Identidade cultural: Mister Toritama Teen homenageia João Gomes em corrida pela faixa estadual

Concurso Miss Pernambuco Teen acontece no dia 21 de janeiro

Concorrendo à faixa de Mister Pernambuco Teen, o toritamense Enry Soares tem apostado em uma identidade visual que une a força da cultura local com a regionalidade pernambucana. Sua campanha vai além da estética e se firma como um manifesto de pertencimento, representatividade e orgulho nordestino.

Esse compromisso ficou evidente no vídeo conceitual lançado pelo atual Mister Toritama Teen, que presta homenagem ao cantor João Gomes — um dos maiores símbolos da ascensão de artistas do interior. A escolha carrega significados de resistência, resiliência e protagonismo, valores que Enry leva consigo na disputa estadual.

Com uma linguagem visual que mescla o universo sertanejo das vaquejadas com o jeanswear característico de Toritama, a campanha cria uma narrativa autêntica, conectando moda, cultura e identidade. O resultado é uma produção que emociona e fortalece o sentimento de quem torce por sua vitória.

Confira o vídeo completo no Instagram:
https://www.instagram.com/reel/DTVKRaikfyE/?igsh=MTA2NTJweTNrZTFndQ==

Prefeito Eduardo Lira tem 88,5% de aprovação popular, destaca Simplex

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Simplex, reconhecido pela alta confiabilidade e um dos mais conceituados do estado de Pernambuco, revelou que o prefeito de Cupira, Eduardo Lira, alcançou 88,5% de aprovação popular junto à população cupirense. O resultado expressivo reflete o reconhecimento da sociedade às ações, obras e projetos desenvolvidos ao longo de apenas um ano de gestão.

De acordo com o levantamento, a avaliação positiva do governo municipal está diretamente ligada a um conjunto de grandes realizações e iniciativas históricas, muitas delas antigas reivindicações da população que começaram, finalmente, a sair do papel.

Entre os destaques está o fortalecimento das Festividades de Santos Reis, que ganharam maior estrutura, organização e valorização cultural, reafirmando Cupira como referência regional.

Outro ponto de grande relevância foi a reestruturação da tradicional Caminhada da Fé, desenvolvida em parceria com a Igreja Católica, fortalecendo o sentimento religioso e a participação popular.

A gestão Eduardo Lira também foi responsável pelo resgate das festividades juninas, devolvendo à cidade uma das manifestações culturais mais esperadas do ano, além da retomada do Enduro das Águas, evento esportivo que movimenta a economia local e atrai visitantes de toda a região.

Na área da saúde, um dos avanços mais simbólicos foi o início do projeto de requalificação do Hospital José Veríssimo de Souza, que há mais de 40 anos não passava por uma reforma estrutural significativa, bem como a ordem de serviço para reabertura do bloco cirúrgico. A iniciativa representa um marco para o atendimento hospitalar do município e reforça o compromisso da gestão com a qualidade dos serviços públicos.

Outro eixo importante da administração é a ordem de requalificação dos mercados públicos, incluindo o Mercado de Cereais, o Mercado de Peixes e o Açougue do Centro, espaços fundamentais para a economia local e para os pequenos comerciantes.

No campo da infraestrutura, Eduardo Lira já autorizou a ordem de serviço para o calçamento da estrada que liga Cupira ao distrito de Tabuleiro, além da construção da sede da Secretaria Municipal de Educação. Também estão contempladas a requalificação das praças do centro da cidade e da comunidade de Laje de São José, promovendo mais lazer, convivência e qualidade de vida para a população.

Eduardo, em apenas um ano, investiu mais de 16 mil metros quadrados em calçamento e, na história de Cupira, a maior quantidade de iluminação LED já instalada na cidade, com mais de 1.200 unidades; além de também, em apenas 12 meses, já ter construído cinco quadras esportivas nas escolas, requalificado a do centro e em fase final de construção, mais duas no COMVIDA.

Com uma gestão marcada por ações concretas, diálogo com a sociedade e valorização das tradições locais, o alto índice de aprovação popular consolida Eduardo Lira como um dos prefeitos mais bem avaliados da história de Cupira, reforçando a confiança da população no presente e no futuro do município.

Primeiro disco e álbum visual de Raquel Santana celebra cultura popular, poesia de Solano Trindade e lutas sociais 

 

A cantora Raquel Santana, 42, lançou o seu primeiro discoe álbum visual semana passada, no dia 31/12. IntituladaCanto e Espanto o Teu Quebranto, a obra evoca a rica musicalidade da cultura popular pernambucana e nordestina, além de abraçar outros ritmos negros e indígenas como a cumbia, o afrobeat e o rap. As canções falam sobre temas como racismo, machismo, maternidade solo, reforma agrária e celebram Caruaru, cidade da cantora.

O disco possui 12 faixas, compostas pela artista e outros compositores e poetas pernambucanos: Ana Letícia Cordeiro, Luann Ribeiro, Lucimary Passos, Gabriel, Bezerra, Germano Rabello, Bell Puã e Mc Caracol. O álbum também conta 3 poemas musicados a partir da obra de Solano Trindade: Olorum Okê, Maracatu da boneca de cera e Xangô. 

Raquel Santana iniciou na música há 18 anos como uma das vocalistas da banda Casas Populares da BR 232 e explica que começou a escrever as canções desse disco após se tornar mãe: “Antes da maternidade tinha muita dificuldade em compor. A experiência de ter e criar filhes foi uma abertura de um portal criativo para mim”.   A inclusão de poemas de Solano Trindade veio a partir de sua atuação dentro do Coletivo A Literatura Também Tem Pele Preta, dedicado à divulgação de escritores e escritoras afro-brasileiros. “Durante a pandemia nós demos um curso virtual sobre a vida e obra de Solano Trindade.  Foi a partir daí que vieram as músicas dos poemas de Solano, o eterno poeta do povo” pontua Raquel. 

O disco conta com participações de Gabi da Pele Preta, Chris Mendes, Joana Xeba, Bell Puã, Mc Caracol, Dj Nino Scratch, Gabriel Bezerra, Rosberg Adonay e Maracatu Cambinda Nova. Ranuzia Melo, mãe da cantora, participa de duas faixas do disco, e seus filhos Ginga e Erasto estão presentes na música Quer ficar com mamãe. A produção musical do trabalho é de Zé Barreto de Assis, de Bezerros.

Álbum visual 

Das 12 canções do projeto, 9 estão inclusas em um álbum visual. O vídeo teve entre suas locações o Assentamento Normandia/MST e o Sítio Carneirinho, local com concentração de pinturas rupestres e fósseis de animais pré-históricos. “A escolha do MST foi pela contribuição enorme desse movimento para a melhoria de vida dos povos do campo de todo o Brasil. Já o Sítio Carneirinho foi o cenário perfeito para as músicas Aurorinha e O maracá em Caruaru, que falam sobre a identidade indígena de nosso território”.

O audiovisual do disco tem direção de Túlio Beat, roteiroe produção executiva de Raquel Santana, fotografia de Felipe Correia, montagem de César Caos, produção de Katarina Machado e Joyce Noelly e figurino e maquiagemde Paulo Conceição. As acessibilidades (audiodescrição e legenda para surdos e ensurdecidos) foram realizadas pela COM Acessibilidade Comunicacional.

 

Lançamentos

Canto e Espanto o Teu Quebranto vem sendo lançado desde maio deste ano através de singles e clipes nas plataformas de streaming. A música tema, Afoxé contra o quebranto, foi lançada dia 20/12, quando também aconteceu uma audição coletiva do disco na Casa Cultural Respira, no centro de Caruaru. O álbum visual completo já teve lançamentos presenciais na Associação Caruaruense dos Cegos – ACACE e no Boi Tira Teima. O primeiro show já tem data marcada: 27 de março de 2026, no Sesc Caruaru. O disco e álbum visual Canto e Espanto o Teu Quebranto possuem incentivo da Lei Paulo Gustavo (Caruaru e Pernambuco). 

 

Informações:

Raquel Santana (81)99663-0706

https://www.instagram.com/quequel.santana/
https://www.youtube.com/@Quequel83
https://linktr.ee/quequelsantana

 

Tamandaré recebe Padre Fábio de Melo no 13º Dia da Consciência Cristã

A 13ª edição do Dia da Consciência Cristã, em Tamandaré, apresenta programação que promete emocionar o público. O evento, que acontece no dia 24 de janeiro, acontece na Vila Padre Arlindo, espaço batizado com o nome do grande idealizador da data, o Padre Arlindo. Para esta edição especial, o sacerdote recebe o Padre Fábio de Melo, uma das maiores vozes católicas do Brasil, autor de best sellers e apresentador do programa Direção Espiritual.

A Vila Padre Arlindo será aberta ao público a partir das 15h, preparando o ambiente para uma tarde de convivência, espiritualidade e encontro entre famílias, moradores e turistas. A programação continua e, às 16h30, terá apresentação do grupo 3 Palavrinhas, atração dedicada ao público infantil. Logo depois, às 18h, o Padre Arlindo celebra a Santa Missa, reunindo fiéis, turistas e moradores em um grande momento de fé.

Na sequência, às 19h30, o palco recebe os Amigos do Padre Arlindo, grupo formado por Dudu do Acordeom, Maciel Melo, Roberto Cruz, Anna Alves, Nádia Maia, Andrezza Formiga e Viviane Arruda, levando música, identidade nordestina e emoção ao público. Às 20h30min, Padre Fábio de Melo sobe ao palco, apresentando um show que une música e inspiração, em sintonia com a atmosfera espiritual vivida durante todo o evento.

O Dia da Consciência Cristã é um evento totalmente filantrópico. Todo o lucro arrecadado será destinado à Creche Fundação Padre Enzo, que atende cerca de 500 crianças em situação de vulnerabilidade social em Tamandaré. Sob a direção de Padre Arlindo, a instituição oferece educação de qualidade, alimentação, apoio emocional e social, transformando vidas e impactando positivamente a comunidade.

Serviço
Data: 24 de janeiro de 2026
Abertura da Vila: 15h
Local: Vila Padre Arlindo, Tamandaré, PE
Ingressos: R$ 60

Pontos de Venda

Online
Sympla
sympla.com.br

Tamandaré
Instituto Padre Arlindo
Loja Marminino, Vila Padre Arlindo
Loja Ponto Cell
Associação Padre Enzo, Creche
Boomerang Steak Burger

Caruaru
Quiosque Case e Cia
Shopping Difusora

Recife e Região Metropolitana
Além do Campo
Av. 17 de Agosto, 125
Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1167

Posto Setta
Boa Viagem, Rua Ernesto de Paula Santos, 913
Madalena, Rua Real da Torre, 954

Padaria Com.Pão
Av. Conselheiro Rosa e Silva, 745
Graças, Recife, PE

Presidente do STF relembra três anos dos ataques de 8/1 em evento

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu, na tarde desta quinta-feira (8), a programação especial que marca os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Os atos golpistas resultaram na depredação de prédios dos três Poderes da República, em Brasília.

Em seu discurso, Fachin destacou que o Estado Democrático de Direito “está em crise no mundo contemporâneo”. Segundo ele, a experiência brasileira tem demonstrado resiliência, e a preservação da memória cumpre papel essencial como alerta permanente, pois “o preço da democracia e da liberdade é mesmo uma eterna vigilância”.

Dia da infâmia

O presidente lembrou que os ataques representaram um marco traumático na história republicana recente. Segundo Fachin, tratou-se de um ato “premeditado, pautado pela negação do diálogo, da convivência pacífica e do próprio Estado Democrático de Direito”.

Em referência às palavras da ministra Rosa Weber (aposentada), presidente do STF à época dos fatos, o ministro recordou o episódio como o “Dia da Infâmia”, quando instituições centrais da República foram alvo de um “ataque sem precedentes em seus mais de 130 anos de história”.

Fachin destacou que a resposta institucional ao episódio foi marcada pela firmeza, serenidade e resiliência. Ao relembrar a decisão de manter a abertura do Ano Judiciário de 2023, apenas 24 dias após os ataques, ressaltou o papel das servidoras e dos servidores do Tribunal na reconstrução do prédio.

“Se há caminho a ser trilhado, é porque houve, e há, mãos que reconstruíram, limparam, restauraram e defenderam esse caminho, literalmente”, afirmou. Para o ministro, ao protegerem o edifício do STF, esses profissionais “defenderam também a Lei Fundamental do nosso país”.

A atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e das ações penais decorrentes dos atos golpistas também foi destacada. Fachin pontuou a postura adotada pelo ministro, marcada pela “firmeza por dever do ofício”, exercida “não por bravata”, mas em cumprimento às responsabilidades inerentes ao cargo.

Segundo ele, a atuação do ministro Alexandre, ainda que acompanhada de “sacrifícios pessoais e familiares”, exemplifica o compromisso institucional de colocar a defesa da Constituição e das instituições democráticas acima de interesses individuais.

Mãos da reconstrução

Nesse contexto, a abertura da programação ocorreu com a inauguração da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, instalada no átrio do Espaço do Servidor e aberta ao público. A mostra presta homenagem às servidoras e aos servidores que atuaram diretamente na recuperação das áreas vandalizadas, reunindo imagens, nomes e relatos que evidenciam o esforço coletivo responsável por devolver à sociedade um dos principais símbolos da Justiça brasileira.

Segundo o presidente do STF, a exposição representa “uma declaração pública de reconhecimento” a quem, com discrição e espírito público, contribuiu para que o Tribunal retomasse plenamente suas atividades.

“Recordar é resistir”, destacou o ministro Edson Fachin ao encerrar sua fala. Segundo ele, cabe ao Supremo, como guardião da Constituição, evitar que o tempo “caleje a sensibilidade” e faça desaparecer não apenas a lembrança do ataque, mas também o exemplo daqueles que se levantaram contra ele.

“O 8 de janeiro – assim como os dias que se seguiram – também diz respeito à vontade de reconstruir, à dedicação, à resiliência, à fraternidade e ao compromisso inabalável com a democracia”, concluiu o presidente.

Programação especial

O evento “8 de janeiro: um dia para não esquecer”, promovido pelo STF para marcar os três anos da data, conta ainda em sua programação com a exibição do documentário “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, uma roda de conversa com profissionais da imprensa que cobriram os ataques e a mesa redonda “Um dia para não esquecer”. Confira mais informações aqui.

Brisanet oferta 16 vagas de emprego em Caruaru

Para atender a estratégia de expansão da tecnologia 5G por todo o Nordeste, a Brisanet abre 16 novas oportunidades de emprego na cidade de Caruaru. As vagas para são para o cargo de Promotor de vendas (06) e Operador de Serviços de Campo (10).

Para se candidatar, os interessados devem acessar a plataforma de vagas oficial da Brisanet brisanet.gupy.io/, escolher a vaga e seguir as instruções para a inscrição. O recrutador entra em contato com o candidato pelo número de celular que ele cadastrou na plataforma. Os candidatos também podem entregar o currículo impresso na loja Brisanet, localizada na Avenida Agamenon Magalhães, 585, Bairro Maurício de Nassau.

A Brisanet é líder em banda larga fixa no Nordeste, com mais de 1,5 milhão de clientes. No segmento móvel, a operadora já conta com mais de 800 mil assinantes e segue investindo em infraestrutura para alcançar ainda mais brasileiros.

Salário e Benefícios

A Brisanet oferece salário compatível com o mercado e um pacote de benefícios com vale alimentação (cartão Ifood), plano de saúde com coparticipação, plano odontológico, seguro de vida, auxílio-creche, auxílio para dependentes com deficiência, entre outros.

Concessão da COMPESA: caminho para melhorias e mergulho na esperança

O tema da concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) tem despertado intensos debates entre a população de Pernambuco, especialistas e diversas esferas governamentais. Ao contrário do que algumas discussões simplificam, é importante esclarecer de início que estamos tratando de uma concessão – e não de uma privatização. A primeira implica na transferência temporária da administração do serviço à iniciativa privada por meio de contrato, enquanto a segunda prevê a venda dos ativos. Essa distinção precisa ser clara para não alimentar confusões ou narrativas equivocadas.

Toda essa movimentação ocorre num momento em que o país volta a discutir modelos de gestão que alavanquem serviços essenciais, como o fornecimento de água e o tratamento de esgoto, sem comprometer o acesso da população. A situação da Compesa reflete problemas estruturais acumulados ao longo de décadas, mas também simboliza uma possibilidade de mudança que desafia opiniões polarizadas. Nesse contexto, é imprescindível fazer uma análise histórica e sensata de como o setor foi tratado pelos governos anteriores e da nova abordagem que vem sendo desenhada.

Em Pernambuco, os números ilustram com clareza as dificuldades crônicas do setor. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), menos de 30% da população no estado tem acesso a serviços de coleta e tratamento de esgoto, enquanto cerca de 75% possuem abastecimento regular de água potável. Essa deficiência em saneamento básico não é apenas uma questão de modernização dos serviços – é um fator que impacta diretamente na saúde pública, na qualidade de vida e no meio ambiente. A ausência de tratamento adequado de esgoto contribui para a contaminação de rios e mananciais, que deveriam ser fontes essenciais de abastecimento, gerando uma cadeia de consequências nocivas tanto para a natureza quanto para as comunidades ao redor.

A contaminação de águas devido à falta de saneamento básico culmina em problemas ambientais graves, como a poluição de cursos d’água e o comprometimento de ecossistemas inteiros. Esses impactos agravam os riscos para a saúde das pessoas que vivem em áreas mais vulneráveis. A exposição constante a esgoto a céu aberto está associada a uma série de doenças, como diarreia, hepatite A, leptospirose e outras enfermidades de veiculação hídrica, que afetam especialmente crianças e idosos. Pernambuco, onde parte considerável da população vive em condições insalubres, apresenta regularmente índices de doenças relacionadas à ausência de saneamento acima da média nacional. O descaso crônico com essa infraestrutura é uma das razões para a manutenção de ciclos de pobreza e vulnerabilidade social, uma realidade que não pode mais ser ignorada.

Até 2022, a Compesa enfrentava um cenário marcado por limitações e deficiências na infraestrutura. Embora houvesse alguns investimentos pontuais, boa parte das medidas adotadas não conseguiu resolver a crônica falta de universalização dos serviços. Em áreas urbanas e rurais, a distribuição de água era irregular e insuficiente, enquanto o saneamento básico permanecia como um objetivo distante para a maioria das comunidades. Governos anteriores, apesar de defenderem um modelo de gestão estatal, enfrentavam constantes desafios na captação e execução de recursos, na burocracia e na efetividade dos projetos apresentados.

O Novo Marco do Saneamento, aprovado em 2020, trouxe mudanças significativas ao estabelecer metas de universalização e abrir espaço para investimentos privados no setor. Ainda assim, entre 2020 e 2022, a transição foi lenta em Pernambuco. A Compesa, diante de um cenário econômico desafiador, resistia à possibilidade de concessões e não conseguiu avançar na velocidade necessária para suprir décadas de deficiências estruturais. Não foi por acaso que o Estado continuou apresentando indicadores abaixo da média nacional, enquanto regiões que deram maior abertura ao modelo de concessão começaram a notar avanços mais expressivos.

Avançando para a atual conjuntura, o Governo Federal, tem desempenhado um papel estratégico nesse processo ao fomentar a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como estrutura central para modelar e viabilizar projetos de concessão como o da Compesa. O BNDES, reconhecido historicamente pelo suporte em projetos de infraestrutura, agora trabalha como o mediador técnico e financeiro para estruturar contratos robustos e garantir sua transparência. O objetivo é atrair empresas privadas qualificadas e assegurar que as metas de universalização definidas pelo marco sejam cumpridas, priorizando o atendimento das áreas mais carentes.

No caso de Pernambuco, o BNDES tem inserido cláusulas contratuais que estipulam parâmetros como a universalização do acesso à água até 2033 e a ampliação do tratamento de esgoto, que deverá atingir pelo menos 90% da população. O modelo proposto visa tirar o Estado da posição de atraso em relação a outros Estados brasileiros, possibilitando a modernização da infraestrutura e mitigação de danos socioambientais. Adicionalmente, as metas previstas buscam reduzir significativamente os indicadores de doenças relacionadas à precariedade dos serviços. Sem saneamento, comunidades inteiras continuariam enfrentando a circulação de esgoto a céu aberto em seus bairros, agravando desigualdades e fragilidades locais.

A concessão exige, no entanto, um acompanhamento rigoroso por parte de órgãos fiscalizadores, da sociedade civil e de especialistas. Experiências em outros Estados indicam que, quando bem planejadas e fiscalizadas, concessões podem aumentar drasticamente a eficiência e a cobertura, melhorando índices que afetam diretamente o bem-estar da população. No entanto, excessos de custo e descumprimento de cláusulas exigem cuidado redobrado para que avanços não venham a comprometer o direito básico da população ao acesso à água e ao saneamento como bens públicos.

Pernambuco, ao iniciar o processo de concessão da Compesa, busca romper com décadas de deficiências estruturais que ampliaram desigualdades e doenças relacionadas às doenças de veiculação hídrica. O papel do Governo Federal, especialmente por meio do BNDES, tem sido essencial para assegurar a implementação de contratos bem regulados e acompanhados, ao mesmo tempo em que preserva aspectos sociais no desenho do modelo. O ponto-chave será equilibrar os interesses econômicos da iniciativa privada com os direitos da população, garantindo que esse projeto atenda não apenas a números, mas ao básico direito à saúde, dignidade e harmonia com o meio ambiente. Afinal, essa concessão não é apenas sobre infraestrutura; é sobre vidas, futuro e sustentabilidade.

Marcelo Rodrigues é professor e advogado.

Manifestação no Rio lembra ‘8 de janeiro’ e rejeita anistia a golpistas

Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram, nesta quinta-feira (8), um ato em defesa da democracia na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. A mobilização marcou os três anos dos atentados de 8 de janeiro de 2023, ponto crítico da tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele dia, apoiadores do então ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF, em Brasília.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (CUT-RJ), Sandro César, a data simboliza a necessidade de vigilância permanente.

“Esse ato marca mais um ano do inominável movimento que foi feito pelos golpistas do Brasil no sentido de aviltar a democracia brasileira, de derrubar o Estado Democrático de Direito. É algo que nós achávamos que estava distante, mas voltou a acontecer no Brasil”, disse Sandro.

Ele também destacou o papel das condenações como exemplo histórico.

“Ex-presidente preso, generais golpistas presos e envolvidos no golpe presos. Isso é o que deve acontecer quando se viola a Constituição da República do País no sentido de a aviltar, de violar o pacto constitucional, o pacto republicano e democrático do Brasil. É um ensinamento importante para que as futuras gerações possam nunca mais imaginar ou tentar fazer algo do tipo”, complementou o dirigente sindical.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (Seeb/Rio), José Ferreira, criticou qualquer iniciativa de perdão aos envolvidos.

“Não podemos aceitar anistia para os golpistas, nem essa estratégia que eles fingem dizer que não é anistia, a dosimetria, que nada mais é do que um genérico da anistia. O Lula vetou o projeto, mas vai voltar para o Congresso e precisamos estar nas ruas para pressionar o parlamento contra esse benefício aos que querem roubar a democracia”, disse Ferreira.

João Pedro, militante do movimento de juventude Juntos (antifascista, anticapitalista e ecossocialista) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RJ), ressaltou a importância da mobilização contínua.

“Nessa data importante, lembramos da necessidade de estarmos sempre mobilizados. Precisamos ficar atentos sobre os constantes ataques da extrema direita que temos vivenciado”, disse o militante.

“É fundamental começar o ano com mobilização. É necessário resistir, mas também apresentar uma alternativa para a crise. Mostrar que é possível construir uma outra sociedade, que é possível superar os horizontes que estão colocados para nós hoje”, complementou.

 

Rio de Janeiro (RJ), 08/01/2026 - Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

8 de janeiro

Há três anos, milhares de manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios, romperam bloqueios policiais e atacaram as sedes dos Três Poderes, exigindo a derrubada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente e empossado havia apenas uma semana.

Três anos depois, o STF condenou 1.399 pessoas envolvidas nos atos golpistas. Os dados foram atualizados nesta segunda-feira (8) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos. Segundo o balanço, 179 pessoas estão presas, sendo 114 em regime fechado após o trânsito em julgado das condenações. Outras 50 cumprem prisão domiciliar e há ainda 15 prisões preventivas.

As condenações incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro e 28 ex-integrantes de seu governo, responsabilizados por planejar uma tentativa de golpe para impedir a posse de Lula. Entre os presos também estão cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, condenados por omissão ao permitirem o acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes.

 

Rio de Janeiro (RJ), 08/01/2026 - Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mega-Sena não tem ganhador; prêmio vai a R$ 13,5 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.957 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 13,5 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 19 – 28 – 36 – 37 – 48 – 52

16 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 81.629,27 cada

2.046 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.052,22

Macron diz que vai votar contra acordo entre União Europeia e Mercosul

France's President Emmanuel Macron delivers a speech to French ambassadors at the Elysee Palace in Paris, France January 8, 2026.      Michel Euler/Pool via REUTERS

O presidente francês Emmanuel Macron declarou em suas redes sociais nesta quinta-feira (8) que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

“A França decidiu votar contra a assinatura do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul”, escreveu o político. E continuou: “A França apoia o comércio internacional, mas o acordo UE-Mercosul está desatualizado, negociado por muito tempo em termos obsoletos [mandato de 1999]. Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”.

A França se opõe ao acordo há bastante tempo. O governo local sofre uma forte pressão, principalmente dos agricultores franceses, que rejeitam totalmente a parceria com o bloco sul-americano, temendo a concorrência.

Macron levará sua decisão à reunião de Conselho da União Europeia, que acontece nesta sexta (9), em Bruxelas.

Além da França, Irlanda, Polônia e Hungria também são contra o acordo. Alemanha e Espanha são favoráveis à assinatura. A Itália ainda não se definiu, mas indicou que deve apoiar.

A assinatura do documento pode ocorrer na próxima semana.