 – Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 – Professora Altaci Kokama participa do Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

“Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

* Reportagem de Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo)

Secretaria da Mulher de Caruaru promove ação do Setembro Amarelo com manhã de cuidados para mulheres com fibromialgia

Dentro da programação do Setembro Amarelo, a Secretaria da Mulher de Caruaru promoveu, nesta sexta-feira (4), uma manhã de cuidados voltada a mulheres com fibromialgia. A ação aconteceu na sede da Secretaria e reuniu atendimentos fisioterapêuticos e práticas de cuidado pensadas para proporcionar um momento de acolhimento, relaxamento e bem-estar, olhando para a saúde de forma integral.

Durante a manhã, as participantes tiveram acesso a diferentes práticas, como auriculoterapia, ventosaterapia, massagens e aferição de pressão arterial. A proposta foi criar um espaço em que as mulheres pudessem desacelerar, cuidar do corpo e encontrar um momento de tranquilidade para a mente.

“Eu faço o tratamento da fibromialgia apenas com medicamentos, então essa é a primeira vez que participo de uma atividade física voltada para cuidar do corpo e da mente, de mim mesma. Fui muito bem acolhida. As meninas trataram cada mulher de forma individual, olhando para as necessidades de cada uma. Foi um cuidado muito especial.”, destacou Edivânia Flor, que participou da programação.

A iniciativa integra as ações do Setembro Amarelo da Secretaria da Mulher, que neste ano trabalha o tema “Escutar é estar presente: acolher é cuidar”.

Em Garanhuns, Raquel Lyra menciona obras executadas na cidade e agradece a Lula por parceria

Do Blog da Folha

A governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, realizou, neste sábado (5), uma caminhada em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, ao lado da vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado na chapa governista, os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).

No ato de campanha na cidade administrada pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB), aliado do candidato do PSB e adversário da chefe do Executivo estadual na disputa pelo governo, João Campos, Raquel discursou sobre entregas e ações no município.

“Essa onda de amor, a nossa onda cabe todas as cores. A gente acredita na potência do nosso estado, na força da união sem querer separar ninguém. Estamos aqui pelo amor a Pernambuco. Eu sou filha desse interior e eu sei o quanto nos custou não ter um governo que enxergasse quem vive aqui e é por isso que vocês me levaram para o Palácio do Campo das Princesas. A gente já, já vai ter o Hospital Mestre Dominguinhos pronto, já, já nós vamos ter o Hospital da Mulher pronto, o IML está na reta final da obra, tem novas creches, tem mais estrada, tem mais água. Pernambuco voltou!”, disse Raquel.

Segundo Raquel, a administração dela destinou ao Hospital Mestre Dominguinhos R$ 125,8 milhões e mais R$ 39,6 milhões estimados para a equipagem da unidade. Também no ato, a governadora destacou a parceria com o governo federal e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a construção da maternidade no município, a duplicação da BR-423 e a retomada da Transnordestina e realçou a articulação dela para viabilizar essas e outras ações com a gestão federal como parceira.

“Eu quero aqui fazer um agradecimento especial à parceria com o presidente Lula. A maternidade de Garanhuns é uma parceria com o governo federal, mas foi mainha que foi buscar o dinheiro lá. A BR-423 está em obra, estamos acompanhando de perto, a Transnordestina voltou e não vamos parar por aí”, afirmou a chefe do Executivo pernambucano.

Acompanharam Raquel os prefeitos de Saloá, Júnior de Rivaldo; de Águas Belas, Dr. Elton Martins; de Bom Conselho, Edézio Ferreira Filho; de Terezinha, Arnóbio Gomes; de Jurema, Branco de Geraldo; de Palmares, Júnior de Beto; de São João, Wilson Lima; de Capoeiras, Nego do Mercado; e de Lagoa dos Gatos, Stênio Fernandes; além de parlamentares e outras lideranças.

Em Quipapá, Raquel percorre ruas com multidão e reforça compromisso para melhorar abastecimento de água no município

Acompanhada dos candidatos ao Senado, Tulio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), e do prefeito de Quipapá, Pité (PSD), a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), percorreu mais de dois quilômetros em carro aberto pelas ruas do município, acompanhada pela população.

A governadora destacou as entregas realizadas no município, como pavimentação, implantação de cozinha comunitária, iluminação pública em LED e a construção de uma creche. Raquel reforçou que vai continuar trabalhando para melhorar o abastecimento de água no município, especialmente nos distritos.

“Não vou descansar enquanto Quipapá não tiver água nas torneiras todos os dias. Já temos os recursos garantidos e estamos fazendo o projeto de novas barragens, do Rio Canhotinho e do Rio Mundaú, para que, quando vier chuva, seja só bênção e não sofrimento”, afirmou. Também Raquel destacou os avanços de Pernambuco e afirmou que o Estado está voltando a ocupar uma posição de liderança no Nordeste.

O prefeito fez questão de agradecer as ações realizadas por Raquel à frente do Governo de Pernambuco no município. “Essa é a mulher que mais tem trabalhado por Pernambuco e por Quipapá. Você sabe que uma cidade pequena, do porte de Quipapá, não tem condições de fazer muita coisa se o Governo do Estado não ajudar. Raquel liberou trator, asfalto, cozinha comunitária, nossa creche, que está em construção, e já são 12 ônibus para atender a educação do nosso município. No dia 4 de outubro vai ser 55”, afirmou Pité.

Durante a agenda, Raquel esteve acompanhada de prefeitos da região, entre eles Júnior de Beto, de Palmares; Beto do Sargento, de Belém de Maria; Zé Baiano, de São Benedito do Sul; Ridete Pellegrino, de Jaqueira, e Miruca, de Água Preta.

Túlio Gadêlha percorre quatro regiões de Pernambuco ao lado de Raquel Lyra e reforça presença na campanha

O candidato ao Senado Túlio Gadêlha acompanhou a governadora Raquel Lyra, neste sábado (5), em uma agenda que percorreu quatro regiões de Pernambuco. Ao longo do dia, a dupla esteve em Garanhuns, no Agreste Meridional; Quipapá, na Mata Sul; Feira Nova, no Agreste Setentrional; e Vicência, na Mata Norte, essa ao lado da vice-governadora Priscila Krause. Em todas as cidades, Túlio foi recebido com entusiasmo por lideranças políticas e pela população.

A agenda reforçou a presença de Túlio no projeto político liderado por Raquel Lyra. Durante as atividades, a governadora destacou a importância de contar com o deputado no Senado Federal a partir de 2027, ressaltando que ele será um aliado estratégico para Pernambuco e para a continuidade do trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado. A defesa de Raquel pelo nome de Túlio também evidencia a sintonia entre os dois e a construção de uma parceria para o próximo mandato da governadora.

Para Túlio, percorrer diferentes regiões do estado ao lado de Raquel é uma oportunidade de ouvir a população e apresentar um projeto de atuação no Senado conectado às necessidades dos pernambucanos. “É muito bom estar ao lado de Raquel, percorrendo Pernambuco e sentindo de perto o carinho e a confiança das pessoas. Quero levar essa mesma disposição para o Senado: trabalhar por Pernambuco, buscar recursos e construir soluções em parceria com quem conhece e vive a realidade do nosso estado”, afirmou.

Ao lado de Raquel Lyra e do prefeito Joel Cândido, Eduardo da Fonte reúne população em caminhada por Feira Nova

O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) participou, neste sábado (5), de uma caminhada pelas ruas de Feira Nova, no Agreste Setentrional, ao lado da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e do prefeito Joel Cândido Gonzaga. A mobilização reuniu moradores, lideranças e apoiadores em um momento de proximidade com a população e de fortalecimento do projeto para o município e toda a região.

Durante a caminhada, Eduardo esteve nas ruas ao lado dos feiranovenses, ouvindo demandas e reforçando a importância de uma atuação política que transforme as necessidades dos municípios em ações concretas. A agenda também representou uma oportunidade de diálogo com a população e de construção de novas ações para o desenvolvimento de Feira Nova.

Eduardo da Fonte destacou a importância de fortalecer a parceria com o município e de levar para o Senado uma atuação cada vez mais próxima das cidades pernambucanas. Entre as prioridades, estão o fortalecimento da saúde pública, a ampliação dos investimentos e a busca por melhorias que contribuam diretamente para a qualidade de vida da população.

“É muito bom estar em Feira Nova, caminhar pelas ruas e estar perto das pessoas, ouvindo o que a população precisa. Quero levar essa parceria para o Senado e trabalhar ainda mais para fortalecer Feira Nova, buscando investimentos que façam a diferença na vida das pessoas. Nosso compromisso é com o desenvolvimento do município e com uma atuação que esteja presente em cada região de Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.

Dupla de Luisa Stefani vence mais uma e vai às oitavas do US Open

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski

A paulista Luisa Stefani está classificada para as oitavas de final do torneio de duplas femininas do US Open.

Na noite deste sábado (5), a parceria da brasileira – quarta do mundo no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA) –, com a canadense Gabriela Dabrowski – teceira no mesmo ranking – derrotou a italiana Sara Errani (9ª) e a austríaca Lilli Tagger (49ª em simples, 507ª entre as duplistas) por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 7/5.

As adversárias de Luisa e Dabrowski na próxima fase do torneio disputado em Nova York (Estados Unidos), um dos quatro principais do circuito mundial (os Grand Slams), serão conhecidas neste domingo (6).

Ainda em horário a ser definido, a dupla formada pela húngara Fanny Stollar (34ª) e a estadunidense Asia Muhammad (47ª) encara a japonesa Eri Hozumi (68ª) e a eslovena Andreja Klepac (66ª).

“Minha primeira vez jogando contra a Ernani, uma jogadora que admiro e respeito muito, ótima competidora. E super feliz com a vitória e com a reviravolta no segundo set. Agora vamos com tudo para a próxima”, disse Luisa, por meio da assessoria de imprensa.

Nesta temporada, a parceria entre a brasileira e a canadense conquistou três títulos em etapas do circuito da WTA realizadas em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Estrasburgo (França) e Eastbourne (Inglaterra).

Nos outros Grand Slams do ano, elas alcançaram as semifinais no Aberto da Austrália e em Roland Garros, disputado em Paris (França), além de ficarem com o vice no Torneio de Wimbledon, em Londres, capital inglesa.

O desempenho de Luisa e Dabrowski já garantiu a dupla no WTA Finals, torneio que reúne as oito melhores parcerias do ano e será em Indian Wells (Estados Unidos), no mês de novembro.

Em 2026, o evento ocorreu na Arábia Saudita e a paulista foi vice-campeã ao lado da húngara Timea Babos (atualmente em 29º no ranking).

Resta um
Nas duplas masculinas, não deu para Marcelo Demoliner. Também neste sábado, a parceria do gaúcho, 63º do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), com o taiwanês Rey Ho (70º) não resistiu aos norte-americanos Nathaniel Lammons (87º) e Jackson Withrow (94º), que venceram por 2 sets a 1,parciais de 4/6, 7/6 (7-1) e 6/2.

O único atleta do país ainda na briga na chave masculina é Marcelo Melo. O mineiro, 56º da ATP, disputa o US Open ao lado do australiano John Peers (76º).

Eles estrearam com vitória por 2 sets a 1 (3/6, 7/5 e 6/4), na última sexta-feira (4), para cima da parceria do australiano James Duckworth (71º em simples, 907º nas duplas) com o sérvio Miomir Kecmanovic (64º no individual, 912º entre os duplistas).

Na segunda rodada, Melo e Peers enfrentam Brandon Carpico (1103º) e Nikita Samuel Filin (739º), ambos dos Estados Unidos, em data e horário que ainda serão anunciados.

Também na sexta, os norte-americanos surpreenderam a parceria 100% brasileira formada pelo gaúcho Rafael Matos (16º) e o catarinense Orlando Luz (13º), que vinha de dois títulos seguidos. O triunfo foi por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 7/6 (7-5) e 7/5.

O Brasil ainda seria representado por Fernando Romboli (91º), mas o tenista carioca ficou fora por conta dos problemas físicos de Terence Atmane (92º em simples, sem ranking de duplas), com quem jogaria. O francês teve dores após a estreia na chave individual masculina.

 

Eleições 2026: candidaturas de autistas aumentam mais de cinco vezes

Movimentação de pessoas nas ruas do centro da cidade.

As candidaturas de pessoas que se declaram autistas cresceu mais de cinco vezes entre as eleições gerais de 2022 e as de 2026, saltando de 13 para 70 os pedidos de registro.

Trinta e nove desses candidatos concorrem a uma vaga como deputado estadual. Outros 22 almejam ser eleitos deputado federal. Há também cinco candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal; três a vice-governador e um primeiro suplente.

Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vão na contramão das candidaturas gerais, que diminuíram de 29.262, em 2022, para 20.829, este ano – dado que ainda pode variar, conforme o TSE atualiza sua base de dados.

Segundo o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento do cérebro que pode afetar a comunicação, as interações sociais e os comportamentos, manifestando-se de formas diferentes em cada pessoa, de quadros leves até casos que exigem maior apoio.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), classifica o TEA em diferentes níveis de suporte, conforme o grau de autonomia de cada pessoa. Em geral, uma pessoa com autismo de nível 1 de suporte que recebe ajuda adequada tem plenas condições de trabalhar, estudar, praticar atividades culturais e físicas, desenvolvendo uma vida independente e exercendo plenamente sua cidadania.

Deficiências
No total, 524 candidatos declararam à Justiça Eleitoral que têm algum tipo de deficiência física (208); visual (112); auditiva (59) entre outras (145), incluindo o autismo.

Em 4 de outubro, data do primeiro turno, eles disputarão a preferência de cerca de 158,74 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 1,97 milhão têm algum tipo de deficiência – um crescimento de 42% em relação aos 1,38 milhão registrados em 2022.

Mãe de duas filhas autistas e há 30 anos militando a favor da promoção e garantia dos direitos das pessoas com deficiência, a presidenta da Associação Vozes Atípicas (AVA) e terapeuta Simone Alli Chair, considera que o aumento do número de candidaturas é reflexo da crescente visibilidade social que o segmento vem conquistando ano a ano.

“Graças aos avanços da ciência, hoje são diagnosticados casos que, até há pouco tempo, não eram considerados. Isso não significa que o número de autistas, por exemplo, é maior, mas sim que, antes, os casos eram subnotificados. De qualquer forma, estas pessoas estão chamando cada vez mais atenção”, ponderou Simone

Consequentemente, acrescenta a ativista, o número de candidaturas também vem aumentando gradualmente para todos os cargos. “Como o tema parece estar em alta, há cada vez mais candidatos e políticos tentando se aproximar do segmento”, acrescentou Simone. Porém, ela alerta que nem sempre este aparente interesse vem acompanhado de compromisso real com a causa.

“Muitos candidatos não estão interessados em realmente nos ajudar, mas sim em arregimentar eleitores. Quando chega a hora de pedirmos apoio a projetos que beneficiem nossa comunidade, querem condicioná-la à propaganda, nos deixam em segundo plano ou ignoram nossas reais necessidades e sugestões”, disse a presidenta da AVA.

Para Simone, muitos candidatos pecam pela superficialidade ao priorizar, em suas propostas, a quantidade em detrimento da qualidade. Distorção que, segundo a terapeuta, muitos mantém após serem eleitos.

“Em geral, os políticos querem apresentar números, quantidade. Só que nós precisamos e queremos qualidade. Se uma criança autista precisa de uma psicóloga, não é qualquer psicóloga. É uma profissional com formação específica para atender esta criança”, frisou Simone.

“Não adianta prometer, por exemplo, que vai construir CAPS [Centros de Atenção Psicossocial] ou ampliar o número de atendimentos sem levar em conta a especificidade dos casos e a necessidade de profissionais qualificados. Ou, quando eleito, dizer que ajudou a que fossem feitos não sei quantos atendimentos – o que é importante, mas precisa ser contextualizado – sem atentar para o tempo de espera; a qualidade do atendimento; se o tratamento foi continuado ou se há equipes multidisciplinares”, acrescentou.

Simone ressalta a necessidade de os eleitores analisarem com rigor o histórico e a viabilidade técnica das propostas apresentadas nas urnas.

Segmentação
Para o cientista político e sócio-fundador do Instituto Vox Populi João Francisco Meira o crescimento das candidaturas voltadas à neurodiversidade e aos direitos das pessoas com deficiência atende a uma lógica de segmentação e diferenciação, especialmente nas eleições proporcionais, ou seja, o sistema pelo qual são eleitos vereadores e deputados federais, estaduais e distritais.

“Há, hoje, três grandes categorias ideológicas dentro do eleitorado: do centro para a esquerda; do centro para a direita e, entre estas duas, os nichos dentro dos quais os candidatos proporcionais buscam se diferenciar em meio a centenas, milhares de outros candidatos que oferecem mais ou menos um mesmo cardápio”, explicou Meira.

Para ele, a segmentação pode ajudar um candidato proporcional a atrair eleitores para além das divisões partidárias tradicionais.

“Alguém que não comungue com suas ideias em geral pode prestar atenção em uma determinada proposta segmentada. Ou seja, há aí um pouco de economia da atenção, de segmentação de mercado e um aspecto importante de diferenciação da narrativa”, comentou Meira.

Ele sustenta que é comum que, a cada eleição, novos temas ganhem visibilidade e passem a atrair maior interesse de candidatos e eleitores, impactando as estratégias de campanha.

“Na medida em que alguns problemas vão sendo resolvidos ou equacionados, novas preocupações – demograficamente menos densas [em contraposição a temas de apelo universal e massivo, como segurança pública e saúde] – passam a receber um olhar diferenciado e entram na agenda política”, concluiu Meira.

Movimento contra violência sexual lança site para facilitar denúncias

violência contra crianças

Fruto de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia, o Movimento Violência Sexual Zero lançou o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares.

Gratuita, a plataforma funciona como atalho para os mais de 3,5 mil conselhos tutelares existentes pelo país, contendo informações de contato atualizadas.

O site têm, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia relacionada a esse tipo de crime.

Um dos canais sugeridos é o Disque 100, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado para solicitar a apuração de situações suspeitas. A ligação é gratuita e o denunciante pode se manter em anonimato.

Os telefones da Polícia Militar (190) e Polícia Federal Rodoviária (191) são indicados na plataforma para quando se presencia uma violação.

Outra circunstância possível, mencionada pela plataforma, é o abuso sexual infantil cometido com o auxílio da internet e que demanda o envio de denúncia a instituições como a SaferNet (denuncia.org.br).

O Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online.

Em balanço recente da rede internacional InHope, o país subiu da 27ª posição para a 5ª posição, no período de 2022 para 2024, no número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil.

Empresas que desejem apoiar a causa e implementar ações e famílias e educadores que busquem materiais para saber conversar sobre o tema com crianças e adolescentes podem encontrar no site dicas de livros, ferramentas, materiais por escrito e visuais e séries de vídeos com essas finalidades.

O Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o DataSUS. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro da lista, traz um número importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são denunciados.