O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, diretor-presidente da entidade. A morte ocorreu em Brasília, após um longo tratamento contra o câncer de pâncreas.
Atendendo a um desejo do próprio Jungmann, o velório será realizado em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.
Pernambucano, Raul Jungmann participou por mais de cinco décadas da vida pública brasileira. Ao longo de sua trajetória, exerceu mandatos como vereador e deputado federal.
Também liderou quatro ministérios nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.
Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, onde buscou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco na defesa de uma mineração mais comprometido com a sustentabilidade.
Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, afirmou que Raul Jungmann foi um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”.
Segundo ela, Jungmann conduziu o instituto em um período decisivo, fortalecendo a entidade e beneficiando o setor mineral, em um ciclo marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) realizará, nos dias 29, 30 e 31 de janeiro o terceiro mutirão para coleta biométrica e emissão do primeiro título de eleitor, dando continuidade às ações da campanha Atualize. Os postos e os cartórios eleitorais permanecerão abertos em horário estendido, das 8h às 16h, inclusive no sábado. A iniciativa repete o modelo adotado nos dois primeiros mutirões, que resultaram em 32.885 atendimentos em apenas seis dias.
Nos mutirões realizados, foram registrados, em média, 5.540 atendimentos por dia. No primeiro mutirão, ocorrido entre os dias 8 e 11 de novembro, foram atendidos 19.517 eleitoras e eleitores. Já o segundo, realizado entre 4 e 6 de dezembro, contabilizou 13.368 atendimentos.
O TRE-PE abrirá um agendamento específico para os dias de mutirão. Porém, o eleitorado do estado não precisa aguardar. Durante o mês de janeiro, o atendimento no horário padrão do Tribunal está aberto, e pode ser acessado na aba do Autoatendimento Eleitoral no site. Antes de agendar, o Tribunal recomenda que o eleitor verifique se já possui biometria coletada, acessando aqui.
Os agendamentos para atendimento, válidos para todos os dias até 6 de maio de 2026, estão disponíveis no site do TRE-PE. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio da atendente virtual Júlia ou pelo Disque Eleitor: (81) 3194-9400.
Em 2025, o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, mais conhecido como Fundo Partidário, distribuiu R$ 1.126.071.496,13 a diretórios nacionais de 19 legendas do país. Também foi repassada aos partidos a quantia de R$ 102.572.513,68 em multas eleitorais arrecadadas no ano passado. O Fundo Partidário representa uma das principais fontes de recursos públicos para a manutenção das agremiações políticas.
As cinco siglas que obtiveram os maiores repasses em 2025 foram:
Partido Liberal (PL) – R$ 192.154.880,51 (dotação orçamentária) e R$ 16.490.214,20 (multas);
Partido dos Trabalhadores (PT) – R$ 140.467.359,38 (dotação orçamentária) e R$ 12.385.725,59 (multas);
União Brasil (União) – R$ 107.132.974,30 (dotação orçamentária) e R$ 9.770.581,07 (multas);
Republicanos – R$ 87.704.125,46 (dotação orçamentária) e R$ 7.492.158,80 (multas); e
Partido Social Democrático (PSD) – R$ 84.183.150,69 (dotação orçamentária) e R$ 7.167.516,69 (multas).
Já as legendas que menos receberam do Fundo em 2025 foram:
Partido Verde (PV) – R$ 11.810.471,56 (dotação orçamentária) e R$ 1.064.957,71 (multas);
Rede Sustentabilidade (Rede) – R$ 12.106.608,60 (dotação orçamentária) e R$ 1.065.035,66 (multas); e
Cidadania – R$ 14.939.832,96 (dotação orçamentária) e R$ 1.657.153,44 (multas).
A forma de distribuição desses valores entre os diretórios municipais, estaduais e nacional é definida no estatuto de cada partido. Na página sobre o Fundo Partidário no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível verificar a distribuição mensal para cada sigla.
Duodécimos
Em 2025, tiveram direito aos duodécimos as seguintes agremiações políticas: Avante, Cidadania, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Liberal (PL), Podemos (Pode), Progressistas (PP), Partido Renovação Democrática (PRD), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Social Democrático (PSD), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV), Rede Sustentabilidade (Rede), Republicanos, Solidariedade e União Brasil (União).
Outras dez legendas com estatutos registrados no TSE não receberam recursos do Fundo Partidário por não terem atingido a cláusula de desempenho prevista na Constituição Federal de 1988 (CF/88): Agir, Democrata Cristã (DC), Mobilização Nacional (Mobiliza), Partido Novo (Novo), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Causa Operária (PCO), O Democrata, Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Unidade Popular (UP).
O Fundo Partidário
Criado em 1965 pela Lei nº 4.740 e previsto na Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos), o Fundo é composto de dotações orçamentárias da União, arrecadação com multas, aplicação de penalidades e doações, entre outras fontes financeiras.
Os recursos são repassados mensalmente às siglas, em forma de duodécimos (divisão de um valor em doze partes iguais, que correspondem a cada mês do ano), para o custeio de despesas cotidianas das agremiações, como pagamento de salários de funcionários, contas de água e luz, passagens aéreas e aluguéis, por exemplo.
Divisão entre as legendas
De acordo com a legislação em vigor, a divisão do Fundo Partidário entre as siglas é feita da seguinte forma: 95% do total do Fundo é distribuído aos partidos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. O restante (5%) é repartido igualmente entre todas as legendas que atendam aos requisitos constitucionais de acesso aos recursos.
Segundo o parágrafo 3º do artigo 17 da CF/88, somente terão direito a recursos do Fundo os partidos políticos que alternativamente:
obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% dos votos válidos em cada uma delas; ou
tiverem elegido pelo menos 15 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou neste sábado (17) o início do pagamento aos clientes do Banco Master que possuem aplicações financeiras na instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a constatação de fraudes e dificuldade de honrar os compromissos. O FGC é uma entidade privada formada por contribuições de instituições financeiras para cobrir eventuais quebras.
A cobertura segue o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro. O valor inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. O ressarcimento abrange contas-correntes, poupanças e outros investimentos como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, LCDs e demais produtos financeiros.
Uma funcionalidade no aplicativo para celulares foi disponibilizada para que pessoas físicas credoras do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank completem a solicitação da garantia. As pessoas jurídicas credoras deverão completar a solicitação no site do FGC, informou a entidade. Cumprida essa etapa de solicitação e assinado o termo de sub-rogação, o FGC processará o pagamento em até dois dias úteis.
A consolidação e a conferência da lista com as informações dos credores que têm direito à solicitação do pagamento de garantia foram feitas pelo Banco Central. Cerca de 800 mil clientes devem ser ressarcidos, em montantes que alcançam R$ 40,6 bilhões. Trata-se de um número inferior ao previsto inicialmente, quando estimava-se 1,6 milhão de investidores lesados pela quebra do Master.
Em comunicado, o FGC alerta que não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa para intermediar negociação para o recebimento do valor garantido, muito menos solicitando o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores. Além disso, nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS.
As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15) revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.
As investigações da PF e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional. A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impacto direto sobre investidores e sobre a credibilidade das instituições.
1. Como funcionava o esquema financeiro
Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações.
Banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos.
Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados.
Banco Central identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões.
Dinheiro circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários até chegar aos beneficiários finais.
2. Esquema de pirâmide
Para adiar a inadimplência, o banco concedia empréstimos com carência de até cinco anos.
Novos CDBs eram usados para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema Ponzi (pirâmide financeira).
Master chegou a oferecer CDBs de até 140% da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), nível considerado insustentável.
Com as primeiras suspeitas sobre a credibilidade do banco em 2024, a captação secou e o caixa entrou em colapso.
3. Venda de carteira ao BRB
Em busca de liquidez, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da empresa Tirreno.
Operação existia apenas contabilmente, sem pagamento ou crédito real.
BC analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam.
Mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões após manipulação da taxa de juros.
Em setembro, Banco Central barrou a tentativa de venda de parte do Banco Master ao BRB.
Proposta de venda do Master ao BRB, segundo a investigação, buscava fundir balanços e diluir a fraude em um banco público.
4. Intervenção e liquidação
Banco Central limitou a captação do Master a 100% do CDI, paralisando o crescimento.
Desde abril de 2025, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) passou a cobrir CDBs vencidos por meio de linha emergencial.
Controlador tentou aportar recursos com a venda de ativos pessoais, sem sucesso.
Banco foi liquidado quando não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais.
5. Papel da Reag Investimentos
Fundos administrados pela Reag aparecem como peça central na sustentação do esquema.
Reag é suspeita de facilitar constituição de empresas laranja para emprestar a fundos
Fundos são investigados por supostamente terem valorizado ativos fictícios e pulverizado recursos.
Posterior liquidação da gestora pelo BC é vista como desdobramento direto do caso Master.
Após segunda fase da Operação Compliance Zero, BC decreta liquidação da Reag Investimentos
6. Tensão entre órgãos públicos
Embora concentre apenas 0,5% dos ativos do sistema financeiro, a liquidação do Master desencadeou tensões entre órgãos públicos.
Liquidação gerou questionamentos simultâneos no STF, TCU e no Congresso sobre decisões técnicas do BC.
BC chegou a acordo com TCU para inspeção de documentos, desde que não comprometam sigilo bancário e prerrogativas da autoridade monetária.
Ministro Dias Toffoli, do STF, que assumiu ações judiciais relacionadas ao Master, tentou fazer acareação que incluiria diretor de Fiscalização do BC, mas desistiu e mandou PF colher apenas depoimentos adicionais de Vorcaro e do ex-presidente do BRB.
Após determinar que todo o material apreendido pela PF na Operação Compliance Zero ficasse custodiado no STF, Toffoli autorizou a análise pela Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República.
7. Impacto para os clientes
Com a liquidação do Master, cabe ao FGC, fundo formado por recursos dos bancos, ressarcir cerca de 1,6 milhão de clientes.
FGC estima desembolsar cerca de R$ 41 bilhões, cerca de um terço do patrimônio do fundo.
Valor é o maior resgate da história do fundo, limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Pagamento depende da consolidação da lista de credores pelo liquidante, o que ainda não foi feito dois meses após a liquidação.
Fundos da Reag não têm proteção do FGC, mas cotistas podem escolher outra gestora para administrar recursos.
18 fundos de pensões estaduais e municipais que investiram R$ 1,86 bilhão em fundos do Master e em Letras Financeiras não serão ressarcidos porque esses investimentos não são cobertos pelo FGC
8. Por que caso é histórico?
Episódio expôs falhas de fiscalização, uso indevido de fundos e pressão nas instituições.
Escândalo levanta dúvidas sobre auditorias, agências de rating, que atestavam a saúde financeira do Master, e os limites da supervisão financeira.
Caso deve tornar-se referência para mudanças regulatórias e para o debate sobre governança no mercado financeiro.
Em artigo publicado neste domingo (18) no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a “captura” do presidente do país, ocorridos no início de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.
No texto, Lula critica o que classifica como ataques recorrentes de grandes potências à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança. Segundo o presidente, “quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.
Lula afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais compromete o sistema global.
“Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, escreveu.
Para o presidente, “sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”.
Democracia
No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, “de qualquer país”, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais.
No entanto, ressalta que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”. Segundo ele, “ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.
O presidente afirma ser “particularmente preocupante” que essas práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe.
Segundo Lula, elas levam “violência e instabilidade a uma parte do mundo que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos”.
Ele destaca que, “em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”.
Ao tratar da região, Lula afirma que a América Latina e o Caribe, com mais de 660 milhões de habitantes, “têm seus próprios interesses e sonhos a defender”. Em um mundo multipolar, “nenhum país deveria ter suas relações externas questionadas por buscar a universalidade”.
“Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos” e defende que “construir uma região próspera, pacífica e plural é a única doutrina que nos serve”.
Agenda regional
Lula também defende, no artigo, a construção de uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas.
“Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e ampliar o comércio dentro da região e com países de fora dela”, afirma. Segundo o presidente, “a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”.
Sobre a Venezuela, Lula afirma que “o futuro do país, assim como o de qualquer outro, deve permanecer nas mãos de seu povo”.
“Apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”.
Cooperação
No texto, Lula diz ainda que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para “proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira compartilhada” e aprofundar a cooperação bilateral.
Ao tratar da relação com os Estados Unidos, o presidente afirma que Brasil e EUA são “as duas democracias mais populosas do continente americano”. Segundo Lula, “unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir”.
“Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.”
Com shows de Zezo, Timbalada e Nathália Calasans, o segundo dia do festival reuniu uma grande multidão na Praça Constantino Gomes
O segundo dia do Festival Pernambuco Meu País – Edição Verão, realizado neste sábado (17), transformou a Praça Constantino Gomes, em São José da Coroa Grande, em um grande território de celebração da diversidade musical brasileira. Com uma programação gratuita que percorreu matrizes afro-pernambucanas, o forró nordestino e o axé, o festival reafirmou seu papel de democratizar o acesso à cultura e impulsionar o turismo no Litoral Sul do estado.
A noite contou com apresentações do Maracatu Nação Camaleão, Juarez, Nathália Calasans, Zezo e Timbalada, além da discotecagem de DJ Baloo nos intervalos, reunindo um público crescente ao longo da programação e consolidando o município como um dos polos da edição de verão do festival.
A programação teve início às 18h com o Maracatu Nação Camaleão, um dos pilares da cultura afro-pernambucana, com mais de 35 anos de trajetória. Com raízes em Olinda, o grupo levou à praça a força de sua percussão ancestral, traduzindo em ritmo e tradição décadas de resistência cultural.
Às 19h, foi a vez do forró tomar conta do palco com Juarez. O cantor cearense, que construiu sua trajetória em bandas consagradas como Magníficos e Mastruz com Leite, apresentou um repertório que mesclou composições autorais e clássicos do gênero.
“O governo do estado tem feito muita coisa bacana, e tem apoiado nossa cultura raiz, como a vaquejada, a Missa do Vaqueiro, esse circuito do frio. E agora tem essa novidade que veio para valorizar as praias do nosso litoral. Principalmente agora que a gente tem um acesso bem melhor para chegar na cidade”, celebrou Juarez após o show.
“É um festival que valoriza todos os artistas e todas as vertentes. A gente veio aqui com o nosso estilo de vaquejada, trazendo a energia do sertão para o litoral, e o pessoal curtiu como se estivesse numa pega de boi”, brincou.
O esquenta perfeito preparou o terreno para Nathália Calasans, que subiu ao palco às 20h30 e arrebatou o público com sua potência vocal. A cantora transitou entre clássicos do forró e canções mais recentes de sua trajetória, imprimindo uma roupagem autoral que tanto dialogou com a tradição das composições do gênero, quanto com a contemporaneidade dos novos hits.
“Pernambuco Meu País é um projeto muito importante para nós, artistas pernambucanos, para elevar nossa cultura e elevar a nossa história. Tô muito emocionada de estar aqui, porque é um evento de magnitude incrível, e fiquei impressionada que tem muita gente vindo de outras cidades, outras regiões para curtir essa programação que reuniu artistas e estilos de vários ritmos”, falou antes show.
A partir das 22h30, a praça viveu um de seus momentos mais aguardados com a chegada de Zezo. Um dos artistas mais ouvidos do Nordeste, o “príncipe dos teclados” foi recebido em coro por um público que cantou em uníssono sucessos que marcaram sua carreira e atravessam gerações, como Decida, A Carta, Meu Vício é Você, Tô Fazendo Falta, entre outras.
“É muito satisfatório subir nesse palco hoje, principalmente porque eu tenho uma história com Pernambuco. E a gente sempre é muito bem recebido, do interior ao litoral”, disse o artista em entrevista.
Para fechar, já com a praça completamente lotada, a partir de 0h30, o grupo baiano Timbalada subiu ao palco para fechar a noite como ela iniciou: traduzindo, em som e movimento, a força da percussão afro-brasileira. Nascida na década de 1990, sob a liderança de Carlinhos Brown, a banda levou para São José da Coroa Grande um espetáculo que conectou o Candeal Pequeno de Brotas ao Litoral Sul de Pernambuco.
O repertório passeou por grandes sucessos do axé e do samba-reggae, como Beija-Flor, Margarida Perfumada, Mimar Você, Toneladas de Desejo, Água Mineral, e Canto Pro Mar, além de hinos carnavalescos como Sai do Chão e Faraó. Um fechamento apoteótico, marcado pela percussão intensa e comunhão entre palco e público.
“Eu acho que a Bahia deve muito a Pernambuco, porque o frevo foi a primeira música que chegou ao Carnaval de Salvador. Então, temos um carinho e um respeito muito grande por essa terra. E nada melhor do que a gente estar aqui hoje para deixar um pouco da nossa terra também”, exaltou Denny Denan, um dos vocalistas do grupo, antes de subir ao palco.
SOBRE O FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS
Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE), Fundarpe e Empetur, o Festival Pernambuco Meu País ganhou uma edição de verão, que integra um calendário contínuo de ocupação cultural do estado.
Em dezembro, o festival passou por Camaragibe e pelo Terminal Marítimo de Passageiros, no Recife, além de integrar a programação do Réveillon em Jaboatão dos Guararapes. Em janeiro, a iniciativa avança para São José da Coroa Grande e Ilha de Itamaracá, consolidando a estratégia de descentralização das políticas culturais e de estímulo ao desenvolvimento regional a partir da cultura.
Ao levar uma programação cultural gratuita e de grande porte a municípios fora do eixo da capital, o festival materializa a diretriz de democratização do acesso à cultura adotada pela gestão estadual. O projeto impacta diretamente cadeias produtivas como turismo, comércio, serviços, hospedagem e economia criativa, gerando renda, empregos temporários e visibilidade para os territórios.
Reunindo artistas consagrados e novas vozes da cena local e nacional, o evento reforça o papel do Pernambuco Meu País como motor de desenvolvimento econômico, cultural e social. A edição de inverno, realizada entre julho e setembro, movimentou mais de R$ 200 milhões nas cidades por onde passou, evidenciando que a cultura é também um importante vetor de geração de renda e emprego.
PROGRAMAÇÃO
O festival segue neste domingo, 18, em São José da Coroa Grande, na Praça Constantino Gomes, área central do município. A iniciativa integra uma política estruturada de valorização da cultura como instrumento de desenvolvimento regional, inclusão social e fortalecimento das economias locais.
Amanhã, a programação será dedicada ao pagode e ao samba, começando às 18h com a Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, seguida por Helena Cristina, às 19h, Grupo Revelação, às 20h30, Alexandre Pires, às 22h30, e Ferrugem fecha o festival em São José da Coroa Grande a partir de 0h30. A discotecagem fica por conta de DJ Salvador.
Programação Pernambuco Meu País Verão – São José da Coroa Grande:
18/01 – Domingo 18h – Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos 19h – Helena Cristina 20h30 – Grupo Revelação 22h30 – Alexandre Pires 00h30 – Ferrugem DJ Salvador nos intervalos
Nesta segunda-feira (19), a governadora Raquel Lyra cumpre agendas no Recife. Pela manhã, às 10h, a gestora comanda a aula inaugural da terceira turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Ao todo, 189 novos alunos iniciarão o processo para assumir o posto de 2º tenente da Corporação. Deste total, 155 são do sexo masculino e 34 do sexo feminino.
À tarde, às 16h, no Palácio do Campo das Princesas, a governadora entrega à população pernambucana nove novas ambulâncias para reforçar o atendimento dos hospitais da Rede Estadual. Os novos veículos irão fortalecer a qualidade do atendimento em unidades estratégicas, como o Hospital Geral de Areias (HGA), o Hospital Regional Fernando Bezerra (HRFB) e o Hospital Miguel Arraes (HMA).
AGENDA DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA | Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
10h – Aula inaugural da terceira turma dos oficiais da Polícia Militar Local: Rua Desembargador Otílio Neiva Coêlho, s/n – Bairro, Av. Des. Guerra Barreto, 210, Ilha Joana Bezerra – Recife
16h – Entrega de ambulâncias para a Rede Estadual Local: Praça da República, S/N – Santo Antônio – Recife
O Festival Pernambuco Meu País de Verão chegou ao Litoral Sul nesta sexta-feira (16), aberto pela governadora Raquel Lyra. O município de São José da Coroa Grande recebe o festival até domingo, com uma ocupação na rede hoteleira que supera 95% na cidade, além de grande movimentação nas cidades circunvizinhas, dados consolidados pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). Após passar por Camaragibe, Recife e Jaboatão dos Guararapes, o festival transformou a Praça Constantino Gomes, no centro de São José da Coroa Grande, em palco para grandes nomes da música e artistas da cena local e nacional. A governadora acompanhou a festa e cumprimentou o público presente.
“A gente vê o Litoral Sul em festa. O festival movimenta a cidade, com quase 100% da rede hoteleira ocupada, gerando emprego e renda na região. São grandes investimentos realizados pelo Governo de Pernambuco. As estradas que chegam até aqui garantem mais segurança, mais tranquilidade e mais conforto para as pessoas circularem. Tudo isso gera oportunidades e leva alegria ao coração das pessoas. A rede hoteleira está lotada, os bares e restaurantes cheios”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.
A noite desta sexta contou com as apresentações do Bloco Carnavalesco Lírico Cordas e Retalhos, Ed Carlos, Nena Queiroga, O Grande Encontro, com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, José Augusto e, durante os intervalos, DJ Bode. Após passar por São José da Coroa Grande, o festival chega ao Litoral Norte, na Ilha de Itamaracá, de 30 de janeiro a 11º de fevereiro.
Presente no festival, o presidente da Empetur, Eduardo Loyo, afirmou que, quando se fala do Festival Pernambuco Meu País, não se trata apenas da festividade em si, mas também do desenvolvimento econômico do município. “A cidade está com 95,75% de ocupação hoteleira, o que acaba movimentando também todas as cidades vizinhas. É o Governo de Pernambuco trabalhando de norte a sul, de leste a oeste, levando muita alegria ao povo pernambucano”, destacou o presidente.
O prefeito de São José da Coroa Grande, Barbosa de Andrade, ressaltou a importância da chegada do festival ao município. “Um evento desse porte tem uma dimensão muito grande, porque não movimenta apenas o entretenimento, mas também a economia. Tudo isso nos deixa muito feliz, porque o maior objetivo é servir à população”, frisou o gestor municipal.
Só na edição de inverno, realizada entre julho e setembro de 2025, o festival movimentou mais de R$ 200 milhões nas cidades de Salgueiro, Triunfo, Buíque, Bezerros, Taquaritinga do Norte, Pesqueira, Gravatá, Arcoverde, Riacho das Almas e Caruaru.
Acompanharam a agenda os secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil), André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura); os deputados estaduais Joãozinho Tenório e France Hacker; os prefeitos Diego Cabral (Camaragibe), Mirella Almeida (Olinda), Júnior de Beto (Palmares) e Ridete Pellegrino (Jaqueira); assim como a presidente da Fundarpe, Renata Borba; além de vereadores e lideranças locais.
Com mais provas e público em alta, esporte ganha mais espaço no calendário esportivo brasileiro
Brasil, janeiro de 2026 – O Brasil chega a 2026 com um calendário recheado de corridas de rua, mostrando a franca expansão do interesse pela modalidade. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor, o país registrou 2.534 provas oficiais em 2025, confirmando a expansão deste setor. Mais do que uma prática esportiva, correr passou a ser associado a experiência de vida, disciplina e superação, atraindo um público cada vez mais diverso.
Grandes capitais e destinos turísticos investiram em eventos mais estruturados, com percursos certificados, ativações de marca, impacto econômico relevante e visibilidade internacional. O calendário de 2026 confirma essa tendência, com provas distribuídas por todas as regiões do país, fortalecendo o turismo esportivo e a economia local.
Confira as principais corridas de rua do Brasil em 2026